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- Werner Stengel: o pai das montanhas-russas
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! < Voltar Werner Stengel: o pai das montanhas-russas Compartilhar João Vitor Becker 15 de jan. de 2023 Conheça a história do maior projetista de montanhas-russas do mundo! Você pode nunca ter ouvido falar nele, mas com certeza já deve ter andado em alguma montanha-russa projetada por ele. O nome dele é Werner Stengel, e mesmo não sendo um nome conhecido, ele é uma das figuras mais importantes da indústria de parques de diversões, isso porque é um dos maiores engenheiros e designers de montanhas-russas de todos os tempos, senão o maior! Nascido em Bochum, pequena cidade alemã localizada entre Essen e Dortmund, e à pouco mais de 500 km de distância da capital Berlim, Werner Stengel estudou engenharia civil de 1959 à 1962, na antiga Baugewerkschule, hoje conhecida como a Universidade de Kassel, localizada em Hessen na Alemanha. Tirou seu diploma em 1966, pela Universidade Técnica de Munique. Mas dois anos antes foi contratado por ninguém mais, ninguém menos do que Anton Schwarzkopf, outro importantíssimo nome para a indústria, já que foi fundador de uma das maiores e mais notáveis fabricantes de montanhas-russas e atrações para parques de diversões, a Schwarzkopf GmbH . A sua missão era realizar cálculos estáticos para o desenvolvimento da primeira montanha-russa de aço alemã, o que viria a ser a Super Acht ou Super 8, uma montanha-russa do modelo Wildcat. Porém o seu trabalho foi muito além de puros cálculos estáticos. Em 1976 ele estudou uma solução para o problema das inversões em looping vertical circular, que causava sérios danos aos passageiros devido a força física aplicada. A solução foi a troca do formato circular do looping por um clotóide, ou Espiral de Euler, como é conhecida na física e matemática. A troca pelo formato clotóide possibilitou transições mais suaves ao entrar e sair do looping, sem causar nenhum ferimento nos passageiros. A invenção do looping em formato de clotóide foi uma verdadeira revolução para as montanhas russas. A primeira montanha-russa a utilizar esse formato de looping não poderia receber outro nome além de "Revolution", sim, a Revolution do Six Flags Magic Mountain , uma das mais icônicas e conhecidas montanhas-russas de todos os tempos. Tendo aparecido até mesmo no thriller "Rollercoaster" de 1977, dirigido por James Goldstone, e estrelado por George Segal, Henry Fonda e Helen Hunt, e que aqui no Brasil recebeu o título de "Terror na Montanha-Russa". Muitos não sabem, mas Werner Stengel também foi o criador de outro tipo muito comum de inversões, o Heartline Roll, uma inversão em espiral com o eixo de rotação centralizado no passageiro, e não no próprio trilho como é o caso de outra inversão bastante similar, o Inline Twist, ou simplesmente Twist. Ao longo de mais de 40 anos, seu escritório de design Stengel Engineering ou Ingenieurbüro Stengel GmbH já projetou mais de 700 montanhas-russas, localizadas em todos os 7 continentes do planeta. Entre as suas mais notórias instalações estão a Son of Beast , conhecida por ter sido a primeira montanha-russa de madeira com uma inversão em looping vertical; Kingda Ka montanha-russa detentora do recorde de mais alta montanha-russa do mundo com 139 metros de altura; Millennium Force , a primeira montanha-russa a superar a altura de 90 metros e por último mas não menos importante a Formula Rossa , a montanha-russa mais rápida do mundo que atinge impressionantes 240 km/h. Outras montanhas-russas famosas que Stengel foram recordistas e/ou montanhas-russas aclamadas pela crítica como a Top Thrill Dragster no Cedar Point, El Toro no Six Flags Great Adventure e sua 500ª montanha-russa criada, a Maverick no Cedar Point. Mas talvez a montanha-russa mais conhecida já projetada por Werner Stengel seja a Olympia Looping, a maior montanha-russa transportável do mundo, com quase 1,5 km de extensão. A montanha-russa projetada por Werner em parceria com Anton Schwarzkopf e construída pela Maurer AG também é conhecida pelos seus insanos 5 loopings, isso mesmo que você leu! CINCO LOOPINGS! Cada um pintado com uma cor dos arcos olímpicos: Verde, Preto, Amarelo, Azul e Vermelho, o que explica o nome da montanhas-russa: Olympia Looping. Mas talvez o mais impressionante sobre essa montanha-russa talvez seja a sua necessidade de ser transportada por 36 carretas, devido à sua extensão. Infelizmente, somente uma única Olympia Looping foi fabricada, e ela pode ser encontrada em feiras de Kirmes em alguns países na Europa, e principalmente na Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Vale citar que Werner Stengel também projetou a maior montanha-russa transportável da América Latina: a Looping Star que por vários anos operou no Playcenter, e que após participar de algumas edições do Rock In Rio, sua última parada foi o Tivoli Park no Rio de Janeiro. Somente para ter noção de quantas montanhas-russas Werner já projetou, em 2004 cerca de 74% das montanhas-russas citadas na lista do Golden Tickets Awards (premiação importante no setor de parque de diversões) foram projetadas pela Stengel Engineering. Por sua influência na indústria de parques de diversões e na área da engenharia, Werner já recebeu diversas honrarias, entre elas o Doutorado Honorário dado pela Universidade de Gotemburgo na Suécia por sua "inesgotável criatividade em vincular a física e o design à experiência do corpo humano em montanhas-russas e outros brinquedos". Já em 2009, foi laureado com a medalha de Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha "por suas realizações na construção de parques de diversões e pelo estabelecimento de padrões internacionais nesta área. Werner Stengel está hoje com 89 anos e mesmo tendo anunciado sua aposentadoria em 2001, trabalha atualmente como consultor para a construção de montanhas-russas. Anterior Próximo
- Roteiro de viagem para o Fantasilandia em Santiago do Chile
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Santiago 20 de jun. de 2019 A capital do Chile flerta com o passado e mostra um incrível futuro em seus milhares de bairros. Contrastes são vistos o tempo todo entre as vistas da cidade, como do alto do Cerro Santa Lucía. Apaixonei-me por Santiago no instante em que botei os pés nela. Vale ressaltar que a cidade é muito tranquila de se andar, especialmente pela quantidade de transporte público disponível (metrô e ônibus) e também por ser muito fácil andar a pé entre os principais pontos turísticos. Eu ia ver a neve pela primeira vez e eu estava extremamente animado! Comprar a passagem aérea para Santiago não foi uma tarefa muito difícil. Existem voos diretos pela LATAM e saindo do Rio de Janeiro e em vários horários. Como ia numa quinta-feira, peguei um voo logo pela manhã para chegar em Santiago na hora do almoço. O preço das passagens varia entre R$ 1000 e R$ 1500. Você não precisa de visto para ir ao Chile, somente estar munido de um passaporte. A imigração no Chile não é muito diferente das outras. O agente imigratório pergunta apenas onde você vai ficar hospedado e quantos pesos chilenos você está levando. Como ficaria apenas 4 dias, levei 220.000 pesos chilenos, equivalente a R$ 800. Não se assuste! A moeda chilena é assim mesmo. O Uber no Chile ainda não é regularizado, então por isso alguns procedimentos diferentes podem ocorrer, como no Aeroporto não poder fazer o embarque no carro na rua principal, e sim, somente no estacionamento. O motorista manda mensagem para você para dizer qual vaga está. Cordilheira dos Andes do avião Além disso, você precisa ir no banco da frente para o motorista não levar multa por estar fazendo transporte de passageiro de forma irregular. Vale lembrar para sempre pedir pelo aplicativo. Nunca aceite oferta de nenhuma pessoa que te ofereça transporte no saguão do Aeroporto. Cheguei na minha hospedagem de forma bem rápida. O Aeroporto Internacional de Santiago não fica muito longe do centro da cidade, o que é um ponto bastante positivo. Escolhi um lugar barato para me hospedar e que fosse aconchegante, então peguei um quarto com 4 pessoas no Che Lagarto Hostel, uma popular rede de albergues/hostels aqui na América Latina. Todas as instalações são bem maneiras, e o hostel dispunha de bar e uma ótima cozinha. Às vezes, eles faziam alguns eventos durante a noite. Da para caminhar tranquilamente em Santiago, porém fique de olho na população de rua que pode te abordar caso você esteja dando pinta de muito distraído. Aproveitei o dia de chegada para dar uma olhada pelos arredores da vizinhança e subi ao Cerro Santa Lucía, onde dá para ter uma visão romântica de Santiago. Vista do Cerro Santa Lucía Meu segundo dia foi dedicado à maravilhosa Cordilheira dos Andes, onde eu veria neve pela primeira vez. Estava super animado! Fechei meu passeio com a Snow Tours ( http://www.snowtours.cl/ ), agência de receptivo local. Acorda-se muito cedo para fazer o passeio de um dia, aproximadamente as 4h da manhã. O caminho até a Cordilheira é bastante logo, mas é lindo demais. Cordilheira dos Andes Todas as paisagens aquecem seu coração, especialmente porque você está vivendo o inacreditável. Você verá vestígios da população de montanha chilena. Se você fechar os olhos, você pode usar sua imaginação para voltar ao passado, no tempo dos incas... Existem muitas pequenas cidades nessa região da Cordilheira, mas as mais famosas são Farellones e Valle Nevado. As pousadas e hotéis em ambas as locações são extremamente caras no inverno, então preferi esse passeio de um dia até porque esquiar não era uma prioridade e só queria ver a neve. Deu super certo! Valle Nevado Em Farellones, existe o Parque de Farellones , um parque cheio de brinquedos na neve como descida nas montanhas de neve com boia, escalada, tirolesa, bicicletas na neve, teleférico, carrinho de montanha e aulas simples de snowboard e esqui. Como estava com um medo bobo de me machucar nessas atividades, e por estar "sozinho" me prejudicar no restante da viagem, preferi subir ao Valle Nevado e ficar rolando na neve. Fui feliz do mesmo jeito! Inclusive, tive a oportunidade de comer empanadas muito gostosas. Parque de Farellones Fique ligado também nas épocas que neva no Chile. A temporada de neve oficialmente é de Junho a Agosto, porém ninguém tem controle sobre quando ela vai cair. Eu fui em Junho, e é o começo, então a neve era bastante rara. Comemorávamos quando ela caía! Julho e início de Agosto são excelentes meses para ter maior garantia de neve, porém precisa tomar cuidado para as condições nas montanhas não ficarem tão extremas. Tanto Farellones quanto Valle Nevado são pouco viáveis financeiramente caso você deseje esquiar. Bariloche tem opções mais baratas. Vale a pena pesquisar antes de tomar a decisão de viajar pro Chile apenas para ter o primeiro contato com o esqui, viu? Retornamos por volta das 15h para Santiago, onde aproveitei para ir no gigantesco shopping Costanera, onde fica o prédio-gigantesco-mirante da cidade Sky Costanera. Me arrependi muito de não ter comprado o ingresso do mirante antes, porque aquele dia já havia esgotado (o tempo estava lindo). Aproveitei então para conhecer na Plaza de Armas a Catedral de Santiago e o Museu Pré-Colombiano de Arte Chilena, recheado de vários artefatos incas! Itens do Museu de Povos Pré-Colombianos No dia seguinte, fui a Viña Concha Y Toro pela manhã, também com a Snow Tours. Esse vinhedo é o mais famoso de todo Chile e também um dos mais famosos de toda América do Sul. Eles são responsáveis pelo vinho Casillero del Diablo. Durante o tour por toda propriedade, eles explicam a história do lugar e ainda te levam para conhecer o Diabo. Sério. É de arrepiar! Para compensar o encontro arrepiante, você ganha de cortesia uma taça e uma degustação de vinhos feitos por diferentes uvas! Esse passeio feito no inverno pode ser um pouco decepcionante para quem gostaria de ver as videiras carregadinhas. Depois, peguei o metrô até a estação Parque O'Higgins. Tranquilíssimo! O Parque O'Higgins é como se fosse uma Quinta da Boa Vista/Ibirapuera de Santiago e é gigantesco. Como não estava na vibe de sentar na grama e apreciar a natureza, corri para o que realmente me interessava: o Fantasilandia ! O parque fica localizado em um dos extremos do O'Higgins e terá um novo lugar, mais afastado do centro da cidade, apenas em 2027. Deixei o último dia na cidade para aproveitar os prédios do governo, como o Palácio de la Moneda. Todo dia tem a troca da guarda no Palácio, e tinha chegado cedo para garantir que não ia perder. A troca de guardas acontece às 9h50 da manhã nos dias da semana e 10h50 da manhã aos finais de semana, ambos com duração de aproximadamente 40 minutos. Na Plaza de Armas, outro edifício belíssimo é a Catedral Metropolitana de Santiago, que não pude deixar de visitar mais uma vez. Com todo o respeito e obedecendo as normas do local de oração, pude tirar fotos de seu conteúdo. Belíssima decoração e arquitetura neoclássica. Andei mais um pouco pelas ruas do centro antes de partir para o aeroporto e me despedir de Santiago. Palácio de la Moneda Santiago é uma belíssima capital e com certeza merece mais de quatro dias. Não deu tempo de ir, mas dizem que a vista do Cerro San Cristóbal também é maravilhosa! Assim como o gigantesco shopping Parque Arauco. Existem cidades próximas belíssimas como Viña del Mar e o Cájon del Maipo (área de cânions com um rio). Além disso, o Fantasilandia sempre coloca uma nova atração a cada ano, o que sempre dá aquela vontadezinha de voltar ao parque com mais brinquedos na América do Sul! A população chilena é muito animada e extremamente receptiva. Agradeço demais a todos os chilenos que me recepcionaram e foram gentis comigo em seu país. Somos uma só América do Sul e não vejo a hora de voltar! Quanto custa viajar para Santiago? Data: Junho de 2019 Peso Chileno: R$ 0,0049 Período: 4 dias Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Santiago: R$ 1.200 (via LATAM - comprado com 4 meses de antecedência) Valor médio do trecho em Uber: R$ 50 2) Hospedagem 3 noites no Hostel Che Lagarto Santiago: R$ 190 (quarto para 4) 3) Ingressos Fantasilandia: R$ 90 Viña Concha y Toro: R$ 120 Cordilheira dos Andes (Farellones + Valle Nevado): R$ 350 Museu de Arte Pré-Colombiana: R$ 30 4) Diversos Alimentação: R$ 300 Compras: R$ 300 TOTAL (por pessoa): R$ 1.980,00 (custos 1 à 3) + R$ 600,00 (custo 4) = R$ 2.580,00 Roteiro: 1) Chegada em Santiago / Cerro Santa Lucía 2) Snowday - Farellones e Valle Nevado / Costanera / Museu de Arte Pré-Colombiana 3) Viña Concha Y Toro / Fantasilandia 4) Palácio de la Moneda / Plaza de las Armas / Retorno ao Brasil “O amor nasce da memória, vive da inteligência e morre por esquecimento.” Pablo Neruda, poeta e político chileno << Viagem anterior Próxima viagem >>
- O que fazer em Porto Seguro: diário de viagem com dicas e melhores atrações
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Porto Seguro 19 de nov. de 2021 A Bahia é um estado brasileiro que sempre me passou a ideia de um verdadeiro paraíso… Durante toda minha vida ouvi as pessoas dizendo que a Bahia tem as melhores praias, as melhores pessoas, a melhor comida (o que para um taurino é maravilhoso…) e que quem vai para lá volta super relaxado. Confesso que ficava muito ansioso para ir a Salvador, mas nunca conseguia despender dinheiro para ir a um destino que não tinha qualquer tipo de parque. O Brasil é um país lotado de parques aquáticos, e é uma tarefa muito difícil (e cara!) visitar todos. Existem parques aquáticos de todos os tamanhos em terras brasileiras, desde aqueles que só tem uma piscina de ondas e um toboágua até alguns gigantescos como o Thermas dos Laranjais . Combinei comigo mesmo que vou visitar aqueles que tiverem grandes toboáguas, piscinas de ondas desafiadoras e que claro, estejam em cidades interessantes. Com isso em mente, foi a oportunidade perfeita para finalmente visitar o estado da Bahia, pousando na lendária cidade de Porto Seguro. Porto Seguro tem quase 500 anos, e é uma das cidades mais antigas do Brasil! A cidade é um estância turística baiana, com aproximadamente 90 quilômetros de lindas praias. Acompanhado de um amigo meu, o Daniel, escolhemos o mês de Novembro para aproveitar a cidade de sexta-feira à segunda-feira. Tínhamos poucos dias, mas estávamos determinados a aproveitar o máximo com o que tínhamos. Às vezes, você precisa viajar quando dá, como naqueles dias que você consegue umas folgas no trabalho ou um pequeno feriado. No nosso caso, estávamos aproveitando o feriadão da Proclamação da República. Pousamos no modesto Aeroporto de Porto Seguro no começo da tarde, e o sol pairava pela cidade. Pegamos um Uber, que tem uma cobertura limitada na região, e na curta estrada do aeroporto até o nosso hotel já deu para ver os diferentes tons de azul do mar. Nosso hotel, o Bosque do Porto Praia Hotel, ficava na Avenida Beira-Mar, onde estão os melhores hotéis da cidade. Apesar de longe do centro da cidade, os hotéis dessa região estão em frente à principal praia de Porto Seguro. O Bosque do Porto, especificamente, fica em frente ao complexo de lazer Toa Toa, lugar que tem festas de axé aos fins de semana. Eu sempre ouvi mais músicas internacionais, mas… Tinha acabado de comprar um abadá para um evento de 4 horas de axé. A primeira parada foi no Centro Histórico de Porto Seguro, onde a pequena vila foi fundada em 1535 e boa parte de suas construções permanecem em pé até hoje. Era sexta-feira, então o local estava bastante tranquilo e ótimo para andar. Não estranhe a tranquilidade, viu? O centro histórico é composto em sua maioria de residências, e não de lojas! Um dos maiores atrativos do lugar é a vista perfeita do Oceano Atlântico! Não deixe de tirar fotos incríveis, principalmente ao lado da Capela de São Benedito. As casas refletem o estilo colonial clássico da época do achamento do Brasil. A rua principal leva até a Praça Pero do Campo Tourinho, onde ficam o Marco Comemorativo do Início da Colonização, a Paróquia Nossa Senhora da Pena (aberta pela manhã e até o meio da tarde) e o Museu de Porto Seguro. Para quem gosta de comprar, lojinhas vendendo ótimos artesanatos estão presentes, além das famosas fitinhas coloridas. Quem visita Porto Seguro precisa comprar algumas e pendurar na murada em frente ao Farol, última parada do centro histórico. Não esqueça de fazer um desejo forte! Depois do desejo, passe nas barraquinhas de acarajé e prove essa maravilha baiana! Sério, fiquei muito apaixonado por essa iguaria! O gosto é muito bom, super agradável ao paladar. Aproveitei e comprei nas barraquinhas itens típicos do Nordeste, como cocada e azeite de dendê. Voltamos ao hotel para aproveitar um pouco a piscina, e depois seguimos para a Passarela do Álcool, um pedaço da Avenida do Descobrimento lotado de restaurantes e bares. A melhor pedida é pedir um prato de pescado, que são os melhores (vem muita comida!), e o preço varia de 80 a 120 reais por pessoa. Comi no Fashion Bar Restaurante & Grill e tudo estava perfeito! Ao redor do restaurante e por toda a Passarela, ainda tem apresentações artísticas, como o grupo de capoeira local. Depois, corremos para o Toa Toa para aproveitar a noite cheia de axé. O open bar tem duração das 22h até as 23:30! O local serve uma deliciosa caipirinha. A música também é ótima - os artistas que se apresentam se revezam entre DJs e bandas que cantam os maiores sucessos dos baianos. O preço do Toa Toa é de R$ 80, com variação em algumas datas. O ingresso pode ser comprado no site ou em algum hotel parceiro. Os eventos costumam ocorrer na sexta-feira e possuem um line-up de quatro artistas locais. O evento ocorre das 21h até 04h. Depois de um ótimo café da manhã tropical no hotel, começamos nossa jornada para a estrela da viagem: O PARQUE AQUÁTICO! Fomos de Uber até o centro da cidade para pegar a balsa para Arraial d’Ajuda, que atravessa o rio Buranhém. A travessia é tranquila, mas cheia de vento! Antes de pegar a balsa, é sempre bom conferir os horários e os preços . Ao chegar em Arraial d’Ajuda, tem um monte de vans que fazem o serviço de deslocamento dos distritos de Porto Seguro. Escolhemos a que ia para o parque aquático e partimos rumo à diversão! O Eco Parque Arraial d’Ajuda é um parque aquático para você relaxar! Não espere grandes toboáguas, mas espere um dia de diversão sem compromisso! O parque fica num local super privilegiado, no meio da mata atlântica e à beira da praia principal de Arraial d’Ajuda, a Praia do Mucugê. Deu para passar todo o dia lá, saindo somente quando o parque fechou às 17h. As atrações agradam todas as faixas etárias, com toboáguas radicais e familiares, além de uma bonitinha área infantil. O parque ainda oferece atrações de ecoturismo, como tirolesa, e acesso a Praia do Mucugê. Vale muito a pena! Depois do parque, seguimos ao centro de Arraial d’Ajuda, andando pelas ruas do distrito e subindo a linda escadaria do centro histórico. O local tem várias casinhas de estilo colonial, com ótimos artesanatos e artigos de praia. Recomendo muito provar os salgados e doces da confeitaria Café da Santa, na praça principal - saí de lá querendo comer todo o cardápio! Os pontos mais visitados são a Igreja Matriz Nossa Senhora D'Ajuda e o Mirante das Fitinhas, onde você pode fazer mais desejo com as fitinhas compradas em Arraial. A vista é de tirar o fôlego, e rende ótimas fotos! Para quem curte excelentes restaurantes e vida noturna, a Rua do Mucugê é o ponto principal de Arraial d'Ajuda. Nela, gostei muito da comida do Alecrim Dourado, que tem culinária típica da região e música ao vivo. Bares e boates também estão presentes! O pessoal local diz que o melhor existe por Iá é o Morocha Club, que fica bem no meio da rua. Não deu para ficar até muito tarde porque tínhamos que voltar à Porto Seguro, mas o Morocha estava muito animado - com presença de DJ! O dia seguinte foi em Trancoso, nosso primeiro passeio com a Pataxó Turismo , empresa de turismo receptivo que nos recebeu na região. Trancoso fica 1h30 longe de Porto Seguro, e é um distrito que conservou sua simplicidade. A parte mais famosa da cidade é o Quadrado, uma praça retangular com lojas chiques e caras, restaurantes de todos os gostos e preços, e hotéis de luxo. Durante o ano, acontecem vários eventos, dentre eles o mais famoso sendo a festa junina da cidade. A Igreja do Quadrado é uma igreja simples como as outras da cidade, e o mirante atrás dela rende boas fotos! Trancoso tem várias praias, mas descemos por um mangue até a Praia dos Coqueiros para almoçar na Barraca do Jonas, onde almoçamos um delicioso peixe grelhado. Os preços são elevados, assim como os outros restaurantes de praia de Trancoso: pagamos 200 reais pelo peixe. Apesar do clima feio, conseguimos aproveitar a praia, de águas quentes e esverdeadas pela quantidade de algas. Não espere água turquesa, viu? A Barraca do Jonas fornece espreguiçadeiras, banheiro e chuveiro para aproveitar a praia com mais comodidade! No fim da tarde, retornamos à Porto Seguro e passamos a noite de domingo no hotel, já que na segunda-feira, nosso último, tínhamos que acordar bem cedo para ir até o Parque Marinho do Recife de Fora, a terceira maior plataforma de corais do Brasil com uma área gigantesca de 17,5 km². Para chegar ao Parque, é necessário aproveitar a baixa da maré no início do dia, pegar uma escuna e navegar por aproximadamente 1 hora. No local, o guia explica o trabalho de conservação e preservação, além de mostrar formas de identificação dos seres marinhos. Se você tiver GoPro, vá com a sua para tirar fotos dos peixes! Existem fotógrafos lá que controlam a alimentação dos peixes para você poder tirar fotos com eles (paga), mas a qualidade das fotos não é muito boa. Depois do almoço no hotel, fomos até o Memorial da Epopéia do Descobrimento na Avenida Beira-Mar, um museu que relata como foi a chegada dos portugueses na região. No museu, estão presentes documentos, instrumentos e elementos portugueses que explicam como foi a jornada de achamento do Brasil. O passeio é guiado e começa pelo Jardim Botânico, e mostra plantas raras e muitas vezes utilizadas pelos ancestrais nativos, ou até mesmo pelos europeus recém chegados, no século XVI e em diante. Você poderá ver um exemplar de pau-brasil, inclusive! Além disso, você poderá entrar numa réplica de oca indígena e conhecer seus principais utensílios, ver mais do modo de vida dos índios naquela época, e como foram as primeiras relações com os portugueses. O grande atrativo do museu é a Nau Capitânia, uma réplica exata dos navios de Portugal nos anos 1500. Você poderá descer pela escada em espiral, mexer nos canhões, ir até o convés e andar por todo navio! Uma experiência incrível e histórica! O preço varia de R$ 30 a R$ 50, dependendo da demanda para o dia. Nos despedimos de Porto Seguro mil vezes mais relaxados de quando chegamos. Apesar do pouco tempo, a cidade baiana jogou muito axé na nossa viagem, permitindo ela ser tranquila e muito divertida! Vá preparado para uma alimentação cara mas gostosa, pequenos trechos de Uber para se deslocar, dinheiro na mão para comprar artesanato e iguarias, e não esqueça o protetor solar em hipótese alguma! Quero muito voltar à Porto Seguro para poder aproveitar os lugares que não deu para ir por conta dos poucos dias, como a Praia dos Espelhos, Caraíva e Santa Cruz Cabrália. Aliás, a Bahia toda é um grande Estado para se explorar e se encantar! Quanto custa viajar para Porto Seguro? Data: Novembro de 2021 Período: 4 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Porto Seguro: R$ 500 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 20 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 2) 3 noites no Bosque do Porto Hotel: R$ 350,00 3) Ingressos e passeios Arraial d'Ajuda Eco Parque: R$ 120 Trancoso: R$ 85 Parque Marinho Recife de Fora: R$ 140 Memorial do Descobrimento: R$ 30 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras: R$ 150 TOTAL (por pessoa): R$ 1.245,00 (custos 1 à 3) + R$ 550,00 (custo 4) = R$ 1.795,00 Roteiro: 19/nov - Chegada em Porto Seguro / Centro Histórico / Passarela do Álcool 20/nov - Arraial d'Ajuda Eco Parque / Centro Histórico de Arraial d'Ajuda / Rua Mucugê 21/nov - Trancoso 22/nov - Parque Marinho Recife de Fora / Retorno ao Rio de Janeiro “Eu tento sair da Bahia, mas a Bahia não sai de mim!” Frase dita por baianos << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para os parques de diversões do Canadá
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Nova York | Montreal | Québec | Toronto | Niagara Falls | Buffalo 15 de jun. de 2022 Meus planos feitos em 2019 para uma viagem pela Costa Leste da América do Norte eram perfeitos. A meta era começar na cidade de Atlanta, no estado da Geórgia (EUA), e seguir um caminho em formato de "U" invertido até a cidade Richmond, no estado da Virgínia (EUA). O objetivo principal era andar nas montanhas-russas mais radicais dessa região, que incluía o Canadá. A passagem pelo país seria rápida, apenas 4 dias: dois em Toronto e dois em Montreal. Em Toronto, sonhava com o Canada's Wonderland, além de conhecer uma das cidades mais cosmopolitas e internacionais do mundo. Em Montreal, tinha muita curiosidade em ver como era a experiência do La Ronde, um parque de diversões numa ilha, que ficava num rio gigantesco. Inclusive, essa ilha é vizinha à Île-de-Notre-Dame, onde acontece o Grande Prêmio de Montreal de Fórmula 1. Apaixonado pela F1 que sou, o Circuito de Montreal sempre foi o meu favorito, seja assistindo corridas ou jogando no videogame. Você pode conferir como foi a preparação para essa viagem (e toda ela em si!) no artigo da 2021 All the Bright Parks Tour . Mas, você se pergunta: "se eu tenho que ler um outro artigo para saber como foi essa jornada pela Costa Leste, o que eu estou fazendo aqui!?" Como eu disse no artigo da 2021 All the Bright Parks Tour, em 16 de Março de 2020, tudo foi pelos ares. A pandemia do novo coronavírus, agente causador da Covid-19 atingiu o mundo por completo e se tornou inviável fazer a viagem em Junho. Me lembro que no dia que tive o baque e a certeza de que não ia acontecer acredito que foi um dos dias que mais chorei na vida. Um sonho completo, que estava prestes a se tornar concreto, foi abaixo. Assim como milhares de outros sonhos ao redor do mundo. Assim como milhares de vidas interrompidas que não puderam colocar seu sonho para frente. Se você estiver lendo isso, agradeça por estar aqui. Baque tomado, era hora de botar os planejamentos na gaveta e juntar mais dinheiro, mas não desistir. O início de 2020 foi de muitas incertezas e de mais um percalço que eu não previa: por conta do trabalho, tive Síndrome de Burnout, que é o esgotamento mental com consequências no corpo físico. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) sempre me acompanhou desde criança, e por mais que eu já convivesse com alterações absurdas de adrenalina, o Burnout era algo que eu nunca havia vivido. Foram dois meses de licença médica para tratamento e recuperação, e durante essa licença, fiz uma lista de filmes intitulada "60 Filmes para Curar o Burnout". A meta era ver um filme por dia, além de ler livros. Há muito tempo atrás, um grande amigo meu havia me dado um livro de presente chamado "Cidades de Papel" (em inglês, Paper Towns). Na época, meu amigo e eu éramos muito adolescentes e morávamos muito distantes um do outro, portanto a dedicatória que ele fez para mim na época, era eu pegar a história do livro como um incentivo para nos vermos no futuro. A história trata sobre uma menina misteriosa, Margo Roth Spiegelman, que cresceu junto com Quentin, um menino com uma vida regular, sem grandes emoções. Quentin sempre foi apaixonado por Margo desde criança, mas as personalidades diferentes o separaram à medida que cresceram. Em uma noite, Margo o convida para fazer um monte de coisas desafiadoras, e no dia seguinte, some. Quentin fica sem saber o que de fato aconteceu para Margo sumir, mas começa a perceber pistas ao seu redor que possa indicar qual seria o paradeiro da garota. Com os seus amigos, Quentin começa uma jornada pela costa leste dos Estados Unidos. "Cidades de papel" são cidades inventadas pelos cartógrafos e inseridas nos mapas, a fim de que não sejam copiados - uma espécie de marca registrada. Uma cidade de papel não existe. Assim como também não existiu ida ao Canadá em 2021, depois que refiz o roteiro pela primeira vez. O Canadá continuava fechado devido às complicações da pandemia, e seria impossível executar o roteiro com o país incluso. Entretanto, tudo ainda estava pago: passagem aérea, hotel e ingressos. O que fazer? Por mais que me corroesse de ansiedade por dentro, a solução era uma só: adiar para 2022. Mas, os processos de adiamento da viagem foram extremamente cabulosos: problemas com reembolsos (fui parar até na Justiça!), problemas com validade expirada (e não tinha mais o que fazer) e até advogado que não me respondia. A dor de cabeça referente ao Canadá era crescente. Mas, aos trancos e barrancos, as situações iam se ajeitando e começava a nascer uma nova viagem para 2022, agora com 12 dias (e não quatro) e um roteiro com os parques de diversões mais underdogs (subestimados) da América do Norte. Diante de todas às dificuldades e empecilhos que foram aparecendo e um roteiro para lá de "diferentão", eu sabia que só poderia existir um nome para essa viagem. Ao reassistir à adaptação de Cidades de Papel pela 20th Century Fox, a viagem que nunca existiu (e que teimava em existir e vocês verão - até o fim) recebeu o nome de " Maple Towns Tour " ou " Tour pelas Cidades de Bordo ". O bordo (maple tree), árvore símbolo do Canadá ajudou a fazer esse trocadilho com o nome da história que exaltava exatamente o que eu ia fazer: me aventurar por lugares que muita gente não sabe da existência e que eu tive que perserverar muito para poder chegar até lá. A história de Cidades de Papel diz que cada um tem seu milagre - algo que te faz despertar e se sentir vivo. Meu milagre (sempre será) meu amor por montanhas-russas. Essas incríveis invenções da engenharia entraram na minha vida para eu viver uma série de aventuras (por quê não?) épicas, em que cada uma seria especial. Meu objetivo é ouvir cada vez mais das pessoas coisas como "não acredito que fez isso" ou sentir que meu coração vai explodir cada vez que encaro uma atração radical. É com esse pensamento que mesmo com tudo dando errado desde do começo, eu pensei numa frase do filme para continuar com todos os planos: "Arrisque-se, pare de viver de forma tão segura" A preparação do novo roteiro envolveu os três principais pontos do original: os parques Canada's Wonderland e La Ronde, e o Grande Prêmio da Fórmula 1 em Montreal. Mas, como seriam 12 dias em terras canadenses, pude abrir o roteiro para conhecer novos lugares, incluindo os parques de diversões que "ninguém liga" e ficam próximos às regiões de Montreal e Toronto. Mais do que parques, os novos dias permitiriam aproveitar mais as cidades, explorando os lugares que foram outrora colonizados por França e Inglaterra. Uma imersão cultural muito forte e que me deixou muito animado para praticar todo o francês que venho aprendendo há alguns anos. O Luís, o mesmo amigo meu que me acompanhou durante a 2021 All the Bright Parks Tour, entrou na onda de novo e aceitou participar dessa jornada ao Canadá! Quando compramos as passagens, ficamos animados que teríamos uma escala de aproximadamente 12 horas, na ida, na cidade de Nova York! Isso significaria que teríamos a oportunidade de ir no Six Flags Great Adventure, parque que deixamos duas montanhas-russas incríveis para trás em 2021 já que elas estavam fechadas. Parte I: Montreal Embarcamos no dia 15 de Junho de 2022 no Aeroporto Internacional de Guarulhos em um voo da LATAM com destino à cidade de Nova York com muita animação e cheios de sonhos prestes a serem realizados na bagagem. O voo foi tranquilo, chegando na cidade-que-nunca-dorme às 7:45 da manhã. Depois de todo o processo de fazer a imigração nos Estados Unidos e pegar o carro alugado para ir até o Six Flags Great Adventure , conseguimos chegar na estrada às 9:30. Isso nos dava aproximadamente 1h40 para chegar no Six Flags, irmos na El Toro e na Jersey Devil Coaster. Montanhas-russas Jersey Devil Coaster e El Toro no Six Flags Great Adventure Apesar de termos chegado mais tarde do que prevíamos, conseguimos fazer as duas montanhas-russas com folga e irmos em mais algumas outras, como a Kingda Ka e a Nitro. Quando saímos do parque para nos dirigirmos de novo ao aeroporto para pegarmos os voos para Montreal, a viagem tomou um rumo de ir por ladeira abaixo. Montanha-russa Nitro no Six Flags Great Adventure Mesmo saindo cedo do Six Flags, o trânsito nos atrasou muito e estávamos morrendo de medo dentro do carro de perdermos o voo. Mas, do nada, recebemos uma notificação nos nossos celulares que os nossos voos haviam sido cancelados, e que haviam sido remarcados para dois (!) dias depois. Uma remarcação como essa ia acabar com todas as chances de chegarmos à Montreal conforme o planejado e fazer tudo do roteiro. A aventura havia (de fato) começado. Quando chegamos ao aeroporto, o caos estava formado. Muitas pessoas estavam no balcão da Delta, companhia aérea que havíamos escolhido para fazer o restante dos voos. Sabíamos que teríamos trabalho para resolver o problema, porque enquanto estávamos no trânsito, tentamos resolver pelo telefone e não conseguimos absolutamente nada (mesmo após uma hora na linha). Depois de muitas horas na fila, chegou nossa vez no balcão e a Delta não apresentava solução para o nosso problema senão ir dois dias depois. As coisas só mudaram quando meu amigo soltou a frase: "Você quer que eu durma debaixo do seu balcão, senhora?". Nos EUA, as companhias aéreas não são obrigadas a dar hospedagem, alimentação ou qualquer tipo de compensação, como no Brasil. Uma supervisora chegou e resolveu nosso problema colocando para irmos à Montreal no dia seguinte à tarde. Não foi o ideal, mas era o que tínhamos. Mal sabíamos, inclusive, que essa situação era o prenúncio do caos aéreo no hemisfério norte em 2022. Reservamos um hotel perto do aeroporto e fomos na Times Square jantar e curtir o que havia sobrado do dia. Times Square A Times Square estava perfeita, como sempre. Cada vez mais tento absorver todo o conteúdo dos telões, mas sigo falhando. É muita informação! Jantamos no Junior's Restaurant and Bakery, um excelente lugar com tema retrô e pratos maravilhosos! Apesar dos problemas, foi uma noite especial, já que estava mais uma vez numa das cidades que mais amo no mundo e o Golden State Warriors (meu time de basquete) foi campeão. O dia seguinte foi agitado! Corremos para o aeroporto e voamos (finalmente!) até Montreal. Na imigração no Canadá, o oficial perguntou apenas qual era nosso objetivo de viagem, quanto de dinheiro tínhamos, onde iríamos nos hospedar, quanto tempo iríamos ficar e se conhecíamos alguém no país. Do Aeroporto de Montreal até o Airbnb que ficamos, foi um trajeto de meia hora, de Uber. O aeroporto até tem transporte para a cidade com ônibus, mas pelo custo/benefício, não valia a pena, já que dividindo o valor do Uber, daria o preço da passagem de ônibus. O Airbnb ficava perto da estação de metrô Crémazie, que nos levava de forma rápida até o centro da cidade através da linha 2-Laranja. O bairro ao redor do Airbnb era tipicamente residencial, muito aconchegante e pacífico. A arquitetura é típica dos subúrbios norte-americanos, com destaque para as escadas curvadas e torcidas, exclusivas de Montreal. Parque temático La Ronde visto do avião Montreal é a maior cidade de Québec, a província francófona do Canadá. Québec foi parte do que os franceses chamavam de “Nova França” e toda região teve extrema influência da cultura francesa. Entretanto, a província adquiriu sua própria identidade, e ela se difere de todo o restante do Canadá. Para um estudante de francês, foi ótimo ter essa vivência com o idioma! Pude compreender muita coisa que eu acreditava não compreender, além de poder praticar. A maior parte da população são descendentes de franceses, apesar de ter um grande número de imigrantes. Quem mora em Montreal, normalmente tem o inglês como segunda língua, “salvando a vida” de milhares de turistas que não falam francês. Basílica de Notre-Dame em Montreal Vieux-Montréal Montreal rapidamente ganhou meu coração pela sua cara de cidade grande e jeitão de cidade pequena. Todos os bairros da cidade são muito aconchegantes, especialmente a região do subúrbio residencial e o centro histórico. Mesmo o centro comercial sendo lotado de prédios, é vivo, cheio de apresentações artísticas e um ambiente ótimo para andar à perder de vista, principalmente na Île de Notre Dame, um dos maiores parques urbanos da cidade. O nome da cidade vem do Monte Royal, uma montanha localizada ao sul do centro da cidade. A montanha fica no Parc Mont-Royal, que também abriga o Belvédère Kondiaronk, em que se é possível ter uma vista panorâmica do centro. Mount Royal Os dias estavam com temperaturas muito amenas, variando de 15 a 19 graus, no verão (algo normal para a cidade). Sob pouca chuva, começamos o passeio pelo centro histórico de Montreal, que se estende desde os arredores da Place Jacques-Cartier até a região da Basílica de Notre-Dame. Começamos o passeio a pé pela Basílica, descendo na estação Place d'Armes. A Basílica de Notre-Dame tem dois passeios: o walking tour cultural e o espetáculo Aura. Por conta do horário, escolhemos o Aura, e ficamos extremamente surpreendidos com uma produção cheia de lasers, projeções e trilha sonora poderosa. Aura usa todo o belíssimo interior neogótico de Notre-Dame para ser o cenário do espetáculo - algo que nunca tinha visto no mundo até então! Basílica de Notre-Dame Andamos pelas ruas históricas de Montreal, e adoramos reparar na arquitetura com traços do neoclássico e do barroco francês. As ruas estavam decoradas com bandeiras quadriculadas em comemoração ao fim de semana do Grande Prêmio da Fórmula 1. Confesso que eu estava muito feliz, muito muito muito feliz, de estar caminhando nas ruas de Montreal durante o fim de semana da F1, algo que eu sempre fui apaixonado desde a infância. A cidade estava cheia de turistas, todos uniformizados com as camisas das equipes. Sensacional! As ruas de Montreal têm muitos restaurantes, boutiques, galerias de arte, lojas de souvenires e bares de alto padrão. O clima é maravilhoso! Outro ambiente muito legal é o Velho Porto de Montreal, onde estão localizadas diversas atrações, como labirintos de escapar, o antigo relógio, feirinha de artesanato, restaurantes, apresentações do Cirque du Soleil e a gigantesca roda-gigante La Gran Roue de Montreal. Antes de voltarmos ao Airbnb e descansar, paramos na Pizzeria Rosconi, um ótimo restaurante bonito e barato em que provamos o prato mais tradicional de Montreal: o poutine, que é um punhado de batatas fritas e queijo coalho coberto com um molho de carne. É DELICIOSO! Confesso que comeria um segundo se tivesse espaço na barriga... Uma ótima maneira de encerrar um primeiro dia lindo em Montreal. Ah, muito importante: os restaurantes no Canadá cobram pela tip (gorjeta) e você é muito indicado a pagá-las. As porcentagens são altas: variam de 18% a 25%. Poutine No dia seguinte, acordamos cedo e tomamos café no Tim Hortons, a mais famosa lanchonete do Canadá (tem absolutamente em TODO lugar). Alimentados de croissants doces e salgados, começamos a viajar até o Six Flags Great Escape, distante 270 km e aproximadamente 2h 45 minutos do centro de Montreal, localizado na cidade de Queensbury, nas montanhas do estado de Nova York nos Estados Unidos. O ponto de destaque do caminho é atravessar a fronteira terrestre com os Estados Unidos. As perguntas do agente imigratório dos EUA não são diferentes das que fazem nos aeroportos. Tenha em mente que para atravessar a fronteira EUA/Canadá é necessário visto estadunidense válido e para voltar ao Canadá, é necessário visto canadense físico válido (o eTA não é aceito). O trajeto é bem tranquilo, com pouco trânsito e trechos retos em sua grande maioria, além disso toda a estrada é cênica, com belíssimos cenários nas montanhas. Centro de Montreal O Six Flags Great Escape é um dos parques de diversões mais regionais da rede estadunidense, mas nem por isso é decepcionante. É o Six Flags mais “diferentão” já visitado por mim! Como é localizado no meio das montanhas do estado de Nova York, a temperatura estava 12 graus mesmo sendo verão. Os brinquedos são bem tradicionais, sendo os grandes destaques a Comet, uma montanha-russa de madeira lendária e cheia de airtime, e o Outlaw, um booster melhorado que causa emoção e terror ao mesmo tempo. O legal desse Six Flags é que você precisa se entregar a experiência dele nas montanhas, e não esperar que ele seja um lugar radical como costumam ser os outros parques da rede. Tudo nele é super fofinho e tem um grande apelo para as famílias. Depois do parque, passamos no The Outlets at Lake George, e quando chegamos de volta a Montreal, jantamos no A&W, uma rede de fast-food muito presente no Canadá. Brinquedo radical Outlaw e montanha-russa Steamin' Demon no Six Flags Great Escape Por conta do contratempo que o cancelamento do voo causou na viagem, tive que fazer o La Ronde no mesmo dia do Grande Prêmio da Fórmula 1. Estava profundamente preocupado em ter que dividir meu dia entre os dois locais, mas como estavam na mesma ilha, deu tudo certo! O "Six Flags do Canadá" não faz feio. O parque é muito bonito e muito limpo, e tem uma mega estrutura de alimentação e shows. Com exceção da Ednor, todas suas montanhas-russas são muito boas, com destaque para a Goliath e seus ótimos airtimes (a sensação de sair do banco!), e para a Vampire, a melhor deste modelo de montanha-russa invertida que já andei. O La Ronde também tem muitos brinquedos radicais e familiares que são destaques, como o excelente Demon, o Gravitron e o frisbee Titan, à beira do lago. Outra característica maravilhosa do La Ronde é ele estar localizado em uma ilha e em toda atração alta, você pode ver o gigantesco Rio São Lourenço e o skyline de Montreal. Montanhas-russas Batman e Goliath no La Ronde Biosphère O momento da Fórmula 1 foi algo muito surreal para mim. Durante muito tempo da minha vida, desde da época que eu tinha 10 anos, eu assistia F1 e ficava apaixonado pelo modo como os carros corriam, e principalmente pelos desafios dos circuitos, que eu podia experimentar no videogame. Eu me apaixonei por alguns circuitos, mas paixão nenhuma era maior que o circuito de Montreal. As longas retas e as curvas desafiadoras me faziam dar tudo de mim, e não demorou muito para eu conseguir vitórias. Além disso, foram anos admirando o circuito pela televisão, vendo o La Ronde ao fundo e os carros correndo na Île de Notre Dame. Pisar na ponte que me levaria ao circuito e ver tudo decorado para a Fórmula 1 me fizeram chorar instantaneamente e eu estava em um êxtase que durou até a largada da corrida, em que o barulho dos 20 motores de cada carro estavam em sincronia na primeira volta. Uma experiência definitivamente surreal que eu jamais irei esquecer. Não podia acreditar que eu estava atravessando a ponte para a ilha, que eu estava uniformizado com a minha equipe favorita, que eu estava pisando no lugar que admirei toda minha infância e adolescência. Foram 2h e 30 minutos de pura emoção, e ainda tive um excelente poutine de costela para me acompanhar. Não vejo a hora de voltar a Montreal em um final de semana do Grande Prêmio e estar rodeado de novo daquele clima que só a Fórmula 1 traz à cidade - um sentimento único de comunidade. Marmotas, símbolo do Canadá e que sempre aprontam nas corridas! Outra cidade grande da província de Québec é Québec City, um pouco mais acima do Rio São Lourenço. Para chegar, saímos de Montreal bem cedo em direção à Estação Central para pegarmos o trem da VIA Rail, uma das principais companhias de trem do Canadá. A VIA Rail é uma ótima alternativa ao carro e ao avião para viajar dentro do país de maneira confortável e com bom custo/benefício. A viagem até Québec foi super tranquila, e com paisagens verdes agrícolas. Chegamos na Gare du Palais na metade da manhã. Tanto eu quanto meu amigo ficamos impressionados o quanto a arquitetura de Québec é mais próxima ainda da francesa. Gare du Palais Depois de apreciarmos o interior (e exterior!) sensacional da Gare du Palais, pegamos um ônibus em direção à Chute Montmorency, uma catarata no norte da cidade. A catarata tem 84 metros, sendo mais alta que qualquer catarata em Niagara. No parque urbano da Montmorency, é possível apreciar a catarata de vários ângulos possíveis, com escadarias que circundam toda a área. Além disso, tem teleférico cênico e tirolesa que passa na frente da catarata! Eu escolhi passar pela ponte pênsil que fica no topo da Chute Montmorency, vencendo todo o medo de altura que há armazenado dentro de mim. Uma visão linda! Chute Montmorency Eu raramente vou à uma cidade se um parque não estiver presente, e com Québec não foi diferente: dentro do shopping Galeries de la Capitale, está o Méga Parc , um exemplo de parque indoor. Sua temática é toda steampunk, e tudo foi muito bem feito para que alcançasse a perfeição. O parque é para toda família, com brinquedos radicais, familiares e infantis. A Electro, uma montanha-russa, percorre o teto do Méga Parc e tem um percurso super rápido, além de ter tido o trecho no escuro mais no escuro que já presenciei na vida! O shopping também tem muitas lojas boas, como a Lids, BestBuy, Toys R Us, e sendo um lugar perfeito na cidade de Québec para passar a tarde. Montanha-russa Electro e roda-gigante no Méga Parc A última parte do dia em Québec foi no seu centro histórico. Começamos pelo Porto Velho de Québec, e seguimos a Rua Dalhousie até a Place d'Armes, onde fica um dos símbolos da cidade, o Castelo Frontenac, hoje um hotel Fairmont. Da praça, saem diversos ônibus de City Tour, porém resolvemos seguir a pé, devido aos altos preços. As ruas da parte alta de Québec têm muitos restaurantes de várias nacionalidades, além de sorveterias e bares de vinho. Um dos edifícios mais lindos dessa parte é a Hôtel de Ville (Prefeitura) de Québec. Château Frontenac A vista da parte alta para o rio São Lourenço é deslumbrante (sabia que esse rio deságua no Polo Norte?), e tem uma brisa maravilhosa! Descemos até a parte baixa pelo Funicular. Saímos na rua principal da parte baixa, a Rue du Petit Champlain, onde temos inúmeros restaurantes, sorveterias, docerias e lojas de souvenires cheias de produtos do Canadá. As docerias tem produtos incrivelmente gostosos, que lembram os da França. Gostaria de ter ficado até o fim da noite nessa parte, mas eu e meu amigo caminhamos lentamente pela orla do rio e pela marina até a estação Gare du Palais. Toda região é um grande círculo, sendo perfeita para andar e não se perder. Aproveitei para tirar muitas fotos em cenários únicos, que eu nunca tinha visto parecido na vida! Rue du Petit Champlain Ao chegar na Place Jean-Pelletier, em frente à Gare du Palais, notamos um monte de cadeiras de aço fincadas no chão, cada uma com uma frase ou poema em diferentes línguas sobre aproveitar a vida. Sentamos ali para simplesmente passar o tempo e esperar a hora de embarcarmos no trem. Ao chegar de volta em Montreal, terminamos o Ato I no 3 Brasseurs, uma cervejaria tradicional da França. Comi o último poutine da viagem, dessa vez gigantesco, e seguimos rumo à Toronto na manhã seguinte. Deixávamos o poutine, as escadas curvas, o francês e o clima agradável de Québec para trás. Parte II: Toronto Mais um aeroporto, mais um momento de caos. O meu voo para Montreal atrasou quatro horas, complicando o planejamento do primeiro dia numa das cidades mais internacionais do mundo, Toronto. Felizmente, contamos com o apoio e a amizade de duas pessoas incríveis na cidade, o Vinycius e o Laércio. Minha amizade com o Vinycius data desde 2010, e para mim, ter esses dias com ele foram muito especiais, e apesar de ter visto o Laércio pessoalmente poucas vezes, pareceu que éramos amigos há muito tempo! Ambos deram um show de hospitalidade, companheirismo e amizade. Sempre serei eternamente grato à eles! O plano inicial era estar no Canada's Wonderland, o maior parque de diversões do Canadá, às 10h, em sua abertura, porém com o atraso do voo, só conseguimos chegar lá às 12h (isso porque os meninos me pegaram no aeroporto de carro). Apesar do contratempo, chegamos num Canada's Wonderland com público mediano, o que foi ótimo para nos concentrarmos nas 16 montanhas-russas do parque. O lugar é gigantesco, com um line-up de brinquedos radicais invejável a qualquer outro parque no mundo - inclusive, acho difícil existir algum que bata o Wonderland. Como esperado de um parque da rede Cedar Fair, ele é extremamente lindo, bem cuidado e limpo, com algumas áreas temáticas retratando muito bem (de forma simples) o tema proposto. Montanhas-russas Leviathan e Yukon Striker no Canada's Wonderland O caminho de transporte público (ônibus + metrô) até o Canada's Wonderland é longo, mas é a maneira mais barata de ir e voltar do parque. Por mais que quiséssemos conhecer Toronto, estávamos destruídos. No dia seguinte, renovados e prontos para andar pela cidade, começamos pelo Royal Ontario Museum, um dos museus mais importantes do Canadá. As exposições variam desde artigos e peças históricas das civilizações, biologia, mineralogia, paleontologia, arqueologia até itens da cultura canadense do passado e do presente. O museu também tinha uma exposição exclusiva de Animais Fantásticos, algo que nunca tinha visto fora de um parque temático! Traje original de Newt Scamander Crânio de Unicórnio Peças do Royal Ontario Museum O almoço foi num McDonald's, porque eu queria saber como era a experiência em um canadense. Todo e qualquer Mc do Canadá tem a folha do bordo no logo, um toque muito fofo. O poutine, que pedi também em curiosidade, foi o pior que comi na viagem (apenas batata-frita com molho de carne jogado de qualquer jeito em cima), mas não fiquei surpreso já que é um fast-food. Depois de estarmos alimentados, seguimos debaixo de um calor castigante na cidade, para as Toronto Islands, um conjunto de ilhas no lago Ontário próximo à costa da cidade. As Toronto Islands são quinze ilhas, mas as barcas que saem do Jack Layton Ferry Terminal têm três destinações diferentes: Ward’s Island, Centre Island e Hanlan’s Point. Em Ward’s Island, você encontrará a visão mais panorâmica do skyline de Toronto e a Ward’s Island Beach, uma ótima praia para passar o dia. Em Hanlan’s Point, fica a praia de nudismo Hanlan's Point Beach e o Gibraltar Point, um dos faróis mais antigos de Toronto. Pegamos o ferry até a Centre Island, em que fica localizado a maior parte das atrações da Toronto Island: o restaurante Toronto Island BBQ & Beer Co., o William Meany Maze, a Centre Island Beach (a maior praia da cidade) e o Centreville Amusement Park , um parque de diversões infantil muito fofo e histórico. O lugar é onde as crianças de Toronto crescem e têm seu primeiro contato com a adrenalina. O clima rústico e nostálgico se estende por todo o Centreville, e ao seu redor, está o Lago dos Patos, com ótimos pontos de sombra e relaxamento na natureza. Centreville Amusement Park O verão em Toronto é tão quente quanto o verão no Rio de Janeiro, e confesso que estava difícil caminhar pelas ilhas, mesmo com as árvores. Antes de pegar o ferry de volta à cidade, uma parada deitada na grama somente para curtir o “tempo parar” se fez mais que necessária! Toda a região das Toronto Islands é arborizada, com milhares de espécies diferentes, incluindo algumas frutíferas! Facilmente dá para passar uma tarde inteira, aproveitando o Centreville, a praia de Centre Island, e o Toronto Island BBQ & Beer Co., um bar ao lado da estação do ferry perfeito para assistir o pôr-do-sol na skyline de Toronto. Da estação de ferry em Toronto até o principal símbolo da cidade, a CN Tower, é muito perto. O local onde a CN Tower fica é quase como um “centro de entretenimento" da cidade! Tem a Scotiabank Arena, arena onde joga o time Toronto Raptors de basquete; o Maple Leaf Square, um shopping com lojas gigantescas de esporte; o Toronto Railway Museum, o maior museu ferroviário do Canadá; o Ripley’s Aquarium of Canada, o maior aquário de Toronto e o Rogers Centre, estádio multiuso em que jogam os times de baseball, o Blue Jays, e futebol, Toronto FC, da cidade. CN Tower A Canada’s National Tower (CN Tower) foi construída originalmente para melhorar as radiocomunicações de Toronto, que estava com um rápido crescimento de prédios que atrapalhavam os sinais. Hoje, a CN Tower abriga antenas que são usadas por inúmeras empresas, além de uma infraestrutura turística. Como a maioria dos observatórios turísticos, a experiência começa já nos primeiros andares, em que você conhecerá toda a história da torre. Nos 346 metros do andar de observação, você poderá ver toda a cidade de Toronto, as Toronto Islands, e se o tempo estiver bem limpo, o estado de Nova York nos Estados Unidos (do outro lado do lago Ontário!). Caso você esteja disposto a pagar um pouco mais, você poderá ter acesso ao Skypod, um andar a 443 metros de altura - o maior no Ocidente! Se você gostar MUITO de adrenalina, você ainda poderá experimentar o EdgeWalk - uma caminhada na beira do teto do andar de observação! Você fica preso apenas por uma corda de aço… Tem coragem? Ah, uma coisa muito importante: o EdgeWalk esgota muito fácil - tem que reservá-lo com antecedência! Depois de toda a adrenalina das alturas, uma loja de lembranças gigantesca com itens do Canadá te aguarda na saída (prepare o bolso!). A próxima parada do dia foi a realização de mais um sonho: assistir a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada! A peça original da Broadway estava em curta temporada em Toronto no CAA Ed Mirvish Theatre e eu estava MUITÍSSIMO animado para ver como era essa experiência ao vivo. Mas, o caminho foi com emoção: procurando o bilhete de metrô na minha mochila, acabei deixando minha carteira cair e só fui perceber na plataforma do metrô! Sorte que os guardas do metrô viram isso acontecer e a guardaram para mim! Meu coração simplesmente estava disparado! Só fui me acalmar nos momentos iniciais da peça, quando eu finalmente estava de volta ao mundo bruxo! Terminamos o dia no Riverdale Park, uma área verde gigantesca com uma linda vista do skyline de Toronto. Algo que te faz se perder no tempo enquanto admira a noite de Toronto. Depois de ver as luzes dos prédios cintilarem, fizemos um pequeno city tour na madrugada, começando pelo Osgoode Hall, o complexo gigantesco da Prefeitura de Toronto e o Ontario Legislative Building no Queen’s Park. Prefeitura Ontario Legislative Building Osgoode Hall O segundo dia no Canada’s Wonderland foi perfeito para aproveitar os muitos brinquedos radicais que o parque tem. Fortemente recomendo essa segunda visita, já que no verão tudo costuma ficar com muita fila e é impossível você aproveitar as 17 montanhas-russas e os outros brinquedos no mesmo dia! Inclusive, nesse segundo dia, o Wonderland estava lotado! Inúmeras excursões escolares e um sol de rachar deixaram o dia perfeito para aproveitar os brinquedos radicais, que tinham filas bem menores. Dormimos cedo para estarmos prontos cedo pela manhã para iniciar a viagem até Niagara Falls. Brinquedos radicais Shockwave e Sky Hawk no Canada's Wonderland Fomos de Toronto direto até o Seabreeze , um parque de diversões histórico localizado à beira do lago Ontário, perto da cidade de Rochester, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. Atravessamos mais uma vez a fronteira, e dessa vez foi bem mais tranquilo, com o oficial nos perguntando apenas onde iríamos e quanto tempo íamos ficar nos EUA. O Seabreeze oferece uma experiência conjunta de parque de diversões com parque aquático, e seu ambiente lembra uma grande praia, com cheiro de praia e brisa de praia. Suas estrelas são suas 3 montanhas-russas: a Jack Rabbit, uma montanha-russa de madeira de 100 anos e que opera 100% através de 4 alavancas; a Bobsleds, uma montanha-russa de suportes de madeira e trilhos de aço com um percurso bem doido e uma experiência única na vida, e a Whrilwind, uma montanha-russa spinning com giros maravilhosos e que se tornou a minha favorita desse modelo. Os brinquedos são clássicos, com destaque para a velocidade do surf Time Machine e o lindíssimo Log Flume. Tudo de muito bom gosto e uma curiosidade bem legal é que eles tentam manter o clima dos anos 80 com pontos de foto temáticos e construções antigas. Montanhas-russas Giant Dipper e Whrilwind no Seabreeze Saímos correndo do Seabreeze para o Six Flags Darien Lake , o parque temático mais radical e mais emocionante perto de Niagara Falls (apenas 1 hora de distância!). O Darien Lake foi uma surpresa super agradável, entregando o melhor atendimento de todos os Six Flags que já fui até 2022 (só falta St. Louis e Frontier City), encontrando pelo parque funcionários felizes e preocupados com o bem-estar do visitante. Todos os brinquedos estavam funcionando perfeitamente, sem parada técnica, apesar da política do parque de rodar todas as montanhas-russas com apenas 1 trem. O trilho de aço na curva mais agressiva da Predator colocou a experiência lá no alto, deixando o trecho suave como uma manteiga. Ride of Steel é uma montanha-russa lendária e entregou uma experiência de intensidade e airtime sensacional. Clone da Iron Shark, a Tantrum, que se tornou minha 400ª montanha-russa, é cheia de momentos UAU e é uma excelente montanha-russa compacta e rápida. Tem atrações para todas as idades e me diverti bastante e espero ver novidades nele em breve, porque eles merecem. O clima do parque é super alegre com excelentes músicas! Montanhas-russas Tantrum e Ride of Steel no Six Flags Darien Lake Passamos um susto na chegada da fronteira do Canadá porque não havíamos feito os formulários ArriveCAN de controle contra a COVID-19 e não tínhamos internet para fazermos na hora. Sorte nossa que o oficial era bem amigável e nos deixou passar quando viu nossos cartões de vacinação… Já pensou a treta? Chegamos em Niagara Falls já à noite e eu simplesmente não conseguia acreditar no que eu estava vendo! A cidade é como uma “mini Las Vegas”, cheia de luzes coloridas, neons e atrações turísticas! Uma perfeita cidade do entretenimento no melhor modo que a América do Norte sabe fazer! Fiquei super encantado e não via a hora de explorá-la. Passamos a noite no Kings Inn near the Falls, um excelente hotel/motel, com um gerente super atencioso, além de ter tudo dentro do quarto muito limpo e conservado. Com certeza o melhor hotel desse tipo que já tive nas minhas viagens! Acordamos e seguimos direto para o Marineland , um parque enigmático que causou um paradoxo na minha cabeça. Entrei no parque esperando o pior e até agora não sei de fato o que encontrei. O parque parece um bosque medieval com brinquedos espalhados por muito mato e muitas árvores, com caminhos longos e bastante caminhada para se chegar nas atrações. A temática do parque está super conservada e foi muito bem executada, com um nível de detalhe estrondoso. Os brinquedos estavam todos funcionando, com operação rápida, e todos fornecendo uma experiência muito boa! Os destaques são a Dragon Mountain, uma montanha-russa raríssima com um elemento único no mundo (nó-de-gravata), longuíssima, com uma grande quantidade de forças G e trechos "criativos" como um helix dentro de um vulcão, cavernas e trechos retos; o Star Voyager, um brinquedo que parece a versão melhorada do top scan, e que se tornou meu brinquedo favorito da vida, e o SkyScreamer, uma torre que opera com propulsão e queda livre ao mesmo tempo, fornecendo uma visão DE TIRAR O FÔLEGO das Cataratas do Niágara. O ponto triste fica por conta dos tanques com 38 belugas e a orca solitária Kiska. Torço para que o parque se livre dos animais o quanto antes (apesar de saber que seja improvável) e assuma o posto de uma das maiores atrações de Niagara Falls. Torres do Skyscreamer e montanha-russa Dragon Mountain no Marineland Como uma viagem à Niagara Falls não seria completa sem um contato próximo com as cataratas, fizemos o pequeno cruzeiro para todo o complexo, incluindo os lados estadunidense e canadense. Recomendo muito comprar o passeio online através do site da Niagara City Cruises , o que garante um embarque muito rápido. Se você estiver se perguntando se existe muita diferença entre a experiência das Cataratas do Iguaçu e das Cataratas do Niágara, a resposta é SIM! Iguaçu é um cenário muito mais selvagem e radical (principalmente com as aventuras do Macuco Safari), enquanto Niágara é mais urbano e contemplativo. Mas sabe qual é o melhor disso tudo? Nas duas cataratas você pode se molhar com uma das maiores obras incríveis da natureza! Simplesmente inesquecível. Niagara Falls com lado estadunidense à esquerda e canadense à direita A tarde em Niagara Falls foi excelente! Começamos pelo Casino Niagara, um cassino enorme com vários tipos de jogos diferentes. Meu amigo é um mestre do Blackjack e conseguiu descolar uma ótima oportunidade para termos um jantar maravilhoso no fim do dia - 25 dólares viraram 75 dólares! Poderíamos ter ido na Niagara SkyWheel, mas como já tínhamos tido uma linda visão do topo da torre do Marineland, fomos na montanha-russa da casa mal-assombrada House of Frankenstein (que custa 13 dólares canadenses), construída no topo de um Burger King! Ficamos andando pela cidade, e são muitas atrações para aproveitar! Niagara Falls tem um Ripley's Believe It or Not! (museu de coisas bizarras), a Upside Down House (uma casa maluca de cabeça para baixo), o Movieland Wax Museum (um museu de cera de celebridades), o Great Canadian Midway (um imenso fliperama), o Dinosaur Adventure Golf (um percurso de minigolf), a Niagara Speedway (um circuito de kart) e inúmeras lojas para você aproveitar os mais variados produtos feitos de maconha, que é 100% liberada no Canadá para uso recreativo! O tardio pôr-do-sol se aproximava e tínhamos duas opções para jantar: o restaurante do topo da Skylon Tower, uma torre de observação gigantesca em frente às Cataratas ou o Rainforest Café, um restaurante temático maravilhoso de florestas tropicais. Como não podíamos gastar muito, escolhemos a opção mais econômica, o Rainforest Café, e que foi extremamente acertada! A comida estava deliciosa e terminamos de jantar a tempo de garantir uma vaga para assistir o incrível show de fogos nas Cataratas do Niágara, que estavam todas iluminadas. Uma das experiências mais incríveis e surreais da minha vida! Estava explodindo de felicidade junto com os fogos! Ter assistido os fogos me fez misturar esse sentimento de felicidade com a sensação de viagem cumprida. Mesmo com todos os contratempos que enfrentamos desde do início, tudo der dado certo no final foi uma grande recompensa. O Canadá nos presenteou com dias lindos de sol, atrações e parques de diversões incríveis e momentos que com certeza levarei para todo sempre. É fato que saímos de Niagara Falls já com a missão de voltar e planejar a própria viagem para a cidade. Para os próximos anos, mais um parque de diversões deve nascer na região: o Niagara Amusement Park & SplashWorld. O último dia em Toronto foi para conhecer o centro histórico Old Toronto, onde fica o St. Lawrence Market, em que muitos artesãos e comerciantes da cidade vendem seus produtos, e restaurantes familiares, com a comida típica da cidade. Comemos um delicioso brunch e fomos direto para a Toronto Pride Parade, uma experiência única no universo LGBTQIA+. Em Toronto, a parada é um grande desfile de diversos setores da sociedade, que compreende desde órgãos públicos como bombeiros, enfermeiros, paramédicos e militares, até diversas empresas do país, esportistas, crianças e idosos! Um verdadeiro show de diversidade! Foi inevitável não me emocionar em vários momentos do dia, e ter a esperança que é possível realidades mais livres e desprendidas de preconceito e violência. Arrasou, Canadá! A volta para o Brasil foi cheia de problemas, mais uma vez, com a companhia aérea Delta. Felizmente, nenhum desses problemas de transporte são suficientes para tirar o brilho que a 2022 Maple Towns Tour teve! Realizá-la foi como fechar um capítulo pendente criado em 2019, com o planejamento do roteiro original na Costa Leste da América do Norte. Além de ter tido momentos incríveis e inesquecíveis, ficou o sentimento de quão forte pode ser nossa perseverança a realizar um sonho planejado com tanto carinho. Gostaria de deixar a minha gratidão ao Canadá, por ter me (deixado entrar! rs) recebido tão bem, ao Estados Unidos, por mais uma vez me proporcionar dias estupendos no estado de Nova York, aos meus amigos Vinycius e Laércio por terem me hospedado em sua casa com tanta hospitalidade e carinho, e ao meu amigo maravilhoso Luis Henrique por ter topado mais uma viagem comigo! ===== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Seabreeze. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2018. Foram 2 anos (e mais 1 extra) juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. Quanto custa viajar para o Canadá? Data: Junho de 2022 Dólar americano: R$ 5,30 Dólar canadense: R$ 4,05 Período: 12 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-São Paulo-Rio de Janeiro: R$ 535,00 Passagem aérea São Paulo-Montreal/Toronto-São Paulo: R$ 2.577,00 Passagem aérea Montreal-Toronto: R$ 588,00 Aluguel de carro (1 dia) Nova York: R$ 320,00 Aluguel de carro (1 dia) Montreal: R$ 282,00 Aluguel de carro (2 dias) Toronto: R$ 650,00 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 2) 5 noites em Montreal: R$ 432,50 5 noites em Toronto: Cortesia de nossos amigos Vinycius e Laércio ❤️ 1 noite em Niagara Falls: R$ 250,00 3) Ingressos GP de Montreal: R$ 750,00 Passe Diamond da Six Flags: R$ 830,00 Canada's Wonderland - Regular Season Pass: R$ 400,00 Marineland: R$ 275,00H arry Potter and the Cursed Child: R$ 500,00 CN Tower: R$ 200,00 Montanha-russa no Centreville: R$ 35,10 Méga Parc: R$ 100,00 Passeio de barco nas Cataratas do Niágara: R$ 165,00 4) Diversos Comida e compras: USD 1.000,00 (R$ 5.500,00) Pedágios/Gasolina: USD 100 (R$ 550,00) TOTAL (por pessoa): R$ 8.890,00 (custos 1 a 3) + R$ 6.050,00 (custo 4) = R$ 14.940,00 Roteiro: 16/jun - Six Flags Great Adventure 17/jun - Chegada em Montreal / Montreal Exploring Day 18/jun - Six Flags Great Escape 19/jun - La Ronde / GP do Canadá 20/jun - Québec City 21/jun - Montreal-Toronto / Canada's Wonderland 22/jun - Toronto Exploring Day 23/jun - Canada's Wonderland 24/jun - Seabreeze / Six Flags Darien Lake 25/jun - Niagara Falls 26/jun - Toronto Exploring Day 27/jun - Retorno ao Brasil “É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.” Cidades de Papel << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para Foz do Iguaçu
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Foz do Iguaçu | Ciudad del Este 5 de fev. de 2021 A ideia de ir para Foz do Iguaçu, cidade brasileira que fica na fronteira com Paraguai e Argentina, foi para conhecer os parques aquáticos da região, o Itaipuland e o Blue Park. Entretanto, vi que os parques eram caros demais para poucas atrações, e tive o desafio de mesmo com a passagem comprada ter que refazer o roteiro sem o objetivo principal. Por mais que eu seja apaixonado por parques de todo o tipo, sei proteger meu dinheiro de algumas furadas, especialmente quando envolvem altos preços de ingresso. Cheguei no Aeroporto de Foz do Iguaçu pela manhã, por volta das 07h. Transporte via Uber não é uma tarefa muito fácil de se conseguir por lá, então recomendo fechar com algum transfer previamente através de uma agência de turismo receptivo. A agência que escolhi para cuidar do meu fim de semana na cidade foi a Loumar Turismo , que já está há muitos anos no mercado e são muito feras no que fazem. Confesso que para destinos em que tenho pouco tempo disponível prefiro agências de turismo receptivo porque elas ajudam bastante a otimizar o roteiro. Para a minha sorte, Foz do Iguaçu é uma cidade com muita coisa legal para se fazer! A cidade tem duas regiões principais: o centro, onde fica a maior parte dos hotéis, comércio e restaurantes, e a Avenida das Cataratas, onde ficam os principais atrativos turísticos e hotéis do tipo resort. Escolhi o Bourbon Cataratas para me abrigar no fim de semana, pela excelente localização na Avenida das Cataratas - o hotel fica bem no meio da Avenida, sendo um ponto estratégico para os lugares que eu gostaria de ir. Além disso, o hotel oferece uma mega estrutura, com área de lazer completa com piscina, playground, zoológico, quadras de esporte, recreação e área temática da Turma da Mônica. Maravilhoso! Com minha mochila nas costas, comecei a explorar a cidade das cataratas mais famosas do mundo. Depois de esperar alguns momentinhos, fui de Uber até o primeiro lugar escolhido: o Parque das Aves , atração que é um grande zoológico a céu aberto de aves. Lembra daqueles aviários que você provavelmente deve ter entrado em algum zoológico? O Parque das Aves leva eles a um próximo nível mantendo as aves livres para voar por onde bem entenderem! Eu vi espécies de papagaios, mutuns, jacutingas, faisões, araras, emas, tucanos, borboletas, corujas, e ave de rapina brasileira que reina sobre todas as outras: a harpia! Ainda dá para ver outros animais como saguis, cobras, peixes e jacarés. A experiência foi algo surreal! As aves já estão “acostumadas” com os humanos presentes por ali, então pousam no seu ombro sem cerimônia. O lugar é super agradável e dá para passar no mínimo 3 horas ali dentro. O ingresso custa R$ 70 (com meia-entrada disponível) e possui infraestrutura completa com lojas e restaurante. Não vi o tempo passar brincando com as aves e quando vi já estava próximo do anoitecer! Peguei mais um Uber em direção ao Marco das Três Fronteiras , um complexo turístico que se ergueu ao redor do obelisco brasileiro que se integra aos obeliscos de Argentina e Paraguai. O principal atrativo é a visão da tríplice fronteira, em que o visitante pode ver três países “tão longe, mas tão perto” um do outro através das fronteiras naturais feitas pelo Rio Iguaçu e Rio Paraná. Mas, o local ainda dispõe de uma vila cenográfica que faz homenagem às Missões Jesuíticas, loja de artesanatos e playground. Além disso, o Marco das Três Fronteiras é casa do Restaurante Cabeza De Vaca, que reúne pratos da culinária argentina, brasileira e paraguaia. O melhor horário para visitar o Marco é o horário de 18h até o encerramento às 21h, porque assim você pode aproveitar uma excelente refeição no Cabeza de Vaca e assistir as apresentações teatrais culturais do povo brasileiro, argentino e paraguaio. O ingresso custa R$ 48 (com meia-entrada disponível). No dia seguinte, aproveitei o início da manhã andando pelo hotel até chegar a van que iria me levar até Ciudad del Este, no Paraguai. Eu tinha escutado de tudo sobre o Paraguai. Ouvi várias comparações com lugarejos famosos do Brasil, como Alcantara (São Gonçalo, RJ), Rua da Alfândega (Rio de Janeiro, RJ), Brás (São Paulo, SP) e Rua 25 de Março (São Paulo, SP). Vários relatos ouvi de caos completo nas ruas: vendedores que tentam te empurrar todo o tipo de produto, desde perfumes baratos até meias superfaturadas. Tinha imaginado Ciudad del Este como o Walt Disney World do comércio popular de rua. Havia me preparado psicologicamente para recusar todas as ofertas e tomar todos os cuidados necessários em ruas de grande circulação de pessoas. A van passou tranquilamente pela alfândega paraguaia, e apresentamos somente nossos RGs para o fiscal paraguaio. Lembro que no Paraguai, é mais vantajoso comprar em dólar, então leve dólar físico ou cartões pré-pagos para não ficar sujeito à cotação do dia ou a um IOF estrondoso. A primeira parada do tour de compras por Ciudad del Este foi na Cellshop, uma loja de vários andares com diversos itens. São 7 departamentos: alimentos e bebidas, casa e decoração, brinquedos (muitos LEGOs raros!), moda casual e esportiva (ótimas marcas, todas que têm nos outlets dos EUA!), perfumaria e cosméticos, pesca e aventura, e tecnologia (vários eletrônicos como celulares, periféricos, videogames, TVs, computadores…). O preço da Cellshop é um pouco mais alto que o das outras lojas, mas o atendimento é excelente e a variedade também. Quando saí da Cellshop, o choque veio. Todas as lojas de ruas de Ciudad del Este estavam fechadas, as calçadas estavam vazias e pouquíssimos vendedores ambulantes estavam nas redondezas. Era domingo! No domingo, a maior parte do comércio fica fechada e o horário das poucas lojas que ficam abertas não ultrapassa 14h. Segui então para o Shopping Paris, o maior centro comercial da cidade. Você encontrará lojas que vendem tudo que você pode imaginar, incluindo famosas como Aeropostale e GNC Suplementos. Mas, a loja que chama mais atenção mesmo é a Shopping China, um paraíso das compras. A Shopping China parece um hipermercado dos produtos importados. Aqui é o melhor lugar para comprar qualquer coisa que você queira, tipo chocolates Milka, Funkos, jogos de videogame, vinho, LEGOs, celulares, periféricos para computadores, entre outros. Eu achei Funkos raríssimos nessa loja, e aproveitei para comprar os chocolates Milka que estavam com ótimos preços. Passei aproximadamente 1h30 explorando cada canto da loja. Não esqueça de pesquisar sempre os preços simultaneamente no seu celular em lojas do Brasil para verificar se realmente vale a pena comprar. Aliás, aviso: no Aeroporto de Foz do Iguaçu tem um posto fiscal da Receita Federal antes mesmo de entrar na sala de embarque, então fique atento à cota máxima de USD 1000 em produtos estrangeiros! Deixei as compras no hotel e parti para o Parque Nacional do Iguaçu, onde finalmente pude conhecer as estrelas dessa viagem: as Cataratas do Iguaçu. Mas, eu não tive o primeiro contato com elas do jeito clássico. Escolhi logo o Macuco Safari, uma aventura acima pelo Rio Iguaçu em que você terá um contato MUITO próximo com os saltos do lado argentino das cataratas. Para chegar lá e aos outros pontos de interesse do Parque, você pega um ônibus no centro de visitantes e desce no ponto que deseja. O Macuco Safari fica bem no meio do caminho até as cataratas e o passeio principal custa R$ 362 (confira outros passeios como rafting, cachoeirismo e trilha na selva na página de ingressos ). Tudo começa com um passeio de 2 km pela selva do Parque Nacional do Iguaçu, onde você será transportado por veículos ecológicos movidos a eletricidade que garantem uma vista panorâmica das inúmeras espécies de vegetação que estão ao redor do rio Iguaçu. Em seguida, guias conduzem uma caminhada de 600 metros pela mata, trazendo informações e curiosidades sobre a fauna e flora local. Nesta etapa do passeio, o contato com a natureza é maior e se você tiver sorte, pode ver os animais que habitam o parque - não alimente quatis! O final da trilha leva ao deck, estrutura que conta com lojinha de souvenirs, banheiros e guarda-volumes para guardar o que você tiver consigo - o que você não guardar, VAI MOLHAR! E para fechar com chave de ouro, na terceira etapa o passeio ganha ainda mais aventura: o bote bimotor do Macuco Safari leva para uma vista espetacular das cataratas e um banho para lavar a alma nas Cataratas do Iguaçu! Nessa hora, se as cataratas estiverem com grande vazão, você não imagina a força d’água! Quando eu estava lá, pessoas estavam segurando ou vestindo coisas, como garrafas d’água, óculos de sol, e boné… tudo foi empurrado para o chão do barco! Nada, absolutamente fica no seu lugar! É um banho gelado, forte mas super reconfortante! Só consegui tirar fotos porque a GoPro estava firme no meu braço, senão, não teria conseguido (e mesmo assim, ainda foi díficil)! Devidamente molhado, mas quase seco devido ao forte sol, fui em direção a ver as cataratas do jeito clássico, através das pontes de metal e plataformas que chegam bem perto do salto principal. Aconselho você a parar na beirada, se debruçar, fechar os olhos e ouvir o som da água caindo e sentir os pingos caindo na sua cara. É uma sensação que trás uma imensa paz! Confesso que fiquei boquiaberto ao ver tamanha maravilha da natureza tão pertinho de mim! Para quem quer ver a Garganta do Diabo, o Parque Nacional tem o Mirante da Garganta do Diabo, em que você praticamente se sente parte das Cataratas do Iguaçu. Você pode chegar nele pelos elevadores ou fazer a trilha na floresta. Sempre bom lembrar: não alimente os quatis. Eles são animais cheios de traquinagens e podem se tornar agressivos quando o assunto é comida! O ingresso no Parque Nacional do Iguaçu custa R$ 67 para brasileiros. Aconselho comprar com antecedência para escolher, sem problemas de disponibilidade, o horário do ônibus que irá te levar pelos pontos do parque. O Parque Nacional do Iguaçu fica aberto todos os dias para visitação! Para ter uma ideia da dimensão do lugar, veja o mapa aqui! Terminei a tarde indo no último horário disponível na usina de energia Itaipu Binacional . Itaipu tem cinco passeios disponíveis: Itaipu by bike (passeio de bicicleta pelo complexo da Usina), Itaipu Especial (passeio pelo maquinário), Itaipu Refúgio Biológico (zoológico com fauna preservada da região), Itaipu Iluminada (show de luzes e músicas trinacionais) e Itaipu Panorâmica (tour pela usina de ônibus), o que escolhi fazer. Além da visão privilegiada do vertedouro ao topo da barragem, o trajeto do passeio Itaipu Panorâmica (R$ 46 - com meia-entrada disponível) ainda permite o contato com a natureza e belas paisagens na Usina de Itaipu. Lembra que eu disse que Foz do Iguaçu era ruim de disponibilidade para Uber? Eu saí de Itaipu às 18h de um domingo e simplesmente não tinha Uber nenhum que aceitasse corrida. Tive que andar 30 minutos estrada abaixo para poder ter a chance de pegar algum Uber que estivesse pelo centro de Foz (Itaipu fica bem longe de tudo!). Segui para o complexo Dreams Park , na Avenida das Cataratas. O local é um excelente pega-turista, com atrações clássicas de beira de estrada de qualquer cidade turística: Vale dos Dinossauros, um parque com estátuas hiperrealistas de dinossauros; Maravilhas do Mundo, miniaturas dos locais mais famosos do mundo; Motor Show, um museu de carros e motos antigos; Dreamland, um museu de cera de filmes e artistas famosos; e o Ice Bar (R$ 94 com meia-entrada disponível), onde fui, um local que você fica 30 minutos tentando se embebedar em temperaturas abaixo de zero. Consegui ficar exatos 28 minutos! O fim de semana em Foz do Iguaçu foi intenso e perfeito. Aproveitei muito mais que achava que ia aproveitar da cidade, principalmente pelo pouco tempo. A viagem foi um suspiro em meio à pandemia de covid-19, já que eu estava há muito tempo em casa. Infelizmente, a Argentina ainda estava fechada para turistas, então não pude visitar Puerto Iguazú. A cidade ainda ganhou novas atrações como a roda-gigante Yup Star. Quero muito voltar para fazer uma Cidade das Cataratas II com a adição dos belos cassinos argentinos, dos shows de tango e da bela vista da Yup Star! Quanto custa viajar para Foz do Iguaçu? Data: Fevereiro de 2021 Período: 2 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Foz do Iguaçu: R$ 380 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 30 2) Hospedagem 3 noites no Bourbon Cataratas: R$ 680 (preço encontrado durante Black Friday e durante a pandemia de COVID-19. Atualmente, o preço é o triplo do que eu paguei. Aconselho procurar hotéis no centro de Foz do Iguaçu para o preço ser semelhante a R$ 680). 3) Ingressos e passeios Parque das Aves: R$ 35 (meia entrada) Marco das Três Fronteiras: R$ 24 (meia entrada) Tour de Compras em Ciudad del Este: R$ 80 Parque Nacional do Iguaçu: R$ 67 Macuco Safari: R$ 362 Itaipu Binacional - Tour Panorâmico: R$ 46 Icebar do Dreams Park: R$ 47 (meia entrada) 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras: R$ 200 TOTAL (por pessoa): R$ 1.721,00 (custos 1 à 3) + R$ 600,00 (custo 4) = R$ 2.321,00 Roteiro: 19/nov - Chegada em Foz do Iguaçu / Parque das Aves / Marco das Três Fronteiras 20/nov - Compras em Ciudad del Este / Parque Nacional do Iguaçu c/ Macuco Safári / Itaipu Binacional / Icebar 21/nov - Retorno ao Rio de Janeiro “À medida que levantamos paredes, cada sirene é uma sinfonia e cada lágrima é uma cachoeira" Coldplay << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem no Uruguai
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Montevidéu | Colônia de Sacramento | Punta del Este 15 de out. de 2022 Quando visitei a Argentina em 2015 , e vi a possibilidade de ir fazer uma viagem sensacional de barco de Buenos Aires até Colônia de Sacramento, no Uruguai, fiquei muito frustrado por não ter nenhum tempo sobrando para fazer a travessia pelo Rio da Prata. A curiosidade de conhecer nossa antiga província Cisplatina nunca morreu, mas faltava uma “força maior” que me levasse até o Uruguai. Sete anos se passaram, e durante um dia no trabalho, tive uma verdadeira aula sobre o país. Tudo que me apresentaram sobre os nossos vizinhos do sul me chamou a atenção, especialmente as diferenças culturais que a capital Montevidéu guardava para as cidades brasileiras e Buenos Aires. É claro, que, algo no Uruguai também me chamava atenção: o Parque Rodó, um parque urbano de Montevidéu que desde de 1889 tinha a tradição de colocar brinquedos de parque de diversões, começando por uma montanha-russa. Mais de 130 anos depois, o que começou no século XIX ainda existe: duas seções do Parque Rodó são dedicadas à adrenalina. A primeira fica mais próxima da Playa Ramírez, e é tomada por atrações radicais e familiares, já a segunda é totalmente infantil e abriga a única montanha-russa do Uruguai: a Gusanito Manzana, um modelo raro italiano e único na América Latina. Na mesma promoção da LATAM em que consegui uma ótima promoção de pontos para Manaus , consegui um valor justíssimo para Montevidéu, já que estava querendo visitar um destino internacional. A capital uruguaia caiu perfeitamente no meu planejamento, porque não tinha muito tempo disponível e o preço encaixou na quantidade restante que eu tinha de pontos. O mais louco é que a data que escolhi viajar era apenas um dia após o fim da viagem de Manaus, isto é, ia sair do calor da Floresta Amazônica para cair no frio uruguaio! Quatro dias no nosso vizinho me esperavam! O trajeto aéreo até o Uruguai foi tranquilo, e fiquei impressionado com a grandiosidade e modernidade do aeroporto de Montevidéu. Com o passaporte eletrônico brasileiro, você entra tranquilamente no país sem ter a necessidade de falar com um agente de imigração. Todo o processo leva pouquíssimos minutos. Para sair do aeroporto, o Uber é uma opção, mas os preços podem ser bem elevados. A fim de evitar surpresas desagradáveis, fechei um traslado com a DCOM Travel que me levaria até o primeiro ponto da viagem: a vinícola Pizzorno. À medida que o motorista desbravava as estradas do Uruguai, percebia que havia entrado em uma realidade completamente diferente da que estou acostumado… O tempo parecia andar devagar, e o céu era de fato celeste como na bandeira! A vinícola Pizzorno é a principal vinícola do Uruguai, e fica localizada há apenas 40 minutos do centro de Montevidéu. Os campos de uva são imensos, e o local ainda oferece uma bonita pousada para hospedagem. A visita guiada inclui a explicação mais detalhada sobre enologia que eu já pude vivenciar. O passeio começa nas vinhas, depois desce até os cilindros de produção e fermentação, segue para o armazenamento subterrâneo em barris e termina com aulas específicas sobre a diferença de cada vinho produzido pela vinícola, com incontáveis provas de vinho. Como eu não havia comido nada desde do aeroporto, admito que fiquei bêbado muito fácil e não conseguia assimilar nada da explicação! Ainda bem que um maravilhoso almoço não demorou muito para vir. Toda a experiência custa aproximadamente R$ 420 (USD 75) com transporte regular desde Montevidéu. Na saída, há a possibilidade de comprar vinhos excelentes a partir de USD 10! Cheguei no meu hotel em Montevideo por volta das 15h. O Hotel Hispano fica muito perto da Praça da Independência, a principal praça do país, onde está localizada a sede do governo uruguaio. Eu precisava economizar no hotel já que resolvi fazer duas viagens seguidas, então o Hispano foi o melhor custo/benefício que encontrei, já que eu só precisava de um local legal para dormir. Quando entrei no quarto, parecia que tinha voltado 20 anos no tempo! A abertura da porta era de chave, armários gigantes de madeira enfeitavam o quarto e no banheiro tinha um bidê! O ar condicionado split e a televisão de LED teimavam em contrastar com o restante. Mal sabia eu que o hotel era apenas um spoiler do que eu veria do centro de Montevidéu. Não perdi tempo e pedi um Uber para o Parque Rodó . Os brinquedos lá presentes não eram muito diferentes do que encontramos nos parques itinerantes brasileiros: a atração mais radical era um Kamikaze, e o restante eram clássicos como trem fantasma, bate-bate, barco pirata, twister, samba (temos até dois!), e ótimas atrações infantis, como minhocão, carrossel, naves voadoras, cinema 5D e brinquedos que já estão ali há muito tempo! Na parte norte do Rodó, temos mais brinquedos, todos infantis. Foi nessa parte que meu desespero começou: eu, erroneamente, fui para o Uruguai sem nenhuma cédula de pesos uruguaios (moeda do país) na carteira. Para andar na montanha-russa, eu só poderia pagar usando cédulas, porque o lugar não aceitava cartão de crédito. Ao abrir o Google Maps, todas as casas de câmbio pareciam fechadas, com exceção de uma, que ficava a 30 minutos de onde eu estava a pé. Foi um rolezão! Já fica a dica: nunca saia do aeroporto de um país sem ter dinheiro vivo em mãos! Depois de me divertir nos brinquedos do Rodó, fiz o que eu adoro fazer em capitais de outros países: me perder andando pelas calçadas até chegar no hotel de novo. Segui pelo litoral que margeia o Rio da Prata até entrar nas ruas do bairro Palermo na altura do Ibis de Montevideo. As ruas eram tomadas por prédios que pararam no tempo, e não eram muito movimentadas. Pensei que estava numa cidade fantasma! Achei tudo muito estranho, especialmente por se tratar de um sábado à noite. Depois que cheguei ao hotel para tomar banho e me dirigir ao jantar na Cidade Velha, fiquei ainda mais impressionado com um centro histórico sem vida, sem lojas e sem bares ou restaurantes funcionando. O lugar da minha janta era o Restaurante Primuseum, uma portinha em meio aos prédios antigos da Cidade Velha. Quando entrei, havia mais evidências de que estava vivendo uma realidade paralela do século XX: o local era um restaurante-museu, com móveis e itens do auge da economia uruguaia. Não conseguia parar de olhar cada centímetro do Primuseum, abobalhado com a ótima preservação de cada item. A experiência gastronômica envolve três entradas, um prato principal, uma sobremesa e vinho à vontade. A carne bovina uruguaia que comi nesse lugar foi a melhor carne que comi na minha vida até hoje! Durante a refeição, um espetáculo de tango e música uruguaia intimista dá o tom a um dos momentos mais incríveis que alguém poderia viver no Uruguai. A qualidade de tudo é impecável e o custo é de aproximadamente R$ 400 (USD 70) e é permitido levar a garrafa de vinho com você (se sobrar algo!). Você pode conferir mais informações aqui . Os próximos três dias estiveram nas mãos da Master Turismo, outra agência de receptivo no Uruguai. Finalmente pude realizar minha vontade de visitar Colônia do Sacramento, uma cidade colonizada por portugueses e espanhóis em diferentes tempos da história. No caminho até Colônia, passamos por Nueva Helvecia, uma colônia suíça, e adentramos uma estrada com mais de 100 palmeiras até a entrada de Colônia. O primeiro ponto foi a Plaza de Toros Real de San Carlos, a única ainda existente no Uruguai. O local foi tombado e preservado, e hoje é aberto somente para eventos especiais. Plaza de Toros Em dias de céu azul celeste, sem nuvens, é possível ver claramente os prédios de Buenos Aires ao fundo! Quando vi, realmente não acreditei. Era algo que eu não esperava! A orla de Colônia é maravilhosa, super agradável de andar e possui ótimos pontos para fotos, incluindo o letreiro com o nome da cidade. Quando chegamos ao centro da cidade, notei que era um lugar mais vivo que o centro de Montevidéu, com turistas e uruguaios passeando pela Avenida General Flores, a principal, cheia de lojas, hotéis e restaurantes. Buenos Aires A Cidade Velha de Colônia lembra muito Paraty, especialmente pelas ruas de pedra e arquitetura colonial, que é misturada entre a portuguesa e a espanhola. São muitos pontos de interesse histórico: o portal da cidade; a muralha com canhões; a Praça Maior; a igreja matriz; o farol; o museu do azulejo e o bastião de São Pedro, onde você verá a maior bandeira do Uruguai erguida (além de ser um belo lugar para ver o pôr-do-sol). Aconselho andar pela Cidade Velha com um guia, para ouvir as histórias que aquelas ruas têm para contar! As lojas vendem artesanatos típicos do país, pedras e minerais, roupas e souvenires como bandeiras, chaveiros, cartões-postais, entre outros. M eu almoço foi num restaurante chamado La Comandancia, um lugar super pitoresco com mesas ao ar livre, perto do Rio da Prata e ótimo custo/benefício. Comi um excelente pescado com vinho branco e a conta saiu aproximadamente R$ 80. Depois de almoçar, aproveitei a tarde para visitar as lojas da General Flores, onde pude encontrar o doce de leite da Granja Arenas (os preços em Colônia são os melhores!) e ótimos alfajores. Na rua Ituzaingó 131, fica o Museu do Origami, uma linda casa com várias exposições das mais diferentes dobraduras. No retorno para Montevidéu, parei na Granja Arenas para conhecer a coleção de chaveiros, lápis e outros objetos do dono, e comprar queijos. Definitivamente, depois de um dia incrível em Colônia, sentindo a brisa do vento e imerso em mais uma realidade temporal paralela, ficaria mais de um dia na cidade. Museu do Origami O dia de ir até Punta del Este selou a 2022 Cielo Celeste Tour como uma viagem de várias sensações, emoções e cenários. Começamos o caminho pelo litoral de Montevidéu, passando pelos bairros de Buceo e Carrasco, que tinham prédios mais modernos, mas ainda lembrando o estilo modernista do século XX. Quando chegamos à parte das mansões, foi como teletransportar para a Los Angeles (Califórnia, EUA) dos anos 90. Palavras não vão conseguir descrever a vibe incrível que era passar por aquela avenida com o céu puro azul e o sol forte. O cenário foi parecido até chegar em Piriápolis, uma cidade balneário construída por Francisco Píria, que ergueu um castelo na região. O ponto alto de Piriápolis foi o Cerro San Antônio, onde foi possível ver vários tons de azul das águas da Baía de Piriápolis. Me emocionei! Antes de chegarmos a Punta del Este, paramos em Punta Ballenas, onde fica um dos edifícios mais famosos do Uruguai e da América Latina: o museu Casapueblo. Construído pelo pintor, ceramista, escultor, muralista, escritor, compositor e empresário uruguaio Carlos Páez Vilaró, o lugar é como um castelo branco feito à mão. Boa parte do complexo é um condomínio e um hotel, mas o museu deixa perfeitamente você sentir como são os cômodos do edifício. As obras de Carlos são visíveis em cada sala do museu, e você pode comprar azulejos que são feitos pelos seus filhos (se prepare para altos preços, pois são produtos personalizados!). O preço de visita do museu é R$ 50 (USD 10) e os souvenires possuem um preço salgado também. O que vale mesmo são as vistas inesquecíveis das varandas da Casapuebelo, que fica à beira de um penhasco. Punta del Este é uma cidade muito parecida com Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Lotada de prédios, hotéis, resorts e cassinos, a cidade realmente só ganha vida no período do verão (novembro à março). Nos outros meses, é uma cidade vazia, mas muitíssimo linda. Suas águas são geladas, então um banho de mar fora do verão é praticamente impossível e principalmente, não recomendado. Nosso destino foi o bairro Península, onde está o centro da cidade. Comemos no restaurante Zazú, que tem um cardápio refinado (preço médio da refeição com bebida: R$ 180 / USD 30) e em seguida fomos ver os leões marinhos no porto de Punta del Este - confesso que jamais imaginei em interagir tão perto desses lindos animais! Surpreendentemente, vi mais um encontro das águas: na Punta de la Salina, o ponto continental mais ao sul do Uruguai, é possível ver quando as águas barrentas do Rio da Prata se fundem com as águas azuis do Oceano Atlântico - um espetáculo da natureza! Para não dizer que fui à Punta del Este e não fui à praia, fui até a Praia Brava para tirar foto com a escultura Los Dedos (duvido que no verão seja tão tranquilo tirar foto aqui!). Ao final do dia, passeamos pelo ótimo comércio das ruas da Península (com destaque para a Calle 20 e Calle 28). Não deixe de dar uma passada na sorveteria Pecas e comprar o doce de leite de Punta, o Lapataia. Se você gostar de jogar, o cassino do Enjoy Punta del Este é ótimo! No último dia em Montevidéu, fiz um city tour pelos principais pontos turísticos da capital uruguaia, como a orla de Buceo e Carrasco; o estádio Centenário; o Palácio Legislativo; o Monumento La Carreta; o Letreiro de Montevideo e dois lugares especiais: o Mercado Agrícola, onde você pode comprar o doce de leite Conaprole, o melhor doce de leite do país e o melhor que já provei na vida; e o Mercado del Puerto, onde excelentes restaurantes com o melhor da culinária culinária estão presentes. Eu almocei no Cabaña Veronica, que me serviu uma carne uruguaia que chegou muito perto da qualidade que tive no Primuseum (ótima experiência!). Antes de ir embora, passei meus últimos momentos em solo uruguaio na Plaza Independencia, em que tive tempo suficiente para admirar a grandeza do Palacio Salvo (oferece visitas guiadas!), que já foi o edifício mais alto da América Latina; do Teatro Solis (oferece visitas guiadas!), o teatro nacional inaugurado em 1856 e a Puerta de la Ciudadela, um portal histórico preservado. No centro da praça, está a estátua que guarda a tumba de José Artigas, líder da resistência republicana contra as forças da Espanha. Palacio Salvo Almoço no Mercado del Puerto Sentirei muitas saudades do Uruguai. O país me surpreendeu positivamente a cada dia que passava. O país é bastante seguro para andar nas ruas, mas um pouco de cuidado nunca é demais, em qualquer lugar que você vá! Como você deve ter percebido, se alimentar no Uruguai é caro! Um lanche completo de fast-food em média fica R$ 60 e uma refeição completa em um restaurante fica R$ 90. Aprendi que o fato do país “ser parado no tempo” pouco tem a ver com a economia, e sim com a própria vontade da maioria dos uruguaios de permanecer dessa forma, sem ter interferência externa. Sabia que o país não possui feriados religiosos, incluindo o Natal? Eu amo viagens que me fazem desconectar completamente da minha realidade e a 2022 Cielo Celeste Tour fez isso com maestria do início ao fim. Quanto custa viajar para o Uruguai? Data: Outubro de 2022 Período: 4 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Manaus: 29.600 pontos + R$ 441,18 de taxa de embarque (via Latam) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 25 2) Hospedagem 3 noites no Hotel Hispano: R$ 430 3) Ingressos e passeios Vinícola Pizzorno: R$ 420 Restaurante Primuseum: R$ 400 Parque Rodó: R$ 60 Dia inteiro em Colônia do Sacramento: R$ 350 Dia inteiro em Punta del Este: R$ 230 Museu Casapueblo: R$ 50 City tour em Montevidéu: R$ 70 Transfer in/out do Aeroporto de Montevidéu: R$ 130 4) Diversos Comida: R$ 800 TOTAL (por pessoa): R$ 2.606,00 (custos 1 à 3) + R$ 800,00 (custo 4) = R$ 3.406,00 Roteiro: 15/out - Chegada em Montevidéu / Vinícola Pizzorno / Parque Rodó / Restaurante Primuseum 16/out - Nueva Helvecia / Colônia de Sacramento 17/out - Piriápolis / Museu Casapueblo / Punta del Este 18/out - City tour em Montevidéu / Retorno ao Brasil "Aprendi que, se você não consegue ser feliz com poucas coisas, não conseguirá ser feliz com muitas coisas." Pepe Mujica, ex-presidente uruguaio << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para o Beach Park em Fortaleza
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Fortaleza | Canoa Quebrada | Jericoacoara 19 de fev. de 2021 Ir no Beach Park sempre foi um sonho de infância. O parque aquático mais famoso do Brasil era o passeio preferido dos meus colegas de escola no ensino fundamental. A cada férias, cada um contava como foram as experiências nos toboáguas. Infelizmente, minha família não tinha dinheiro para viajar até Fortaleza, então eu cresci tentando imaginar como seria legal se um dia eu visitasse o Beach Park e pudesse experimentar tudo que eles experimentaram. Muito tempo se passou, nossa condição financeira melhorou, outras viagens apareceram, mas nenhuma delas foi para Fortaleza. Nesse período, o Beach Park se tornou praticamente outro parque diante daquele que eu sonhava na infância. Por conta do pouco espaço, muitas atrações tiveram que ser desativadas para vir outras, mais novas. Não poderia nunca mais experimentar o Sarcófago ou a Moreia Negra… Mas, a vida é isso. Saem atrações velhas para entrar novas, mais modernas. Quando comecei a trabalhar, eu já sabia em como eu iria investir meu primeiro salário: comprando uma passagem para Fortaleza! Até pensei em fazer um bate-volta de fim de semana só para ir para o Beach Park, mas eu sempre ouvi muitas coisas boas do estado do Ceará. Chamei meu amigo Paulo e compramos passagens para passar o Carnaval inteiro lá! Quem nos acompanhou também foi o Rodrigo, um amigo que fiz durante o intercâmbio no Walt Disney World . Pegamos o carro (um Uno 1.0) no Aeroporto de Fortaleza pela Unidas. Não sabíamos se um carrinho desse seria o suficiente para fazermos o que tínhamos planejado para o Carnaval, mas tinha que dar, já que era a nossa única opção e não tínhamos muita escolha! Passamos em um supermercado em Fortaleza para comprar itens para a roadtrip no litoral cearense e caímos na estrada em direção ao leste do estado. Quando passamos pela cidade do Beach Park, quase falei para pararmos o carro e entrarmos logo no parque, mas engoli minha ansiedade. O carro seguia pela estrada e eu estava prestes a descobrir que ia conhecer os lugares mais incríveis do Brasil. Seguimos a estrada até o município de Aracati, onde fica o distrito de Canoa Quebrada. A primeira parada foi na Barraca e Restaurante Antônio Coco, em que pudemos comer um ótimo almoço com os pescados locais e ótima água de coco. Curtimos a praia de águas mornas (para mim, um verdadeiro paraíso!) antes de fechar o tradicional passeio de buggy na região. Muitos bugueiros ficam ao redor do restaurante, então literalmente você só precisa escolher um. O passeio começou pela faixa litorânea da praia, em um cenário que me lembrou muito uma cena do jogo Forza Horizon. Eu já estava sem palavras em estar vivendo aquele momento, com o vento na minha cara, sentindo a brisa do mar e o barulho das ondas. Parecia que eu tinha me teletransportado para um paraíso onde nada mais importava e parecia que em algum momento eu iria me unir àquela paisagem belíssima das falésias de Canoa Quebrada. Paramos no símbolo do distrito, uma meia-lua com uma estrela. Existem várias versões do porquê do símbolo ser esse, mas a mais aceita pelos moradores como verdade é um paquistanês foi até a casa do escultor Chico Eliziário e pediu para Chico fazer uma lembrança da cidade para ele levar se volta ao seu país. Chico, então, fez a meia-lua e a estrela do Islã. Isso foi o suficiente para o encantar pelo símbolo, e o artesão começou a fazer várias peças que foram aceitas pela população e pelos turistas. Nascia assim, o símbolo definitivo da cidade. O passeio fica verdadeiramente radical quando ele chega nas dunas de Canoa Quebrada, e o buggy entra em alta velocidade nas grandes quedas! A sensação é muito similar com as quedas de uma montanha-russa e eu nem preciso dizer que amei, né? Ele percorre essas grandes dunas até a lagoa dos esportes radicais, em que você pode fazer uma tirolesa radical que termina na água! Confesso que estava morrendo de medo, mas amei MUITO! Uma sensação de liberdade absurda! Na volta, tivemos um tempo na Barraca Oásis, um ótimo lugar para dar um mergulho numa piscina natural e beber a bebida típica do local, o Mescal (que é deliciosa!). Na volta, o bugueiro nos deixou na lindíssima Duna do Pôr-do-Sol para vermos o… pôr-do-sol. Não decepcionou! Tudo fica instantaneamente laranja! Chegamos na Pousada Latitude para passar a noite, uma ótima pousada bem na praça central de Canoa Quebrada e ao lado da Broadway, a principal rua da cidade com comércio e restaurantes de variadas gastronomias. Um passeio a pé por Canoa Quebrada a noite é uma ótima maneira de conhecer um outro lado da cidade (mais pacato), ouvir o som do mar com mais força e relaxar vendo as lojas. Canoa é para você desacelerar, fingir que o tempo parou, e contemplar o tempo passar devagar. Um verdadeiro paraíso. Na manhã seguinte, retornamos à Fortaleza para… IR NO BEACH PARK ! Chegamos pela manhã em Aquiraz, cidade ao lado da capital em que fica o parque aquático mais famoso do Brasil! O complexo do Beach Park fica em Porto das Dunas, uma praia de ondas fortes mas com água morna. O primeiro lugar que você vê quando entra no complexo é a Vila Azul do Mar, um pequeno centro comercial com alta gastronomia, lojas de souvenires e quiosques. A entrada do parque fica bem em frente às areias da praia! EU NEM PUDE ACREDITAR QUE FINALMENTE HAVIA REALIZADO MEU SONHO DE ESTAR ALI! O Beach Park tem formato retangular e não é muito grande, mas ele tem atrações para todas as idades e gostos! Me diverti em várias atrações legais, como os toboáguas de cápsula do Arrepius, o funil do Vaikuntudo e os muitos toboáguas diferentes do Ramubrinká. Até mesmo o grandão Insano consegui encarar mais de uma vez! Vou te falar… ele nem é tão medonho assim! O tamanho assusta, mas depois que você desce, vira uma gostosa descida e um monte de água vem na sua cara! Por ser pequeno, o dia no Beach Park não cansa muito e é tudo muito pertinho. A infraestrutura também não deixa a desejar, e os personagens ainda ficam pulando pelo parque divertindo todo mundo. Saí do Beach Park de alma lavada e muito feliz pelo meu sonho realizado! Como o parque fecha no fim da tarde, fomos até o centro de Fortaleza para assistir o musical Ceará Show, um espetáculo que apresentava a história e a cultura cearense. Não devia em nada para os musicais da Broadway! Gostei muitíssimo da experiência! Infelizmente, o show deixou de ser apresentado, sem motivo aparente. As redes sociais continuam ativas, então acredito que possa existir uma esperança de retorno. No dia seguinte, fizemos um city tour por Fortaleza, começando pelo Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um complexo com museu de arte, teatro, biblioteca, cinemas e planetário. Você também pode encontrar ótimos lugares para tirar fotos! Dois quarteirões depois, chegamos na Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, edificação histórica que deu nome à cidade. Recomendo fazer o tour guiado! Em frente à Fortaleza, entramos na sensacional Catedral Metropolitana de Fortaleza em estilo neogótico em seu exterior, algo muito difícil de vermos no Brasil, especialmente em grandes cidades. Finalizamos o city tour no Mercado Central de Fortaleza, um lugar que você vai encontrar muitos artigos têxteis, como blusas de renda, artesanato, e artigos alimentícios, como as iguarias típicas do Ceará (bolo de rolo, rapadura, caju, carne de sol). Muitos produtos que vimos no Mercado também podem ser encontrados na Feirinha Beira Mar, uma feira de artesanatos com inúmeras barracas de artesanato tradicional e criativo. A feira funciona todos os dias das 18h às 23h, e fica em frente ao hotel Oásis Atlântico Imperial. Confesso que achei os preços da feira bem melhores que os do Mercado Central, mas pode ser que seja só impressão. Eu amei andar na orla de Fortaleza pela noite. É bem movimentada, vi policiamento, mas é sempre bom ficar atento. Não ultrapasse às 22h andando pelas ruas da cidade, pode ser perigoso. Passamos o último dia em Fortaleza no hotel Seara, que tem um belíssimo rooftop com uma vista incrível para a cidade. O rooftop do hotel é com vidros transparentes, o que possibilita belíssimas fotos! Depois do pôr-do-sol, descemos para andar pelo bairro Meireles, onde ficam as melhores lojas da cidade. Aproveitamos também para ir ao Iguatemi, um excelente shopping (e um dos maiores da cidade). Para encerrar, fomos até o Cocobambu, um restaurante localizado na Avenida Beira-Mar, com um cardápio maravilhoso de pratos com frutos do mar. Acordamos cedo no dia seguinte para ir até a Vila de Jericoacoara, um “vilarejo gourmet” que fica no litoral oeste do Ceará. Foram longas cinco horas de estrada até chegarmos na cidade de Jijoca de Jericoacoara, que serve de base para os turistas que desejam chegar até o vilarejo. Logo na entrada da cidade você verá o Estacionamento Central, que é onde você pode deixar seu carro pelo período em que você ficará na Vila de Jericoacoara. O preço é de aproximadamente R$ 25/dia (dependendo da época). Após deixar o carro no estacionamento, você pode pegar uma das milhares de caminhonetes que fazem o transporte até Jeri. Elas ficam estacionadas em frente ao Estacionamento Central e custam R$ 50 a R$ 75 (dependendo da época) por pessoa para fazer o trecho Jijoca/Vila de Jericoacoara. A duração do transfer é de aproximadamente 1 hora, e você passará pelos caminhos de areia das dunas! Chegamos em Jericoacoara na hora do almoço. Deixamos nossas coisas na Pousada Chalé Jeri, uma pousada familiar com ótimos quartos/chalés, bem espaçosos e com ar condicionado. O café da manhã é bem simples, mas com variadas opções de frutas, pães e frios. Saímos em busca de fazer passeios na parte da tarde, mas, pelo pouco tempo, todos os de longa duração já estavam em curso. Fomos fazer a trilha da Pedra Furada, a formação rochosa que é um dos símbolos do vilarejo. Tem a opção de ir por charrete, mas devido ao péssimo estado dos animais, resolvemos seguir a pé mesmo. O tempo da trilha é de 20 a 30 minutos, dependendo de sua velocidade ao caminhar. A vista é recompensadora e considero um dos lugares mais bonitos do Brasil! À noite, aproveitamos os restaurantes da Vila e jantamos no Samba Rock Café, na praça principal. A música ao vivo é ótima! No dia seguinte, um temporal muito forte castigava Jericoacoara, e achávamos que seria um dia perdido. Felizmente, havíamos contratado o Jeri Tiago , um bugueiro com ótimas referências na Internet. Ele não desistiu de fazer o nosso passeio (R$ 500) pelos principais pontos turísticos ao redor da Vila! Mesmo com tudo alagado e cheio de lama, quando a chuva estiou, saímos rumo à rota leste de Jericoacoara, onde visitamos: a Lagoa Azul, uma lagoa formada entre as dunas do Parque Nacional; o Buraco Azul Castelhano, um pequeno lago com águas azuis turquesa; a Árvore da Preguiça, uma árvore com uma formação de tronco única; e por fim, a Praia de Jericoacoara, em que aproveitamos as águas quentes antes de um temporal cair na vila mais uma vez. Um fato curioso: foi durante esse passeio que recebi a ligação do Luís, um dos meus amigos que viajam comigo, contando sobre o processo de quarentena do México, e detalhando como poderíamos fazer para tornar nosso planejamento de viagem para os Estados Unidos realidade em meio à pandemia de COVID-19. No meio do lamaçal do Parque Nacional de Jericoacoara, era dado o pontapé inicial da 2021 All the Bright Parks Tour , uma viagem por mais de 30 parques temáticos entre México e Estados Unidos, realizada quatro meses depois dessa viagem ao Ceará. Naquela noite, comemos no Blue Restaurante, bem em frente à praia. Apesar de termos gostado da comida, sua qualidade não fez jus ao preço inflado. Aproveitamos para comprar todas as lembrancinhas que faltavam nas milhares de lojas e ambulantes que rodeiam Jericoacoara, especialmente em torno da praça principal. Pegamos a estrada de manhã muito cedo para voltar rumo à Fortaleza e pegar os voos de volta para casa. A viagem até o Ceará foi extremamente relaxante, e o estado se tornou um dos meus lugares favoritos no Brasil. Em uma só viagem, você pode, além de relaxar, curtir muita adrenalina, recarregar as energias, elevar a mente com paisagens incríveis, deixar o mar levar seus problemas e deixar a felicidade rolar. A realização do meu sonho de criança foi muito mais linda do que originalmente imaginei! Quanto custa viajar para o Ceará? Data: Fevereiro de 2021 Período: 5 dias Número de pessoas: 3 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Fortaleza: R$ 580 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 30 Aluguel de carro (3 dias): R$ 680 (R$ 226 por pessoa) 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 3) 1 noite na Pousada Latitude em Canoa Quebrada: R$ 160 1 noite no Seara Praia Hotel em Fortaleza: R$ 181 2 noites na Pousada Chalé Jeri em Jericoacoara: R$ 173 3) Ingressos e passeios Passeio de Buggy em Canoa Quebrada: R$ 300 (R$ 100 por pessoa) Beach Park: R$ 225 Ceará Show: R$ 60 Passeio de Buggy em Jericoacoara: R$ 500 (R$ 165 por pessoa) 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras/Gasolina: R$ 400 TOTAL (por pessoa): R$ 1.870,00 (custos 1 à 3) + R$ 800,00 (custo 4) = R$ 2.670,00 Roteiro: 13/fev - Chegada em Fortaleza / Noite em Canoa Quebrada 14/fev - Passeio de Buggy em Canoa Quebrada / Noite em Fortaleza 15/fev - Beach Park 16/fev - Chegada em Jericoacoara / Pedra Furada 17/fev - Passeio de Buggy no Lado Leste de Jericoacoara 18/fev - Retorno "É na idade da ambição que se prova a têmpera dos homens." José de Alencar << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem em Manaus
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Manaus | Presidente Figueiredo 8 de out. de 2022 Minhas viagens, na maioria das vezes, são pautadas por conta de um parque de diversões ou um parque aquático. O objetivo é sempre conhecer novos lugares para me divertir! Uma das partes mais incríveis de cada viagem é conhecer as cidades em que estão os parques, descobrindo mais atrações, e tendo uma sensação da dinâmica do local em que os parques estão. A viagem que você verá a seguir foi uma daquelas que teve parque, mas a principal atração não foi uma montanha-russa. Sempre morei no Rio de Janeiro, e portanto, o parque Terra Encantada era um dos meus lugares favoritos na cidade. Após 12 anos de funcionamento, o parque fechou e os brinquedos foram espalhados pelo país. Foram muitos anos de indefinição esperando onde eles iam aparecer. Uns sete anos depois do encerramento das atividades, dois deles apareceram em um parque de diversões na cidade de Manaus. Centro Histórico de Manaus Ficava me perguntando como eu poderia ter um momento nostálgico especial do outro lado do país com passagens de aviões tão caras! A Região Norte do Brasil era ainda um território não explorado por mim especialmente porque o custo de sair do Rio de Janeiro para lá sempre foi muito alto… Entretanto, aconteceu um milagre: em uma busca pelo site da LATAM, vi que o trecho Rio-Manaus-Rio estava com um excelente valor pelo Latam Pass, programa de pontos da companhia aérea. Não pensei duas vezes e emiti a passagem para uma viagem de sábado à quinta. A questão agora era: o que fazer em Manaus? Definitivamente o parque de diversões que eu queria visitar não completaria nem 5 horas de um dia, quanto mais 5 dias! Ignorei isso por muito tempo, até que chegou o dia em que faltava apenas 1 mês para entrar no avião. Quando comecei a procurar as agências de turismo receptivo que fazem os passeios na capital amazonense, acabei percebendo o óbvio: teria que sair do meu estilo urbano de viajante para entrar na maior floresta tropical do mundo. Quando vi o tamanho da Amazônia do avião, sabia que seria uma viagem transformadora. Cheguei em Manaus no sábado à tarde e já senti o impacto de estar no “pulmão do mundo” logo no aeroporto, com árvores gigantes no meio do hall e tartarugas em um viveiro. Como fui no mês de outubro, último mês da estação seca, o clima não estava tão úmido, mas a temperatura estava bastante quente. Meu quarto ficava no último andar do hotel, me proporcionando uma linda vista de Manaus! Quando vi luzes brilhantes de uma roda-gigante ao fundo, percebi que elas vinham do parque de diversões que eu queria tanto ir! Esperei apenas o celular carregar e chamei o Uber, que tem uma ótima cobertura na cidade. Tartarugas no aeroporto O Mirage Park fica ao lado da Arena da Amazônia e é um parque três ou quatro vezes menor do que era o Terra Encantada. Nele, estão a montanha-russa Monte Aurora e o chapéu mexicano Tornado, atrações que em que pude me divertir muito na minha adolescência. Pude me divertir muito nesses brinquedos de novo, o que foi extremamente especial para mim! Além deles, o Mirage tem atrações para toda família se divertir: para quem gosta de radicalizar, o Mixer e o Enterprise são ótimas opções; para quem quer curtir com todo mundo junto, tem Trem Fantasma, Bate-Bate e Crazy Dance; e para quem é criança, tem muitas opções espalhadas pelo parque, incluindo um carrossel de 2 andares! Mixer no Mirage Park Montanha-russa no Mirage Park Spinner (antigo Tornado do Terra Encantada) Acordei cedo para no dia seguinte começar a primeira parte da minha expedição amazônica: um passeio de barco pelo Rio Negro, que banha a cidade de Manaus, que comprei com a agência Amazon Destinations . A primeira parada foi em um pequeno porto em uma das margens no rio para avistar e interagir com os botos-cor-de-rosa selvagens. Para essa interação ter muito sucesso, os botos “precisam” estar de barriga vazia, o que depende da presença (ou não) de cardumes no rio. Se no dia os botos estiverem de barriga cheia, como foi no meu caso, será difícil qualquer um ser atraído por peixes. O instrutor tentou ao máximo, e um deles chegou timidamente para fisgar peixes. A experiência foi mais sensorial do que visual, com o boto passando pela parte do meu corpo que estava embaixo da água dando trombadas. Pude ver seus dentes e um pouco de seus olhos! Encontro com o boto cor-de-rosa Repare com o nível de agua do rio abaixou! A próxima parada foi o encontro das águas entre os rios Negro e Solimões, fenômeno natural que batizou essa viagem. Confesso que ver ao vivo é muito mais surpreendente do que pelas fotos que via durante o ensino escolar. As águas realmente não se misturam, e isto acontece pela diferença de temperatura e densidade de ambos os rios, e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 28°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 22°C. Ao chegar na área do Lago do January, fomos recebidos pelos indígenas da tribo Tuyuka, que apresentaram rituais e danças típicas da tribo. Para quem curte, os Tuyuka fazem pinturas indígenas (pagas) e permitem você tirar fotos com os animais (pagas) que fazem parte do cotidiano deles, como cobras, preguiças e primatas. Não curto muito esse tipo de turismo, mas grande parte dos turistas desembarcaram ali parecia gostar. Almoçamos no Restaurante Rainha da Selva, que oferece um excelente buffet com culinária amazonense - eu amo peixes de água doce! O preparo do tambaqui e do pirarucu pelos locais é perfeito. O fim do passeio é em uma estrutura de madeira que foi erguida sobre a floresta, em que podemos observar um grande lago, lar de diversas espécies de jacarés, e ouvir os diversos sons que a Amazônia faz. Fim do dia foi no Manauara Shopping, o maior shopping, onde pude comer um ótimo prato de tambaqui no Caboquinho, uma rede local famosa de restaurantes. O dia seguinte começou no MUSA - O Museu da Amazônia. O lugar é uma reserva florestal primária (sem grandes ações humanas que a modificaram desde sua criação) bem nos limites da cidade de Manaus, bastante longe do centro e localizado na Zona Norte da cidade. Vale a pena ir de Uber porque ir de transporte público demoraria demais (além do Uber não ter preços tão altos)! O MUSA é composto de 5 km de trilhas leves e fáceis diferentes, onde você poderá ver serpentes, cigarras, aracnídeos, orquídeas, peixes amazônicos, vitória-régias e árvores gigantescas como o Angelim. O melhor do MUSA é o momento de subir numa torre de observação florestal de 42 metros, em que você poderá ver mais de 100 tons de verde, e escutar as infinitas espécies de pássaros da região. Os momentos no museu são momentos íntimos com a Floresta Amazônica e uma visita guiada custa justos R$ 50. Outras experiências podem ser agendadas, como uma visita noturna! Você pode conferir tudo aqui . Vitória-regias Tambaqui, peixe símbolo da região Libélulas acasalando Angelim Como eu já estava na Zona Norte de Manaus, conjuguei a visita ao MUSA junto ao segundo parque de diversões da viagem: o Fun Park Vianorte . Localizado dentro do Shopping Vianorte, o Fun Park é destinado ao público infantil, porém muitos de seus brinquedos toda família pode ir (não vá esperando nada radical). O destaque do Fun Park é que as atrações são tematizadas de acordo com a cultura folclórica amazonense, algo que amei e fiquei super impressionado! A única montanha-russa do parque, a Boitatá, é pequenina, mas tem um lindíssimo trem simbolizando a cobra de fogo protetora da floresta. O parque conta com roda-gigante, escorregador, trem fantasma, bate-bate, amor express, brinquedão, barco pirata e muitos fliperamas! O quarto dia foi destinado à conhecer os pontos turísticos mais legais de Manaus, começando pelo Teatro Amazonas. O Teatro é uma belíssima obra arquitetônica de exterior renascentista e interior art-noveau. Até hoje, é considerado um dos mais belos teatros do mundo, e apresentações regulares são feitas. Possui visitas guiadas (R$ 20) no período da manhã e da tarde, salvo os dias em que o teatro precisa ser fechado para a montagem de alguma peça. Em frente ao Teatro, fica um dos restaurantes mais nobres de Manaus, o Caxiri. Seu cardápio é refinado e 100% dele abraça a culinária amazonense da melhor forma. Uma experiência única na cidade! O preço médio de uma entrada, refeição e sobremesa acompanhado de bebida é de R$ 150. A caminhada pelo centro seguiu até o Palacete Provincial, onde funcionam cinco museus: o Museu de Arqueologia, o Museu de Numismática (moedas) Bernardo Ramos, o Museu da Imagem e do Som (MISAM), o Museu Tiradentes e a Pinacoteca do Estado do Amazonas. A entrada é gratuita e o conteúdo que os museus guardam são de alto valor para o estado e para os amazonenses. Na Praça da Matriz, ficam a Catedral Matriz Nossa Senhora da Conceição, o Porto de Cruzeiros de Manaus, e a Torre do Relógio, um relógio de arquitetura neoclássica e com engrenagens importadas da Suíça. A última parte do city tour foi o Palácio da Justiça, prédio em que funcionou o principal tribunal do estado e com vista lindíssima para o Teatro Amazonas. Monumento à Abertura dos Portos Relógio municipal Arte manauara na Pinacoteca Museu de Numismática Museu da Justiça No último dia turistando em Manaus, embarquei mais uma vez com a Amazon Destinations para Presidente Figueiredo, onde ficam mais de 140 cachoeiras catalogadas e reconhecidas. São duas horas até a cidade, pela estrada que liga o Amazonas até Roraima e consequentemente, até a Venezuela. A primeira cachoeira do passeio foi a de Iracema, uma das queridinhas do lugar. Por ser estação de seca, seu volume não era tão grande, mas estava perfeito para se refrescar! Para chegar nela, foi necessária uma trilha pela floresta amazônica de uns 15 minutos, com formações rochosas incríveis como a Gruta da Onça. Almoçamos em um restaurante típico amazonense na Corredeira do Urubuí e fomos até a área protegida da Caverna do Maroaga e Gruta da Judeia, formações da natureza que jamais esperávamos ver na Amazônia! Cada cenário era de tirar o fôlego, completamente. Cachoeira de Iracema Caverna do Maroaga Gruta da Judeia Para encerrar com chave de ouro a 2022 Encontro das Águas Tour, estava tendo o aquecimento para o festival Boi Manaus, que abria as comemorações do aniversário da cidade. A Feirinha do Tururi teve vários alimentos típicos do Amazonas, artesanatos, mas o mais legal da feira foram as apresentações de cantores de toada (canção que conduz a apresentação dos Bois) que cantaram os maiores sucessos do Boi Garantido e do Boi Caprichoso, agremiações que disputam o Festival de Parintins. O pessoal de Manaus é tão integrado à sua cultura que a cada toada cantada, muita gente se juntava para dançar a coreografia correspondente. Maravilhoso! O que essa viagem revelou para mim é que se no início estava preocupado pela quantidade de dias em Manaus e não sabia o que fazer, no final eu percebi que 5 dias foi pouquíssimo tempo. Presidente Figueiredo, por exemplo, merece dois dias para aproveitar todas as cachoeiras e formações da Amazônia, como a Cachoeira do Mutum e o Rio Vermelho. Também há possibilidade de alugar um carro e ir até a Roraima, visitar Boa Vista, e ir na fronteira com Guiana e Venezuela. Também faltou dar uma passada na Ponta Negra, bairro nobre da cidade com várias opções de lazer. Pelo que parece, em breve vou ter que pousar em Manaus para fazer uma nova viagem, e dessa vez, mais ainda dentro da floresta! Quanto custa viajar para Manaus? Data: Outubro de 2022 Período: 5 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Manaus: 23.500 pontos + R$ 72,12 de taxa de embarque (via Latam) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 25 2) Hospedagem 5 noites no Ibis Budget Manaus: R$ 770 3) Ingressos e passeios Mirage Park: R$ 32 Fun Park Vianorte: R$ 20 Passeio de Barco no Rio Negro: R$ 130 Presidente Figueiredo (1 dia): R$ 400 MUSA: R$ 50 4) Diversos Comida: R$ 400 TOTAL (por pessoa): R$ 1.774,00 (custos 1 à 3) + R$ 400,00 (custo 4) = R$ 2.174,00 Roteiro: 08/out - Chegada em Manaus / Mirage Park 09/out - Passeio de Barco no Rio Negro / Manauara Shopping 10/out - MUSA / Funpark Vianorte 11/out - City tour no Centro de Manaus 12/out - Presidente Figueiredo13/out - Retorno ao Rio de Janeiro "Se a Amazônia é o pulmão do mundo, o pulmão do mundo nos pertence." Autor desconhecido << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para os parques de diversões do México e dos estados do Texas e da Costa Leste dos Estados Unidos
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Cidade do México | Guadalajara | Monterrey | San Antonio | Houston | Dallas | Atlanta | Charlotte | Pigeon Forge | Louisville | Cincinnati | Cleveland | Pittsburgh | Hershey | Filadélfia | Nova York | Hartford | Atlantic City | Ocean City | Washington | Richmond 30 de jun. de 2021 Olá, parqueiro! Caso queira pular a introdução, pode ir direto para cada parte específica da viagem México Texas (EUA) Costa Leste (EUA) Toda realização de um sonho começa com um "isso é impossível". Quantas vezes você já não quis fazer uma coisa e te disseram que não ia rolar, que você estava querendo fazer algo sem cabimento e totalmente impossível? Eu ouvi isso no momento que contei minhas intenções. Mas, como diria um certo Walt Disney, "se você pode sonhar, você pode fazê-lo" . O desejo de fazer uma roadtrip gigante pelos Estados Unidos surgiu em 2018, logo após meu intercâmbio no Walt Disney World. Queria visitar os parques do país que estavam mais presentes no meu imaginário, aqueles que eu havia acompanhado suas inaugurações ao longo de mais de 10 anos: Carowinds, Dollywood, Kennywood, Hersheypark, Six Flags Great Adventure, Six Flags Over Georgia.... eram muitos. Além deles, mas ainda pertinho, no país vizinho Canadá, tinha o Canada's Wonderland e o La Ronde, sendo esse último ficando ao lado do meu circuito favorito de Fórmula 1. A Costa Leste da América do Norte oferecia um mundo de possibilidades e mais de 200 novas montanhas-russas. Em 2018 mesmo consegui meu primeiro emprego, e comecei a juntar para fazer uma viagem que ainda nem tinha roteiro direito. Em 2019, o planejamento ganhou forma, já havia montado o dia a dia da viagem e estava pronto para começar a comprar o que precisava. Entre novembro e dezembro, já tinha em mãos as passagens aéreas, hospedagens e a maioria dos ingressos. Além disso, o Luís, um amigo tão apaixonado por viajar quanto eu, topou me acompanhar nesse sonho. A presença dele me deixou extremamente feliz em poder compartilhar algo que nasceu da minha cabeça com alguém que tinha o mesmo entusiasmo. Era só esperar Junho de 2020 ansiosamente. Mas, em 16 de Março de 2020, tudo foi pelos ares. A pandemia do novo coronavírus, agente causador da Covid-19 atingiu o mundo por completo e se tornou inviável fazer a viagem em Junho. Me lembro que no dia que tive o baque e a certeza de que não ia acontecer acredito que foi um dos dias que mais chorei na vida. Um sonho completo, que estava prestes a se tornar concreto, foi abaixo. Assim como milhares de outros sonhos ao redor do mundo. Assim como milhares de vidas interrompidas que não puderam colocar seu sonho para frente. Se você estiver lendo isso, agradeça por estar aqui. Baque tomado, era hora de botar os planejamentos na gaveta e juntar mais dinheiro, mas não desistir. O início de 2020 foi de muitas incertezas e de mais um percalço que eu não previa: por conta do trabalho, tive Síndrome de Burnout, que é o esgotamento mental com consequências no corpo físico. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) sempre me acompanhou desde criança, e por mais que eu já convivesse com alterações absurdas de adrenalina, o Burnout era algo que eu nunca havia vivido. Foram dois meses de licença médica para tratamento e recuperação, e durante essa licença, fiz uma lista de filmes intitulada "60 Filmes para Curar o Burnout". A meta era ver um filme por dia, além de ler livros. Durante esses dois meses, tinha um livro na minha estante que havia comprado na Bienal de 2019 chamado "Por Lugares Incríveis" (em inglês, All the Bright Places). Na época, havia comprado apenas pelo título, visto que o livro não tem uma sinopse reveladora. Quando comecei a ler, não conseguia mais parar. A história trata sobre dois adolescentes que estão passando por momentos difíceis criam um forte laço quando embarcam em uma jornada transformadora para visitar as maravilhas do estado de Indiana, nos Estados Unidos. Ao lado de Finch, Violet para de contar os dias e finalmente passa a vivê-los. O garoto, por sua vez, encontra alguém com quem pode ser ele mesmo, e torce para que consiga se manter "desperto". Ver esses dois adolescentes juntos, que passam por momentos complicados e difíceis, ver na exploração de novos lugares no estado em que eles moram uma cura para toda a tristeza que sentiam, me emocionou de uma forma que não conseguia explicar. Além disso, o filme trata da saúde mental de forma direta, sem ter medo de mostrar na pele o que pessoas com alguma doença mental passam na nossa sociedade. Me emocionou em dobro, triplo, quádruplo. Ao terminar de ler o livro e ver o filme, adaptação feita pela Netflix, reafirmei para mim mesmo duas coisas: 1) que eu não estava morto e 2) que meu sonho não estava morto. Ele estava vivo e o nome da viagem iria se chamar " All the Bright Parks Tour " ou " Tour Por Parques Incríveis ", em homenagem à história que tanto me tocou. A licença médica passou, voltei a trabalhar e continuei focado a juntar mais dinheiro. Eu e meu amigo estávamos ansiosos para a reabertura dos EUA e do Canadá, mas os dias iam passando, um novo ano chegou (2021) e isso parecia bem improvável. Eu já estava ficando desanimado de novo quando, no meio de um lamaçal no Parque Nacional de Jericoacoara, debaixo de chuva, meu amigo me manda a seguinte mensagem: "E se a gente fizesse a quarentena no México?" A mensagem veio para mim como um choque. Eu achava essa ideia desde o início meio absurda. Mas, quando ele falou que muitas pessoas estavam fazendo isso e não tinham enfrentado problemas, comecei a pesquisar e vi que era possível fazer os 15 dias no México por conta da moeda mexicana ser desvalorizada perante o Real. Vi que o dinheiro a mais que havia juntado dava certinho. Além do mais, nossos empregos permitiam que fizéssemos home office. Replanejamos, refizemos o roteiro, adicionamos os 4 parques do México e ainda tinha o Canadá. Infelizmente o país não reabriu a tempo da viagem e ele foi substituído pelo Texas. O estado pertinho do México foi escolhido para ser nossa porta de entrada nos EUA, já que estávamos pertinho. Compramos o que tinha que comprar, remarcamos os ingressos, e estava tudo pronto. Parte I: México No dia 29 de Junho de 2021 embarcamos de São Paulo à Cidade do México. Nas nossas mãos, uma pequena garrafa de Chandon para comemorar, cortesia do nosso cartão de crédito. Depois de tanto tempo, tanta coisa que aconteceu, nada mais impediria a gente de embarcar naquele avião da Latam. O Luís havia me dito que a imigração mexicana era complicada, principalmente porque eles tinham a missão de barrar com qualquer “mula” (ajudantes de traficantes de drogas). Estava munido com todos meus documentos na mão: passaporte, comprovantes de todas as reservas, incluindo a passagem de volta, que é muito importante, e ingressos. Porém, quando o oficial viu o passaporte do Luís cheio de entradas prévias no México, fez uma imigração tranquila e só perguntou quanto de dinheiro tínhamos disponível para os 15 dias. Havia levado 8.000 pesos mexicanos (R$ 2.300), mais do que o suficiente para o período de quarentena. A Cidade do México não é muito diferente de São Paulo. Gigantesca, lotada de gente, muitas opções de transporte público, diversas manifestações culturais e gastrômicas, e pessoas de todos os tipos. Exatamente o que eu esperava de uma das maiores cidades da América Latina. Ficamos no Hotel MX Forum Buenavista, uma localização estratégica: estávamos em frente ao metrô, ao trem, ao BRT e a um dos maiores shoppings da cidade. O hotel inicialmente nos colocou em um quarto com cheiro de esgoto, mas depois de apenas algumas horas dentro do quarto, vimos que a situação era impraticável e pedimos a troca. Sem mais cheiros estranhos, iniciamos nosso período de 15 dias em solo mexicano. Foram 15 dias recebendo um café da manhã composto por pão de forma com alface e tomate, iogurte e uma garrafa enorme de suco. Ao final do período, tínhamos 14 garrafas de suco intactas. Palácio de Belas Artes na Cidade do México Primeira coisa a se fazer em qualquer viagem internacional longa: visitar o mercado. Escolhemos o Walmart, que também estava pertinho do hotel. Meu primeiro choque foi ver uma prateleira cheia de carrinhos Matchbox, marca que havia saído do Brasil e agora está retornando aos poucos. Mas teve tudo que eu esperava em um Walmart mexicano: papas fuego, garrafas gigantescas, frutinhas da época e o melhor: padaria a quilo! Levei uma cacetada de donuts. Nota para a alimentação no México: o país tem uma variedade enorme de culinárias, e tudo é muito bem servido. As peças japonesas, por exemplo, são aproximadamente 1,5x maior que no Brasil, assim como os hamburgueres e pizzas. A comida não é cara, exceto se você querer comer em um restaurante a la carte, por exemplo. Eu não me adaptei à comida mexicana raiz. Os temperos usados não casaram muito bem com meu estômago, infelizmente. TUDO tem pimenta! A cada dia tentávamos explorar um pouco mais da cidade: conhecemos o Palacio de Bellas Artes, uma icônica construção da capital, o Café de los Azulejos, a Plaza de la Constituición (Zócalo) em que ficam as ruínas astecas do Templo Mayor, a Catedral Metropolitana e o Palacio Nacional e o Monumento de la Revolucion. Todos os monumentos da Cidade do México estavam cercados por tapumes diante de restaurações pendentes a fazer. Zócalo Templo Mayor Monumento de la Revolución A Avenida Paseo de la Reforma é a avenida mais famosa da cidade, e que corta boa parte do centro. No seu percurso, estão o ShakeShack, famoso restaurante fast-food dos EUA que possui lanches diferenciados, o Él Angel de la Independencia, uma escultura banhada em ouro, símbolo da cidade, e vários prédios enormes do Centro Financeiro. No final da avenida, está o Bosque de Chapultepec, enorme parque urbano com três setores diferentes. Avenida Paseo de la Reforma No primeiro setor, estão o Castillo de Chapultepec, uma antiga residência real e usado na guerra contra os Estados Unidos, o Museu Nacional de Antropologia, um dos maiores museus que tive a oportunidade de conhecer voltado ao estudo antropólogo, e que resgatou minhas raízes de estudante de Turismo e Ciências Humanas, e o Zoológico de Chapultepec, com uma variedade enorme de animais. Era no segundo setor que a La Feria de Chapultepec, um parque de diversões estilo o Playcenter, se localizava, e que em breve será convertido no parque multicultural Aztlán. Castillo de Chapultepec Zoo de Chapultepec Museu de Antropologia com Pedra do Sol Vivemos algumas situações meio doidas na Cidade do México, como aversão à gordura presente na comida clássica mexicana, motoristas que pareciam dirigir em uma luta livre (não era a toa que a maior parte dos carros da cidade eram batidos), linhas de metrô claramente sobrecarregadas e sem reforma há anos e faixas de pedestres que não eram respeitadas pelos veículos – eles eram quem decidiam quando e onde parar para deixar as pessoas atravessarem. O primeiro parque de diversões da 2021 All the Bright Parks Tour foi o Kataplum , localizado no extremo sudeste da Cidade do México, no shopping Parque Las Antenas. Para vocês terem uma ideia de como foi longe chegar nele, pegamos metrô e depois do metrô ainda pegamos um Uber que levou mais uma hora para chegar. Estava chovendo, mas conseguimos ir em todos os brinquedos! Montanha-russa Insomnio e frisbee Patatús no Kataplum No dia seguinte ao Kataplum, não resistirmos em ir logo à estrela da cidade: o Six Flags México . A surpresa de visitar esse Six Flags foi extremamente gratificante, ao vermos um parque com um serviço maravilhoso, boas atrações e montanhas-russas que amei demais! O padrão é melhor do que muitos parques da rede nos Estados Unidos. Fico muito feliz de termos um parque desses na América Latina. Os dois parques são complementares, e não existe visita a Cidade do México se não visitar obrigatoriamente os dois. Acredite em mim! Não ligue para a distância. Montanhas-russas Medusa e Superman no Six Flags México Mas, nem só de parque vive o homem, e ir ao México sem conhecer o sítio arqueológico de Teotihuacán seria um crime cultural inafiançável. A zona arqueológica daquela que foi a maior cidade do mundo, construída por uma civilização anterior da Asteca, é imensa e te deixa boquiaberto quando você pisa nela. O passeio é debaixo de sol forte, então a proteção contra os raios ultravioleta é essencial. Leve boné, óculos escuro, água e comida de abundância. Anda-se muito, mas a recompensa de você estar conhecendo uma história tão antiga é extremamente gratificante. Um outro momento muito legal do passeio em Teotihuacán foi conhecer a produção artesanal de tequila e mezcal (com direito à famosa larva no fundo da garrafa). Sim, tivemos doseS grátis! Pirâmide do Sol Centro do sítio arqueológico Mesmo com 15 dias na Cidade do México, precisávamos trabalhar a maior parte dos dias, somente com exceção dos fins de semana. Isso impedia de fazermos certos passeios. Então, existem ainda muitos outros pontos turísticos que não conseguimos ir e merecem ser visitados na capital mexicana, como os canais de Xochimilco. Porém, aproveitamos a oportunidade de estar em solo mexicano e no próximo fim de semana, embarcamos em direção à uma aventura intermunicipal: no sábado, visitaríamos Guadalajara e no domingo, visitaríamos Monterrey. Motivo: seus parques de diversões. Guadalajara, lar do parque Selva Mágica , é uma das maiores cidades do México, e está pertinho da cidade de Tequila, de onde saiu a mais famosa bebida mexicana. Montanha-russa Bullet e barco 360º Nao de China no Selva Mágica Além disso, é a cidade que é o berço da cultura mexicana, e lar dos mariachis mais tradicionais do país. Na Plaza de Armas, principal praça da cidade, você pode acompanhar a performance de muitos mariachis e outros grupos culturais. Não deixe de visitar a Catedral Metropolitana, em lindo estilo rococó, e os edifícios ao redor, como o Teatro Degollado e a Paróquia de Santa María de Gracia. O distrito histórico, Tlaqueplaque, é cheio de lojinhas em prédios com arquitetura típica mexicana e restaurantes maravilhosos com uma culinária local. Enquanto estávamos em Tlaqueplaque, um temporal, felizmente passageiro, atingiu a cidade e pensávamos que íamos ficar ilhados e perder o voo de volta para a Cidade do México. Centro de Tlaqueplaque Dança mexicana no centro de Guadalajara Catedral de Guadalajara Monterrey, lar do (agora, extinto) parque Bosque Mágico , é uma cidade mineradora/siderúrgica, algo fácil de constatar olhando para a silhueta do lugar – são milhares de chaminés e caldeirões, para onde você olhar. Começamos o dia no Parque Fundidora, um imenso parque urbano que foi construído ao redor das ruínas de uma antiga siderúrgica, hoje restaurada e convertida em um museu. Montanhas-russas Zombie Ride e Tornado no Bosque Mágico Você pode conhecer toda a estrutura do local, caminhando pelos túneis e maquinaria, aprender sobre física e química envolvida na mineração e ver um show especial sobre o antigo forno. No Fundidora ainda se localiza o Aquamundo, antigo Plaza Sésamo, que pelo preço alto e falta de atrações mecânicas para adultos funcionando, decidimos não entrar. Para encerrar a manhã em Monterrey, caminhamos pelo Paseo Santa Lucía até a Macroplaza, uma praça retangular gigante onde estão os principais edifícios da cidade, incluindo o Palácio e Museu do Governo do Estado, todo em arquitetura espanhola. Palácio do Governo do Estado Estrutura e forno da antiga fundição de metal Com o teste negativo de COVID-19 em mãos, embarcamos da Cidade do México para San Antonio, nos Estados Unidos, começando o Ato II da nossa viagem. Parte II: Texas Apesar do atraso do voo da Aeroméxico, chegamos em San Antonio no início da tarde. A companhia aérea já havia enviado nossos testes negativos de covid e comprovação da estadia de 14 noites para a imigração dos EUA, então nossa entrada no país foi muito tranquila. A moça só perguntou quanto de dinheiro estávamos levando e quanto tempo ficaríamos no país. Quando dissemos 30 dias, ela levou um susto, mas explicamos que iríamos fazer roadtrip . Alugamos o carro com a Dollar. O aluguel de carro nos Estados Unidos exige uma taxa adicional para devolução em outra cidade, o que acaba encarecendo o aluguel. Porém, o preço da gasolina é bem tranquilo, variando de USD 2,80 a 3,10. Ganhamos, inclusive, um presente: apesar de termos alugado carro econômico, saímos com uma Mitsubishi Outlander. A primeira coisa que decidimos fazer foi almoçar em um In 'N' Out, uma rede de fast-food famosa em todo oeste dos Estados Unidos. O diferencial deles está em um menu simples e lanches muito, mas muito gostosos! Foram quatro horas e meia de muito engarrafamento na estrada até Houston e seus parques de diversões no litoral, Kemah Boardwalk e Galveston Island Historic Pleasure Pier . Teve de tudo: evasão de pedágio (foi sem querer, tá? Não sabíamos que faixa pegar), saídas erradas, e ficar levemente perdidos. Nos divertimos muito nos parques, porém o primeiro BO apareceu: por conta do engarrafamento e dos atrasos do voo, estávamos mortos. Já eram 22h e não havia condição nenhuma de pegar as mesmas 4 horas de estrada para San Antonio. Kemah Boardwalk Galveston Island Historic Pleasure Pier Paramos em um motel qualquer na cidade de Katy, onde morremos em uma noite de hospedagem super-faturada de USD 80 (as noites em motéis normalmente são de USD 20 a USD 50). Além disso, perdemos a nossa hospedagem de San Antonio. Depois de uma boa noite de sono, chegamos ao Six Flags Fiesta Texas em San Antonio e tivemos um dia maravilhoso. O parque tem um nível alto comparado aos outros Six Flags e sem dúvidas é um dos top 5 da rede. Depois do parque, chegamos no motel que havíamos conseguido de última hora. A recepcionista ficou incrédula que viemos do Brasil atrás de montanhas-russas. Mas ela adorou. Ah, a piscina do motel dela parecia que a qualquer momento iria sair um Demogorgon dela (criatura de Stranger Things). Montanhas-russas Wonder Woman e Iron Rattler no Six Flags Fiesta Texas Nos conectamos com os animais marinhos no SeaWorld San Antonio , que possui uma das montanhas-russas que mais gostei de toda viagem! O ambiente é super diferente de Orlando, o que o torna um parque com identidade única. Além disso, é o único SeaWorld com montanha-russa de madeira! Encontro com beluga e montanha-russa Steel Eel no SeaWorld San Antonio No dia seguinte, seguimos em direção à Dallas passando pela capital do Texas, Austin. Chegamos ao Six Flags Over Texas , o primeiro Six Flags criado, bem cedo e deu para aproveitar as inúmeras atrações do parque. O Over Texas também é um dos melhores de toda rede e está de parabéns pelo nível de serviço e diversão apresentado! Montanhas-russas New Texas Giant e Shockwave no Six Flags Over Texas A despedida do Texas foi visitando o distrito histórico de Forth Worth, Stockyards, uma cidade do Velho Oeste muitíssimo bem preservada e ainda ativa. Tudo que eu cresci vendo em Wild West no Hopi Hari estava ali, diante dos meus olhos! Confesso que caiu uma lágrima. Stockyards tem tudo que você pode imaginar em uma cidade do faroeste. Saloon com muito barbecue e uma carne maravilhosa (Riscky's BBQ ❤), exposição dos touros de chifres longos e até mesmo um labirinto! O labirinto foi um dos momentos mais lúdicos da minha vida toda, especialmente porque não tinha entrado em um ainda e me senti como os visitantes do Rollercoaster Tycoon 2 tentando pular para ver a saída. Essas sensações são inexplicáveis! Nossa estadia no Texas foi recheada de calor, ainda mais pelo clima árido do estado. Vimos que nem todo mundo usa bota e chapéu de vaqueiro, mas todo mundo têm bota e chapéu de vaqueiro. Em TODO LUGAR vende! Curiosidade: os texanos são extremamente ligados comercialmente com os pecuaristas do Brasil. Passagem para Atlanta na mão, era hora de embarcar rumo ao terceiro ato da 2021 All the Bright Parks Tour: o interior leste dos EUA. Parte III: Costa Leste (Interior) A chegada no Aeroporto Internacional de Atlanta não foi fácil. Estava tarde da noite e caindo uma tempestade torrencial na cidade, e o preço do Uber estava absurdo de alto (papo de R$ 500). O aeroporto ficava um pouco longe da região que queríamos ir, então pegamos o metrô até a estação mais próxima de Austell. Logo na hora de comprar a passagem nas máquinas, um cara tentou nos vender passagens falsas superfaturadas! Quando chegamos na estação de Hamilton Holmes, foi um milagre ter conseguido um Uber que nos levasse, pelo horário e pela chuva. Austell é a cidade que fica o Six Flags Over Georgia , o segundo parque da rede criado. O Six Flags fica a 16 minutos de carro do centro de Atlanta, mas como não estávamos com tempo de bater perna na cidade, optamos por uma hospedagem ao lado do parque. No dia seguinte, já estávamos no aeroporto cedo para pegar o voo para Charlotte. Montanhas-russas Dare Devil Dive e Blue Hawk no Six Flags Over Georgia Charlotte, na Carolina do Norte, é a cidade que fica o Carowinds . Na verdade, além de ter uma coleção incrível de montanhas-russas, esse parque é dividido ao meio pelos limites geográficos da Carolina do Norte e da Carolina do Sul! Depois de ter pego o nosso carro minúsculo Chevrolet Spark com a Alamo (dessa vez realmente foi econômico!), começamos o que seria 25 dias de viagens pela estrada, por todo o interior leste dos Estados Unidos. Como ninguém é de ferro, tiramos o dia seguinte ao Carowinds para descansar fazendo compras no outlet de Charlotte. Que saudades de entrar num outlet! Consegui tênis super baratos na loja da Nike, pagando metade do valor que pagaria no mesmo modelo no Brasil! Após nossos delírios de consumo, subimos para Pigeon Forge. Montanhas-russas Fury 325 e Copperhead Strike no Carowinds Pigeon Forge é uma cidade que fica no interior leste do Tennessee, no meio das Grandes Montanhas Fumegantes. A estrada é uma serra muito tranquila, com pistas largas e que te dá uma paz absurda. Tinha horas que abríamos o vidro só para sentir o ar puro (mas morrendo de medo que o vento desestabilizasse nosso pequeno carrinho). Se eu fosse caracterizar Pigeon Forge de forma rápida, diria que é uma "mini Orlando". A cidade é cheia de atrações, e sua principal tem shoppings com brinquedos, vários restaurantes temáticos e de fast-food, exposições interativas, outlets e montanhas-russas de trenó de montanha, como a Smoky Mountain Alpine Coaster (como o Yoohoo do Unipraias e o Trenó do Alpen Park). Dá para ver a influência do country em todo lugar. Aliás, a principal atração de Pigeon Forge, o lindo e perfeito parque temático Dollywood , foi idealizado pela própria Dolly Parton, ícone do country nos Estados Unidos. Montanhas-russas Firechaser Express e Lightning Rod no Dollywood Foi em Pigeon Forge que tivemos o terceiro perrengue em relação à hospedagem: quarto lotado de mofo. Não era visível, mas o cheiro estava ali. Por um milagre não fiquei atacado da alergia, mas pegou em cheio a garganta do Luís. Esse é um dos percalços que a hotelaria dos Estados Unidos pode trazer. Reunindo forças do chão, seguimos para o nosso próximo parque em Louisville, estado de Kentucky, fazendo um dos percursos mais longos da viagem. O parque de diversões de Louisville é o Kentucky Kingdom , que já havia visitado em 2016. O parque trouxe algumas atrações novas, como a montanha-russa Kentucky Flyer. Além do Kentucky Kingdom, Louisville pode ser base para você visitar o Holiday World , parque que tem as melhoras montanhas-russas de madeira dos Estados Unidos e do mundo! Ah, você sabia que ele é tematizado de acordo com os feriados mais famosos do país? Tem Natal, Ação de Graças, Halloween... Super diferente e somente a 1 hora de Louisville, na cidade de Santa Claus, Indiana. Montanha-russa Lightning Run e brinquedo Flying Machines no Kentucky Kingdom Montanhas-russas The Voyage e Thunderbird no Holiday World Em Louisville, encaramos mais um perrengue de hospedagem: o hotel em que havíamos feito a reserva simplesmente havia trancado a recepção e não tinha ninguém para fazer nosso check-in! Esperamos durante uns 45 minutos e realmente ninguém apareceu. Tivemos que escolher um outro hotel aleatório em que gastamos mais do que o previsto. Pelo menos, o quarto era novinho e a cama era super de boa! De manhã, seguimos em curto percurso até o Kings Island , localizado em Cincinnati, estado de Ohio. Também já havia visitado esse parque em 2016, e fiquei muito feliz ao ver a nova giga montanha-russa deles funcionando a todo vapor! O Kings Island é um dos principais parques temáticos dos Estados Unidos e possui uma coleção invejável de montanhas-russas! Montanhas-russas Diamondback, Orion (azul), The Racer (branca) e brinquedo Windseeker no Kings Island A partir de agora, a emoção não veio só dos parques temáticos. Eu nem sei como a gente saiu vivo dessa parte da viagem, especialmente o Luís, que dirigia. A partir de Cincinnati, nós deveríamos seguir o caminho natural geográfico, Cincinnati > Sandusky > Pittsburgh > Hershey. Porém, fomos trollados pelo Cedar Point, que fica em Sandusky, estado de Ohio, o que seria nosso próximo parque. A data do nosso tour pelo backstage foi trocada, então tivemos que ir para Pittsburgh, na Pensilvânia, primeiro, para poder estar presente na nova data que eles marcaram. Sendo assim, chegamos ao Kennywood , um parque de diversões centenário e que sobrevive até hoje misturando brinquedos clássicos e brinquedos modernos. Sensacional! Montanhas-russas Steel Curtain e Phantom's Revenge no Kennywood Depois disso, pegamos um amigo nosso, o Feliphe, no aeroporto de Pittsburgh, e dirigimos 5 horas até a cidade de Hershey, no meio do estado da Pensilvânia, onde fica o parque de diversões do chocolate Hershey, o Hersheypark . Durante esse trecho, enquanto estávamos ouvindo Katy Perry, um caminhão nos empurrou para fora da pista. NUNCA MAIS colocamos Katy Perry no rádio. Nunca mais. Apesar do susto, aproveitamos bastante o dia cheio de chocolate no Hersheypark. Entrada e montanha-russa Storm Runner no Hersheypark No próximo dia, partimos para o Cedar Point em mais uma longa viagem de 5 horas (era muita vontade de fazer esse tour do backstage). O Cedar Point fica numa península/ilha na cidade de Sandusky, e todo seu redor é banhado pelo lago Erie. Seu primeiro dia no paraíso das montanhas-russas foi tranquilo, comigo podendo matar a saudade da minha montanha-russa favorita, a Maverick. Montanhas-russas Steel Vengeance e Maverick no Cedar Point Durante o dia... adivinha... recebemos a notícia que o tour de backstage, que seria feito no dia seguinte, havia sido cancelado de vez. Sem possibilidade de remarcação... eu não consigo descrever aqui o tamanho da raiva que senti. Pensei que ia entrar em combustão espontânea. Toda a desgraça feita e vivida no roteiro para fazer esse tour acontecer... de nada adiantou. Enfim, pelo menos não teríamos que acordar 4h da manhã. Seguimos para o segundo dia (bem mais cheio) e eu pelo menos gastei o dinheiro reembolsado do tour num fastpass e fiquei de patrão no Cedar Point o dia inteiro. Mais de 10 vezes na Maverick! Voltamos para o meio da Pensilvânia em mais uma viagem de 5 horas até o Knoebels , um parque de diversões familiar construído no meio da floresta. Foi uma das experiências mais surreais que já vivenciei, especialmente pelo parque não ser gradeado, seu chão ser de terra, e os brinquedos carregarem a nostalgia. É no Knoebels que fica a melhor montanha-russa de madeira do mundo, a Phoenix. O entardecer e a noite no parque foram mágicas. Completamente mágicas. Lendária montanha-russa Phoenix e noite no Knoebels Mas, a magia acabou quando entramos numa floresta deserta tarde da noite na ida do parque ao hotel. Quando finalmente achamos o hotel, o hotel havia perdido nossa reserva. Eram 23h da noite e simplesmente não havia mais hotel disponível na região. Desesperados, começamos a procurar hotel, sem sucesso. Essa busca nos deixou sem gasolina no meio da floresta. Tínhamos dois problemas para resolver: a gasolina e a hospedagem. Felizmente, depois de algumas tentativas, achamos um posto que tinha gasolina. Mas aí nosso cartão não passava. Por um milagre, um passou. Certeza que foi milagre. Fomos achar um hotel por milagre no Booking, a 1h30 de onde estávamos. O esgotamento veio. Todos esses perrengues e aumento no tempo de direção me fizeram acreditar que não conseguiríamos ter forças para terminar a viagem. Foi nesse nível de surto total que terminamos o Ato III. Mas, depois de uma grande noite de sono, fomos ao próximo parque mais relaxados e começamos o quarto e último ato. Parte IV: Costa Leste (Litoral) O Dorney Park é o parque de diversões mais próximo da Filadélfia, maior cidade da Pensilvânia. Apesar do dia chuvoso, conseguimos fazer todas as atrações! A chuva afastou boa parte do público fazendo com que montanhas-russas incríveis ficassem ao nosso dispor totalmente. Ainda tivemos direito a um baile de Carnaval! Que saudades eu estava... Estávamos relutantes em começar o Ato IV porque sabíamos que seria a última parte da viagem e não queríamos ir embora, mas, também estávamos aliviados por termos deixado todos os perrengues para trás. Depois que partimos da Filadélfia, seguimos em direção ao extremo nordeste dos Estados Unidos, onde ficam os estados de Connecticut e Massachusetts. Montanhas-russas Hydra: The Revenge e Steel Force no Dorney Park No caminho, vislumbramos o que seria uma das nossas paradas: a cidade de Nova York. A estrada variava de cidade para floresta, uma das transições mais bonitas que vimos. Nessa região dos EUA moram muitos brasileiros, especialmente os que trabalham como au-pair ou intercambistas. Inclusive, o parque que vimos mais brasileiros, acreditem, ficava no meio do nada. O Lake Compounce , outro parque centenário, fica em Bristol, a poucos minutos de Hartford. Seu ambiente é parecido com o do Kennywood, misturando atrações antigas e nostálgicas com brinquedos modernos. Sentimos uma imensa paz, apesar de termos experimentado a pior montanha-russa de toda viagem! Montanhas-russas Phobia e Boulder Dash no Lake Compounce Em Hartford, matamos a saudade de um velho conhecido: O Outback. Depois de tantos hambúrgueres e pizza, comer uma carne bem preparada foi muito bem-vindo. Reenergizados, no dia seguinte seguimos para o Six Flags New England , localizado a 1 hora e meia de Boston. Sua inauguração foi em 1870, mas a Six Flags só foi começar a opera-lo em 1999, fazendo dele o parque Six Flags mais antigo em funcionamento. Sua localização, à beira do rio, é única! Nós gostamos tanto da Superman: The Ride no Six Flags New England que no dia seguinte fomos no parque novamente só para andar nela de novo. Chegamos na abertura, e demos mais duas voltas! Com um monte de adrenalina no corpo, fomos em direção ao Nickelodeon Universe e à cidade de Nova York. Montanhas-russas Wicked Cyclone e Superman no Six Flags New England O parque da Nickelodeon em Nova York fica no gigantesco shopping American Dream, do lado oeste à ilha de Manhattan. Foi uma das maiores surpresas da viagem, visto que as atrações eram para todo tipo de público, mesmo sendo um parque de desenhos infantis. Foi uma delícia andar na montanha-russa mais íngreme do mundo e recordar os desenhos mais nostálgicos da minha infância! Rugrats e montanha-russa TMNT Shellraiser no Nickelodeon Universe Na volta do Nickelodeon Universe e ao ver a placa "entrando em Nova York", surtamos de novo por vários motivos: 1) o pedágio de entrada e saída de Nova York é USD 16 (quase R$ 100); 2) Os nova-iorquinos são extremamente agressivos no trânsito, sem prática de boas maneiras; 3) os estacionamentos da cidade para passar a noite são caríssimos, chegando até USD 120 as 24 horas (aproximadamente R$ 800). Os gastos rodoviários não foram pensados por nós antes de ir, e aprendemos nossa lição. Também não temos mais vontade de dirigir por Nova York. Nova York O Pod 51 é um dos hotéis mais baratos da ilha de Manhattan e é maravilhoso: são quartinhos pequenos, mas aconchegantes e bem conservados. O banheiro é no corredor, mas é privado. Só você fica dentro do banheiro. Só não pode esquecer de trancar a porta nem esquecer a toalha! Quando for a Nova York, procure ficar na ilha de Manhattan, pois hotéis no Bronx, no Brooklyn e no Queens acabam tendo que ter grandes deslocamentos aos pontos turísticos principais. O Six Flags Great Adventure é o maior parque de diversões perto da cidade de Nova York. Localizado em Jackson, no interior do estado de Nova Jersey, é um dos principais da rede Six Flags e um dos maiores parques do mundo. Em um só lugar, você tem a maior montanha-russa do mundo em altura, Kingda Ka, parque aquático e safari. Se tornou meu parque Six Flags favorito com facilidade. Me diverti a beça! Montanhas-russas El Toro e Kingda Ka no Six Flags Great Adventure Mas, a cidade de Nova York também reservas emoções fortes. Em uma das regiões mais famosas do mundo, a Coney Island, um centro de entretenimento no Brooklyn está o Luna Park e o Deno's WonderWheel Park . Juntos, transformam Coney Island de fato numa ilha de diversão! Depois de nos cansarmos de tanto nos divertir, ainda fomos presenteados com uma belíssima queima de fogos! Montanha-russa Cyclone, visão do Luna Park e noite na Wonder Wheel Ir à Nova York é sempre um sonho, então quis repetir o lugar que mais amei conhecer nessa cidade (Highline), e junto com o Luís conhecer lugares novos. Fomos até o Starbucks Reserve, uma loja especial da Starbucks com produção ao vivo de café; Central Park Zoo, que infelizmente não encontrei Alex, o Leão; o The Vessel, uma escultura-prédio gigantesca fechada por oferecer risco à vida humana; o Whole Foods Market, uma espécie de Walmart da vida saudável e a realização de um sonho: ver Nova York do alto, sem nuvens. Highline Central Park Zoo The Vessel Starbucks Reserve Times Square Em 2018 , eu subi no topo do Rockefeller Center à noite mas a cidade só tinha nuvens de chuva. Era minha obrigação moral subir no topo, dessa vez, do Empire State Building e ver a imensidão da Big Apple com o céu limpinho. Consegui. Sou uma pessoa realizada demais.Em Nova York também realizei outro sonho: a compra do Castelo de Hogwarts de LEGO, um dos maiores sets da marca já criados, com mais de 6.000 peças! Vocês não queiram saber o rolê que foi para levar isso ao Brasil, mas o resultado final, depois de seis de montagem, valeu o esforço!🤩 Diferentes visões de Manhattan de cima do Empire State Building Os gastos com pedágio não paravam à medida que avançávamos pelo estado de Nova Jersey e íamos em direção aos píers. As principais rodovias do estado têm pedágio, então mais dinheiro nosso foi levado pelas cabines... A sorte é que o pedágio nos EUA é calculado pela distância da sua entrada na rodovia até a saída que você pegou. Em alguns casos, pagamos bem barato. Os píers de Nova Jersey são parques à beira-mar, em praias com aspecto selvagem. O primeiro que visitamos foi o Steel Pier em Atlantic City, uma cidade famosa por cassinos. Seguimos até a lindinha Ocean City, onde fica o extraordinário Playland's Castaway Cove . Por último, chegamos ao Morey's Piers, dividido em três piers diferentes na cidade de Wildwood. Infelizmente, quando chegamos ao Morey's Piers , caiu uma chuva torrencial e não aproveitamos quase nada do parque, que tinha a maior parte de suas atrações fechadas. Essa chuva que nos atingiu no Morey's Piers iria nos acompanhar até o fim da viagem. Quando chegamos no hotel após os píers, a recepcionista no nosso check-in nos deu um pano de chão. Não entendemos o porquê. Quando acordamos, entendemos. O quarto estava alagado, com água por toda parte. Brinquedo radical Booster no Steel Pier Montanha-russa Galeforce no Playland's Castaway Cove Montanha-russa Boomerang e roda-gigante no Morey's Piers O dia seguinte foi de céu azul por completo e muito sol. Dirigimos até Baltimore, onde o Luís pôde ver um dos museus ferroviários mais importantes dos EUA e eu fui ver o estádio do time de futebol americano Baltimore Ravens para fazer uma chamada em tempo real para dois amigos torcedores. Mas, nosso destino final era Washington, a capital dos Estados Unidos da América. Não tinha muito interesse de visitar todos os edifícios governamentais por dentro, apenas um: o Museu Smithsonian Aeroespacial e não saí decepcionado! O lugar é totalmente diferente de qualquer espaço cultural dedicado ao espaço que já fui! Estádio do Baltimore Ravens Museu Smithsonian Aeroespacial O National Mall é imenso, muito maior que a Esplanada dos Ministérios em Brasília. Não recomendo andar entre os prédios, a não ser que você tenha pernas de aço. A nossa estratégia foi estacionando o carro em cada quarteirão de interesse. Começamos pelo Capitólio, Livraria do Congresso e Supremo Tribunal Federal; Washington Monument (obelisco) e Casa Branca e por último, Lincoln Memorial, onde presenciamos mais um belíssimo pôr-do-sol. Washington Monument Supremo Tribunal Federal Lincoln Memorial Casa Branca O parque de diversões que fica em Washington é o Six Flags America , uma das grandes surpresas da rede Six Flags. Ele não é o maior, nem o melhor, mas possui ótimas atrações, como montanhas-russas gigantescas e raras no mundo, além de ser super conservado! Nesse dia, tomamos o primeiro grande susto meteorológico: faltando 1 hora para o parque fechar, o alto-falante do parque anuncia: "AVISO DE TORNADO. PROCURE ABRIGO IMEDIATAMENTE!". Montanhas-russas Batwing e Joker's Jinx no Six Flags America Nós não sabíamos se ficávamos embaixo de uma loja ou íamos embora, mas tomamos a decisão de sair e pegar a estrada. Com certeza foi a chuva mais forte que já pegamos na vida e fomos muito corajosos em desbravar com aquele carrinho aquela quantidade de água. Do nada, simplesmente abriu o sol e o céu azul, e assim descobrimos que na verdade estávamos na "barra" do tornado, a região afetada pela ação dele, o tornado, e não no tornado em si. Fomos no Outback mais uma vez para comemorar nossa sobrevivência. Depois da capital, seguimos para a última cidade: Richmond, no estado da Virgínia. Richmond tem dois parques de diversões: Kings Dominion e Busch Gardens Williamsburg (sim, não tem Busch Gardens só em Orlando!). Começamos pelo Kings Dominion, onde experimentamos a mais forte e a melhor montanha-russa dessa viagem e da vida: Intimidator 305. Ela foi capaz de fazer a gente dar leves apagões diante ao aumento do tamanho da ação da força da gravidade sobre nós! Montanhas-russas Intimidator 305 e Twisted Timbers no Kings Dominion Sabíamos que os Estados Unidos tem um histórico de umas pessoas meio doidas, mas não imaginávamos ver no nosso hotel. Quando chegamos exaustos, vimos um cara ameaçando uma mulher com um facão enquanto brigavam no corredor do hotel. Bizarro! Só fugimos dali e fomos lavar o carro... O último dia reservava para nós o Busch Gardens Williamsburg, e o encerramento não podia ser melhor! O parque temático tem como tema os países da Europa, e não tem uma única montanha-russa ruim! Fiquei muito feliz de conhecê-lo especialmente porque foi um dos primeiros parques que conheci pesquisando na Internet. Assim, chegamos ao fim. Obrigado por ter lido até aqui e espero que você tenha conseguido imaginar um pouco do que eu vivi através das letras aqui escritas. A 2021 All the Bright Parks Tour foi um momento muito importante na minha vida e que ficará para sempre marcada no meu coração. Montanhas-russas Griffon e Alpengeist no Busch Gardens Williamsburg ====== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Knoebels. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2018. Foram 2 anos (e mais 1 extra) juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro! Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. Quanto custa viajar para o México e fazer uma road trip pelos Estados Unidos? Data: Julho e Agosto de 2021 Dólar americano: R$ 5,50 Período: 45 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-São Paulo: R$ 85,00 (milhas usadas) Passagem aérea São Paulo-Cidade do México/Richmond-São Paulo: R$ 3.800,00 Passagem aérea Cidade do México-Guadalajara: R$ 370,00 Passagem aérea Cidade do México-Monterrey: R$ 440,00 Passagem aérea Cidade do México-San Antonio: R$ 600,00 Aluguel de carro (3 dias) San Antonio-Dallas: R$ 820,00 Passagem aérea Dallas-Atlanta: R$ 530,00 Passagem aérea Atlanta-Charlotte: R$ 775,00 Aluguel de carro (22 dias) Charlotte-Richmond: R$ 3.912,00 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 2) 15 noites na Cidade do México: R$ 931,00 3 noites em San Antonio: R$ 425,00 1 noite em Dallas: R$ 150,00 2 noites em Atlanta: R$ 470,00 1 noite em Charlotte: R$ 190,00 2 noites em Pigeon Forge: R$ 525,00 2 noites em Louisville: R$ 330,00 1 noite em Mason: R$ 198,00 2 noites em Pittsburgh: R$ 460,00 2 noites em Cleveland: R$ 435,00 2 noites na Filadélfia: R$ 515,00 2 noites em Hartford: R$ 411,00 3 noites em Nova York: R$ 611,00 3 noites em Washington: R$ 515,00 2 noites em Richmond: R$ 300,00 3) Ingressos Passe Platinum da Cedar Fair: R$ 1.560,00 Passe Diamond da Six Flags: R$ 830,00 SeaWorld: R$ 450,00 SeaWorld - nado com beluga: R$ 915,00 Dollywood: R$ 450,00 Kentucky Kingdom: R$ 250,00 Holiday World: R$ 320,00 Kennywood: R$ 170,00 Lake Compounce: R$ 180,00 Luna Park: R$ 340,00 Nickelodeon Universe: R$ 466,00 Hersheypark: R$ 220,00 Knoebels: R$ 210,00 Busch Gardens Williamsburg: R$ 305,00 4) Diversos Comida: USD 1.000,00 (R$ 5.500,00) Compras: USD 500 (R$ 1.500,00) Pedágios/Gasolina: USD 235 (R$ 1.392,50) TOTAL (por pessoa): R$ 24.464,00 (custos 1 à 3) + R$ 8.292,50 (custo 4) = R$ 29.964,00 Roteiro: 29/jun - Embarque para o México 30/jun - Chegada Cidade do Mexico 01/jul - Zócalo / Bellas Artes / Casa Azulejos 02/jul - Kataplum 03/jul - Six Flags Mexico 04/jul - Six Flags Mexico 05/jul - Dia de trabalho 06/jul - Dia de trabalho 07/jul - Museu Nacional de Antropologia 08/jul - Castelo de Chapultepec / Retorno ao Museu de Antropologia 09/jul - Teotihuacán 10/jul - (CDMX-Guadalajara) / Selva Magica 11/jul - (CDMX-Monterrey) / Bosque Magico 12/jul - Dia de trabalho 13/jul - Dia de trabalho 14/jul - Dia de trabalho 15/jul - (Cidade do México-San Antonio) / Kemah Boardwalk e Galveston Pier 16/jul - Six Flags Fiesta Texas 17/jul - SeaWorld San Antonio 18/jul - (San Antonio-Dallas) / Six Flags Over Texas 19/jul - Centro Histórico de Fort Worth Stockyards / (Dallas-Atlanta) 20/jul - Six Flags Over Georgia 21/jul - (Atlanta-Charlotte) / Carowinds 22/jul - Outlet / (Charlotte-Pigeon Forge) 23/jul - Dollywood 24/jul - (Pigeon Forge-Louisville) / Kentucky Kingdom 25/jul - Holiday World 26/jul - (Louisville-Cincinnati) / Kings Island 27/jul - (Cincinnati-Pittsburgh) / Kennywood 28/jul - Hersheypark 29/jul - (Hershey-Cleveland) / Cedar Point 30/jul - Cedar Point 31/jul - (Cleveland-Elysburg) / Knoebels 01/ago - (Elysburg-Filadelfia) / Dorney Park 02/ago - (Filadelfia-Hartford) /Lake Compounce 03/ago - Six Flags New England 04/ago - Luna Park 05/ago - Nickelodeon Universe 06/ago - Six Flags Great Adventure 07/ago - (Nova York-Washington, DC) / Piers 08/ago - Washington City Tour 09/ago - Six Flags America 10/ago - (Washington-Richmond) / Kings Dominion 11/ago - Busch Gardens Williamsburg 12/ago - Richmond-Brasil “Ele me ensinou a vagar. Me ensinou que não preciso escalar uma montanha para estar no topo do mundo. Que até o lugar mais feio pode ser o lugar mais lindo, contanto que a gente se dê tempo pra olhar” Por Lugares Incríveis << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para os parques aquáticos de Caldas Novas
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Caldas Novas 11 de mai. de 2023 A primeira vez que fui em Caldas Novas foi em janeiro de 2017, num rápido bate-e-volta de Goiânia para ir ao Hot Park. Naquele dia, eu e meu amigos passamos o dia todo na cidade, curtindo o parque aquático durante o dia e o Kitakas, o parque de diversões que fica na praça principal da cidade, durante à noite. Desde esse dia, eu prometi que iria voltar à cidade para passar mais tempo, ficar hospedado e curtir todos os outros inúmeros parques aquáticos que a cidade tem a oferecer. Ir para Caldas Novas não é difícil, difícil é decidir o que fazer na cidade com tantas opções diferentes de lazer. São mais de dez parques aquáticos, quatro só do Grupo Privé . Infelizmente, eu só tinha 4 dias para curtir toda a imensidão do que a cidade pode oferecer. Nesse momento, é bom explorar todos os parques aquáticos da cidade para entender quais são os que melhor se adaptam ao seu estilo de viagem e diversão. Busca feita, era hora de montar o roteiro! Penso que quatro dias são perfeitos para uma viagem à Caldas Novas, principalmente considerando o preço agressivo da hotelaria na cidade, mesmo em baixa temporada (de abril à setembro, com exceção de julho). Em alta temporada (outubro à março e julho), os preços são bem inflados, então aconselho sempre ver sua hospedagem e passagem aérea com a maior antecedência possível. Você também pode comprar seu pacote para Caldas Novas aqui . Eu gosto de adrenalina, então escolhi os parques que senti que mais poderiam me recompensar nesse quesito, com uma ressalva: eu gostaria de ter escolhido o Kawana Park no lugar do Lagoa, porém a quantidade de atrações fechadas me desanimou na hora de comprar o ingresso. Sem dúvidas, os melhores parques aquáticos de Caldas Novas são o Hot Park e o diRoma, ambos com atrações recém-inauguradas. O diRoma reformou totalmente o Complexo do Vulcão, trazendo novos toboáguas com fibra de vidro colorida, o que dá um aspecto alucinante na hora de descer-los e o Hot Park trouxe o Turbilhados, uma dupla de toboáguas de alto padrão internacional que proporcionam experiências divertidíssimas para toda a família em grupos de bóias. Foi o Turbilhados, uma atração inédita no Brasil, o responsável por me fazer planejar essa viagem à Caldas Novas para comemorar meu aniversário de 29 anos. Eu não via a hora de chegar ao Hot Park e experimentar o Turbilhados quantas vezes fosse possível, além de boiar infinitamente na Praia do Cerrado! Os voos de e para o Aeroporto de Caldas Novas acontecem de forma sazonal às quinta-feiras e domingos, o que torna perfeito para viajar durante quatro dias em períodos de férias. Entretanto, esses voos costumam ser muito caros, devido ao conforto de pousar na cidade. A opção mais barata é pegar voos para Goiânia e assim, continuar o trajeto até Caldas Novas via transfer (opção mais cara) ou via ônibus pela Viação Estrela ou Viação Paraúna na Rodoviária de Goiânia . O trajeto entre o Aeroporto de Goiânia e a Rodoviária de Goiânia é bem tranquilo, e dura uns 20 a 30 minutos, dependendo do trânsito. O ônibus funcionou muito bem e eu cheguei de forma tranquila após 3 horas em Caldas Novas. A rodoviária de Caldas Novas não fica tão no centro da cidade, mas existem táxis e ubers disponíveis para te levar até o hotel. Chegamos em Caldas Novas por volta das 17 horas, tendo pousado em Goiânia às 13 horas. Fomos direto ao L’Acqua diRoma I, uma hospedagem do grupo diRoma que fica dentro de um condomínio de hotéis e apartamentos pequenos. Esse conjunto são interconectados por uma grande rotatória que no meio fica o Jardins Acqua Park, um parque aquático com piscinas e pequenos tobogãs em que todos os hóspedes do complexo possuem acesso, e também, onde o café da manhã do tipo buffet (pago R$ 35) ocorre. As águas das piscinas são muito quentinhas, o que faz com que os hóspedes, muitas vezes, fiquem aproveitando-as até de madrugada! O pequeno apartamento era composto de cozinha, sala com sofá cama, e quarto com banheiro. Deixamos as coisas nele e fomos para o centro de Caldas Novas, mais especificamente para o parque de diversões Kitakas. O Kitakas estava bem diferente da última vez que o vi: agora, tinha ganhado portões e grades, e novas atrações estavam presentes, como uma roda-gigante, uma torre de queda livre e um brinquedo do tipo tapete mágico. A fila para entrar no Kitakas era enorme, dava a volta no quarteirão (mas andava rápido)! O parque estava com um ótimo público, e era um ótimo ponto para os turistas interagirem com a população local. São duas montanhas-russas, ambas para crianças e suas famílias, porém o parque também tem brinquedos radicais, como o Crazy Dance, o labirinto de obstáculos American Show, o incrível Tapete Mágico e o Turbo Drop, uma pequena torre de queda livre. Cada brinquedo é R$ 10, e um pacote com 5 ingressos para os brinquedos custa R$ 40. Diversão justa! O centro de Caldas Novas tem várias atrações à noite: além do Kitakas, você pode ir à Feira do Luar, uma feira gastronômica atrás do Kitakas que tem comida típica da região, além de outros lugares do Brasil. A cidade também tem uma quantidade absurda de lojas de souvenirs e roupas de banho. Para quem gosta, Caldas Novas não decepciona e tem ótimas baladas de sertanejo, além de ter festivais do gênero, como o Caldas Country Festival e Verão Multiverso. Ao redor do Kitakas, ficam ótimos restaurantes de todas as culinárias possíveis. Participei de um rodízio maravilhoso na Fornalha Pizzaria, na rua Cap. João Crisóstomo, 172. O dia seguinte foi dia de Hot Park , o maior parque aquático da região e o principal motivo para visitar Caldas Novas. O parque havia mudado muito desde a minha última visita em 2017, tendo se modernizado ainda mais e adicionando a mega-atração Turbilhados. Ter visitado na sexta-feira ajudou bastante em relação ao público, já que não tivemos problemas para curtir nenhuma atração devido à filas. O clima do parque, ao redor das árvores do cerrado, é maravilhoso, e os toboáguas divertem todos os gostos. Além do Turbilhados, um lugar maravilhoso é a Praia do Cerrado, duas piscinas de ondas imensas com águas super quentinhas, música ao vivo e ótimos restaurantes. Depois de entrar na Praia do Cerrado, é muito difícil sair! A quebra na adrenalina constante veio no Lagoa Termas Parque , um parque aquático na zona norte de Caldas Novas, que parece um gigantesco clube para os hotéis ao redor. Os toboáguas são bem menores que os do Hot Park, mas são igualmente divertidos. O destaque do parque é o Autorama, um toboágua de corrida totalmente radical, em que você desce em alta velocidade, além do conjunto de piscinas, em que cada uma tem uma temperatura diferente da água. O Lagoa ainda oferece ótima música ao vivo e ótimas lanchonetes de petisco e comida para quem prefere passar o dia torrando no sol na Ecopraia. Esse parque aquático é perfeito para quem tem aquele grupo de pessoas que querem relaxar e que querem curtir os brinquedos. É possível fazer os dois o dia inteiro e você nem sentirá a hora passar. O último parque aquático da viagem foi o diRoma Acqua Park , o principal parque aquático do grupo diRoma, localizado bem no centro da cidade. O diRoma é facilmente identificado pelo vulcão gigante com toboáguas, onde ficam as melhores atrações do parque. Construído em uma ladeira, o diRoma possui quatro níveis diferentes interconectados por escada, não sendo nada acessível para pessoas com necessidades especiais. Similar aos seus vizinhos em Caldas Novas, tem uma piscina de ondas gigante com música e aulas de dança, e com ótimos lugares para pegar sol. Para quem gosta de adrenalina, o parque possui ótimos toboáguas de corpo, de bóia e de tapetes! Assim como o Lagoa, o diRoma também tem águas em diferentes temperaturas espalhadas pelas piscinas do parque. Para quem gosta de relaxar, o parque oferece um conjunto de pequenas piscinas com água quente para comer e curtir o bar. Depois do diRoma, foi o tempo de dormir mais uma noite e partir em direção à Goiânia para pegar o voo de volta na segunda-feira. Sinto que Caldas Novas é um destino que, apesar de não ter atrações novas o tempo todo, é perfeito para voltar continuamente, especialmente para relaxar nas águas quentes (as mais quentes que já vi no Brasil! - e eu falo com propriedade porque eu AMO água quente e sou muito chato com a temperatura da água). É um destino pequeno, com todas as atrações sendo bastante próximas umas das outras, sem necessidade de alugar carro - dá para se virar bem com táxis e Ubers, com corridas no preço médio de R$ 20. Entretanto, os Ubers normalmente não gostam de levar somente à ida para parques como Hot Park e Lagoa, e se aceitarem sua corrida, vão pedir para combinarem com eles a volta, à parte. As refeições na cidade e nos parques aquáticos variam de R$ 30 a R$ 45, mas são de extremo bom gosto. Com certeza não demorarei para voltar da próxima vez, especialmente se o Hot Park resolver trazer mais uma mega atração como o Turbilhados. Quanto custa viajar para Caldas Novas? Data: Maio de 2023 Período: 4 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Goiânia-Rio de Janeiro: R$ 486 (via Latam) Passagem rodoviária Goiânia-Caldas Novas-Goiânia: R$ 120 Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 20 Preço Caldas Novas-Hot Park-Caldas Novas: R$ 160 Preço Caldas Novas-Lagoa Termas Parque-Caldas Novas: R$ 40 2) Hospedagem (dividido por 2) 3 noites no L'Acqua diRoma I: R$ 317,50 3) Ingressos e passeios Hot Park: R$ 159 Kitakas: R$ 40 Lagoa Termas Parque (com almoço): R$ 134,90 diRoma: R$ 120 4) Diversos Comida: R$ 500 TOTAL (por pessoa): R$ 1.597,40 (custos 1 à 3) + R$ 500,00 (custo 4) = R$ 2.097,40 Roteiro: 11/mai - Chegada em Caldas Novas / Kitakas 12/mai - Hot Park 13/mai - Lagoa Termas Parque 14/mai - diRoma 15/mai - Retorno ao Rio de Janeiro << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para o Beto Carrero World e Balneário Camboriú
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Florianópolis | Balneário Camboriú | Pomerode | Gaspar | Penha | Capão da Canoa 26 de jan. de 2023 Desde quando o Acqualokos, um parque aquático e de diversões no litoral gaúcho, inaugurou a La Inversa, uma montanha-russa invertida feita pelo próprio parque, queria ir até o Sul para poder experimentá-la. Quando vi que tinha uma promoção de passagem aérea para a cidade de Florianópolis, não pensei duas vezes antes de comunicar aos meus amigos que gostaria de visitar o Acqualokos. Como os dois são parqueiros de coração como eu, estendemos o roteiro, e fizemos de uma visita a um parque aquático uma pequena viagem pelos parques do litoral sul do Brasil. O roteiro da viagem acabou que se tornou uma pequena reedição de uma viagem que havia feito com minha mãe em 2009 (vocês encontrarão alguns throwbacks!). Florianópolis fica quase no meio de todos os lugares que estávamos com planos para ir: 4 horas para o Acqualokos e 2 horas para o Beto Carrero World. Decidimos que para o Acqualokos precisaríamos de hospedagem na cidade porque ficaria muito pesado a ida e a volta, mas deveríamos ter feito o mesmo em relação à região do Beto Carrero e Balneário Camboriú. O trânsito na região era muito intenso, o que nos cansou em dirigir todo o percurso necessário. Na volta de um parque, você está destruído e sem energia, então dirigir mais de uma hora não é recomendável. A região Sul do Brasil é lar de bastante parques aquáticos, como o Recanto da Natureza , o Água Show Park , Cascata Carolina , Araucária Acqua Park , Vale Encantado Thermas Park , entre outros. Entretanto, por mais que eu gostaria, seria impossível visitar todos em menos de 15 dias de viagem, contando os tempos de deslocamento. Escolhi os dois que estava mais curioso em conhecer e conjuguei com outros parques de diversões durante os quatro dias. Uma semana antes de viajar, eu peguei um resfriado super forte, que me derrubou na cama. Tive que começar um tratamento de choque antes de viajar, mas, mesmo assim, não consegui ficar 100% bom de saúde para que eu estivesse inteiro. Cheguei em Florianópolis aos trancos e barrancos, mas tinha que ressuscitar para os próximos cinco dias de viagem. Conseguimos uma pousada linda no Campeche, um bairro muito tranquilo de Floripa e começamos nossa viagem pelo litoral Sul. O sol brilhava no céu do sul e estava pronto para me divertir! Começamos o primeiro dia no Beto Carrero World , maior parque temático da América do Sul e um dos melhores do Brasil. O dia estava perfeito para o fim de janeiro, com público médio e dando para curtir todas as atrações. Conseguimos experimentar o Rebuliço, a mais recente atração adicionada ao parque, além de relembrar como é descer na Big Tower, agora repaginada com a temática Hotwheels. Assistimos os shows de Madagascar e o clássico O Sonho do Cowboy, e nos refrescamos no Madagascar Crazy River Adventure. As montanhas-russas, FireWhip e Star Mountain, estavam maravilhosas como sempre! O parque ainda prepara uma nova área temática para inaugurar, baseada nas arminhas de brinquedo Nerf. Já quero voltar para conferir! Atrações Rebuliço, Firewhip e Star Mountain no Beto Carrero World Saímos em direção ao Alles Park , um parque de diversões cultural que fica em Pomerode, na região de imigração alemã de Santa Catarina. O lugar é uma gracinha, possuindo arquitetura típica da Alemanha, e itens que os alemães gostam de comer e beber, como diversos tipos de cerveja, como Pilsen e IPA, além de sanduíches com salsichas. Além disso, tem uma banda tocando músicas famosas do país! A atração que destaca o Alles Park é a Vila da Neve, um espaço com neve artificial, tobogã de gelo, casas de Natal, cavernas e bonecos temáticos. É muito, muito frio! Se eu fosse um carioca mais resistente ao frio, com certeza teria ficado mais tempo! Outra opção muito legal é o brinquedão gigante, com piscinas de bolinhas, percurso de obstáculos e itens infláveis - o melhor é que adultos podem ir! Existem outros brinquedos, como carrossel, roda-gigante, aviõezinhos que sobem e descem, labirintos de espelhos, fontes de água dançantes, e playground, que são muito apelativos às crianças. O parque também oferece ótimas lojas, e assim, é um excelente lugar para passar a noite com a família. Vila da Neve no Allespark Aqui foi o ponto da viagem que deveríamos ter parado num hotel em Balneário Camboriú ao invés de voltar para Florianópolis, mas vencemos o cansaço e seguimos mesmo assim. No dia seguinte, pegamos a estrada de novo para o Cascanéia , o maior parque aquático do estado, e lar de um balanço radical gigantesco! Localizado em Gaspar, o Cascanéia fica em um vale, que, agregado com um calor absurdo que pairava sobre Santa Catarina, me causou uma baixa de pressão absurda! Além disso, o parque estava claramente superlotado, e todas as filas de alimentação eram gigantescas, até o ponto de acabar a comida. As atrações ficavam em espaços desconfortáveis para espera e até nas piscinas era impossível ficar em paz. Gostaria de visitar o Cascanéia outra época do ano, para ver se dou mais sorte. O fim de tarde e noite foi em Balneário Camboriú, que fica bem perto de Gaspar. Balneário oferece uma linda orla, com várias atividades. Os grandes atrativos da cidade são o Parque Unipraias e a roda-gigante , cada um localizado em uma extremidade da praia central. Ao longo da orla, dá para encontrar vários restaurantes de diferentes culinárias. Mas, foi nas ruas de Balneário que jantamos uma ótima pizza tradicionalmente italiana no Jacaré Vermelho (Rua 3020, 60). Outras opções legais para se divertir em Balneário Camboriú incluem o Barco do Capitão Gancho , o Aquário , passeios de jet ski e o restaurante mexicano Guacamole . Orla de Balneário Camboriú em 2009 Yoohoo! Barco do Capitão Pirata Começamos a longa viagem até Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, bem cedo! O trajeto descendo o litoral catarinense e entrando no litoral gaúcho é maravilhoso, com belas paisagens únicas no caminho. Chegamos no Acqualokos às 12h, e mesmo chegando duas horas após a abertura do parque, foi um dia excelente! O parque estava com um público muito tranquilo e sem nenhuma fila em qualquer atração. A mistura entre parque de diversões, parque aquático e fazenda é ótima, sendo possível ter diferentes tipos de diversão ao longo do dia. Lembra que eu estava animado para conhecer a La Inversa? Ela não decepcionou! A montanha-russa me deu algo que eu não sentia há algum tempo: medo! Ao fim do dia, assistimos ao belíssimo pôr-do-sol na praia principal de Capão da Canoa. Montanha-russa La Inversa no Acqualokos Chuá Mountain no Acqualokos Voltamos para Florianópolis no dia seguinte pela manhã, em que aproveitamos para conhecer um pouco do centro da cidade histórica, começando pelo Armazém Rita Maria, uma fábrica histórica restaurada que tem uma Starbucks e restaurantes gourmet, e seguimos para marcos como o Mercado Municipal e a Figueira, uma árvore centenária que se esparrama por toda a praça. Recolhi todos os meus medos e comecei a andar na área destinada a pedestres da Ponte Hercílio Luz, a ponte pênsil símbolo da capital catarinense que foi recentemente restaurada. Pude reeditar algumas fotos de 2009, de quando fui pela primeira vez! O almoço e o começo da tarde foi no bairro Santo Antônio de Lisboa, com edificações coloniais e ótimos restaurantes de frutos do mar. Para terminar o dia, fomos até o Hard Rock Café no Villa Romana Shopping. Que lugar incrível! Centro Histórico de Florianópolis Mercado Municipal de Florianópolis 2023 no Mirante da Ponte Hercílio Luz 2009 no Mirante da Ponte Hercílio Luz Almoço em Santo Antônio de Lisboa Peguei meu voo de volta para o Rio de Janeiro com um belo sorriso no rosto! A 2023 Sol do Sul Tour foi a terceira vez que estive na capital catarinense, e sigo apaixonado por Florianópolis e suas belezas. Recomendo muito ficar na parte sul da ilha, que é mais tranquila e próxima ao aeroporto e ao centro. Essa viagem serviu para abrir 2023 de maneira linda, e foi muito importante viajar com meus amigos. Foi a primeira vez que convivemos tanto tempo juntos, já que moramos em cidades separadas. Super aconselho, você, que está pensando em viajar, reunir uma galera e ir conhecer um destino do Brasil. Quem sabe esse não pode ser um teste para uma viagem maior e internacional? O céu é o limite e o sol sempre ilumina! Quanto custa viajar para Santa Catarina? Data: Janeiro de 2023 Período: 6 dias Número de pessoas: 3 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Florianópolis: R$ 500 (via Latam) Gasto de gasolina: R$ 400 2) Hospedagem (dividido por 3) 5 noites na Pousada Altas Natureza em Florianópolis: R$ 505 1 noite no Hotel Serramar em Capão da Canoa: R$ 142 3) Ingressos e passeios Acqualokos: R$ 75 Allespark: R$ 60 (ingresso promocional com Vila da Neve) Beto Carrero World: R$ 190 Cascaneia: R$ 60 (ingresso estudante) Parque Unipraias: R$ 180 (combo Teleférico + Yoohoo + Ziprider) 4) Diversos Comida: R$ 600 TOTAL (por pessoa): R$ 2.110,00 (custos 1 à 3) + R$ 600,00 (custo 4) = R$ 2.710,00 Roteiro: 26/jan - Chegada em Florianópolis / Praia do Campeche 27/ jan - Beto Carrero World / Allespark 28/ jan - Cascaneia / Balneário Camboriú + Parque Unipraias 29/ jan - Acqualokos 30/ jan - Centro Histórico de Florianópolis + Ponte Hercílio Luz + Hard Rock Café 31/ jan - Santo Antônio de Lisboa / Retorno ao Rio de Janeiro "Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez" Frase sobre Beto Carrero << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para os parques de diversões de São Paulo
HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL São Paulo 12 de nov. de 2020 O ano de 2020 ficou mundialmente marcado pelo início da pandemia de COVID-19, e por consequência, pela total paralisação das viagens. Quem ousava se deslocar, era apenas por extrema necessidade e respeitando regras sanitárias rígidas. Todos os planos que eu havia feito para o ano, viajar a costa leste da América do Norte, tinham sido massacrados pelo fechamento das fronteiras e bloqueios. O momento que caiu a ficha que essa viagem não iria acontecer no ano, mesmo com tudo comprado, foi um baque que me desnorteou. Felizmente, com o avanço da indústria farmacêutica com as vacinas, o turismo foi voltando aos poucos, e em Junho de 2021, consegui realizar os planos de 2020 em uma viagem ainda mais épica do que o originalmente planejado. Voltando à 2020, o ano seguiu sendo um dos piores que eu (e acredito que muitas pessoas) tenham vivenciado. O início foi, de fato, com muitas incertezas e de mais um percalço que eu não previa: por conta do trabalho, tive no mês de outubro uma Síndrome de Burnout, que é o esgotamento mental com consequências no corpo físico. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) sempre me acompanhou desde criança, e por mais que eu já convivesse com alterações absurdas de adrenalina, o Burnout era algo que eu nunca havia vivido. Um conselho foi unânime entre os profissionais que haviam me atendido: fazer aquilo que mais me relaxava e mais me deixava feliz, para ajudar o meu cérebro a produzir as substâncias necessárias para eu poder me recuperar rápido. Não tive dúvidas do que seria: andar de montanha-russa. Mas, como eu não tinha montanhas-russas legais no Rio de Janeiro para ir, recorri à cidade que mais amo nesse país: São Paulo. Dessa vez, não seria uma rápida viagem somente com um ou dois parques. Para compensar o tempo longe dos aviões e visitar novamente lugares em que fui muito feliz no ano passado, o plano era ir no máximo de parques da região da Grande São Paulo em apenas três dias. Mesmo com a garoa tradicional de São Paulo caindo, esses parques foram o verdadeiro início da minha cura! A região da Grande São Paulo é a região do Brasil com maior concentração de parques de diversão. Apesar de nem todos serem grandes, tentei me organizar junto com meus amigos para visitar todos eles. Infelizmente, devido ao mau tempo, não foi possível encaixar os parques aquáticos Wet ‘n Wild , em Itupeva (que acabei visitando em outro fim de semana e você pode conferir as fotos mesmo assim! :D), e o Magic City, em Suzano. Quando cheguei na cidade na manhã de uma sexta-feira de novembro, chovia a famosa garoa pela qual São Paulo é conhecida. Como já previa o roteiro, foquei nos três pequenos parques que ficam em shoppings centers. Como pousei em Guarulhos, o primeiro parque foi o Neo Geo World , que fica dentro do Shopping Internacional. O Neo Geo possui duas montanhas-russas familiares, sendo uma que passa por cima de todo o parque e é fortinha, viu!? As atrações podem ser aproveitadas por pessoas de todas as idades. Torre de queda livre, barco-pirata, bate-bate, roda-gigante e simulador são alguns exemplos de outras atrações que fazem o Neo Geo ser uma ótima opção para uma tarde de diversão. A próxima parada foi o Shopping Aricanduva, onde o Playcenter construiu um novo parque chamado Playcenter Family , em que pais e filhos podem continuar se divertindo como no antigo parque na Barra Funda. O grande destaque do Play Family é o Disk’o, o maior brinquedo desse tipo no Brasil: eu rodei num disco gigante até o topo do teto do parque! Ainda temos a montanha-russa Dragon, o barco pirata, bate-bate, carrossel, percurso de obstáculos, carrossel, torre de queda livre e os arcades mais divertidos que já vi! As máquinas dão muitos tickets para você trocar por prêmios! O último parque da sexta-feira foi o HotZone do Shopping Morumbi , um pequeno parque indoor lotado de fliperamas e arcades de jogos radicais e infantis. Se você curte dirigir, dá para andar de kart e bate-bate por lá! Para quem gosta de tecnologia, pude experimentar a montanha-russa virtual e foi uma experiência bem bacana! O Morumbi Shopping também é uma ótima opção para fazer compras em lojas de alto padrão e aproveitar para comer em um restaurante famoso, como a churrascaria Fogo de Chão, o Outback, o Olive Garden, o TGI Fridays, e o Cabana Burger. O trajeto entre os três parques foi feito via Uber, pelo motivo dos dois primeiros ficarem longe de estações de metrô/trem. O Morumbi Shopping possui a estação de trem Morumbi bem perto. No sábado, me dirigi à rua Haddock Lobo para pegar o ônibus da Consulado do Turismo em direção ao Hopi Hari , meu parque temático favorito no Brasil. Estava muito feliz em poder voltar ao Hopi depois de tanto tempo longe, principalmente depois das reformas feitas pela nova administração. O Hopi ganhou nova vida, principalmente durante o evento Natal Mágiko, em que o parque fica todo decorado com decoração natalina e com shows exclusivos, incluindo show de fogos! Vale muito a pena visitar o Hopi Hari, e aproveitar todos os brinquedos funcionando. As melhores atrações são a Katapul, montanha-russa de lançamento que vai e volta; o Ekatomb, um brinquedo giratório em alta velocidade; a Vurang, uma montanha-russa no escuro em que os carrinhos giram em torno do próprio eixo; e o Rio Bravo, uma corredeira selvagem em que todo mundo fica encharcado! Se eu rebobinar minha vida até a minha infância, eu dei os primeiros passos para amar parques de diversão indo nos brinquedos do Campo de São Bento, na minha cidade, Niterói (RJ). Em São Paulo, o lugar mais semelhante ao que eu tinha no Campo é a Cidade da Criança , um dos parques históricos em funcionamento no Brasil. Construído e inaugurado no fim dos anos 1960, até hoje mantém a “cara” inicial: brinquedos para os seres humaninhos que querem sentir a adrenalina pela primeira vez na vida. Mas, isso não significa que adultos não podem se divertir também! A Cidade da Criança têm atrações para todas as idades, como o Tapete Mágico, o Speed, o Trenó Aquático, o Barco Pirata, o Kaboom, o Samba, o Túnel do Terror, e o raríssimo Submarino, um brinquedo subaquático! Duas montanhas-russas também podem receber pessoas de qualquer idade, apesar de serem destinadas ao público infantil: a já conhecida Brucomela e a invertida Magic Bee. A Cidade da Criança não tem nenhuma estação de transporte público muito perto, somente a estação de trem Prefeito Celso Daniel-Santo André, que fica 16 minutos distante de carro. Depois do período frequentando o Campo de São Bento, cresci um pouquinho e fui visitar a unidade do Parque da Mônica no Rio de Janeiro. Como amava o Bate-Pneu, as casas dos personagens… Visitar a nova versão do Parque da Mônica no Shopping SP Market foi um retorno às minhas raízes e eu não podia esconder a felicidade! Com um ar bem mais moderno do que as versões anteriores, o parque tem as melhores atrações para crianças do Brasil inteiro! O maior destaque é a Montanha-Russa do Astronauta (nossa “Space Mountain” brasileira), cheia de efeitos! Para quem gosta de se molhar, o Horacic Park é um divertido passeio com uma ótima queda (que dá para ver todo o parque!). Tem também o ótimo simulador Coelhada nas Estrelas e uma fofa atração interativa chamada Missão Fundo do Mar. Mas, o que realmente deixou meus olhos cheios de lágrimas foram os personagens falarem com suas vozes originais com os visitantes! O Shopping SP Market, onde fica o Parque da Mônica, fica em frente à estação de metrô Jurubatuba. Para fechar o domingo e a 2020 Terra da Garoa Tour, peguei um Uber e me dirigi até o bairro de Itaquera (bem perto do estádio do Corinthians) para ir no elogiadíssimo Parque Marisa , um dos menores parques de diversão do Brasil, mas um dos mais conservados e bem mantidos! Presente do dono para a sua esposa (daí o nome Marisa!), o parque tem ótimas atrações, como uma versão um pouco menor do Disko do Playcenter Family; os tradicionais Crazy Dance e Kamikaze; o Trem Fantasma; a Roda-Gigante; o Bate-Bate; o Barco Viking, e a estrela do parque: a Super Montanha-Russa, uma montanha-russa que de fora parece comum à outros parques que você já viu, mas que, na verdade, é uma máquina de emoção e intensidade! Para chegar ao Parque Marisa, recomendo ir até a estação de metrô/trem Corinthians-Itaquera e pegar um Uber após. Fui para o aeroporto de alma lavada! Me senti bem melhor depois de ter passado esses dias com os meus amigos, que tiveram um papel fundamental na minha rota de cura da Síndrome de Burnout. A região da Grande São Paulo é o local que mais concentra parques de diversões no Brasil, então existem outras formas de combinar os parques. Por exemplo, a região do Hopi Hari e do Wet’n Wild é ótima para um fim de semana: combina parque temático, parque aquático, e um dos melhores shoppings do Brasil, o Outlet Premium São Paulo . Nos shoppings da capital, o Parque da Mônica, o Playcenter Family e o Neo Geo World são os maiores destaques, e podem ser facilmente combinados com lugares ótimos para crianças, como o Museu da Língua Portuguesa na estação da Luz, e o Museu Catavento Cultural. Além disso, São Paulo oferece restaurantes incríveis como o Charada Burger e o Jurassic Park Burger Restaurant . Não pense que a maior cidade do Brasil só tem prédios, viu? Você se diverte muito! Quanto custa viajar para São Paulo? Data: Novembro de 2020 Período: 3 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-São Paulo: R$ 300 (via GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 35 2) Hospedagem 3 noites no Ibis Budget São Paulo Paraíso: R$ 850 3) Ingressos e passeios Wet'n Wild (remarcado): R$ 130 Neo Geo World: R$ 10 a R$ 15 por atração Playcenter Family: R$ 8 a R$ 13 por atração HotZone no Morumbi Shopping: R$ 11 a R$ 17 por atração Hopi Hari: R$ 130 Cidade da Criança: R$ 50 Parque da Mônica: R$ 100 Parque Marisa: R$ 50 - 10 atrações 4) Diversos Comida: R$ 400 TOTAL (por pessoa): R$ 1.800,00 (custos 1 à 3) + R$ 400,00 (custo 4) = R$ 2.270,00 Roteiro: 13/nov - Chegada em São Paulo / Neo Geo World / Playcenter Family / HotZone no Morumbi Shopping 14/nov - Hopi Hari 15/nov - Cidade da Criança / Parque da Mônica / Parque Marisa 16/nov - Retorno ao Rio de Janeiro "Existe diversão em São Paulo!" Eu mesmo << Viagem anterior Próxima viagem >>

