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Walibi Holland


O Walibi Holland é considerado até hoje como o “Six Flags da Holanda”, e isso não é por acaso. O parque fez parte do antigo grupo Six Flags na Europa e herdou completamente esse DNA focado em montanhas-russas radicais e intensas — exatamente o estilo que consagrou os parques Six Flags pelo mundo. Mesmo depois da mudança de nome, o apelido ficou grudado e continua fazendo todo sentido. Para mim, a experiência foi ainda mais especial porque esse é exatamente o parque que eu jogava no cenário “Six Flags Holanda” no RollerCoaster Tycoon 2, então caminhar por ele ao vivo despertou uma nostalgia absurda, como se um mapa do jogo tivesse ganhado vida diante dos meus olhos.


O que fazer em Amsterdã: Walibi Holland

O que fazer em Amsterdã: Walibi Holland
Walibi Holland no jogo Rollercoaster Tycoon 2

Logo de cara dá pra perceber que o Walibi Holland tem uma atmosfera extremamente jovem. Tudo ali parece pensado para adolescentes, jovens adultos e fãs de adrenalina. Isso faz com que ele seja considerado um dos parques mais radicais da Europa, já que, das nove montanhas-russas do parque, sete são voltadas claramente para o público radical. É aquele tipo de parque que não tem medo de ser intenso — ele abraça isso com orgulho.


O que fazer em Amsterdã: Walibi Holland

A Main Street do Walibi Holland já entrega essa vibe logo na entrada. Diferente das ruas principais clássicas e “fofinhas” de outros parques, aqui tudo é mais cru, urbano e despojado. Os prédios são decorados com grafites, cores vibrantes, estruturas metálicas aparentes e um estilo industrial bem forte. A música, a sinalização e até o visual dos funcionários reforçam essa identidade jovem e moderna. O parque literalmente respira essa alma urbana e alternativa, deixando claro que aqui o foco é energia, movimento e adrenalina.



A primeira montanha-russa que você vê assim que entra no parque é a Xpress: Platform 13, um clone da famosa Rock ‘n’ Roller Coaster do Disney’s Hollywood Studios — só que completamente ao ar livre. Ela conta com lançamento a partir do zero, catapultando o trem para frente em alta velocidade, seguido por inversões clássicas como looping e cobra roll. O grande charme da Xpress está na fila: você entra como se estivesse numa estação de metrô comum, limpa e funcional, mas conforme avança, o ambiente vai se tornando cada vez mais abandonado, escuro e estranho, até chegar a uma plataforma decadente, como se aquela estação tivesse sido esquecida no tempo. Infelizmente, apesar da temática muito bem feita, achei a Xpress extremamente bruta. Diferente da Rock ‘n’ Roller Coaster da Disney, que é suave e confortável, essa versão bate bastante e exige uma certa resistência pra encarar.



Ainda na Main Street, o parque oferece atrações mais tranquilas que ajudam a equilibrar a área. A Grand Roue, a roda-gigante, garante uma vista bem interessante do parque e da paisagem plana da Holanda, especialmente bonita no fim do dia. O Pavilion de Thé é o clássico brinquedo de xícaras malucas, mas com uma estética moderna e colorida, enquanto o Le Tour des Jardins traz aqueles carros antigos que passeiam lentamente, funcionando quase como um respiro entre uma montanha-russa radical e outra.



A partir da Grand Roue, você pode escolher qualquer uma das áreas do parque, e eu fui direto para a Zero Zone, onde fica a Lost Gravity — uma das montanhas-russas mais insanas do Walibi. Ela tem uma temática psicodélica, cheia de cores vibrantes e elementos abstratos, que já preparam o cérebro para o caos que vem pela frente. O percurso é completamente imprevisível, com curvas externas absurdas, quedas inclinadas e momentos em que você não entende exatamente o que está acontecendo. A Lost Gravity chega a impor forças de até 4,3 vezes a força da gravidade, o que explica aquela sensação de corpo esmagado no banco em vários momentos. Eu simplesmente amei — é intensa, agressiva e surpreendente do início ao fim.


O que fazer em Amsterdã: Walibi Holland


A Zero Zone ainda conta com outras atrações marcantes. O Tomahawk é um pêndulo gigante que balança e gira ao mesmo tempo, criando uma combinação de movimentos que, pra mim, é garantidamente enjoativa — então fica o aviso. A Drako é uma montanha-russa infantil, mas bem tematizada, com um simpático dragão de lata que percorre o trilho. Já o Crazy River é um splash com duas quedas consecutivas que molha bastante, ótimo pra se refrescar nos dias mais quentes.



Logo ao lado da Zero Zone está a área Wilderness, que abraça completamente a floresta onde o parque está inserido. De repente, tudo fica mais verde, mais fechado e com aquele clima de parque “perdido no meio do mato”. E é ali que mora uma das grandes estrelas do Walibi Holland: a Untamed. Ela é uma montanha-russa híbrida, ou seja, combina estrutura de madeira com trilhos de aço, o que permite um percurso muito mais agressivo e moderno. A Untamed se tornou uma das minhas montanhas-russas favoritas de todos os tempos. Ela é emocionante, intensa, mas perfeitamente dosada, com inversões inesperadas, mudanças rápidas de direção e um final recheado de colinas que fazem você levitar absurdamente do banco. Cada vez que o trem ficava de cabeça para baixo, parecia que o ar sumia dos pulmões. Sem exagero: é uma das melhores montanhas-russas da Europa e, tranquilamente, do mundo.



Na Wilderness também estão o Blast, um brinquedo do mesmo modelo do Ekatomb do Hopi Hari, só que com muito mais giros — eu simplesmente amei a experiência. Tem ainda o Merlin’s Magic Castle, uma atração de ilusão de ótica dentro do castelo do mago Merlin que eu te desafio a descobrir o que acontece lá dentro sem spoilers, e o Skydiver, uma atração radical em que você literalmente se joga de 54 metros de altura a cerca de 120 km/h, numa queda que faz o estômago subir instantaneamente.



A Speed Zone concentra atrações ligadas à velocidade, e o grande destaque é a Goliath, uma hiper montanha-russa que me surpreendeu muito pela qualidade absurda. Ela tem uma queda de 46 metros, atinge 106 km/h e entrega um percurso longo, veloz e extremamente suave. O grande diferencial da Goliath está na sua segunda metade do percurso, repleto de colinas que geram airtime constante, aquela sensação deliciosa de estar flutuando fora do banco. É intensa sem ser desconfortável, poderosa sem ser agressiva — uma aula de como fazer uma hiper montanha-russa bem feita.



Na Speed Zone também estão a Eat My Dust, uma montanha-russa infantil cheia de voltas; o G-Force, um enterprise clássico em que você gira sustentado apenas pela força da gravidade; e a Space Shot, uma torre de lançamento que te dispara da base ao topo em questão de segundos.



A área Exotic mistura atrações radicais e familiares. A El Condor, uma montanha-russa invertida do mesmo modelo da FireWhip do Beto Carrero, infelizmente é uma experiência bem sofrida. Ela bate demais, sacode o corpo inteiro e exige um esforço enorme pra simplesmente permanecer sentado — uma verdadeira prova de resistência. Já o El Rio Grande, as corredeiras do parque, são grandes, visualmente bonitas e não molham tanto quanto parecem. O Tequila’s Taxi é o clássico bate-bate, e o Los Sombreros é uma atração familiar divertida, em que os sombreros sobem e descem enquanto giram, causando aquele friozinho na barriga gostoso.



A área Playground é extremamente colorida, musical e divertida, com a Speed of Sound como atração principal. Essa montanha-russa boomerang é surpreendentemente suave e gostosa de andar, além de contar com música eletrônica tocando diretamente no trem, sincronizada com o percurso. A área ainda tem o Spinning Vibe, parecido com o Los Sombreros, mas mais próximo do chão; o Super Swing, um enorme chapéu mexicano que balança ao som de música; e o Splash Battle, uma verdadeira guerra de arminhas de água, perfeita para se molhar e se divertir nos dias quentes.



As montanhas-russas duplas YOY são a mais nova adição do parque e um verdadeiro show de inovação. Elas utilizam um trilho único, algo extremamente raro no mundo dos parques, e duelam entre si em dois percursos diferentes: o Thrill, mais radical, e o Chill, mais tranquilo. Apesar de parecerem pequenas e inofensivas vistas de fora, por dentro elas são surpreendentemente agressivas, cheias de curvas rápidas, momentos intensos e uma sensação constante de imprevisibilidade. Todo mundo sai delas chocado — no melhor sentido possível. Foi uma adição impecável ao Walibi Holland.



A área infantil, Walibi Play Land, é super colorida e bem completa, com atrações como a W.A.B. Ferris Wheel, pequenas montanhas-russas, carrosséis, brinquedos giratórios e áreas interativas pensadas especialmente para crianças menores, garantindo que até os visitantes mais novos tenham um espaço dedicado no parque.



O que fazer em Amsterdã: Walibi Holland

No geral, eu gostei muito do Walibi Holland. É um parque focado em radicalidade, com atrações de altíssima qualidade, mesmo tendo uma quantidade absurda de mato espalhada por todo lado [risos]. Para quem busca emoção, adrenalina e montanhas-russas de respeito, ele é facilmente um dos melhores parques da Europa, com uma coleção que realmente lembra os parques Six Flags dos Estados Unidos. Se você é fã de montanha-russa, esse parque não é só recomendado — ele é obrigatório.


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Perguntas frequentes:


Onde fica o Walibi Holland?

O Walibi Holland fica em Biddinghuizen, no centro da Holanda, em uma região cercada por áreas verdes e lagos artificiais. O parque está a aproximadamente 70 km de Amsterdã, sendo um dos principais parques de diversões do país e referência em atrações radicais na Europa.


Como chegar ao Walibi Holland?

O aeroporto mais próximo é o Aeroporto Schiphol (AMS), em Amsterdã. A partir da capital, a forma mais prática é ir de carro, seguindo pelas rodovias A6 e N305, com estacionamento disponível no local. Também é possível chegar de transporte público, pegando um trem até Harderwijk e, de lá, o ônibus linha 247 – Walibi Express, que opera nos dias de funcionamento do parque e deixa o visitante diretamente na entrada.


Quais são as melhores atrações do Walibi Holland?

As grandes estrelas do parque são as montanhas-russas Untamed, Goliath e as inovadoras YOY.


Quais são os melhores meses para visitar o Walibi Holland?

Os melhores meses são maio, junho e setembro, quando o clima é mais agradável e o parque costuma ter movimento mais equilibrado. Julho e agosto são meses de alta temporada por conta das férias escolares europeias, com filas maiores, especialmente nos fins de semana.


Qual é a melhor ordem para fazer as atrações e brinquedos do Walibi Holland?

Lost Gravity / Untamed / Space Shot / Eat My Dust / Goliath / YOY / El Condor / G-Force / Blast / Merlin’s Magic Castle / Crazy River / Drako / Splash Battle / Speed of Sound / El Río Grande / Xpress: Platform 13.


Qual é a melhor dica para o Walibi Holland?

Chegue antes da abertura e vá direto para as áreas mais afastadas da entrada, como Zero Zone e Wilderness, onde ficam Lost Gravity e Untamed. Evite perder tempo no começo com atrações próximas à entrada. O parque é intenso, então vale fazer pausas estratégicas ao longo do dia e usar o aplicativo oficial do Walibi para acompanhar tempos de fila e mapa.


Que tipos de comida estão disponíveis e onde comer no Walibi Holland?

O parque oferece opções de fast-food, como hambúrgueres, batatas fritas, pizzas e hot dogs, além de restaurantes temáticos espalhados pelas áreas. Há também opções vegetarianas e snacks rápidos para comer entre uma montanha-russa e outra. A gastronomia não é o foco principal do parque, mas atende bem para um dia inteiro de visita.


Quanto custa o Walibi Holland?

Os ingressos custam, em média, entre €35 e €50, variando conforme a data, a antecedência da compra e a demanda. Comprar online antecipadamente costuma garantir preços melhores.


Qual é a duração das filas no Walibi Holland?

Em dias tranquilos, as filas costumam ser baixas a moderadas (15 a 40 minutos). Em alta temporada ou fins de semana de verão, algumas atrações populares podem ultrapassar 60 minutos de espera, especialmente Untamed, Goliath e YOY.


Qual é o site oficial do Walibi Holland?

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