top of page

Buscar neste site

1085 resultados encontrados

  • Revolution - A história da montanha-russa com o trem mais longo do mundo

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! < Voltar Revolution - A história da montanha-russa com o trem mais longo do mundo Compartilhar João Vitor Becker 23 de mai. de 2024 Conheça a história de um dos modelos de montanha-russa mais curiosos já feitos Há modelos de montanhas-russas que estão presentes em vários parques ao redor do mundo, algumas chegam a estar presente em todos os continentes do planeta. É fácil citar alguns modelos, como por exemplo a Boomerang da fabricante holandesa Vekoma, que se consagrou como uma das montanha-russas mais fabricadas do mundo. Somente enquanto você lê este post há 55 Boomerangs operando ao redor do globo. Mas por outro lado, há também montanhas-russas que são únicas, que são exclusividades de poucos parques e em alguns casos de apenas um parque. Já imaginou uma montanha-russa que só existe em apenas um parque no mundo? É possível? Lógico, tanto que uma delas será a estrela deste post, a icônica Revolution do parque Bobbejaanland, na Bélgica. Antes de eu contar a história da montanha-russa, claro que temos que falar um pouco sobre o parque onde ela está localizada. O parque é Bobbejaanland, parque de diversões inaugurado em 1959 em um terreno com mais de 30 hectares na pequena vila chamada Lichtaart, no município de Kasterlee, à 43 km da cidade de Antuérpia e à pouco mais de 90 km da capital belga, a cidade de Bruxelas. O parque foi inaugurado pelo cantor de música country europeia belgo Bobbejaan Schoepen, e décadas mais tarde já se consolidava como um dos melhores e principais parques de diversões da Bélgica segundo o site de viagens Trip Advisor, juntamente com parques como o Walibi Belgium, Plopsaland e Phantasialand. O parque possui muitas atrações icônicas, como o Sledgehammer um Giant Frisbee da HUSS, Typhoon uma montanha-russa do modelo Euro-Fighter da Gerstlauer, a montanha-russa Dreamcatcher do modelo Air Race da Vekoma, Bob Express uma montanha-russa do modelo Powered Coaster da Mack Rides, Oki-Doki uma montanha-russa familiar do modelo Junior personalizada da Vekoma, Fury a mais nova aquisição do parque uma montanha-russa do modelo Infinity Coaster também da Gerstlauer e claro a estrela de nosso post, Revolution. Inaugurada em 1989, Revolution é uma das atrações mais icônicas do parque (senão a mais icônica de todas), isto devido ao fato dela ser uma montanha-russa exclusiva do parque. Ela não existe em nenhum outro lugar do mundo, mas já existiu. Do modelo Illusion da fabricante neerlandesa Vekoma, a montanha-russa usa o sistema de trilhos MK-700, ela possui 765 metros de extensão e 28 metros de altura. Ela opera com apenas um trem com 30 carros, podendo cada carro levar até 2 pessoas totalizando 60 pessoas por ciclo. Porém, o modelo Illusion foi descontinuado meses após ter sido apresentado e despertou interesse em apenas dois parques, Bobbejaanland e o extinto Opryland USA em Nashville no Tennessee, Estados Unidos. A montanha-russa que operou no Opryland era chamada de Chaos e ao contrário de sua irmã belga ela operava com um trem de 40 carros, o que fez dela a montanha-russa com o maior trem do mundo. Porém Chaos operou por apenas 8 anos até 1997, quando o Opryland USA foi fechado. Chaos assim como muitas outras atrações do parque foram vendidas para a Premier Parks que realocou a montanha-russa e outras antigas atrações para o Old Indiana Fun Park, um antigo parque de diversões localizado em Thorntown no Estado de Indiana e que a empresa tinha planos de reabrir, o que nunca aconteceu. Algumas atrações foram vendidas como é o caso da Rock'n'Roller Coaster, atual Canyon Blaster do Six Flags Great Escape, porém Chaos nunca ganhou um novo lar, sendo assim demolida. Eu li há algum tempo atrás em algum lugar na internet que os trens da Chaos haviam sido vendidos para o Bobbejaanland e reusados na Revolution, porém não posso confirmar se esta afirmação é verídica. Desde a demolição da Chaos, Revolution se tornou a montanha-russa com os maiores trens do mundo. Até agora eu falei um pouco sobre a Revolution e a história dela. Mas... como é o funcionamento da montanha-russa? Vale citar que Revolution é uma montanha-russa do tipo Enclosed Coaster, popularmente conhecida como "montanha-russa indoor", "montanha-russa no escuro" ou "Vurang" como esse tipo de montanha-russa é conhecido no Brasil, já que só temos ela como montanha-russa do tipo aqui em nosso país. Após o longo trem sair da estação, ele entra em uma grande sala dentro da estrutura onde a montanha-russa fica. Nesta sala, o trem sobe um lift em espiral. Enquanto o trem sobe o lift, é exibido em uma tela que fica no teto da estrutura um filme de 70mm que mostra imagens como um pêndulo, um relógio misterioso, uma lua antropomórfica (que lembra a lua do filme "Viagem à Lua" de Georges Mélies) um olho, um buraco de minhoca, um relógio digital e explosões de átomos. O filme projetado nas telas foi produzido pela produtora norte-americana R/Greenberg Associates, conhecida por ter sido responsável pela criação dos créditos de abertura de filmes como "Superman" e o clássico do terror vencedor do Óscar "Alien: O Oitavo Passageiro". Originalmente, a montanha-russa contava com 2 telas de projeção, a tela do teto da estrutura e uma que ficava próxima ao chão da estrutura. As telas possuíam efeitos sincronizados onde todas as ações que ocorriam na tela superior tinham continuidade na tela inferior, mas a tela de inferior foi removida e substituída por um "buraco" que simula um vulcão ativo. Tendo chegado no topo do lift em espiral o trem deixa a sala interna e entra em uma espiral descendente ao redor da sala do lift podendo atingir até 50 km por hora, até reentrar brevemente na sala interior (quando é exibida uma engrenagem na tela de projeção), frear e retornar à estação. Durante a espiral descendente, o trem passa por alguns paineis onde são exibidas imagens animadas como de fogo, vidros quebrando-se e um portal do tempo, porém algumas dessas projeções foram substituídas ao longo dos anos por luzes estroboscópicas e outros efeitos. As únicas diferenças do funcionamento da Revolution para a sua irmã estadunidense Chaos é de que na Chaos as telas de projeção superior e inferior da sala do lift se danificaram com o tempo e foram substituídas por efeitos em laser e por esculturas como a de um dragão e uma escultura que simulava um reator nuclear. Após as mudanças a montanha-russa foi reaberta com o novo slogan que dizia "now more chaotic than never" ou "agora mais caótica do que nunca" em tradução livre para o português. Uma música foi composta especialmente para a montanha-russa, no entanto foi substituída por um trecho de pouco mais de 2 minutos de duração de uma composição em sintetizadores chamada "Bones on the Beach" do álbum Xcept One do compositor alemão Michael Hoenig, conhecido por ter composto a trilha sonora de filmes como a do documentário experimental "Koyaanisqatsi: Vida Fora de Balanço" e o remake de 1988 do filme de terror "A Bolha Assassina" assim como de séries televisivas como "MaxHeadroom" e "Dark Skies" e jogos como "Baldur's Gate". A composição "Bones on the Beach" de Michael Hoenig foi usada tanto em Chaos quanto na Revolution. Porém a Revolution também operou com outras composições, como é o caso de "Italien Capriccio" do renomado compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky. Em 2008 a montanha-russa foi renomeada como (R)evolution, de forma com que se encaixasse na temática de selva da área onde está localizada, a área Banana Bos, onde também opera a excêntrica atração King Kong, de fabricação pela HUSS Rides. Para maior imersão na temática da área Banana Bos, o filme e a música foram alterados porém esta mudança durou pouco já que em 2014 (para a alegria de muitos) a montanha-russa voltou a se chamar Revolution e voltou a operar com o seu filme e música originais. De meados do ano de 2016 até janeiro de 2023 a montanha-russa, assim como muitas outras montanhas-russas ao redor do mundo (principalmente falando das montanhas-russas da rede Six Flags) passou a operar com os óculos VR (Virtual Reality) ou óculos de realidade virtual da Samsung. O passeio obviamente continuou o mesmo, mas quem usava os óculos de realidade virtual experienciava uma aventura de escape de um vulcão ativo. A experiência ganhou o nome de Mountmara. Recentemente a montanha-russa passou por uma breve reforma com um custo estimado em 1 milhão de euros. Os trens foram repintados nas cores originais, preto, cinza e verde água, e algumas das antigas projeções nos paineis como a do portal tiveram seu retorno, para a alegria de fãs do parque e da montanha-russa, que a apelidam carinhosamente de "eeuwige bocht naar links" ou "eterna curva para a esquerda" em tradução livre do neerlandês, por conta do lift em espiral para a esquerda. Esta foi um pouco da história da montanha-russa Revolution do parque Bobbejaanland. E aí já visitou o parque? Já andou nesta icônica montanha-russa? Se sim, deixe nos comentários! Anterior Próximo

  • Não foi somente o Hopi Hari - veja parques que ganharam uma nova chance de operar

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! < Voltar Não foi somente o Hopi Hari - veja parques que ganharam uma nova chance de operar Compartilhar Raphael Figueiredo 3 de fev. de 2022 A vitória que o Hopi Hari conquistou com a aprovação do plano de Recuperação Judicial foi celebrada por muitos! Mas, outros parques pelo mundo também passaram por situações semelhantes. Veja quais tiveram finais felizes! Ontem (02), o Hopi Hari teve seu plano de recuperação judicial aprovado por 80% dos credores após uma reunião de aproximadamente nove horas online entre o parque e os advogados dos credores. O parque, que já passou por capítulos terríveis em sua história e chegou a fechar em 2016, teve seu plano aprovado pelo BNDES e Prevhab, os mais importantes credores do processo. Apesar da pandemia de Covid-19, o Hopi Hari conseguiu um faturamento de R$98 milhões no ano passado e alcançou R$ 32 milhões de lucro. Em 148 dias abertos em 2021, foram 733 mil visitantes, conforme a atual administração. Uma média de 4,9 mil pessoas por dia. Com a aprovação do plano de recuperação judicial, o Hopi Hari deverá seguir com os projetos para novos investimentos no empreendimento, e assim, ganhar uma nova vida. Kentucky Kingdom Aberto em 1987 com o objetivo de iniciar o turismo na capital mundial do frango frito, Louisville, o principal parque temático do estado do Kentucky, Estados Unidos, fechou suas portas em 2010 quando a Six Flags não chegou a um acordo com a prefeitura da cidade e abandonou o espaço. Dois anos depois, o dono original do parque conseguiu chegar a um acordo com a força municipal, após duas tentativas fracassadas de compra anteriores. Foram investidos 120 milhões de dólares americanos, sendo 50 milhões para recuperar o parque e 70 milhões no acordo com a prefeitura. Em 2014, o Kentucky Kingdom reabriu para a cidade de Louisville e hoje já possui 3 montanhas-russas novas em seu quadro de atrações desde da sua reabertura, incluindo as mundialmente aclamadas Lightning Run e Storm Chaser. Comprovando o sucesso, a empresa que operam os fantásticos Dollywood e Silver Dollar City, a Herschend Family Entertainment, compraram o Kentucky Kingdom em 2021, e a expectativa é triplicar a qualidade do parque. Indiana Beach O "parque no meio do nada" quase fechou para sempre em 2020 (antes da pandemia começar!), terminando mais de 90 anos de diversão. Sua cidade, Monticello, localizada no meio da região agrária de Indiana, Estados Unidos, perderia mais de 200 postos de trabalho. A dona, a Apex Parks Group, chegou a dizer que "procurou muito" novos compradores, mas ninguém manifestou interesse. A prefeitura da cidade, desesperada, se comprometeu a doar 3 milhões de dólares para o futuro comprador, caso a venda se concretizasse. O Indiana Beach foi salvo pelo investidor milionário Gene Staples, baseado em Chicago. Para fornecer algo novo aos seus visitantes, Gene negociou duas montanhas-russas, uma Galaxy (comum nos parques itinerantes brasileiros) e a montanha-russa de três loops Quimera, do México. Há boatos que a montanha-russa Cascabel 2.0, também do México, foi negociada. California's Great America Imagina um parque temático no metro quadrado mais valioso do mundo: o Vale do Silício. Manter o California's Great America na cidade de Santa Clara, a uma hora de San Francisco, em um terreno vizinho das gigantes de tecnologia parecia uma tarefa impossível para Cedar Fair, rede dona do parque. Em 2011, a Cedar Fair chegou a confirmar que o parque seria vendido para a JMA Ventures por um valor de 70 milhões de dólares à vista, que iria demolir o parque para a construção do estádio de futebol americano do time San Francisco 49ers. Entretanto, a Cedar Fair chegou ao um acordo com o San Francisco 49ers e empurrou a JMA Ventures para fora do negócio, e cedeu um antigo terreno de estacionamento para o time construir o Levi's Stadium. A Flight Deck foi repintada em vermelho para homenagear o 49ers. A Cedar Fair adquiriu, em 2019, todo terreno em que o California's Great America está por 150 milhões de dólares. Drayton Manor O maior pesadelo de um parque temático é ter que lidar com dois elementos da natureza: água e fogo. No caso do Drayton Manor, da Inglaterra, ele sofreu com os dois. Todo o terreno do parque foi inundado, danificando brinquedos e estruturas, e pouco tempo depois, um incêndio quase destruiu a área infantil do trem Thomas. Além disso, o Drayton ficou seis meses fechado por conta da pandemia. Três meses depois, o parque entrou em recuperação judicial e foi rapidamente comprado pelo Looping Group, um grupo de investidores europeus especializados no mercado de parques de diversão. Desde da compra, o Drayton Manor já anunciou dois novos brinquedos e existe os rumores de uma nova área. O valor da compra foi de aproximadamente 15 milhões de libras. Six Flags Belgium & Holland A virada do milênio parecia promissora para a Premier Parks, empresa que controlava os parques Six Flags nos anos 90. Em 1998, a expansão para a Europa foi feita com a aquisição dos Walibi Holland e Walibi Belgium, que imediatamente viraram Six Flags Holland e Six Flags Belgium. A empresa estadunidense trouxe montanhas-russas e os personagens da Liga da Justiça e Looney Tunes. Walibi Belgium Walibi Holland Em 2004, a Six Flags já estava no quinto ano consecutivo de prejuízo, e decidiu vender sua divisão europeia. Por sorte, um grupo de investidores baseados em Londres comprou ambos os parques por 200 milhões de dólares e trouxe de volta a marca Walibi. Hoje, os parques Walibi e outros parques e atrações da Europa estão com a gigantesca Compagnie des Alpes. Playcenter Pernambuco O Playcenter moldou nosso setor no Brasil. O sucesso do grupo foi tão grande que Marcelo Gutglas expandiu a marca para dois novos empreendimentos: O Playcenter Great Adventure em Vinhedo e o Playcenter Pernambuco, em Recife. Por conta da crise do Plano Real, o Playcenter Great Adventure foi logo vendido (durante sua construção!) para um grupo de investimentos, virando Hopi Hari, e Marcelo seguiu apenas com o Playcenter São Paulo e Pernambuco. Entretanto, o Playcenter Pernambuco acumulava dívidas em 2002 foi vendido ao grupo italiano Leasure Park por 965 mil dólares americanos. O Leasure foi atrás da Parques Reunidos para fechar um contrato de franchising para o uso da marca Mirabilandia, que pertencia ao parque temático localizado em Ravenna, Itália. Hoje, o Mirabilandia busca se mudar para um terreno maior na cidade de Paulista, onde pretendem inaugurar duas novas montanhas-russas: a antiga Monte Makaya do Terra Encantada e uma do modelo Giant Inverted Boomerang, que pertenceu a um dos parques Six Flags. O Mundo da Xuxa Com 12 mil², o parque O Mundo da Xuxa abriu as portas em 03 de Julho de 2003, ao substituir as atrações do Parque do Gugu no Shopping SP Market. O investimento para a reabertura foi de aproximadamente 15 milhões, que nunca foi confirmado pela assessoria da rainha dos baixinhos. O Mundo da Xuxa levou 6 meses em fase de planejamento e construção. O Mundo da Xuxa Parque da Mônica Em 2015, a Xuxa Produções anunciou que concentraria seus investimentos na Casa X ("rede de festas infantis"), que conta com mais de 50 instalações. Com isso, o Shopping SP Market anunciou que se aproximou da Mauricio de Sousa Produções e firmou a nova versão do Parque da Mônica, inaugurada em Julho de 2015. O investimento foi de 38 milhões de reais para a aquisição de novas atrações e reforma do espaço do antigo O Mundo de Xuxa. O Parque da Mônica há 7 anos é um sucesso na sua nova casa! Anterior Próximo

  • Imperator: o brinquedo que inspirou o Evolution

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! < Voltar Imperator: o brinquedo que inspirou o Evolution Compartilhar João Vitor Becker 16 de jan. de 2024 Sucesso mundial, a atração Evolution foi inspirada em outra ainda maior Você com certeza já foi em um parque de diversões e muito provavelmente conhece uma atração chamada Evolution ou até mesmo já andou em um destes, afinal é uma das atrações de parques de diversões mais populares no mundo e também no Brasil, uma vez que dezenas e dezenas do modelo foram fabricadas. Mas você sabia que o Evolution foi inspirado em outra atração? Pois é, esta atração é o Imperator. De fabricação neerlandesa pela Ronald Bussink, o brinquedo é reconhecido pelo Guinness Book como a maior e mais pesada atração itinerante já construída e a sua história é tão interessante quanto a atração em si. Bora conhecer um pouco da história do Imperator? A Nauta Bussink (hoje conhecida como Ronald Bussink) foi por mais de 30 anos referência na fabricação de rodas-gigantes itinerantes de grande porte, tendo fabricado por exemplo a Roue de Paris, uma roda-gigante transportável de 60 metros de altura localizada na Place de La Concorde em Paris e inaugurada no ano de 2000. Aqui no Brasil, a Giranda Mundi do Hopi Hari e antiga Gigantona do Playcenter é mais um exemplo de uma atração fabricada pela Nauta Bussink. Mas mesmo tendo sido por muitos anos referência na fabricação de rodas-gigantes, a Nauta Bussink já fabricou outros tipos de atrações para parques de diversões (mesmo que poucas), como por exemplo a maior torre de observação itinerante do mundo a Top of the World com impressionantes 95 metros de altura e o Deca Dance, uma atração similar ao Crazy Dance, também bastante popular no Brasil. E entre essas atrações fabricadas pela Nauta Bussink está o Imperator que fez sua estreia na Oktoberfest de Munique de 1992. E logo na sua estréia já atraía a atenção de todos os presentes, por conta de sua imponência. Com 33 metros de altura e pesando quase 300 toneladas, o Imperator é reconhecido pelo Guinness Book of Records como a maior e mais pesada atração para parques de diversões já construída. Somente para você ter uma noção da grandiosidade da atração, ela necessitava de 16 carretas para o seu transporte. O Evolution necessita de apenas 2 carretas para ser transportado. Bastante similar ao Evolution, o Imperator consistia em um longo braço com uma roda giratória com 16 gôndolas com capacidade para 4 pessoas cada em uma extremidade, e na outra extremidade um contrapeso de 10 toneladas. No funcionamento, a roda giratória gira em alta velocidade, fazendo com que as 16 gôndolas se inclinem livremente. No Evolution as gôndolas inclinam através de um mecanismo por cilindros pneumáticos. Com a roda girando em alta velocidade, o braço lentamente gira 180° parando em uma altura de 33 metros. A roda giratória também para mas por um breve momento até começar a girar novamente. Então o braço gira mais 180° , completando assim um ciclo de 360° e encerrando o ciclo do seu funcionamento. O que fazia do Imperator uma atração bastante intensa, eram as altas forças G em que os passageiros eram submetidos durante o seu funcionamento. Apesar de ter inspirado o Evolution, o Imperator foi bem menos sucedido como atração. Foram fabricadas apenas 3 unidades. Duas delas rodaram a Europa em quermesses e feiras como a Oktoberfest. Uma dessas unidades foi posteriormente vendida para o parque italiano Mirabilandia e depois para o Six Flags Great Adventure, onde operou por poucos anos. Depois foi transferida para outro parque da rede Six Flags, o Six Flags St. Louis, onde operou até 2023 sob o nome de Xcalibur. A terceira unidade fabricada operou até 2005 no parque japonês Kure Portopialand em Hiroshima, ano em que o parque fechou suas portas. Desde então, encontra-se armazenada. Já o Evolution foi um sucesso no mundo inteiro, de fabricação italiana pela FarFabbri, o Evolution também surgiu durante a década de 1990. Inspirado no Imperator, era menor medindo 21 metros de altura. O braço gira consideravelmente mais rápido do que o Imperator, podendo fazer até 3 rotações por minuto. No Brasil, o primeiro Evolution abriu no Playcenter em 1995 e operou por lá até o fechamento do parque em 2012. Também está presente no Hopi Hari na área de Wild West, além de em vários parques de diversões itinerantes pelo Brasil como o Ita Center Park, Parque da Cidade em Curitiba, Parque Trombini e no Universal Park. E você, já conhecia o Imperator? Se atreveria a andar nele? Ou preferiria o Evolution? Anterior Próximo

  • As 10 montanhas-russas mais radicais do mundo esperadas em 2024

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! < Voltar As 10 montanhas-russas mais radicais do mundo esperadas em 2024 Compartilhar Raphael Figueiredo 23 de jan. de 2024 Chegou a hora de você conhecer quais são as maravilhas da engenharia que chegarão ao mundo nesse ano! Aperte o cinto e bora conhecer cada uma no detalhe? Dois anos depois após o término da pandemia, os parques temáticos voltaram ao seu ritmo normal de investimento dando enfoque ao melhor tipo de atração de um parque: a montanha-russa . Como esperado, os parques norte-americanos e os parques europeus lideram a safra das montanhas-russas mais radicais reveladas para 2024, com os parques chineses ainda sem anunciar (ou mostrar) o que vem por aí. As 10 montanhas-russas mais radicais para este ano se caracterizam pelo foco em airtime (a sensação de sair do banco que tanto amamos) e em percursos que fogem da convencionalidade. #10 Mahuka - Walibi Rhône-Alpes (Lyon, França) Desde que as montanhas-russas de trilho único se tornaram uma opção barata e viável para parques regionais (e até mesmo os grandões!) terem uma atração radical e ao mesmo tempo apelativa para as famílias, ótimas variações começaram a surgir. O Walibi Rhône-Alpes fará você escapar de uma ilha perdida cheia de perigos na Mahuka, uma montanha-russa de trilho único com um lançamento que alcançará uma velocidade máxima de 60 km/h, passando por 3 inversões e um cenário digno de um filme do Indiana Jones. BORA VIAJAR PARA CONHECER A MAHUKA? VEM VER NOSSO PACOTE DE VIAGEM! ✈️ #9 Iron Menace - Dorney Park (Filadélfia, Estados Unidos) A montanha-russa de mergulho se tornou um hit mundial a partir de atrações icônicas como SheiKra, Valravn e Yukon Striker, e foi acreditando no sucesso que o Dorney Park trará a Iron Menace para a Filadélfia. Sendo uma versão menor do que suas irmãs, a Iron Menace aposta no percurso compacto e ousado para aterrorizar quem quiser enfrentá-la. Você ficará 4 vezes de cabeça para baixo em um percurso de 1 minuto e meio a partir de uma queda livre com 46 metros e uma inclinação totalmente íngreme de 95º! BORA VIAJAR PARA CONHECER A IRON MENACE? VEM VER NOSSO PACOTE DE VIAGEM! ✈️ #8 Montanha-russa invertida - Emerald Park (Dublin, Irlanda) A evolução do modelo da FireWhip do Beto Carrero World foi um sucesso na Alemanha no parque Tripsdrill , o que não passou despercebido pelo parque irlandês Emerald Park. Ainda sem nome, essa montanha-russa invertida será a estrela da nova área temática, e contará com uma velocidade absurda de 90 km/h, ficando 5 vezes de cabeça para baixo e um comprimento total de 750 metros! A grande diferença para o modelo da FireWhip? Os assentos possuem travas DE COLO! Você já se imaginou em uma montanha-russa invertida com travas de COLO? BORA VIAJAR PARA CONHECER O EMERALD PARK? VEM VER NOSSO PACOTE DE VIAGEM! ✈️ #7 Hot Wheels Twin Mill Racer - Mattel Adventure Park (Phoenix, Estados Unidos) Mais uma montanha-russa que nasceu a partir do sucesso do primeiro modelo inaugurado! A Lightning Run do Kentucky Kingdom é até hoje considerada uma das maiores máquinas de airtime dos Estados Unidos, e a Mattel escolheu a dedo o percurso da irmã da Lightning Run. Pegando todas as excelentes características da sua irmã mais velha, como curvas ousadas e colinas que te farão ejetar do banco, a Hot Wheels Twin Mill Racer será lançada a mais de 80 km/h para te colocar quatro vezes de cabeça para baixo. Como num percurso Hotwheels de verdade! #6 All American Triple Loop - Indiana Beach (perto de Chicago, Estados Unidos) Restaurar um ícone da história não é um processo fácil... e o Indiana Beach que o diga! Desde 2021 o parque trabalha arduamente para restaurar a All American Triple Loop, uma montanha-russa com 3 loopings que alcança uma incrível força de 6,1 vezes a força da gravidade - o que chega muito perto de bater o recorde atual de 6,3 da Tower of Terror do Gold Reef City . Imagina toda essa força atuando sobre o seu corpo! Será que você começa a perder os sentidos... até... desmaiar? BORA VIAJAR PARA CONHECER A ALL AMERICAN TRIPLE LOOP? VEM VER NOSSO PACOTE DE VIAGEM! ✈️ #5 Flash: Vertical Velocity - Six Flags Great Adventure (perto de Nova York, Estados Unidos) AAAAAH... Quem não lembra da Boomerang no Playcenter? Um dos modelos mais famosos do mundo ganhou um SUPER upgrade e ninguém melhor que o Flash para batizar essa atração do Six Flags Great Adventure. A partir de múltiplos lançamentos, o trem viaja por 96 km/h até uma altura de 50 metros, passando por uma inversão de gravidade zero. Você ainda deve se lembrar como funcionam as coisas numa Boomerang, né? Vai fazer tudo isso de novo, DE RÉ! BORA VIAJAR PARA CONHECER A THE FLASH: VERTICAL VELOCITY? VEM VER NOSSO PACOTE DE VIAGEM! ✈️ #4 Circuit Breaker e Palindrome - COTALand (Austin, Estados Unidos) O que pode competir com um carro de Fórmula 1? Isso mesmo! Uma montanha-russa! Ou melhor, duas montanhas-russas! O Circuito das Américas no Texas, lar do Grande Prêmio dos Estados Unidos, trará uma dupla de montanhas-russas ABSURDAMENTE radicais! A Circuit Breaker será a primeira montanha-russa do tipo TILT nas Américas, isto é, o trem fica completamente preso a um trilho que se move antes de executar a queda! Como se isso não fosse suficiente, você vai ficar 4 vezes de cabeça para baixo! Sua irmã de parque, a Palindrome, passará por cima de vias, proporcionado ótimas visões em uma velocidade de 82 km/h, ficando duas vezes de cabeça para baixo e alcançando até 4,5 vezes a força da gravidade! Ah, eu mencionei que a queda dela é torta? Circuit Breaker Palindrome BORA VIAJAR PARA CONHECER O COTALAND? VEM VER NOSSO PACOTE DE VIAGEM! ✈️ #3 Hyperia - Thorpe Park (Londres, Inglaterra) Já vimos sete montanhas-russas e você pode estar se perguntando: o que pode ser melhor que tudo isso que já vi? O Thorpe Park responde: uma hiper montanha-russa de 72 metros de altura que irá passar a 130 km/h por trilhos totalmente retorcidos em um percurso absolutamente inédito enquanto te vira duas vezes de ponta cabeça. Será a montanha-russa mais alta e mais rápida do Reino Unido, além de uma ser uma máquina de airtime graças às suas curvas ousadas. Suas cores serão inovadoras: branco e ouro, com os suportes e trilhos em ouro pintados com uma tinta especialmente extremamente brilhante. BORA VIAJAR PARA CONHECER A HYPERIA? VEM VER NOSSO PACOTE DE VIAGEM! ✈️ #2 Top Thrill 2 - Cedar Point (perto de Cleveland, Estados Unidos) Já que falamos sobre renovações aqui, te faço uma pergunta: como você renovaria uma das maiores montanhas-russas do mundo, com um lançamento hiperpotente, 130 metros de altura e um percurso e experiência já consagrados, que a levou a ser um sucesso estrondoso de público e crítica? Se a sua resposta foi: "ADICIONA UMA TORRE, MÚLTIPLOS LANÇAMENTOS E FAZ ELA VOLTAR DE COSTAS", você está no caminho correto! O Cedar Point adicionou uma gigantesca torre de 130 metros atrás da estação, o que fará o trem passar por três lançamentos até terminar o percurso. Primeiro: seja lançado em média velocidade até a gigantesca colina de 130 metros de altura e volta de costas | Segundo: na volta de costas, seja lançado de ré até a torre oposta de 130 metros de altura e caia em queda livre de 90º | Terceiro: ao fim da queda livre, seja lançado mais uma vez a 193 km/h em direção a gigantesca colina de 130 metros e caia em uma queda espiral até a seção de freios, e fim do passeio. Somente pessoas corajosas entenderiam esse percurso... e eu entendi. E você? BORA VIAJAR PARA CONHECER A TOP THRILL 2? VEM VER NOSSO PACOTE DE VIAGEM! ✈️ #1 Voltron - Europa Park (perto de Frankfurt, Alemanha) Você com certeza deve está se perguntando: "acabei de ler sobre uma montanha-russa de 130 metros de altura e três lançamentos, o que falta?". Meu caro leitor, falta a Voltron. Nikola Tesla é o pai da corrente alternada de eletricidade, a que a gente usa nos nossos aparelhos eletrônicos do dia-a-dia. Você imagina o que se inspirar na eletricidade ia dar em uma montanha-russa? Sendo a atração âncora da nova área da Croácia no Europa Park, a Voltron promete ser uma das melhores montanhas-russas do mundo devido a sua imersão temática e percurso inovador. Sua experiência começará deveras tranquila, ao entrar nos aposentos de experimentos de Nikola. Até que... VOCÊ SERÁ LANÇADO EM UMA SUBIDA EM FORMATO DE J INVERTIDO! Depois de ficar completamente de cabeça para baixo em baixa velocidade, a Voltron te levará por um percurso em que você ficará SETE vezes de cabeça para baixo e ter mais de VINTE momentos de airtime. BORA VIAJAR PARA CONHECER A VOLTRON? VEM VER NOSSO PACOTE DE VIAGEM! ✈️ MONTANHAS-RUSSAS QUE NÃO ENTRARAM NO TOP 10 MAS QUE PRECISAMOS MENCIONAR! Falcon's Flight - Six Flags Qiddiya (Riad, Arábia Saudita) SE, e SOMENTE SE, tivéssemos a tão sonhada confirmação da data de abertura dessa belezinha ainda no ano de 2024, era ÓBVIO que a Falcon's Flight seria nosso top 1 (desculpa, Voltron). Não tenho nem palavras para descrever o que será a primeira EXACOASTER (batizado em homenagem a última camada do nosso planeta antes do espaço) do mundo. Com um percurso criado especialmente para a localidade do Six Flags Qiddiya, a Falcon's Flight parece que saiu de uma criação doida de videogame para ser a montanha-russa mais alta (195m), mais rápida (250 km/h) e mais longa (4.250m) do mundo! Seu percurso passará por cima do futuro circuto de Fórmula 1 de Riad e ter uma queda de 160 metros de altura! Quem se candidata? Montanha-russa do Donkey Kong - Universal Studios Japan (Osaka, Japão) Ainda sem nome definido, essa montanha-russa que integrará a expansão do Super Nintendo World na Universal Studios Japan terá uma nova tecnologia em que você não vai perceber, MAS SEU TREM PULARÁ DO TRILHO! Calma, não é assim de verdade , já que uma alça metálica permanecerá com o trem preso a um trilho que não será visível aos olhos. MAS, imagine como será a sensação disso! Extremamente divertida, sem dúvida alguma! Como um fã de Donkey Kong, eu gostaria TANTO de ser o primeiro da fila... Penguin Trek - SeaWorld Orlando e Phoenix Rising - Busch Gardens Tampa (Orlando e Tampa, Estados Unidos) Como ocupar uma área que outrora foram ocupadas por atrações problemáticas? Com montanhas-russas, claro! SeaWorld Orlando e Busch Gardens Tampa escolheram ótimos modelos para agradar toda família e ninguém botar defeito! No SeaWorld, a Penguin Trek será uma montanha-russa de lançamento de 70 km/h em que os visitantes poderão ter uma aventura na Antártida junto com os pinguins! Já no Busch Gardens Tampa, quem ainda não consegue ou não pode encarar a gigante Montu, pode fazer um treinamento na Phoenix Rising, uma montanha-russa invertida familiar com curvas muito desafiadoras! Montanhas-russas de Oz - Warner Bros. Movie World (Gold Coast, Austrália) Ah, a Cidade das Esmeraldas... Como eu sonhava em ver uma representação de Oz em um parque temático! O Warner Bros. Movie World na Austrália fará esse meu sonho se tornar realidade ao construir uma réplica da Cidade das Esmeraldas e do rancho do Kansas de Dorothy! No rancho, uma dupla de montanhas-russas familiares no melhor estilo vai-e-volta fará a diversão das crianças e no castelo da Bruxa Má do Oeste, uma montanha-russa invertida aterrorizará quem ousar desafiá-la! Qual você gostou mais e mais despertou sua vontade em ir? Conta para gente! Anterior Próximo

  • O que fazer nos Estados Unidos fora de Orlando: cinco lugares diferentes para andar de montanha-russa

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! < Voltar O que fazer nos Estados Unidos fora de Orlando: cinco lugares diferentes para andar de montanha-russa Compartilhar Raphael Figueiredo 27 de jan. de 2022 Orlando pode ter os parques temáticos mais famosos do mundo, porém existem outras regiões dos Estados Unidos que vão te surpreender. Vem comigo conhecer? A cidade de Orlando é o lugar mais famoso do mundo quando o assunto são parques temáticos. A criação do Walt Disney World, do Universal Orlando Resort e dos parques Busch Gardens e SeaWorld, todos concentrados em uma região só, na Flórida Central, proporcionou um destino turístico único, em que o turista faz deslocamentos de curtas distâncias, e não tem que fazer hospedagens em diferentes cidades. Porém, os Estados Unidos está cheio de montanhas-russas mais incríveis (eu te garanto!) que as da Flórida, prontas para receber você. Você precisará cair na estrada, mas eu tenho certeza que no final você vai vir aqui comentar que valeu a pena cada centavo investido na viagem! 5) Estados de Ohio e Kentucky (Meio Leste, EUA) No interior leste dos Estados Unidos, bem ao norte, dois estados podem formar uma viagem curtinha cheia de montanhas-russas incríveis. Prepare seu espírito fazendeiro e caia na estrada a partir de Cleveland, no norte de Ohio, à beira do lago Erie. Em apenas uma hora, você encontra o Cedar Point , parque temático com 16 montanhas-russas em uma ilha peninsular! Quatro horas ao sul, nos subúrbios de Cincinnati, está o Kings Island , com 14 montanhas-russas. Somente em dois parques, temos quase mais montanha-russa que a região de Orlando toda! Imagina quando descemos para o Kentucky Kingdom , em Louisville, capital mundial do frango frito, com 6 montanhas-russas e um parque aquático maravilhoso! Além disso, a uma horinha de Louisville, está o Holiday World , primeiro parque temático criado no mundo! Você consegue explorar áreas temáticas dos feriados mais famosos nos EUA e 5 montanhas-russas aclamadas pela crítica, além de um parque aquático gigantesco! Mapa de Ohio e Kentucky ↓ 4) Estado da Pensilvânia (Costa Leste, EUA) Pense numa floresta infinita! O estado da Pensilvânia é cheio delas, com um ecossistema e biodiversidade incrível. Por cima da copa dos pinheiros, conseguimos ver máquinas de adrenalina mega emocionantes dos parques temáticos! O estado foi um dos berços do setor de parques no EUA, e parte dessa história está no Kennywood , na cidade siderúrgica de Pittsburgh. Com mais de 120 anos, o parque guarda atrações clássicas e modernas (mega radicais!) misturadas em um ambiente nostálgico e muito lindinho! Seja você amante ou não de chocolate, um dia no Hersheypark é simplesmente delicioso! São 14 montanhas-russas icônicas, lojas enormes com chocolates que você nunca viu, sem contar parque aquático e um centro de preservação de animais. A cidade de Hershey abriga, além do parque, vários prédios históricos do chocolate mais famoso do mundo. Perto do Hersheypark, distante umas duas horas, literalmente no meio da floresta, fica o Knoebels , um parque de diversões à moda antiga que diverte até hoje com atrações super divertidas e um clima mágico montanhês. Perto da maior cidade do estado, a Filadélfia, o Dorney Park continua desde 1884 divertindo turistas e população local com 7 montanhas-russas de tirar o fôlego, além de um parque aquático perfeito para os dias de verão. Outros parques menores, mas não menos divertidos, se localizam no estado, como o Waldameer , na cidade de Erie, e o Lakemont Park , que possui uma montanha-russa de 1902! Mapa da Pensilvânia ↓ 3) Estado do Texas (Interior Oeste, EUA) Alô, galera de cowboy! O Texas não é só velho oeste, viu? Começando por Dallas, no primeiro Six Flags criado, o Six Flags Over Texas , você poderá passear pelas seis nações que já governaram o Texas além de ter 14 montanhas-russas alucinantes e encontros com os Looney Tunes e Liga da Justiça! Pegando a estrada em direção ao sul, no meio do caminho a capital Austin oferece o COTALand , parque de diversões do Circuito das Américas, que recebe a Fórmula 1! Chegando em San Antonio, um nome conhecido em Orlando faz presença: SeaWorld ! A versão texana é igualmente lotada com exibições educativas, montanhas-russas radicais e familiares, a galera da Vila Sésamo e os imperdíveis Aquatica, parque aquático cheio de toboáguas, e o Discovery Point, onde você pode nadar com belugas! Inspirado pela influência da cultura mexicana no Texas, o Six Flags Fiesta Texas é um dos melhores Six Flags do país e conta com 11 montanhas-russas que ficam ao redor de uma gigantesca pedreira desativada! É um cenário único no mundo! A cidade de Houston também não fica de fora! No litoral, dois parques de diversões pequenos podem te surpreender. O Kemah Boardwalk , de frente para baía de Galveston, é um centro de entretenimento completo: montanha-russa, brinquedos radicais, familiares, infantis, restaurantes premiados e área de shows! Além disso, você ainda pode pegar um barco para dar um rolê na baía! Emoção parecida você encontra no Galveston Island Historic Pleasure Pier , um parque de diversões na beira do Golfo do México com atrações que vão fazer você gritar muito - especialmente quando estiver girando 70 metros acima do nível do mar! Depois da descarga de adrenalina, lá estará um Bubba Gump para você se deliciar com frutos do mar! Mapa do Texas ↓ 2) Cidade de Nova York e Estado de Nova Jersey (Costa Leste, EUA) Pensou que a Big Apple ficaria de fora? A maior cidade dos Estados Unidos tem um dos templos sagrados para qualquer fã de parque de diversões no mundo: Coney Island! Nesse calçadão à beira-mar no Brooklyn, ficam dois parques: Luna Park , lotado de brinquedos para todas as idades junto com a centenária e tombada montanha-russa Cyclone e o icônico Deno's WonderWheel , que tem uma roda-gigante artesanal com cabines que se movem! No estado vizinho, Nova Jersey, do outro lado da ilha de Manhattan, o Nickelodeon Universe reúne os desenhos mais famosos da infância em um parque temático indoor premiado, inclusive com uma montanha-russa recordista: a mais íngreme do mundo! Por falar em recordes, o Six Flags Great Adventure , na cidade de Jackson, tem, entre as 14 montanhas-russas, a maior montanha-russa do mundo: Kingda Ka! São 140 metros de altura e uma velocidade de 206 km/h! Esticando um pouco mais ao sul de Nova Jersey, a costa têm parques de diversões à beira-mar cheios de brinquedos legais! Começando por Seaside Heights, Casino Pier ; em Atlantic City, Steel Pier ; em Ocean City, Playland's Castaway Cove ; e em Wildwood, os três píers do Morey's Piers , que incluem parque de diversões e parque aquático! Mapa de Nova York e Nova Jersey ↓ 1) Cidades de Los Angeles e San Francisco (Califórnia, EUA) Sou suspeito para falar, realmente não tem como não amar a Califórnia. Quando pensamos nas suas duas maiores cidades, Los Angeles e San Francisco, imagens de Hollywood, da Golden Gate, do mar e das palmeiras vêm na nossa mente. Porém, tudo isso têm a companhia de mais de 70 montanhas-russas. Isso mesmo, mais de 70! Ao redor de San Francisco, três parques temáticos de alto padrão fazem explorar toda região da Baía: California's Great America no Vale do Silício, Six Flags Discovery Kingdom em Vallejo e Santa Cruz Beach Boardwalk , na icônica praia de Santa Cruz, lar de surfistas e skatistas. Descendo até Los Angeles via Pacific Highway, você verá os cenários mais memoráveis da sua vida! Na cidade terra do cinema, temos o mundialmente famoso Pacific Park no píer de Santa Mônica e o Universal Studios Hollywood , lar dos estúdios Universal e que reúne atrações que são novas versões das mais disputadas em Orlando! Cerca de quarenta minutos afastado de Hollywood, fica o parque com o maior número de montanhas-russas no mundo: Six Flags Magic Mountain - são 20! Nos arredores de Los Angeles, de encontram dois lugares que também fazem parte da história mundial dos parques de diversões: Disneyland Resort, com o primeiro parque temático de grande porte do mundo, a Disneyland , e com o parque mais novo da Disney nos EUA, o Disney California Adventure , e o Knott's Berry Farm , com 10 montanhas-russas e com cenários que remetem a época da primeira atração temática do mundo, inaugurada em 1940. Vale lembrar que apenas 1 hora de Los Angeles, fica a cidade de San Diego, que possui os parques Legoland , ideal para crianças e todo fã de LEGO; Belmont Park , parque histórico à beira-mar, e a versão californiana do SeaWorld . San Diego é como se fosse a junção de todas as qualidades e vibes de San Francisco e Los Angeles... Por que não dar uma olhada? Mapa de San Francisco ↓ Mapa de Los Angeles e San Diego ↓ Eu espero que esse post tenha ajudado você a descobrir novos rumos cheios de adrenalina nos EUA... Lembre-se sempre: o mapa é seu melhor amigo e ele é desafiador! Permita-o te levar a lugares que você nem imaginava! Agora, quero saber: qual dessas regiões você mais ficou com vontade de visitar? Anterior Próximo

  • Werner Stengel: o pai das montanhas-russas

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! < Voltar Werner Stengel: o pai das montanhas-russas Compartilhar João Vitor Becker 15 de jan. de 2023 Conheça a história do maior projetista de montanhas-russas do mundo! Você pode nunca ter ouvido falar nele, mas com certeza já deve ter andado em alguma montanha-russa projetada por ele. O nome dele é Werner Stengel, e mesmo não sendo um nome conhecido, ele é uma das figuras mais importantes da indústria de parques de diversões, isso porque é um dos maiores engenheiros e designers de montanhas-russas de todos os tempos, senão o maior! Nascido em Bochum, pequena cidade alemã localizada entre Essen e Dortmund, e à pouco mais de 500 km de distância da capital Berlim, Werner Stengel estudou engenharia civil de 1959 à 1962, na antiga Baugewerkschule, hoje conhecida como a Universidade de Kassel, localizada em Hessen na Alemanha. Tirou seu diploma em 1966, pela Universidade Técnica de Munique. Mas dois anos antes foi contratado por ninguém mais, ninguém menos do que Anton Schwarzkopf, outro importantíssimo nome para a indústria, já que foi fundador de uma das maiores e mais notáveis fabricantes de montanhas-russas e atrações para parques de diversões, a Schwarzkopf GmbH . A sua missão era realizar cálculos estáticos para o desenvolvimento da primeira montanha-russa de aço alemã, o que viria a ser a Super Acht ou Super 8, uma montanha-russa do modelo Wildcat. Porém o seu trabalho foi muito além de puros cálculos estáticos. Em 1976 ele estudou uma solução para o problema das inversões em looping vertical circular, que causava sérios danos aos passageiros devido a força física aplicada. A solução foi a troca do formato circular do looping por um clotóide, ou Espiral de Euler, como é conhecida na física e matemática. A troca pelo formato clotóide possibilitou transições mais suaves ao entrar e sair do looping, sem causar nenhum ferimento nos passageiros. A invenção do looping em formato de clotóide foi uma verdadeira revolução para as montanhas russas. A primeira montanha-russa a utilizar esse formato de looping não poderia receber outro nome além de "Revolution", sim, a Revolution do Six Flags Magic Mountain , uma das mais icônicas e conhecidas montanhas-russas de todos os tempos. Tendo aparecido até mesmo no thriller "Rollercoaster" de 1977, dirigido por James Goldstone, e estrelado por George Segal, Henry Fonda e Helen Hunt, e que aqui no Brasil recebeu o título de "Terror na Montanha-Russa". Muitos não sabem, mas Werner Stengel também foi o criador de outro tipo muito comum de inversões, o Heartline Roll, uma inversão em espiral com o eixo de rotação centralizado no passageiro, e não no próprio trilho como é o caso de outra inversão bastante similar, o Inline Twist, ou simplesmente Twist. Ao longo de mais de 40 anos, seu escritório de design Stengel Engineering ou Ingenieurbüro Stengel GmbH já projetou mais de 700 montanhas-russas, localizadas em todos os 7 continentes do planeta. Entre as suas mais notórias instalações estão a Son of Beast , conhecida por ter sido a primeira montanha-russa de madeira com uma inversão em looping vertical; Kingda Ka montanha-russa detentora do recorde de mais alta montanha-russa do mundo com 139 metros de altura; Millennium Force , a primeira montanha-russa a superar a altura de 90 metros e por último mas não menos importante a Formula Rossa , a montanha-russa mais rápida do mundo que atinge impressionantes 240 km/h. Outras montanhas-russas famosas que Stengel foram recordistas e/ou montanhas-russas aclamadas pela crítica como a Top Thrill Dragster no Cedar Point, El Toro no Six Flags Great Adventure e sua 500ª montanha-russa criada, a Maverick no Cedar Point. Mas talvez a montanha-russa mais conhecida já projetada por Werner Stengel seja a Olympia Looping, a maior montanha-russa transportável do mundo, com quase 1,5 km de extensão. A montanha-russa projetada por Werner em parceria com Anton Schwarzkopf e construída pela Maurer AG também é conhecida pelos seus insanos 5 loopings, isso mesmo que você leu! CINCO LOOPINGS! Cada um pintado com uma cor dos arcos olímpicos: Verde, Preto, Amarelo, Azul e Vermelho, o que explica o nome da montanhas-russa: Olympia Looping. Mas talvez o mais impressionante sobre essa montanha-russa talvez seja a sua necessidade de ser transportada por 36 carretas, devido à sua extensão. Infelizmente, somente uma única Olympia Looping foi fabricada, e ela pode ser encontrada em feiras de Kirmes em alguns países na Europa, e principalmente na Oktoberfest de Munique, na Alemanha. Vale citar que Werner Stengel também projetou a maior montanha-russa transportável da América Latina: a Looping Star que por vários anos operou no Playcenter, e que após participar de algumas edições do Rock In Rio, sua última parada foi o Tivoli Park no Rio de Janeiro. Somente para ter noção de quantas montanhas-russas Werner já projetou, em 2004 cerca de 74% das montanhas-russas citadas na lista do Golden Tickets Awards (premiação importante no setor de parque de diversões) foram projetadas pela Stengel Engineering. Por sua influência na indústria de parques de diversões e na área da engenharia, Werner já recebeu diversas honrarias, entre elas o Doutorado Honorário dado pela Universidade de Gotemburgo na Suécia por sua "inesgotável criatividade em vincular a física e o design à experiência do corpo humano em montanhas-russas e outros brinquedos". Já em 2009, foi laureado com a medalha de Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha "por suas realizações na construção de parques de diversões e pelo estabelecimento de padrões internacionais nesta área. Werner Stengel está hoje com 89 anos e mesmo tendo anunciado sua aposentadoria em 2001, trabalha atualmente como consultor para a construção de montanhas-russas. Anterior Próximo

  • Roteiro de viagem para o Fantasilandia em Santiago do Chile

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ Santiago 20 de jun. de 2019 A capital do Chile flerta com o passado e mostra um incrível futuro em seus milhares de bairros. Contrastes são vistos o tempo todo entre as vistas da cidade, como do alto do Cerro Santa Lucía. Apaixonei-me por Santiago no instante em que botei os pés nela. Vale ressaltar que a cidade é muito tranquila de se andar, especialmente pela quantidade de transporte público disponível (metrô e ônibus) e também por ser muito fácil andar a pé entre os principais pontos turísticos. Eu ia ver a neve pela primeira vez e eu estava extremamente animado! Comprar a passagem aérea para Santiago não foi uma tarefa muito difícil. Existem voos diretos pela LATAM e saindo do Rio de Janeiro e em vários horários. Como ia numa quinta-feira, peguei um voo logo pela manhã para chegar em Santiago na hora do almoço. O preço das passagens varia entre R$ 1000 e R$ 1500. Você não precisa de visto para ir ao Chile, somente estar munido de um passaporte. A imigração no Chile não é muito diferente das outras. O agente imigratório pergunta apenas onde você vai ficar hospedado e quantos pesos chilenos você está levando. Como ficaria apenas 4 dias, levei 220.000 pesos chilenos, equivalente a R$ 800. Não se assuste! A moeda chilena é assim mesmo. O Uber no Chile ainda não é regularizado, então por isso alguns procedimentos diferentes podem ocorrer, como no Aeroporto não poder fazer o embarque no carro na rua principal, e sim, somente no estacionamento. O motorista manda mensagem para você para dizer qual vaga está. Cordilheira dos Andes do avião Além disso, você precisa ir no banco da frente para o motorista não levar multa por estar fazendo transporte de passageiro de forma irregular. Vale lembrar para sempre pedir pelo aplicativo. Nunca aceite oferta de nenhuma pessoa que te ofereça transporte no saguão do Aeroporto. Cheguei na minha hospedagem de forma bem rápida. O Aeroporto Internacional de Santiago não fica muito longe do centro da cidade, o que é um ponto bastante positivo. Escolhi um lugar barato para me hospedar e que fosse aconchegante, então peguei um quarto com 4 pessoas no Che Lagarto Hostel, uma popular rede de albergues/hostels aqui na América Latina. Todas as instalações são bem maneiras, e o hostel dispunha de bar e uma ótima cozinha. Às vezes, eles faziam alguns eventos durante a noite. Da para caminhar tranquilamente em Santiago, porém fique de olho na população de rua que pode te abordar caso você esteja dando pinta de muito distraído. Aproveitei o dia de chegada para dar uma olhada pelos arredores da vizinhança e subi ao Cerro Santa Lucía, onde dá para ter uma visão romântica de Santiago. Vista do Cerro Santa Lucía Meu segundo dia foi dedicado à maravilhosa Cordilheira dos Andes, onde eu veria neve pela primeira vez. Estava super animado! Fechei meu passeio com a Snow Tours ( http://www.snowtours.cl/ ), agência de receptivo local. Acorda-se muito cedo para fazer o passeio de um dia, aproximadamente as 4h da manhã. O caminho até a Cordilheira é bastante logo, mas é lindo demais. Cordilheira dos Andes Todas as paisagens aquecem seu coração, especialmente porque você está vivendo o inacreditável. Você verá vestígios da população de montanha chilena. Se você fechar os olhos, você pode usar sua imaginação para voltar ao passado, no tempo dos incas... Existem muitas pequenas cidades nessa região da Cordilheira, mas as mais famosas são Farellones e Valle Nevado. As pousadas e hotéis em ambas as locações são extremamente caras no inverno, então preferi esse passeio de um dia até porque esquiar não era uma prioridade e só queria ver a neve. Deu super certo! Valle Nevado Em Farellones, existe o Parque de Farellones , um parque cheio de brinquedos na neve como descida nas montanhas de neve com boia, escalada, tirolesa, bicicletas na neve, teleférico, carrinho de montanha e aulas simples de snowboard e esqui. Como estava com um medo bobo de me machucar nessas atividades, e por estar "sozinho" me prejudicar no restante da viagem, preferi subir ao Valle Nevado e ficar rolando na neve. Fui feliz do mesmo jeito! Inclusive, tive a oportunidade de comer empanadas muito gostosas. Parque de Farellones Fique ligado também nas épocas que neva no Chile. A temporada de neve oficialmente é de Junho a Agosto, porém ninguém tem controle sobre quando ela vai cair. Eu fui em Junho, e é o começo, então a neve era bastante rara. Comemorávamos quando ela caía! Julho e início de Agosto são excelentes meses para ter maior garantia de neve, porém precisa tomar cuidado para as condições nas montanhas não ficarem tão extremas. Tanto Farellones quanto Valle Nevado são pouco viáveis financeiramente caso você deseje esquiar. Bariloche tem opções mais baratas. Vale a pena pesquisar antes de tomar a decisão de viajar pro Chile apenas para ter o primeiro contato com o esqui, viu? Retornamos por volta das 15h para Santiago, onde aproveitei para ir no gigantesco shopping Costanera, onde fica o prédio-gigantesco-mirante da cidade Sky Costanera. Me arrependi muito de não ter comprado o ingresso do mirante antes, porque aquele dia já havia esgotado (o tempo estava lindo). Aproveitei então para conhecer na Plaza de Armas a Catedral de Santiago e o Museu Pré-Colombiano de Arte Chilena, recheado de vários artefatos incas! Itens do Museu de Povos Pré-Colombianos No dia seguinte, fui a Viña Concha Y Toro pela manhã, também com a Snow Tours. Esse vinhedo é o mais famoso de todo Chile e também um dos mais famosos de toda América do Sul. Eles são responsáveis pelo vinho Casillero del Diablo. Durante o tour por toda propriedade, eles explicam a história do lugar e ainda te levam para conhecer o Diabo. Sério. É de arrepiar! Para compensar o encontro arrepiante, você ganha de cortesia uma taça e uma degustação de vinhos feitos por diferentes uvas! Esse passeio feito no inverno pode ser um pouco decepcionante para quem gostaria de ver as videiras carregadinhas. Depois, peguei o metrô até a estação Parque O'Higgins. Tranquilíssimo! O Parque O'Higgins é como se fosse uma Quinta da Boa Vista/Ibirapuera de Santiago e é gigantesco. Como não estava na vibe de sentar na grama e apreciar a natureza, corri para o que realmente me interessava: o Fantasilandia ! O parque fica localizado em um dos extremos do O'Higgins e terá um novo lugar, mais afastado do centro da cidade, apenas em 2027. Deixei o último dia na cidade para aproveitar os prédios do governo, como o Palácio de la Moneda. Todo dia tem a troca da guarda no Palácio, e tinha chegado cedo para garantir que não ia perder. A troca de guardas acontece às 9h50 da manhã nos dias da semana e 10h50 da manhã aos finais de semana, ambos com duração de aproximadamente 40 minutos. Na Plaza de Armas, outro edifício belíssimo é a Catedral Metropolitana de Santiago, que não pude deixar de visitar mais uma vez. Com todo o respeito e obedecendo as normas do local de oração, pude tirar fotos de seu conteúdo. Belíssima decoração e arquitetura neoclássica. Andei mais um pouco pelas ruas do centro antes de partir para o aeroporto e me despedir de Santiago. Palácio de la Moneda Santiago é uma belíssima capital e com certeza merece mais de quatro dias. Não deu tempo de ir, mas dizem que a vista do Cerro San Cristóbal também é maravilhosa! Assim como o gigantesco shopping Parque Arauco. Existem cidades próximas belíssimas como Viña del Mar e o Cájon del Maipo (área de cânions com um rio). Além disso, o Fantasilandia sempre coloca uma nova atração a cada ano, o que sempre dá aquela vontadezinha de voltar ao parque com mais brinquedos na América do Sul! A população chilena é muito animada e extremamente receptiva. Agradeço demais a todos os chilenos que me recepcionaram e foram gentis comigo em seu país. Somos uma só América do Sul e não vejo a hora de voltar! Quanto custa viajar para Santiago? Data: Junho de 2019 Peso Chileno: R$ 0,0049 Período: 4 dias Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Santiago: R$ 1.200 (via LATAM - comprado com 4 meses de antecedência) Valor médio do trecho em Uber: R$ 50 ​ 2) Hospedagem 3 noites no Hostel Che Lagarto Santiago: R$ 190 (quarto para 4) ​ 3) Ingressos Fantasilandia: R$ 90 Viña Concha y Toro: R$ 120 Cordilheira dos Andes (Farellones + Valle Nevado): R$ 350 Museu de Arte Pré-Colombiana: R$ 30 ​ 4) Diversos Alimentação: R$ 300 Compras: R$ 300 TOTAL (por pessoa): R$ 1.980,00 (custos 1 à 3) + R$ 600,00 (custo 4) = R$ 2.580,00 ​ Roteiro: 1) Chegada em Santiago / Cerro Santa Lucía 2) Snowday - Farellones e Valle Nevado / Costanera / Museu de Arte Pré-Colombiana 3) Viña Concha Y Toro / Fantasilandia 4) Palácio de la Moneda / Plaza de las Armas / Retorno ao Brasil​ “O amor nasce da memória, vive da inteligência e morre por esquecimento.” Pablo Neruda, poeta e político chileno << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • O que fazer em Porto Seguro: diário de viagem com dicas e melhores atrações

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ Porto Seguro 19 de nov. de 2021 A Bahia é um estado brasileiro que sempre me passou a ideia de um verdadeiro paraíso… Durante toda minha vida ouvi as pessoas dizendo que a Bahia tem as melhores praias, as melhores pessoas, a melhor comida (o que para um taurino é maravilhoso…) e que quem vai para lá volta super relaxado. Confesso que ficava muito ansioso para ir a Salvador, mas nunca conseguia despender dinheiro para ir a um destino que não tinha qualquer tipo de parque. O Brasil é um país lotado de parques aquáticos, e é uma tarefa muito difícil (e cara!) visitar todos. Existem parques aquáticos de todos os tamanhos em terras brasileiras, desde aqueles que só tem uma piscina de ondas e um toboágua até alguns gigantescos como o Thermas dos Laranjais . Combinei comigo mesmo que vou visitar aqueles que tiverem grandes toboáguas, piscinas de ondas desafiadoras e que claro, estejam em cidades interessantes. Com isso em mente, foi a oportunidade perfeita para finalmente visitar o estado da Bahia, pousando na lendária cidade de Porto Seguro. Porto Seguro tem quase 500 anos, e é uma das cidades mais antigas do Brasil! A cidade é um estância turística baiana, com aproximadamente 90 quilômetros de lindas praias. Acompanhado de um amigo meu, o Daniel, escolhemos o mês de Novembro para aproveitar a cidade de sexta-feira à segunda-feira. Tínhamos poucos dias, mas estávamos determinados a aproveitar o máximo com o que tínhamos. Às vezes, você precisa viajar quando dá, como naqueles dias que você consegue umas folgas no trabalho ou um pequeno feriado. No nosso caso, estávamos aproveitando o feriadão da Proclamação da República. Pousamos no modesto Aeroporto de Porto Seguro no começo da tarde, e o sol pairava pela cidade. Pegamos um Uber, que tem uma cobertura limitada na região, e na curta estrada do aeroporto até o nosso hotel já deu para ver os diferentes tons de azul do mar. Nosso hotel, o Bosque do Porto Praia Hotel, ficava na Avenida Beira-Mar, onde estão os melhores hotéis da cidade. Apesar de longe do centro da cidade, os hotéis dessa região estão em frente à principal praia de Porto Seguro. O Bosque do Porto, especificamente, fica em frente ao complexo de lazer Toa Toa, lugar que tem festas de axé aos fins de semana. Eu sempre ouvi mais músicas internacionais, mas… Tinha acabado de comprar um abadá para um evento de 4 horas de axé. A primeira parada foi no Centro Histórico de Porto Seguro, onde a pequena vila foi fundada em 1535 e boa parte de suas construções permanecem em pé até hoje. Era sexta-feira, então o local estava bastante tranquilo e ótimo para andar. Não estranhe a tranquilidade, viu? O centro histórico é composto em sua maioria de residências, e não de lojas! Um dos maiores atrativos do lugar é a vista perfeita do Oceano Atlântico! Não deixe de tirar fotos incríveis, principalmente ao lado da Capela de São Benedito. As casas refletem o estilo colonial clássico da época do achamento do Brasil. A rua principal leva até a Praça Pero do Campo Tourinho, onde ficam o Marco Comemorativo do Início da Colonização, a Paróquia Nossa Senhora da Pena (aberta pela manhã e até o meio da tarde) e o Museu de Porto Seguro. Para quem gosta de comprar, lojinhas vendendo ótimos artesanatos estão presentes, além das famosas fitinhas coloridas. Quem visita Porto Seguro precisa comprar algumas e pendurar na murada em frente ao Farol, última parada do centro histórico. Não esqueça de fazer um desejo forte! Depois do desejo, passe nas barraquinhas de acarajé e prove essa maravilha baiana! Sério, fiquei muito apaixonado por essa iguaria! O gosto é muito bom, super agradável ao paladar. Aproveitei e comprei nas barraquinhas itens típicos do Nordeste, como cocada e azeite de dendê. Voltamos ao hotel para aproveitar um pouco a piscina, e depois seguimos para a Passarela do Álcool, um pedaço da Avenida do Descobrimento lotado de restaurantes e bares. A melhor pedida é pedir um prato de pescado, que são os melhores (vem muita comida!), e o preço varia de 80 a 120 reais por pessoa. Comi no Fashion Bar Restaurante & Grill e tudo estava perfeito! Ao redor do restaurante e por toda a Passarela, ainda tem apresentações artísticas, como o grupo de capoeira local. Depois, corremos para o Toa Toa para aproveitar a noite cheia de axé. O open bar tem duração das 22h até as 23:30! O local serve uma deliciosa caipirinha. A música também é ótima - os artistas que se apresentam se revezam entre DJs e bandas que cantam os maiores sucessos dos baianos. O preço do Toa Toa é de R$ 80, com variação em algumas datas. O ingresso pode ser comprado no site ou em algum hotel parceiro. Os eventos costumam ocorrer na sexta-feira e possuem um line-up de quatro artistas locais. O evento ocorre das 21h até 04h. Depois de um ótimo café da manhã tropical no hotel, começamos nossa jornada para a estrela da viagem: O PARQUE AQUÁTICO! Fomos de Uber até o centro da cidade para pegar a balsa para Arraial d’Ajuda, que atravessa o rio Buranhém. A travessia é tranquila, mas cheia de vento! Antes de pegar a balsa, é sempre bom conferir os horários e os preços . Ao chegar em Arraial d’Ajuda, tem um monte de vans que fazem o serviço de deslocamento dos distritos de Porto Seguro. Escolhemos a que ia para o parque aquático e partimos rumo à diversão! O Eco Parque Arraial d’Ajuda é um parque aquático para você relaxar! Não espere grandes toboáguas, mas espere um dia de diversão sem compromisso! O parque fica num local super privilegiado, no meio da mata atlântica e à beira da praia principal de Arraial d’Ajuda, a Praia do Mucugê. Deu para passar todo o dia lá, saindo somente quando o parque fechou às 17h. As atrações agradam todas as faixas etárias, com toboáguas radicais e familiares, além de uma bonitinha área infantil. O parque ainda oferece atrações de ecoturismo, como tirolesa, e acesso a Praia do Mucugê. Vale muito a pena! Depois do parque, seguimos ao centro de Arraial d’Ajuda, andando pelas ruas do distrito e subindo a linda escadaria do centro histórico. O local tem várias casinhas de estilo colonial, com ótimos artesanatos e artigos de praia. Recomendo muito provar os salgados e doces da confeitaria Café da Santa, na praça principal - saí de lá querendo comer todo o cardápio! Os pontos mais visitados são a Igreja Matriz Nossa Senhora D'Ajuda e o Mirante das Fitinhas, onde você pode fazer mais desejo com as fitinhas compradas em Arraial. A vista é de tirar o fôlego, e rende ótimas fotos! Para quem curte excelentes restaurantes e vida noturna, a Rua do Mucugê é o ponto principal de Arraial d'Ajuda. Nela, gostei muito da comida do Alecrim Dourado, que tem culinária típica da região e música ao vivo. Bares e boates também estão presentes! O pessoal local diz que o melhor existe por Iá é o Morocha Club, que fica bem no meio da rua. Não deu para ficar até muito tarde porque tínhamos que voltar à Porto Seguro, mas o Morocha estava muito animado - com presença de DJ! O dia seguinte foi em Trancoso, nosso primeiro passeio com a Pataxó Turismo , empresa de turismo receptivo que nos recebeu na região. Trancoso fica 1h30 longe de Porto Seguro, e é um distrito que conservou sua simplicidade. A parte mais famosa da cidade é o Quadrado, uma praça retangular com lojas chiques e caras, restaurantes de todos os gostos e preços, e hotéis de luxo. Durante o ano, acontecem vários eventos, dentre eles o mais famoso sendo a festa junina da cidade. A Igreja do Quadrado é uma igreja simples como as outras da cidade, e o mirante atrás dela rende boas fotos! Trancoso tem várias praias, mas descemos por um mangue até a Praia dos Coqueiros para almoçar na Barraca do Jonas, onde almoçamos um delicioso peixe grelhado. Os preços são elevados, assim como os outros restaurantes de praia de Trancoso: pagamos 200 reais pelo peixe. Apesar do clima feio, conseguimos aproveitar a praia, de águas quentes e esverdeadas pela quantidade de algas. Não espere água turquesa, viu? A Barraca do Jonas fornece espreguiçadeiras, banheiro e chuveiro para aproveitar a praia com mais comodidade! No fim da tarde, retornamos à Porto Seguro e passamos a noite de domingo no hotel, já que na segunda-feira, nosso último, tínhamos que acordar bem cedo para ir até o Parque Marinho do Recife de Fora, a terceira maior plataforma de corais do Brasil com uma área gigantesca de 17,5 km². Para chegar ao Parque, é necessário aproveitar a baixa da maré no início do dia, pegar uma escuna e navegar por aproximadamente 1 hora. No local, o guia explica o trabalho de conservação e preservação, além de mostrar formas de identificação dos seres marinhos. Se você tiver GoPro, vá com a sua para tirar fotos dos peixes! Existem fotógrafos lá que controlam a alimentação dos peixes para você poder tirar fotos com eles (paga), mas a qualidade das fotos não é muito boa. Depois do almoço no hotel, fomos até o Memorial da Epopéia do Descobrimento na Avenida Beira-Mar, um museu que relata como foi a chegada dos portugueses na região. No museu, estão presentes documentos, instrumentos e elementos portugueses que explicam como foi a jornada de achamento do Brasil. O passeio é guiado e começa pelo Jardim Botânico, e mostra plantas raras e muitas vezes utilizadas pelos ancestrais nativos, ou até mesmo pelos europeus recém chegados, no século XVI e em diante. Você poderá ver um exemplar de pau-brasil, inclusive! Além disso, você poderá entrar numa réplica de oca indígena e conhecer seus principais utensílios, ver mais do modo de vida dos índios naquela época, e como foram as primeiras relações com os portugueses. O grande atrativo do museu é a Nau Capitânia, uma réplica exata dos navios de Portugal nos anos 1500. Você poderá descer pela escada em espiral, mexer nos canhões, ir até o convés e andar por todo navio! Uma experiência incrível e histórica! O preço varia de R$ 30 a R$ 50, dependendo da demanda para o dia. Nos despedimos de Porto Seguro mil vezes mais relaxados de quando chegamos. Apesar do pouco tempo, a cidade baiana jogou muito axé na nossa viagem, permitindo ela ser tranquila e muito divertida! Vá preparado para uma alimentação cara mas gostosa, pequenos trechos de Uber para se deslocar, dinheiro na mão para comprar artesanato e iguarias, e não esqueça o protetor solar em hipótese alguma! Quero muito voltar à Porto Seguro para poder aproveitar os lugares que não deu para ir por conta dos poucos dias, como a Praia dos Espelhos, Caraíva e Santa Cruz Cabrália. Aliás, a Bahia toda é um grande Estado para se explorar e se encantar! Quanto custa viajar para Porto Seguro? Data: Novembro de 2021 Período: 4 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Porto Seguro: R$ 500 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 20 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 2) 3 noites no Bosque do Porto Hotel: R$ 350,00 3) Ingressos e passeios Arraial d'Ajuda Eco Parque: R$ 120 Trancoso: R$ 85 Parque Marinho Recife de Fora: R$ 140 Memorial do Descobrimento: R$ 30 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras: R$ 150 TOTAL (por pessoa): R$ 1.245,00 (custos 1 à 3) + R$ 550,00 (custo 4) = R$ 1.795,00 ​ Roteiro: 19/nov - Chegada em Porto Seguro / Centro Histórico / Passarela do Álcool 20/nov - Arraial d'Ajuda Eco Parque / Centro Histórico de Arraial d'Ajuda / Rua Mucugê 21/nov - Trancoso 22/nov - Parque Marinho Recife de Fora / Retorno ao Rio de Janeiro ​“Eu tento sair da Bahia, mas a Bahia não sai de mim!” Frase dita por baianos << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro de viagem para os parques de diversões do Canadá

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ Nova York | Montreal | Québec | Toronto | Niagara Falls | Buffalo 15 de jun. de 2022 Meus planos feitos em 2019 para uma viagem pela Costa Leste da América do Norte eram perfeitos. A meta era começar na cidade de Atlanta, no estado da Geórgia (EUA), e seguir um caminho em formato de "U" invertido até a cidade Richmond, no estado da Virgínia (EUA). O objetivo principal era andar nas montanhas-russas mais radicais dessa região, que incluía o Canadá. A passagem pelo país seria rápida, apenas 4 dias: dois em Toronto e dois em Montreal. Em Toronto, sonhava com o Canada's Wonderland, além de conhecer uma das cidades mais cosmopolitas e internacionais do mundo. Em Montreal, tinha muita curiosidade em ver como era a experiência do La Ronde, um parque de diversões numa ilha, que ficava num rio gigantesco. Inclusive, essa ilha é vizinha à Île-de-Notre-Dame, onde acontece o Grande Prêmio de Montreal de Fórmula 1. Apaixonado pela F1 que sou, o Circuito de Montreal sempre foi o meu favorito, seja assistindo corridas ou jogando no videogame. Você pode conferir como foi a preparação para essa viagem (e toda ela em si!) no artigo da 2021 All the Bright Parks Tour . Mas, você se pergunta: "se eu tenho que ler um outro artigo para saber como foi essa jornada pela Costa Leste, o que eu estou fazendo aqui!?"​ Como eu disse no artigo da 2021 All the Bright Parks Tour, em 16 de Março de 2020, tudo foi pelos ares. A pandemia do novo coronavírus, agente causador da Covid-19 atingiu o mundo por completo e se tornou inviável fazer a viagem em Junho. Me lembro que no dia que tive o baque e a certeza de que não ia acontecer acredito que foi um dos dias que mais chorei na vida. Um sonho completo, que estava prestes a se tornar concreto, foi abaixo. Assim como milhares de outros sonhos ao redor do mundo. Assim como milhares de vidas interrompidas que não puderam colocar seu sonho para frente. Se você estiver lendo isso, agradeça por estar aqui. Baque tomado, era hora de botar os planejamentos na gaveta e juntar mais dinheiro, mas não desistir. O início de 2020 foi de muitas incertezas e de mais um percalço que eu não previa: por conta do trabalho, tive Síndrome de Burnout, que é o esgotamento mental com consequências no corpo físico. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) sempre me acompanhou desde criança, e por mais que eu já convivesse com alterações absurdas de adrenalina, o Burnout era algo que eu nunca havia vivido. Foram dois meses de licença médica para tratamento e recuperação, e durante essa licença, fiz uma lista de filmes intitulada "60 Filmes para Curar o Burnout". A meta era ver um filme por dia, além de ler livros. Há muito tempo atrás, um grande amigo meu havia me dado um livro de presente chamado "Cidades de Papel" (em inglês, Paper Towns). Na época, meu amigo e eu éramos muito adolescentes e morávamos muito distantes um do outro, portanto a dedicatória que ele fez para mim na época, era eu pegar a história do livro como um incentivo para nos vermos no futuro. A história trata sobre uma menina misteriosa, Margo Roth Spiegelman, que cresceu junto com Quentin, um menino com uma vida regular, sem grandes emoções. Quentin sempre foi apaixonado por Margo desde criança, mas as personalidades diferentes o separaram à medida que cresceram. Em uma noite, Margo o convida para fazer um monte de coisas desafiadoras, e no dia seguinte, some. Quentin fica sem saber o que de fato aconteceu para Margo sumir, mas começa a perceber pistas ao seu redor que possa indicar qual seria o paradeiro da garota. Com os seus amigos, Quentin começa uma jornada pela costa leste dos Estados Unidos. ​"Cidades de papel" são cidades inventadas pelos cartógrafos e inseridas nos mapas, a fim de que não sejam copiados - uma espécie de marca registrada. Uma cidade de papel não existe. Assim como também não existiu ida ao Canadá em 2021, depois que refiz o roteiro pela primeira vez. O Canadá continuava fechado devido às complicações da pandemia, e seria impossível executar o roteiro com o país incluso. ​Entretanto, tudo ainda estava pago: passagem aérea, hotel e ingressos. O que fazer? Por mais que me corroesse de ansiedade por dentro, a solução era uma só: adiar para 2022. Mas, os processos de adiamento da viagem foram extremamente cabulosos: problemas com reembolsos (fui parar até na Justiça!), problemas com validade expirada (e não tinha mais o que fazer) e até advogado que não me respondia. A dor de cabeça referente ao Canadá era crescente. Mas, aos trancos e barrancos, as situações iam se ajeitando e começava a nascer uma nova viagem para 2022, agora com 12 dias (e não quatro) e um roteiro com os parques de diversões mais underdogs (subestimados) da América do Norte. Diante de todas às dificuldades e empecilhos que foram aparecendo e um roteiro para lá de "diferentão", eu sabia que só poderia existir um nome para essa viagem. ​Ao reassistir à adaptação de Cidades de Papel pela 20th Century Fox, a viagem que nunca existiu (e que teimava em existir e vocês verão - até o fim) recebeu o nome de " Maple Towns Tour " ou " Tour pelas Cidades de Bordo ". O bordo (maple tree), árvore símbolo do Canadá ajudou a fazer esse trocadilho com o nome da história que exaltava exatamente o que eu ia fazer: me aventurar por lugares que muita gente não sabe da existência e que eu tive que perserverar muito para poder chegar até lá. A história de Cidades de Papel diz que cada um tem seu milagre - algo que te faz despertar e se sentir vivo. Meu milagre (sempre será) meu amor por montanhas-russas. Essas incríveis invenções da engenharia entraram na minha vida para eu viver uma série de aventuras (por quê não?) épicas, em que cada uma seria especial. Meu objetivo é ouvir cada vez mais das pessoas coisas como "não acredito que fez isso" ou sentir que meu coração vai explodir cada vez que encaro uma atração radical. É com esse pensamento que mesmo com tudo dando errado desde do começo, eu pensei numa frase do filme para continuar com todos os planos: ​"Arrisque-se, pare de viver de forma tão segura" A preparação do novo roteiro envolveu os três principais pontos do original: os parques Canada's Wonderland e La Ronde, e o Grande Prêmio da Fórmula 1 em Montreal. Mas, como seriam 12 dias em terras canadenses, pude abrir o roteiro para conhecer novos lugares, incluindo os parques de diversões que "ninguém liga" e ficam próximos às regiões de Montreal e Toronto. Mais do que parques, os novos dias permitiriam aproveitar mais as cidades, explorando os lugares que foram outrora colonizados por França e Inglaterra. Uma imersão cultural muito forte e que me deixou muito animado para praticar todo o francês que venho aprendendo há alguns anos. O Luís, o mesmo amigo meu que me acompanhou durante a 2021 All the Bright Parks Tour, entrou na onda de novo e aceitou participar dessa jornada ao Canadá! Quando compramos as passagens, ficamos animados que teríamos uma escala de aproximadamente 12 horas, na ida, na cidade de Nova York! Isso significaria que teríamos a oportunidade de ir no Six Flags Great Adventure, parque que deixamos duas montanhas-russas incríveis para trás em 2021 já que elas estavam fechadas.​​ Parte I: Montreal Embarcamos no dia 15 de Junho de 2022 no Aeroporto Internacional de Guarulhos em um voo da LATAM com destino à cidade de Nova York com muita animação e cheios de sonhos prestes a serem realizados na bagagem. O voo foi tranquilo, chegando na cidade-que-nunca-dorme às 7:45 da manhã. Depois de todo o processo de fazer a imigração nos Estados Unidos e pegar o carro alugado para ir até o Six Flags Great Adventure , conseguimos chegar na estrada às 9:30. Isso nos dava aproximadamente 1h40 para chegar no Six Flags, irmos na El Toro e na Jersey Devil Coaster. Montanhas-russas Jersey Devil Coaster e El Toro no Six Flags Great Adventure ​Apesar de termos chegado mais tarde do que prevíamos, conseguimos fazer as duas montanhas-russas com folga e irmos em mais algumas outras, como a Kingda Ka e a Nitro. Quando saímos do parque para nos dirigirmos de novo ao aeroporto para pegarmos os voos para Montreal, a viagem tomou um rumo de ir por ladeira abaixo. Montanha-russa Nitro no Six Flags Great Adventure ​Mesmo saindo cedo do Six Flags, o trânsito nos atrasou muito e estávamos morrendo de medo dentro do carro de perdermos o voo. Mas, do nada, recebemos uma notificação nos nossos celulares que os nossos voos haviam sido cancelados, e que haviam sido remarcados para dois (!) dias depois. ​Uma remarcação como essa ia acabar com todas as chances de chegarmos à Montreal conforme o planejado e fazer tudo do roteiro. A aventura havia (de fato) começado. Quando chegamos ao aeroporto, o caos estava formado. Muitas pessoas estavam no balcão da Delta, companhia aérea que havíamos escolhido para fazer o restante dos voos. Sabíamos que teríamos trabalho para resolver o problema, porque enquanto estávamos no trânsito, tentamos resolver pelo telefone e não conseguimos absolutamente nada (mesmo após uma hora na linha). Depois de muitas horas na fila, chegou nossa vez no balcão e a Delta não apresentava solução para o nosso problema senão ir dois dias depois. As coisas só mudaram quando meu amigo soltou a frase: "Você quer que eu durma debaixo do seu balcão, senhora?". Nos EUA, as companhias aéreas não são obrigadas a dar hospedagem, alimentação ou qualquer tipo de compensação, como no Brasil. Uma supervisora chegou e resolveu nosso problema colocando para irmos à Montreal no dia seguinte à tarde. Não foi o ideal, mas era o que tínhamos. Mal sabíamos, inclusive, que essa situação era o prenúncio do caos aéreo no hemisfério norte em 2022. Reservamos um hotel perto do aeroporto e fomos na Times Square jantar e curtir o que havia sobrado do dia. Times Square A Times Square estava perfeita, como sempre. Cada vez mais tento absorver todo o conteúdo dos telões, mas sigo falhando. É muita informação! Jantamos no Junior's Restaurant and Bakery, um excelente lugar com tema retrô e pratos maravilhosos! Apesar dos problemas, foi uma noite especial, já que estava mais uma vez numa das cidades que mais amo no mundo e o Golden State Warriors (meu time de basquete) foi campeão. O dia seguinte foi agitado! Corremos para o aeroporto e voamos (finalmente!) até Montreal. Na imigração no Canadá, o oficial perguntou apenas qual era nosso objetivo de viagem, quanto de dinheiro tínhamos, onde iríamos nos hospedar, quanto tempo iríamos ficar e se conhecíamos alguém no país. Do Aeroporto de Montreal até o Airbnb que ficamos, foi um trajeto de meia hora, de Uber. O aeroporto até tem transporte para a cidade com ônibus, mas pelo custo/benefício, não valia a pena, já que dividindo o valor do Uber, daria o preço da passagem de ônibus. O Airbnb ficava perto da estação de metrô Crémazie, que nos levava de forma rápida até o centro da cidade através da linha 2-Laranja. O bairro ao redor do Airbnb era tipicamente residencial, muito aconchegante e pacífico. A arquitetura é típica dos subúrbios norte-americanos, com destaque para as escadas curvadas e torcidas, exclusivas de Montreal. Parque temático La Ronde visto do avião Montreal é a maior cidade de Québec, a província francófona do Canadá. Québec foi parte do que os franceses chamavam de “Nova França” e toda região teve extrema influência da cultura francesa. Entretanto, a província adquiriu sua própria identidade, e ela se difere de todo o restante do Canadá. Para um estudante de francês, foi ótimo ter essa vivência com o idioma! Pude compreender muita coisa que eu acreditava não compreender, além de poder praticar. A maior parte da população são descendentes de franceses, apesar de ter um grande número de imigrantes. Quem mora em Montreal, normalmente tem o inglês como segunda língua, “salvando a vida” de milhares de turistas que não falam francês. Basílica de Notre-Dame em Montreal Vieux-Montréal Montreal rapidamente ganhou meu coração pela sua cara de cidade grande e jeitão de cidade pequena. Todos os bairros da cidade são muito aconchegantes, especialmente a região do subúrbio residencial e o centro histórico. Mesmo o centro comercial sendo lotado de prédios, é vivo, cheio de apresentações artísticas e um ambiente ótimo para andar à perder de vista, principalmente na Île de Notre Dame, um dos maiores parques urbanos da cidade. O nome da cidade vem do Monte Royal, uma montanha localizada ao sul do centro da cidade. A montanha fica no Parc Mont-Royal, que também abriga o Belvédère Kondiaronk, em que se é possível ter uma vista panorâmica do centro. Mount Royal Os dias estavam com temperaturas muito amenas, variando de 15 a 19 graus, no verão (algo normal para a cidade). Sob pouca chuva, começamos o passeio pelo centro histórico de Montreal, que se estende desde os arredores da Place Jacques-Cartier até a região da Basílica de Notre-Dame. Começamos o passeio a pé pela Basílica, descendo na estação Place d'Armes. A Basílica de Notre-Dame tem dois passeios: o walking tour cultural e o espetáculo Aura. Por conta do horário, escolhemos o Aura, e ficamos extremamente surpreendidos com uma produção cheia de lasers, projeções e trilha sonora poderosa. Aura usa todo o belíssimo interior neogótico de Notre-Dame para ser o cenário do espetáculo - algo que nunca tinha visto no mundo até então!​ Basílica de Notre-Dame Andamos pelas ruas históricas de Montreal, e adoramos reparar na arquitetura com traços do neoclássico e do barroco francês. As ruas estavam decoradas com bandeiras quadriculadas em comemoração ao fim de semana do Grande Prêmio da Fórmula 1. Confesso que eu estava muito feliz, muito muito muito feliz, de estar caminhando nas ruas de Montreal durante o fim de semana da F1, algo que eu sempre fui apaixonado desde a infância. A cidade estava cheia de turistas, todos uniformizados com as camisas das equipes. Sensacional! As ruas de Montreal têm muitos restaurantes, boutiques, galerias de arte, lojas de souvenires e bares de alto padrão. O clima é maravilhoso! Outro ambiente muito legal é o Velho Porto de Montreal, onde estão localizadas diversas atrações, como labirintos de escapar, o antigo relógio, feirinha de artesanato, restaurantes, apresentações do Cirque du Soleil e a gigantesca roda-gigante La Gran Roue de Montreal. Antes de voltarmos ao Airbnb e descansar, paramos na Pizzeria Rosconi, um ótimo restaurante bonito e barato em que provamos o prato mais tradicional de Montreal: o poutine, que é um punhado de batatas fritas e queijo coalho coberto com um molho de carne. É DELICIOSO! Confesso que comeria um segundo se tivesse espaço na barriga... Uma ótima maneira de encerrar um primeiro dia lindo em Montreal. Ah, muito importante: os restaurantes no Canadá cobram pela tip (gorjeta) e você é muito indicado a pagá-las. As porcentagens são altas: variam de 18% a 25%. Poutine No dia seguinte, acordamos cedo e tomamos café no Tim Hortons, a mais famosa lanchonete do Canadá (tem absolutamente em TODO lugar). Alimentados de croissants doces e salgados, começamos a viajar até o Six Flags Great Escape, distante 270 km e aproximadamente 2h 45 minutos do centro de Montreal, localizado na cidade de Queensbury, nas montanhas do estado de Nova York nos Estados Unidos. O ponto de destaque do caminho é atravessar a fronteira terrestre com os Estados Unidos. As perguntas do agente imigratório dos EUA não são diferentes das que fazem nos aeroportos. Tenha em mente que para atravessar a fronteira EUA/Canadá é necessário visto estadunidense válido e para voltar ao Canadá, é necessário visto canadense físico válido (o eTA não é aceito). O trajeto é bem tranquilo, com pouco trânsito e trechos retos em sua grande maioria, além disso toda a estrada é cênica, com belíssimos cenários nas montanhas. Centro de Montreal ​O Six Flags Great Escape é um dos parques de diversões mais regionais da rede estadunidense, mas nem por isso é decepcionante. É o Six Flags mais “diferentão” já visitado por mim! Como é localizado no meio das montanhas do estado de Nova York, a temperatura estava 12 graus mesmo sendo verão. Os brinquedos são bem tradicionais, sendo os grandes destaques a Comet, uma montanha-russa de madeira lendária e cheia de airtime, e o Outlaw, um booster melhorado que causa emoção e terror ao mesmo tempo. O legal desse Six Flags é que você precisa se entregar a experiência dele nas montanhas, e não esperar que ele seja um lugar radical como costumam ser os outros parques da rede. Tudo nele é super fofinho e tem um grande apelo para as famílias. Depois do parque, passamos no The Outlets at Lake George, e quando chegamos de volta a Montreal, jantamos no A&W, uma rede de fast-food muito presente no Canadá. Brinquedo radical Outlaw e montanha-russa Steamin' Demon no Six Flags Great Escape Por conta do contratempo que o cancelamento do voo causou na viagem, tive que fazer o La Ronde no mesmo dia do Grande Prêmio da Fórmula 1. Estava profundamente preocupado em ter que dividir meu dia entre os dois locais, mas como estavam na mesma ilha, deu tudo certo! O "Six Flags do Canadá" não faz feio. O parque é muito bonito e muito limpo, e tem uma mega estrutura de alimentação e shows. Com exceção da Ednor, todas suas montanhas-russas são muito boas, com destaque para a Goliath e seus ótimos airtimes (a sensação de sair do banco!), e para a Vampire, a melhor deste modelo de montanha-russa invertida que já andei. O La Ronde também tem muitos brinquedos radicais e familiares que são destaques, como o excelente Demon, o Gravitron e o frisbee Titan, à beira do lago. Outra característica maravilhosa do La Ronde é ele estar localizado em uma ilha e em toda atração alta, você pode ver o gigantesco Rio São Lourenço e o skyline de Montreal. Montanhas-russas Batman e Goliath no La Ronde Biosphère O momento da Fórmula 1 foi algo muito surreal para mim. Durante muito tempo da minha vida, desde da época que eu tinha 10 anos, eu assistia F1 e ficava apaixonado pelo modo como os carros corriam, e principalmente pelos desafios dos circuitos, que eu podia experimentar no videogame. Eu me apaixonei por alguns circuitos, mas paixão nenhuma era maior que o circuito de Montreal. As longas retas e as curvas desafiadoras me faziam dar tudo de mim, e não demorou muito para eu conseguir vitórias. Além disso, foram anos admirando o circuito pela televisão, vendo o La Ronde ao fundo e os carros correndo na Île de Notre Dame. Pisar na ponte que me levaria ao circuito e ver tudo decorado para a Fórmula 1 me fizeram chorar instantaneamente e eu estava em um êxtase que durou até a largada da corrida, em que o barulho dos 20 motores de cada carro estavam em sincronia na primeira volta. Uma experiência definitivamente surreal que eu jamais irei esquecer. Não podia acreditar que eu estava atravessando a ponte para a ilha, que eu estava uniformizado com a minha equipe favorita, que eu estava pisando no lugar que admirei toda minha infância e adolescência. Foram 2h e 30 minutos de pura emoção, e ainda tive um excelente poutine de costela para me acompanhar. Não vejo a hora de voltar a Montreal em um final de semana do Grande Prêmio e estar rodeado de novo daquele clima que só a Fórmula 1 traz à cidade - um sentimento único de comunidade. Marmotas, símbolo do Canadá e que sempre aprontam nas corridas! Outra cidade grande da província de Québec é Québec City, um pouco mais acima do Rio São Lourenço. Para chegar, saímos de Montreal bem cedo em direção à Estação Central para pegarmos o trem da VIA Rail, uma das principais companhias de trem do Canadá. A VIA Rail é uma ótima alternativa ao carro e ao avião para viajar dentro do país de maneira confortável e com bom custo/benefício. A viagem até Québec foi super tranquila, e com paisagens verdes agrícolas. Chegamos na Gare du Palais na metade da manhã. Tanto eu quanto meu amigo ficamos impressionados o quanto a arquitetura de Québec é mais próxima ainda da francesa. Gare du Palais Depois de apreciarmos o interior (e exterior!) sensacional da Gare du Palais, pegamos um ônibus em direção à Chute Montmorency, uma catarata no norte da cidade. A catarata tem 84 metros, sendo mais alta que qualquer catarata em Niagara. No parque urbano da Montmorency, é possível apreciar a catarata de vários ângulos possíveis, com escadarias que circundam toda a área. Além disso, tem teleférico cênico e tirolesa que passa na frente da catarata! Eu escolhi passar pela ponte pênsil que fica no topo da Chute Montmorency, vencendo todo o medo de altura que há armazenado dentro de mim. Uma visão linda! Chute Montmorency Eu raramente vou à uma cidade se um parque não estiver presente, e com Québec não foi diferente: dentro do shopping Galeries de la Capitale, está o Méga Parc , um exemplo de parque indoor. Sua temática é toda steampunk, e tudo foi muito bem feito para que alcançasse a perfeição. O parque é para toda família, com brinquedos radicais, familiares e infantis. A Electro, uma montanha-russa, percorre o teto do Méga Parc e tem um percurso super rápido, além de ter tido o trecho no escuro mais no escuro que já presenciei na vida! O shopping também tem muitas lojas boas, como a Lids, BestBuy, Toys R Us, e sendo um lugar perfeito na cidade de Québec para passar a tarde. Montanha-russa Electro e roda-gigante no Méga Parc A última parte do dia em Québec foi no seu centro histórico. Começamos pelo Porto Velho de Québec, e seguimos a Rua Dalhousie até a Place d'Armes, onde fica um dos símbolos da cidade, o Castelo Frontenac, hoje um hotel Fairmont. Da praça, saem diversos ônibus de City Tour, porém resolvemos seguir a pé, devido aos altos preços. As ruas da parte alta de Québec têm muitos restaurantes de várias nacionalidades, além de sorveterias e bares de vinho. Um dos edifícios mais lindos dessa parte é a Hôtel de Ville (Prefeitura) de Québec. Château Frontenac A vista da parte alta para o rio São Lourenço é deslumbrante (sabia que esse rio deságua no Polo Norte?), e tem uma brisa maravilhosa! Descemos até a parte baixa pelo Funicular. Saímos na rua principal da parte baixa, a Rue du Petit Champlain, onde temos inúmeros restaurantes, sorveterias, docerias e lojas de souvenires cheias de produtos do Canadá. As docerias tem produtos incrivelmente gostosos, que lembram os da França. Gostaria de ter ficado até o fim da noite nessa parte, mas eu e meu amigo caminhamos lentamente pela orla do rio e pela marina até a estação Gare du Palais. Toda região é um grande círculo, sendo perfeita para andar e não se perder. Aproveitei para tirar muitas fotos em cenários únicos, que eu nunca tinha visto parecido na vida! Rue du Petit Champlain Ao chegar na Place Jean-Pelletier, em frente à Gare du Palais, notamos um monte de cadeiras de aço fincadas no chão, cada uma com uma frase ou poema em diferentes línguas sobre aproveitar a vida. Sentamos ali para simplesmente passar o tempo e esperar a hora de embarcarmos no trem. Ao chegar de volta em Montreal, terminamos o Ato I no 3 Brasseurs, uma cervejaria tradicional da França. Comi o último poutine da viagem, dessa vez gigantesco, e seguimos rumo à Toronto na manhã seguinte. Deixávamos o poutine, as escadas curvas, o francês e o clima agradável de Québec para trás. Parte II: Toronto​ ​ Mais um aeroporto, mais um momento de caos. O meu voo para Montreal atrasou quatro horas, complicando o planejamento do primeiro dia numa das cidades mais internacionais do mundo, Toronto. Felizmente, contamos com o apoio e a amizade de duas pessoas incríveis na cidade, o Vinycius e o Laércio. Minha amizade com o Vinycius data desde 2010, e para mim, ter esses dias com ele foram muito especiais, e apesar de ter visto o Laércio pessoalmente poucas vezes, pareceu que éramos amigos há muito tempo! Ambos deram um show de hospitalidade, companheirismo e amizade. Sempre serei eternamente grato à eles! O plano inicial era estar no Canada's Wonderland, o maior parque de diversões do Canadá, às 10h, em sua abertura, porém com o atraso do voo, só conseguimos chegar lá às 12h (isso porque os meninos me pegaram no aeroporto de carro). Apesar do contratempo, chegamos num Canada's Wonderland com público mediano, o que foi ótimo para nos concentrarmos nas 16 montanhas-russas do parque. O lugar é gigantesco, com um line-up de brinquedos radicais invejável a qualquer outro parque no mundo - inclusive, acho difícil existir algum que bata o Wonderland. Como esperado de um parque da rede Cedar Fair, ele é extremamente lindo, bem cuidado e limpo, com algumas áreas temáticas retratando muito bem (de forma simples) o tema proposto. Montanhas-russas Leviathan e Yukon Striker no Canada's Wonderland O caminho de transporte público (ônibus + metrô) até o Canada's Wonderland é longo, mas é a maneira mais barata de ir e voltar do parque. Por mais que quiséssemos conhecer Toronto, estávamos destruídos. No dia seguinte, renovados e prontos para andar pela cidade, começamos pelo Royal Ontario Museum, um dos museus mais importantes do Canadá. As exposições variam desde artigos e peças históricas das civilizações, biologia, mineralogia, paleontologia, arqueologia até itens da cultura canadense do passado e do presente. O museu também tinha uma exposição exclusiva de Animais Fantásticos, algo que nunca tinha visto fora de um parque temático! Traje original de Newt Scamander Crânio de Unicórnio Peças do Royal Ontario Museum O almoço foi num McDonald's, porque eu queria saber como era a experiência em um canadense. Todo e qualquer Mc do Canadá tem a folha do bordo no logo, um toque muito fofo. O poutine, que pedi também em curiosidade, foi o pior que comi na viagem (apenas batata-frita com molho de carne jogado de qualquer jeito em cima), mas não fiquei surpreso já que é um fast-food. Depois de estarmos alimentados, seguimos debaixo de um calor castigante na cidade, para as Toronto Islands, um conjunto de ilhas no lago Ontário próximo à costa da cidade. As Toronto Islands são quinze ilhas, mas as barcas que saem do Jack Layton Ferry Terminal têm três destinações diferentes: Ward’s Island, Centre Island e Hanlan’s Point. Em Ward’s Island, você encontrará a visão mais panorâmica do skyline de Toronto e a Ward’s Island Beach, uma ótima praia para passar o dia. Em Hanlan’s Point, fica a praia de nudismo Hanlan's Point Beach e o Gibraltar Point, um dos faróis mais antigos de Toronto. Pegamos o ferry até a Centre Island, em que fica localizado a maior parte das atrações da Toronto Island: o restaurante Toronto Island BBQ & Beer Co., o William Meany Maze, a Centre Island Beach (a maior praia da cidade) e o Centreville Amusement Park , um parque de diversões infantil muito fofo e histórico. O lugar é onde as crianças de Toronto crescem e têm seu primeiro contato com a adrenalina. O clima rústico e nostálgico se estende por todo o Centreville, e ao seu redor, está o Lago dos Patos, com ótimos pontos de sombra e relaxamento na natureza. Centreville Amusement Park O verão em Toronto é tão quente quanto o verão no Rio de Janeiro, e confesso que estava difícil caminhar pelas ilhas, mesmo com as árvores. Antes de pegar o ferry de volta à cidade, uma parada deitada na grama somente para curtir o “tempo parar” se fez mais que necessária! Toda a região das Toronto Islands é arborizada, com milhares de espécies diferentes, incluindo algumas frutíferas! Facilmente dá para passar uma tarde inteira, aproveitando o Centreville, a praia de Centre Island, e o Toronto Island BBQ & Beer Co., um bar ao lado da estação do ferry perfeito para assistir o pôr-do-sol na skyline de Toronto. Da estação de ferry em Toronto até o principal símbolo da cidade, a CN Tower, é muito perto. O local onde a CN Tower fica é quase como um “centro de entretenimento" da cidade! Tem a Scotiabank Arena, arena onde joga o time Toronto Raptors de basquete; o Maple Leaf Square, um shopping com lojas gigantescas de esporte; o Toronto Railway Museum, o maior museu ferroviário do Canadá; o Ripley’s Aquarium of Canada, o maior aquário de Toronto e o Rogers Centre, estádio multiuso em que jogam os times de baseball, o Blue Jays, e futebol, Toronto FC, da cidade. CN Tower A Canada’s National Tower (CN Tower) foi construída originalmente para melhorar as radiocomunicações de Toronto, que estava com um rápido crescimento de prédios que atrapalhavam os sinais. Hoje, a CN Tower abriga antenas que são usadas por inúmeras empresas, além de uma infraestrutura turística. Como a maioria dos observatórios turísticos, a experiência começa já nos primeiros andares, em que você conhecerá toda a história da torre. Nos 346 metros do andar de observação, você poderá ver toda a cidade de Toronto, as Toronto Islands, e se o tempo estiver bem limpo, o estado de Nova York nos Estados Unidos (do outro lado do lago Ontário!). Caso você esteja disposto a pagar um pouco mais, você poderá ter acesso ao Skypod, um andar a 443 metros de altura - o maior no Ocidente! Se você gostar MUITO de adrenalina, você ainda poderá experimentar o EdgeWalk - uma caminhada na beira do teto do andar de observação! Você fica preso apenas por uma corda de aço… Tem coragem? Ah, uma coisa muito importante: o EdgeWalk esgota muito fácil - tem que reservá-lo com antecedência! Depois de toda a adrenalina das alturas, uma loja de lembranças gigantesca com itens do Canadá te aguarda na saída (prepare o bolso!). A próxima parada do dia foi a realização de mais um sonho: assistir a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada! A peça original da Broadway estava em curta temporada em Toronto no CAA Ed Mirvish Theatre e eu estava MUITÍSSIMO animado para ver como era essa experiência ao vivo. Mas, o caminho foi com emoção: procurando o bilhete de metrô na minha mochila, acabei deixando minha carteira cair e só fui perceber na plataforma do metrô! Sorte que os guardas do metrô viram isso acontecer e a guardaram para mim! Meu coração simplesmente estava disparado! Só fui me acalmar nos momentos iniciais da peça, quando eu finalmente estava de volta ao mundo bruxo! ​Terminamos o dia no Riverdale Park, uma área verde gigantesca com uma linda vista do skyline de Toronto. Algo que te faz se perder no tempo enquanto admira a noite de Toronto. Depois de ver as luzes dos prédios cintilarem, fizemos um pequeno city tour na madrugada, começando pelo Osgoode Hall, o complexo gigantesco da Prefeitura de Toronto e o Ontario Legislative Building no Queen’s Park. Prefeitura Ontario Legislative Building Osgoode Hall O segundo dia no Canada’s Wonderland foi perfeito para aproveitar os muitos brinquedos radicais que o parque tem. Fortemente recomendo essa segunda visita, já que no verão tudo costuma ficar com muita fila e é impossível você aproveitar as 17 montanhas-russas e os outros brinquedos no mesmo dia! Inclusive, nesse segundo dia, o Wonderland estava lotado! Inúmeras excursões escolares e um sol de rachar deixaram o dia perfeito para aproveitar os brinquedos radicais, que tinham filas bem menores. Dormimos cedo para estarmos prontos cedo pela manhã para iniciar a viagem até Niagara Falls. Brinquedos radicais Shockwave e Sky Hawk no Canada's Wonderland Fomos de Toronto direto até o Seabreeze , um parque de diversões histórico localizado à beira do lago Ontário, perto da cidade de Rochester, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. Atravessamos mais uma vez a fronteira, e dessa vez foi bem mais tranquilo, com o oficial nos perguntando apenas onde iríamos e quanto tempo íamos ficar nos EUA. O Seabreeze oferece uma experiência conjunta de parque de diversões com parque aquático, e seu ambiente lembra uma grande praia, com cheiro de praia e brisa de praia. Suas estrelas são suas 3 montanhas-russas: a Jack Rabbit, uma montanha-russa de madeira de 100 anos e que opera 100% através de 4 alavancas; a Bobsleds, uma montanha-russa de suportes de madeira e trilhos de aço com um percurso bem doido e uma experiência única na vida, e a Whrilwind, uma montanha-russa spinning com giros maravilhosos e que se tornou a minha favorita desse modelo. Os brinquedos são clássicos, com destaque para a velocidade do surf Time Machine e o lindíssimo Log Flume. Tudo de muito bom gosto e uma curiosidade bem legal é que eles tentam manter o clima dos anos 80 com pontos de foto temáticos e construções antigas. Montanhas-russas Giant Dipper e Whrilwind no Seabreeze Saímos correndo do Seabreeze para o Six Flags Darien Lake , o parque temático mais radical e mais emocionante perto de Niagara Falls (apenas 1 hora de distância!). O Darien Lake foi uma surpresa super agradável, entregando o melhor atendimento de todos os Six Flags que já fui até 2022 (só falta St. Louis e Frontier City), encontrando pelo parque funcionários felizes e preocupados com o bem-estar do visitante. Todos os brinquedos estavam funcionando perfeitamente, sem parada técnica, apesar da política do parque de rodar todas as montanhas-russas com apenas 1 trem. O trilho de aço na curva mais agressiva da Predator colocou a experiência lá no alto, deixando o trecho suave como uma manteiga. Ride of Steel é uma montanha-russa lendária e entregou uma experiência de intensidade e airtime sensacional. Clone da Iron Shark, a Tantrum, que se tornou minha 400ª montanha-russa, é cheia de momentos UAU e é uma excelente montanha-russa compacta e rápida. Tem atrações para todas as idades e me diverti bastante e espero ver novidades nele em breve, porque eles merecem. O clima do parque é super alegre com excelentes músicas! Montanhas-russas Tantrum e Ride of Steel no Six Flags Darien Lake Passamos um susto na chegada da fronteira do Canadá porque não havíamos feito os formulários ArriveCAN de controle contra a COVID-19 e não tínhamos internet para fazermos na hora. Sorte nossa que o oficial era bem amigável e nos deixou passar quando viu nossos cartões de vacinação… Já pensou a treta? Chegamos em Niagara Falls já à noite e eu simplesmente não conseguia acreditar no que eu estava vendo! A cidade é como uma “mini Las Vegas”, cheia de luzes coloridas, neons e atrações turísticas! Uma perfeita cidade do entretenimento no melhor modo que a América do Norte sabe fazer! Fiquei super encantado e não via a hora de explorá-la. Passamos a noite no Kings Inn near the Falls, um excelente hotel/motel, com um gerente super atencioso, além de ter tudo dentro do quarto muito limpo e conservado. Com certeza o melhor hotel desse tipo que já tive nas minhas viagens! Acordamos e seguimos direto para o Marineland , um parque enigmático que causou um paradoxo na minha cabeça. Entrei no parque esperando o pior e até agora não sei de fato o que encontrei. O parque parece um bosque medieval com brinquedos espalhados por muito mato e muitas árvores, com caminhos longos e bastante caminhada para se chegar nas atrações. A temática do parque está super conservada e foi muito bem executada, com um nível de detalhe estrondoso. Os brinquedos estavam todos funcionando, com operação rápida, e todos fornecendo uma experiência muito boa! Os destaques são a Dragon Mountain, uma montanha-russa raríssima com um elemento único no mundo (nó-de-gravata), longuíssima, com uma grande quantidade de forças G e trechos "criativos" como um helix dentro de um vulcão, cavernas e trechos retos; o Star Voyager, um brinquedo que parece a versão melhorada do top scan, e que se tornou meu brinquedo favorito da vida, e o SkyScreamer, uma torre que opera com propulsão e queda livre ao mesmo tempo, fornecendo uma visão DE TIRAR O FÔLEGO das Cataratas do Niágara. O ponto triste fica por conta dos tanques com 38 belugas e a orca solitária Kiska. Torço para que o parque se livre dos animais o quanto antes (apesar de saber que seja improvável) e assuma o posto de uma das maiores atrações de Niagara Falls. Torres do Skyscreamer e montanha-russa Dragon Mountain no Marineland Como uma viagem à Niagara Falls não seria completa sem um contato próximo com as cataratas, fizemos o pequeno cruzeiro para todo o complexo, incluindo os lados estadunidense e canadense. Recomendo muito comprar o passeio online através do site da Niagara City Cruises , o que garante um embarque muito rápido. Se você estiver se perguntando se existe muita diferença entre a experiência das Cataratas do Iguaçu e das Cataratas do Niágara, a resposta é SIM! Iguaçu é um cenário muito mais selvagem e radical (principalmente com as aventuras do Macuco Safari), enquanto Niágara é mais urbano e contemplativo. Mas sabe qual é o melhor disso tudo? Nas duas cataratas você pode se molhar com uma das maiores obras incríveis da natureza! Simplesmente inesquecível. Niagara Falls com lado estadunidense à esquerda e canadense à direita A tarde em Niagara Falls foi excelente! Começamos pelo Casino Niagara, um cassino enorme com vários tipos de jogos diferentes. Meu amigo é um mestre do Blackjack e conseguiu descolar uma ótima oportunidade para termos um jantar maravilhoso no fim do dia - 25 dólares viraram 75 dólares! Poderíamos ter ido na Niagara SkyWheel, mas como já tínhamos tido uma linda visão do topo da torre do Marineland, fomos na montanha-russa da casa mal-assombrada House of Frankenstein (que custa 13 dólares canadenses), construída no topo de um Burger King! Ficamos andando pela cidade, e são muitas atrações para aproveitar! Niagara Falls tem um Ripley's Believe It or Not! (museu de coisas bizarras), a Upside Down House (uma casa maluca de cabeça para baixo), o Movieland Wax Museum (um museu de cera de celebridades), o Great Canadian Midway (um imenso fliperama), o Dinosaur Adventure Golf (um percurso de minigolf), a Niagara Speedway (um circuito de kart) e inúmeras lojas para você aproveitar os mais variados produtos feitos de maconha, que é 100% liberada no Canadá para uso recreativo! O tardio pôr-do-sol se aproximava e tínhamos duas opções para jantar: o restaurante do topo da Skylon Tower, uma torre de observação gigantesca em frente às Cataratas ou o Rainforest Café, um restaurante temático maravilhoso de florestas tropicais. Como não podíamos gastar muito, escolhemos a opção mais econômica, o Rainforest Café, e que foi extremamente acertada! A comida estava deliciosa e terminamos de jantar a tempo de garantir uma vaga para assistir o incrível show de fogos nas Cataratas do Niágara, que estavam todas iluminadas. Uma das experiências mais incríveis e surreais da minha vida! Estava explodindo de felicidade junto com os fogos!​ Ter assistido os fogos me fez misturar esse sentimento de felicidade com a sensação de viagem cumprida. Mesmo com todos os contratempos que enfrentamos desde do início, tudo der dado certo no final foi uma grande recompensa. O Canadá nos presenteou com dias lindos de sol, atrações e parques de diversões incríveis e momentos que com certeza levarei para todo sempre.​ É fato que saímos de Niagara Falls já com a missão de voltar e planejar a própria viagem para a cidade. Para os próximos anos, mais um parque de diversões deve nascer na região: o Niagara Amusement Park & SplashWorld. O último dia em Toronto foi para conhecer o centro histórico Old Toronto, onde fica o St. Lawrence Market, em que muitos artesãos e comerciantes da cidade vendem seus produtos, e restaurantes familiares, com a comida típica da cidade. Comemos um delicioso brunch e fomos direto para a Toronto Pride Parade, uma experiência única no universo LGBTQIA+. Em Toronto, a parada é um grande desfile de diversos setores da sociedade, que compreende desde órgãos públicos como bombeiros, enfermeiros, paramédicos e militares, até diversas empresas do país, esportistas, crianças e idosos! Um verdadeiro show de diversidade! Foi inevitável não me emocionar em vários momentos do dia, e ter a esperança que é possível realidades mais livres e desprendidas de preconceito e violência. Arrasou, Canadá! A volta para o Brasil foi cheia de problemas, mais uma vez, com a companhia aérea Delta. Felizmente, nenhum desses problemas de transporte são suficientes para tirar o brilho que a 2022 Maple Towns Tour teve! Realizá-la foi como fechar um capítulo pendente criado em 2019, com o planejamento do roteiro original na Costa Leste da América do Norte. Além de ter tido momentos incríveis e inesquecíveis, ficou o sentimento de quão forte pode ser nossa perseverança a realizar um sonho planejado com tanto carinho. Gostaria de deixar a minha gratidão ao Canadá, por ter me (deixado entrar! rs) recebido tão bem, ao Estados Unidos, por mais uma vez me proporcionar dias estupendos no estado de Nova York, aos meus amigos Vinycius e Laércio por terem me hospedado em sua casa com tanta hospitalidade e carinho, e ao meu amigo maravilhoso Luis Henrique por ter topado mais uma viagem comigo! ===== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Seabreeze. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2018. Foram 2 anos (e mais 1 extra) juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. Quanto custa viajar para o Canadá? Data: Junho de 2022 Dólar americano: R$ 5,30 Dólar canadense: R$ 4,05 Período: 12 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-São Paulo-Rio de Janeiro: R$ 535,00 Passagem aérea São Paulo-Montreal/Toronto-São Paulo: R$ 2.577,00 Passagem aérea Montreal-Toronto: R$ 588,00 Aluguel de carro (1 dia) Nova York: R$ 320,00 Aluguel de carro (1 dia) Montreal: R$ 282,00 Aluguel de carro (2 dias) Toronto: R$ 650,00​ 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 2) 5 noites em Montreal: R$ 432,50 5 noites em Toronto: Cortesia de nossos amigos Vinycius e Laércio ❤️ 1 noite em Niagara Falls: R$ 250,00 3) Ingressos GP de Montreal: R$ 750,00 Passe Diamond da Six Flags: R$ 830,00 Canada's Wonderland - Regular Season Pass: R$ 400,00 Marineland: R$ 275,00H arry Potter and the Cursed Child: R$ 500,00 CN Tower: R$ 200,00 Montanha-russa no Centreville: R$ 35,10 Méga Parc: R$ 100,00 Passeio de barco nas Cataratas do Niágara: R$ 165,00 4) Diversos Comida e compras: USD 1.000,00 (R$ 5.500,00) Pedágios/Gasolina: USD 100 (R$ 550,00) TOTAL (por pessoa): R$ 8.890,00 (custos 1 a 3) + R$ 6.050,00 (custo 4) = R$ 14.940,00 ​ Roteiro: 16/jun - Six Flags Great Adventure 17/jun - Chegada em Montreal / Montreal Exploring Day 18/jun - Six Flags Great Escape 19/jun - La Ronde / GP do Canadá 20/jun - Québec City 21/jun - Montreal-Toronto / Canada's Wonderland 22/jun - Toronto Exploring Day 23/jun - Canada's Wonderland 24/jun - Seabreeze / Six Flags Darien Lake 25/jun - Niagara Falls 26/jun - Toronto Exploring Day 27/jun - Retorno ao Brasil ​“É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.” Cidades de Papel << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro de viagem para Foz do Iguaçu

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ Foz do Iguaçu | Ciudad del Este 5 de fev. de 2021 A ideia de ir para Foz do Iguaçu, cidade brasileira que fica na fronteira com Paraguai e Argentina, foi para conhecer os parques aquáticos da região, o Itaipuland e o Blue Park. Entretanto, vi que os parques eram caros demais para poucas atrações, e tive o desafio de mesmo com a passagem comprada ter que refazer o roteiro sem o objetivo principal. Por mais que eu seja apaixonado por parques de todo o tipo, sei proteger meu dinheiro de algumas furadas, especialmente quando envolvem altos preços de ingresso. Cheguei no Aeroporto de Foz do Iguaçu pela manhã, por volta das 07h. Transporte via Uber não é uma tarefa muito fácil de se conseguir por lá, então recomendo fechar com algum transfer previamente através de uma agência de turismo receptivo. A agência que escolhi para cuidar do meu fim de semana na cidade foi a Loumar Turismo , que já está há muitos anos no mercado e são muito feras no que fazem. Confesso que para destinos em que tenho pouco tempo disponível prefiro agências de turismo receptivo porque elas ajudam bastante a otimizar o roteiro. Para a minha sorte, Foz do Iguaçu é uma cidade com muita coisa legal para se fazer! A cidade tem duas regiões principais: o centro, onde fica a maior parte dos hotéis, comércio e restaurantes, e a Avenida das Cataratas, onde ficam os principais atrativos turísticos e hotéis do tipo resort. Escolhi o Bourbon Cataratas para me abrigar no fim de semana, pela excelente localização na Avenida das Cataratas - o hotel fica bem no meio da Avenida, sendo um ponto estratégico para os lugares que eu gostaria de ir. Além disso, o hotel oferece uma mega estrutura, com área de lazer completa com piscina, playground, zoológico, quadras de esporte, recreação e área temática da Turma da Mônica. Maravilhoso! Com minha mochila nas costas, comecei a explorar a cidade das cataratas mais famosas do mundo. Depois de esperar alguns momentinhos, fui de Uber até o primeiro lugar escolhido: o Parque das Aves , atração que é um grande zoológico a céu aberto de aves. Lembra daqueles aviários que você provavelmente deve ter entrado em algum zoológico? O Parque das Aves leva eles a um próximo nível mantendo as aves livres para voar por onde bem entenderem! Eu vi espécies de papagaios, mutuns, jacutingas, faisões, araras, emas, tucanos, borboletas, corujas, e ave de rapina brasileira que reina sobre todas as outras: a harpia! Ainda dá para ver outros animais como saguis, cobras, peixes e jacarés. A experiência foi algo surreal! As aves já estão “acostumadas” com os humanos presentes por ali, então pousam no seu ombro sem cerimônia. O lugar é super agradável e dá para passar no mínimo 3 horas ali dentro. O ingresso custa R$ 70 (com meia-entrada disponível) e possui infraestrutura completa com lojas e restaurante. Não vi o tempo passar brincando com as aves e quando vi já estava próximo do anoitecer! Peguei mais um Uber em direção ao Marco das Três Fronteiras , um complexo turístico que se ergueu ao redor do obelisco brasileiro que se integra aos obeliscos de Argentina e Paraguai. O principal atrativo é a visão da tríplice fronteira, em que o visitante pode ver três países “tão longe, mas tão perto” um do outro através das fronteiras naturais feitas pelo Rio Iguaçu e Rio Paraná.​ Mas, o local ainda dispõe de uma vila cenográfica que faz homenagem às Missões Jesuíticas, loja de artesanatos e playground. Além disso, o Marco das Três Fronteiras é casa do Restaurante Cabeza De Vaca, que reúne pratos da culinária argentina, brasileira e paraguaia. O melhor horário para visitar o Marco é o horário de 18h até o encerramento às 21h, porque assim você pode aproveitar uma excelente refeição no Cabeza de Vaca e assistir as apresentações teatrais culturais do povo brasileiro, argentino e paraguaio. O ingresso custa R$ 48 (com meia-entrada disponível). No dia seguinte, aproveitei o início da manhã andando pelo hotel até chegar a van que iria me levar até Ciudad del Este, no Paraguai. Eu tinha escutado de tudo sobre o Paraguai. Ouvi várias comparações com lugarejos famosos do Brasil, como Alcantara (São Gonçalo, RJ), Rua da Alfândega (Rio de Janeiro, RJ), Brás (São Paulo, SP) e Rua 25 de Março (São Paulo, SP). Vários relatos ouvi de caos completo nas ruas: vendedores que tentam te empurrar todo o tipo de produto, desde perfumes baratos até meias superfaturadas. Tinha imaginado Ciudad del Este como o Walt Disney World do comércio popular de rua. Havia me preparado psicologicamente para recusar todas as ofertas e tomar todos os cuidados necessários em ruas de grande circulação de pessoas. A van passou tranquilamente pela alfândega paraguaia, e apresentamos somente nossos RGs para o fiscal paraguaio. Lembro que no Paraguai, é mais vantajoso comprar em dólar, então leve dólar físico ou cartões pré-pagos para não ficar sujeito à cotação do dia ou a um IOF estrondoso. A primeira parada do tour de compras por Ciudad del Este foi na Cellshop, uma loja de vários andares com diversos itens. São 7 departamentos: alimentos e bebidas, casa e decoração, brinquedos (muitos LEGOs raros!), moda casual e esportiva (ótimas marcas, todas que têm nos outlets dos EUA!), perfumaria e cosméticos, pesca e aventura, e tecnologia (vários eletrônicos como celulares, periféricos, videogames, TVs, computadores…). O preço da Cellshop é um pouco mais alto que o das outras lojas, mas o atendimento é excelente e a variedade também. Quando saí da Cellshop, o choque veio. Todas as lojas de ruas de Ciudad del Este estavam fechadas, as calçadas estavam vazias e pouquíssimos vendedores ambulantes estavam nas redondezas. Era domingo! No domingo, a maior parte do comércio fica fechada e o horário das poucas lojas que ficam abertas não ultrapassa 14h. Segui então para o Shopping Paris, o maior centro comercial da cidade. Você encontrará lojas que vendem tudo que você pode imaginar, incluindo famosas como Aeropostale e GNC Suplementos. Mas, a loja que chama mais atenção mesmo é a Shopping China, um paraíso das compras. A Shopping China parece um hipermercado dos produtos importados. Aqui é o melhor lugar para comprar qualquer coisa que você queira, tipo chocolates Milka, Funkos, jogos de videogame, vinho, LEGOs, celulares, periféricos para computadores, entre outros. Eu achei Funkos raríssimos nessa loja, e aproveitei para comprar os chocolates Milka que estavam com ótimos preços. Passei aproximadamente 1h30 explorando cada canto da loja. Não esqueça de pesquisar sempre os preços simultaneamente no seu celular em lojas do Brasil para verificar se realmente vale a pena comprar. Aliás, aviso: no Aeroporto de Foz do Iguaçu tem um posto fiscal da Receita Federal antes mesmo de entrar na sala de embarque, então fique atento à cota máxima de USD 1000 em produtos estrangeiros! Deixei as compras no hotel e parti para o Parque Nacional do Iguaçu, onde finalmente pude conhecer as estrelas dessa viagem: as Cataratas do Iguaçu. Mas, eu não tive o primeiro contato com elas do jeito clássico. Escolhi logo o Macuco Safari, uma aventura acima pelo Rio Iguaçu em que você terá um contato MUITO próximo com os saltos do lado argentino das cataratas. Para chegar lá e aos outros pontos de interesse do Parque, você pega um ônibus no centro de visitantes e desce no ponto que deseja. O Macuco Safari fica bem no meio do caminho até as cataratas e o passeio principal custa R$ 362 (confira outros passeios como rafting, cachoeirismo e trilha na selva na página de ingressos ). Tudo começa com um passeio de 2 km pela selva do Parque Nacional do Iguaçu, onde você será transportado por veículos ecológicos movidos a eletricidade que garantem uma vista panorâmica das inúmeras espécies de vegetação que estão ao redor do rio Iguaçu. Em seguida, guias conduzem uma caminhada de 600 metros pela mata, trazendo informações e curiosidades sobre a fauna e flora local. Nesta etapa do passeio, o contato com a natureza é maior e se você tiver sorte, pode ver os animais que habitam o parque - não alimente quatis! O final da trilha leva ao deck, estrutura que conta com lojinha de souvenirs, banheiros e guarda-volumes para guardar o que você tiver consigo - o que você não guardar, VAI MOLHAR! E para fechar com chave de ouro, na terceira etapa o passeio ganha ainda mais aventura: o bote bimotor do Macuco Safari leva para uma vista espetacular das cataratas e um banho para lavar a alma nas Cataratas do Iguaçu! Nessa hora, se as cataratas estiverem com grande vazão, você não imagina a força d’água! Quando eu estava lá, pessoas estavam segurando ou vestindo coisas, como garrafas d’água, óculos de sol, e boné… tudo foi empurrado para o chão do barco! Nada, absolutamente fica no seu lugar! É um banho gelado, forte mas super reconfortante! Só consegui tirar fotos porque a GoPro estava firme no meu braço, senão, não teria conseguido (e mesmo assim, ainda foi díficil)! Devidamente molhado, mas quase seco devido ao forte sol, fui em direção a ver as cataratas do jeito clássico, através das pontes de metal e plataformas que chegam bem perto do salto principal. Aconselho você a parar na beirada, se debruçar, fechar os olhos e ouvir o som da água caindo e sentir os pingos caindo na sua cara. É uma sensação que trás uma imensa paz! Confesso que fiquei boquiaberto ao ver tamanha maravilha da natureza tão pertinho de mim! ​ Para quem quer ver a Garganta do Diabo, o Parque Nacional tem o Mirante da Garganta do Diabo, em que você praticamente se sente parte das Cataratas do Iguaçu. Você pode chegar nele pelos elevadores ou fazer a trilha na floresta. Sempre bom lembrar: não alimente os quatis. Eles são animais cheios de traquinagens e podem se tornar agressivos quando o assunto é comida! O ingresso no Parque Nacional do Iguaçu custa R$ 67 para brasileiros. Aconselho comprar com antecedência para escolher, sem problemas de disponibilidade, o horário do ônibus que irá te levar pelos pontos do parque. O Parque Nacional do Iguaçu fica aberto todos os dias para visitação! Para ter uma ideia da dimensão do lugar, veja o mapa aqui! Terminei a tarde indo no último horário disponível na usina de energia Itaipu Binacional . Itaipu tem cinco passeios disponíveis: Itaipu by bike (passeio de bicicleta pelo complexo da Usina), Itaipu Especial (passeio pelo maquinário), Itaipu Refúgio Biológico (zoológico com fauna preservada da região), Itaipu Iluminada (show de luzes e músicas trinacionais) e Itaipu Panorâmica (tour pela usina de ônibus), o que escolhi fazer. Além da visão privilegiada do vertedouro ao topo da barragem, o trajeto do passeio Itaipu Panorâmica (R$ 46 - com meia-entrada disponível) ainda permite o contato com a natureza e belas paisagens na Usina de Itaipu. Lembra que eu disse que Foz do Iguaçu era ruim de disponibilidade para Uber? Eu saí de Itaipu às 18h de um domingo e simplesmente não tinha Uber nenhum que aceitasse corrida. Tive que andar 30 minutos estrada abaixo para poder ter a chance de pegar algum Uber que estivesse pelo centro de Foz (Itaipu fica bem longe de tudo!). Segui para o complexo Dreams Park , na Avenida das Cataratas. O local é um excelente pega-turista, com atrações clássicas de beira de estrada de qualquer cidade turística: Vale dos Dinossauros, um parque com estátuas hiperrealistas de dinossauros; Maravilhas do Mundo, miniaturas dos locais mais famosos do mundo; Motor Show, um museu de carros e motos antigos; Dreamland, um museu de cera de filmes e artistas famosos; e o Ice Bar (R$ 94 com meia-entrada disponível), onde fui, um local que você fica 30 minutos tentando se embebedar em temperaturas abaixo de zero. Consegui ficar exatos 28 minutos! O fim de semana em Foz do Iguaçu foi intenso e perfeito. Aproveitei muito mais que achava que ia aproveitar da cidade, principalmente pelo pouco tempo. A viagem foi um suspiro em meio à pandemia de covid-19, já que eu estava há muito tempo em casa. Infelizmente, a Argentina ainda estava fechada para turistas, então não pude visitar Puerto Iguazú. A cidade ainda ganhou novas atrações como a roda-gigante Yup Star. Quero muito voltar para fazer uma Cidade das Cataratas II com a adição dos belos cassinos argentinos, dos shows de tango e da bela vista da Yup Star! Quanto custa viajar para Foz do Iguaçu? ​Data: Fevereiro de 2021 Período: 2 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Foz do Iguaçu: R$ 380 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 30 2) Hospedagem 3 noites no Bourbon Cataratas: R$ 680 (preço encontrado durante Black Friday e durante a pandemia de COVID-19. Atualmente, o preço é o triplo do que eu paguei. Aconselho procurar hotéis no centro de Foz do Iguaçu para o preço ser semelhante a R$ 680). 3) Ingressos e passeios Parque das Aves: R$ 35 (meia entrada) Marco das Três Fronteiras: R$ 24 (meia entrada) Tour de Compras em Ciudad del Este: R$ 80 Parque Nacional do Iguaçu: R$ 67 Macuco Safari: R$ 362 Itaipu Binacional - Tour Panorâmico: R$ 46 Icebar do Dreams Park: R$ 47 (meia entrada) 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras: R$ 200 TOTAL (por pessoa): R$ 1.721,00 (custos 1 à 3) + R$ 600,00 (custo 4) = R$ 2.321,00 ​ Roteiro: 19/nov - Chegada em Foz do Iguaçu / Parque das Aves / Marco das Três Fronteiras 20/nov - Compras em Ciudad del Este / Parque Nacional do Iguaçu c/ Macuco Safári / Itaipu Binacional / Icebar 21/nov - Retorno ao Rio de Janeiro​ “À medida que levantamos paredes, cada sirene é uma sinfonia e cada lágrima é uma cachoeira" Coldplay << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro de viagem no Uruguai

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ Montevidéu | Colônia de Sacramento | Punta del Este 15 de out. de 2022 Quando visitei a Argentina em 2015 , e vi a possibilidade de ir fazer uma viagem sensacional de barco de Buenos Aires até Colônia de Sacramento, no Uruguai, fiquei muito frustrado por não ter nenhum tempo sobrando para fazer a travessia pelo Rio da Prata. A curiosidade de conhecer nossa antiga província Cisplatina nunca morreu, mas faltava uma “força maior” que me levasse até o Uruguai. Sete anos se passaram, e durante um dia no trabalho, tive uma verdadeira aula sobre o país. Tudo que me apresentaram sobre os nossos vizinhos do sul me chamou a atenção, especialmente as diferenças culturais que a capital Montevidéu guardava para as cidades brasileiras e Buenos Aires. É claro, que, algo no Uruguai também me chamava atenção: o Parque Rodó, um parque urbano de Montevidéu que desde de 1889 tinha a tradição de colocar brinquedos de parque de diversões, começando por uma montanha-russa. Mais de 130 anos depois, o que começou no século XIX ainda existe: duas seções do Parque Rodó são dedicadas à adrenalina. A primeira fica mais próxima da Playa Ramírez, e é tomada por atrações radicais e familiares, já a segunda é totalmente infantil e abriga a única montanha-russa do Uruguai: a Gusanito Manzana, um modelo raro italiano e único na América Latina. Na mesma promoção da LATAM em que consegui uma ótima promoção de pontos para Manaus , consegui um valor justíssimo para Montevidéu, já que estava querendo visitar um destino internacional. A capital uruguaia caiu perfeitamente no meu planejamento, porque não tinha muito tempo disponível e o preço encaixou na quantidade restante que eu tinha de pontos. O mais louco é que a data que escolhi viajar era apenas um dia após o fim da viagem de Manaus, isto é, ia sair do calor da Floresta Amazônica para cair no frio uruguaio! Quatro dias no nosso vizinho me esperavam! O trajeto aéreo até o Uruguai foi tranquilo, e fiquei impressionado com a grandiosidade e modernidade do aeroporto de Montevidéu. Com o passaporte eletrônico brasileiro, você entra tranquilamente no país sem ter a necessidade de falar com um agente de imigração. Todo o processo leva pouquíssimos minutos. Para sair do aeroporto, o Uber é uma opção, mas os preços podem ser bem elevados. A fim de evitar surpresas desagradáveis, fechei um traslado com a DCOM Travel que me levaria até o primeiro ponto da viagem: a vinícola Pizzorno. À medida que o motorista desbravava as estradas do Uruguai, percebia que havia entrado em uma realidade completamente diferente da que estou acostumado… O tempo parecia andar devagar, e o céu era de fato celeste como na bandeira! A vinícola Pizzorno é a principal vinícola do Uruguai, e fica localizada há apenas 40 minutos do centro de Montevidéu. Os campos de uva são imensos, e o local ainda oferece uma bonita pousada para hospedagem. A visita guiada inclui a explicação mais detalhada sobre enologia que eu já pude vivenciar. O passeio começa nas vinhas, depois desce até os cilindros de produção e fermentação, segue para o armazenamento subterrâneo em barris e termina com aulas específicas sobre a diferença de cada vinho produzido pela vinícola, com incontáveis provas de vinho. Como eu não havia comido nada desde do aeroporto, admito que fiquei bêbado muito fácil e não conseguia assimilar nada da explicação! Ainda bem que um maravilhoso almoço não demorou muito para vir. Toda a experiência custa aproximadamente R$ 420 (USD 75) com transporte regular desde Montevidéu. Na saída, há a possibilidade de comprar vinhos excelentes a partir de USD 10! Cheguei no meu hotel em Montevideo por volta das 15h. O Hotel Hispano fica muito perto da Praça da Independência, a principal praça do país, onde está localizada a sede do governo uruguaio. Eu precisava economizar no hotel já que resolvi fazer duas viagens seguidas, então o Hispano foi o melhor custo/benefício que encontrei, já que eu só precisava de um local legal para dormir. Quando entrei no quarto, parecia que tinha voltado 20 anos no tempo! A abertura da porta era de chave, armários gigantes de madeira enfeitavam o quarto e no banheiro tinha um bidê! O ar condicionado split e a televisão de LED teimavam em contrastar com o restante. Mal sabia eu que o hotel era apenas um spoiler do que eu veria do centro de Montevidéu.​ Não perdi tempo e pedi um Uber para o Parque Rodó . Os brinquedos lá presentes não eram muito diferentes do que encontramos nos parques itinerantes brasileiros: a atração mais radical era um Kamikaze, e o restante eram clássicos como trem fantasma, bate-bate, barco pirata, twister, samba (temos até dois!), e ótimas atrações infantis, como minhocão, carrossel, naves voadoras, cinema 5D e brinquedos que já estão ali há muito tempo! Na parte norte do Rodó, temos mais brinquedos, todos infantis. Foi nessa parte que meu desespero começou: eu, erroneamente, fui para o Uruguai sem nenhuma cédula de pesos uruguaios (moeda do país) na carteira. Para andar na montanha-russa, eu só poderia pagar usando cédulas, porque o lugar não aceitava cartão de crédito. Ao abrir o Google Maps, todas as casas de câmbio pareciam fechadas, com exceção de uma, que ficava a 30 minutos de onde eu estava a pé. Foi um rolezão! Já fica a dica: nunca saia do aeroporto de um país sem ter dinheiro vivo em mãos! Depois de me divertir nos brinquedos do Rodó, fiz o que eu adoro fazer em capitais de outros países: me perder andando pelas calçadas até chegar no hotel de novo. Segui pelo litoral que margeia o Rio da Prata até entrar nas ruas do bairro Palermo na altura do Ibis de Montevideo. As ruas eram tomadas por prédios que pararam no tempo, e não eram muito movimentadas. Pensei que estava numa cidade fantasma! Achei tudo muito estranho, especialmente por se tratar de um sábado à noite. Depois que cheguei ao hotel para tomar banho e me dirigir ao jantar na Cidade Velha, fiquei ainda mais impressionado com um centro histórico sem vida, sem lojas e sem bares ou restaurantes funcionando. O lugar da minha janta era o Restaurante Primuseum, uma portinha em meio aos prédios antigos da Cidade Velha. Quando entrei, havia mais evidências de que estava vivendo uma realidade paralela do século XX: o local era um restaurante-museu, com móveis e itens do auge da economia uruguaia. Não conseguia parar de olhar cada centímetro do Primuseum, abobalhado com a ótima preservação de cada item. A experiência gastronômica envolve três entradas, um prato principal, uma sobremesa e vinho à vontade. A carne bovina uruguaia que comi nesse lugar foi a melhor carne que comi na minha vida até hoje! Durante a refeição, um espetáculo de tango e música uruguaia intimista dá o tom a um dos momentos mais incríveis que alguém poderia viver no Uruguai. A qualidade de tudo é impecável e o custo é de aproximadamente R$ 400 (USD 70) e é permitido levar a garrafa de vinho com você (se sobrar algo!). Você pode conferir mais informações aqui . Os próximos três dias estiveram nas mãos da Master Turismo, outra agência de receptivo no Uruguai. Finalmente pude realizar minha vontade de visitar Colônia do Sacramento, uma cidade colonizada por portugueses e espanhóis em diferentes tempos da história. No caminho até Colônia, passamos por Nueva Helvecia, uma colônia suíça, e adentramos uma estrada com mais de 100 palmeiras até a entrada de Colônia. O primeiro ponto foi a Plaza de Toros Real de San Carlos, a única ainda existente no Uruguai. O local foi tombado e preservado, e hoje é aberto somente para eventos especiais. Plaza de Toros Em dias de céu azul celeste, sem nuvens, é possível ver claramente os prédios de Buenos Aires ao fundo! Quando vi, realmente não acreditei. Era algo que eu não esperava! A orla de Colônia é maravilhosa, super agradável de andar e possui ótimos pontos para fotos, incluindo o letreiro com o nome da cidade. Quando chegamos ao centro da cidade, notei que era um lugar mais vivo que o centro de Montevidéu, com turistas e uruguaios passeando pela Avenida General Flores, a principal, cheia de lojas, hotéis e restaurantes. Buenos Aires A Cidade Velha de Colônia lembra muito Paraty, especialmente pelas ruas de pedra e arquitetura colonial, que é misturada entre a portuguesa e a espanhola. São muitos pontos de interesse histórico: o portal da cidade; a muralha com canhões; a Praça Maior; a igreja matriz; o farol; o museu do azulejo e o bastião de São Pedro, onde você verá a maior bandeira do Uruguai erguida (além de ser um belo lugar para ver o pôr-do-sol). Aconselho andar pela Cidade Velha com um guia, para ouvir as histórias que aquelas ruas têm para contar! As lojas vendem artesanatos típicos do país, pedras e minerais, roupas e souvenires como bandeiras, chaveiros, cartões-postais, entre outros. M eu almoço foi num restaurante chamado La Comandancia, um lugar super pitoresco com mesas ao ar livre, perto do Rio da Prata e ótimo custo/benefício. Comi um excelente pescado com vinho branco e a conta saiu aproximadamente R$ 80. Depois de almoçar, aproveitei a tarde para visitar as lojas da General Flores, onde pude encontrar o doce de leite da Granja Arenas (os preços em Colônia são os melhores!) e ótimos alfajores. Na rua Ituzaingó 131, fica o Museu do Origami, uma linda casa com várias exposições das mais diferentes dobraduras. No retorno para Montevidéu, parei na Granja Arenas para conhecer a coleção de chaveiros, lápis e outros objetos do dono, e comprar queijos. Definitivamente, depois de um dia incrível em Colônia, sentindo a brisa do vento e imerso em mais uma realidade temporal paralela, ficaria mais de um dia na cidade. Museu do Origami O dia de ir até Punta del Este selou a 2022 Cielo Celeste Tour como uma viagem de várias sensações, emoções e cenários. Começamos o caminho pelo litoral de Montevidéu, passando pelos bairros de Buceo e Carrasco, que tinham prédios mais modernos, mas ainda lembrando o estilo modernista do século XX. Quando chegamos à parte das mansões, foi como teletransportar para a Los Angeles (Califórnia, EUA) dos anos 90. Palavras não vão conseguir descrever a vibe incrível que era passar por aquela avenida com o céu puro azul e o sol forte. O cenário foi parecido até chegar em Piriápolis, uma cidade balneário construída por Francisco Píria, que ergueu um castelo na região. O ponto alto de Piriápolis foi o Cerro San Antônio, onde foi possível ver vários tons de azul das águas da Baía de Piriápolis. Me emocionei! Antes de chegarmos a Punta del Este, paramos em Punta Ballenas, onde fica um dos edifícios mais famosos do Uruguai e da América Latina: o museu Casapueblo. Construído pelo pintor, ceramista, escultor, muralista, escritor, compositor e empresário uruguaio Carlos Páez Vilaró, o lugar é como um castelo branco feito à mão. Boa parte do complexo é um condomínio e um hotel, mas o museu deixa perfeitamente você sentir como são os cômodos do edifício. As obras de Carlos são visíveis em cada sala do museu, e você pode comprar azulejos que são feitos pelos seus filhos (se prepare para altos preços, pois são produtos personalizados!). O preço de visita do museu é R$ 50 (USD 10) e os souvenires possuem um preço salgado também. O que vale mesmo são as vistas inesquecíveis das varandas da Casapuebelo, que fica à beira de um penhasco. Punta del Este é uma cidade muito parecida com Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Lotada de prédios, hotéis, resorts e cassinos, a cidade realmente só ganha vida no período do verão (novembro à março). Nos outros meses, é uma cidade vazia, mas muitíssimo linda. Suas águas são geladas, então um banho de mar fora do verão é praticamente impossível e principalmente, não recomendado. Nosso destino foi o bairro Península, onde está o centro da cidade. Comemos no restaurante Zazú, que tem um cardápio refinado (preço médio da refeição com bebida: R$ 180 / USD 30) e em seguida fomos ver os leões marinhos no porto de Punta del Este - confesso que jamais imaginei em interagir tão perto desses lindos animais! Surpreendentemente, vi mais um encontro das águas: na Punta de la Salina, o ponto continental mais ao sul do Uruguai, é possível ver quando as águas barrentas do Rio da Prata se fundem com as águas azuis do Oceano Atlântico - um espetáculo da natureza! Para não dizer que fui à Punta del Este e não fui à praia, fui até a Praia Brava para tirar foto com a escultura Los Dedos (duvido que no verão seja tão tranquilo tirar foto aqui!). Ao final do dia, passeamos pelo ótimo comércio das ruas da Península (com destaque para a Calle 20 e Calle 28). Não deixe de dar uma passada na sorveteria Pecas e comprar o doce de leite de Punta, o Lapataia. Se você gostar de jogar, o cassino do Enjoy Punta del Este é ótimo! No último dia em Montevidéu, fiz um city tour pelos principais pontos turísticos da capital uruguaia, como a orla de Buceo e Carrasco; o estádio Centenário; o Palácio Legislativo; o Monumento La Carreta; o Letreiro de Montevideo e dois lugares especiais: o Mercado Agrícola, onde você pode comprar o doce de leite Conaprole, o melhor doce de leite do país e o melhor que já provei na vida; e o Mercado del Puerto, onde excelentes restaurantes com o melhor da culinária culinária estão presentes. Eu almocei no Cabaña Veronica, que me serviu uma carne uruguaia que chegou muito perto da qualidade que tive no Primuseum (ótima experiência!). Antes de ir embora, passei meus últimos momentos em solo uruguaio na Plaza Independencia, em que tive tempo suficiente para admirar a grandeza do Palacio Salvo (oferece visitas guiadas!), que já foi o edifício mais alto da América Latina; do Teatro Solis (oferece visitas guiadas!), o teatro nacional inaugurado em 1856 e a Puerta de la Ciudadela, um portal histórico preservado. No centro da praça, está a estátua que guarda a tumba de José Artigas, líder da resistência republicana contra as forças da Espanha. Palacio Salvo Almoço no Mercado del Puerto Sentirei muitas saudades do Uruguai. O país me surpreendeu positivamente a cada dia que passava. O país é bastante seguro para andar nas ruas, mas um pouco de cuidado nunca é demais, em qualquer lugar que você vá! Como você deve ter percebido, se alimentar no Uruguai é caro! Um lanche completo de fast-food em média fica R$ 60 e uma refeição completa em um restaurante fica R$ 90. Aprendi que o fato do país “ser parado no tempo” pouco tem a ver com a economia, e sim com a própria vontade da maioria dos uruguaios de permanecer dessa forma, sem ter interferência externa. Sabia que o país não possui feriados religiosos, incluindo o Natal? Eu amo viagens que me fazem desconectar completamente da minha realidade e a 2022 Cielo Celeste Tour fez isso com maestria do início ao fim. Quanto custa viajar para o Uruguai? Data: Outubro de 2022 Período: 4 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Manaus: 29.600 pontos + R$ 441,18 de taxa de embarque (via Latam) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 25 2) Hospedagem 3 noites no Hotel Hispano: R$ 430 3) Ingressos e passeios Vinícola Pizzorno: R$ 420 Restaurante Primuseum: R$ 400 Parque Rodó: R$ 60 Dia inteiro em Colônia do Sacramento: R$ 350 Dia inteiro em Punta del Este: R$ 230 Museu Casapueblo: R$ 50 City tour em Montevidéu: R$ 70 Transfer in/out do Aeroporto de Montevidéu: R$ 130 4) Diversos Comida: R$ 800 TOTAL (por pessoa): R$ 2.606,00 (custos 1 à 3) + R$ 800,00 (custo 4) = R$ 3.406,00 ​ Roteiro: 15/out - Chegada em Montevidéu / Vinícola Pizzorno / Parque Rodó / Restaurante Primuseum 16/out - Nueva Helvecia / Colônia de Sacramento 17/out - Piriápolis / Museu Casapueblo / Punta del Este 18/out - City tour em Montevidéu / Retorno ao Brasil ​"Aprendi que, se você não consegue ser feliz com poucas coisas, não conseguirá ser feliz com muitas coisas." Pepe Mujica, ex-presidente uruguaio << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro de viagem para o Beach Park em Fortaleza

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ Fortaleza | Canoa Quebrada | Jericoacoara 19 de fev. de 2021 Ir no Beach Park sempre foi um sonho de infância. O parque aquático mais famoso do Brasil era o passeio preferido dos meus colegas de escola no ensino fundamental. A cada férias, cada um contava como foram as experiências nos toboáguas. Infelizmente, minha família não tinha dinheiro para viajar até Fortaleza, então eu cresci tentando imaginar como seria legal se um dia eu visitasse o Beach Park e pudesse experimentar tudo que eles experimentaram. Muito tempo se passou, nossa condição financeira melhorou, outras viagens apareceram, mas nenhuma delas foi para Fortaleza. Nesse período, o Beach Park se tornou praticamente outro parque diante daquele que eu sonhava na infância. Por conta do pouco espaço, muitas atrações tiveram que ser desativadas para vir outras, mais novas. Não poderia nunca mais experimentar o Sarcófago ou a Moreia Negra… Mas, a vida é isso. Saem atrações velhas para entrar novas, mais modernas. Quando comecei a trabalhar, eu já sabia em como eu iria investir meu primeiro salário: comprando uma passagem para Fortaleza! Até pensei em fazer um bate-volta de fim de semana só para ir para o Beach Park, mas eu sempre ouvi muitas coisas boas do estado do Ceará. Chamei meu amigo Paulo e compramos passagens para passar o Carnaval inteiro lá! Quem nos acompanhou também foi o Rodrigo, um amigo que fiz durante o intercâmbio no Walt Disney World . Pegamos o carro (um Uno 1.0) no Aeroporto de Fortaleza pela Unidas. Não sabíamos se um carrinho desse seria o suficiente para fazermos o que tínhamos planejado para o Carnaval, mas tinha que dar, já que era a nossa única opção e não tínhamos muita escolha! Passamos em um supermercado em Fortaleza para comprar itens para a roadtrip no litoral cearense e caímos na estrada em direção ao leste do estado. Quando passamos pela cidade do Beach Park, quase falei para pararmos o carro e entrarmos logo no parque, mas engoli minha ansiedade. O carro seguia pela estrada e eu estava prestes a descobrir que ia conhecer os lugares mais incríveis do Brasil. Seguimos a estrada até o município de Aracati, onde fica o distrito de Canoa Quebrada. A primeira parada foi na Barraca e Restaurante Antônio Coco, em que pudemos comer um ótimo almoço com os pescados locais e ótima água de coco. Curtimos a praia de águas mornas (para mim, um verdadeiro paraíso!) antes de fechar o tradicional passeio de buggy na região. Muitos bugueiros ficam ao redor do restaurante, então literalmente você só precisa escolher um. O passeio começou pela faixa litorânea da praia, em um cenário que me lembrou muito uma cena do jogo Forza Horizon. Eu já estava sem palavras em estar vivendo aquele momento, com o vento na minha cara, sentindo a brisa do mar e o barulho das ondas. Parecia que eu tinha me teletransportado para um paraíso onde nada mais importava e parecia que em algum momento eu iria me unir àquela paisagem belíssima das falésias de Canoa Quebrada. Paramos no símbolo do distrito, uma meia-lua com uma estrela. Existem várias versões do porquê do símbolo ser esse, mas a mais aceita pelos moradores como verdade é um paquistanês foi até a casa do escultor Chico Eliziário e pediu para Chico fazer uma lembrança da cidade para ele levar se volta ao seu país. Chico, então, fez a meia-lua e a estrela do Islã. Isso foi o suficiente para o encantar pelo símbolo, e o artesão começou a fazer várias peças que foram aceitas pela população e pelos turistas. Nascia assim, o símbolo definitivo da cidade. O passeio fica verdadeiramente radical quando ele chega nas dunas de Canoa Quebrada, e o buggy entra em alta velocidade nas grandes quedas! A sensação é muito similar com as quedas de uma montanha-russa e eu nem preciso dizer que amei, né? Ele percorre essas grandes dunas até a lagoa dos esportes radicais, em que você pode fazer uma tirolesa radical que termina na água! Confesso que estava morrendo de medo, mas amei MUITO! Uma sensação de liberdade absurda! Na volta, tivemos um tempo na Barraca Oásis, um ótimo lugar para dar um mergulho numa piscina natural e beber a bebida típica do local, o Mescal (que é deliciosa!). Na volta, o bugueiro nos deixou na lindíssima Duna do Pôr-do-Sol para vermos o… pôr-do-sol. Não decepcionou! Tudo fica instantaneamente laranja! Chegamos na Pousada Latitude para passar a noite, uma ótima pousada bem na praça central de Canoa Quebrada e ao lado da Broadway, a principal rua da cidade com comércio e restaurantes de variadas gastronomias. Um passeio a pé por Canoa Quebrada a noite é uma ótima maneira de conhecer um outro lado da cidade (mais pacato), ouvir o som do mar com mais força e relaxar vendo as lojas. Canoa é para você desacelerar, fingir que o tempo parou, e contemplar o tempo passar devagar. Um verdadeiro paraíso. Na manhã seguinte, retornamos à Fortaleza para… IR NO BEACH PARK ! Chegamos pela manhã em Aquiraz, cidade ao lado da capital em que fica o parque aquático mais famoso do Brasil! O complexo do Beach Park fica em Porto das Dunas, uma praia de ondas fortes mas com água morna. O primeiro lugar que você vê quando entra no complexo é a Vila Azul do Mar, um pequeno centro comercial com alta gastronomia, lojas de souvenires e quiosques. A entrada do parque fica bem em frente às areias da praia! EU NEM PUDE ACREDITAR QUE FINALMENTE HAVIA REALIZADO MEU SONHO DE ESTAR ALI! O Beach Park tem formato retangular e não é muito grande, mas ele tem atrações para todas as idades e gostos! Me diverti em várias atrações legais, como os toboáguas de cápsula do Arrepius, o funil do Vaikuntudo e os muitos toboáguas diferentes do Ramubrinká. Até mesmo o grandão Insano consegui encarar mais de uma vez! Vou te falar… ele nem é tão medonho assim! O tamanho assusta, mas depois que você desce, vira uma gostosa descida e um monte de água vem na sua cara! Por ser pequeno, o dia no Beach Park não cansa muito e é tudo muito pertinho. A infraestrutura também não deixa a desejar, e os personagens ainda ficam pulando pelo parque divertindo todo mundo. Saí do Beach Park de alma lavada e muito feliz pelo meu sonho realizado! Como o parque fecha no fim da tarde, fomos até o centro de Fortaleza para assistir o musical Ceará Show, um espetáculo que apresentava a história e a cultura cearense. Não devia em nada para os musicais da Broadway! Gostei muitíssimo da experiência! Infelizmente, o show deixou de ser apresentado, sem motivo aparente. As redes sociais continuam ativas, então acredito que possa existir uma esperança de retorno. No dia seguinte, fizemos um city tour por Fortaleza, começando pelo Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um complexo com museu de arte, teatro, biblioteca, cinemas e planetário. Você também pode encontrar ótimos lugares para tirar fotos! Dois quarteirões depois, chegamos na Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, edificação histórica que deu nome à cidade. Recomendo fazer o tour guiado! Em frente à Fortaleza, entramos na sensacional Catedral Metropolitana de Fortaleza em estilo neogótico em seu exterior, algo muito difícil de vermos no Brasil, especialmente em grandes cidades. Finalizamos o city tour no Mercado Central de Fortaleza, um lugar que você vai encontrar muitos artigos têxteis, como blusas de renda, artesanato, e artigos alimentícios, como as iguarias típicas do Ceará (bolo de rolo, rapadura, caju, carne de sol). Muitos produtos que vimos no Mercado também podem ser encontrados na Feirinha Beira Mar, uma feira de artesanatos com inúmeras barracas de artesanato tradicional e criativo. A feira funciona todos os dias das 18h às 23h, e fica em frente ao hotel Oásis Atlântico Imperial. Confesso que achei os preços da feira bem melhores que os do Mercado Central, mas pode ser que seja só impressão. Eu amei andar na orla de Fortaleza pela noite. É bem movimentada, vi policiamento, mas é sempre bom ficar atento. Não ultrapasse às 22h andando pelas ruas da cidade, pode ser perigoso. Passamos o último dia em Fortaleza no hotel Seara, que tem um belíssimo rooftop com uma vista incrível para a cidade. O rooftop do hotel é com vidros transparentes, o que possibilita belíssimas fotos! Depois do pôr-do-sol, descemos para andar pelo bairro Meireles, onde ficam as melhores lojas da cidade. Aproveitamos também para ir ao Iguatemi, um excelente shopping (e um dos maiores da cidade). Para encerrar, fomos até o Cocobambu, um restaurante localizado na Avenida Beira-Mar, com um cardápio maravilhoso de pratos com frutos do mar. Acordamos cedo no dia seguinte para ir até a Vila de Jericoacoara, um “vilarejo gourmet” que fica no litoral oeste do Ceará. Foram longas cinco horas de estrada até chegarmos na cidade de Jijoca de Jericoacoara, que serve de base para os turistas que desejam chegar até o vilarejo. Logo na entrada da cidade você verá o Estacionamento Central, que é onde você pode deixar seu carro pelo período em que você ficará na Vila de Jericoacoara. O preço é de aproximadamente R$ 25/dia (dependendo da época). Após deixar o carro no estacionamento, você pode pegar uma das milhares de caminhonetes que fazem o transporte até Jeri. Elas ficam estacionadas em frente ao Estacionamento Central e custam R$ 50 a R$ 75 (dependendo da época) por pessoa para fazer o trecho Jijoca/Vila de Jericoacoara. A duração do transfer é de aproximadamente 1 hora, e você passará pelos caminhos de areia das dunas! Chegamos em Jericoacoara na hora do almoço. Deixamos nossas coisas na Pousada Chalé Jeri, uma pousada familiar com ótimos quartos/chalés, bem espaçosos e com ar condicionado. O café da manhã é bem simples, mas com variadas opções de frutas, pães e frios. Saímos em busca de fazer passeios na parte da tarde, mas, pelo pouco tempo, todos os de longa duração já estavam em curso. Fomos fazer a trilha da Pedra Furada, a formação rochosa que é um dos símbolos do vilarejo. Tem a opção de ir por charrete, mas devido ao péssimo estado dos animais, resolvemos seguir a pé mesmo. O tempo da trilha é de 20 a 30 minutos, dependendo de sua velocidade ao caminhar. A vista é recompensadora e considero um dos lugares mais bonitos do Brasil! À noite, aproveitamos os restaurantes da Vila e jantamos no Samba Rock Café, na praça principal. A música ao vivo é ótima! No dia seguinte, um temporal muito forte castigava Jericoacoara, e achávamos que seria um dia perdido. Felizmente, havíamos contratado o Jeri Tiago , um bugueiro com ótimas referências na Internet. Ele não desistiu de fazer o nosso passeio (R$ 500) pelos principais pontos turísticos ao redor da Vila! Mesmo com tudo alagado e cheio de lama, quando a chuva estiou, saímos rumo à rota leste de Jericoacoara, onde visitamos: a Lagoa Azul, uma lagoa formada entre as dunas do Parque Nacional; o Buraco Azul Castelhano, um pequeno lago com águas azuis turquesa; a Árvore da Preguiça, uma árvore com uma formação de tronco única; e por fim, a Praia de Jericoacoara, em que aproveitamos as águas quentes antes de um temporal cair na vila mais uma vez. Um fato curioso: foi durante esse passeio que recebi a ligação do Luís, um dos meus amigos que viajam comigo, contando sobre o processo de quarentena do México, e detalhando como poderíamos fazer para tornar nosso planejamento de viagem para os Estados Unidos realidade em meio à pandemia de COVID-19. No meio do lamaçal do Parque Nacional de Jericoacoara, era dado o pontapé inicial da 2021 All the Bright Parks Tour , uma viagem por mais de 30 parques temáticos entre México e Estados Unidos, realizada quatro meses depois dessa viagem ao Ceará. Naquela noite, comemos no Blue Restaurante, bem em frente à praia. Apesar de termos gostado da comida, sua qualidade não fez jus ao preço inflado. Aproveitamos para comprar todas as lembrancinhas que faltavam nas milhares de lojas e ambulantes que rodeiam Jericoacoara, especialmente em torno da praça principal. Pegamos a estrada de manhã muito cedo para voltar rumo à Fortaleza e pegar os voos de volta para casa. A viagem até o Ceará foi extremamente relaxante, e o estado se tornou um dos meus lugares favoritos no Brasil. Em uma só viagem, você pode, além de relaxar, curtir muita adrenalina, recarregar as energias, elevar a mente com paisagens incríveis, deixar o mar levar seus problemas e deixar a felicidade rolar. A realização do meu sonho de criança foi muito mais linda do que originalmente imaginei! Quanto custa viajar para o Ceará? ​Data: Fevereiro de 2021 Período: 5 dias Número de pessoas: 3 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Fortaleza: R$ 580 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 30 Aluguel de carro (3 dias): R$ 680 (R$ 226 por pessoa) 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 3) 1 noite na Pousada Latitude em Canoa Quebrada: R$ 160 1 noite no Seara Praia Hotel em Fortaleza: R$ 181 2 noites na Pousada Chalé Jeri em Jericoacoara: R$ 173 3) Ingressos e passeios Passeio de Buggy em Canoa Quebrada: R$ 300 (R$ 100 por pessoa) Beach Park: R$ 225 Ceará Show: R$ 60 Passeio de Buggy em Jericoacoara: R$ 500 (R$ 165 por pessoa) 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras/Gasolina: R$ 400 TOTAL (por pessoa): R$ 1.870,00 (custos 1 à 3) + R$ 800,00 (custo 4) = R$ 2.670,00 ​ Roteiro: 13/fev - Chegada em Fortaleza / Noite em Canoa Quebrada 14/fev - Passeio de Buggy em Canoa Quebrada / Noite em Fortaleza 15/fev - Beach Park 16/fev - Chegada em Jericoacoara / Pedra Furada 17/fev - Passeio de Buggy no Lado Leste de Jericoacoara 18/fev - Retorno​ "É na idade da ambição que se prova a têmpera dos homens." José de Alencar << Viagem anterior Próxima viagem >>

bottom of page