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  • Roteiro de viagem em Manaus

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ Manaus | Presidente Figueiredo 8 de out. de 2022 Minhas viagens, na maioria das vezes, são pautadas por conta de um parque de diversões ou um parque aquático. O objetivo é sempre conhecer novos lugares para me divertir! Uma das partes mais incríveis de cada viagem é conhecer as cidades em que estão os parques, descobrindo mais atrações, e tendo uma sensação da dinâmica do local em que os parques estão. A viagem que você verá a seguir foi uma daquelas que teve parque, mas a principal atração não foi uma montanha-russa. ​ Sempre morei no Rio de Janeiro, e portanto, o parque Terra Encantada era um dos meus lugares favoritos na cidade. Após 12 anos de funcionamento, o parque fechou e os brinquedos foram espalhados pelo país. Foram muitos anos de indefinição esperando onde eles iam aparecer. Uns sete anos depois do encerramento das atividades, dois deles apareceram em um parque de diversões na cidade de Manaus. Centro Histórico de Manaus Ficava me perguntando como eu poderia ter um momento nostálgico especial do outro lado do país com passagens de aviões tão caras! A Região Norte do Brasil era ainda um território não explorado por mim especialmente porque o custo de sair do Rio de Janeiro para lá sempre foi muito alto… Entretanto, aconteceu um milagre: em uma busca pelo site da LATAM, vi que o trecho Rio-Manaus-Rio estava com um excelente valor pelo Latam Pass, programa de pontos da companhia aérea. Não pensei duas vezes e emiti a passagem para uma viagem de sábado à quinta. A questão agora era: o que fazer em Manaus? Definitivamente o parque de diversões que eu queria visitar não completaria nem 5 horas de um dia, quanto mais 5 dias! Ignorei isso por muito tempo, até que chegou o dia em que faltava apenas 1 mês para entrar no avião. Quando comecei a procurar as agências de turismo receptivo que fazem os passeios na capital amazonense, acabei percebendo o óbvio: teria que sair do meu estilo urbano de viajante para entrar na maior floresta tropical do mundo. Quando vi o tamanho da Amazônia do avião, sabia que seria uma viagem transformadora. Cheguei em Manaus no sábado à tarde e já senti o impacto de estar no “pulmão do mundo” logo no aeroporto, com árvores gigantes no meio do hall e tartarugas em um viveiro. Como fui no mês de outubro, último mês da estação seca, o clima não estava tão úmido, mas a temperatura estava bastante quente. Meu quarto ficava no último andar do hotel, me proporcionando uma linda vista de Manaus! Quando vi luzes brilhantes de uma roda-gigante ao fundo, percebi que elas vinham do parque de diversões que eu queria tanto ir! Esperei apenas o celular carregar e chamei o Uber, que tem uma ótima cobertura na cidade. Tartarugas no aeroporto O Mirage Park fica ao lado da Arena da Amazônia e é um parque três ou quatro vezes menor do que era o Terra Encantada. Nele, estão a montanha-russa Monte Aurora e o chapéu mexicano Tornado, atrações que em que pude me divertir muito na minha adolescência. Pude me divertir muito nesses brinquedos de novo, o que foi extremamente especial para mim! Além deles, o Mirage tem atrações para toda família se divertir: para quem gosta de radicalizar, o Mixer e o Enterprise são ótimas opções; para quem quer curtir com todo mundo junto, tem Trem Fantasma, Bate-Bate e Crazy Dance; e para quem é criança, tem muitas opções espalhadas pelo parque, incluindo um carrossel de 2 andares! Mixer no Mirage Park Montanha-russa no Mirage Park Spinner (antigo Tornado do Terra Encantada) Acordei cedo para no dia seguinte começar a primeira parte da minha expedição amazônica: um passeio de barco pelo Rio Negro, que banha a cidade de Manaus, que comprei com a agência Amazon Destinations . A primeira parada foi em um pequeno porto em uma das margens no rio para avistar e interagir com os botos-cor-de-rosa selvagens. Para essa interação ter muito sucesso, os botos “precisam” estar de barriga vazia, o que depende da presença (ou não) de cardumes no rio. Se no dia os botos estiverem de barriga cheia, como foi no meu caso, será difícil qualquer um ser atraído por peixes. O instrutor tentou ao máximo, e um deles chegou timidamente para fisgar peixes. A experiência foi mais sensorial do que visual, com o boto passando pela parte do meu corpo que estava embaixo da água dando trombadas. Pude ver seus dentes e um pouco de seus olhos! Encontro com o boto cor-de-rosa Repare com o nível de agua do rio abaixou! A próxima parada foi o encontro das águas entre os rios Negro e Solimões, fenômeno natural que batizou essa viagem. Confesso que ver ao vivo é muito mais surpreendente do que pelas fotos que via durante o ensino escolar. As águas realmente não se misturam, e isto acontece pela diferença de temperatura e densidade de ambos os rios, e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 28°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 22°C. Ao chegar na área do Lago do January, fomos recebidos pelos indígenas da tribo Tuyuka, que apresentaram rituais e danças típicas da tribo. Para quem curte, os Tuyuka fazem pinturas indígenas (pagas) e permitem você tirar fotos com os animais (pagas) que fazem parte do cotidiano deles, como cobras, preguiças e primatas. Não curto muito esse tipo de turismo, mas grande parte dos turistas desembarcaram ali parecia gostar. Almoçamos no Restaurante Rainha da Selva, que oferece um excelente buffet com culinária amazonense - eu amo peixes de água doce! O preparo do tambaqui e do pirarucu pelos locais é perfeito. O fim do passeio é em uma estrutura de madeira que foi erguida sobre a floresta, em que podemos observar um grande lago, lar de diversas espécies de jacarés, e ouvir os diversos sons que a Amazônia faz. Fim do dia foi no Manauara Shopping, o maior shopping, onde pude comer um ótimo prato de tambaqui no Caboquinho, uma rede local famosa de restaurantes. O dia seguinte começou no MUSA - O Museu da Amazônia. O lugar é uma reserva florestal primária (sem grandes ações humanas que a modificaram desde sua criação) bem nos limites da cidade de Manaus, bastante longe do centro e localizado na Zona Norte da cidade. Vale a pena ir de Uber porque ir de transporte público demoraria demais (além do Uber não ter preços tão altos)! O MUSA é composto de 5 km de trilhas leves e fáceis diferentes, onde você poderá ver serpentes, cigarras, aracnídeos, orquídeas, peixes amazônicos, vitória-régias e árvores gigantescas como o Angelim. O melhor do MUSA é o momento de subir numa torre de observação florestal de 42 metros, em que você poderá ver mais de 100 tons de verde, e escutar as infinitas espécies de pássaros da região. Os momentos no museu são momentos íntimos com a Floresta Amazônica e uma visita guiada custa justos R$ 50. Outras experiências podem ser agendadas, como uma visita noturna! Você pode conferir tudo aqui . Vitória-regias Tambaqui, peixe símbolo da região Libélulas acasalando Angelim Como eu já estava na Zona Norte de Manaus, conjuguei a visita ao MUSA junto ao segundo parque de diversões da viagem: o Fun Park Vianorte . Localizado dentro do Shopping Vianorte, o Fun Park é destinado ao público infantil, porém muitos de seus brinquedos toda família pode ir (não vá esperando nada radical). O destaque do Fun Park é que as atrações são tematizadas de acordo com a cultura folclórica amazonense, algo que amei e fiquei super impressionado! A única montanha-russa do parque, a Boitatá, é pequenina, mas tem um lindíssimo trem simbolizando a cobra de fogo protetora da floresta. O parque conta com roda-gigante, escorregador, trem fantasma, bate-bate, amor express, brinquedão, barco pirata e muitos fliperamas! O quarto dia foi destinado à conhecer os pontos turísticos mais legais de Manaus, começando pelo Teatro Amazonas. O Teatro é uma belíssima obra arquitetônica de exterior renascentista e interior art-noveau. Até hoje, é considerado um dos mais belos teatros do mundo, e apresentações regulares são feitas. Possui visitas guiadas (R$ 20) no período da manhã e da tarde, salvo os dias em que o teatro precisa ser fechado para a montagem de alguma peça. Em frente ao Teatro, fica um dos restaurantes mais nobres de Manaus, o Caxiri. Seu cardápio é refinado e 100% dele abraça a culinária amazonense da melhor forma. Uma experiência única na cidade! O preço médio de uma entrada, refeição e sobremesa acompanhado de bebida é de R$ 150. A caminhada pelo centro seguiu até o Palacete Provincial, onde funcionam cinco museus: o Museu de Arqueologia, o Museu de Numismática (moedas) Bernardo Ramos, o Museu da Imagem e do Som (MISAM), o Museu Tiradentes e a Pinacoteca do Estado do Amazonas. A entrada é gratuita e o conteúdo que os museus guardam são de alto valor para o estado e para os amazonenses. Na Praça da Matriz, ficam a Catedral Matriz Nossa Senhora da Conceição, o Porto de Cruzeiros de Manaus, e a Torre do Relógio, um relógio de arquitetura neoclássica e com engrenagens importadas da Suíça. A última parte do city tour foi o Palácio da Justiça, prédio em que funcionou o principal tribunal do estado e com vista lindíssima para o Teatro Amazonas. Monumento à Abertura dos Portos Relógio municipal Arte manauara na Pinacoteca Museu de Numismática Museu da Justiça No último dia turistando em Manaus, embarquei mais uma vez com a Amazon Destinations para Presidente Figueiredo, onde ficam mais de 140 cachoeiras catalogadas e reconhecidas. São duas horas até a cidade, pela estrada que liga o Amazonas até Roraima e consequentemente, até a Venezuela. A primeira cachoeira do passeio foi a de Iracema, uma das queridinhas do lugar. Por ser estação de seca, seu volume não era tão grande, mas estava perfeito para se refrescar! Para chegar nela, foi necessária uma trilha pela floresta amazônica de uns 15 minutos, com formações rochosas incríveis como a Gruta da Onça. Almoçamos em um restaurante típico amazonense na Corredeira do Urubuí e fomos até a área protegida da Caverna do Maroaga e Gruta da Judeia, formações da natureza que jamais esperávamos ver na Amazônia! Cada cenário era de tirar o fôlego, completamente. Cachoeira de Iracema Caverna do Maroaga Gruta da Judeia Para encerrar com chave de ouro a 2022 Encontro das Águas Tour, estava tendo o aquecimento para o festival Boi Manaus, que abria as comemorações do aniversário da cidade. A Feirinha do Tururi teve vários alimentos típicos do Amazonas, artesanatos, mas o mais legal da feira foram as apresentações de cantores de toada (canção que conduz a apresentação dos Bois) que cantaram os maiores sucessos do Boi Garantido e do Boi Caprichoso, agremiações que disputam o Festival de Parintins. O pessoal de Manaus é tão integrado à sua cultura que a cada toada cantada, muita gente se juntava para dançar a coreografia correspondente. Maravilhoso! O que essa viagem revelou para mim é que se no início estava preocupado pela quantidade de dias em Manaus e não sabia o que fazer, no final eu percebi que 5 dias foi pouquíssimo tempo. Presidente Figueiredo, por exemplo, merece dois dias para aproveitar todas as cachoeiras e formações da Amazônia, como a Cachoeira do Mutum e o Rio Vermelho. Também há possibilidade de alugar um carro e ir até a Roraima, visitar Boa Vista, e ir na fronteira com Guiana e Venezuela. Também faltou dar uma passada na Ponta Negra, bairro nobre da cidade com várias opções de lazer. Pelo que parece, em breve vou ter que pousar em Manaus para fazer uma nova viagem, e dessa vez, mais ainda dentro da floresta! Quanto custa viajar para Manaus? ​Data: Outubro de 2022 Período: 5 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Manaus: 23.500 pontos + R$ 72,12 de taxa de embarque (via Latam) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 25 2) Hospedagem 5 noites no Ibis Budget Manaus: R$ 770 3) Ingressos e passeios Mirage Park: R$ 32 Fun Park Vianorte: R$ 20 Passeio de Barco no Rio Negro: R$ 130 Presidente Figueiredo (1 dia): R$ 400 MUSA: R$ 50 4) Diversos Comida: R$ 400 TOTAL (por pessoa): R$ 1.774,00 (custos 1 à 3) + R$ 400,00 (custo 4) = R$ 2.174,00 ​ Roteiro: 08/out - Chegada em Manaus / Mirage Park 09/out - Passeio de Barco no Rio Negro / Manauara Shopping 10/out - MUSA / Funpark Vianorte 11/out - City tour no Centro de Manaus 12/out - Presidente Figueiredo13/out - Retorno ao Rio de Janeiro​ "Se a Amazônia é o pulmão do mundo, o pulmão do mundo nos pertence." Autor desconhecido << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro de viagem para os parques de diversões do México e dos estados do Texas e da Costa Leste dos Estados Unidos

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ Cidade do México | Guadalajara | Monterrey | San Antonio | Houston | Dallas | Atlanta | Charlotte | Pigeon Forge | Louisville | Cincinnati | Cleveland | Pittsburgh | Hershey | Filadélfia | Nova York | Hartford | Atlantic City | Ocean City | Washington | Richmond 30 de jun. de 2021 Olá, parqueiro! Caso queira pular a introdução, pode ir direto para cada parte específica da viagem México Texas (EUA) Costa Leste (EUA) Toda realização de um sonho começa com um "isso é impossível". Quantas vezes você já não quis fazer uma coisa e te disseram que não ia rolar, que você estava querendo fazer algo sem cabimento e totalmente impossível? Eu ouvi isso no momento que contei minhas intenções. Mas, como diria um certo Walt Disney, "se você pode sonhar, você pode fazê-lo" . ​O desejo de fazer uma roadtrip gigante pelos Estados Unidos surgiu em 2018, logo após meu intercâmbio no Walt Disney World. Queria visitar os parques do país que estavam mais presentes no meu imaginário, aqueles que eu havia acompanhado suas inaugurações ao longo de mais de 10 anos: Carowinds, Dollywood, Kennywood, Hersheypark, Six Flags Great Adventure, Six Flags Over Georgia.... eram muitos. Além deles, mas ainda pertinho, no país vizinho Canadá, tinha o Canada's Wonderland e o La Ronde, sendo esse último ficando ao lado do meu circuito favorito de Fórmula 1. A Costa Leste da América do Norte oferecia um mundo de possibilidades e mais de 200 novas montanhas-russas. Em 2018 mesmo consegui meu primeiro emprego, e comecei a juntar para fazer uma viagem que ainda nem tinha roteiro direito. Em 2019, o planejamento ganhou forma, já havia montado o dia a dia da viagem e estava pronto para começar a comprar o que precisava. Entre novembro e dezembro, já tinha em mãos as passagens aéreas, hospedagens e a maioria dos ingressos. Além disso, o Luís, um amigo tão apaixonado por viajar quanto eu, topou me acompanhar nesse sonho. A presença dele me deixou extremamente feliz em poder compartilhar algo que nasceu da minha cabeça com alguém que tinha o mesmo entusiasmo. Era só esperar Junho de 2020 ansiosamente. Mas, em 16 de Março de 2020, tudo foi pelos ares. A pandemia do novo coronavírus, agente causador da Covid-19 atingiu o mundo por completo e se tornou inviável fazer a viagem em Junho. Me lembro que no dia que tive o baque e a certeza de que não ia acontecer acredito que foi um dos dias que mais chorei na vida. Um sonho completo, que estava prestes a se tornar concreto, foi abaixo. Assim como milhares de outros sonhos ao redor do mundo. Assim como milhares de vidas interrompidas que não puderam colocar seu sonho para frente. Se você estiver lendo isso, agradeça por estar aqui. Baque tomado, era hora de botar os planejamentos na gaveta e juntar mais dinheiro, mas não desistir. O início de 2020 foi de muitas incertezas e de mais um percalço que eu não previa: por conta do trabalho, tive Síndrome de Burnout, que é o esgotamento mental com consequências no corpo físico. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) sempre me acompanhou desde criança, e por mais que eu já convivesse com alterações absurdas de adrenalina, o Burnout era algo que eu nunca havia vivido. Foram dois meses de licença médica para tratamento e recuperação, e durante essa licença, fiz uma lista de filmes intitulada "60 Filmes para Curar o Burnout". A meta era ver um filme por dia, além de ler livros. Durante esses dois meses, tinha um livro na minha estante que havia comprado na Bienal de 2019 chamado "Por Lugares Incríveis" (em inglês, All the Bright Places). Na época, havia comprado apenas pelo título, visto que o livro não tem uma sinopse reveladora. Quando comecei a ler, não conseguia mais parar. A história trata sobre dois adolescentes que estão passando por momentos difíceis criam um forte laço quando embarcam em uma jornada transformadora para visitar as maravilhas do estado de Indiana, nos Estados Unidos. Ao lado de Finch, Violet para de contar os dias e finalmente passa a vivê-los. O garoto, por sua vez, encontra alguém com quem pode ser ele mesmo, e torce para que consiga se manter "desperto". Ver esses dois adolescentes juntos, que passam por momentos complicados e difíceis, ver na exploração de novos lugares no estado em que eles moram uma cura para toda a tristeza que sentiam, me emocionou de uma forma que não conseguia explicar. Além disso, o filme trata da saúde mental de forma direta, sem ter medo de mostrar na pele o que pessoas com alguma doença mental passam na nossa sociedade. Me emocionou em dobro, triplo, quádruplo. Ao terminar de ler o livro e ver o filme, adaptação feita pela Netflix, reafirmei para mim mesmo duas coisas: 1) que eu não estava morto e 2) que meu sonho não estava morto. Ele estava vivo e o nome da viagem iria se chamar " All the Bright Parks Tour " ou " Tour Por Parques Incríveis ", em homenagem à história que tanto me tocou. A licença médica passou, voltei a trabalhar e continuei focado a juntar mais dinheiro. Eu e meu amigo estávamos ansiosos para a reabertura dos EUA e do Canadá, mas os dias iam passando, um novo ano chegou (2021) e isso parecia bem improvável. Eu já estava ficando desanimado de novo quando, no meio de um lamaçal no Parque Nacional de Jericoacoara, debaixo de chuva, meu amigo me manda a seguinte mensagem: ​"E se a gente fizesse a quarentena no México?" A mensagem veio para mim como um choque. Eu achava essa ideia desde o início meio absurda. Mas, quando ele falou que muitas pessoas estavam fazendo isso e não tinham enfrentado problemas, comecei a pesquisar e vi que era possível fazer os 15 dias no México por conta da moeda mexicana ser desvalorizada perante o Real. Vi que o dinheiro a mais que havia juntado dava certinho. Além do mais, nossos empregos permitiam que fizéssemos home office. Replanejamos, refizemos o roteiro, adicionamos os 4 parques do México e ainda tinha o Canadá. Infelizmente o país não reabriu a tempo da viagem e ele foi substituído pelo Texas. O estado pertinho do México foi escolhido para ser nossa porta de entrada nos EUA, já que estávamos pertinho. Compramos o que tinha que comprar, remarcamos os ingressos, e estava tudo pronto.​ Parte I: México No dia 29 de Junho de 2021 embarcamos de São Paulo à Cidade do México. Nas nossas mãos, uma pequena garrafa de Chandon para comemorar, cortesia do nosso cartão de crédito. Depois de tanto tempo, tanta coisa que aconteceu, nada mais impediria a gente de embarcar naquele avião da Latam.​ O Luís havia me dito que a imigração mexicana era complicada, principalmente porque eles tinham a missão de barrar com qualquer “mula” (ajudantes de traficantes de drogas). Estava munido com todos meus documentos na mão: passaporte, comprovantes de todas as reservas, incluindo a passagem de volta, que é muito importante, e ingressos. Porém, quando o oficial viu o passaporte do Luís cheio de entradas prévias no México, fez uma imigração tranquila e só perguntou quanto de dinheiro tínhamos disponível para os 15 dias. Havia levado 8.000 pesos mexicanos (R$ 2.300), mais do que o suficiente para o período de quarentena. ​A Cidade do México não é muito diferente de São Paulo. Gigantesca, lotada de gente, muitas opções de transporte público, diversas manifestações culturais e gastrômicas, e pessoas de todos os tipos. Exatamente o que eu esperava de uma das maiores cidades da América Latina. Ficamos no Hotel MX Forum Buenavista, uma localização estratégica: estávamos em frente ao metrô, ao trem, ao BRT e a um dos maiores shoppings da cidade. O hotel inicialmente nos colocou em um quarto com cheiro de esgoto, mas depois de apenas algumas horas dentro do quarto, vimos que a situação era impraticável e pedimos a troca. Sem mais cheiros estranhos, iniciamos nosso período de 15 dias em solo mexicano. Foram 15 dias recebendo um café da manhã composto por pão de forma com alface e tomate, iogurte e uma garrafa enorme de suco. Ao final do período, tínhamos 14 garrafas de suco intactas. Palácio de Belas Artes na Cidade do México ​Primeira coisa a se fazer em qualquer viagem internacional longa: visitar o mercado. Escolhemos o Walmart, que também estava pertinho do hotel. Meu primeiro choque foi ver uma prateleira cheia de carrinhos Matchbox, marca que havia saído do Brasil e agora está retornando aos poucos. Mas teve tudo que eu esperava em um Walmart mexicano: papas fuego, garrafas gigantescas, frutinhas da época e o melhor: padaria a quilo! Levei uma cacetada de donuts.​ Nota para a alimentação no México: o país tem uma variedade enorme de culinárias, e tudo é muito bem servido. As peças japonesas, por exemplo, são aproximadamente 1,5x maior que no Brasil, assim como os hamburgueres e pizzas. A comida não é cara, exceto se você querer comer em um restaurante a la carte, por exemplo. Eu não me adaptei à comida mexicana raiz. Os temperos usados não casaram muito bem com meu estômago, infelizmente. ​ TUDO tem pimenta! A cada dia tentávamos explorar um pouco mais da cidade: conhecemos o Palacio de Bellas Artes, uma icônica construção da capital, o Café de los Azulejos, a Plaza de la Constituición (Zócalo) em que ficam as ruínas astecas do Templo Mayor, a Catedral Metropolitana e o Palacio Nacional e o Monumento de la Revolucion. Todos os monumentos da Cidade do México estavam cercados por tapumes diante de restaurações pendentes a fazer. Zócalo Templo Mayor Monumento de la Revolución A Avenida Paseo de la Reforma é a avenida mais famosa da cidade, e que corta boa parte do centro. No seu percurso, estão o ShakeShack, famoso restaurante fast-food dos EUA que possui lanches diferenciados, o Él Angel de la Independencia, uma escultura banhada em ouro, símbolo da cidade, e vários prédios enormes do Centro Financeiro. No final da avenida, está o Bosque de Chapultepec, enorme parque urbano com três setores diferentes. Avenida Paseo de la Reforma No primeiro setor, estão o Castillo de Chapultepec, uma antiga residência real e usado na guerra contra os Estados Unidos, o Museu Nacional de Antropologia, um dos maiores museus que tive a oportunidade de conhecer voltado ao estudo antropólogo, e que resgatou minhas raízes de estudante de Turismo e Ciências Humanas, e o Zoológico de Chapultepec, com uma variedade enorme de animais. Era no segundo setor que a La Feria de Chapultepec, um parque de diversões estilo o Playcenter, se localizava, e que em breve será convertido no parque multicultural Aztlán. Castillo de Chapultepec Zoo de Chapultepec Museu de Antropologia com Pedra do Sol Vivemos algumas situações meio doidas na Cidade do México, como aversão à gordura presente na comida clássica mexicana, motoristas que pareciam dirigir em uma luta livre (não era a toa que a maior parte dos carros da cidade eram batidos), linhas de metrô claramente sobrecarregadas e sem reforma há anos e faixas de pedestres que não eram respeitadas pelos veículos – eles eram quem decidiam quando e onde parar para deixar as pessoas atravessarem. O primeiro parque de diversões da 2021 All the Bright Parks Tour foi o Kataplum , localizado no extremo sudeste da Cidade do México, no shopping Parque Las Antenas. Para vocês terem uma ideia de como foi longe chegar nele, pegamos metrô e depois do metrô ainda pegamos um Uber que levou mais uma hora para chegar. Estava chovendo, mas conseguimos ir em todos os brinquedos! Montanha-russa Insomnio e frisbee Patatús no Kataplum No dia seguinte ao Kataplum, não resistirmos em ir logo à estrela da cidade: o Six Flags México . A surpresa de visitar esse Six Flags foi extremamente gratificante, ao vermos um parque com um serviço maravilhoso, boas atrações e montanhas-russas que amei demais! O padrão é melhor do que muitos parques da rede nos Estados Unidos. Fico muito feliz de termos um parque desses na América Latina. Os dois parques são complementares, e não existe visita a Cidade do México se não visitar obrigatoriamente os dois. Acredite em mim! Não ligue para a distância. Montanhas-russas Medusa e Superman no Six Flags México Mas, nem só de parque vive o homem, e ir ao México sem conhecer o sítio arqueológico de Teotihuacán seria um crime cultural inafiançável. A zona arqueológica daquela que foi a maior cidade do mundo, construída por uma civilização anterior da Asteca, é imensa e te deixa boquiaberto quando você pisa nela. O passeio é debaixo de sol forte, então a proteção contra os raios ultravioleta é essencial. Leve boné, óculos escuro, água e comida de abundância. Anda-se muito, mas a recompensa de você estar conhecendo uma história tão antiga é extremamente gratificante. Um outro momento muito legal do passeio em Teotihuacán foi conhecer a produção artesanal de tequila e mezcal (com direito à famosa larva no fundo da garrafa). Sim, tivemos doseS grátis!​ Pirâmide do Sol Centro do sítio arqueológico Mesmo com 15 dias na Cidade do México, precisávamos trabalhar a maior parte dos dias, somente com exceção dos fins de semana. Isso impedia de fazermos certos passeios. Então, existem ainda muitos outros pontos turísticos que não conseguimos ir e merecem ser visitados na capital mexicana, como os canais de Xochimilco. Porém, aproveitamos a oportunidade de estar em solo mexicano e no próximo fim de semana, embarcamos em direção à uma aventura intermunicipal: no sábado, visitaríamos Guadalajara e no domingo, visitaríamos Monterrey. Motivo: seus parques de diversões.​ Guadalajara, lar do parque Selva Mágica , é uma das maiores cidades do México, e está pertinho da cidade de Tequila, de onde saiu a mais famosa bebida mexicana. Montanha-russa Bullet e barco 360º Nao de China no Selva Mágica Além disso, é a cidade que é o berço da cultura mexicana, e lar dos mariachis mais tradicionais do país. Na Plaza de Armas, principal praça da cidade, você pode acompanhar a performance de muitos mariachis e outros grupos culturais. Não deixe de visitar a Catedral Metropolitana, em lindo estilo rococó, e os edifícios ao redor, como o Teatro Degollado e a Paróquia de Santa María de Gracia. O distrito histórico, Tlaqueplaque, é cheio de lojinhas em prédios com arquitetura típica mexicana e restaurantes maravilhosos com uma culinária local. Enquanto estávamos em Tlaqueplaque, um temporal, felizmente passageiro, atingiu a cidade e pensávamos que íamos ficar ilhados e perder o voo de volta para a Cidade do México. Centro de Tlaqueplaque Dança mexicana no centro de Guadalajara Catedral de Guadalajara Monterrey, lar do (agora, extinto) parque Bosque Mágico , é uma cidade mineradora/siderúrgica, algo fácil de constatar olhando para a silhueta do lugar – são milhares de chaminés e caldeirões, para onde você olhar. Começamos o dia no Parque Fundidora, um imenso parque urbano que foi construído ao redor das ruínas de uma antiga siderúrgica, hoje restaurada e convertida em um museu. Montanhas-russas Zombie Ride e Tornado no Bosque Mágico Você pode conhecer toda a estrutura do local, caminhando pelos túneis e maquinaria, aprender sobre física e química envolvida na mineração e ver um show especial sobre o antigo forno. No Fundidora ainda se localiza o Aquamundo, antigo Plaza Sésamo, que pelo preço alto e falta de atrações mecânicas para adultos funcionando, decidimos não entrar. Para encerrar a manhã em Monterrey, caminhamos pelo Paseo Santa Lucía até a Macroplaza, uma praça retangular gigante onde estão os principais edifícios da cidade, incluindo o Palácio e Museu do Governo do Estado, todo em arquitetura espanhola.​ Palácio do Governo do Estado Estrutura e forno da antiga fundição de metal Com o teste negativo de COVID-19 em mãos, embarcamos da Cidade do México para San Antonio, nos Estados Unidos, começando o Ato II da nossa viagem. Parte II: Texas ​ Apesar do atraso do voo da Aeroméxico, chegamos em San Antonio no início da tarde. A companhia aérea já havia enviado nossos testes negativos de covid e comprovação da estadia de 14 noites para a imigração dos EUA, então nossa entrada no país foi muito tranquila. A moça só perguntou quanto de dinheiro estávamos levando e quanto tempo ficaríamos no país. Quando dissemos 30 dias, ela levou um susto, mas explicamos que iríamos fazer roadtrip . Alugamos o carro com a Dollar. O aluguel de carro nos Estados Unidos exige uma taxa adicional para devolução em outra cidade, o que acaba encarecendo o aluguel. Porém, o preço da gasolina é bem tranquilo, variando de USD 2,80 a 3,10. Ganhamos, inclusive, um presente: apesar de termos alugado carro econômico, saímos com uma Mitsubishi Outlander. A primeira coisa que decidimos fazer foi almoçar em um In 'N' Out, uma rede de fast-food famosa em todo oeste dos Estados Unidos. O diferencial deles está em um menu simples e lanches muito, mas muito gostosos! Foram quatro horas e meia de muito engarrafamento na estrada até Houston e seus parques de diversões no litoral, Kemah Boardwalk e Galveston Island Historic Pleasure Pier . Teve de tudo: evasão de pedágio (foi sem querer, tá? Não sabíamos que faixa pegar), saídas erradas, e ficar levemente perdidos. Nos divertimos muito nos parques, porém o primeiro BO apareceu: por conta do engarrafamento e dos atrasos do voo, estávamos mortos. Já eram 22h e não havia condição nenhuma de pegar as mesmas 4 horas de estrada para San Antonio. Kemah Boardwalk Galveston Island Historic Pleasure Pier Paramos em um motel qualquer na cidade de Katy, onde morremos em uma noite de hospedagem super-faturada de USD 80 (as noites em motéis normalmente são de USD 20 a USD 50). Além disso, perdemos a nossa hospedagem de San Antonio. Depois de uma boa noite de sono, chegamos ao Six Flags Fiesta Texas em San Antonio e tivemos um dia maravilhoso. O parque tem um nível alto comparado aos outros Six Flags e sem dúvidas é um dos top 5 da rede. Depois do parque, chegamos no motel que havíamos conseguido de última hora. A recepcionista ficou incrédula que viemos do Brasil atrás de montanhas-russas. Mas ela adorou. Ah, a piscina do motel dela parecia que a qualquer momento iria sair um Demogorgon dela (criatura de Stranger Things). Montanhas-russas Wonder Woman e Iron Rattler no Six Flags Fiesta Texas Nos conectamos com os animais marinhos no SeaWorld San Antonio , que possui uma das montanhas-russas que mais gostei de toda viagem! O ambiente é super diferente de Orlando, o que o torna um parque com identidade única. Além disso, é o único SeaWorld com montanha-russa de madeira!​ Encontro com beluga e montanha-russa Steel Eel no SeaWorld San Antonio No dia seguinte, seguimos em direção à Dallas passando pela capital do Texas, Austin. Chegamos ao Six Flags Over Texas , o primeiro Six Flags criado, bem cedo e deu para aproveitar as inúmeras atrações do parque. O Over Texas também é um dos melhores de toda rede e está de parabéns pelo nível de serviço e diversão apresentado! Montanhas-russas New Texas Giant e Shockwave no Six Flags Over Texas A despedida do Texas foi visitando o distrito histórico de Forth Worth, Stockyards, uma cidade do Velho Oeste muitíssimo bem preservada e ainda ativa. Tudo que eu cresci vendo em Wild West no Hopi Hari estava ali, diante dos meus olhos! Confesso que caiu uma lágrima. Stockyards tem tudo que você pode imaginar em uma cidade do faroeste. Saloon com muito barbecue e uma carne maravilhosa (Riscky's BBQ ❤), exposição dos touros de chifres longos e até mesmo um labirinto! O labirinto foi um dos momentos mais lúdicos da minha vida toda, especialmente porque não tinha entrado em um ainda e me senti como os visitantes do Rollercoaster Tycoon 2 tentando pular para ver a saída. Essas sensações são inexplicáveis! Nossa estadia no Texas foi recheada de calor, ainda mais pelo clima árido do estado. Vimos que nem todo mundo usa bota e chapéu de vaqueiro, mas todo mundo têm bota e chapéu de vaqueiro. Em TODO LUGAR vende! Curiosidade: os texanos são extremamente ligados comercialmente com os pecuaristas do Brasil.​ Passagem para Atlanta na mão, era hora de embarcar rumo ao terceiro ato da 2021 All the Bright Parks Tour: o interior leste dos EUA. Parte III: Costa Leste​ (Interior) A chegada no Aeroporto Internacional de Atlanta não foi fácil. Estava tarde da noite e caindo uma tempestade torrencial na cidade, e o preço do Uber estava absurdo de alto (papo de R$ 500). O aeroporto ficava um pouco longe da região que queríamos ir, então pegamos o metrô até a estação mais próxima de Austell. Logo na hora de comprar a passagem nas máquinas, um cara tentou nos vender passagens falsas superfaturadas! Quando chegamos na estação de Hamilton Holmes, foi um milagre ter conseguido um Uber que nos levasse, pelo horário e pela chuva. Austell é a cidade que fica o Six Flags Over Georgia , o segundo parque da rede criado. O Six Flags fica a 16 minutos de carro do centro de Atlanta, mas como não estávamos com tempo de bater perna na cidade, optamos por uma hospedagem ao lado do parque. No dia seguinte, já estávamos no aeroporto cedo para pegar o voo para Charlotte. Montanhas-russas Dare Devil Dive e Blue Hawk no Six Flags Over Georgia Charlotte, na Carolina do Norte, é a cidade que fica o Carowinds . Na verdade, além de ter uma coleção incrível de montanhas-russas, esse parque é dividido ao meio pelos limites geográficos da Carolina do Norte e da Carolina do Sul! Depois de ter pego o nosso carro minúsculo Chevrolet Spark com a Alamo (dessa vez realmente foi econômico!), começamos o que seria 25 dias de viagens pela estrada, por todo o interior leste dos Estados Unidos. Como ninguém é de ferro, tiramos o dia seguinte ao Carowinds para descansar fazendo compras no outlet de Charlotte. Que saudades de entrar num outlet! Consegui tênis super baratos na loja da Nike, pagando metade do valor que pagaria no mesmo modelo no Brasil! Após nossos delírios de consumo, subimos para Pigeon Forge. Montanhas-russas Fury 325 e Copperhead Strike no Carowinds Pigeon Forge é uma cidade que fica no interior leste do Tennessee, no meio das Grandes Montanhas Fumegantes. A estrada é uma serra muito tranquila, com pistas largas e que te dá uma paz absurda. Tinha horas que abríamos o vidro só para sentir o ar puro (mas morrendo de medo que o vento desestabilizasse nosso pequeno carrinho). Se eu fosse caracterizar Pigeon Forge de forma rápida, diria que é uma "mini Orlando". A cidade é cheia de atrações, e sua principal tem shoppings com brinquedos, vários restaurantes temáticos e de fast-food, exposições interativas, outlets e montanhas-russas de trenó de montanha, como a Smoky Mountain Alpine Coaster (como o Yoohoo do Unipraias e o Trenó do Alpen Park). Dá para ver a influência do country em todo lugar. Aliás, a principal atração de Pigeon Forge, o lindo e perfeito parque temático Dollywood , foi idealizado pela própria Dolly Parton, ícone do country nos Estados Unidos. Montanhas-russas Firechaser Express e Lightning Rod no Dollywood Foi em Pigeon Forge que tivemos o terceiro perrengue em relação à hospedagem: quarto lotado de mofo. Não era visível, mas o cheiro estava ali. Por um milagre não fiquei atacado da alergia, mas pegou em cheio a garganta do Luís. Esse é um dos percalços que a hotelaria dos Estados Unidos pode trazer. Reunindo forças do chão, seguimos para o nosso próximo parque em Louisville, estado de Kentucky, fazendo um dos percursos mais longos da viagem. O parque de diversões de Louisville é o Kentucky Kingdom , que já havia visitado em 2016. O parque trouxe algumas atrações novas, como a montanha-russa Kentucky Flyer. Além do Kentucky Kingdom, Louisville pode ser base para você visitar o Holiday World , parque que tem as melhoras montanhas-russas de madeira dos Estados Unidos e do mundo! Ah, você sabia que ele é tematizado de acordo com os feriados mais famosos do país? Tem Natal, Ação de Graças, Halloween... Super diferente e somente a 1 hora de Louisville, na cidade de Santa Claus, Indiana. Montanha-russa Lightning Run e brinquedo Flying Machines no Kentucky Kingdom Montanhas-russas The Voyage e Thunderbird no Holiday World Em Louisville, encaramos mais um perrengue de hospedagem: o hotel em que havíamos feito a reserva simplesmente havia trancado a recepção e não tinha ninguém para fazer nosso check-in! Esperamos durante uns 45 minutos e realmente ninguém apareceu. Tivemos que escolher um outro hotel aleatório em que gastamos mais do que o previsto. Pelo menos, o quarto era novinho e a cama era super de boa! De manhã, seguimos em curto percurso até o Kings Island , localizado em Cincinnati, estado de Ohio. Também já havia visitado esse parque em 2016, e fiquei muito feliz ao ver a nova giga montanha-russa deles funcionando a todo vapor! O Kings Island é um dos principais parques temáticos dos Estados Unidos e possui uma coleção invejável de montanhas-russas! Montanhas-russas Diamondback, Orion (azul), The Racer (branca) e brinquedo Windseeker no Kings Island A partir de agora, a emoção não veio só dos parques temáticos. Eu nem sei como a gente saiu vivo dessa parte da viagem, especialmente o Luís, que dirigia. A partir de Cincinnati, nós deveríamos seguir o caminho natural geográfico, Cincinnati > Sandusky > Pittsburgh > Hershey.​ Porém, fomos trollados pelo Cedar Point, que fica em Sandusky, estado de Ohio, o que seria nosso próximo parque. A data do nosso tour pelo backstage foi trocada, então tivemos que ir para Pittsburgh, na Pensilvânia, primeiro, para poder estar presente na nova data que eles marcaram. Sendo assim, chegamos ao Kennywood , um parque de diversões centenário e que sobrevive até hoje misturando brinquedos clássicos e brinquedos modernos. Sensacional! Montanhas-russas Steel Curtain e Phantom's Revenge no Kennywood Depois disso, pegamos um amigo nosso, o Feliphe, no aeroporto de Pittsburgh, e dirigimos 5 horas até a cidade de Hershey, no meio do estado da Pensilvânia, onde fica o parque de diversões do chocolate Hershey, o Hersheypark . Durante esse trecho, enquanto estávamos ouvindo Katy Perry, um caminhão nos empurrou para fora da pista. NUNCA MAIS colocamos Katy Perry no rádio. Nunca mais. Apesar do susto, aproveitamos bastante o dia cheio de chocolate no Hersheypark. Entrada e montanha-russa Storm Runner no Hersheypark No próximo dia, partimos para o Cedar Point em mais uma longa viagem de 5 horas (era muita vontade de fazer esse tour do backstage). O Cedar Point fica numa península/ilha na cidade de Sandusky, e todo seu redor é banhado pelo lago Erie. Seu primeiro dia no paraíso das montanhas-russas foi tranquilo, comigo podendo matar a saudade da minha montanha-russa favorita, a Maverick. Montanhas-russas Steel Vengeance e Maverick no Cedar Point Durante o dia... adivinha... recebemos a notícia que o tour de backstage, que seria feito no dia seguinte, havia sido cancelado de vez. Sem possibilidade de remarcação... eu não consigo descrever aqui o tamanho da raiva que senti. Pensei que ia entrar em combustão espontânea. Toda a desgraça feita e vivida no roteiro para fazer esse tour acontecer... de nada adiantou. Enfim, pelo menos não teríamos que acordar 4h da manhã. Seguimos para o segundo dia (bem mais cheio) e eu pelo menos gastei o dinheiro reembolsado do tour num fastpass e fiquei de patrão no Cedar Point o dia inteiro. Mais de 10 vezes na Maverick! Voltamos para o meio da Pensilvânia em mais uma viagem de 5 horas até o Knoebels , um parque de diversões familiar construído no meio da floresta. Foi uma das experiências mais surreais que já vivenciei, especialmente pelo parque não ser gradeado, seu chão ser de terra, e os brinquedos carregarem a nostalgia. É no Knoebels que fica a melhor montanha-russa de madeira do mundo, a Phoenix. O entardecer e a noite no parque foram mágicas. Completamente mágicas. Lendária montanha-russa Phoenix e noite no Knoebels Mas, a magia acabou quando entramos numa floresta deserta tarde da noite na ida do parque ao hotel. Quando finalmente achamos o hotel, o hotel havia perdido nossa reserva. Eram 23h da noite e simplesmente não havia mais hotel disponível na região. Desesperados, começamos a procurar hotel, sem sucesso. Essa busca nos deixou sem gasolina no meio da floresta. Tínhamos dois problemas para resolver: a gasolina e a hospedagem. Felizmente, depois de algumas tentativas, achamos um posto que tinha gasolina. Mas aí nosso cartão não passava. Por um milagre, um passou. Certeza que foi milagre. Fomos achar um hotel por milagre no Booking, a 1h30 de onde estávamos. O esgotamento veio. Todos esses perrengues e aumento no tempo de direção me fizeram acreditar que não conseguiríamos ter forças para terminar a viagem. Foi nesse nível de surto total que terminamos o Ato III. Mas, depois de uma grande noite de sono, fomos ao próximo parque mais relaxados e começamos o quarto e último ato. Parte IV: Costa Leste​ (Litoral) O Dorney Park é o parque de diversões mais próximo da Filadélfia, maior cidade da Pensilvânia. Apesar do dia chuvoso, conseguimos fazer todas as atrações! A chuva afastou boa parte do público fazendo com que montanhas-russas incríveis ficassem ao nosso dispor totalmente. Ainda tivemos direito a um baile de Carnaval! Que saudades eu estava... Estávamos relutantes em começar o Ato IV porque sabíamos que seria a última parte da viagem e não queríamos ir embora, mas, também estávamos aliviados por termos deixado todos os perrengues para trás. Depois que partimos da Filadélfia, seguimos em direção ao extremo nordeste dos Estados Unidos, onde ficam os estados de Connecticut e Massachusetts. Montanhas-russas Hydra: The Revenge e Steel Force no Dorney Park No caminho, vislumbramos o que seria uma das nossas paradas: a cidade de Nova York. A estrada variava de cidade para floresta, uma das transições mais bonitas que vimos. Nessa região dos EUA moram muitos brasileiros, especialmente os que trabalham como au-pair ou intercambistas. Inclusive, o parque que vimos mais brasileiros, acreditem, ficava no meio do nada. O Lake Compounce , outro parque centenário, fica em Bristol, a poucos minutos de Hartford. Seu ambiente é parecido com o do Kennywood, misturando atrações antigas e nostálgicas com brinquedos modernos. Sentimos uma imensa paz, apesar de termos experimentado a pior montanha-russa de toda viagem!​ Montanhas-russas Phobia e Boulder Dash no Lake Compounce Em Hartford, matamos a saudade de um velho conhecido: O Outback. Depois de tantos hambúrgueres e pizza, comer uma carne bem preparada foi muito bem-vindo. Reenergizados, no dia seguinte seguimos para o Six Flags New England , localizado a 1 hora e meia de Boston. Sua inauguração foi em 1870, mas a Six Flags só foi começar a opera-lo em 1999, fazendo dele o parque Six Flags mais antigo em funcionamento. Sua localização, à beira do rio, é única! Nós gostamos tanto da Superman: The Ride no Six Flags New England que no dia seguinte fomos no parque novamente só para andar nela de novo. Chegamos na abertura, e demos mais duas voltas! Com um monte de adrenalina no corpo, fomos em direção ao Nickelodeon Universe e à cidade de Nova York. Montanhas-russas Wicked Cyclone e Superman no Six Flags New England O parque da Nickelodeon em Nova York fica no gigantesco shopping American Dream, do lado oeste à ilha de Manhattan. Foi uma das maiores surpresas da viagem, visto que as atrações eram para todo tipo de público, mesmo sendo um parque de desenhos infantis. Foi uma delícia andar na montanha-russa mais íngreme do mundo e recordar os desenhos mais nostálgicos da minha infância! Rugrats e montanha-russa TMNT Shellraiser no Nickelodeon Universe ​Na volta do Nickelodeon Universe e ao ver a placa "entrando em Nova York", surtamos de novo por vários motivos: 1) o pedágio de entrada e saída de Nova York é USD 16 (quase R$ 100); 2) Os nova-iorquinos são extremamente agressivos no trânsito, sem prática de boas maneiras; 3) os estacionamentos da cidade para passar a noite são caríssimos, chegando até USD 120 as 24 horas (aproximadamente R$ 800). Os gastos rodoviários não foram pensados por nós antes de ir, e aprendemos nossa lição. Também não temos mais vontade de dirigir por Nova York. Nova York O Pod 51 é um dos hotéis mais baratos da ilha de Manhattan e é maravilhoso: são quartinhos pequenos, mas aconchegantes e bem conservados. O banheiro é no corredor, mas é privado. Só você fica dentro do banheiro. Só não pode esquecer de trancar a porta nem esquecer a toalha! Quando for a Nova York, procure ficar na ilha de Manhattan, pois hotéis no Bronx, no Brooklyn e no Queens acabam tendo que ter grandes deslocamentos aos pontos turísticos principais. O Six Flags Great Adventure é o maior parque de diversões perto da cidade de Nova York. Localizado em Jackson, no interior do estado de Nova Jersey, é um dos principais da rede Six Flags e um dos maiores parques do mundo. Em um só lugar, você tem a maior montanha-russa do mundo em altura, Kingda Ka, parque aquático e safari. Se tornou meu parque Six Flags favorito com facilidade. Me diverti a beça! Montanhas-russas El Toro e Kingda Ka no Six Flags Great Adventure Mas, a cidade de Nova York também reservas emoções fortes. Em uma das regiões mais famosas do mundo, a Coney Island, um centro de entretenimento no Brooklyn está o Luna Park e o Deno's WonderWheel Park . Juntos, transformam Coney Island de fato numa ilha de diversão! Depois de nos cansarmos de tanto nos divertir, ainda fomos presenteados com uma belíssima queima de fogos! Montanha-russa Cyclone, visão do Luna Park e noite na Wonder Wheel Ir à Nova York é sempre um sonho, então quis repetir o lugar que mais amei conhecer nessa cidade (Highline), e junto com o Luís conhecer lugares novos. Fomos até o Starbucks Reserve, uma loja especial da Starbucks com produção ao vivo de café; Central Park Zoo, que infelizmente não encontrei Alex, o Leão; o The Vessel, uma escultura-prédio gigantesca fechada por oferecer risco à vida humana; o Whole Foods Market, uma espécie de Walmart da vida saudável e a realização de um sonho: ver Nova York do alto, sem nuvens. Highline Central Park Zoo The Vessel Starbucks Reserve Times Square Em 2018 , eu subi no topo do Rockefeller Center à noite mas a cidade só tinha nuvens de chuva. Era minha obrigação moral subir no topo, dessa vez, do Empire State Building e ver a imensidão da Big Apple com o céu limpinho. Consegui. Sou uma pessoa realizada demais.Em Nova York também realizei outro sonho: a compra do Castelo de Hogwarts de LEGO, um dos maiores sets da marca já criados, com mais de 6.000 peças! Vocês não queiram saber o rolê que foi para levar isso ao Brasil, mas o resultado final, depois de seis de montagem, valeu o esforço!🤩 Diferentes visões de Manhattan de cima do Empire State Building Os gastos com pedágio não paravam à medida que avançávamos pelo estado de Nova Jersey e íamos em direção aos píers. As principais rodovias do estado têm pedágio, então mais dinheiro nosso foi levado pelas cabines... A sorte é que o pedágio nos EUA é calculado pela distância da sua entrada na rodovia até a saída que você pegou. Em alguns casos, pagamos bem barato. Os píers de Nova Jersey são parques à beira-mar, em praias com aspecto selvagem. O primeiro que visitamos foi o Steel Pier em Atlantic City, uma cidade famosa por cassinos. Seguimos até a lindinha Ocean City, onde fica o extraordinário Playland's Castaway Cove . Por último, chegamos ao Morey's Piers, dividido em três piers diferentes na cidade de Wildwood. Infelizmente, quando chegamos ao Morey's Piers , caiu uma chuva torrencial e não aproveitamos quase nada do parque, que tinha a maior parte de suas atrações fechadas. Essa chuva que nos atingiu no Morey's Piers iria nos acompanhar até o fim da viagem. Quando chegamos no hotel após os píers, a recepcionista no nosso check-in nos deu um pano de chão. Não entendemos o porquê. Quando acordamos, entendemos. O quarto estava alagado, com água por toda parte. Brinquedo radical Booster no Steel Pier Montanha-russa Galeforce no Playland's Castaway Cove Montanha-russa Boomerang e roda-gigante no Morey's Piers O dia seguinte foi de céu azul por completo e muito sol. Dirigimos até Baltimore, onde o Luís pôde ver um dos museus ferroviários mais importantes dos EUA e eu fui ver o estádio do time de futebol americano Baltimore Ravens para fazer uma chamada em tempo real para dois amigos torcedores. Mas, nosso destino final era Washington, a capital dos Estados Unidos da América. Não tinha muito interesse de visitar todos os edifícios governamentais por dentro, apenas um: o Museu Smithsonian Aeroespacial e não saí decepcionado! O lugar é totalmente diferente de qualquer espaço cultural dedicado ao espaço que já fui! Estádio do Baltimore Ravens Museu Smithsonian Aeroespacial O National Mall é imenso, muito maior que a Esplanada dos Ministérios em Brasília. Não recomendo andar entre os prédios, a não ser que você tenha pernas de aço. A nossa estratégia foi estacionando o carro em cada quarteirão de interesse. Começamos pelo Capitólio, Livraria do Congresso e Supremo Tribunal Federal; Washington Monument (obelisco) e Casa Branca e por último, Lincoln Memorial, onde presenciamos mais um belíssimo pôr-do-sol. Washington Monument Supremo Tribunal Federal Lincoln Memorial Casa Branca O parque de diversões que fica em Washington é o Six Flags America , uma das grandes surpresas da rede Six Flags. Ele não é o maior, nem o melhor, mas possui ótimas atrações, como montanhas-russas gigantescas e raras no mundo, além de ser super conservado! Nesse dia, tomamos o primeiro grande susto meteorológico: faltando 1 hora para o parque fechar, o alto-falante do parque anuncia: "AVISO DE TORNADO. PROCURE ABRIGO IMEDIATAMENTE!". Montanhas-russas Batwing e Joker's Jinx no Six Flags America Nós não sabíamos se ficávamos embaixo de uma loja ou íamos embora, mas tomamos a decisão de sair e pegar a estrada. Com certeza foi a chuva mais forte que já pegamos na vida e fomos muito corajosos em desbravar com aquele carrinho aquela quantidade de água. Do nada, simplesmente abriu o sol e o céu azul, e assim descobrimos que na verdade estávamos na "barra" do tornado, a região afetada pela ação dele, o tornado, e não no tornado em si. Fomos no Outback mais uma vez para comemorar nossa sobrevivência. Depois da capital, seguimos para a última cidade: Richmond, no estado da Virgínia. Richmond tem dois parques de diversões: Kings Dominion e Busch Gardens Williamsburg (sim, não tem Busch Gardens só em Orlando!). Começamos pelo Kings Dominion, onde experimentamos a mais forte e a melhor montanha-russa dessa viagem e da vida: Intimidator 305. Ela foi capaz de fazer a gente dar leves apagões diante ao aumento do tamanho da ação da força da gravidade sobre nós! Montanhas-russas Intimidator 305 e Twisted Timbers no Kings Dominion Sabíamos que os Estados Unidos tem um histórico de umas pessoas meio doidas, mas não imaginávamos ver no nosso hotel. Quando chegamos exaustos, vimos um cara ameaçando uma mulher com um facão enquanto brigavam no corredor do hotel. Bizarro! Só fugimos dali e fomos lavar o carro... O último dia reservava para nós o Busch Gardens Williamsburg, e o encerramento não podia ser melhor! O parque temático tem como tema os países da Europa, e não tem uma única montanha-russa ruim! Fiquei muito feliz de conhecê-lo especialmente porque foi um dos primeiros parques que conheci pesquisando na Internet. Assim, chegamos ao fim. Obrigado por ter lido até aqui e espero que você tenha conseguido imaginar um pouco do que eu vivi através das letras aqui escritas. A 2021 All the Bright Parks Tour foi um momento muito importante na minha vida e que ficará para sempre marcada no meu coração. Montanhas-russas Griffon e Alpengeist no Busch Gardens Williamsburg ====== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Knoebels. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2018. Foram 2 anos (e mais 1 extra) juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro! Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. Quanto custa viajar para o México e fazer uma road trip pelos Estados Unidos? Data: Julho e Agosto de 2021 Dólar americano: R$ 5,50 Período: 45 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-São Paulo: R$ 85,00 (milhas usadas) Passagem aérea São Paulo-Cidade do México/Richmond-São Paulo: R$ 3.800,00 Passagem aérea Cidade do México-Guadalajara: R$ 370,00 Passagem aérea Cidade do México-Monterrey: R$ 440,00 Passagem aérea Cidade do México-San Antonio: R$ 600,00 Aluguel de carro (3 dias) San Antonio-Dallas: R$ 820,00 Passagem aérea Dallas-Atlanta: R$ 530,00 Passagem aérea Atlanta-Charlotte: R$ 775,00 Aluguel de carro (22 dias) Charlotte-Richmond: R$ 3.912,00 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 2) 15 noites na Cidade do México: R$ 931,00 3 noites em San Antonio: R$ 425,00 1 noite em Dallas: R$ 150,00 2 noites em Atlanta: R$ 470,00 1 noite em Charlotte: R$ 190,00 2 noites em Pigeon Forge: R$ 525,00 2 noites em Louisville: R$ 330,00 1 noite em Mason: R$ 198,00 2 noites em Pittsburgh: R$ 460,00 2 noites em Cleveland: R$ 435,00 2 noites na Filadélfia: R$ 515,00 2 noites em Hartford: R$ 411,00 3 noites em Nova York: R$ 611,00 3 noites em Washington: R$ 515,00 2 noites em Richmond: R$ 300,00 3) Ingressos Passe Platinum da Cedar Fair: R$ 1.560,00 Passe Diamond da Six Flags: R$ 830,00 SeaWorld: R$ 450,00 SeaWorld - nado com beluga: R$ 915,00 Dollywood: R$ 450,00 Kentucky Kingdom: R$ 250,00 Holiday World: R$ 320,00 Kennywood: R$ 170,00 Lake Compounce: R$ 180,00 Luna Park: R$ 340,00 Nickelodeon Universe: R$ 466,00 Hersheypark: R$ 220,00 Knoebels: R$ 210,00 Busch Gardens Williamsburg: R$ 305,00 4) Diversos Comida: USD 1.000,00 (R$ 5.500,00) Compras: USD 500 (R$ 1.500,00) Pedágios/Gasolina: USD 235 (R$ 1.392,50) TOTAL (por pessoa): R$ 24.464,00 (custos 1 à 3) + R$ 8.292,50 (custo 4) = R$ 29.964,00 ​ Roteiro: 29/jun - Embarque para o México 30/jun - Chegada Cidade do Mexico 01/jul - Zócalo / Bellas Artes / Casa Azulejos 02/jul - Kataplum 03/jul - Six Flags Mexico 04/jul - Six Flags Mexico 05/jul - Dia de trabalho 06/jul - Dia de trabalho 07/jul - Museu Nacional de Antropologia 08/jul - Castelo de Chapultepec / Retorno ao Museu de Antropologia 09/jul - Teotihuacán 10/jul - (CDMX-Guadalajara) / Selva Magica 11/jul - (CDMX-Monterrey) / Bosque Magico 12/jul - Dia de trabalho 13/jul - Dia de trabalho 14/jul - Dia de trabalho 15/jul - (Cidade do México-San Antonio) / Kemah Boardwalk e Galveston Pier 16/jul - Six Flags Fiesta Texas 17/jul - SeaWorld San Antonio 18/jul - (San Antonio-Dallas) / Six Flags Over Texas 19/jul - Centro Histórico de Fort Worth Stockyards / (Dallas-Atlanta) 20/jul - Six Flags Over Georgia 21/jul - (Atlanta-Charlotte) / Carowinds 22/jul - Outlet / (Charlotte-Pigeon Forge) 23/jul - Dollywood 24/jul - (Pigeon Forge-Louisville) / Kentucky Kingdom 25/jul - Holiday World 26/jul - (Louisville-Cincinnati) / Kings Island 27/jul - (Cincinnati-Pittsburgh) / Kennywood 28/jul - Hersheypark 29/jul - (Hershey-Cleveland) / Cedar Point 30/jul - Cedar Point 31/jul - (Cleveland-Elysburg) / Knoebels 01/ago - (Elysburg-Filadelfia) / Dorney Park 02/ago - (Filadelfia-Hartford) /Lake Compounce 03/ago - Six Flags New England 04/ago - Luna Park 05/ago - Nickelodeon Universe 06/ago - Six Flags Great Adventure 07/ago - (Nova York-Washington, DC) / Piers 08/ago - Washington City Tour 09/ago - Six Flags America 10/ago - (Washington-Richmond) / Kings Dominion 11/ago - Busch Gardens Williamsburg 12/ago - Richmond-Brasil ​“Ele me ensinou a vagar. Me ensinou que não preciso escalar uma montanha para estar no topo do mundo. Que até o lugar mais feio pode ser o lugar mais lindo, contanto que a gente se dê tempo pra olhar” Por Lugares Incríveis << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro de viagem para os parques aquáticos de Caldas Novas

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ Caldas Novas 11 de mai. de 2023 A primeira vez que fui em Caldas Novas foi em janeiro de 2017, num rápido bate-e-volta de Goiânia para ir ao Hot Park. Naquele dia, eu e meu amigos passamos o dia todo na cidade, curtindo o parque aquático durante o dia e o Kitakas, o parque de diversões que fica na praça principal da cidade, durante à noite. Desde esse dia, eu prometi que iria voltar à cidade para passar mais tempo, ficar hospedado e curtir todos os outros inúmeros parques aquáticos que a cidade tem a oferecer. Ir para Caldas Novas não é difícil, difícil é decidir o que fazer na cidade com tantas opções diferentes de lazer. São mais de dez parques aquáticos, quatro só do Grupo Privé . Infelizmente, eu só tinha 4 dias para curtir toda a imensidão do que a cidade pode oferecer. Nesse momento, é bom explorar todos os parques aquáticos da cidade para entender quais são os que melhor se adaptam ao seu estilo de viagem e diversão. Busca feita, era hora de montar o roteiro! Penso que quatro dias são perfeitos para uma viagem à Caldas Novas, principalmente considerando o preço agressivo da hotelaria na cidade, mesmo em baixa temporada (de abril à setembro, com exceção de julho). Em alta temporada (outubro à março e julho), os preços são bem inflados, então aconselho sempre ver sua hospedagem e passagem aérea com a maior antecedência possível. Você também pode comprar seu pacote para Caldas Novas aqui . Eu gosto de adrenalina, então escolhi os parques que senti que mais poderiam me recompensar nesse quesito, com uma ressalva: eu gostaria de ter escolhido o Kawana Park no lugar do Lagoa, porém a quantidade de atrações fechadas me desanimou na hora de comprar o ingresso. Sem dúvidas, os melhores parques aquáticos de Caldas Novas são o Hot Park e o diRoma, ambos com atrações recém-inauguradas. O diRoma reformou totalmente o Complexo do Vulcão, trazendo novos toboáguas com fibra de vidro colorida, o que dá um aspecto alucinante na hora de descer-los e o Hot Park trouxe o Turbilhados, uma dupla de toboáguas de alto padrão internacional que proporcionam experiências divertidíssimas para toda a família em grupos de bóias. Foi o Turbilhados, uma atração inédita no Brasil, o responsável por me fazer planejar essa viagem à Caldas Novas para comemorar meu aniversário de 29 anos. Eu não via a hora de chegar ao Hot Park e experimentar o Turbilhados quantas vezes fosse possível, além de boiar infinitamente na Praia do Cerrado! Os voos de e para o Aeroporto de Caldas Novas acontecem de forma sazonal às quinta-feiras e domingos, o que torna perfeito para viajar durante quatro dias em períodos de férias. Entretanto, esses voos costumam ser muito caros, devido ao conforto de pousar na cidade. A opção mais barata é pegar voos para Goiânia e assim, continuar o trajeto até Caldas Novas via transfer (opção mais cara) ou via ônibus pela Viação Estrela ou Viação Paraúna na Rodoviária de Goiânia . O trajeto entre o Aeroporto de Goiânia e a Rodoviária de Goiânia é bem tranquilo, e dura uns 20 a 30 minutos, dependendo do trânsito. O ônibus funcionou muito bem e eu cheguei de forma tranquila após 3 horas em Caldas Novas. A rodoviária de Caldas Novas não fica tão no centro da cidade, mas existem táxis e ubers disponíveis para te levar até o hotel. Chegamos em Caldas Novas por volta das 17 horas, tendo pousado em Goiânia às 13 horas. Fomos direto ao L’Acqua diRoma I, uma hospedagem do grupo diRoma que fica dentro de um condomínio de hotéis e apartamentos pequenos. Esse conjunto são interconectados por uma grande rotatória que no meio fica o Jardins Acqua Park, um parque aquático com piscinas e pequenos tobogãs em que todos os hóspedes do complexo possuem acesso, e também, onde o café da manhã do tipo buffet (pago R$ 35) ocorre. As águas das piscinas são muito quentinhas, o que faz com que os hóspedes, muitas vezes, fiquem aproveitando-as até de madrugada! O pequeno apartamento era composto de cozinha, sala com sofá cama, e quarto com banheiro. Deixamos as coisas nele e fomos para o centro de Caldas Novas, mais especificamente para o parque de diversões Kitakas. O Kitakas estava bem diferente da última vez que o vi: agora, tinha ganhado portões e grades, e novas atrações estavam presentes, como uma roda-gigante, uma torre de queda livre e um brinquedo do tipo tapete mágico. A fila para entrar no Kitakas era enorme, dava a volta no quarteirão (mas andava rápido)! O parque estava com um ótimo público, e era um ótimo ponto para os turistas interagirem com a população local. São duas montanhas-russas, ambas para crianças e suas famílias, porém o parque também tem brinquedos radicais, como o Crazy Dance, o labirinto de obstáculos American Show, o incrível Tapete Mágico e o Turbo Drop, uma pequena torre de queda livre. Cada brinquedo é R$ 10, e um pacote com 5 ingressos para os brinquedos custa R$ 40. Diversão justa! O centro de Caldas Novas tem várias atrações à noite: além do Kitakas, você pode ir à Feira do Luar, uma feira gastronômica atrás do Kitakas que tem comida típica da região, além de outros lugares do Brasil. A cidade também tem uma quantidade absurda de lojas de souvenirs e roupas de banho. Para quem gosta, Caldas Novas não decepciona e tem ótimas baladas de sertanejo, além de ter festivais do gênero, como o Caldas Country Festival e Verão Multiverso. Ao redor do Kitakas, ficam ótimos restaurantes de todas as culinárias possíveis. Participei de um rodízio maravilhoso na Fornalha Pizzaria, na rua Cap. João Crisóstomo, 172. O dia seguinte foi dia de Hot Park , o maior parque aquático da região e o principal motivo para visitar Caldas Novas. O parque havia mudado muito desde a minha última visita em 2017, tendo se modernizado ainda mais e adicionando a mega-atração Turbilhados. Ter visitado na sexta-feira ajudou bastante em relação ao público, já que não tivemos problemas para curtir nenhuma atração devido à filas. O clima do parque, ao redor das árvores do cerrado, é maravilhoso, e os toboáguas divertem todos os gostos. Além do Turbilhados, um lugar maravilhoso é a Praia do Cerrado, duas piscinas de ondas imensas com águas super quentinhas, música ao vivo e ótimos restaurantes. Depois de entrar na Praia do Cerrado, é muito difícil sair! A quebra na adrenalina constante veio no Lagoa Termas Parque , um parque aquático na zona norte de Caldas Novas, que parece um gigantesco clube para os hotéis ao redor. Os toboáguas são bem menores que os do Hot Park, mas são igualmente divertidos. O destaque do parque é o Autorama, um toboágua de corrida totalmente radical, em que você desce em alta velocidade, além do conjunto de piscinas, em que cada uma tem uma temperatura diferente da água. O Lagoa ainda oferece ótima música ao vivo e ótimas lanchonetes de petisco e comida para quem prefere passar o dia torrando no sol na Ecopraia. Esse parque aquático é perfeito para quem tem aquele grupo de pessoas que querem relaxar e que querem curtir os brinquedos. É possível fazer os dois o dia inteiro e você nem sentirá a hora passar. O último parque aquático da viagem foi o diRoma Acqua Park , o principal parque aquático do grupo diRoma, localizado bem no centro da cidade. O diRoma é facilmente identificado pelo vulcão gigante com toboáguas, onde ficam as melhores atrações do parque. Construído em uma ladeira, o diRoma possui quatro níveis diferentes interconectados por escada, não sendo nada acessível para pessoas com necessidades especiais. Similar aos seus vizinhos em Caldas Novas, tem uma piscina de ondas gigante com música e aulas de dança, e com ótimos lugares para pegar sol. Para quem gosta de adrenalina, o parque possui ótimos toboáguas de corpo, de bóia e de tapetes! Assim como o Lagoa, o diRoma também tem águas em diferentes temperaturas espalhadas pelas piscinas do parque. Para quem gosta de relaxar, o parque oferece um conjunto de pequenas piscinas com água quente para comer e curtir o bar. Depois do diRoma, foi o tempo de dormir mais uma noite e partir em direção à Goiânia para pegar o voo de volta na segunda-feira. Sinto que Caldas Novas é um destino que, apesar de não ter atrações novas o tempo todo, é perfeito para voltar continuamente, especialmente para relaxar nas águas quentes (as mais quentes que já vi no Brasil! - e eu falo com propriedade porque eu AMO água quente e sou muito chato com a temperatura da água). É um destino pequeno, com todas as atrações sendo bastante próximas umas das outras, sem necessidade de alugar carro - dá para se virar bem com táxis e Ubers, com corridas no preço médio de R$ 20. Entretanto, os Ubers normalmente não gostam de levar somente à ida para parques como Hot Park e Lagoa, e se aceitarem sua corrida, vão pedir para combinarem com eles a volta, à parte. As refeições na cidade e nos parques aquáticos variam de R$ 30 a R$ 45, mas são de extremo bom gosto. Com certeza não demorarei para voltar da próxima vez, especialmente se o Hot Park resolver trazer mais uma mega atração como o Turbilhados. Quanto custa viajar para Caldas Novas? Data: Maio de 2023 Período: 4 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Goiânia-Rio de Janeiro: R$ 486 (via Latam) Passagem rodoviária Goiânia-Caldas Novas-Goiânia: R$ 120 Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 20 Preço Caldas Novas-Hot Park-Caldas Novas: R$ 160 Preço Caldas Novas-Lagoa Termas Parque-Caldas Novas: R$ 40 2) Hospedagem (dividido por 2) 3 noites no L'Acqua diRoma I: R$ 317,50 3) Ingressos e passeios Hot Park: R$ 159 Kitakas: R$ 40 Lagoa Termas Parque (com almoço): R$ 134,90 diRoma: R$ 120 4) Diversos Comida: R$ 500 TOTAL (por pessoa): R$ 1.597,40 (custos 1 à 3) + R$ 500,00 (custo 4) = R$ 2.097,40​ Roteiro: 11/mai - Chegada em Caldas Novas / Kitakas 12/mai - Hot Park 13/mai - Lagoa Termas Parque 14/mai - diRoma 15/mai - Retorno ao Rio de Janeiro << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro de viagem para o Beto Carrero World e Balneário Camboriú

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ Florianópolis | Balneário Camboriú | Pomerode | Gaspar | Penha | Capão da Canoa 26 de jan. de 2023 Desde quando o Acqualokos, um parque aquático e de diversões no litoral gaúcho, inaugurou a La Inversa, uma montanha-russa invertida feita pelo próprio parque, queria ir até o Sul para poder experimentá-la. Quando vi que tinha uma promoção de passagem aérea para a cidade de Florianópolis, não pensei duas vezes antes de comunicar aos meus amigos que gostaria de visitar o Acqualokos. Como os dois são parqueiros de coração como eu, estendemos o roteiro, e fizemos de uma visita a um parque aquático uma pequena viagem pelos parques do litoral sul do Brasil. O roteiro da viagem acabou que se tornou uma pequena reedição de uma viagem que havia feito com minha mãe em 2009 (vocês encontrarão alguns throwbacks!). Florianópolis fica quase no meio de todos os lugares que estávamos com planos para ir: 4 horas para o Acqualokos e 2 horas para o Beto Carrero World. Decidimos que para o Acqualokos precisaríamos de hospedagem na cidade porque ficaria muito pesado a ida e a volta, mas deveríamos ter feito o mesmo em relação à região do Beto Carrero e Balneário Camboriú. O trânsito na região era muito intenso, o que nos cansou em dirigir todo o percurso necessário. Na volta de um parque, você está destruído e sem energia, então dirigir mais de uma hora não é recomendável. A região Sul do Brasil é lar de bastante parques aquáticos, como o Recanto da Natureza , o Água Show Park , Cascata Carolina , Araucária Acqua Park , Vale Encantado Thermas Park , entre outros. Entretanto, por mais que eu gostaria, seria impossível visitar todos em menos de 15 dias de viagem, contando os tempos de deslocamento. Escolhi os dois que estava mais curioso em conhecer e conjuguei com outros parques de diversões durante os quatro dias. Uma semana antes de viajar, eu peguei um resfriado super forte, que me derrubou na cama. Tive que começar um tratamento de choque antes de viajar, mas, mesmo assim, não consegui ficar 100% bom de saúde para que eu estivesse inteiro. Cheguei em Florianópolis aos trancos e barrancos, mas tinha que ressuscitar para os próximos cinco dias de viagem. Conseguimos uma pousada linda no Campeche, um bairro muito tranquilo de Floripa e começamos nossa viagem pelo litoral Sul. O sol brilhava no céu do sul e estava pronto para me divertir! Começamos o primeiro dia no Beto Carrero World , maior parque temático da América do Sul e um dos melhores do Brasil. O dia estava perfeito para o fim de janeiro, com público médio e dando para curtir todas as atrações. Conseguimos experimentar o Rebuliço, a mais recente atração adicionada ao parque, além de relembrar como é descer na Big Tower, agora repaginada com a temática Hotwheels. Assistimos os shows de Madagascar e o clássico O Sonho do Cowboy, e nos refrescamos no Madagascar Crazy River Adventure. As montanhas-russas, FireWhip e Star Mountain, estavam maravilhosas como sempre! O parque ainda prepara uma nova área temática para inaugurar, baseada nas arminhas de brinquedo Nerf. Já quero voltar para conferir! Atrações Rebuliço, Firewhip e Star Mountain no Beto Carrero World Saímos em direção ao Alles Park , um parque de diversões cultural que fica em Pomerode, na região de imigração alemã de Santa Catarina. O lugar é uma gracinha, possuindo arquitetura típica da Alemanha, e itens que os alemães gostam de comer e beber, como diversos tipos de cerveja, como Pilsen e IPA, além de sanduíches com salsichas. Além disso, tem uma banda tocando músicas famosas do país! A atração que destaca o Alles Park é a Vila da Neve, um espaço com neve artificial, tobogã de gelo, casas de Natal, cavernas e bonecos temáticos. É muito, muito frio! Se eu fosse um carioca mais resistente ao frio, com certeza teria ficado mais tempo! Outra opção muito legal é o brinquedão gigante, com piscinas de bolinhas, percurso de obstáculos e itens infláveis - o melhor é que adultos podem ir! Existem outros brinquedos, como carrossel, roda-gigante, aviõezinhos que sobem e descem, labirintos de espelhos, fontes de água dançantes, e playground, que são muito apelativos às crianças. O parque também oferece ótimas lojas, e assim, é um excelente lugar para passar a noite com a família. Vila da Neve no Allespark Aqui foi o ponto da viagem que deveríamos ter parado num hotel em Balneário Camboriú ao invés de voltar para Florianópolis, mas vencemos o cansaço e seguimos mesmo assim. No dia seguinte, pegamos a estrada de novo para o Cascanéia , o maior parque aquático do estado, e lar de um balanço radical gigantesco! Localizado em Gaspar, o Cascanéia fica em um vale, que, agregado com um calor absurdo que pairava sobre Santa Catarina, me causou uma baixa de pressão absurda! Além disso, o parque estava claramente superlotado, e todas as filas de alimentação eram gigantescas, até o ponto de acabar a comida. As atrações ficavam em espaços desconfortáveis para espera e até nas piscinas era impossível ficar em paz. Gostaria de visitar o Cascanéia outra época do ano, para ver se dou mais sorte. O fim de tarde e noite foi em Balneário Camboriú, que fica bem perto de Gaspar. Balneário oferece uma linda orla, com várias atividades. Os grandes atrativos da cidade são o Parque Unipraias e a roda-gigante , cada um localizado em uma extremidade da praia central. Ao longo da orla, dá para encontrar vários restaurantes de diferentes culinárias. Mas, foi nas ruas de Balneário que jantamos uma ótima pizza tradicionalmente italiana no Jacaré Vermelho (Rua 3020, 60). Outras opções legais para se divertir em Balneário Camboriú incluem o Barco do Capitão Gancho , o Aquário , passeios de jet ski e o restaurante mexicano Guacamole . Orla de Balneário Camboriú em 2009 Yoohoo! Barco do Capitão Pirata Começamos a longa viagem até Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, bem cedo! O trajeto descendo o litoral catarinense e entrando no litoral gaúcho é maravilhoso, com belas paisagens únicas no caminho. Chegamos no Acqualokos às 12h, e mesmo chegando duas horas após a abertura do parque, foi um dia excelente! O parque estava com um público muito tranquilo e sem nenhuma fila em qualquer atração. A mistura entre parque de diversões, parque aquático e fazenda é ótima, sendo possível ter diferentes tipos de diversão ao longo do dia. Lembra que eu estava animado para conhecer a La Inversa? Ela não decepcionou! A montanha-russa me deu algo que eu não sentia há algum tempo: medo! Ao fim do dia, assistimos ao belíssimo pôr-do-sol na praia principal de Capão da Canoa. Montanha-russa La Inversa no Acqualokos Chuá Mountain no Acqualokos Voltamos para Florianópolis no dia seguinte pela manhã, em que aproveitamos para conhecer um pouco do centro da cidade histórica, começando pelo Armazém Rita Maria, uma fábrica histórica restaurada que tem uma Starbucks e restaurantes gourmet, e seguimos para marcos como o Mercado Municipal e a Figueira, uma árvore centenária que se esparrama por toda a praça. Recolhi todos os meus medos e comecei a andar na área destinada a pedestres da Ponte Hercílio Luz, a ponte pênsil símbolo da capital catarinense que foi recentemente restaurada. Pude reeditar algumas fotos de 2009, de quando fui pela primeira vez! O almoço e o começo da tarde foi no bairro Santo Antônio de Lisboa, com edificações coloniais e ótimos restaurantes de frutos do mar. Para terminar o dia, fomos até o Hard Rock Café no Villa Romana Shopping. Que lugar incrível! Centro Histórico de Florianópolis Mercado Municipal de Florianópolis 2023 no Mirante da Ponte Hercílio Luz 2009 no Mirante da Ponte Hercílio Luz Almoço em Santo Antônio de Lisboa Peguei meu voo de volta para o Rio de Janeiro com um belo sorriso no rosto! A 2023 Sol do Sul Tour foi a terceira vez que estive na capital catarinense, e sigo apaixonado por Florianópolis e suas belezas. Recomendo muito ficar na parte sul da ilha, que é mais tranquila e próxima ao aeroporto e ao centro. Essa viagem serviu para abrir 2023 de maneira linda, e foi muito importante viajar com meus amigos. Foi a primeira vez que convivemos tanto tempo juntos, já que moramos em cidades separadas. Super aconselho, você, que está pensando em viajar, reunir uma galera e ir conhecer um destino do Brasil. Quem sabe esse não pode ser um teste para uma viagem maior e internacional? O céu é o limite e o sol sempre ilumina! Quanto custa viajar para Santa Catarina? Data: Janeiro de 2023 Período: 6 dias Número de pessoas: 3 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Florianópolis: R$ 500 (via Latam) Gasto de gasolina: R$ 400 2) Hospedagem (dividido por 3) 5 noites na Pousada Altas Natureza em Florianópolis: R$ 505 1 noite no Hotel Serramar em Capão da Canoa: R$ 142 3) Ingressos e passeios Acqualokos: R$ 75 Allespark: R$ 60 (ingresso promocional com Vila da Neve) Beto Carrero World: R$ 190 Cascaneia: R$ 60 (ingresso estudante) Parque Unipraias: R$ 180 (combo Teleférico + Yoohoo + Ziprider) 4) Diversos Comida: R$ 600 TOTAL (por pessoa): R$ 2.110,00 (custos 1 à 3) + R$ 600,00 (custo 4) = R$ 2.710,00​ Roteiro: 26/jan - Chegada em Florianópolis / Praia do Campeche 27/ jan - Beto Carrero World / Allespark 28/ jan - Cascaneia / Balneário Camboriú + Parque Unipraias 29/ jan - Acqualokos 30/ jan - Centro Histórico de Florianópolis + Ponte Hercílio Luz + Hard Rock Café 31/ jan - Santo Antônio de Lisboa / Retorno ao Rio de Janeiro ​"Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez" Frase sobre Beto Carrero << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro de viagem para os parques de diversões de São Paulo

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ São Paulo 12 de nov. de 2020 O ano de 2020 ficou mundialmente marcado pelo início da pandemia de COVID-19, e por consequência, pela total paralisação das viagens. Quem ousava se deslocar, era apenas por extrema necessidade e respeitando regras sanitárias rígidas. Todos os planos que eu havia feito para o ano, viajar a costa leste da América do Norte, tinham sido massacrados pelo fechamento das fronteiras e bloqueios. O momento que caiu a ficha que essa viagem não iria acontecer no ano, mesmo com tudo comprado, foi um baque que me desnorteou. Felizmente, com o avanço da indústria farmacêutica com as vacinas, o turismo foi voltando aos poucos, e em Junho de 2021, consegui realizar os planos de 2020 em uma viagem ainda mais épica do que o originalmente planejado. Voltando à 2020, o ano seguiu sendo um dos piores que eu (e acredito que muitas pessoas) tenham vivenciado. O início foi, de fato, com muitas incertezas e de mais um percalço que eu não previa: por conta do trabalho, tive no mês de outubro uma Síndrome de Burnout, que é o esgotamento mental com consequências no corpo físico. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) sempre me acompanhou desde criança, e por mais que eu já convivesse com alterações absurdas de adrenalina, o Burnout era algo que eu nunca havia vivido. Um conselho foi unânime entre os profissionais que haviam me atendido: fazer aquilo que mais me relaxava e mais me deixava feliz, para ajudar o meu cérebro a produzir as substâncias necessárias para eu poder me recuperar rápido. Não tive dúvidas do que seria: andar de montanha-russa. Mas, como eu não tinha montanhas-russas legais no Rio de Janeiro para ir, recorri à cidade que mais amo nesse país: São Paulo. Dessa vez, não seria uma rápida viagem somente com um ou dois parques. Para compensar o tempo longe dos aviões e visitar novamente lugares em que fui muito feliz no ano passado, o plano era ir no máximo de parques da região da Grande São Paulo em apenas três dias. Mesmo com a garoa tradicional de São Paulo caindo, esses parques foram o verdadeiro início da minha cura! A região da Grande São Paulo é a região do Brasil com maior concentração de parques de diversão. Apesar de nem todos serem grandes, tentei me organizar junto com meus amigos para visitar todos eles. Infelizmente, devido ao mau tempo, não foi possível encaixar os parques aquáticos Wet ‘n Wild , em Itupeva (que acabei visitando em outro fim de semana e você pode conferir as fotos mesmo assim! :D), e o Magic City, em Suzano. Quando cheguei na cidade na manhã de uma sexta-feira de novembro, chovia a famosa garoa pela qual São Paulo é conhecida. Como já previa o roteiro, foquei nos três pequenos parques que ficam em shoppings centers. ​ Como pousei em Guarulhos, o primeiro parque foi o Neo Geo World , que fica dentro do Shopping Internacional. O Neo Geo possui duas montanhas-russas familiares, sendo uma que passa por cima de todo o parque e é fortinha, viu!? As atrações podem ser aproveitadas por pessoas de todas as idades. Torre de queda livre, barco-pirata, bate-bate, roda-gigante e simulador são alguns exemplos de outras atrações que fazem o Neo Geo ser uma ótima opção para uma tarde de diversão. A próxima parada foi o Shopping Aricanduva, onde o Playcenter construiu um novo parque chamado Playcenter Family , em que pais e filhos podem continuar se divertindo como no antigo parque na Barra Funda. O grande destaque do Play Family é o Disk’o, o maior brinquedo desse tipo no Brasil: eu rodei num disco gigante até o topo do teto do parque! Ainda temos a montanha-russa Dragon, o barco pirata, bate-bate, carrossel, percurso de obstáculos, carrossel, torre de queda livre e os arcades mais divertidos que já vi! As máquinas dão muitos tickets para você trocar por prêmios! O último parque da sexta-feira foi o HotZone do Shopping Morumbi , um pequeno parque indoor lotado de fliperamas e arcades de jogos radicais e infantis. Se você curte dirigir, dá para andar de kart e bate-bate por lá! Para quem gosta de tecnologia, pude experimentar a montanha-russa virtual e foi uma experiência bem bacana! O Morumbi Shopping também é uma ótima opção para fazer compras em lojas de alto padrão e aproveitar para comer em um restaurante famoso, como a churrascaria Fogo de Chão, o Outback, o Olive Garden, o TGI Fridays, e o Cabana Burger. O trajeto entre os três parques foi feito via Uber, pelo motivo dos dois primeiros ficarem longe de estações de metrô/trem. O Morumbi Shopping possui a estação de trem Morumbi bem perto. No sábado, me dirigi à rua Haddock Lobo para pegar o ônibus da Consulado do Turismo em direção ao Hopi Hari , meu parque temático favorito no Brasil. Estava muito feliz em poder voltar ao Hopi depois de tanto tempo longe, principalmente depois das reformas feitas pela nova administração. O Hopi ganhou nova vida, principalmente durante o evento Natal Mágiko, em que o parque fica todo decorado com decoração natalina e com shows exclusivos, incluindo show de fogos! Vale muito a pena visitar o Hopi Hari, e aproveitar todos os brinquedos funcionando. As melhores atrações são a Katapul, montanha-russa de lançamento que vai e volta; o Ekatomb, um brinquedo giratório em alta velocidade; a Vurang, uma montanha-russa no escuro em que os carrinhos giram em torno do próprio eixo; e o Rio Bravo, uma corredeira selvagem em que todo mundo fica encharcado! Se eu rebobinar minha vida até a minha infância, eu dei os primeiros passos para amar parques de diversão indo nos brinquedos do Campo de São Bento, na minha cidade, Niterói (RJ). Em São Paulo, o lugar mais semelhante ao que eu tinha no Campo é a Cidade da Criança , um dos parques históricos em funcionamento no Brasil. Construído e inaugurado no fim dos anos 1960, até hoje mantém a “cara” inicial: brinquedos para os seres humaninhos que querem sentir a adrenalina pela primeira vez na vida. Mas, isso não significa que adultos não podem se divertir também! A Cidade da Criança têm atrações para todas as idades, como o Tapete Mágico, o Speed, o Trenó Aquático, o Barco Pirata, o Kaboom, o Samba, o Túnel do Terror, e o raríssimo Submarino, um brinquedo subaquático! Duas montanhas-russas também podem receber pessoas de qualquer idade, apesar de serem destinadas ao público infantil: a já conhecida Brucomela e a invertida Magic Bee. A Cidade da Criança não tem nenhuma estação de transporte público muito perto, somente a estação de trem Prefeito Celso Daniel-Santo André, que fica 16 minutos distante de carro. Depois do período frequentando o Campo de São Bento, cresci um pouquinho e fui visitar a unidade do Parque da Mônica no Rio de Janeiro. Como amava o Bate-Pneu, as casas dos personagens… Visitar a nova versão do Parque da Mônica no Shopping SP Market foi um retorno às minhas raízes e eu não podia esconder a felicidade! Com um ar bem mais moderno do que as versões anteriores, o parque tem as melhores atrações para crianças do Brasil inteiro! O maior destaque é a Montanha-Russa do Astronauta (nossa “Space Mountain” brasileira), cheia de efeitos! Para quem gosta de se molhar, o Horacic Park é um divertido passeio com uma ótima queda (que dá para ver todo o parque!). Tem também o ótimo simulador Coelhada nas Estrelas e uma fofa atração interativa chamada Missão Fundo do Mar. Mas, o que realmente deixou meus olhos cheios de lágrimas foram os personagens falarem com suas vozes originais com os visitantes! O Shopping SP Market, onde fica o Parque da Mônica, fica em frente à estação de metrô Jurubatuba. Para fechar o domingo e a 2020 Terra da Garoa Tour, peguei um Uber e me dirigi até o bairro de Itaquera (bem perto do estádio do Corinthians) para ir no elogiadíssimo Parque Marisa , um dos menores parques de diversão do Brasil, mas um dos mais conservados e bem mantidos! Presente do dono para a sua esposa (daí o nome Marisa!), o parque tem ótimas atrações, como uma versão um pouco menor do Disko do Playcenter Family; os tradicionais Crazy Dance e Kamikaze; o Trem Fantasma; a Roda-Gigante; o Bate-Bate; o Barco Viking, e a estrela do parque: a Super Montanha-Russa, uma montanha-russa que de fora parece comum à outros parques que você já viu, mas que, na verdade, é uma máquina de emoção e intensidade! Para chegar ao Parque Marisa, recomendo ir até a estação de metrô/trem Corinthians-Itaquera e pegar um Uber após. Fui para o aeroporto de alma lavada! Me senti bem melhor depois de ter passado esses dias com os meus amigos, que tiveram um papel fundamental na minha rota de cura da Síndrome de Burnout. A região da Grande São Paulo é o local que mais concentra parques de diversões no Brasil, então existem outras formas de combinar os parques. Por exemplo, a região do Hopi Hari e do Wet’n Wild é ótima para um fim de semana: combina parque temático, parque aquático, e um dos melhores shoppings do Brasil, o Outlet Premium São Paulo . Nos shoppings da capital, o Parque da Mônica, o Playcenter Family e o Neo Geo World são os maiores destaques, e podem ser facilmente combinados com lugares ótimos para crianças, como o Museu da Língua Portuguesa na estação da Luz, e o Museu Catavento Cultural. Além disso, São Paulo oferece restaurantes incríveis como o Charada Burger e o Jurassic Park Burger Restaurant . Não pense que a maior cidade do Brasil só tem prédios, viu? Você se diverte muito! Quanto custa viajar para São Paulo? ​Data: Novembro de 2020 Período: 3 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-São Paulo: R$ 300 (via GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 35 2) Hospedagem 3 noites no Ibis Budget São Paulo Paraíso: R$ 850 3) Ingressos e passeios Wet'n Wild (remarcado): R$ 130 Neo Geo World: R$ 10 a R$ 15 por atração Playcenter Family: R$ 8 a R$ 13 por atração HotZone no Morumbi Shopping: R$ 11 a R$ 17 por atração Hopi Hari: R$ 130 Cidade da Criança: R$ 50 Parque da Mônica: R$ 100 Parque Marisa: R$ 50 - 10 atrações 4) Diversos Comida: R$ 400 TOTAL (por pessoa): R$ 1.800,00 (custos 1 à 3) + R$ 400,00 (custo 4) = R$ 2.270,00 ​ Roteiro: 13/nov - Chegada em São Paulo / Neo Geo World / Playcenter Family / HotZone no Morumbi Shopping 14/nov - Hopi Hari 15/nov - Cidade da Criança / Parque da Mônica / Parque Marisa 16/nov - Retorno ao Rio de Janeiro​ "Existe diversão em São Paulo!" 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  • Parques temáticos da Colômbia: informações, dicas, preços e roteiro

    HEY! Sabemos que organizar uma visita ou uma viagem para parques temáticos pode ser muito trabalhoso por conta da quantidade de informações que precisamos saber! Nós podemos te ajudar a realizar seu sonho através de uma consultoria com roteiro personalizado , não deixe de nos chamar no Whatsapp! ​ ​ ​ ​ roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO ​ GASTOS DE HOSPEDAGEM ​ GASTOS DE INGRESSOS ​ GASTOS EM VIAGEM ​ CUSTO TOTAL ​ ​ Cartagena | San Andrés | Pereira | Bogotá 15 de fev. de 2023 As ideias que eu tenho de viagem normalmente são pautadas nas montanhas-russas e parques que tem no local que quero ir, e confesso que a Colômbia não era um dos destinos prioritários na minha lista. O principal parque de diversões do país, o Parque del Café, ficava no meu radar por conta de duas montanhas-russas, uma sendo histórica (e rara!) e a outra sendo a mais moderna da América do Sul. Entretanto, sua localização remota me desanimava bastante, o que ajudava a não colocar o país na rota de prioridade, mesmo sendo vizinho do Brasil e grande rota do mercado aéreo. Mas, no dia 25 de novembro de 2021, a Walt Disney Pictures lançou o filme Encanto, e eu, que já tenho um histórico de ser impactado por filmes da empresa, fiquei completamente maravilhado com os elementos que o filme mostrou. As cores, o misticismo, a cultura, a arquitetura… todos foram fundamentais para construir uma imagem quase que fantástica e lúdica da Colômbia dentro de mim. As músicas, fortemente influenciadas pelos ritmos originários colombianos, ficaram dias e dias na minha playlist “On Repeat” do Spotify. Impulsionado também pela magia criada pelo filme, um amigo meu que nunca tinha feito uma viagem internacional começou a colocar na minha cabeça a ideia de fazer uma viagem de 10 dias no Carnaval. Como já não aproveito muito os blocos no Rio de Janeiro, aquilo me fez ficar tentado por alguns dias até que decidi bater o martelo e montar, em tempo recorde, um roteiro pelas quatro localidades mais marcantes da Colômbia que gostaríamos de conhecer. Claro que incluí os três parques de diversões de grande porte do país, entre eles, o Parque del Café. Logo na montagem da viagem eu percebi os benefícios de viajar para Colômbia: para brasileiros, o destino se torna mais barato do que Argentina e Chile para sobreviver em relação a gastos de alimentação, transporte e serviços. Sabia que as passagens aéreas domésticas do mercado colombiano possuem preços bem menores das que são praticadas em trechos curtos no Brasil? Além disso, a conversão entre o peso colombiano e o real é praticamente 1 para 1, o que é um outro ponto super positivo! Confesso que achei os passeios vendidos pelas agências e operadoras de turismo aqui no Brasil caros. Como um bom turismólogo e viajante que sou, comecei a pesquisar os principais passeios de cada cidade que iria em outras plataformas. Encontrei duas plataformas com bons preços: a Hurb e a Civitatis . Ambas permitem dividir os passeios em longas parcelas, além de ter uma boa variedade. Mal sabia eu que o país que não estava no topo da minha lista de desejos me surpreenderia a ponto de me encantar perdidamente pelas terras colombianas. Parte I: Cartagena das Índias Chegamos em Cartagena no começo da tarde, com o sol ainda pairando sobre a cidade. O aeroporto de Cartagena fica bem no meio de um bairro residencial, e a oferta de Uber e táxi na região é farta. O meio de hospedagem que escolhemos foi um quarto privado de um hostel chamado CastilloMar no bairro Bocagrande. O local é super agradável e bem localizado! O hostel conta com uma grande cozinha para fazer e preparar refeições além de rede para dormir. Bocagrande é um bairro de alto padrão, dominado por prédios e lojas, além de uma incrível orla voltada para a baía de Cartagena. Praça do Relógio em Cartagena Mesmo estando no primeiro dia e estivéssemos mortos da longa viagem de avião (foram muitas escalas!), pegamos mais um Uber e fomos para o Centro Histórico de Cartagena. Cartagena tem um trânsito bastante complicado e pegar o transporte público pode ser confuso. Como os trechos de Uber eram baratos, desse dia até o último dia na cidade nos deslocamos através do aplicativo. O motorista nos deixou na Praça do Relógio, ponto de partida do centro histórico. Muelle de la Bodeguita em Cartagena Exploramos alguns poucos minutos para ver que Cartagena é realmente vibrante. As calçadas da cidade são cheias de pessoas, entre elas, vendedores ambulantes (juro que o que mais falei nessa viagem foi "no, gracias"!), artistas de rap (que fazem rimas com seu nome e depois te pedem grana), vendedores de doces e comidas típicas, e descendentes dos povos originários colombianos (que cobram para tirar foto). As ruelas do centro são cheias de lojas dos mais variados tipos: roupas, esmeraldas, souvenires, comida, perfumes, e muito café. Almoçamos no Restaurante San Valentin, de comida típica colombiana. Gostei muito! Fizemos um walking tour pelo centro histórico, em que a guia passou explicando a história de Cartagena diante de cada marco existente. O fim do tour foi no bairro Getsemaní, um lugar de Cartagena de alta atividade cultural e noturna, com ótimos bares e barracas do melhor do "podrão colombiano". Nesse bairro, se destacam os drinks, que podem ser comprados por um baixo preço comparado a outros lugares. Mas, o que me chamou atenção mesmo foi uma versão das famosas arepas, iguaria típica que foi retratada como forma de cura no filme Encanto pelos poderes da mãe da Maribel. Terminamos a noite no Hard Rock Café. Para quem gosta de lugares chiques, perto do Hard Rock Café fica o bar Alquimico, que tem um drink famoso na cidade chamado Inquisição. Para entrar no Alquimico, é necessário, pelo menos, um traje esporte fino. Cenas noturnas de Getsemaní O segundo dia em Cartagena começou num café Juan Valdéz, o café dos cafeicultores colombianos, à beira da praia de Bocagrande (que lembra muito Balneário Camboriú). Seguimos para o Castillo de San Felipe de Barajas, uma fortificação em formato de castelo que foi usada para defender Cartagena de invasores. Compramos o ingresso na hora, e não foi muito demorado. São longas e grandes subidas, e o lugar é imenso, cheio de túneis e calabouços que são muito interessantes (apesar de claustrofóbicos). De diversos pontos do castelo dá para ter uma visão panorâmica da parte central de Cartagena com o mar do Caribe ao fundo - é lindo demais! Fotos no Castillo San Felipe de Barajas Devido ao calor absurdo que fazia em Cartagena, decidimos passar a tarde em um shopping. Para quem gosta de conhecer edifícios diferentões, o Centro Comercial La Serrezuela foi outrora uma arena de tourada! Convertido em shopping de luxo, não tínhamos muito o que fazer lá, mas fiquei alguns minutos admirando como foi feita a transformação. Fomos almoçar no Mallplaza, um shopping center gigante com lojas para todos os gostos. Comprar na Colômbia é muito vantajoso, especialmente porque alguns produtos custam mais barato lá (como brinquedos) e a conversão acaba valendo bastante a pena! Para quem gosta de Burger King, uma das redes de fast-food locais que gostei bastante foi a El Corral, que segue o mesmo padrão. Centro Comercial La Serrezuela Para terminar o dia, fizemos o percurso das muralhas da cidade, começando pela extremidade onde está o Serrezuela e indo até o Café del Mar, um restaurante que fica lotado durante o pôr-do-sol e é necessário fazer reservas antecipadas para entrar. De noite, fizemos um dos passeios com jantar pela baía de Cartagena, com direito a entrada, prato principal e sobremesa, além de uma garrafa de vinho. O ambiente do barco/iate era incrível, com música típica colombiana e passando pelas paisagens portuárias e litorâneas da cidade. Sentir a brisa da baía à noite foi simplesmente incrível! Estava super ansioso para finalmente poder mergulhar no mar do Caribe! A partir do Muelle de la Bodeguita, um dos pequenos portos em frente à Praça do Relógio, seguimos em uma lancha de alta velocidade sobre o mar aberto do Caribe! Foi uma aventura e tanto, especialmente porque eu nunca tinha andado em uma embarcação aberta com aquela velocidade! De tempos em tempos, a água entrava no barco a partir de ondas, molhando tudo! Foram vários banhos até chegar no Arquipélago das Ilhas do Rosário, um arquipélago paradisíaco que fica a 1h e 30 minutos da cidade. Há muito o que fazer nas ilhas. Você pode pagar o ingresso do Oceanário, um local com shows de animais selvagens ou fazer um mergulho nas águas do arquipélago (vale muito mais a pena!). A água é extremamente límpida, e você consegue ver em alta definição toda vida marinha do local. Por ser mar aberto, a força da corrente é bastante forte, então é recomendável saber nadar para fazer essa atividade, mesmo que ofereçam boia. Esse mergulho está entre um dos momentos mais inesquecíveis da minha vida! Mar no Arquipélago das Ilhas do Rosário No caminho de volta para Cartagena, paramos para almoçar na Playa Blanca, uma praia de faixa de areia estreita que tem águas límpidas e turquesa. Como amo água quente, depois que entrei no mar, foi difícil sair! Mas, como estava cheio de fome, saí correndo para comer um dos principais pratos da Colômbia: peixe! O peixe vem inteiro no prato, sendo preciso pegar com a mão e desmanchá-lo para comê-lo em segurança e sem espinhas! Muito doido… Para tudo tem a primeira vez! Por ser um local turístico, tudo em Playa Blanca é cobrado (com um preço bem salgado!), como massagens (que chegam em você de forma aleatória), barracas, cadeiras e mesas! Playa Blanca Na última noite em Cartagena, escolhemos passear pelo bairro de Bocagrande e apreciar como é um bairro residencial de alto padrão na Colômbia. Tudo estava muito tranquilo, com uma linda vista para a baía e seus diversos elementos. Jantamos no Bocagrande Plaza Mall, um pequeno shopping com cinema. Cartagena é uma cidade maravilhosa, e foi a grande responsável por me apaixonar pela Colômbia de forma instantânea. São muitas manifestações culturais diferentes, com uma pluralidade de dar gosto de ver, apreciar e respeitar! Orla de Bocagrande Parte II: San Andrés Confesso que não imaginava conhecer uma ilha do Caribe tão cedo. Por estar sempre focado em montanhas-russas, pouco pensei em um dia me deslocar às ilhas para fazer turismo. Felizmente, San Andrés era um dos lugares que meu amigo gostaria de conhecer e encaixamos três dias na ilha para aproveitarmos. Te falar que logo na chegada foi paixão à primeira vista! Assim que vi o mar mudar de cor da janela do avião e caminhar pelas bucólicas calçadas do centro, vi que havia quase me teletransportado para um ambiente único. Nossa hospedagem foi a Pousada Smith Town, que possui quartos ótimos para uma estadia na ilha - tínhamos acesso a TV, frigobar, microondas, e boas camas! A pousada fica localizada num pequeno beco na Avenida 20 de Julio. Como já estávamos no meio da tarde, deixamos as coisas no quarto e seguimos para o calçadão da Playa Spratt Bight, a principal da cidade. O primeiro contato com o mar de San Andrés foi muito impactante. Sete tons diferentes de azul tomavam conta do meu olhar, e eu fiquei uns dez minutos somente admirando aquele lindo mar! Playa Spratt Bight San Andrés é uma cidade simples, beirando o rústico. Hoje, quem vive na ilha nasceu nela e sobrevive de alguma atividade econômica característica do local, como pesca ou turismo. O governo colombiano tem um extremo controle sobre quem entra em San Andrés, a começar pela taxa da “tarjeta de turismo” de 118.700 pesos colombianos (a partir de 6 anos), paga no aeroporto de origem, antes de embarcar. É importante guardar a tarjeta de turismo até o fim da estadia na ilha, pois o governo a solicitará para você sair da ilha! Saímos do aeroporto a pé mesmo, e tudo que fazíamos na ilha era assim. Existe a possibilidade de pedir um táxi ou um jeep-táxi (veículos que se assemelham a um carrinho de golfe e anda pela ilha), porém resolvemos economizar dinheiro, já que não faríamos nenhum longo deslocamento. Também dá para alugar moto (com a carteira de carro do Brasil) ou um jeep-táxi. O centro da cidade é cheio de lojas típicas de cidades turísticas e litorâneas: lojas de itens para turista, lojas de roupa de surfe e skate, lojas de eletrônicos (dá para conseguir algumas boas ofertas!), lojas de produtos importados e lojas de iguarias colombianas. Se eu tivesse vindo com mais dinheiro, juro que teria me acabado de comprar nessas lojas! Ao cair da noite, recomendo muito assistir o anoitecer sentado na areia da praia e sentindo o aumento da brisa marinha! O próximo dia foi um dos mais esperados: pegamos um barco até Johnny Cay, um dos paraísos de San Andrés. Por conta de estar protegida por uma grande barreira de corais, o mar em San Andrés é relativamente calmo, porém na manhã daquele dia nuvens pesadas tornaram tudo ainda mais emocionante (de novo!). Felizmente, lá pelo meio da tarde elas foram embora e podemos curtir a ilha selvagem de Johnny Cay em paz. De areias clarinhas e água extremamente gostosa, o lugar dá vontade de nunca mais ir embora! O único sinal de civilização na ilha são os restaurantes, que preparam pescados deliciosos e baratos (aproximadamente 45.000 pesos colombianos) e ótimos drinks, como a perfeita Cuba Libre que tomei dentro de um coco. O povo do Caribe não brinca em serviço! Johnny Cay O nosso capitão do barco nos levou até o limite da barreira de corais, para podermos ver um pouco da defesa natural de San Andrés. O mar bate muito e é difícil enxergar qualquer coisa, mas em alguns pontos de água cristalina, dá para ver a infinidade de corais. Seguimos para o Aquário, na ilha de Rose Cay, que estava lotado de turistas que tentavam a todo custo ver peixinhos que não se incomodavam com a presença de tantos humanos invasores ali. O aluguel do equipamento de mergulho é feito no próprio local e é pago somente com dinheiro vivo (pesos colombianos). Uma dica é não ficar muito onde existem pessoas concentradas, assim dá para ver peixes diferentes (que se assustam fácil com uma alta quantidade de pessoas). Aproveitamos o restante da tarde ensolarada para pegar um sol na praia principal da cidade e andar um pouco mais pelo calçadão. No lado extremo-direito tem dois ótimos pontos de alimentação baratos: o fast-food El Corral e o Beer Station, um restaurante com todas as cervejas colombianas e pratos típicos da ilha. A vista para o mar é hipnotizante, assim como todas as vezes que eu olhava para os diferentes tons de azul. A vida noturna de San Andrés acontece no calçadão mesmo, com turistas e locais dançando reggaeton e ritmos colombianos. No último dia da ilha, tomamos um café da manhã na Heladeria Artigiani, uma sorveteria no calçadão (ao lado da Domino’s) que oferece ótimas opções quentinhas, como pão na chapa com ovo e recheios! Tiramos o dia para fazer um dos “passeios obrigatórios” de San Andrés: a volta pela ilha em um ônibus chiva, um tipo de ônibus típico colombiano que tem música e incentiva os passageiros a dançar (algo como a nossa “Carreta Furacão”). O percurso demora aproximadamente 4 horas e possui 17,7 quilômetros de extensão. Durante o passeio, o guia-motorista vai explicando a história e algumas curiosidades da ilha. Existem alguns passeios à parte que o ônibus para, como a Casa Museu, uma casa recriada dos primeiros colonizadores da ilha (COP10.000 (R$10,70)); a Gruta de Morgan, uma caverna que abriga a lenda do pirata Morgan (COP20.000 (R$21,40)) e a Piscina West View, um clube de praia (COP6.000 (R$6,40)). Não identifiquei que nenhuma das três atrações são imperdíveis. Hoyo Soplador O destaque da volta à ilha é o Hoyo Soplador, uma formação natural rochosa em que a água do mar em uma grande onda entra debaixo da rocha e sai na superfície através de um buraco, como um gêiser. A quantidade de água que sai depende da força da onda ao bater contra o quebra-mar, sendo uma surpresa para quem fica esperando um banho! Como esse é um fenômeno 100% natural, é provável que ele não aconteça, já que existem dias em que o mar pode estar calmo. A entrada no Hoyo é gratuita, mas as barracas ao seu redor cobram o consumo de pelo menos um drink (é gostoso!) para permanecer no espaço. Depois do passeio, terminamos os dias em San Andrés olhando, mais uma vez, o anoitecer e os barulhos das ondas na praia principal. Parte III: Eixo Cafeeiro A chegada em Pereira, capital da região do Vale do Café colombiano, era amplamente aguardada por mim por dois motivos: queria muito ver os reais locais que inspiraram a equipe da Disney ao criar Encanto e claro, conhecer um dos melhores parques temáticos da América Latina: o Parque del Café . Distante 1 hora e 30 minutos de Pereira, a viagem até o Parque del Café foi através de uma serra, em que já era possível ver muitas fazendas produtoras. Localizado na cidade de Montenegro, o Parque del Café tem 3 montanhas-russas, entre elas a mais moderna da América do Sul, corredeiras, pista de kart, brinquedos emocionantes, passeio a cavalo, show cultural, e claro, muitas plantações de café! O parque é extremamente divertido e foi uma das melhores visitas que já fiz a um parque temático na vida, especialmente por poder realizar meu sonho de andar a cavalo. Para quem gosta de história, o Museu do Café, que fica dentro do parque, conta toda a história do café na Colômbia, desde a chegada até os dias atuais. Pés de café e montanhas-russas Krater e Montaña Rusa no Parque del Café O dia seguinte foi em Salento, cidade do Vale do Cocora, que inspirou a vila de Encanto. Fomos em um ônibus super fofo e compacto da Expresso Alcalá partindo da rodoviária de Pereira, que demorou apenas uma hora para chegar numa das vilas coloniais mais lindinhas que já vi. O ônibus deixa na entrada da cidade, em uma pequena rodoviária quase que artesanal! As flores, símbolos de Isabela, personagem de Encanto, estavam por todos os lugares! Todos os edifícios da praça e da rua principal são coloridos, e abrigam lojas de artesanatos, roupas e restaurantes. Do centro de Salento partem passeios para as palmeiras gigantes do Vale do Cocora, uma atividade que infelizmente não conseguimos fazer devido ao curto tempo na reta final da viagem. No lugar em que a casa dos Madrigal foi colocada no filme, fica uma escadaria que leva até o mirante de Salento, onde dá para ver toda a cidade. A paz lá em cima é absurda! Almoçamos em um restaurante de comida típica da praça principal, o Cocora's, que oferece um pescado super gostoso com geleia de pimenta. Seguimos viagem para Bogotá, última cidade da viagem. Parte IV: Bogotá A capital da Colômbia é IMENSA, exatamente o que eu esperava de uma das maiores metrópoles da América do Sul. Pela janela do Uber, dava para perceber que cada bairro tinha sua estética, sua história, tipo de arquitetura e ocupação urbana… Bogotá é uma cidade cheia de faces, desigualdades, e pessoas de diferentes tipos, culturas e nacionalidades. Nosso hotel foi o Tequendama Suites and Hotel, em um bairro agradável perto do começo do centro histórico. Começamos o dia andando pela Zona T, área nobre da cidade com lojas de marca e um dos maiores e melhores shoppings da cidade: o Centro Comercial Andino. Zona T de Bogotá No dia seguinte, visitamos dois pontos importantes da história e cultura da Colômbia: a Lagoa de Guatavita e a Catedral de Sal de Zipaquirá. Saindo de Bogotá e subindo a serra que circunda a capital, chegamos à Guatavita, uma cidadezinha bucólica de interior. Perto do centro, fica a entrada para o Parque Laguna Guatavita, uma área ambiental protegida que abriga a lagoa. Durante a caminhada até a lagoa, o guia, descendente dos povos originários da região de Bogotá, explica a história de sua tribo e a relação dela com a lagoa, assim como cada episódio que o local sofreu devido a colonização espanhola e britânica. A lagoa é linda, e carrega o misticismo dos indígenas. O guia também ensina alguns rituais de seus antepassados, levando todo mundo a refletir sua real ação com a natureza e o mundo. A lagoa é uma das origens da lenda do Eldorado, uma cidade feita de ouro. Em Guatavita, aconteceu um saque em massa de ouro por parte dos colonizadores já que um rituais antigos da tribo resultava no acúmulo de ouro ao fundo da lagoa. A lagoa esvaziou, e somente aos poucos voltou à vida. Ainda é possível ver a fenda aberta pelos colonizadores para escoar o mineral. Lagoa de Guatavita A próxima parada foi Zipaquirá, uma cidade que lembra muito Ouro Preto (MG). A principal atividade econômica da cidade é a extração de sal das minas subterrâneas. Enquanto exploravam sal, os operários construíram uma enorme catedral nos corredores das minas, com cada ponto da Via Sacra sendo representado dentro da mina por combinações de rochas e minerais. As três naves da catedral (parte central) são imensas, com as luzes dos LEDs fazendo um show à parte na iluminação de cada aposento. A energia dentro do lugar é um pouco pesada, acredito que seja pelo fato de ser subterrâneo. De toda forma, uma bela obra de engenharia! Catedral de Sal Arepa colombiana tradicional O último dia foi uma mega correria! Você faria dois parques de diversões no mesmo dia? Difícil essa missão, né? Infelizmente, devido a uma mudança repentina nos voos, tivemos que fazer os dois parques de Bogotá juntos no mesmo dia, e o pior, num domingo! Acordamos bem cedo e começamos a andar pela Carrera 7, uma das vias do centro histórico que aos fins de semana, fica aberta somente ao tráfego de pedestres. Nela, já podíamos ver a pluralidade de Bogotá em seus diversos tipos de edíficio e pessoas que caminhavam. A Carrera 7 possui ao seu redor muitos pontos turísticos legais, como o Parque de la Independencia, o Museu de Arte Moderna de Bogotá, a Igreja de Nuestra Señora de las Nieves, o Museu Internacional da Esmeralda, a Igreja de São Francisco e o Museu do Ouro. Seu final é na Praça de Bolívar de Bogotá, onde estão os principais edifícios governamentais de Bogotá, como o Capitólio Nacional, o Palácio de Justiça, a Prefeitura da cidade, e a Presidência. A Basílica de Bogotá, que também fica na praça, é um edíficio da época colonial. Igreja de Nuestra Señora de las Nieves Basílica de Bogotá Igreja de São Francisco Capitólio Nacional Marco Zero de Bogotá O Museu do Ouro é um dos principais atrativos turísticos de Bogotá e impressiona pela grandiosidade de sua exposição. É considerado um dos maiores museus de ouro do mundo, e um dos principais. Seu acervo é constituído de trabalhos pré-colombianos que utilizam como matéria-prima fundamental o ouro da região, necessariamente ligados à rotina e ao cotidiano de seu povo, exposto em salas no segundo e no terceiro andar. O museu divide suas exposições através dos diferentes uso do ouro através dos tempos no território colombiano, começando pela metalurgia e mineralogia pré-hispânica, e indo pelos períodos de uso do ouro no artesanato e em adornos, uso para tradução de pensamentos e sentimentos, e por último, no uso de oferendas, onde o ouro voltava à Terra. O primeiro dos parques foi o Salitre Mágico , um lugar com uma atmosfera muito parecida com a do Playcenter. Ele está instalado bem no meio de Bogotá, e do alto de seus brinquedos dá para ter uma noção da imensidão que é a capital colombiana. Brinquedos clássicos compõem o quadro de atrações do Salitre, como chapéu mexicano, torre de queda livre, labirinto do terror, splash, pista kart e infantis. O destaque são as duas montanhas-russas, Magnus e Doble Loop. Cada uma com duas inversões, são experiências bastante intensas e que adorei! O Salitre Mágico é uma ótima opção do que fazer com crianças ou adolescentes em Bogotá! Tem atrações para todo mundo! Atrações Magnum, Centrox e Doble Loop no Salitre Mágico Do outro lado da cidade, o Mundo Aventura é um parque menor, mas com atrações totalmente diferentes do Salitre Mágico, o que faz com que ambos se complementem. Como saí correndo do Salitre para ir ao Mundo Aventura sem perder o voo, acabei tendo apenas duas horas para curtir o parque. Foi o suficiente para ver seus ótimos brinquedos, como uma montanha-russa no escuro, uma torre gigantesca de queda livre que sobe de forma acelerada e permite ver uma vista de tirar o fôlego do topo, além de outras atrações radicais, familiares e infantis. Destaque para o pêndulo giratório gigante, splash, e um navio de balanço reverso - um dos brinquedos mais assustadores de toda a América do Sul! As crianças têm uma área exclusiva para elas, assim como atividades educativas e descobertas. Sendo um parque completo, apesar de seu tamanho, o Mundo Aventura é uma ótima opção para toda família em Bogotá. Atrações Gravity, Vertical Swing e Ranger no Mundo Aventura Acabei a viagem da Colômbia em completo êxtase e totalmente encantado com o que o país me ofereceu em apenas 11 dias. Todos os dias foram muito intensos, e cheios de coisas novas para se descobrir! A cultura colombiana é presente em absolutamente em todos os lugares, e é impossível você não deixar se envolver! Uma viagem para Colômbia é capaz de agradar todos os tipos de turistas, sejam aqueles que buscam por sol, que buscam por serra, que buscam por aventuras, ou que buscam história e cultura. Foi uma viagem leve, alegre, cheia de energia, em que cada lugar tinha sua própria forma de exaltar e mostrar seu encanto colombiano. Quanto custa viajar para a Colômbia? Data: Fevereiro de 2023 Período: 11 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Bogotá-Rio de Janeiro: R$ 2.200 (via Latam) Passagem aérea Bogotá-Cartagena: R$ 375 (via Latam) Passagem aérea Cartagena-San Andrés: R$ 331 (via Latam) Passagem aérea San Andrés-Pereira: R$ 329 (via Viva) Passagem aérea Pereira-Bogotá: R$ 307 (via Viva) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 20 2) Hospedagem (dividido por 2) 3 noites no CastilloMar Hostel em Cartagena: R$ 430 3 noites na Posada Smith Town em San Andrés: R$ 667 2 noites no Gran Hotel em Pereira: R$ 239 2 noites no Tequendama Suites em Bogotá: R$ 549 3) Ingressos e passeios Ilhas do Rosário: R$ 329 Cruzeiro com Jantar em Cartagena: R$ 171 Johnny Cay + Aquário: R$ 90 Chiva em San Andrés: R$ 55 Parque Nacional del Café + Transfer ida e volta: R$ 345 Guatavita + Catedral de Sal: R$ 355 Salitre Mágico: R$ 60 Mundo Aventura: R$ 70 4) Diversos Comida: R$ 2500 TOTAL (por pessoa): R$ 6.902,00 (custos 1 à 3) + R$ 2500,00 (custo 4) = R$ 9.402,00​ Roteiro: 16/fev - Chegada em Cartagena / Explorar o Centro Histórico + Getsemaní 17/fev - Castillo San Felipe de Barajas + Centro Histórico + Cruzeiro com Jantar 18/fev - Ilhas do Rosário 19/fev - Chegada em San Andrés / Praia Spratt Bight 20/fev - Johnny Cay + Aquário 21/fev - Volta à Ilha de San Andrés em Chiva 22/fev - Chegada em Pereira / Explorar o centro de Pereira 23/fev - Parque del Café 24/fev - Salento /Chegada em Bogotá 25/fev - Guatavita + Zipaquirá 26/fev - Centro Histórico de Bogotá + Salitre Mágico + Mundo Aventura / Retorno ao Brasil ​"Colombia, te quiero tanto, que siempre me enamora tu encanto" Carlos Vives, para o filme Encanto da Disney << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Excursão ao Aldeia das Águas saindo do Rio de Janeiro

    São 17 piscinas, toboáguas, rio Corrente e piscina de ondas. Para quem curte adrenalina, o Kilimanjaro promete proporcionar momentos de muita emoção. São impressionantes 49,9 metros de altura. Além disso, o parque possui spa, quadras poliesportivas, espaço para esportes radicais e um incrível lago de pesca. Com 330 mil metros quadrados de área construída, o Aldeia das Águas tem em suas piscinas mais de seis milhões de litros de água e diversão. ALDEIA DAS ÁGUAS Não temos nenhum produto para mostrar no momento. KILIMANJARO SIDE WINDER YUPPIE TOBOÁGUAS BRAZUCA

  • Excursão ao Hopi Hari saindo do Rio de Janeiro

    Uns contam que Hopi Hari nasceu como presente de Hopi, Deus da Alegria, para sua amada Hari, Deusa da Aventura. Outros acreditam que Hopi Hari é uma colônia de férias de extraterrestres superiores que habitam a Via Láctea. Mas histórias são histórias e hipóteses são hipóteses. A verdade é que Hopi Hari é um país com tudo que outros países têm: capital, governante, bandeira, hino, passaporte, consulado e língua própria, o hopês. hopi hari Não temos nenhum produto para mostrar no momento. MONTEZUM KATAPUL EKATOMB RIO BRAVO

  • Parques Visitados no Brasil e no Mundo

    parques visitados Eu já visitei 147 parques , entre eles, temáticos, de diversões, indoors, aquáticos e centros de entretenimento familiar. Para achar o parque que quer saber mais, sinta-se livre para buscar no quadro de posts, na lupa da busca, nas tags ou no mapa! Para mais conteúdo, não deixe de ler meus diários de viagem - onde conto tudo sobre o processo de viajar no detalhe. MAPA Diários de viagem estados unidos parque temático brasil parque de diversões oeste (estados unidos) leste (estados unidos) parque aquático são paulo califórnia flórida indoor rio de janeiro itinerante canadá fechados santa catarina méxico texas beira-mar colômbia manaus argentina brasília caldas novas cidade do méxico minas gerais pernambuco toronto uruguai bahia ceará centro de entretenimento familiar chile curitiba goiás guadalajara monterrey montreal rio grande do sul Todos posts Parques Atrações turísticas Buscar Raphael Figueiredo 10 min Knott's Berry Farm 50 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 12 min Universal Studios Hollywood 37 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 13 min Six Flags Magic Mountain 361 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 12 min Disney California Adventure 36 0 comentário 0 1 curtida. Post não marcado como curtido 1 Raphael Figueiredo 14 min Disneyland 63 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 7 min SeaWorld San Diego 22 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 5 min Belmont Park 73 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 5 min Pacific Park no Santa Monica Pier 32 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 4 min The STRAT (ex-Stratosphere Tower) 7 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 4 min Adventuredome 9 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 7 min Lagoon 33 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 6 min Glenwood Caverns Adventure Park 15 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 5 min Elitch Gardens 12 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 4 min Six Flags Frontier City 10 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 5 min Magic Springs 33 0 comentário 0 Post não marcado como curtido Raphael Figueiredo 6 min Silver Dollar City 18 0 comentário 0 Post não marcado como curtido 1 2 3 4 5

  • Excursão a Porto de Galinhas saindo do Rio de Janeiro

    Pernambuco é uma terra abençoada. O litoral do estado é um dos mais visitados do Brasil, e guarda muita história e cultura. Em Recife e Olinda, as construções coloniais contrastam com os brinquedos do Mirabilandia e os toboáguas maravilhosos do Veneza Water Park. Localizada a apenas uma hora de distância, a estância turística de Porto de Galinhas complementa dias inesquecíveis no estado com praias de águas cristalinas e piscinas naturais incríveis! porto de galinhas Não temos nenhum produto para mostrar no momento. piscinas naturais mirabilandia veneza water park olinda

  • Excursão a Gramado saindo do Rio de Janeiro

    O charme das ruas floridas, os detalhes da arquitetura, o aconchego da hotelaria, o requinte da gastronomia, a qualidade dos produtos e serviços, a originalidade das colônias, a hospitalidade das pessoas, a natureza; enfim, tudo em Gramado traz para o turista a experiência da Europa no Brasil . A cidade tem ótimos parques temáticos: tem um à beira da montanha, outro onde você pode se divertir na neve artificial, e mais um onde você pode se encantar com magia! Além disso, o litoral gaúcho oferece dois parques aquáticos incríveis no verão! gramado e região Não temos nenhum produto para mostrar no momento. alpen park snowland terra mágica acqualokos

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