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153 resultados encontrados

  • Parque Mutirama

    Se aproximar do Parque Mutirama foi voltar ao passado. Ver uma roda-gigante clássica que um dia pertenceu ao Playcenter já na entrada do parque, foi um momento que remeteu ao século passado, época de inauguração de parques com visual clássico, como o próprio Playcenter, o Marisa, o Tivoli, o Shanghai, entre outros. O Mutirama possui estacionamento gratuito, com um número de vagas considerável. Após a alguns problemas de desvio de dinheiro, a entrada do Mutirama finalmente foi construída e está em plena operação desde Outubro de 2015. No calçadão inaugurado em frente ao parque se localizam algumas casinhas cenográficas de qualidade duvidosa e alguns vendedores ambulantes de comida e balões. O novo portal de entrada possui formato neoclássico, mas é preenchido com plantas. A primeira parte do Mutirama, a área azul, possuía a roda-gigante, o bate-bate, o tele combate, o tobogã e a estação do teleférico. O Teleférico opera com duas cabines por vez. O sentimento ao estar nessa área foi de um pouco de tristeza, já que um espaço imenso foi pouquíssimo aproveitado. Apesar disso, uma nova atração foi inaugurada nesse espaço: o Touro Mecânico. Atravessando a primeira ponte, chega-se na área vermelha, onde fica localizado o autorama Volta ao Mundo, que possui uma estação bem tematizada como uma oficina velha, e seu percurso possuía uma parte representando cada continente, contendo uma escultura em cada. Além do Volta ao Mundo, a área vermelha era a unica parte do Mutirama em que poderia pegar o trenzinho, apesar desse ter duas outras estações na próxima área, a verde. A estrela da área é a montanha-russa Super Jet, vinda do Playcenter. Extremamente suave e sem muitas tremedeiras, era a preferida de todas as idades. Aliás, o público do Mutirama era constituído em sua maioria de famílias com crianças pequenos, sendo poucos adolescentes vistos. Próximo a Super Jet, encontrava-se a Mini-Montanha, uma brucomela que possui um trem único em todo o Brasil. Além deles, a área vermelha contava com um lindo Carrossel, mini Xicaras Malucas, Mini Splash e a Casa Mal Assombrada, um trem fantasma bastante avariado pelo tempo em seu interior, já que possuía cenários quebrados e partes da cobertura do teto faltando, deixando a mostra toda a estrutura de sustentação da atração. É importante ressaltar que o Mutirama possui bebedouros com água gelada por todo o parque, e banheiros muito bem higienizados. Muitos brinquedos infantis ficam ao redor da Casa Mal-Assombrada, muitos dele ao estilo carrossel que sobe e desce. Destaque para o belo Carrossel e o Splash infantil, que talvez por ironia do destino, molha mais que o para adultos. Atravessando a última ponte, chegava-se na área verde. O primeiro brinquedo a ser visto é o imponente Palácio Alhambra. Sua estação é uma livraria lotada de livros de verdade e possuía 3 cenários que pareciam completamente aleatórios para quem não conhece a história de Goiânia. Esses cenários também apresentavam avarias, como luzes queimadas e partes quebradas. Logo ao seu lado, fica o Cine 4D, que já apresentava avarias em seu exterior. La dentro, os efeitos 3D eram praticamente inexistentes e os movimentos eram muito leves, não proporcionando emoção alguma. A sua frente, encontra-se o Bicho da Seda, um music express em que as lonas em cada carrinho não existiam mais. Na área verde concentra-se a maior parte das opções de alimentação do Mutirama, que são precárias. Sem oferecer almoço, quatro barraquinhas com higiene duvidosa serviam lanches de fast-food. No fundo do parque, encontra-se a Torre, o Splash, o Barco Pirata e o Parque dos Dinossauros. Baixo, o barco do Splash oferecia travas de ombro altamente desconfortáveis, aliadas a uma tremedeira durante o caminho para queda e na queda, já que esses não possuíam água, inexplicável para uma atração aquática. Além disso, o visitante não ficava molhado de forma alguma, fazendo dele a pior atração que já vi em um parque de diversões. Como visto na foto acima, o Splash do Mutirama é completamente bizarro. O Parque dos Dinossauros era um jardim que possuía algumas esculturas de dinossauros, além de um canal d'água, que infelizmente, estava seco. A Torre, similar a do Parque Marisa, foi a agradável surpresa do parque. Em 2015, quando estava inicialmente em manutenção, me aproximei dela e fiquei observando seu painel de operação aberto. Ponto para a engenharia elétrica por criar algo tão maravilhoso! Quando ela foi posta em operação, senti um frio na barriga que não perde em nada para as torres gigantes do Brasil, já que é impossível saber em que momento ela irá cair. Infelizmente, sua aparência era meio precária, com muitas luzes quebradas. Seu horário de funcionamento, das 9hs (fins de semanas e feriados) ou 10hs (Quinta e Sexta) até as 19hs, é perfeito para curtir tudo que o Mutirama oferece. Suas filas e operação são rápidas, com exceção a da Super Jet. Bastante arborizado, um dia inteiro no Mutirama é muito agradável para a família, sendo que o parque atrai também pessoas querendo fazer seus piqueniques para aproveitar a sua atmosfera. O Mutirama ainda contava com um sistema de som para música e avisos gerais. Com preços populares (o ingresso custa 8 reais a meia e 16 a inteira), o Mutirama não é pesado para o bolso de forma alguma. Alimentação e souvenires são bastante baratos. Por ser público, o Mutirama está ainda acima da media de outros parques operados por Prefeitura ao redor do mundo. Entretanto, devido as avarias constatadas após apenas 2 anos de funcionamento, é preocupante pensar sobre o futuro do Mutirama daqui a 10 anos por exemplo. É importante torcer pelo melhor. --- Resumão do Parque Mutirama: Alimentação: Fast-food e doces. Como chegar: Carro ou Uber são sempre opções, mas é possível chegar de transporte público através das linhas de ônibus espalhadas pela cidade. Dica campeã: A partir das 15h é sempre mais divertido! O parque já está um pouco mais cheinho nesse horário, dessa forma não é necessário esperar muito para encher as atrações. Filas: tranquilas (-30 min). Melhores atrações: Musik Express, Super Jet e Torre de Queda Livre. Melhores meses para visitar: Todos. Preço: Gratuito

  • Ita Center Park

    O Ita Center Park foi meu segundo parque itinerante visitado, sendo o meu primeiro o Playcity. O parque costuma ir às cidades de Belém e Goiânia por ano, além de marcar a presença em feiras agropecuárias. Instalado próximo ao Shopping Flamboyant em Goiânia, possui estacionamento gratuito. O Ita contava com uma boa variedade de brinquedos, entre eles uma novidade sensacional: o Skip Dance, um saltamontes com assentos individuais onde os movimentos são muito superiores ao saltamontes original (igual ao existente no Mirabilandia). Além dele, o King Loop, uma espécie de Crazy Dance onde as cadeiras fazem loops de acordo com a força G imposta durante os giros, também é uma ótima aposta para atrair os que procuram muita adrenalina com brinquedos não muito convencionais. Brinquedos não convencionais fazem o Ita Center Park um parque itinerante não convencional. Seu leque de brinquedos é de dar inveja a muitos parques itinerantes por aí, possuindo ainda um Move It, um Cataclisma e um Loop Fighter (Freestyle). Além deles, os tradicionais tagadisco e Amor express, que por sinal esse último é um modelo único no Brasil. O Kataclisma do Ita Center Park difere do que pertenceu ao Playcenter. Sua base é giratória, fazendo os aventureiros que o encaram perderem completamente a sensação de onde estão. Porém, não é só ele que possui um fator surpresa. O Freestyle, apesar de parecer apenas um balanço gostoso à primeira vista, à medida que pega velocidade, faz com que em um determinado momento, suas cadeiras girem 360 graus, dando um loop, e um tranco muito forte. Para ver o Ita de cima, a Zyklon Loop e a Roda-Gigante, que por sinal é muito rápida, cumprem muito bem seu papel. A Zyklon possui um loop bastante intenso e é bem tranquila após a passagem pela inversão. Vale lembrar que o parque não oferece uma única árvore em todo seu terreno, entretanto, para fornecer sombra e descanso na hora da alimentação, o Ita possui tendas equipadas com bancos. O Ita oferecia muitas opções de alimentação para um parque itinerante. Pizzas, salgados variados, milkshakes, cachorro quente, churros, além dos tradicionais maçã-do-amor e pipoca. Os preços são justos para o que parque oferece, principalmente os 35 reais cobrados no passaporte. Além disso, os preços da alimentação são bastante baratos, entretanto fique de olho em como seu lanche é preparado e manuseado. Em relação a filas, a operação do Ita em sua maioria é bem rápida, fazendo elas ficarem com um comprimento bastante pequeno. Quando ela não existia, os brinquedos possuíam um tempo de duração maior. Entretanto, a operação do Skip Dance e do King Loop eram bastante demoradas, pois faltavam funcionários para fechar de forma ágil a quantidade de travas do brinquedo. O horário de funcionamento (15h/17h às 22h) é suficiente para se aproveitar todo o Ita, quando vazio. Quando acontece do parque ter um público maior, o horário pode ficar apertado. Para amenizar esse problema, o Ita abre duas horas mais cedo nos fins de semana. Entretanto, o ambiente do Ita deixa a desejar quando o assunto é animação. Apesar do parque ter sua própria rádio, as caixas de som não possuem volume muito alto, fazendo com que a maioria dos brinquedos fiquem apenas com os barulhos mecânicos. Porém, o Ita tem elementos bacanas, como bancos embaixo de árvores artificiais iluminadas. E infelizmente, os banheiros contavam com graves falhas de higiene. Outro ponto baixo é a conservação dos brinquedos em questão a iluminação e estado das travas. Brinquedos mais antigos como o Kataclisma e Move It possuíam travas com o emborrachamento danificado, sendo que no Kataclisma foi utilizado fita adesiva para cobrir a parte danificada. No Move It, o circuito de iluminação do brinquedo em si não funcionou durante os dois dias de visita. Além disso, um ponto bastante negativo foi o apoio de todos os brinquedos em tocos/pedaços de madeira, ao invés de concreto. Além disso, a roda-gigante possuía lâmpadas grandes apagadas, assim como o Amor Express e o King Loop. Nos brinquedos mais novos, como o Freestyle (Loop Fighter/The King), o Skip Dance e o Music Dance, tudo era bastante conservado e com tudo aceso. A atração com a pior conservação constatada foi a fun-house Benny Hill 2, que contava com várias partes quebradas. O Ita está em franca renovação, o que o faz ser um belo destaque no ramo de parques itinerantes do nosso país. Com brinquedos inéditos, além de muitíssimos divertidos, como no caso do Skip Dance e de uma adrenalina extrema, como o King Loop e o Freestyle, vale muito a pena ir aonde o Ita estiver. --- Resumão do Ita Center Park: Alimentação: Fast-food e doces. Por onde costumar estar: Estado de Goiás ou Estado de São Paulo. Dica campeã: A partir das 18h é sempre mais divertido! O parque já está um pouco mais cheinho nesse horário, dessa forma não é necessário esperar muito para encher as atrações. Filas: tranquilas (-30 min). Melhores atrações: Evolution, Freestyle e Kataclisma. Melhores meses para visitar: Todos. Preço: R$ 40,00 Site oficial: https://www.facebook.com/ItaCenterParkOficial/

  • Parque Marisa

    Existe no mundo do turismo a crença popular de que é muito difícil conhecer São Paulo em sua totalidade devido a seu gigante leque de atrativos. Alguns deles ficam bem longe da região central, o que acaba desanimando a maioria dos exploradores da capital paulista. Porém aqueles que têm coragem para seguir em frente sempre, se deparam com pequenas joias escondidas, como o Parque Marisa. Itaquera por muitos anos não se identificava como um bairro pronto para receber turistas, tampouco esperava ver uma arena gigante de futebol da Copa do Mundo ser construída bem em frente à sua estação de metrô, terminal da Linha 3-Vermelha. Tudo mudou no bairro a partir de então, com a chegada de mais visitantes ilustres mesmo depois da Copa. Perto dali, o Marisa recebia aqueles que procuravam por uma diversão clássica, e acabava os surpreendendo de forma muito positiva, como foi comigo. “Tamanho não é documento” é um ditado que cai bem no Marisa. Apertado entre alguns viadutos, o parque é um conjunto de atrações tradicionais, recheado de muita luz colorida e maçã-do-amor. Muitos vendedores de souvenires baratos, como pelúcias de filmes da Disney, orelhinhas da Minnie que acendem e balões encantam as crianças mesmo antes de entrar no parque. E o que mais chama a atenção do lado de fora é o Kamikaze. O Kamikaze é um brinquedo espalhado por todo o Brasil, mas posso afirmar que o Marisa tem um dom de ter em seus brinquedos algo especial. Primeiro, ele já mostra o padrão de conservação excelente do parque: não se vê uma única pintura gasta, arranhão, ferrugem ou lâmpada queimada. Além disso, como seus vizinhos, está apoiado em fundações de concreto, que permite o equilíbrio perfeito. Com muitos giros por ciclo, sua operação deixa o parado em 90 graus em relação ao chão, ou seja, completamente na vertical, por alguns (muitos) segundos. Confesso que sempre tive medo de Kamikazes, especialmente pelo histórico negativo de segurança do brinquedo e nunca cheguei a ir em um até chegar no Marisa. Visto o estado excelente do brinquedo, meu medo foi quebrado e senti uma adrenalina absurda, algo que já não sentia há um tempo em uma atração de parque de diversões. E não foi só o Kamikaze que me deu uma sensação legal de adrenalina. Sua vizinha, a torre Turbo Drop, já era um modelo conhecido por mim do Parque Mutirama e do Parc Magique, porém lembra que eu disse que tudo no Marisa é especial? A Turbo Drop, além de maior, sobe em uma velocidade superior as torres dos parques mencionados acima. O mais legal das torres desse tipo, é que por conta dela girar enquanto sobe, você perde um pouco a sensação de direção, e o susto na hora de cair é mais forte que em torres grandes como a Big Tower do Beto Carrero World. Fora isso, sua trava tem uma arquitetura diferente, fazendo o airtime ser maior. Eu pensava que meu estoque de surpresas já havia acabado quando a Super Montanha-Russa jogou isso por terra. Meus amigos já haviam avisado: “você nunca foi numa Galaxy igual à essa”. E não tinha ido mesmo. O brilhante trem amarelo que me aguardava possuía apenas uma trava de colo, o que já achei estranho para uma Galaxy, visto que ela tem uma força negativa muito forte em suas colinas (o normal são os coletes sobre os ombros). Resultado: enquanto nas outras Galaxys você sente um pequeno airtime, nessa você QUICA forte no banco, tamanha velocidade do carrinho aliada à trava de colo. SENSACIONAL! Nota: “Galaxy” é o modelo da montanha-russa, sem loop, presente majoritariamente em parques itinerantes como o Millennium e o Playcity. Nossa próxima parada foi o Barco Viking, balançante como sempre. O Marisa ainda dispõe de outros brinquedos tradicionais, como o Crazy Dance (cuja música ditava o ritmo do parque), os elefantes que sobem e desce do Jumbo, trem fantasma e roda-gigante. Muitos simples brinquedos infantis lotavam o parque, junto com o trenzinho, carrossel e duas pistas de bate-bate. A alimentação do Marisa fica por conta de uma lanchonete com uma variedade imensa de salgados, e os clássicos quiosques de maçã-do-amor, algodão doce, pipoca e sorvete. Aliás, experimentei um sorvete de creme com cobertura de abacaxi tão gostoso, mas tão gostoso, que se pudesse comprava todo o quiosque. O ambiente é muito divertido, e remete imediatamente aos tempos nostálgicos dos parques de diversões de beira de estrada cheio de luzes. Entretanto, pelo seu tamanho e a quantidade de gente que se recebe, uma visita ao parque no seu horário de pico (a partir das 18h) é bastante desconfortável. Vale destacar que o atendimento para comprar ingressos é bem rápido. Apesar do Marisa ter atrações bem divertidas e com sensações maravilhosas, todas elas são muito conhecidas pela maioria das pessoas que já tiveram contato com um parque de diversão na vida. Valeria à pena investir em atrações diferentes que caibam no espaço, assim o parque teria ainda mais projeção em São Paulo. É importante ressaltar que suas filas são rápidas ou inexistentes mesmo em horário de pico! Sendo assim, é possível aproveitar o parque durante todo seu horário de funcionamento (15h às 23:30). Por ser um parque popular, os preços do Marisa são muito convidativos, visto que uma cartela com 10 ingressos (R$40) permite ir em todas as atrações e ainda repetir a favorita. Um começo de noite no Marisa é perfeito para já deixar as energias à mil objetivando uma possível futura madrugada no centro da cidade. --- Resumão do Parque Marisa: Alimentação: Fast-food e doces. Como chegar: Carro ou Uber são sempre opções, mas recomendo chegar de transporte público através da estação Corinthians-Itaquera (Linha 3-Vermelha) e de lá pegar um Uber ou o ônibus 374V-10 na plataforma C da estação. Dica campeã: A partir das 18h é sempre mais divertido! O parque já está um pouco mais cheinho nesse horário, dessa forma não é necessário esperar muito para encher as atrações. Filas: tranquilas (-30 min). Melhores atrações: Crazy Dance, Kamikaze e Super Montanha-Russa. Melhores meses para visitar: Todos. Preço: R$ 40,00 (10 brinquedos) Site oficial: http://www.parquemarisa.com.br/index.asp

  • Millennium Park

    Não existiria motivo para ir à Playland do Shopping Aricanduva e não dar uma passada no Millennium Park, montado em regime de longa temporada. Em sua unidade no maior shopping do país, o parque itinerante contava com duas montanhas-russas e uma boa variedade de brinquedos. Além disso, estava curioso para verificar o Disko, um dos poucos desse tipo no Brasil. O Millennium é um dos itinerantes mais famosos do Brasil, sendo as regiões da Grande São Paulo e do Litoral Paulista seus principais focos. Na unidade montada no Aricanduva, parecia estar com o seu melhor arsenal de brinquedos, porém ainda inferior à parques da mesma categoria visitado por mim anteriormente, como o Ita Center Park. Bem na entrada do parque, um Carrossel sem acabamento recebe os visitantes, que ainda tem ao seu redor os jogos clássicos de sorte. Dando um rápido olhar, percebi o Millennium com alguns brinquedos e estruturas brilhantes e conservados, e outros pedindo urgente uma reforma. O ambiente não tinha muito charme, mas oferecia cobertura com bancos para descanso, com alguns quiosques de alimentação de suporte. Velhos conhecidos de quem vai aos parques de diversão no Brasil, Kamikaze e Crazy Dance marcavam presença, assim como o fortíssimo Music Express e os tradicionais Bate-Bate, Trem Fantasma e Roda-Gigante. Alguns brinquedos infantis também clássicos, como tobogã inflável, a montanha-russa Brucomela, pequenos carrosséis e cama elástica estavam disponíveis para os menores. A principal montanha-russa do parque era de um modelo sem loop, igual à do Parc Magique. Muito castigada visualmente, o brinquedo também forneceu uma péssima experiência, sendo muito brusco e violento. Não valia repetir a montanha, ao contrário do sensacional Disko. Ele é basicamente um disco gigante que gira em torno de si mesmo enquanto sobe e desce um trilho em formato de U. A melhor sensação da atração é quando está em sua velocidade máxima e alcança suas extremidades, proporcionando a ilusão de ótica de que irá sair do trilho. Há tempos procurava por algo divertido assim! Em pleno pôr-do-sol, filas era algo que o Millennium não tinha. O médio público conseguia se dispersar de forma muito boa pelos brinquedos. Seu horário de funcionamento (15h às 21h) permitia tranquilamente curtir todos as atrações (em dias de parque cheio, isso foge à regra!) e ainda depois dar uma conferida na Playland. O preço por atração custava R$ 6 e o passaporte R$ 45, bastante justos. A visita ao Millennium foi um bom (e divertido!) aquecimento antes de iniciar a noite no Parque Marisa. --- Resumão do Millennium Park: Alimentação: Fast-food e doces. Dica campeã: A partir das 18h é sempre mais divertido! O parque já está um pouco mais cheinho nesse horário, dessa forma não é necessário esperar muito para encher as atrações. Filas: tranquilas (-30 min). Melhores atrações: Crazy Dance, Disko e Montanha-Russa. Melhores meses para visitar: Todos. Por onde costumar estar: Estado de São Paulo. Preço: R$ 7,00 cada atração / R$ 30,00 combos para cinco brinquedos Site oficial: http://www.millenniumpark.com.br/

  • Parque Shanghai

    O Brasil não é um país que pode se orgulhar de uma história ligada aos parques de diversões. Tivemos, e ainda temos, um número muito ínfimo comparados à países com territórios grandes semelhantes ao nosso, como Estados Unidos e China. Todavia, no Rio de Janeiro, um parque desde do começo do século XX ajudou a escrever o pouco que temos de história. Instalado por vários lugares desde sua inauguração, como a Quinta da Boa Vista, o Parque Shanghai fez sua última mudança para o Largo da Penha, onde funciona até hoje. Os tempos mudaram. A Zona Norte do Rio de Janeiro outrora escondida, mostrou a sua cara turisticamente à muitos visitantes da cidade maravilhosa. Guarda, inclusive, a Igreja de Nossa Senhora da Penha, conhecida nacionalmente pelas suas longas escadarias. Hoje, temos um bonde que leva até o topo, e ao lado da estação do bonde está o Parque Shanghai. Bem em frente aos dois, está uma estação do BRT, o sistema de ônibus rápido do Rio. Ao redor, dezenas de lojas de comércio popular. Esse cenário monta a situação perfeita para um turismo de massa, sendo possível levantar dinheiro suficiente para a população. Infelizmente, a falta de estratégias conjuntas entre as atrações e a Prefeitura prejudica o andamento dos estabelecimentos, que talvez seja o motivo do Parque Shanghai estar completamente parado no tempo. O esquema para entrar no Shanghai é igual ao utilizado pelos parques à beira-mar da Califórnia. Paga-se por atração ou compra-se uma pulseira que te dá o direito de ir em todas. Como era minha primeira vez no parque, optei pela pulseira. Sua entrada era um pequeno portal castigado pelo tempo. As primeiras atrações à serem vistas foram o Carrossel, muito antigo e sem suas lâmpadas, o Interprise, um brinquedo giratório em diagonal muito rápido e divertido, a Búfalo, uma montanha-russa muito pequena e uma pequena atração de arvorismo. Logo nessas atrações já era possível um clima “sem-vida” rodeando o Shanghai inteiro. O que tinha de mais vibrante era o labirinto de fila do Interprise, pintado recentemente de azul e laranja. Todo o resto parecia ter perdido a sua cor, desbotando à medida que passa. O ambiente do Shanghai é realmente precário. Estruturas com tijolos à mostra, sem climatização, pinturas amadoras (quando não desgastadas), problemas com insetos e cenários de gosto duvidoso. Felizmente, não notei precariedade em suas atrações, ou seja, ferrugens à mostra, travas em péssimas condições ou qualquer falha mecânica. Aliás, elogios à equipe de manutenção do parque por ter consertado à Búfalo em poucos minutos. Muito difícil é a situação do Trem Fantasma do Shanghai, com elementos temáticos ruins, buracos na estrutura da atração e sem nenhum susto. A graça fica na velocidade extraordinária para um brinquedo desse tipo, similar até uma montanha-russa, rendendo muitas gargalhadas. O labirinto de espelhos próximo dali sofre com problemas parecidos. É possível perceber que o Shanghai tenta amenizar a situação com atrações novas menores, como pequenas versões da Xícara Maluca e do Crazy Dance. Esses tipos de brinquedos não são adequados para um parque de diversões, e sim para um buffet de festas. O Navio Pirata é pequeno, mas alcança alturas bem legais, sendo um pouquinho intenso. Mas não tanto quanto a montanha-russa Dragão, o maior brinquedo do Shanghai. Ela tem o mesmo percurso da Bat-Hatari do Hopi Hari, e dá 3 voltas. Rápida, suas curvas são bens desconfortáveis para os quadris, assim como a Búfalo. Aliás, sua diferença para Búfalo é que ela possui uma curva circular a mais. Essa montanha-russa acabou se tornando muitíssimo especial para mim por ter sido a centésima que andei em minha vida! <3 O Shanghai possui dois bate-bate, um com uma área gigante e destinado à todas as idades, e outro exclusivo para crianças. O Shanghai consegue encantá-las, à medida que se divertem junto com seus pais em trenzinhos, no Minhocão e nos elefantes que sobem e descem, clássico brinquedo de parques de diversões inspirado no Dumbo dos parques Disney. A alimentação do Shanghai é melhor do que eu esperava. O parque oferece pizzas, batatas fritas, sanduíches e o mais delicioso churros que já comi nesse planeta. O Shanghai também oferece, maçã-do-amor e algodão doce. Várias festas de aniversário estavam sendo realizadas durante a visita, o que contribuía bastante para o público. Vale ressaltar que o Shanghai não sofria com filas no período da tarde, sendo seu horário de funcionamento (14h às 22h) mais do que suficiente para andar em todas as atrações. O Parque Shanghai apesar de seus problemas, é um velho conhecido da população local, e não demora para perceber a alegria dos visitantes nos brinquedos. A visita ao parque à noite muda o ambiente do local, invadido pelas luzes dos brinquedos e tendo suas falhas estéticas mascaradas pela escuridão. Caso a diversão esteja na sua alma, não custa muito, depois de uma visita ao Santuário da Penha, dar uma conferida no parque de diversões mais antigo do Brasil. --- Resumão do Parque Shanghai: Alimentação: Fast-food e doces. Como chegar: Carro ou Uber são as melhores opções, porém existe a possibilidade de chegar via BRT descendo na estação Penha I. Dica campeã: O Parque Shanghai fica vazio no início da manhã, porém a tarde já está lotado de famílias e crianças! Vá depois do almoço! Não saia muito tarde do parque (mais de 20h) por questões de segurança. Filas: tranquilas (-30min). Melhores atrações: Bate-Bate, Dragão e Trem Fantasma Melhores meses para visitar: Todos Preço: R$ 30,00 Site oficial: https://www.facebook.com/parqueshanghaioficial

  • PlayKid

    No pique de conhecer alguns parques no Rio de Janeiro, como o Parc Magique, e Parque Shanghai, parei em Duque de Caxias para uma rápida conferida em uma das unidades móveis da rede itinerante Play Kid. O Play Kid se instalou no estacionamento do Caxias Shopping, à beira da rodovia Washington Luís. O espaço era pequeno, mas não deixava o parque menos divertido. Para curtir as atrações, podia-se comprar o ingresso individual de R$ 5, o conjunto de 5 atrações (à escolha do visitante) por R$ 20 ou o passaporte por R$35. Clássicas atrações estavam presentes como os radicais Kamikase e Amor Express, ambos com efeitos de luzes muito bons, que se repetia nos outros brinquedos. A única montanha-russa montada era uma Brucomela, que acabou se revelando a melhor que já andei até hoje. Muito suave nas curvas, que normalmente são o terror desse tipo de modelo. Fica um ponto negativo para o operador da montanha-russa, que disse que a trava era desnecessária e que podia ir sem. Ato irresponsável que poderia levar à um acidente. Fiquei surpreso ao ver um Swing Dance, muito bem conservado. Aliás, todos os brinquedos do PlayKid estavam com suas pinturas em dia e não vi nenhum com ferrugem. Nauseante desde sempre, possuía a maior fila do parque. Para confundir ainda mais sua mente (deixando tudo mais divertido!), a fun-house Play Kid Show tinha truques de espelhos, luzes e chão que se move. Inclusive, apesar de estar bem cheio, o PlayKid lidou muito bem com as filas, sendo pequenas ou inexistentes. Dava para curtir dentro do horário de funcionamento (16h às 22:30h) todos os brinquedos como o Navio Pirata e o Surf, que atraíam bastante gente. Aliás, vale ressaltar que senti falta de um brinquedo-estrela que não seja comum à maior parte dos itinerantes brasileiros. Para fechar o quadro de atrações, tinha Bate-Bate, Tele-Combate e pequenos carrosséis infantis. A comida do Play Kid se resumia a pipoca, algodão-doce e maçã-do-amor principalmente. Poucas eram as barraquinhas com cachorro-quente e sanduíche. Existem outras unidades do Play Kid, que costumam rodar as cidades da região metropolitana do Rio de Janeiro e Região dos Lagos, também no mesmo estado. --- Resumão do Play Kid: Alimentação: Fast-food e doces. Dica campeã: A partir das 18h é sempre mais divertido! O parque já está um pouco mais cheinho nesse horário, dessa forma não é necessário esperar muito para encher as atrações. Filas: tranquilas (-30 min). Melhores atrações: Crazy Dance, Kamikaze e Montanha-Russa. Melhores meses para visitar: Todos. Por onde costumar estar: Estado do Rio de Janeiro. Preço: 1 ingresso é R$ 5,00 / 5 ingressos por 20,00 Site oficial: https://www.facebook.com/PlayKidDiversoes

  • Parc Magique

    No mundo dos parques temáticos, existem alguns que podem ser uma verdadeira joia rara escondida. Parques assim não possuem um apelo turístico muito forte e não estão localizados em grandes centros urbanos, fazendo a sua descoberta uma boa experiência. Tematizado de acordo com um tema que não faz parte da história do Brasil, a Idade Média, o Parc Magique se enquadra em tudo que foi dito acima. Localizado na cidade de Teresópolis (RJ), o Magique já inova por ser um empreendimento único no Brasil, afinal o parque foi construído e pertence ao hotel cinco estrelas Le Canton. Enquanto o hotel traz uma linda arquitetura suíça envolta pelos morros da Serra do Mar, o Magique aposta no lúdico dos castelos, símbolos da Idade Média. É importante deixar claro que não é preciso estar hospedado no Le Canton para visitar o Magique. Apesar disso, algo muito curioso sobre a minha visita foi o fato do parque estar completamente vazio, em plena sexta-feira. Isso fez com que eu e meus dois amigos tivéssemos o Magique somente para nós durante 1h30min. Chegamos por volta das 16h ao local, e enquanto esperávamos o Magique terminar de abrir, fomos dar uma olhada na pista de ski do hotel (também vazia). Seu exterior é belíssimo, possuindo a mesma arquitetura do parque. A pista em si tem um tamanho razoável, e tem uma tematização bem legal fazendo uma lembrança às estações de ski europeias. A ideia do Le Canton foi passar para o visitante que o Magique está protegido por muros de castelo, assim como foi com os feudos na Idade Média. Ao passar pelo portão principal, entra-se em um vão até as roletas de entrada, como num antigo castelo medieval. Nela, é dado um cartão com créditos para poder usar nos jogos eletrônicos e nas máquinas de brindes. Além dos muros, o Magique inteiro é protegido da chuva graças a três lonas gigantes postas por cima dos brinquedos (com exceção da Roda-Gigante). Durante a visita, tanto a Roda como o Cinema 5D estavam fechados para manutenção. A tematização do Magique impressiona, e arrisco dizer que é uma das mais bem feitas do Brasil, junto com o Hopi Hari. O Magique te põe rapidamente no clima da Idade Média, com ornamentos nos brinquedos, lampiões, arquitetura típica e adornos. Os brinquedos infantis logo na entrada são uma graça! Gostaria de ter visto algumas crianças para perceber sua reação mediante à aquele ambiente lindo. Não é só pela sua tematização que o Magique pode ser considerada uma joia rara perdida. Para quem já está acostumado a ir em parques de diversões, o trem-fantasma provavelmente já deve ter se tornado algo completamente sem graça. Porém, um alerta: o Trem Fantasma do Magique vai te fazer mudar de ideia sem dúvida alguma. Uma assustadora gárgula convida à entrada para entrar em um pequeno trem que te levará por cenários completamente escuros, em que prestar a maior atenção possível não te livrará de ser surpreendido. Me chamou à atenção o trabalho do Magique de ter construído uma pequena cabana ao melhor estilo medieval somente para abrigar um pula-pula e uma piscina de bolinhas. Fica mais do que registrado o cuidado que o Magique tem em cuidar do ambiente. Cuidado esse refletido na praça de alimentação, que mais parecia uma taverna. Com muitas mesas disponíveis, o Magique vende lanches e bebidas à preços elevados. Vale ressaltar que o ingresso também é demasiadamente inflacionado (para o que o parque oferece) assim como os souvenires. Outros brinquedos incluíam o Pêndulo, que apesar do tamanho pequeno, pode te dar um terrível enjoo e o clássico Bate-Bate. Aliás, o bate-bate do Magique é bom pelo fato dos carros correrem em um chão magnético, dando mais liberdade para a direção. Todavia, peca pelo seu tamanho. O horário de funcionamento é mais do que o suficiente para curtir todas as atrações, mesmo não estando completamente vazio com minha visita, eu suponho. Obviamente, o parque não tinha filas. Entretanto, acredito que pelo alto preço e difícil localização, o Parc Magique sofra com a falta de público, principalmente o local. Caso queira ter uma diversão diferente durante a estadia em Teresópolis, o Magique pode ser uma boa opção, porém não recomendo que pague caso tenha alguma atração fechada. --- Resumão do Parc Magique: Alimentação: Fast-food e doces. Como chegar: O Parc Magique fica anexado ao complexo de hotéis Le Canton em Teresópolis. A melhor maneira de se chegar em Teresópolis é de carro ou pegando um ônibus na rodoviária do Rio de Janeiro. A partir da rodoviária, é melhor usar um táxi ou aplicativo de transporte. Dica campeã: Não deixe de ir com criança! O Parc Magique foi construído quase que exclusivamente para elas! Filas: tranquilas (-30 min). Melhores atrações: Bate-Bate, Simulador e Trem Fantasma. Melhores meses para visitar: Todos. Preço: Terças e Quintas – 15h às 18h Sábados – 16h às 21h Domingos e Feriados – 11h às 17h VALORES POR PESSOA – Crianças de 0 a 04 anos e idosos a partir de 60 anos, não pagam! – Crianças de 05 a 12: R$ 50,00 – De 13 a 59 anos: R$ 60,00 – Moradores da Região Serrana do Rio de Janeiro: R$ 50,00 Site oficial: http://lecanton.com.br/diversao/parc-magique/

  • O Mundo da Xuxa

    Meu primeiro parque de diversões foi o Parque da Mônica no Rio de Janeiro, e apesar de ser criança, me lembro exatamente de como era o parque (por ir inúmeras vezes): colorido, altamente tematizado, e não parecia que você estava dentro de um shopping. Era como se eu estivesse entrando numa caverna de diversão, onde tudo é lúdico, mágico e convidativo. Me dirigi ao Mundo da Xuxa esperando encontrar o mesmo clima, principalmente pela arte apresentada no mapa. Infelizmente, não foi o que eu encontrei. Logo que cheguei ao shopping, tive um choque inicial com a entrada. Era escura, sem nenhuma iluminação colorida poderosa que iluminasse os livros, para dar aquele clima de mundo de sonhos e fantasias. Era tudo apagado. Em plena sexta-feira de manhã, não existia ninguém na bilheteria do O Mundo da Xuxa. A maioria do público vinha de um meio exatamente como o que eu havia visto no Hopi Hari na semana anterior: excursão de escola. Após entrar no mundo de Xuxa, o choque foi ainda maior: um teto preto e paredes azuis sem cores, sem vida. A iluminação do parque em sua maioria era branca e amarela, dando um ar "frio" ao O Mundo da Xuxa. Algumas pilastras de sustentação eram encobertas por livros, mas a maioria não era, dando um ar de "incompleto". Inclusive, na montanha-russa, tinha postes pretos imensos no meio da atração, fazendo um contraste enorme com o brinquedo, laranja. Algumas nuvenzinhas estavam penduradas no teto, porém muitas já estão sujas e outras nem acendem. Outro ponto tenso foram alguns brinquedos que já demonstram sua idade, como o Balanço Teddy, o Keka Móvel e o Simulador X (modelo semelhante ao Simulákron do Hopi Hari, porém qualidade de imagem inferior). Fora isso, o local possuía espaço para novos brinquedos e para substituir os atuais por novos (e isso é necessário!). Alguns pontos do O Mundo da Xuxa são só chão, além de brinquedos repetidos, como o trenzinho. O parque simplesmente não investiu em brinquedos novos. Um ponto chave para mim que eu realmente não entendi o porque de ser assim era o horário de funcionamento. Fechar 16:30/19:00 quando o horário de pico de um shopping é justamente a partir desses horários, soa meio confuso. Além disso, o ingresso de 93 reais para um adulto que possui restrições para brincar, era muito caro. Seus operadores não possuíam uma flexibilidade para lidar com crianças. Fechados e sem animar o recinto, acabaram passando a imagem de que odiavam seu trabalho. Algumas tematizações eram extraordinárias, como o Bosque dos Duendes e os quiosques de alimentação. Quem já jogou o clássico jogo Rollercoaster Tycoon, se sentiu exatamente como no jogo. O Carrossel e a Fábrica de Chocolate também merecem destaque. As crianças se divertiam bastante nos brinquedos, fazendo os pais tirarem muitas fotos. A correria da criançada dentro do O Mundo da Xuxa era linda de se ver. A infraestrutura de alimentação e serviços é muito boa, com os visitantes não tendo problemas para pegar seus lanches, e o McDonald's fazia muito bem seu trabalho na cozinha. Entretanto, os preços eram bastantes inflados. O parque dispunha de chocolates, sorvetes, e os tradicionais lanches da rede. A montanha-russa era sensacional, mas não algo forte como os freios da Tigor Mountain do Beto Carrero World. Ela era suave, e as gargalhadas são garantidas. O percurso, inteligente, fazia algumas crianças fecharem os olhos. Destaque para a foto na atração. As filas em dias de parque vazio eram tranquilas e relativamente rápidas, com destaque especial para a montanha-russa. Entretanto, se o O Mundo da Xuxa estivesse lotado de crianças como num fim de semana, podia acontecer pequenos problemas em alguns brinquedos de baixa capacidade como o Cabum, Keka Móvel e Balanço Teddy. O ponto alto da minha visita foi o Teatro Especial de Natal com os Ratinhos. Eles resgatam o espírito antigo da Xuxa, da época de "Lua de Cristal". Emociona. Senti falta dessas músicas antigas durante a visita ao O Mundo da Xuxa, que durou 2 horas. No geral, o O Mundo da Xuxa valeu a pena a visita, principalmente para uma criança, que tinha um dia completo de diversões e sorrisos, mas o clima lúdico fez falta.

  • Fantasilandia

    A escolha de Santiago para comemorar os meus 25 anos veio após eu não ter juntado dinheiro suficiente para fazer a minha viagem dos sonhos. Mas, como não podia deixar passar em branco, pensei imediatamente na capital chilena para realizar dois outros sonhos: ver a neve pela primeira vez e conhecer o Fantasilandia, tido como o melhor parque de diversões da América do Sul. O Fantasilandia está localizado no gigantesco Parque O'Higgins, uma espécie de Central Park chileno com arena multiuso, pistas de corrida, salões de spa e relaxamento, e uma ampla área verde. O Fantasilandia só ocupa um pequeno espaço da área. É bem fácil chegar no Fantasilandia. O método mais barato é o metrô que serve uma grande área de Santiago. O parque não chega a ser umas 4 estações do centro da cidade. Dá para entrar tanto por dentro do Parque O'Higgins (mais indicado) quanto por fora, pela rua paralela. Entrando pelo Parque O'Higgins você logo vê a imponente Raptor, montanha-russa invertida igual a FireWhip do Beto Carrero World, e o Fly Over, uma torre com cadeiras que giram livremente pelo céu. Mas, antes de curtir essas atrações, era necessário pagar 81 reais (14.990 pesos chilenos) para entrar no Fantasilandia. Com ingresso em mãos, passei pelas catracas e segui direto para a Raptor. Tive a primeira boa surpresa do dia: poucas filas, mesmo em um sábado! Mesmo operando com apenas um trem, esperei pouquíssimo tempo para encarar uma montanha-russa bastante intensa e bastante confortável para a fama do seu modelo. Quase não bati a cabeça e me diverti DEMAIS! Eu não esperava que a Boomerang fosse se tornar a minha favorita do parque, e tampouco a minha Boomerang favorita de todos os tempos. O trem novo realmente te dá uma liberdade sensacional, e faz você curtir todo o percurso de forma muito tranquila! Fui tanto no primeiro assento quanto no último. Apesar do último oferecer uma experiência que bateu um pouco minha cabeça, a Boomerang continuou sendo meu amor aquele dia! Continuando meu roteiro pelas montanhas-russas do Fantasilandia, parei na novíssima Tren Minero, que chegou diretamente da África. A experiência nela foi incrível! Claramente a melhor opção familiar que temos aqui na América do Sul. O trenzinho maluco não perde velocidade em um único momento e é diversão para todas as idades! Além disso, o sininho fica batendo o tempo todo! Eu estava indo para Wild Mouse porém não resisti ao ver os giros e a música animada do Top Spin. A versão do Fantasilandia pode ser itinerante mas seus ciclos são sempre diferentes um do outro, e junto com o chafariz na atração dão um toque muito especial. Fui várias vezes, porque assim como todo o Fantasilandia, não tinha fila! O ciclo de operação dele é demais, rodando várias e várias vezes! A falta de filas não é porque o parque estava vazio. Pelo contrário. O Fanta tem tanta atração que o público é perfeitamente espalhado e não deixa criar filas gigantes. O máximo que peguei foi realmente 10 minutos na Raptor e na Wild Mouse. Por falar nela, finalmente fui e continuo com o ranço desse tipo de montanha-russa. Quase não girou e é bem brutinha. Nada supera a Wild Mouse chinesa do Parque de la Costa até hoje. Estava certo que ia encarar o Disk'o antes de almoçar, porque eu sei que esse brinquedo me enjoa e ia dar ruim caso fosse depois do almoço. Entretanto, alguém disparou vômito no brinquedo inteiro forçando o parque fechar a fila para fazer a limpeza. A minha maior surpresa foi que eles deram fura-fila para compensar o transtorno! Lição de atendimento ao visitante! Quando ele voltou a funcionar, fui contra todos os meus princípios e fui nesse brinquedo logo depois que havia acabado de comer. Mantive meus olhos rentes a frente para não causar sensação de enjoo e consegui passar ileso! Continua sendo um dos brinquedos que mais me metem medo por conta da sensação que o disco sairá dos trilhos ao chegar em alta velocidade nas extremidades. Chamado de "Playcenter chileno", por ter claramente se inspirado no parque de diversões paulista, o Fantasilandia também carrega alguns elementos dos Six Flags, como a arquitetura dos prédios. É a perfeita combinação! Não consigo chamar o Fantasilandia de temático, mas que ele é super arrumadinho e cheio de jardins, isto é. Volare, o chapéu mexicano do Fantasilandia A Zona Kids também lembra bastante o Playcenter. Lotado de atrações infantis fofas, as crianças passam o dia inteiro lá fácil. Foi nesse momento que andei na quinta montanha-russa do parque, a Dragon, que deu 3 voltas. Muito confortável! A Zona Kids tem de tudo: carrossel, balanços, pequenas torres, trenzinhos e até um mini-mini-mini Splash! Para as crianças maiores, o The Pirate Revenge é uma atração maravilhosa: guerrinha de arminhas d'água. Passei longe porque estava um frio de 11 graus e não queria me molhar. Mas isso não adiantou muito... mais para frente vocês saberão porquê. Enquanto caminhava para o AirRace, vi um simulador nostálgico e antológico, daqueles que têm no jogo RollerCoaster Tycoon 2. O Astroliner apenas balança de um lado para o outro, mas o Fantasilandia cuida incrivelmente bem dessa atração, colocando efeitos especiais bastante legais dentro e uma televisão de alta definição. Eu não tinha almoçado até o AirRace, e ainda bem que não fiz isso. O brinquedo é INCRÍVEL e super te desorienta o tempo todo! Meu estômago não curtiu muito, já que o AirRace me deixou extremamente enjoado! Perto do AirRace, um Twister muito fofo tematizado de abelinhas rodava. Precisava respirar e me tranquilizar um pouco, então resolvi ir logo no RapidRiver. O Fantasilandia tem pouco espaço, então não tinha como eles construírem uma corredeira estilo Rio Bravo do Hopi Hari. A solução criativa veio: uma atração rara nos parques mundo afora que é metade corredeira, metade toboagua. A boia é toda inflável e você fica bem molenga todo o percurso. Eu achei que não ia me molhar... errado! Fiquei encharcado! Ali perto, tem o CINE 4D e dois restaurantes imensos. Eu fiquei chocado pela quantidade de pontos de alimentação, e consequentemente a variedade de culinária: japonesa, mexicana, estadunidense e chilena! Aproveitei para comer logo antes que eu desmaiasse de fome. Mal sabia que seria o melhor lanche que já havia comido em um parque de diversão: hambúrguer de costela com MUITO queijo e batata frita. Estava no paraíso! Com a barriga alimentada, fui direto para o Fly Over, uma torre com cadeiras giratórias. Altíssima, da para ver toda Santiago e a Cordilheira dos Andes cheia de neve! Uma vista para se guardar para todo o sempre. O Fly Over tinha a fila mais demorada do parque, cerca de 20 minutos, mas usei o fura fila que havia ganhado no Disk'o. Depois dele, fui ver a animação do Tagadá, que estava cheio de reggaeton e k-pop. Impagável ver a cara da galera caindo! Tão engraçado quanto era ver as pessoas saindo da Monga assustadas. Porém, no Crazy Dance, a galera estava saindo enjoada mesmo! Olhei o Kamikaze diversas vezes, e passei. Não dá gente. Sempre acho que quando entrar nesse brinquedo algo muito louco vai acontecer. Ele me passa uma sensação de fragilidade absurda! Já estava de noite quando descido ir no Xtreme Fall, a torre de queda livre. QUE TORRE É ESSA? Ao subir, uma música aleatória começa a tocar (a minha foi "Turn Down for What") e as cadeiras só caem no refrão da música. ISSO GERA UM TEMPO ABSURDO LÁ NO TOPO, O MAIOR QUE FIQUEI EM UMA TORRE! Gerou também uma ótima e forte memória! Infelizmente estava muito frio para descer no Black Hole, um toboágua de parque aquático adaptado para descida com boias. Super legais essa atração e mais uma para o quadro diferentão do Fantasilandia! Uma outra coisa legal que notei são "os guardiões de fila", que é um cargo que o parque dá a oportunidade de idosos trabalharem e vigiarem pessoas que ficam furando fila. Ficou muito óbvio que o Fantasilandia é um parque de dois dias. São MUITOS brinquedos e é realmente quase impossível você aproveitar todos em apenas em único dia. O fator diversão do Fantasilandia é muito alto, e na minha opinião, ele é o melhor parque de diversões da América do Sul de longe. Para vocês terem ideia, o único defeito que achei foram as luzes dos brinquedos, que em alguns tinham muitas queimadas. Castillo Encantado, a versão chilena do Castelo dos Horrores Voltaria fácil ao Fantasilandia e estou ansioso para sua mudança de lugar para aumentar de tamanho. Acredito que o potencial deles é enorme, visto que também é o único parque da América do Sul que traz uma nova atração todo ano! Saí do Fantasilandia com uma sensação incrível de dia que valeu a pena e um amor pelo parque chileno que não havia mais tamanho. Estava me recusando ao sair do parque, porém os seguranças estavam dizendo "fechou, volte amanhã!". Uma pena que eu tinha que voltar para casa... --- Perguntas frequentes: Onde fica o Fantasilandia? O Fantasilandia fica em Santiago, no Chile, dentro do Parque O’Higgins, uma área verde tradicional da cidade, localizada a poucos quilômetros do centro histórico. Como chegar ao Fantasilandia? A forma mais fácil é usando metrô, descendo na estação Parque O’Higgins (Linha 2), que fica a poucos minutos de caminhada da entrada. Para quem prefere carro, há estacionamentos pagos nos arredores do parque. Saindo do centro de Santiago, o acesso é rápido e simples, tornando a visita muito prática mesmo sem veículo próprio. Quais são as melhores atrações do Fantasilandia? As grandes estrelas do parque são a Raptor, considerada uma das melhores montanhas-russas da América do Sul, a clássica Boomerang e a intensa Xtreme Fall, uma das torres de queda livre mais altas e extremas da região. Quais são os melhores meses para visitar o Fantasilandia? Os melhores meses são março, abril, setembro e outubro, quando o clima em Santiago é mais agradável e o parque costuma estar menos cheio do que durante as férias escolares de inverno e verão. Qual é a melhor ordem para fazer as atrações e brinquedos do Fantasilandia? Raptor / Tren Minero / Tagada / Top Spin / Disko / Wild Mouse / Kamikaze / Boomerang / Rapid River / Tsunami / Volare / The Pirate Revenge / Black Hole / AirRace / Spider / Xtreme Fall / Super Hero / Fly Over Qual é a melhor dica para o Fantasilandia? Chegue logo na abertura e vá direto para a Raptor, seguida da Boomerang, pois são as atrações mais disputadas do parque. Deixar essas montanhas-russas para o fim do dia pode significar filas bem maiores e perda de tempo precioso. Que tipos de comida estão disponíveis no Fantasilandia? O parque oferece uma grande variedade de comidas típicas de parque, como hambúrgueres, pizzas, hot dogs, empanadas chilenas, batatas fritas, churros e sobremesas, além de bebidas e lanches rápidos espalhados por várias áreas. Quanto custa o Fantasilandia? O ingresso costuma variar entre CLP $20.000 (BRL 125) e $30.000 (BRL 183), dependendo do dia da semana, temporada e promoções. Normalmente há opções de passaporte com acesso ilimitado às atrações. Qual é a duração das filas no Fantasilandia? As filas variam de moderadas a altas. Em dias cheios, atrações populares como a Raptor e a Boomerang podem chegar a 60–90 minutos. Em dias tranquilos, muitas filas ficam entre 15 e 30 minutos. Qual é o site do Fantasilandia? https://www.fantasilandia.cl/

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