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Heide Park


O Heide Park é conhecido principalmente pelas suas atrações radicais, mas o que realmente impressiona é o quanto ele é um parque extremamente equilibrado. Diferente de muitos parques focados apenas em adrenalina, aqui existe um leque muito bem distribuído de atrações radicais, familiares e infantis, o que faz com que o parque funcione muito bem para todos os tipos de público. Localizado no norte da Alemanha, ele é um dos maiores parques do país em área, cercado por florestas, e curiosamente começou como um simples zoológico nos anos 70, evoluindo ao longo das décadas até se tornar esse gigante da diversão que conhecemos hoje.



O parque é dividido em várias áreas temáticas, e a primeira que eu fui foi a Transilvânia. A escolha não foi por acaso: essa área fica bem no fundo do parque e, logo no começo do dia, praticamente não tinha fila nenhuma. A primeira atração do dia foi a Flug der Dämonen, uma montanha-russa alada, onde você vai pendurado paralelo ao trilho, com os pés soltos. Ela tem inversões bem posicionadas, passagens próximas ao solo e aquele estilo clássico elegante. A experiência é boa, divertida e suave, mas a minha sensação foi clara: quando ela começa a ficar realmente empolgante… acaba. É uma montanha-russa curta demais para o potencial que tem.



Logo depois fui para a Scream, a torre de queda livre do parque. Ela tem cerca de 71 metros de altura e já causa impacto só de olhar. A fila passa muito perto da área de queda, então quando o carrinho despenca, o susto é inevitável — voa cabelo, boné, tudo! A experiência é sensacional: a subida já é diferente, porque acontece girando, o que dá uma sensação de desorientação incrível antes da queda. E quando a queda vem, ela é forte, seca e extremamente intensa, daquelas que fazem o estômago subir.



Depois de tanta adrenalina, resolvi dar uma apaziguada e fui na Bobbahn. Essa é uma montanha-russa do tipo bobsled, onde o trem não fica preso a trilhos tradicionais, mas desliza por um canal em formato de tubo, simulando um trenó olímpico. E posso dizer tranquilamente: foi uma das melhores montanhas-russas desse modelo que eu já andei. Ela é longa, bem construída e tem momentos ótimos de emoção, principalmente quando o trem desce rápido pelo canal, passando muito perto das paredes, o que aumenta bastante a sensação de velocidade.



Em seguida tive uma experiência de terror bem tecnológica no Dämonen Gruft. Esse é um trem fantasma moderno, com uso intenso de telões, efeitos sonoros, iluminação e criaturas assustadoras bem posicionadas. Os sustos funcionam, o clima é bem feito e a ambientação conversa muito bem com a área da Transilvânia. Infelizmente, assim como outras atrações do parque, ele também acaba rápido demais, deixando aquela sensação de “queria mais”.


O que fazer na Alemanha: Heide Park

A última atração que fui na Transilvânia foi a Toxic Garden, uma montanha-russa invertida que é clone da famosa FireWhip, do Beto Carrero World. E aqui minha opinião é direta: não gostei. Apesar de ser visualmente interessante e ter boas inversões, a experiência é bem desconfortável. Ela bate demais, especialmente na região da cabeça, o que acaba tirando totalmente a diversão.



Um pula-pula divertido deu as boas-vindas à Terra dos Esquecidos, a segunda área temática que visitei. Logo de cara entramos em uma pequena subárea com temática maia, onde a atração central é o La Ola, um chapéu mexicano clássico, que garante boas risadas. Ao redor dele ficam o Breakdance, bem parecido com o nosso Crazy Dance do Brasil, e o Magic, um brinquedo giratório raríssimo, com pouquíssimas unidades ainda em funcionamento no mundo, o que já faz a visita valer a pena.


O que fazer na Alemanha: Heide Park


E é nessa área que fica a grande estrela do Heide Park: a Colossos. Sem exagero, essa é uma das melhores montanhas-russas de madeira que eu já fui na vida e, consequentemente, uma das melhores da Europa. O percurso é enorme, com quedas longas, curvas rápidas e muitos pontos de airtime extremamente agressivos. Airtime é aquele momento em que você sente o corpo “flutuando” para fora do banco, como se fosse ser arremessado para cima. A Colossos entrega isso com força, especialmente nas colinas finais. Repeti essa montanha-russa três vezes seguidas, porque ela simplesmente é a melhor atração do Heide Park. O destaque absoluto é a primeira queda, seguida por uma sequência final insana de airtimes.



Ainda na mesma área, fui na Desert Race, uma montanha-russa de lançamento hidráulico. Ela acelera o trem do zero a uma velocidade altíssima em poucos segundos, criando uma explosão de adrenalina logo no começo. Ela me lembrou muito a Maverick, do Cedar Point, que é a minha montanha-russa favorita no mundo, principalmente pelo lançamento forte e pelas curvas muito bem desenhadas. O problema? De novo, ela é curta demais e acaba justamente quando começa a ficar ainda mais emocionante.



A Baía Pirata é a terceira área do Heide Park, totalmente dedicada ao tema pirata. Aqui estão atrações clássicas e muito bem tematizadas, como o Bounty, o tradicional navio pirata; o Topilaula, um splash battle onde você se molha enquanto atira jatos d’água; e o Flossfahrt, um passeio tranquilo de balsa que divide espaço com o Panoramabahn, o monotrilho do parque, oferecendo ótimas vistas.



A montanha-russa símbolo dessa área é a Krake. Ela tem uma queda interessante, que mergulha diretamente na boca do monstro Kraken, criando um visual incrível. Porém, a experiência em si não me agradou. A montanha-russa é extremamente curta e, quando você percebe, já acabou, o que deixa um gosto de oportunidade perdida.



A outra montanha-russa da área é a Big Loop, uma atração histórica do parque. Ela possui quatro inversões e é um clássico do fabricante Schwarzkopf. Apesar de a experiência não ser nada espetacular para quem já andou em muitas montanhas-russas, ela cumpre muito bem seu papel e é uma excelente opção para quem está começando a se aventurar nas atrações radicais.


O Heide Park também conta com uma gigantesca área familiar, muito bem planejada. Destaque para o Mountain Rafting, uma das melhores corredeiras que já experimentei, longa, bem molhada e com percurso envolvente. O Wildwasserbahn é o splash tradicional do parque, com quedas refrescantes. A Grottenblitz é uma montanha-russa familiar escura, divertida e acessível, enquanto a Indy Blitz é voltada para o público infantil, sendo uma ótima primeira montanha-russa. Já o Ghostbusters 5D é uma atração interativa de tiro ao alvo, com óculos 3D, telas e efeitos especiais que garantem diversão para todas as idades.



O que fazer na Alemanha: Heide Park


O que fazer na Alemanha: Heide Park

Falando em crianças, a Peppa Pig Land é uma área infantil enorme e extremamente caprichada. As atrações são suaves, coloridas e perfeitas para os pequenos, todas baseadas no universo da personagem. A loja é um destaque à parte, com uma enorme variedade de produtos exclusivos da Peppa Pig, desde pelúcias até roupas e souvenirs. É uma área bem simples, mas divertida para as crianças muito pequenas!



Outra área infantil muito bem feita é a de Como Treinar o Seu Dragão. Ela traz atrações temáticas que simulam voos, treinamentos e aventuras do filme, além de uma ambientação impecável. A loja segue o mesmo padrão de qualidade, com produtos do universo dos dragões, o que faz essa área ser um sucesso absoluto entre crianças — e também entre adultos fãs da franquia. Eu adorei!


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O que fazer na Alemanha: Heide Park

O Heide Park se mostrou um parque muito mais completo do que a fama de “parque radical” faz parecer. Ele consegue unir montanhas-russas de alto nível, como a incrível Colossos, com atrações familiares bem executadas e áreas infantis extremamente caprichadas, criando uma experiência equilibrada do começo ao fim do dia. Mesmo com algumas atrações curtas demais, o parque compensa com variedade, boa tematização e uma atmosfera agradável, cercada pela natureza. É um destino que agrada tanto quem busca adrenalina quanto famílias e visitantes que querem apenas curtir um dia divertido, o que faz do Heide Park uma parada obrigatória para quem visita parques de diversão na Alemanha — e uma experiência que, sem dúvida, deixa vontade de voltar.


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Perguntas frequentes:


Onde fica o Heide Park?

O Heide Park fica em Soltau, no estado da Baixa Saxônia, no norte da Alemanha, aproximadamente entre Hamburgo, Hannover e Bremen, em uma região cercada por florestas e natureza.


Como chegar ao Heide Park?

O aeroporto mais próximo é o de Hamburgo (HAM), localizado a cerca de 70 km do parque. A partir de Hamburgo, é possível chegar de carro pela rodovia A7, com acesso bem sinalizado e estacionamento amplo no local. Também é possível ir de trem até a estação de Soltau e, de lá, pegar um ônibus ou táxi até o parque. Apesar de ser possível visitar sem carro, alugar um facilita bastante, especialmente para quem quer otimizar o tempo.


Quais são as melhores atrações do Heide Park?

Colossos, Flug der Dämonen e Scream.


Quais são os melhores meses para visitar o Heide Park?

Maio, junho e setembro são os melhores meses, quando o clima é mais agradável, os dias são mais longos e as filas costumam ser menores do que no pico do verão europeu, especialmente julho e agosto.


Qual é a melhor ordem para fazer as atrações e brinquedos do Heide Park?

Flug der Dämonen / Scream / Bobbahn / Dämonen Gruft / Colossos / Desert Race / Mountain Rafting / Ghostbusters 5D / Wildwasserbahn / Krake / Big Loop


Qual é a melhor dica para o Heide Park?

Chegue cedo e vá direto para o fundo do parque, começando pela área da Transilvânia. Essa estratégia reduz bastante o tempo em filas logo no início do dia e permite repetir atrações populares como a Colossos com mais tranquilidade.


Que tipos de comida estão disponíveis no Heide Park?

O parque oferece uma boa variedade de opções, incluindo restaurantes com comida alemã tradicional, como salsichas e schnitzel, além de hambúrgueres, pizzas, massas e lanches rápidos. Também há opções para crianças e alguns restaurantes temáticos espalhados pelas áreas do parque.


Quanto custa o Heide Park?

Os ingressos de 1 dia custam, em média, entre €39 e €59 (aproximadamente R$ 215 a R$ 325), variando conforme a data e a compra antecipada online. O parque também oferece passes anuais para quem pretende visitar mais de uma vez.


Qual é a duração das filas no Heide Park?

De moderadas a altas. Em dias cheios, atrações populares como a Colossos podem chegar a 60–90 minutos de fila; em dias mais tranquilos, muitas atrações ficam na faixa de 15–40 minutos.


Qual é o site do Heide Park?

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