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- Intercâmbio de trabalho na Disney em Orlando: Como é viver 90 dias na capital dos parques
Veja como é fazer um intercâmbio de 90 dias em Orlando, com dicas de moradia, trabalho, transporte, custos, parques, rotina e adaptação nos Estados Unidos. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! DESBRAVEI ORLANDO POR 90 DIAS ENTRE TRABALHO, PARQUES E VIDA REAL O intercâmbio em Orlando foi o momento em que um sonho antigo deixou de ser fantasia e virou vida real. Viver 90 dias na cidade que sempre alimentou minha imaginação desde a infância me ensinou sobre coragem, adaptação e amadurecimento. Entre trabalho, parques, saudade de casa e pequenas conquistas diárias, Orlando deixou marcas profundas, provando que os sonhos não apenas se visitam — eles também se constroem vivendo. 🎢 O Walt Disney World é tão grande que possui seu próprio sistema de transporte, incluindo ônibus, barcos, balsas e o Skyliner, funcionando como uma cidade independente. 🎠 A Space Mountain, do Magic Kingdom, é uma montanha-russa totalmente no escuro, fazendo com que a sensação de velocidade seja muito maior do que a real. 🎡 Foram necessárias duas entrevistas dentro de um processo seletivo super rigído para poder trabalhar na Disney. 🎢 O Epcot foi originalmente idealizado por Walt Disney como um projeto de cidade futurista habitada, e não apenas como um parque temático. 🎠 Durante o intercâmbio, consegui ir em todas as atrações de todos os parques de Orlando. 🎡 O Animal Kingdom é o maior parque temático do mundo em área e abriga animais reais em habitats cuidadosamente projetados, misturando zoológico e atrações radicais. roteiro O objetivo do meu roteiro em Orlando era ambicioso e muito claro: visitar todos os parques temáticos da região durante os 90 dias de intercâmbio. Não apenas os mais famosos, mas absolutamente tudo o que Orlando e arredores têm a oferecer para quem ama parques. Isso significou passar pelos quatro parques do Walt Disney World — Magic Kingdom, Epcot, Disney’s Hollywood Studios e Disney’s Animal Kingdom — além dos parques aquáticos Blizzard Beach e Typhoon Lagoon . Também fizeram parte do roteiro o Universal Studios Florida e o Islands of Adventure . Fora do eixo Disney–Universal, o plano incluía o SeaWorld Orlando , o Aquatica , o exclusivo Discovery Cove , o Legoland Florida , em Winter Haven, e os parques mais clássicos da cidade, como o Fun Spot America , em suas unidades de International Drive e Kissimmee . GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Rio de Janeiro-Orlando via American Airlines USD 750 | BRL 2.845 GASTOS DE HOSPEDAGEM Aluguel do apartamento USD 105 | BRL 400 por semana GASTOS DE INGRESSOS Passe Anual - Walt Disney World: Gratuito (por ser cast member) Passe Anual - Universal Orlando Resort: USD 380 | BRL 1.600 Passe Anual - SeaWorld Parks: USD 198 | BRL 755 Fun Spot: USD 60 | BRL 228 Legoland: USD 78 | BRL 31 GASTOS EM VIAGEM Taxa do visto J-1: USD 180 | BRL 684 Seguro Saúde: USD 300 | BRL 1.140 Taxa de Participação/Avaliação (Assessment Fee): USD 425 | BRL 1.615 Taxa de Condomínio (Caução/Primeira Semana): USD 85 | BRL 323 Dinhero inicial: USD 1500 | BRL 5.700 Alimentação: Cada compra semanal do Walmart com o essencial para sobreviver, tipo frutas, carnes, comida congelada e derivados dava uns USD 60. CUSTO TOTAL BRL 30.065 USD 3.956 Orlando 25 de nov. de 2017 Escrever sobre a 2017 One Little Spark Tour será desafiador, mas irei tentar. O que acontece é que essa viagem não foi uma comum, em que embarcamos num avião e ficamos 10, 15, 20 dias fora de casa. O destino havia preparado algo especial para mim. Algo que ficaria marcado para toda minha vida na minha memória e no meu coração: eu havia sido selecionado para ser cast member no Epcot, localizado dentro do Walt Disney World Resort. Foram 3 meses de trabalho, de Novembro a Janeiro, intenso como Custodial (zelador), detalhados e explicados no artigo especial Intercâmbio de Trabalho na Disney Orlando . Era claro que eu ia aproveitar a oportunidade de visitar o máximo que podia todos os parques temáticos da Flórida Central. O que eu estava prestes a viver não era algo comum para alguém que vive no Brasil. Imagina, ter uma gigantesca montanha-russa a 5 minutos de casa? Minha mochila antes de viajar, com a faixa da torcida do meu curso na faculdade Uma das frases que mais ouço ultimamente é para termos sabedoria ao usar uma liberdade que é nos dada. O tempo fora do trabalho no Epcot era precioso, e apesar de muitos dos meus colegas o usarem para focar somente nos parques do Walt Disney World, festas, e conhecer novas pessoas, eu tomei a decisão de usar cada tempinho livre para aproveitar ao máximo tudo que a capital dos parques temáticos teria a me oferecer. Tudo mesmo. Logo nos primeiros dias, com o meu quarto, dentro do condomínio Vista Way, um pouco mais arrumado, parti para as missões mais importantes da minha estadia prolongada em Orlando: conseguir os famosos season pass - passaportes anuais que me dariam entrada ilimitada! Como eu já estava doido para andar de montanha-russa de novo, não perdi tempo e logo decidi o primeiro que ia comprar: dos parques SeaWorld (Aquatica, Busch Gardens e SeaWorld Orlando). A partir daí, todas as minhas aventuras iriam tomar forma. Como diria o Figment, mascote do Epcot, ao cantar sua música favorita: Uma pequena faísca de inspiração é o coração de toda criação! Como eu estava devidamente alojado em um condomínio para os funcionários do Walt Disney World, em nenhum momento precisei reservar hotel em Orlando. Entretanto, a hotelaria da cidade não foge muito do comum dos Estados Unidos, especialmente nos tipos dos hotéis. Orlando tem muito hotel barato, o que já é ótimo para economizar na viagem, especialmente se você tiver a intenção de só usar o hotel para dormir. Café da manhã no estilo que conhecemos no Brasil não está disponível - o que eles costumam servir são bolinhos doces e sucos industrializados de caixinha. A cidade também reserva opções de hospedagem mais moderadas e luxuosas, como os hotéis presentes no Walt Disney World e no Universal Orlando Resort. O interessante de ficar em um dos complexos é a proximidade com seus parques favoritos e a possibilidade de alguns benefícios que irão otimizar sua visita, como horas extras para se divertir! Uma dica valiosa é que tanto Disney e Universal possuem hotéis que são um excelente custo/benefício - O Pop Century e os três All Star no Walt Disney World e os hotéis Endless Summer no Universal Orlando Resort. Das outras duas vezes que fui à Orlando, fiquei no Disney's All Star Movies, mas era uma realidade diferente da que temos hoje (o dólar era R$ 1,60!). Acredito que, da próxima vez que eu aparecer por lá, como visitante, devo ficar nos hotéis Rosen Inn, Clarion Inn ou em hotéis menores e simples, porém aconchegantes, como o Seralago, Celebration Suites ou o Greenpoint Kissimmee. É importante ver algumas avaliações e fotos na Internet para alinhar com sua expectativa. Porém, para matar a saudades, eu dei uma fugidinha logo nos primeiros dias para matar as saudades do Disney's All Star Movies e para conhecer o Disney's Art of Animation Resort. Personagens no Disney's Art of Animation Resort O condomínio Vista Way fica à beira da I-4, a rodovia federal que corta Orlando. Do outro lado da estrada, ficava o Disney Springs. Para chegar no Walt Disney World era muito rápido, coisa de cinco minutos. Outros pontos que eu conseguia chegar era o Walmart da Turkey Lake Road e os correios. Fazia esses percursos com o ônibus do condomínio. É importante lembrar que Orlando não possui uma rede integrada de transporte público, então o melhor meio de se locomover pela cidade é o carro. O deslocamento via Uber é também uma opção, mas pode se tornar um grande buraco no orçamento. Antes mesmo dos dias de trabalho começarem, abri os trabalhos no SeaWorld Orlando , onde pude conferir a Mako pela primeira vez! Como era dia de semana, o parque estava bem mais vazio que o habitual e dava para sair e entrar da montanha-russa várias vezes. Também pude aproveitar a Journey to Atlantis, que estava fechada das últimas duas vezes. O SeaWorld foi um dos parques que mais aproveitei, especialmente por ser tão pertinho de casa! Valeu a pena conferir os shows dos pets, as mais diversas opções gastronômicas e passar um tempo maior com os animais. Tinha dias que só ia para lá andar na Mako no pôr-do-sol! Mako e Kraken no SeaWorld Quando os dias de trabalho chegaram, eu recebi o Disney Main Entrance Pass, o passe que permite a todos os colaboradores da Disney entrarem de forma gratuita em todos os parques do Walt Disney World. Posso arriscar dizer que esse passe é um dos mais cobiçados do mundo, já que o equivalente à ele, o Disney Annual Passholder Ticket, é o mais caro do setor de parques temáticos. A estratégia que quis adotar ao ter visitas ilimitadas no Walt Disney World foi conhecer todas as atrações dos seis parques do complexo, algo que eu já tinha feito sem querer no SeaWorld. Antes de começar à "caça às atrações", o primeiro lugar em que fui foi o Disney Springs, centro comercial cheio de lojas icônicas e restaurantes, sendo alguns temáticos, outros fast-food e outros puro luxo. Um dos mais emblemáticos restaurantes que fui foi o Rainforest Café, o famoso "restaurante do vulcão". O ambiente é sensacional, com efeitos de chuva, trovoadas, ventania ocorrendo enquanto os pratos são servidos. Sua culinária é típica americana! Pertinho dele, fui também no Earl of Sandwich, um fast-food "premium" muito gostoso. Outro restaurante com temática perfeita foi o T-Rex Café, cheio de dinossauros e clima sinistro de floresta! Como eu amo doces, me esbaldei na loja da Ghirardelli, a "Cacau Show" dos Estados Unidos. Rainforest Café Minha experiência mais marcante dentro do Disney Springs foi o Planet Hollywood, que tinha visitado em seu modo clássico em 2008 e 2012. Agora convertido no modo "The Observatory", o PH tem elementos espaciais e uma cardápio reimaginado com lanches extremamente gostosos e alguns desafiadores! Quando eu e meus amigos queríamos algo menos caro, íamos no D-Luxe Burger, uma típica hamburgueria. Planet Hollywood Das lojas que costumava visitar, as que mais eu entrava era a World of Disney, a maior loja de produtos Disney do mundo, e a LEGO Store, em que os cast members podem ter descontos nos produtos em datas especiais! As outras lojas eram muito boas também, mas eram caras demais para o nosso disneysalário. Dava para encontrar produtos semelhantes nos outlets, que tinham as marcas mais amadas por todos os brasileiros. Foi no Magic Kingdom que eu tive um dos momentos mais surreais de toda 2017 One Little Spark Tour. Num dia de folga qualquer, fui ao reino mágico um pouco tarde, depois do almoço e estava um clima bastante agradável. O parque não estava muito cheio e os meus amigos ainda não haviam chegado para andarmos na Space Mountain. Simplesmente sentei na grama da praça central, em frente ao Castelo, deitei, e fiquei admirando o céu junto com as pessoas que passavam. Era como a Terra tivesse parado naquele momento. Junto comigo, naqueles segundos, existiam milhares de visitantes que corriam e andavam rápido procurando aproveitar as suas 12 horas de um ingresso de mais de 100 dólares. Outros momentos épicos aconteceram, como ficar dentro do Magic Kingdom desde o minuto da abertura até o último minuto com as portas fechadas. Esperei todos os visitantes saírem do parque nos meus últimos dias em Orlando, e é uma experiência única na vida. Só você e o parque. Todas as pessoas que o visitam diariamente fora da li. Um silêncio mágico. Até as chegadas do segurança do "park clear", movimento que verifica se não ficou nenhum visitante dentro do parque, era um dos momentos que mais me senti infinito na vida. O Magic Kingdom foi o parque que deu mais trabalho completar todas as atrações. Foram necessárias visitas e mais visitas. Mas, o objetivo foi cumprido com sucesso! Me meti na Tom Sayer Island, no Enchanted Tales with Belle, na Barnstormer, no Carrossel do Progresso. Ter visto todo o sonho construído de Walter Elias Disney milímetro por milímetro é uma das conquistas que mais guardo com carinho na minha vida! O Disney's Hollywood Studios era um grande canteiro de obras durante meu intercâmbio. As áreas de Star Wars e Toy Story ainda estavam em construção, e sendo assim, dei foco para as minhas atrações favoritas do "parque dos filmes": a fantástica Tower of Terror e a intensa Rock'n'Rollercoaster. Aproveitei também para ver várias sessões do lindíssimo Fantasmic!, e tirar fotos com os personagens mais fofos de todo o resort! Vocês não queiram imaginar minha alegria quando encontrei a Cruz Ramirez, de Carros 3, lá no Hollywood Studios para tirar foto! Ah, todo fim de noite no Hollywood Studios também adorava ver o Disney Movie Magic, um show maravilhoso de projeções, lasers e fogos de artifício mostrando as produções mais poderosas da Disney! Meu parque favorito em Orlando é o Disney's Animal Kingdom , que é dedicado aos mais variados tipos de animais. Desde da minha primeira visita em 2008, eu tinha me apaixonado com o clima do parque, totalmente diferente de qualquer outro parque temático no mundo. O fato de você sempre sentir que está na selva é algo extremamente especial! No Animal Kingdom, eu me sinto como um explorador, e foi nesse clima que fui fazer o Wilderness Explorers, uma caça ao tesouro espalhada pelo parque inteiro. Era para criança? Era! Mas se você ficar se ligando nisso na Disney, você nada aproveita! Eu estava muito animado para fazer no Animal Kingdom o que fiz no Magic Kingdom - explorar cada canto do parque. Com isso, descobri os recintos dos animais asiáticos, fui várias vezes no Kali River Rapids e finalmente peguei o trem para a estação de conservação do Rafiki's Planet Watch, algo que raramente se faz quando você visita Orlando com excursões. Até realizar um antigo sonho fiz: andar na Expedition Everest à noite! SIMPLESMENTE ANIMAL! Só faltou umas tochas com fogo iluminando! Brincadeira. Mas, não faltou iluminação em Pandora - The World of Avatar. Eu demorei alguns minutos para processar tudo que eu estava vendo. Cada centímetro daquela área é de outro mundo, de dia ou de noite. Os detalhes são absurdos, com destaque para a reprodução da fauna e flora vistos no mundo criado por James Cameron. Avatar Flight of Passage é, sem qualquer dúvida, a melhor atração em parque de diversões que já fui na vida. Vários sentimentos passaram por mim durante a experiência nesse simulador, mas a emoção de ver as cenas de Pandora me trazia lágrimas toda hora. Se tornou meu cantinho favorito dentro do Animal Kingdom! Em 2008, eu visitei os dois parques aquáticos do Walt Disney World, mas estava tudo tão cheio que devo ter ido em apenas dois toboáguas em cada parque. Como dessa vez era inverno, aproveitei para pegar tanto o Blizzard Beach quanto o Typhoon Lagoon vazios, me possibilitando explorar todos os toboáguas possíveis. Eu amo o fato do Typhoon Lagoon ser um parque aquático completo e seus toboáguas com certeza são melhores que os do Blizzard Beach, apesar desse último ter o Summit Plummet. Porém, o Typhoon Lagoon não fica para trás com o Miss Adventure Falls e o Humunga Kowabunga. Por conta do clima frio de Janeiro, só consegui ir uma vez em cada parque! Toboáguas no Disney's Blizzard Beach Water Park Toboáguas no Disney's Typhoon Lagoon Water Park Me lembro até hoje do dia que eu esperava que meu local de trabalho no Walt Disney World fosse o Animal Kingdom, especialmente por eu ter enfatizado na minha entrevista que era o meu parque favorito. Entretanto, quando eu vi EPCOT-Future World no sistema, foi uma surpresa ainda maior e melhor do que o Animal Kingdom. O EPCOT sempre havia despertado minha curiosidade, principalmente pelo seu passado glorioso e a quantidade de mudanças que o parque sofreu. Era um parque cheio de conteúdo incrível, algo que só poderia ter vindo da cabeça visionária dos irmãos Disney. O Future World que eu trabalhei hoje não existe mais, pelo menos parcialmente. Em 2022, o EPCOT finalmente terá suas renovações prontas e os capítulos de tudo que vivi no Future World se juntou a sua rica história. Fiz questão de explorar tudo, porque sabia que essas renovações viriam. Cada centímetro da Comunidade Protótipa e Experimental do Amanhã eu entrei, nos dias de trabalho e nos dias de visitante. De todos os lugares do EPCOT, talvez o mais especial de todos seja o pavilhão Imagination!. Essa pavilhão é o único, junto com a Spaceship Earth, que ainda se mantém intacto desde alguns bons anos. Construído para desafiar os limites da imaginação, o pavilhão das duas pirâmides de vidro é lar do Figment, um dragãozinho roxo simpático. Ele é um "figmento" de nossa imaginação, e mascote do EPCOT. Ele é o único personagem criado pela Disney exclusivo para um parque temático, e conquistou milhares de fãs desde 1983. Para quem trabalha no EPCOT, ele é como nosso "chefe" (e não o Mickey Mouse!), e não foi à toa que ele me acompanhou durante todo o intercâmbio. Quando eu era designado para trabalhar no pavilhão da Imaginação, era um dia muito feliz. Não só por ser uma das áreas de trabalho mais tranquilas, mas também por estar sendo parte de umas criações mais icônicas da Disney. Aliás, eram nesses dias que eu mais podia ouvir a música " One Little Spark ", que dá o nome à essa tour, tocando por todos os alto falantes possíveis. "One Little Spark", assim como o Figment, foi criada exclusivamente para um parque temático e seus versos exaltam que todos os sonhos começam a ser criados na nossa imaginação. Nada mais justo do que ela nomear essa tour, não é? O EPCOT também guardava uma das áreas mais incríveis do setor de parques temáticos: o World Showcase. Constituído de 11 pavilhões representando 11 países, era um dos meus passeios favoritos pré-trabalho. A maioria das vezes eu chegava mais cedo no parque só para poder aproveitar tudo que cada país tinha a oferecer. Inclusive, o World Showcase guarda três aventuras, uma "oficial" e outras duas "não oficiais". A oficial, é uma atração BEM legal do parque é o World Showcase Adventure, uma caça ao tesouro pelos 11 pavilhões que você pode ganhar brindes, e além disso é uma boa chance para você carimbar o seu passaporte do EPCOT! Lagoa do World Showcase no EPCOT As outras duas "não oficiais" é um desafio que o próprio EPCOT impulsiona você: o "Eating Around the World", em que você tem que comer uma comida diferente de cada país", e o "Drinking Around the World", em que você tem que beber um drink de cada país. Como eu amo comer (taurino de verdade), fiz o Eating Around the World com o maior prazer do mundo! Mais do que um desafio, foi um grande ensinamento cultural e gastronômico. O "Drinking" eu deixei para próxima por motivos de dinheiro mesmo (cada drink é bem puxadinho o preço). A melhor coisa de encerrar meus dias no EPCOT era ver a exibição do IllumiNations: Reflections of Earth, o show mais épico feito pela Disney. Na minha última vez assistindo, eu simplesmente não parava de chorar. Era uma mistura de sentimentos absurda! Agora, aquele momento, junto com o IllumiNations, está escrito em mais um livro de memórias. Em 2021, o show foi substituído pelo Harmonious. Montanhas-russas! Mais montanhas-russas! Por mais que eu tivesse todas as maravilhas do Walt Disney World aos meus pés, o que faz pulsar minhas veias mesmo é montanha-russa. Como o passe do SeaWorld me dava direito também ao Busch Gardens, era certo que na maioria dos dias de folga eu estava pontualmente às 09:15 em frente ao Old Town, em Kissimmee, para pegar o ônibus shuttle de Orlando. Ao chegar no Busch Gardens, meu coração turbinava, ganhava vida, fazendo meu corpo encher de energia para eu encarar as 8 montanhas-russas. Cheetah Hunt no Busch Gardens Falcon's Fury no Busch Gardens Tampa O Busch Gardens Tampa Bay foi o meu parque favorito durante muito tempo, mas ainda mantém o meu coração na região da Flórida Central. O clima africano, continente que admiro muito e sonho conhecer, as montanhas-russas, os centros de conservação animal, e as outras atrações são, para mim, a combinação perfeita. Era difícil para onde ir primeiro: Kumba, Montu, Sheikra, Cheetah Hunt, Scorpion, Cobra's Curse... Eu sei que eu não parava. Fazia a queda da Sheikra milhares de vezes, ficava tonto com os loopings absurdos da Montu, rodopiava na Cobra's Curse e vivia o fantástico com a velocidade da Cheetah Hunt. Que parque, meus amigos! Montu no Busch Gardens Cobra's Curse no Busch Gardens O passe anual da Universal veio tarde, muito por conta da demanda que o Walt Disney World trazia para os meus dias de folga (são muitas atrações para conhecer!), mas veio. No Universal Studios , tive a honra de participar do último A Celebration of Harry Potter, que contava com a participação de atores do filme, cenários especiais, e brindes MUITO legais, como pins exclusivos. Confesso que esqueci um pouco do restante do parque e fiquei focado todas as minhas visitas no Beco Diagonal, explorando todos os cantos e lojas da mais nova criação do Wizarding World of Harry Potter. Mas, mesmo assim, não deixei de dar umas voltinhas na Rockit, Múmia e Transformers! Convenção de Harry Potter no Universal Studios Já no Islands of Adventure , foi um pouco diferente. Não parava por nenhum segundo dentro do parque. Fui em tudo que eu não conseguia ir por estar com excursões. Explorei a área do Dr. Seuss, fui nos brinquedos de criança MESMO, e me esbaldei de rir no Cat in the Hat. Comi no lendário Mythos, o restaurante mais premiado do mundo de um parque temático, me acabei de ir na Harry Potter and the Forbidden Journey, visitei o reino do King Kong, venci o frio para repetir os refrescantes Ripsaw Falls e Bilge-Rat Barges, e claro - não me cansei nunca de ficar saindo e entrando da The Incredible Hulk Coaster! Eu e minha amiga Giovanna na Hulk do Islands of Adventure Eu sou fascinado por LEGO. Fascinado acho que é pouco. EU AMO LEGO! Ficar montando aquelas milhares de pecinhas para surgir algo incrível é um dos meus passatempos favoritos. Claro que a loja que tem no Disney Springs foi pequena demais para mim. Quando eu vi que a maior Legoland do mundo havia inaugurado em Orlando, eu fui, mesmo sendo um parque para criança. Me diverti a beça! Algumas atrações eram sim, somente para crianças, mas a maioria todo mundo poderia se divertir. Teve montanhas-russas, simuladores, brinquedos radicais e familiares... A Legoland é top para todas as idades! Ainda pude conferir os lindos jardins Cypress Gardens, com uma figueira-de-bengala centenária! Ah, e a loja da Legoland é 5x maior que a do Disney Springs! Coastersaurus no Legoland Orlando também tem vários outros parques de diversões menores que ficam espalhados ao longo da I-4 e da International Drive. Quando eu estava lá em 2017, o ICON Park somente tinha a roda-gigante ICON, que não achei que tinha um valor tão amigável para uma roda-gigante. Porém, existiam dois parques que há muito tempo eu já queria ir: o Fun Spot de Orlando e o de Kissimmee. São parques pequenos, mas que têm atrações radicais MUITO legais. Não acredita em mim? O que acha de pular do Skycoaster (simulador de bungee-jumping) a mais de 91 metros de altura? Ou então andar numa montanha-russa de madeira super rápida e completamente ejetora? Tive um dos momentos mais legais da minha vida quando tive a oportunidade de ir sozinho no trem da Mine Blower e apesar de ter passado um pouco de medo no Skycoaster, pulei com tudo. Gritava MUITO, mas era um grito de liberdade. Mine Blower no Fun Spot Kissimmee Freedom Flyer no Fun Spot Orlando Outros momentos legais da jornada como morador de Orlando por três meses foi poder explorar alguns lugares legais com mais calma, como por exemplo o centro da cidade. Por lá, foi onde eu tive a honra de estar presente nos shows da turnê do After Laughter do Paramore e da turnê Witness da Katy Perry. Queria muito ter visto algum jogo do Orlando Magic, mas infelizmente nenhum jogo bateu com minha rotina de trabalho (eu sempre pegava o turno noturno). Por falar em show, foi no Hard Rock Café da Universal que tive um momento absurdo de lindo: ver uma das minhas bandas favoritas, The Killers, pela primeira vez de pertinho. Witness Tour da Katy Perry After Laughter Tour do Paramore Wonderful Wonderful Tour do The Killers Morar em Orlando é o sonho de muitas pessoas, ainda mais para alguém que ama parques de diversão como eu. Tudo por ali gira em torno das montanhas-russas, da magia, da alegria e dos sonhos. Do momento que você chega no aeroporto até o momento que você chega no portão de um parque temático. Confesso que tive dificuldades de adaptação, principalmente pela falta de transporte público. Onde eu moro, em Niterói, costumo fazer tudo da minha vida andando de ônibus ou quando vou ao Rio de Janeiro, de metrô, e depender de Uber a todo momento foi algo completamente surreal. Foi um gasto que virou uma bola de neve e de fato, eu não estava preparado financeiramente para isso. Além disso, para um brasileiro (eu) comer naquela cidade pode ser bastante complicado. Eu tive que recorrer ao mercado brasileiro porque eu já estava entrando em processo de envenenamento (exagero, mas real) com a comida barata estadunidense. Tudo é muito artificial, sem gosto algum. Para comprar comida melhor, eu tinha que gastar um dinheiro que não podia. Mas, tendo um carro e morando em um condomínio legal, morar na Flórida é como um paraíso: o clima é legal, você pode encontrar pessoas do mundo todo, e você tem tudo que uma grande cidade pode oferecer: cinemas, shows, jogos de basquete e futebol, restaurantes icônicos, boates, um litoral com praias lindas pertinho e claro, parques temáticos de qualidade inegável. É quase como você se estivesse entrando na realidade perfeita e quando sai de lá, é como se tudo perdesse o brilho instantaneamente. Apesar do alto custo de vida para poder viver bem, Orlando guarda mais pontos positivos do que negativos. Algumas eu sinto saudades até hoje, outras não. Acredito que toda cidade possa ser assim, ou estou errado? A volta para o Brasil foi tranquila, mas confesso que até hoje sinto saudades da minha rotina de ir para os parques temáticos nos meus dias de folga. Não tem como não ter, né? Eu lembro de tudo ainda como se fosse ontem, de tão épico que foi. Eu não faço ideia se algum dia eu irei experimentar uma rotina como essa de novo, mas custa apenas uma pequena faísca para imaginar, certo? << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro para o Parque de la Costa: Dicas, Ingressos e Como Chegar
Planeje sua visita ao Parque de la Costa, em Buenos Aires, com roteiro detalhado, informações de ingressos, transporte, atrações e dicas práticas para aproveitar o dia. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! SE DIVIRTA COMO VOCÊ NUNCA ANTES IMAGINOU NA CAPITAL ARGENTINA A Alegria de la Costa Tour aconteceu de surpresa! Toda viagem que eu fazia tinha um planejamento prévio, porém, ao surgir uma promoção de passagem aérea para Buenos Aires, não pensei duas vezes e emiti o bilhete! Fui surpreendido com um parque de diversões super divertido e uma capital extremamente vibrante, com espetáculos de tango arrebetadores, prédios que me fizeram me sentir na Europa e um povo que nada parece ter rivalidade com o Brasil. 🎢 A Alegria de la Costa Tour foi a viagem internacional mais barata que eu já fiz até o momento, sendo mais barata que muitas viagens nacionais! 🎠 O Parque de la Costa oferece atrações para qualquer gosto - todo o line-up é bem equilibrado para agradar os mais radicais e os mais tranquilos! 🎡 Tigre, cidade onde fica o Parque de la Costa, fica na região metropolitana de Buenos Aires, sendo necessário pegar um trem que viaja pela costa do rio para chegar! 🎢 O Parque de la Costa tem uma montanha-russa muito conhecida pelos brasileiros: a Boomerang, que é idêntica a que operou no Playcenter! 🎠 Buenos Aires tem um "HotZone" para chamar de seu: a rede Neverland, cuja maior unidade fica no Shopping Abasto 🎡 Além dos parques, Buenos Aires é conhecida por sediar inúmeras apresentações de tango, dança originária da região do Rio da Prata. roteiro 1) Chegada em Buenos Aires / Tarde e noite turistando pela cidade / Neverland 📷 Onde fui: Obelisco > Teatro Colón > Avenida Nove de Julho > Avenida Corrientes > Shopping Abasto 2) Parque de la Costa / Noite em Puerto Madero 📷 Onde fui: Madero Tango 3) Dia turistando pela cidade 📷 Onde fui: Caminhada pelo bairro Palermo > Cemitério da Recoleta > Floralis Generica > Plaza de Mayo > Casa Rosada > Calle Florida e Galerías Pacifico > Café Tortoni > Feira de San Telmo > Caminito > La Bombonera 4) Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Rio de Janeiro (GIG)-Buenos Aires (EZE) Buenos Aires (EZE)-Rio de Janeiro (GIG) via GOL BRL 1.240 Passagens ferroviárias 🚅 Trem de la Costa: ARS 900 | BRL 5 (por trecho) GASTOS DE HOSPEDAGEM 1) HTL Urbano (localizado a 200 metros da estação de metrô Florida) BRL 790 | BRL 395 por pessoa 3 noites GASTOS DE INGRESSOS Parque de la Costa: ARS 18.800 | BRL 110 (Passaporte Full) Pelo dobro do preço, há a opção de comprar o Passaporte Full com fura-fila unitário por atração incluso. Neverland: ARS 1000 (BRL 6) a ARS 5000 (BRL 30) (preço por atração) Madero Tango: BRL 400 Modalidade Jantar Show (Plateia) ARS = pesos argentinos GASTOS EM VIAGEM Tarifa do metrô de Buenos Aires: ARS 650 | BRL 4 Alimentação: ARS 30.000 | BRL 170 (por dia) x 4 = ARS 120.000 | BRL 680 Fast-food e restaurantes de baixo custo (até ARS 15.000 por refeição) Compras: ARS 90.000 | BRL 500 ARS = pesos argentinos CUSTO TOTAL BRL 3.385 ARS 600.401 Buenos Aires 18 de set. de 2015 A viagem para Buenos Aires foi um surto. Eu tinha acabado de voltar da Califórnia , e um amigo meu ficou me incentivando para irmos conhecer o Parque de la Costa. Os parques da América do Sul não são tão diferentes dos parques brasileiros, tendo até muitos brinquedos parecidos, mas como sempre tive vontade de ver como funcionam os outros parques do nosso continente, aproveitei uma promoção da Gol e parti para a capital argentina para uma rápida viagem de quatro dias. Nunca havia feito uma viagem sem antecedência antes e estava apavorado! Você pode ir a Buenos Aires portando apenas sua carteira de identidade (RG), porém, recomendo ir de passaporte para você ter o carimbo da imigração argentina, além de poder entrar através da entrada eletrônica do Mercosul. É uma imigração bem tranquila, quase até como se você estivesse entrando no Brasil. Durante a imigração, me perguntaram apenas quanto de dinheiro eu estava levando, mas saiba que qualquer agente pode perguntar o que estamos fazendo no país, por quanto tempo iremos ficar , onde iremos ficar e qualquer outra pergunta que ele achar importante. Ter tudo impresso facilita a sua vida caso o agente peça para ver alguma comprovação do que você está falando. Não troque todo seu dinheiro por pesos argentinos no Brasil porque a cotação aqui não vale a pena. É melhor levar dólares estadunidenses e trocar em casas de câmbio na Argentina pelas notas de pesos argentinos. Entretanto, e u saí com algumas notas de pesos argentinos do Brasil, porque qualquer compra rápida que você precise fazer (como passagens de trem, estacionamentos, e compras rápidas de comidas e bebidas), você pode precisar pagar em dinheiro vivo, o que eles chamam lá de en efectivo . Em 2015, os cartões pré-pagos em moeda estrangeira da Wise e a Nomad ainda não estavam em amplo funcionamento como hoje, então usei o cartão de crédito para compras que não fazia com as notas. Entretanto, hoje, recomendo usar o cartão de crédito em apenas situações específicas ou emergenciais. A Wise/Nomad funcionam perfeitamente na Argentina e a conversão entre moedas é bem melhor do que em bancos, evitando perda de dinheiro. Aeroporto Internacional de Ezeiza A promoção da Gol me ofereceu ida e volta para Buenos Aires por 1240 reais, mas as passagens aéreas normais costumam ter preços até 2000 reais. Buenos Aires possui dois aeroportos: Aeroparque e Ezeiza. Ezeiza é o maior deles e fica bem afastado do centro da cidade, e você só consegue sair de lá de taxi ou transfer (não existe Uber, eles são realmente proibidos de operar no Aeroporto). Já o Aeroparque fica no centro da cidade e o deslocamento é bem melhor que Ezeiza, já que em poucos minutos você pode estar no centro ou em alguma estação de trem ou metrô. Existem linhas de ônibus, como a 45A, que saem do Aeroparque e te deixam na Avenida Nove de Julho, a principal da cidade de Buenos Aires. Escolhemos um hotel barato e confortável na região do centro da cidade, o HTL Urbano, que fica a 200 metros da estação Florida do Subte, (nome da rede de metrô, que você pode conferir o mapa aqui. ) O café da manhã era simplesmente maravilhoso! A região em que ele está é muito perto do Puerto Madero, onde se localizam espetáculos de tango e ótimos restaurantes, e da Calle Florida, onde estão as melhores lojas da capital e o famoso shopping Galerías Pacífico, que tem lindos murais em seu teto e possui uma arquitetura incrível . Apesar disso, algumas regiões do centro de Buenos Aires podem ser bem complicadas em termos de segurança e conservação, muito por conta da instabilidade econômica crônica que o país atravessa. Vale sempre ficar atento! O Subte é o metrô de Buenos Aires Mapa do Subte Depois que deixamos nossas malas no hotel, saímos andando pelo centro de Buenos Aires, com a primeira parada sendo o gigantesco Obelisco que fica no meio da Avenida Nove de Julho, construído como parte das comemorações dos 400 anos da primeira fundação da capital e inaugurado em 1936. Perto dele, fica o Teatro Colón, um dos teatros mais lindos de todo o país e que você pode fazer uma visita guiada de 50 minutos por todas as salas do Colón. Das 10h às 16:45, existem saídas com visitas em espanhol a cada 15 minutos, e em português, nos horários de 11:45, 13:00 e 16:00. O custo da visita guiada é de 22.000 pesos argentinos (BRL 125). Você também pode comprar a visita ao Teatro Colón online, clicando aqui . Depois de andar um pouco pela gigantesca Avenida de Nove de Julio, em que você encontra lojas dos mais variados tipos, além de prédios com arquitetura típica europeia. Estão presentes também restaurantes de culinária argentina, como o Museo del Jamón , em que pedimos o menu especial de 36000 pesos argentinos (BRL 200), que conta com entrada, prato principal, sobremesa e uma garrafa de vinho. Gostei muito da qualidade da comida! Se você não quiser investir tanto numa refeição, ótimos restaurantes de comida rápida e lanchonetes também estão espalhadas pela Nove de Julio. Perto do Obelisco, tem um McDonald's, em que os combos variam de 9000 a 12000 pesos argentinos (BRL 50 a 70). Carne típica argentina no Museo del Jamón No cruzamento da Avenida Nove de Julio e da Avenida Corrientes ficam os polos boêmios e culturais da cidade. Ali se concentram incontáveis bares, cafeterias, pizzarias, teatros e livrarias. A Avenida Corrientes também é conhecida pela sua quantidade enorme de lojas. Tem de tudo: roupas, eletrônicos e até mesmo lojas de CDs, que contém o melhor da música argentina e internacional. Nos dirigimos até a Corrientes porque lá fica o Neverland , parque de diversões indoor no Abasto Shopping. Simplesmente um dos parques indoors mais lindo e fofo que já vi! Toda sua decoração é baseado no imaginário de parque de diversões clássico, e é super tematizado. No segundo dia, fomos até a estação Retiro para pegar um trem até a estação Bartolomeu Mitre, onde fizemos transferência para estação Maipú, ponto de partida do trem turístico Tren de la Costa. A tarifa do trem custa 900 pesos argentinos (BRL 5) para seguir até o último município da região metropolitana de Buenos Aires, Tigre. Em Tigre, temos feirinha de artesanato e souvenirs, cassino, teatro, e passeios de barcos no Rio Luján. O maior atrativo de Tigre (e a principal razão dessa viagem) é o Parque de la Costa , maior parque de diversões da Argentina, que contém 4 montanhas-russas, sendo 2 radicais e 2 familiares, brinquedos radicais, o terceiro maior simulador de voo livre do mundo, atração aquática, show interativo excepcional com zumbis, totalizando mais de 60 atrações para toda família! As atrações do parque não são muito diferentes do que vemos no Brasil, mas o Parque de la Costa proporciona um dia extremamente divertido e é uma ótima opção para crianças, adolescentes e jovens apaixonados por adrenalina em Buenos Aires. Mapa dos trens de Buenos Aires À noite, fomos à Puerto Madero, um bairro portuário que se tornou um dos mais lindos, pomposos e chamativos de Buenos Aires. Outrora em decadência devido às atividades comerciais portuárias, o bairro se transformou com ajuda da cidade espanhola de Buenos Aires em um símbolo da elegância argentina, com a Puente de La Mujer, projeto do famoso arquiteto espanhol Santiago Calatrava, sendo o principal marco da nova fase de Puerto Madero. Perto dela, fica o navio Fragata Presidente Sarmiento, um barco construído em 1897 que realizou 37 importantes viagens ao redor do mundo. Em 1963, foi declarado Monumento Histórico Nacional e desde então funciona como um museu onde é possível percorrer toda a embarcação, preservada e original, conhecendo a sala de máquinas, os canhões, além de uma exposição de recordações da antiga tripulação. Para quem gosta de caminhar, a Reserva Ecológica, localizada atrás das ruas de Puerto Madero, em uma ilha, é o local perfeito. Sendo um parque natural e ribeirinho-urbano com lagoas, pântanos, florestas e trilhas para caminhada e ciclismo, atrai turistas até o fim da tarde, quando é possível ver um lindo pôr-do-sol no Rio da Prata. Os edifícios de docas de Puerto Madero hoje abrigam restaurantes da alta gastronomia argentina, como as famosas casas de parrillas . Alguns dos melhores estabelecimentos da região são o Cabaña Las Lilas (argentino), o Villegas (argentino), a La Parolaccia Trattoria (italiano), o Osaka (oriental), o Gourmet Porteño (diversas culinárias), o Brasas Argentinas (buffet livre) e o Johnny Be Good (estadunidense). Foi difícil escolher, mas, como a viagem foi planejada de última hora e tínhamos pouco tempo no país, escolhemos ir direto no Madero Tango , uma das casas mais tradicionais do bairro com espetáculo de tango ao vivo. O Madero Tango possui quatro modalidades para aproveitar o espetáculo da dança típica da região do Rio da Prata: Apenas espetáculo, sem serviço de comida ou bebida (aproximadamente BRL 230); Espetáculo e jantar Plateia, composto por uma entrada, um prato principal, uma sobremesa e bebidas à vontade, entre água, refrigerante e cerveja. Dentro do menu, você poderá escolher entre três opções diferentes de cada prato. Além disso, você terá incluída uma taça de vinho ou champanhe de cortesia (aproximadamente BRL 390); Espetáculo e jantar Executivo, composto por tudo citado na modalidade Plateia, com a opção de escolher entre quatro opções diferentes de cada prato. Além disso, você terá uma localização mais próxima do palco (aproximadamente BRL 455); Espetáculo e jantar VIP, composto por tudo citado na modalidade Executivo, com a melhor visibilidade do espetáculo e um jantar com três pratos como nas modalidades anteriores, podendo escolher entre seis variedades diferentes de cada um deles. Além de bebidas à vontade e fichas para o cassino, você também tem incluída uma aula de tango de 20 minutos ao finalizar o show (aproximadamente BRL 550). Reservamos o terceiro e último dia para aproveitar mais bairros da cidade, selecionando apenas os imperdíveis. Começamos pelo Palermo, que é o maior bairro da capital argentina, em que chegamos através da estação de metrô Scalabrini Ortiz, que é mais perto dos pontos de interesse do que a estação Palermo. Muitos viajantes o consideram como o melhor bairro da cidade para se hospedar, por conta agitada vida noturna e por ter ótimas lojas para fazer compras. Durante nossa caminhada pela manhã, em que chegamos ao Parque Tres de Febrero às 08:00, vimos inúmeros argentinos que gostam de relaxar e praticar esportes, fazendo parecer que o dia tem 48 horas. Com a maior calma do mundo, andamos mais um pouco até o Jardim Japonês, que oferece lindos pontos de foto, além de mudas de cerejeiras e um simpático restaurante de culinária japonesa. Dos bosques e a partir da Plaza Italia, descemos a Avenida Jorge Luis Borges até a Plaza Serrano, onde ficam ótimas lojas e restaurantes do bairro. São lojas de moda, calçados, outlets e decoração de casas! Floralis Generica Para ganhar tempo (porém, se possível, faça esse percurso a pé. Dura 1 hora, mas você conhece boa parte das ruas de Palermo), pegamos um táxi até a Recoleta, um dos bairros de alto padrão de Buenos Aires. Sua arquitetura é inspirada nos estilos franceses, com os prédios sendo ótimos pontos para tirar foto. O ponto turístico mais famoso do bairro é o Cemitério da Recoleta, onde ficam os restos mortais de famosos argentinos, como de Eva Perón. Perto do cemitério está a sensacional Biblioteca Nacional Mariano Moreno, que tem uma arquitetura única do estilo moderno. Outro símbolo perto é a Floralis Genérica, uma escultura de flor contemporanêa que recentemente viralizou nas redes sociais. Pegamos o metrô novamente na estação Facultad de Derecho (que fica muito perto da Floralis Generica) até a estação Onze/Plaza Miserere para fazer a baldeção com a Linha Azul até a estação Plaza de Mayo/Casa Rosada. A tarde começou com uma visita guiada à Casa Rosada, a sede do governo argentino, localizada na Plaza de Mayo, a praça onde estão os edifícios mais importantes da capital. Infelizmente, dede 2020, não é mais possível fazer essa visita, cabendo aos turistas somente apreciar sua majestosa arquitetura externa. Na Plaza de Mayo, ainda estão a sede do Banco de la Nación Argentina e a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, que tem um estilo neogótico e outrora foi chefiada pelo atual Papa Francisco. Perto dela, o Museo Histórico Nacional del Cabildo y la Revolución de Mayo oferece visitas grátis pela importante história argentina e o Museu do Bicentenário da Casa Rosada (localizado atrás da Casa Rosada) mostra itens referentes a história do prédio. Da Plaza de Mayo, seguimos pela Avenida de Mayo até o Café Tortoni, um café Icônico em estilo francês inaugurado em 1858 e famoso pela cultura e shows de tango ao vivo. É um restaurante completo, oferecendo café da manhã, almoço e janta (aberto de 8h as 21h). Os preços médios de cada item abaixo são: Café espresso: 1800 pesos argentinos (BRL 10) Cold brew (café gelado): 3200 pesos argentinos (BRL 18) Café da manhã completo (refeição + suco) 6500 a 15000 pesos argentinos (BRL 37 a BRL 85) Sanduíches: 5000 pesos argentinos (BRL 30) Pratos completos para almoço ou janta: 8000 a 17000 pesos argentinos (BRL 45 a BRL 100) Bebidas (sem álcool e cerveja): 1000 a 4000 pesos argentinos (BRL 6 a BRL 25) A partir do Café Tortoni, andamos meia hora ao sul pela Calle Piedras até o bairro de San Telmo, onde na Praça Dorrego, acontece a Feirinha de San Telmo, que começa a partir das 10h somente aos domingos e vai até escurecer. Além de diversos produtos de antiguidade, a feira também vende artesanato local, produtos com temas da cidade, livros, discos, camisetas, óculos, chapéus, cartões, fotografias, CDs, pôsteres, roupas e calçados. Dançarinos, atores, músicos, desenhistas, músicos, e diversos artistas independentes se apresentam em troca de diversão e de alguns pesos argentinos. Em especial, o tango e a milonga são apresentados por moradores da cidade, que se encontram nos domingos à tarde e dançam até o início da noite. Tradicionalmente às 19h, um grupo formado por argentinos toca samba de enredo e anima os turistas brasileiros e de todas as partes do mundo. Feira de San Telmo na calle Defensa Antiguidades na Feira de San Telmo No cruzamento da calle Defensa com a calle a Chile tem a estátua da Mafalda, a famosa personagem de histórias em quadrinhos do desenhista Quino. Localizada logo à frente do prédio onde viveu o seu criador, a estátua atrai diariamente diversos turistas para tirar uma foto com a pequena personagem sentada em um banco de praça. Não deixe de tirar a sua foto! Mafalda em San Telmo O nosso último ponto em Buenos Aires foi o Caminito, um pequeno calçadão de 150 metros com casinhas coloridas no bairro La Boca. Chegamos lá de táxi (de San Telmo dá uma corrida de pouco mais de 10 minutos), e aproveitamos um pouco das muitas lojas de souvenires que existem pelo bairro. O Caminito é um grande museu a céu aberto, com os prédios do local sendo as obras de arte, mas, dois museus valem a pena a visita: a Fundação Proa, dedicado à arte contemporânea, e o Museu Benito Quinquela Martín, que abriga as obras de um dos artistas plásticos argentinos mais famosos. Em La Boca, está um dos estádios mais emblemáticos da América do Sul: a La Bombonera, do time Boca Juniors. Infelizmente, a visita ao estádio está suspensa, mas o museu do time segue aberto todos os dias das 10h as 18h, com o ingresso custando 15000 pesos argentinos (BRL 85). Torço para que em breve a visita ao estádio retorne, porque pisar na La Bombonera é um momento surreal. O time rival do Boca Juniors, o River Plate, segue oferecendo visitas guiadas ao seu estádio, o Monumental, que atualmente detém o recorde de maior estádio da América do Sul, com 84.567 lugares. O estádio fica no bairro Belgrano, vizinho de Palermo, e é acessível pela estação de trem Ciudad Universitaria. As visitas guiadas ao estádio custam 28000 pesos argentinos (BRL 160) e acontecem todos os dias, com a última visita saindo as 17h. Você pode efetuar a compra online, clicando aqui . Andar pelas ruas de Buenos Aires é ter um gostinho do que é a arquitetura europeia e isso me causou um grande impacto. Foi a primeira vez que vi algo diferente do Brasil e dos Estados Unidos e simplesmente estava maravilhado com um universo tão diferente. Agradeço a receptividade dos argentinos comigo, especialmente quando não conseguia falar o espanhol e eles se esforçavam para entender o português! Não vejo a hora de voltar à Buenos Aires e explorar mais dessa capital tão única e que tem uma infinidade de atrações a oferecer. "As ideias têm suas raízes na inteligência, mas os ideais têm seu pedestal no coração". Eva Perón << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro para o Cedar Point: A Capital das Montanhas-Russas do Mundo
Veja como montar um roteiro para o Cedar Point, em Ohio, com dicas de transporte, hospedagem, ingressos e estratégias para aproveitar o parque com mais montanhas-russas do mundo. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! ENCAREI SOZINHO O INTERIOR DOS EUA EM BUSCA DE MONTANHA-RUSSA A Fantastic Coasters Tour foi a realização de um sonho de um apaixonado por montanhas-russas que tinha desde a sua adolescência o sonho de conhecer o Cedar Point. Mesmo sem saber dirigir, procurei todas as formas possíveis de viabilizar essa viagem não me importando o quão difícil parecia ser. De quebra, ainda visitei mais parques na região, com tudo encaixando perfeitamente para dar certo e eu ter dias inesquecíveis onde pude alcançar o máximo da adrenalina! 🎢 A Raging Bull, do Six Flags Great America, foi uma das primeiras montanhas-russas do mundo a ultrapassar 60 metros de altura! 🎠 O Kentucky Kingdom passou anos abandonado e voltou com força total após sua revitalização, tendo a Storm Chaser como símbolo do renascimento do parque! 🎡 O Kings Island abriga a Banshee, que quando inaugurou se tornou a maior montanha-russa invertida do mundo 🎢 Nunca tinha acontecido de eu ser barrado numa imigração - e isso aconteceu logo quando estava completamente sozinho! 🎠 O Cedar Point tem as melhores montanhas-russas do mundo, de acordo com inúmeros viajantes apaixonados por montanha-russa! 🎡 Além do Cedar Point, outro parque perfeito do estado de Ohio é o Kings Island! roteiro 1) Chegada em Detroit / Descanso 2) Cedar Point 3) Cedar Point 4) Detroit-Chicago / Six Flags Great America / Chicago-Cincinnati 5) Kings Island 6) Cincinnati-Louisville / Outlet 🛍 Tarde de compras: Outlet Shoppes of the Bluegrass 7) Kentucky Kingdom 8) Kentucky Kingdom + Kentucky State Fair 9) Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Rio de Janeiro (GIG)-Detroit (DTW) Louisville (SDF)-Rio de Janeiro (GIG) via Delta USD 580 BRL 3.100 Detroit (DTW)-Cincinnati (CVG) com escala de 12 horas em Chicago (ORD) via United USD 90 BRL 480 Passagens rodoviárias 🚌 Sandusky - Detroit: USD 22 | BRL 120 Cincinnati - Louisville: USD 18 | BRL 80 Média de deslocamento do Uber para o Cedar Point de Detroit (por trecho): BRL 400 Média de deslocamento do Uber do restante da viagem: BRL 180 GASTOS DE HOSPEDAGEM 1) Detroit: Hotel econômico em Southgate USD 145 | BRL 780 3 noites 2) Cincinnati: Hotel econômico em Downtown Cincinnati USD 95 | BRL 510 2 noites 3) Louisville: Hotel econômico em Downtown Louisville USD 151 | BRL 810 3 noites GASTOS DE INGRESSOS Cedar Point: USD 102 | BRL 550 Six Flags Great America: USD 50 | BRL 270 Kings Island: USD 57 | BRL 310 Kentucky Kingdom: USD 39 | BRL 210 Kentucky State Fair: USD 31 | BRL 170 GASTOS EM VIAGEM Alimentação: USD 45 (por dia) x 9 = USD 405 | BRL 1.420 CUSTO TOTAL BRL 9.790 USD 1.785 Detroit | Chicago | Cincinnati | Louisville 17 de ago. de 2016 Depois de ter feito a 2015 California Dreams Tour, meu coração viajante e explorador sentia que já era hora de seguir em um novo desafio. Na Califórnia, tudo foi mais fácil pelo estado ter grandes cidades e uma rede de transportes já bem estabelecida. Porém, para onde eu queria ir, não tinha nada disso - era tudo bem nebuloso para alguém que não sabia dirigir. Ter conhecido o Six Flags Magic Mountain me levou instantaneamente a querer conhecer a outra capital das montanhas-russas: o Cedar Point, que fica na cidade de Sandusky, no estado de Ohio. Sandusky fica a 1 hora de carro de Cleveland e 2 horas de carro de Detroit. Para chegar sem aluguel de carro, tive que bolar uma estratégia a partir dos horários da única empresa de ônibus que atende a região, a Greyhound . O único horário que batia para eu passar o máximo de tempo dentro do Cedar Point era um ônibus que saía de Sandusky para Detroit às 19:50, já que o ônibus para Cleveland era no meio da tarde. Como eu iria chegar de Detroit no Cedar Point era outra questão, que eu só podia resolver de Uber. Mas era claro, também, que não ia para outro país somente para um parque apenas. Era desperdício de dinheiro investido na passagem aérea, e assim eu decidi que eu iria até onde fosse possível de ônibus, sem me botar em grandes riscos e muitas horas na estrada. Dessa forma, tinha estabelecido que o destino final era Louisville, no Kentucky. Estava prestes a cometer a maior loucura da minha vida até então! A passagem comprada pela Delta era Rio-São Paulo-Orlando-Detroit, e como Orlando era o primeiro destino nos Estados Unidos, foi lá que fiz a imigração. Pela primeira vez na vida, eu não passei direto. Talvez o oficial da imigração não sentiu muita firmeza num jovem turismólogo estagiário que iria passar dez dias no interior do país sem aluguel de carro e em várias cidades. Fui para famosa "salinha", e lá esperei, e esperei. Apesar de ter sido o primeiro a chegar, meu caso foi o último a ser "resolvido". A oficial da Homeland Security conversou comigo em espanhol e inglês, para tentar entender minha viagem. No fim, ela se deu por vencida e acabou me liberando. Mas, nossa! Que sufoco! Ao chegar em Detroit, peguei um Uber para o meu hotel nos subúrbios da cidade. Só queria dormir para estar preparado para o grande primeiro dia: Cedar Point ! Como estadunidenses amam viajar de carro, o Uber que aceitou minha corrida ficou muito feliz com ela, e lá fomos nós até Sandusky. No caminho, vi os famosos celeiros vermelhos de Ohio, o gigantesco lago Erie e quando me aproximei da península do Cedar Point, quase desmaiei. Que sonho foi! Raptor (verde) e Valravn (laranja) no Cedar Point Gatekeeper no Cedar Point A volta de Sandusky foi meio complexa. Não existe serviço de Uber na cidade, então tive que recorrer ao táxi mesmo. Felizmente, o serviço de Guest Services do Cedar Point me ajudou, e em poucos minutos o motorista chegou para me levar ao ponto de ônibus de Sandusky que ficava um posto de gasolina no meio do nada. O ônibus da Greyhound demorou um pouco, mas não tanto quanto eu imaginava. O serviço é bem inferior ao que estamos acostumados no Brasil, sendo os ônibus bem mais velhos. Todas as avaliações que li na Internet mencionavam a presença de traficantes de drogas entre os passageiros. De fato, dentro do meu ônibus havia alguns. Inclusive, me foi ofertado. Recusei e eles ficaram de boa o ônibus inteiro, exceto quando arranjaram uma briga entre si. Como já sou acostumado no que acontece no Brasil, era só não exercer nenhum tipo de contato visual e ficar na minha. Top Thrill Dragster no Cedar Point Cheguei em Detroit tarde da noite já, e ao fazer o caminho com o Uber para chegar ao hotel, passamos pelos pontos da cidade abandonados quando a indústria automobilística saiu da cidade. Era assustador. Muitos prédios de fábricas abandonados, onde famílias arriscavam viver ali dentro sem a menor estrutura. Edifícios industriais que pareciam que iam ruir a qualquer momento. Algumas fábricas ainda sobreviveram, como a Ford. Depois de um segundo dia de Cedar Point refazendo o mesmo caminho e procedimentos, me dirigi ao aeroporto de Detroit no dia seguinte para pegar um voo com escala em Chicago e que me deixaria em Cincinnati depois. Nessas escalas, você precisa ser esperto na hora de escolher os horários, porque eles podem te fazer conhecer um parque! Eu escolhi o voo de ida chegando às 08:00 em Chicago e o de volta saindo 22:30, para chegar em Cincinnati na meia-noite. Essa jogada deu para conhecer o centro de Chicago e seus pontos turísticos mais famosos e também o Six Flags Great America , uma das melhores experiências existentes na rede Six Flags. Lotado de montanhas-russas incríveis, posso te garantir que ele foi meu Six Flags favorito até ser superado pelo Great Adventure, cinco anos depois. Carrossel Columbia no Six Flags Great America Raging Bull no Six Flags Great America O Kings Island fica em Cincinnati, uma cidade no sul do estado de Ohio. Foi bem tranquilo sair do aeroporto até o hotel, no centro. Como a maioria das cidades americanas de grande porte fora do litoral, Cincinnati era composta de um médio centro urbano e um imenso subúrbio. O parque Kings Island ficava a 45 minutos do centro, em Mason. Dá para chegar usando o transporte público, porém tinha acordado atrasado e fui de Uber mesmo. Parque incrível, tive um dia absurdo de maravilhoso lá dentro, o que viria a se repetir em 2021. Depois de Cincinnati, segui novamente de ônibus Greyhound até Louisville, minha última cidade. Dessa vez, foi mais tranquilo até que a outra e cheguei na capital do estado de Kentucky bem rápido. Dia de pausa para compras e conhecer a cidade do frango frito, onde o KFC surgiu. Diamondback no Kings Island Banshee no Kings Island O dia seguinte estava lindo para conhecer o Kentucky Kingdom , parque temático da cidade. Ele foi restaurado completamente após ficar anos abandonado e foi muito legal ter entrado em um parque "renascido". Passei o dia inteiro lá com facilidade, e como já estava na época do parque aquático fechado, tudo estava tranquilo e livre para repetir quantas vezes eu quisesse. O próximo e último parque deveria ter sido o Holiday World, porém, não dirigir impediu essa ida. Como o parque fica em uma cidadezinha remota no estado de Indiana, não existia nem ônibus, nem Uber, nem táxi para lá. Até tentei um aplicativo de caronas, mas vi que não ia rolar mesmo. Resultado: fui me divertir por um segundo dia no Kentucky Kingdom e aproveitei o parquinho itinerante da Kentucky State Fair (um evento muito parecido com as Expo que tem no Brasil). Foi divertido! Lightning Run no Kentucky Kingdom Storm Chaser no Kentucky Kingdom Voltava para o Brasil com a sensação de desafio cumprido. A Tour da Califórnia tinha deslocamentos mais fáceis, e fazer essa foi uma verdadeira prova de como encontrar soluções alternativas e também aceitar que às vezes não tem solução alternativa. Reconhecer os limites é sempre bom, não é? Se eu puder dar um conselho a você que está lendo esse relato de viagem, é que é possível fazer uma viagem pelos Estados Unidos, mas isso irá restringir muito seus horários e seus alcances. Depois dessa viagem, fiquei inspirado a tirar minha carteira de motorista, porém alguns percalços aconteceram e só consegui ter ela em mãos no final de 2021. Para todas as viagens nos Estados Unidos, não acredito que seja tão necessário gastar dinheiro com hotéis em centros de cidade. A hospedagem nesse país é muito diferente da que temos no Brasil, então os hotéis mais baratos podem reservas surpresas desagradáveis. Mais do que nunca, é recomendável ver avaliações na internet. Porém, mantenha um olhar brando, porque muitas reclamações são de situações facilmente contornáveis. Lembre-se sempre: você só precisa de uma cama para dormir. A 2016 Fantastic Coasters Tour foi uma viagem exclusivamente para andar de montanha-russa, então os parques selecionados não tinham um grande número delas a toa. Além disso, esse roteiro funciona para você que talvez não tenha tanta disponibilidade de dias assim para fazer uma viagem de 15 dias, por exemplo. Dividir para conquistar nunca foi tão real! "O fantástico da vida é saber fazer de um pequeno instante, um grande momento." << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem a Nova York: roteiro completo, dicas, custos e experiências reais na cidade que nunca dorme
Relato completo de uma viagem a Nova York durante o Grace Period do intercâmbio J1, com roteiro dia a dia, dicas de transporte, hospedagem, museus, Broadway, Central Park, Brooklyn, Times Square e custos reais para turistar na cidade que nunca dorme. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! NOVA YORK NÃO SE VISITA: SE VIVE, SE ATREVESSA, SE SENTE — E DEPOIS, NUNCA MAIS SAI DE VOCÊ Essa viagem nasce do garoto que cresceu vendo Nova York pela tela e do intercambista exausto que entrou naquele avião cheio de dúvidas, malas demais e quase nenhuma certeza, apenas confiando que algo precisava acontecer. Entre o caos, o improviso, o frio, o metrô barulhento, os museus que engolem o tempo, o Central Park como refúgio e a Broadway como explosão de emoção, a cidade foi se revelando sem pedir permissão. Nova York transformou sonhos idealizados em experiências reais, com falhas, intensidade e verdade, ensinando que viver também é se perder, seguir andando e, sem perceber, deixar um pedaço de si pulsando para sempre nessa selva de concreto que nunca dorme. 🎭 A Broadway produz mais de 1 bilhão de dólares por ano, e muitos atores famosos começaram servindo mesas em restaurantes como o Ellen’s Stardust Diner. 🌳 O Central Park é maior que o Principado de Mônaco, ocupando cerca de 4 km² no coração de Manhattan. 🎢 Coney Island é o berço dos parques de diversões modernos, lar da montanha-russa Cyclone, em operação desde 1927. 🗽 A Times Square já foi uma área residencial tranquila antes de se tornar o epicentro de luzes, telões gigantes e uma das esquinas mais famosas do planeta. 🚇 O metrô de Nova York funciona 24 horas por dia, sendo um dos poucos sistemas do mundo com operação ininterrupta desde 1904. 🏙️ Mais de 800 idiomas são falados na cidade, fazendo de Nova York o lugar com maior diversidade linguística do planeta. roteiro 1) Chegada em Nova York / Times Square 2) Museu Americano de História Natural / Central Park / Wicked 3) Highline / Greenwich Village 4) Metropolitan Museum of Art / Museum of Modern Art / Central Park 5) Quinta Avenida / Central Park / Top of the Rock / Bryant Park 6) Wall Street / Financial District / Greenwich Village / The Lion King 7) Brooklyn / Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Orlando (MCO)-Nova York (NYC): USD 181 | BRL 635 Nova York (NYC)-Rio de Janeiro (GIG): USD 685 | BRL 2.400 Metrô 🚇 Passe ilimitado do metrô de Nova York por 7 dias: USD 33 | BRL 120 GASTOS DE HOSPEDAGEM Preços por pessoa (dividido por 4) Hotel Pensilvânia USD 152 | BRL 533 6 noites GASTOS DE INGRESSOS American Museum of National History: USD 28 | BRL 98 Metropolitan Museum of Art: Livre Museum of Modern Art: USD 25 | BRL 88 The Lion King: USD 250 (meio da Orchestra) | BRL 875 Top of the Rock: USD 40 | BRL 140 Wicked: USD 130 (fundos da Orchestra) | BRL 460 GASTOS EM VIAGEM Comida: USD 500 | BRL 1.750 Compras: USD 300 | BRL 1.050 CUSTO TOTAL BRL 8.135 USD 2.324 Nova York 19 de fev. de 2018 Conhecer a cidade de Nova York nos Estados Unidos era uma vontade meu desde sempre. Quem nunca viu milhares de cenas na cidade durante toda a vida, seja através de filmes, séries, propagandas, notícias, fotos aleatórias…? Parece que todos os prédios daquela cidade são místicos, com alguma força sobrenatural que te encanta e te faz querer conhecer uma selva de concreto e vidro. A cidade que nunca dorme também me tentava com algo ainda maior: os parques de diversões. Nela, no distrito do Brooklyn, está Coney Island , o lugar que começou a tradição dos parques nos Estados Unidos no início do século XX. Além dele, o Six Flags Great Adventure em Nova Jersey, a 1 hora e 40 minutos da cidade, fazia meu coração acelerar só de pensar em ir na Kingda Ka, na época, a montanha-russa mais alta do mundo. Nova York de cima, região de Coney Island Uma viagem à Nova York é cara, especialmente pelo alto custo de vida da cidade. Toda vez que tentava planejar esbarrava no preço absurdo que é a hospedagem e os gastos de alimentação para comer bem. Muito tempo se passou até que eu visse a oportunidade perfeita: o Grace Period, período de 30 dias que o governo dos EUA dá a aqueles que fizeram o intercâmbio de trabalho do visto J1 para se divertir no país livremente. Ao fim do meu intercâmbio na Disney , eu escolhi, junto com amigos e colegas de intercâmbio, passar uma semana na cidade de Nova York! Peguei o avião e me dirigi com mais 5 pessoas rumo à cidade mais famosa dos Estados Unidos. A situação não era bonita: depois de passar três meses morando em Orlando eu tinha quatro malas, sendo três absurdas de grande, estava exausto, e pior: não tinha pesquisado absolutamente NADA sobre a cidade. Infelizmente, os parques de diversões não estariam abertos (hoje temos o maravilhoso Nickelodeon Universe - aberto todos os dias do ano!), e eu me perguntava a todo momento por que eu realmente tinha escolhido Nova York e não o lugar que mais amo no mundo, a Califórnia. Me deixei levar pelo hype e pelos meus antigos sonhos? Talvez eu queria aproveitar a oportunidade para conhecer um lugar novo? Não dava para saber o que eu estava fazendo quando entrei no portão de embarque da Delta em Orlando. Não fazia ideia do que esperava por mim na selva de concreto onde os sonhos são feitos. Quando cheguei no aeroporto de Orlando, começou aquele que viria ser um dos maiores períodos de estresse em viagem da vida. Lembra da quantidade de malas que eu tinha? As quatro malas causaram praticamente um surto na segurança do aeroporto, e eu tive que retirar todos os eletrônicos que eu tinha na mala de mão para passar no raio X, incluindo videogames, câmeras, jogos… um pandemônio (seja minimalista, viu?). A segurança estadunidense de aeroportos é bastante rígida e ela irá implicar caso você esteja “sozinho” e tenha muita bagagem e muitos eletrônicos numa mala ou mochila. Como estava completamente falido ao término do intercâmbio, a única solução para a hospedagem em Nova York foi o Hotel Pensilvânia (que meses depois foi demolido), um hotel que a maioria dos viajantes experientes sabiam que era um pulgueiro. Eu e meus colegas de intercâmbio, sem dinheiro, não tivemos escolha: a única opção barata que tínhamos era o Pensilvânia, infelizmente. Hoje, eu recomendo para quem quiser um hotel barato em Manhattan o ROW NYC, o The Manhattan at Times Square e o Pod 51. Vista do hotel Só precisa reservar com bastante antecedência, mais ou menos de oito a seis meses antes da data que você chega em Nova York. Caso você não se incomode com o sistema de hospedagem, as opções mais baratas para ficar na ilha de Manhattan continuam sendo os hostels/albergues. Indico o HI New York City. Ao chegar em Nova York, a alternativa era um Uber até o hotel, onde fiquei muito surpreso com a completa falta de hospitalidade dos funcionários do Pensilvânia. Sabia que o hotel era mal avaliado, mas não esperava por isso. Absolutamente ninguém me ajudou com as malas, eu tive que pegar todas, colocar no carrinho do mensageiro, e por fim subir ao meu quarto. Algumas pessoas na rua (e me lembro que o que mais me falaram era que Nova York era a cidade de cada um por si) me ajudaram mais que as lesmas sem vida do Pensilvânia. O quarto tinha cheiro absurdo de mofo e o andar inteiro cheirava a maconha. Uma experiência… singular. Felizmente esse hotel foi abaixo! Minha primeira parada foi a Times Square, que conheci com as minhas companheiras de quarto. Eu fiquei completamente perdido nas luzes e nos anúncios! Queria ler tudo ao mesmo tempo e meu cérebro bugou. Mas o que mais estava me fazendo feliz era que eu estava em uma cidade normal de novo, com calçadas, metrô, ruas e muitos nova iorquinos tentando ganhar a vida. Uma dinâmica que nunca encontrei em Orlando. Times Square Existem muitos pontos que me interessaram na Times Square. Confesso que fui logo atraído pela Disney Store, que não perdia em nada para as lojas do Walt Disney World. As lojas de roupa eram tantas que eu não sabia em qual entrar primeiro! Encontrei GAP, Forever 21, Old Navy, H&M, American Eagle, Lids e a fantástica M&M World, que vende tudo que você pode imaginar do mundo dos chocolates coloridos, além de uma experiência interativa. As opções de alimentação também eram muitas: Olive Garden, John's Famous Hot Dogs, Bubba Gump Shrimp Co., Carmine's Italian Restaurant e o Hard Rock Café, onde escolhemos jantar na primeira noite pelo simbolismo do lugar com Nova York. No momento da refeição já percebi a fama de Nova York de ser um destino caro: apesar de ter ido em um restaurante a la carte, o preço era aproximadamente USD 7 mais caro que Orlando. O custo médio de uma refeição em Nova York em um restaurante simples é de USD 30 a USD 40 por pessoa. Para comida fast-food/junk food o custo médio fica entre USD 5 a USD 15, dependendo do que você escolher. Carrinho de podrão típico de Nova York Tome cuidado com possíveis elementos indesejáveis na Times Square. Durante minha visita, eu percebi muitos meliantes vestidos com fantasias de gosto duvidoso de personagens famosos que aproveitavam o momento de tirar foto para furto. Além disso, como o local é muito cheio das 7h às 22h, evite ter esbarrões com outras pessoas e não deixe nada no seu bolso. Se você quiser tirar fotos sem ter a interferência de muitas pessoas, procure chegar antes das 7h ou depois das 22h. A Times Square fica consideravelmente mais vazia! Opte por chegar na Times Square de metrô, assim como em qualquer ponto que você for na cidade de Nova York. O trânsito é completamente caótico e qualquer deslocamento de táxi ou Uber pode se tornar uma montanha de dólares sendo desperdiçados de forma fácil. Ao menos que seja imprescindível por algum motivo, não alugue carro em Nova York. As diárias dos estacionamentos podem ser mais caras que as do próprio hotel! Além disso, as vagas não são facilmente encontradas. Fachada do Museu Americano de História Natural Os dias seguintes foram dedicados aos pontos turísticos da cidade, e dessa vez até o fim, fiz com minha colega de trabalho no Epcot e hoje uma grande amiga, Giovanna, e mais 3 companheiras de intercâmbio. Nosso roteiro ficou em visitar os principais pontos turísticos da cidade durante os próximos cinco dias inteiros que teríamos em Nova York. Confesso que cada vez que pensava em visitar pontos de interesse na cidade, meu coração doía porque eu não podia visitar a região de Coney Island. Droga de inverno! Convenci todo mundo a visitar o Museu de História Natural primeiro, e logo que entrei, tomei um baque ao saber que o filme “Uma Noite no Museu" não foi gravado em seu interior, mas sim no de Londres. Deixando isso de lado, o Museu tem um acervo incrível, e é um prato cheio para qualquer estudante de ciências biológicas, história ou geografia. As exposições tem itens de todos os lugares do mundo, até mesmo peças das tribos amazônicas. O ingresso do museu custa USD 28, e você consegue chegar nele pela estação 81 St - Museum. À noite, fomos ao restaurante Ellen's Stardust Diner, um lugar que é difícil de descrever com palavras, pelo quanto ele é incrível. Nele, atores que tentam um lugar na Broadway cantam e dançam enquanto servem. É como se fosse uma espécie de “escolinha” até que eles consigam passar nas audições dos musicais. É necessário chegar bem cedo, visto que a fila para entrar dobra o quarteirão da 51 St com a Broadway, onde fica o restaurante. Para jantar, chegamos por volta das 17h e entramos às 18:45. No segundo dia, descemos na estação 34 St.-Hudson Yards para pegar o começo da High Line, um parque urbano construído em cima de antigos trilhos de trem urbano (metrô suspenso). Depois de percorrer os 2,33 km da Highline, estávamos no bairro Chelsea, famoso pelo gigantesco mercado municipal Chelsea Market com ótimos restaurantes de boa comida, e a Starbucks Reserve Roastery, uma das poucas Starbucks que você pode ver o café sendo produzido ao vivo. Andando pelo Chelsea em busca do prédio usado para o apartamento de Friends, descobrimos, quase sem querer, um bairro chamado Greenwich Village, um centro histórico muito raiz. Lá, não tinha nada desses estabelecimentos genéricos que víamos na Times Square. A maior parte das lanchonetes e restaurantes eram do próprio local, proporcionando uma experiência única! Chelsea O prédio do apartamento de Friends fica na esquina da Belford Street com a Groove Street. Por ser um prédio residencial, você não pode entrar, somente tirar fotos do lado de fora. Mas, vale a pena: o cenário é extremamente similar ao que víamos na série! Greenwich Village também carrega um importante pedaço da história do movimento LGBTQIA+. Desconfiamos pela grande quantidade de bandeiras arco-íris que vimos assim que saímos do metrô e pela sorveteria “Big Gay Icecream Shop”. Em uma das boates/bares do lugar, a Stonewall, o movimento nasceu diante de um confronto com a polícia, que na época, tentava calar a cultura LGBTQIA+ a qualquer custo. Passamos o dia em Greenwich, e à noite, aproveitamos os bares tranquilos do lugar. Prédio de Friends O próximo dia começou no Metropolitan Museum of Art (Met). O local é imenso e fiquei chocado com a quantidade de obras de outros países ali presentes. O lugar é tão grande que é dividido em por continentes. Recomendo reservar pelo menos 4 horas para andar o museu com calma, mas se você quiser absorver todo conteúdo histórico, reserve 2 dias de Met com visitas de aproximadamente 6 horas cada! Seus grandes destaques são, além de oferecer artefatos de todos os cantos do mundo, as obras de arte da Idade Moderna (alô Van Gogh, Monet!), esculturas greco-romanas, pinturas medievais, e um gigantesco templo egípcio, transportado para dentro do Museu. Você pode pagar o quanto quiser para entrar no Met! Para chegar até o museu, existem duas maneiras: ou você atravessa o Central Park desde do Museu Americano de História Natural em linha reta, ou você chega pela estação 86th St. (linhas 4, 5 e 6) e anda três quarteirões em direção ao Central Park. Cinco quarteirões ao norte do Met fica o Guggenheim Museum, um museu de arte moderna com uma icônica arquitetura. Entretanto, como meu tempo era limitado, peguei o metrô e saltei na estação 5 Avenue-53 St (linhas E, M) para visitar o Museum of Modern Art (MoMA). O museu é um paraíso para os amantes da arte moderna e contemporânea, especialmente para aqueles que querem ver obras famosas como A Noite Estrelada de Van Gogh. Os quadros de Tarsila do Amaral também estavam presentes no local, em uma exposição especial que retrata o movimento antropofágico brasileiro. Os ingressos custam USD 25 para adultos e USD 14 para estudantes. Os rolês que eu fazia pelo Central Park já tinham virado tradição. Não teve um único dia que eu e minhas companheiras de viagem não passávamos pelo Central Park, seja para admirar a natureza ou tirar fotos. Eu, particularmente, adorava caçar Pokémon no lugar mais propício no mundo para isso HAHAHAHA! Dentro do parque visitamos a estátua em homenagem a Alice (infelizmente lotada de crianças o tempo todo), o Castelo Belvedere, a estátua dos ursos e os inúmeros caminhos que aquele lugar tem. Como estava inverno, o Central Park Zoo não estava na melhor época para receber visitantes, visto que os animais estavam escondidos com frio. O zoológico possui poucos animais, e o preço do ingresso é alto (USD 20), logo não considerei como lugar para se visitar. No quarto dia, após um período longo aproveitando o Central Park, andamos pela Quinta Avenida até o Rockefeller Center, onde tem um monte de lojas legais, como a Nintendo Store. Infelizmente, eu subi no Top of the Rock (mirante do Rockefeller Center) numa noite cheia de neblina e chuva. Apesar da visão não ter sido completamente prejudicada, digamos que foi 95% (rindo de nervoso). Fazer o quê, acontece. O ingresso para o Top of the Rock custa USD 40 e os horários mais disputados são os do pôr-do-sol, e custam USD 10 a mais. Andando mais um pouco pela Quinta Avenida, chegamos ao Bryant Park, onde ficam pontos favoritos nossos: a Biblioteca Central, naqueles moldes tradicionais que vemos nos filmes americanos, com salões enormes de madeira cheios de livro e mesas para leitura e a Barnes & Noble, uma livraria gigante no melhor estilo Leitura. Inclusive, além de livros, a Barnes vende brinquedos e jogos da melhor qualidade. Se você ama jogos de tabuleiro, esse é o lugar! No quinto dia, fomos até Wall Street conhecer a “batalha entre o touro e a menina” (se você tirar foto segurando os testículos do touro, parece que você vai ganhar muito dinheiro!), e o Ground Zero, local que ficavam as torres gêmeas. Confesso que a energia do lugar não era das melhores, e não quis passar muito tempo ali. Para quem tem interesse, o local oferece o The National September 11 Memorial & Museum, um museu com itens em memória do atentado. Vale a pena visitar também a estação World Trade Center, que tem formato de uma espinha de peixe e o City Hall Park, que é onde fica a Prefeitura de Nova York. Eu não podia sair de Nova York sem ver meus dois espetáculos que mais ansiava em ver na Broadway: Rei Leão e Wicked. Valeu cada centavo gasto. Eu não sabia se eu chorava de emoção ou se eu continuava em complexo êxtase com os olhos vidrados na peça e em cada ato dos atores. Fiquei completamente extasiado. Qualquer espetáculo da Broadway é uma onda absurda de cultura e talento. Vale muito a pena ver. Escolha seu favorito e não tenha medo de comprar seu ingresso! Há dois setores nos teatros: Orchestra (mais caro!), linear ao palco, e o Mezanino (mais barato!), que são as cadeiras superiores. Não se esqueça de preferir exibições durante os dias da semana! Eu recomendo comprar os ingressos da Broadway seis meses antes do espetáculo (aproximadamente quando você compra a passagem aérea), já que os melhores lugares esgotam rápido e o preço também aumenta com o passar do tempo. Se você não tem essa disponibilidade ou decidiu ir de última hora, recomendo a Broadway Lottery , um sistema de loteria de ingressos! Basta você escolher o show e a data desejada, preencher um cadastro e se você for sorteado, vai receber um email avisando – e terá 60 minutos para concluir a compra, com seu cartão de crédito. Tudo que fazíamos pela cidade era de metrô, que cobria praticamente toda a cidade. Apesar de velho, sujo e cheio de infiltração, o bilhete com viagens ilimitadas de USD 35 por 7 dias é uma mão na roda. No último dia, o mais longe que eu fui, além do aeroporto JFK, foi até o Brooklyn, um dos distritos de Nova York. Foi um dos rolês mais emblemáticos, porque estava um frio muito grande e pegar uma ponte a pé, naquele vento, foi congelante. O mais legal foi poder conhecer um pouquinho da atmosfera residencial do Brooklyn e almoçar num Shake Shack (uma rede de fast-food com um aspecto gourmet) com vista para o rio. Durante nossas caminhadas pelo bairro, vimos uma cena de filme/série de época sendo filmada ao vivo em um dos prédios. Sensacional. Voltamos a Greenwich Village algumas vezes para experimentar algumas coisas que o bairro tinha a oferecer, como massa de cookie em um potinho (Cookie Dough) e outros restaurantes na Greenwich Avenue. Todos os restaurantes dessa avenida possuem ótima comida e preço justo. Confesso que não achei nada emocionante o passeio até a Estátua da Liberdade, então deixei para lá. Mas, para quem gosta, existem vários tipos de ingresso com diferentes benefícios para a visita à ilha da estátua. O ferry sai do parque The Battery, bem próximo à Wall Street. Duas dicas que considero essenciais para quem vai à Nova York turistar: a primeira é comprar um passe de atrações, que diminuirá consideravelmente seus custos de ingressos (que é enorme!). Existem dois que recomendo, e dessa forma, você deve decidir qual é melhor para você: o da CityPASS e o da GO City . A outra dica é você comer um hot-dog do Nathan's Famous, o famoso cachorro quente de Nova York (que é bem parecido com o da Geneal), além da famosa pizza de 1 dólar, disponível em inúmeros restaurantes de qualidade aparentemente duvidosa (mas são certificados pela agência de alimentação!) espalhados pela região da Times Square. Grand Central Terminal A cada dia que eu passava em Nova York, formei meus lugares favoritos. Sem dúvidas, os restaurantes que mais amei foram o Ellen's Stardust Dinner e o Junior's Restaurant and Bakery, também na região da Times Square, que oferece um ambiente incrível e o melhor da culinária estadunidense. Os pratos e as sobremesas do lugar são surreais de bom! Caso você esteja procurando comida saudável, recomendo demais o Whole Foods Market, um mercado com um buffet cheio de excelentes opções! O mais acessível fica no Time Warner Centre, acessível pela estação de metrô Columbus Circle. Compras na cidade de Nova York é uma má ideia, visto que a maior parte dos produtos são caros e com altas taxas. Quer comprar bastante? Vá até o outlet The Mills at Jersey Gardens, no estado de Nova Jersey, acessível pela linha de ônibus 112, que sai do Port Authority Terminal, localizado na Times Square. Sobremesa da Junior's Bakery Nova York não poderia ter me acolhido melhor. Ter feito o Grace Period na cidade foi uma escolha certíssima (mesmo com os parques fechados!), e a cidade se tornou um dos meus lugares favoritos no mundo. É uma cidade que vibra o tempo todo, a cada esquina. Faça de tudo para se tornar um verdadeiro nova-iorquino. Frequente as cafeterias (Starbucks e as locais), ande de metrô, ande na rua à noite (cuidado!), vá nos bares. É muito gratificante ter a visão do morador. Se tiver sorte, procure conversar com um deles e descubra muitas coisas legais e lugares novos para visitar. “Se eu conseguir lá Conseguirei em qualquer lugar Só depende de você” Frank Sinatra << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para os parques de diversões da Colômbia
Tudo que você precisa saber dos melhores parques da Colômbia e descubra as principais atrações de Cartagena, San Andrés, Bogotá e do Vale do Café! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Cartagena | San Andrés | Pereira | Bogotá 15 de fev. de 2023 As ideias que eu tenho de viagem normalmente são pautadas nas montanhas-russas e parques que tem no local que quero ir, e confesso que a Colômbia não era um dos destinos prioritários na minha lista. O principal parque de diversões do país, o Parque del Café, ficava no meu radar por conta de duas montanhas-russas, uma sendo histórica (e rara!) e a outra sendo a mais moderna da América do Sul. Entretanto, sua localização remota me desanimava bastante, o que ajudava a não colocar o país na rota de prioridade, mesmo sendo vizinho do Brasil e grande rota do mercado aéreo. Mas, no dia 25 de novembro de 2021, a Walt Disney Pictures lançou o filme Encanto, e eu, que já tenho um histórico de ser impactado por filmes da empresa, fiquei completamente maravilhado com os elementos que o filme mostrou. As cores, o misticismo, a cultura, a arquitetura… todos foram fundamentais para construir uma imagem quase que fantástica e lúdica da Colômbia dentro de mim. As músicas, fortemente influenciadas pelos ritmos originários colombianos, ficaram dias e dias na minha playlist “On Repeat” do Spotify. Impulsionado também pela magia criada pelo filme, um amigo meu que nunca tinha feito uma viagem internacional começou a colocar na minha cabeça a ideia de fazer uma viagem de 10 dias no Carnaval. Como já não aproveito muito os blocos no Rio de Janeiro, aquilo me fez ficar tentado por alguns dias até que decidi bater o martelo e montar, em tempo recorde, um roteiro pelas quatro localidades mais marcantes da Colômbia que gostaríamos de conhecer. Claro que incluí os três parques de diversões de grande porte do país, entre eles, o Parque del Café. Logo na montagem da viagem eu percebi os benefícios de viajar para Colômbia: para brasileiros, o destino se torna mais barato do que Argentina e Chile para sobreviver em relação a gastos de alimentação, transporte e serviços. Sabia que as passagens aéreas domésticas do mercado colombiano possuem preços bem menores das que são praticadas em trechos curtos no Brasil? Além disso, a conversão entre o peso colombiano e o real é praticamente 1 para 1, o que é um outro ponto super positivo! Confesso que achei os passeios vendidos pelas agências e operadoras de turismo aqui no Brasil caros. Como um bom turismólogo e viajante que sou, comecei a pesquisar os principais passeios de cada cidade que iria em outras plataformas. Encontrei duas plataformas com bons preços: a Hurb e a Civitatis . Ambas permitem dividir os passeios em longas parcelas, além de ter uma boa variedade. Mal sabia eu que o país que não estava no topo da minha lista de desejos me surpreenderia a ponto de me encantar perdidamente pelas terras colombianas. Parte I: Cartagena das Índias Chegamos em Cartagena no começo da tarde, com o sol ainda pairando sobre a cidade. O aeroporto de Cartagena fica bem no meio de um bairro residencial, e a oferta de Uber e táxi na região é farta. O meio de hospedagem que escolhemos foi um quarto privado de um hostel chamado CastilloMar no bairro Bocagrande. O local é super agradável e bem localizado! O hostel conta com uma grande cozinha para fazer e preparar refeições além de rede para dormir. Bocagrande é um bairro de alto padrão, dominado por prédios e lojas, além de uma incrível orla voltada para a baía de Cartagena. Praça do Relógio em Cartagena Mesmo estando no primeiro dia e estivéssemos mortos da longa viagem de avião (foram muitas escalas!), pegamos mais um Uber e fomos para o Centro Histórico de Cartagena. Cartagena tem um trânsito bastante complicado e pegar o transporte público pode ser confuso. Como os trechos de Uber eram baratos, desse dia até o último dia na cidade nos deslocamos através do aplicativo. O motorista nos deixou na Praça do Relógio, ponto de partida do centro histórico. Muelle de la Bodeguita em Cartagena Exploramos alguns poucos minutos para ver que Cartagena é realmente vibrante. As calçadas da cidade são cheias de pessoas, entre elas, vendedores ambulantes (juro que o que mais falei nessa viagem foi "no, gracias"!), artistas de rap (que fazem rimas com seu nome e depois te pedem grana), vendedores de doces e comidas típicas, e descendentes dos povos originários colombianos (que cobram para tirar foto). As ruelas do centro são cheias de lojas dos mais variados tipos: roupas, esmeraldas, souvenires, comida, perfumes, e muito café. Almoçamos no Restaurante San Valentin, de comida típica colombiana. Gostei muito! Fizemos um walking tour pelo centro histórico, em que a guia passou explicando a história de Cartagena diante de cada marco existente. O fim do tour foi no bairro Getsemaní, um lugar de Cartagena de alta atividade cultural e noturna, com ótimos bares e barracas do melhor do "podrão colombiano". Nesse bairro, se destacam os drinks, que podem ser comprados por um baixo preço comparado a outros lugares. Mas, o que me chamou atenção mesmo foi uma versão das famosas arepas, iguaria típica que foi retratada como forma de cura no filme Encanto pelos poderes da mãe da Maribel. Terminamos a noite no Hard Rock Café. Para quem gosta de lugares chiques, perto do Hard Rock Café fica o bar Alquimico, que tem um drink famoso na cidade chamado Inquisição. Para entrar no Alquimico, é necessário, pelo menos, um traje esporte fino. Cenas noturnas de Getsemaní O segundo dia em Cartagena começou num café Juan Valdéz, o café dos cafeicultores colombianos, à beira da praia de Bocagrande (que lembra muito Balneário Camboriú). Seguimos para o Castillo de San Felipe de Barajas, uma fortificação em formato de castelo que foi usada para defender Cartagena de invasores. Compramos o ingresso na hora, e não foi muito demorado. São longas e grandes subidas, e o lugar é imenso, cheio de túneis e calabouços que são muito interessantes (apesar de claustrofóbicos). De diversos pontos do castelo dá para ter uma visão panorâmica da parte central de Cartagena com o mar do Caribe ao fundo - é lindo demais! Fotos no Castillo San Felipe de Barajas Devido ao calor absurdo que fazia em Cartagena, decidimos passar a tarde em um shopping. Para quem gosta de conhecer edifícios diferentões, o Centro Comercial La Serrezuela foi outrora uma arena de tourada! Convertido em shopping de luxo, não tínhamos muito o que fazer lá, mas fiquei alguns minutos admirando como foi feita a transformação. Fomos almoçar no Mallplaza, um shopping center gigante com lojas para todos os gostos. Comprar na Colômbia é muito vantajoso, especialmente porque alguns produtos custam mais barato lá (como brinquedos) e a conversão acaba valendo bastante a pena! Para quem gosta de Burger King, uma das redes de fast-food locais que gostei bastante foi a El Corral, que segue o mesmo padrão. Centro Comercial La Serrezuela Para terminar o dia, fizemos o percurso das muralhas da cidade, começando pela extremidade onde está o Serrezuela e indo até o Café del Mar, um restaurante que fica lotado durante o pôr-do-sol e é necessário fazer reservas antecipadas para entrar. De noite, fizemos um dos passeios com jantar pela baía de Cartagena, com direito a entrada, prato principal e sobremesa, além de uma garrafa de vinho. O ambiente do barco/iate era incrível, com música típica colombiana e passando pelas paisagens portuárias e litorâneas da cidade. Sentir a brisa da baía à noite foi simplesmente incrível! Estava super ansioso para finalmente poder mergulhar no mar do Caribe! A partir do Muelle de la Bodeguita, um dos pequenos portos em frente à Praça do Relógio, seguimos em uma lancha de alta velocidade sobre o mar aberto do Caribe! Foi uma aventura e tanto, especialmente porque eu nunca tinha andado em uma embarcação aberta com aquela velocidade! De tempos em tempos, a água entrava no barco a partir de ondas, molhando tudo! Foram vários banhos até chegar no Arquipélago das Ilhas do Rosário, um arquipélago paradisíaco que fica a 1h e 30 minutos da cidade. Há muito o que fazer nas ilhas. Você pode pagar o ingresso do Oceanário, um local com shows de animais selvagens ou fazer um mergulho nas águas do arquipélago (vale muito mais a pena!). A água é extremamente límpida, e você consegue ver em alta definição toda vida marinha do local. Por ser mar aberto, a força da corrente é bastante forte, então é recomendável saber nadar para fazer essa atividade, mesmo que ofereçam boia. Esse mergulho está entre um dos momentos mais inesquecíveis da minha vida! Mar no Arquipélago das Ilhas do Rosário No caminho de volta para Cartagena, paramos para almoçar na Playa Blanca, uma praia de faixa de areia estreita que tem águas límpidas e turquesa. Como amo água quente, depois que entrei no mar, foi difícil sair! Mas, como estava cheio de fome, saí correndo para comer um dos principais pratos da Colômbia: peixe! O peixe vem inteiro no prato, sendo preciso pegar com a mão e desmanchá-lo para comê-lo em segurança e sem espinhas! Muito doido… Para tudo tem a primeira vez! Por ser um local turístico, tudo em Playa Blanca é cobrado (com um preço bem salgado!), como massagens (que chegam em você de forma aleatória), barracas, cadeiras e mesas! Playa Blanca Na última noite em Cartagena, escolhemos passear pelo bairro de Bocagrande e apreciar como é um bairro residencial de alto padrão na Colômbia. Tudo estava muito tranquilo, com uma linda vista para a baía e seus diversos elementos. Jantamos no Bocagrande Plaza Mall, um pequeno shopping com cinema. Cartagena é uma cidade maravilhosa, e foi a grande responsável por me apaixonar pela Colômbia de forma instantânea. São muitas manifestações culturais diferentes, com uma pluralidade de dar gosto de ver, apreciar e respeitar! Orla de Bocagrande Parte II: San Andrés Confesso que não imaginava conhecer uma ilha do Caribe tão cedo. Por estar sempre focado em montanhas-russas, pouco pensei em um dia me deslocar às ilhas para fazer turismo. Felizmente, San Andrés era um dos lugares que meu amigo gostaria de conhecer e encaixamos três dias na ilha para aproveitarmos. Te falar que logo na chegada foi paixão à primeira vista! Assim que vi o mar mudar de cor da janela do avião e caminhar pelas bucólicas calçadas do centro, vi que havia quase me teletransportado para um ambiente único. Nossa hospedagem foi a Pousada Smith Town, que possui quartos ótimos para uma estadia na ilha - tínhamos acesso a TV, frigobar, microondas, e boas camas! A pousada fica localizada num pequeno beco na Avenida 20 de Julio. Como já estávamos no meio da tarde, deixamos as coisas no quarto e seguimos para o calçadão da Playa Spratt Bight, a principal da cidade. O primeiro contato com o mar de San Andrés foi muito impactante. Sete tons diferentes de azul tomavam conta do meu olhar, e eu fiquei uns dez minutos somente admirando aquele lindo mar! Playa Spratt Bight San Andrés é uma cidade simples, beirando o rústico. Hoje, quem vive na ilha nasceu nela e sobrevive de alguma atividade econômica característica do local, como pesca ou turismo. O governo colombiano tem um extremo controle sobre quem entra em San Andrés, a começar pela taxa da “tarjeta de turismo” de 118.700 pesos colombianos (a partir de 6 anos), paga no aeroporto de origem, antes de embarcar. É importante guardar a tarjeta de turismo até o fim da estadia na ilha, pois o governo a solicitará para você sair da ilha! Saímos do aeroporto a pé mesmo, e tudo que fazíamos na ilha era assim. Existe a possibilidade de pedir um táxi ou um jeep-táxi (veículos que se assemelham a um carrinho de golfe e anda pela ilha), porém resolvemos economizar dinheiro, já que não faríamos nenhum longo deslocamento. Também dá para alugar moto (com a carteira de carro do Brasil) ou um jeep-táxi. O centro da cidade é cheio de lojas típicas de cidades turísticas e litorâneas: lojas de itens para turista, lojas de roupa de surfe e skate, lojas de eletrônicos (dá para conseguir algumas boas ofertas!), lojas de produtos importados e lojas de iguarias colombianas. Se eu tivesse vindo com mais dinheiro, juro que teria me acabado de comprar nessas lojas! Ao cair da noite, recomendo muito assistir o anoitecer sentado na areia da praia e sentindo o aumento da brisa marinha! O próximo dia foi um dos mais esperados: pegamos um barco até Johnny Cay, um dos paraísos de San Andrés. Por conta de estar protegida por uma grande barreira de corais, o mar em San Andrés é relativamente calmo, porém na manhã daquele dia nuvens pesadas tornaram tudo ainda mais emocionante (de novo!). Felizmente, lá pelo meio da tarde elas foram embora e podemos curtir a ilha selvagem de Johnny Cay em paz. De areias clarinhas e água extremamente gostosa, o lugar dá vontade de nunca mais ir embora! O único sinal de civilização na ilha são os restaurantes, que preparam pescados deliciosos e baratos (aproximadamente 45.000 pesos colombianos) e ótimos drinks, como a perfeita Cuba Libre que tomei dentro de um coco. O povo do Caribe não brinca em serviço! Johnny Cay O nosso capitão do barco nos levou até o limite da barreira de corais, para podermos ver um pouco da defesa natural de San Andrés. O mar bate muito e é difícil enxergar qualquer coisa, mas em alguns pontos de água cristalina, dá para ver a infinidade de corais. Seguimos para o Aquário, na ilha de Rose Cay, que estava lotado de turistas que tentavam a todo custo ver peixinhos que não se incomodavam com a presença de tantos humanos invasores ali. O aluguel do equipamento de mergulho é feito no próprio local e é pago somente com dinheiro vivo (pesos colombianos). Uma dica é não ficar muito onde existem pessoas concentradas, assim dá para ver peixes diferentes (que se assustam fácil com uma alta quantidade de pessoas). Aproveitamos o restante da tarde ensolarada para pegar um sol na praia principal da cidade e andar um pouco mais pelo calçadão. No lado extremo-direito tem dois ótimos pontos de alimentação baratos: o fast-food El Corral e o Beer Station, um restaurante com todas as cervejas colombianas e pratos típicos da ilha. A vista para o mar é hipnotizante, assim como todas as vezes que eu olhava para os diferentes tons de azul. A vida noturna de San Andrés acontece no calçadão mesmo, com turistas e locais dançando reggaeton e ritmos colombianos. No último dia da ilha, tomamos um café da manhã na Heladeria Artigiani, uma sorveteria no calçadão (ao lado da Domino’s) que oferece ótimas opções quentinhas, como pão na chapa com ovo e recheios! Tiramos o dia para fazer um dos “passeios obrigatórios” de San Andrés: a volta pela ilha em um ônibus chiva, um tipo de ônibus típico colombiano que tem música e incentiva os passageiros a dançar (algo como a nossa “Carreta Furacão”). O percurso demora aproximadamente 4 horas e possui 17,7 quilômetros de extensão. Durante o passeio, o guia-motorista vai explicando a história e algumas curiosidades da ilha. Existem alguns passeios à parte que o ônibus para, como a Casa Museu, uma casa recriada dos primeiros colonizadores da ilha (COP10.000 (R$10,70)); a Gruta de Morgan, uma caverna que abriga a lenda do pirata Morgan (COP20.000 (R$21,40)) e a Piscina West View, um clube de praia (COP6.000 (R$6,40)). Não identifiquei que nenhuma das três atrações são imperdíveis. Hoyo Soplador O destaque da volta à ilha é o Hoyo Soplador, uma formação natural rochosa em que a água do mar em uma grande onda entra debaixo da rocha e sai na superfície através de um buraco, como um gêiser. A quantidade de água que sai depende da força da onda ao bater contra o quebra-mar, sendo uma surpresa para quem fica esperando um banho! Como esse é um fenômeno 100% natural, é provável que ele não aconteça, já que existem dias em que o mar pode estar calmo. A entrada no Hoyo é gratuita, mas as barracas ao seu redor cobram o consumo de pelo menos um drink (é gostoso!) para permanecer no espaço. Depois do passeio, terminamos os dias em San Andrés olhando, mais uma vez, o anoitecer e os barulhos das ondas na praia principal. Parte III: Eixo Cafeeiro A chegada em Pereira, capital da região do Vale do Café colombiano, era amplamente aguardada por mim por dois motivos: queria muito ver os reais locais que inspiraram a equipe da Disney ao criar Encanto e claro, conhecer um dos melhores parques temáticos da América Latina: o Parque del Café . Distante 1 hora e 30 minutos de Pereira, a viagem até o Parque del Café foi através de uma serra, em que já era possível ver muitas fazendas produtoras. Localizado na cidade de Montenegro, o Parque del Café tem 3 montanhas-russas, entre elas a mais moderna da América do Sul, corredeiras, pista de kart, brinquedos emocionantes, passeio a cavalo, show cultural, e claro, muitas plantações de café! O parque é extremamente divertido e foi uma das melhores visitas que já fiz a um parque temático na vida, especialmente por poder realizar meu sonho de andar a cavalo. Para quem gosta de história, o Museu do Café, que fica dentro do parque, conta toda a história do café na Colômbia, desde a chegada até os dias atuais. Pés de café e montanhas-russas Krater e Montaña Rusa no Parque del Café O dia seguinte foi em Salento, cidade do Vale do Cocora, que inspirou a vila de Encanto. Fomos em um ônibus super fofo e compacto da Expresso Alcalá partindo da rodoviária de Pereira, que demorou apenas uma hora para chegar numa das vilas coloniais mais lindinhas que já vi. O ônibus deixa na entrada da cidade, em uma pequena rodoviária quase que artesanal! As flores, símbolos de Isabela, personagem de Encanto, estavam por todos os lugares! Todos os edifícios da praça e da rua principal são coloridos, e abrigam lojas de artesanatos, roupas e restaurantes. Do centro de Salento partem passeios para as palmeiras gigantes do Vale do Cocora, uma atividade que infelizmente não conseguimos fazer devido ao curto tempo na reta final da viagem. No lugar em que a casa dos Madrigal foi colocada no filme, fica uma escadaria que leva até o mirante de Salento, onde dá para ver toda a cidade. A paz lá em cima é absurda! Almoçamos em um restaurante de comida típica da praça principal, o Cocora's, que oferece um pescado super gostoso com geleia de pimenta. Seguimos viagem para Bogotá, última cidade da viagem. Parte IV: Bogotá A capital da Colômbia é IMENSA, exatamente o que eu esperava de uma das maiores metrópoles da América do Sul. Pela janela do Uber, dava para perceber que cada bairro tinha sua estética, sua história, tipo de arquitetura e ocupação urbana… Bogotá é uma cidade cheia de faces, desigualdades, e pessoas de diferentes tipos, culturas e nacionalidades. Nosso hotel foi o Tequendama Suites and Hotel, em um bairro agradável perto do começo do centro histórico. Começamos o dia andando pela Zona T, área nobre da cidade com lojas de marca e um dos maiores e melhores shoppings da cidade: o Centro Comercial Andino. Zona T de Bogotá No dia seguinte, visitamos dois pontos importantes da história e cultura da Colômbia: a Lagoa de Guatavita e a Catedral de Sal de Zipaquirá. Saindo de Bogotá e subindo a serra que circunda a capital, chegamos à Guatavita, uma cidadezinha bucólica de interior. Perto do centro, fica a entrada para o Parque Laguna Guatavita, uma área ambiental protegida que abriga a lagoa. Durante a caminhada até a lagoa, o guia, descendente dos povos originários da região de Bogotá, explica a história de sua tribo e a relação dela com a lagoa, assim como cada episódio que o local sofreu devido a colonização espanhola e britânica. A lagoa é linda, e carrega o misticismo dos indígenas. O guia também ensina alguns rituais de seus antepassados, levando todo mundo a refletir sua real ação com a natureza e o mundo. A lagoa é uma das origens da lenda do Eldorado, uma cidade feita de ouro. Em Guatavita, aconteceu um saque em massa de ouro por parte dos colonizadores já que um rituais antigos da tribo resultava no acúmulo de ouro ao fundo da lagoa. A lagoa esvaziou, e somente aos poucos voltou à vida. Ainda é possível ver a fenda aberta pelos colonizadores para escoar o mineral. Lagoa de Guatavita A próxima parada foi Zipaquirá, uma cidade que lembra muito Ouro Preto (MG). A principal atividade econômica da cidade é a extração de sal das minas subterrâneas. Enquanto exploravam sal, os operários construíram uma enorme catedral nos corredores das minas, com cada ponto da Via Sacra sendo representado dentro da mina por combinações de rochas e minerais. As três naves da catedral (parte central) são imensas, com as luzes dos LEDs fazendo um show à parte na iluminação de cada aposento. A energia dentro do lugar é um pouco pesada, acredito que seja pelo fato de ser subterrâneo. De toda forma, uma bela obra de engenharia! Catedral de Sal Arepa colombiana tradicional O último dia foi uma mega correria! Você faria dois parques de diversões no mesmo dia? Difícil essa missão, né? Infelizmente, devido a uma mudança repentina nos voos, tivemos que fazer os dois parques de Bogotá juntos no mesmo dia, e o pior, num domingo! Acordamos bem cedo e começamos a andar pela Carrera 7, uma das vias do centro histórico que aos fins de semana, fica aberta somente ao tráfego de pedestres. Nela, já podíamos ver a pluralidade de Bogotá em seus diversos tipos de edíficio e pessoas que caminhavam. A Carrera 7 possui ao seu redor muitos pontos turísticos legais, como o Parque de la Independencia, o Museu de Arte Moderna de Bogotá, a Igreja de Nuestra Señora de las Nieves, o Museu Internacional da Esmeralda, a Igreja de São Francisco e o Museu do Ouro. Seu final é na Praça de Bolívar de Bogotá, onde estão os principais edifícios governamentais de Bogotá, como o Capitólio Nacional, o Palácio de Justiça, a Prefeitura da cidade, e a Presidência. A Basílica de Bogotá, que também fica na praça, é um edíficio da época colonial. Igreja de Nuestra Señora de las Nieves Basílica de Bogotá Igreja de São Francisco Capitólio Nacional Marco Zero de Bogotá O Museu do Ouro é um dos principais atrativos turísticos de Bogotá e impressiona pela grandiosidade de sua exposição. É considerado um dos maiores museus de ouro do mundo, e um dos principais. Seu acervo é constituído de trabalhos pré-colombianos que utilizam como matéria-prima fundamental o ouro da região, necessariamente ligados à rotina e ao cotidiano de seu povo, exposto em salas no segundo e no terceiro andar. O museu divide suas exposições através dos diferentes uso do ouro através dos tempos no território colombiano, começando pela metalurgia e mineralogia pré-hispânica, e indo pelos períodos de uso do ouro no artesanato e em adornos, uso para tradução de pensamentos e sentimentos, e por último, no uso de oferendas, onde o ouro voltava à Terra. O primeiro dos parques foi o Salitre Mágico , um lugar com uma atmosfera muito parecida com a do Playcenter. Ele está instalado bem no meio de Bogotá, e do alto de seus brinquedos dá para ter uma noção da imensidão que é a capital colombiana. Brinquedos clássicos compõem o quadro de atrações do Salitre, como chapéu mexicano, torre de queda livre, labirinto do terror, splash, pista kart e infantis. O destaque são as duas montanhas-russas, Magnus e Doble Loop. Cada uma com duas inversões, são experiências bastante intensas e que adorei! O Salitre Mágico é uma ótima opção do que fazer com crianças ou adolescentes em Bogotá! Tem atrações para todo mundo! Atrações Magnum, Centrox e Doble Loop no Salitre Mágico Do outro lado da cidade, o Mundo Aventura é um parque menor, mas com atrações totalmente diferentes do Salitre Mágico, o que faz com que ambos se complementem. Como saí correndo do Salitre para ir ao Mundo Aventura sem perder o voo, acabei tendo apenas duas horas para curtir o parque. Foi o suficiente para ver seus ótimos brinquedos, como uma montanha-russa no escuro, uma torre gigantesca de queda livre que sobe de forma acelerada e permite ver uma vista de tirar o fôlego do topo, além de outras atrações radicais, familiares e infantis. Destaque para o pêndulo giratório gigante, splash, e um navio de balanço reverso - um dos brinquedos mais assustadores de toda a América do Sul! As crianças têm uma área exclusiva para elas, assim como atividades educativas e descobertas. Sendo um parque completo, apesar de seu tamanho, o Mundo Aventura é uma ótima opção para toda família em Bogotá. Atrações Gravity, Vertical Swing e Ranger no Mundo Aventura Acabei a viagem da Colômbia em completo êxtase e totalmente encantado com o que o país me ofereceu em apenas 11 dias. Todos os dias foram muito intensos, e cheios de coisas novas para se descobrir! A cultura colombiana é presente em absolutamente em todos os lugares, e é impossível você não deixar se envolver! Uma viagem para Colômbia é capaz de agradar todos os tipos de turistas, sejam aqueles que buscam por sol, que buscam por serra, que buscam por aventuras, ou que buscam história e cultura. Foi uma viagem leve, alegre, cheia de energia, em que cada lugar tinha sua própria forma de exaltar e mostrar seu encanto colombiano. Quanto custa viajar para a Colômbia? Data: Fevereiro de 2023 Período: 11 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Bogotá-Rio de Janeiro: R$ 2.200 (via Latam) Passagem aérea Bogotá-Cartagena: R$ 375 (via Latam) Passagem aérea Cartagena-San Andrés: R$ 331 (via Latam) Passagem aérea San Andrés-Pereira: R$ 329 (via Viva) Passagem aérea Pereira-Bogotá: R$ 307 (via Viva) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 20 2) Hospedagem (dividido por 2) 3 noites no CastilloMar Hostel em Cartagena: R$ 430 3 noites na Posada Smith Town em San Andrés: R$ 667 2 noites no Gran Hotel em Pereira: R$ 239 2 noites no Tequendama Suites em Bogotá: R$ 549 3) Ingressos e passeios Ilhas do Rosário: R$ 329 Cruzeiro com Jantar em Cartagena: R$ 171 Johnny Cay + Aquário: R$ 90 Chiva em San Andrés: R$ 55 Parque Nacional del Café + Transfer ida e volta: R$ 345 Guatavita + Catedral de Sal: R$ 355 Salitre Mágico: R$ 60 Mundo Aventura: R$ 70 4) Diversos Comida: R$ 2500 TOTAL (por pessoa): R$ 6.902,00 (custos 1 à 3) + R$ 2500,00 (custo 4) = R$ 9.402,00 Roteiro: 16/fev - Chegada em Cartagena / Explorar o Centro Histórico + Getsemaní 17/fev - Castillo San Felipe de Barajas + Centro Histórico + Cruzeiro com Jantar 18/fev - Ilhas do Rosário 19/fev - Chegada em San Andrés / Praia Spratt Bight 20/fev - Johnny Cay + Aquário 21/fev - Volta à Ilha de San Andrés em Chiva 22/fev - Chegada em Pereira / Explorar o centro de Pereira 23/fev - Parque del Café 24/fev - Salento /Chegada em Bogotá 25/fev - Guatavita + Zipaquirá 26/fev - Centro Histórico de Bogotá + Salitre Mágico + Mundo Aventura / Retorno ao Brasil "Colombia, te quiero tanto, que siempre me enamora tu encanto" Carlos Vives, para o filme Encanto da Disney << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem no Uruguai
Tudo que você precisa saber do Uruguai! Veja os principais pontos turísticos de Montevidéu, Colônia de Sacramento e Punta del Este, além de passeios que você não pode deixar de ir! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Montevidéu | Colônia de Sacramento | Punta del Este 15 de out. de 2022 Quando visitei a Argentina em 2015 , e vi a possibilidade de ir fazer uma viagem sensacional de barco de Buenos Aires até Colônia de Sacramento, no Uruguai, fiquei muito frustrado por não ter nenhum tempo sobrando para fazer a travessia pelo Rio da Prata. A curiosidade de conhecer nossa antiga província Cisplatina nunca morreu, mas faltava uma “força maior” que me levasse até o Uruguai. Sete anos se passaram, e durante um dia no trabalho, tive uma verdadeira aula sobre o país. Tudo que me apresentaram sobre os nossos vizinhos do sul me chamou a atenção, especialmente as diferenças culturais que a capital Montevidéu guardava para as cidades brasileiras e Buenos Aires. É claro, que, algo no Uruguai também me chamava atenção: o Parque Rodó, um parque urbano de Montevidéu que desde de 1889 tinha a tradição de colocar brinquedos de parque de diversões, começando por uma montanha-russa. Mais de 130 anos depois, o que começou no século XIX ainda existe: duas seções do Parque Rodó são dedicadas à adrenalina. A primeira fica mais próxima da Playa Ramírez, e é tomada por atrações radicais e familiares, já a segunda é totalmente infantil e abriga a única montanha-russa do Uruguai: a Gusanito Manzana, um modelo raro italiano e único na América Latina. Na mesma promoção da LATAM em que consegui uma ótima promoção de pontos para Manaus , consegui um valor justíssimo para Montevidéu, já que estava querendo visitar um destino internacional. A capital uruguaia caiu perfeitamente no meu planejamento, porque não tinha muito tempo disponível e o preço encaixou na quantidade restante que eu tinha de pontos. O mais louco é que a data que escolhi viajar era apenas um dia após o fim da viagem de Manaus, isto é, ia sair do calor da Floresta Amazônica para cair no frio uruguaio! Quatro dias no nosso vizinho me esperavam! O trajeto aéreo até o Uruguai foi tranquilo, e fiquei impressionado com a grandiosidade e modernidade do aeroporto de Montevidéu. Com o passaporte eletrônico brasileiro, você entra tranquilamente no país sem ter a necessidade de falar com um agente de imigração. Todo o processo leva pouquíssimos minutos. Para sair do aeroporto, o Uber é uma opção, mas os preços podem ser bem elevados. A fim de evitar surpresas desagradáveis, fechei um traslado com a DCOM Travel que me levaria até o primeiro ponto da viagem: a vinícola Pizzorno. À medida que o motorista desbravava as estradas do Uruguai, percebia que havia entrado em uma realidade completamente diferente da que estou acostumado… O tempo parecia andar devagar, e o céu era de fato celeste como na bandeira! A vinícola Pizzorno é a principal vinícola do Uruguai, e fica localizada há apenas 40 minutos do centro de Montevidéu. Os campos de uva são imensos, e o local ainda oferece uma bonita pousada para hospedagem. A visita guiada inclui a explicação mais detalhada sobre enologia que eu já pude vivenciar. O passeio começa nas vinhas, depois desce até os cilindros de produção e fermentação, segue para o armazenamento subterrâneo em barris e termina com aulas específicas sobre a diferença de cada vinho produzido pela vinícola, com incontáveis provas de vinho. Como eu não havia comido nada desde do aeroporto, admito que fiquei bêbado muito fácil e não conseguia assimilar nada da explicação! Ainda bem que um maravilhoso almoço não demorou muito para vir. Toda a experiência custa aproximadamente R$ 420 (USD 75) com transporte regular desde Montevidéu. Na saída, há a possibilidade de comprar vinhos excelentes a partir de USD 10! Cheguei no meu hotel em Montevideo por volta das 15h. O Hotel Hispano fica muito perto da Praça da Independência, a principal praça do país, onde está localizada a sede do governo uruguaio. Eu precisava economizar no hotel já que resolvi fazer duas viagens seguidas, então o Hispano foi o melhor custo/benefício que encontrei, já que eu só precisava de um local legal para dormir. Quando entrei no quarto, parecia que tinha voltado 20 anos no tempo! A abertura da porta era de chave, armários gigantes de madeira enfeitavam o quarto e no banheiro tinha um bidê! O ar condicionado split e a televisão de LED teimavam em contrastar com o restante. Mal sabia eu que o hotel era apenas um spoiler do que eu veria do centro de Montevidéu. Não perdi tempo e pedi um Uber para o Parque Rodó . Os brinquedos lá presentes não eram muito diferentes do que encontramos nos parques itinerantes brasileiros: a atração mais radical era um Kamikaze, e o restante eram clássicos como trem fantasma, bate-bate, barco pirata, twister, samba (temos até dois!), e ótimas atrações infantis, como minhocão, carrossel, naves voadoras, cinema 5D e brinquedos que já estão ali há muito tempo! Na parte norte do Rodó, temos mais brinquedos, todos infantis. Foi nessa parte que meu desespero começou: eu, erroneamente, fui para o Uruguai sem nenhuma cédula de pesos uruguaios (moeda do país) na carteira. Para andar na montanha-russa, eu só poderia pagar usando cédulas, porque o lugar não aceitava cartão de crédito. Ao abrir o Google Maps, todas as casas de câmbio pareciam fechadas, com exceção de uma, que ficava a 30 minutos de onde eu estava a pé. Foi um rolezão! Já fica a dica: nunca saia do aeroporto de um país sem ter dinheiro vivo em mãos! Depois de me divertir nos brinquedos do Rodó, fiz o que eu adoro fazer em capitais de outros países: me perder andando pelas calçadas até chegar no hotel de novo. Segui pelo litoral que margeia o Rio da Prata até entrar nas ruas do bairro Palermo na altura do Ibis de Montevideo. As ruas eram tomadas por prédios que pararam no tempo, e não eram muito movimentadas. Pensei que estava numa cidade fantasma! Achei tudo muito estranho, especialmente por se tratar de um sábado à noite. Depois que cheguei ao hotel para tomar banho e me dirigir ao jantar na Cidade Velha, fiquei ainda mais impressionado com um centro histórico sem vida, sem lojas e sem bares ou restaurantes funcionando. O lugar da minha janta era o Restaurante Primuseum, uma portinha em meio aos prédios antigos da Cidade Velha. Quando entrei, havia mais evidências de que estava vivendo uma realidade paralela do século XX: o local era um restaurante-museu, com móveis e itens do auge da economia uruguaia. Não conseguia parar de olhar cada centímetro do Primuseum, abobalhado com a ótima preservação de cada item. A experiência gastronômica envolve três entradas, um prato principal, uma sobremesa e vinho à vontade. A carne bovina uruguaia que comi nesse lugar foi a melhor carne que comi na minha vida até hoje! Durante a refeição, um espetáculo de tango e música uruguaia intimista dá o tom a um dos momentos mais incríveis que alguém poderia viver no Uruguai. A qualidade de tudo é impecável e o custo é de aproximadamente R$ 400 (USD 70) e é permitido levar a garrafa de vinho com você (se sobrar algo!). Você pode conferir mais informações aqui . Os próximos três dias estiveram nas mãos da Master Turismo, outra agência de receptivo no Uruguai. Finalmente pude realizar minha vontade de visitar Colônia do Sacramento, uma cidade colonizada por portugueses e espanhóis em diferentes tempos da história. No caminho até Colônia, passamos por Nueva Helvecia, uma colônia suíça, e adentramos uma estrada com mais de 100 palmeiras até a entrada de Colônia. O primeiro ponto foi a Plaza de Toros Real de San Carlos, a única ainda existente no Uruguai. O local foi tombado e preservado, e hoje é aberto somente para eventos especiais. Plaza de Toros Em dias de céu azul celeste, sem nuvens, é possível ver claramente os prédios de Buenos Aires ao fundo! Quando vi, realmente não acreditei. Era algo que eu não esperava! A orla de Colônia é maravilhosa, super agradável de andar e possui ótimos pontos para fotos, incluindo o letreiro com o nome da cidade. Quando chegamos ao centro da cidade, notei que era um lugar mais vivo que o centro de Montevidéu, com turistas e uruguaios passeando pela Avenida General Flores, a principal, cheia de lojas, hotéis e restaurantes. Buenos Aires A Cidade Velha de Colônia lembra muito Paraty, especialmente pelas ruas de pedra e arquitetura colonial, que é misturada entre a portuguesa e a espanhola. São muitos pontos de interesse histórico: o portal da cidade; a muralha com canhões; a Praça Maior; a igreja matriz; o farol; o museu do azulejo e o bastião de São Pedro, onde você verá a maior bandeira do Uruguai erguida (além de ser um belo lugar para ver o pôr-do-sol). Aconselho andar pela Cidade Velha com um guia, para ouvir as histórias que aquelas ruas têm para contar! As lojas vendem artesanatos típicos do país, pedras e minerais, roupas e souvenires como bandeiras, chaveiros, cartões-postais, entre outros. M eu almoço foi num restaurante chamado La Comandancia, um lugar super pitoresco com mesas ao ar livre, perto do Rio da Prata e ótimo custo/benefício. Comi um excelente pescado com vinho branco e a conta saiu aproximadamente R$ 80. Depois de almoçar, aproveitei a tarde para visitar as lojas da General Flores, onde pude encontrar o doce de leite da Granja Arenas (os preços em Colônia são os melhores!) e ótimos alfajores. Na rua Ituzaingó 131, fica o Museu do Origami, uma linda casa com várias exposições das mais diferentes dobraduras. No retorno para Montevidéu, parei na Granja Arenas para conhecer a coleção de chaveiros, lápis e outros objetos do dono, e comprar queijos. Definitivamente, depois de um dia incrível em Colônia, sentindo a brisa do vento e imerso em mais uma realidade temporal paralela, ficaria mais de um dia na cidade. Museu do Origami O dia de ir até Punta del Este selou a 2022 Cielo Celeste Tour como uma viagem de várias sensações, emoções e cenários. Começamos o caminho pelo litoral de Montevidéu, passando pelos bairros de Buceo e Carrasco, que tinham prédios mais modernos, mas ainda lembrando o estilo modernista do século XX. Quando chegamos à parte das mansões, foi como teletransportar para a Los Angeles (Califórnia, EUA) dos anos 90. Palavras não vão conseguir descrever a vibe incrível que era passar por aquela avenida com o céu puro azul e o sol forte. O cenário foi parecido até chegar em Piriápolis, uma cidade balneário construída por Francisco Píria, que ergueu um castelo na região. O ponto alto de Piriápolis foi o Cerro San Antônio, onde foi possível ver vários tons de azul das águas da Baía de Piriápolis. Me emocionei! Antes de chegarmos a Punta del Este, paramos em Punta Ballenas, onde fica um dos edifícios mais famosos do Uruguai e da América Latina: o museu Casapueblo. Construído pelo pintor, ceramista, escultor, muralista, escritor, compositor e empresário uruguaio Carlos Páez Vilaró, o lugar é como um castelo branco feito à mão. Boa parte do complexo é um condomínio e um hotel, mas o museu deixa perfeitamente você sentir como são os cômodos do edifício. As obras de Carlos são visíveis em cada sala do museu, e você pode comprar azulejos que são feitos pelos seus filhos (se prepare para altos preços, pois são produtos personalizados!). O preço de visita do museu é R$ 50 (USD 10) e os souvenires possuem um preço salgado também. O que vale mesmo são as vistas inesquecíveis das varandas da Casapuebelo, que fica à beira de um penhasco. Punta del Este é uma cidade muito parecida com Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Lotada de prédios, hotéis, resorts e cassinos, a cidade realmente só ganha vida no período do verão (novembro à março). Nos outros meses, é uma cidade vazia, mas muitíssimo linda. Suas águas são geladas, então um banho de mar fora do verão é praticamente impossível e principalmente, não recomendado. Nosso destino foi o bairro Península, onde está o centro da cidade. Comemos no restaurante Zazú, que tem um cardápio refinado (preço médio da refeição com bebida: R$ 180 / USD 30) e em seguida fomos ver os leões marinhos no porto de Punta del Este - confesso que jamais imaginei em interagir tão perto desses lindos animais! Surpreendentemente, vi mais um encontro das águas: na Punta de la Salina, o ponto continental mais ao sul do Uruguai, é possível ver quando as águas barrentas do Rio da Prata se fundem com as águas azuis do Oceano Atlântico - um espetáculo da natureza! Para não dizer que fui à Punta del Este e não fui à praia, fui até a Praia Brava para tirar foto com a escultura Los Dedos (duvido que no verão seja tão tranquilo tirar foto aqui!). Ao final do dia, passeamos pelo ótimo comércio das ruas da Península (com destaque para a Calle 20 e Calle 28). Não deixe de dar uma passada na sorveteria Pecas e comprar o doce de leite de Punta, o Lapataia. Se você gostar de jogar, o cassino do Enjoy Punta del Este é ótimo! No último dia em Montevidéu, fiz um city tour pelos principais pontos turísticos da capital uruguaia, como a orla de Buceo e Carrasco; o estádio Centenário; o Palácio Legislativo; o Monumento La Carreta; o Letreiro de Montevideo e dois lugares especiais: o Mercado Agrícola, onde você pode comprar o doce de leite Conaprole, o melhor doce de leite do país e o melhor que já provei na vida; e o Mercado del Puerto, onde excelentes restaurantes com o melhor da culinária culinária estão presentes. Eu almocei no Cabaña Veronica, que me serviu uma carne uruguaia que chegou muito perto da qualidade que tive no Primuseum (ótima experiência!). Antes de ir embora, passei meus últimos momentos em solo uruguaio na Plaza Independencia, em que tive tempo suficiente para admirar a grandeza do Palacio Salvo (oferece visitas guiadas!), que já foi o edifício mais alto da América Latina; do Teatro Solis (oferece visitas guiadas!), o teatro nacional inaugurado em 1856 e a Puerta de la Ciudadela, um portal histórico preservado. No centro da praça, está a estátua que guarda a tumba de José Artigas, líder da resistência republicana contra as forças da Espanha. Palacio Salvo Almoço no Mercado del Puerto Sentirei muitas saudades do Uruguai. O país me surpreendeu positivamente a cada dia que passava. O país é bastante seguro para andar nas ruas, mas um pouco de cuidado nunca é demais, em qualquer lugar que você vá! Como você deve ter percebido, se alimentar no Uruguai é caro! Um lanche completo de fast-food em média fica R$ 60 e uma refeição completa em um restaurante fica R$ 90. Aprendi que o fato do país “ser parado no tempo” pouco tem a ver com a economia, e sim com a própria vontade da maioria dos uruguaios de permanecer dessa forma, sem ter interferência externa. Sabia que o país não possui feriados religiosos, incluindo o Natal? Eu amo viagens que me fazem desconectar completamente da minha realidade e a 2022 Cielo Celeste Tour fez isso com maestria do início ao fim. Quanto custa viajar para o Uruguai? Data: Outubro de 2022 Período: 4 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Manaus: 29.600 pontos + R$ 441,18 de taxa de embarque (via Latam) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 25 2) Hospedagem 3 noites no Hotel Hispano: R$ 430 3) Ingressos e passeios Vinícola Pizzorno: R$ 420 Restaurante Primuseum: R$ 400 Parque Rodó: R$ 60 Dia inteiro em Colônia do Sacramento: R$ 350 Dia inteiro em Punta del Este: R$ 230 Museu Casapueblo: R$ 50 City tour em Montevidéu: R$ 70 Transfer in/out do Aeroporto de Montevidéu: R$ 130 4) Diversos Comida: R$ 800 TOTAL (por pessoa): R$ 2.606,00 (custos 1 à 3) + R$ 800,00 (custo 4) = R$ 3.406,00 Roteiro: 15/out - Chegada em Montevidéu / Vinícola Pizzorno / Parque Rodó / Restaurante Primuseum 16/out - Nueva Helvecia / Colônia de Sacramento 17/out - Piriápolis / Museu Casapueblo / Punta del Este 18/out - City tour em Montevidéu / Retorno ao Brasil "Aprendi que, se você não consegue ser feliz com poucas coisas, não conseguirá ser feliz com muitas coisas." Pepe Mujica, ex-presidente uruguaio << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para Foz do Iguaçu
Tudo que você precisa saber do que fazer em Foz do Iguaçu em um roteiro incrível de fim de semana, com os principais locais da cidade que você não pode deixar de ir! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Foz do Iguaçu | Ciudad del Este 5 de fev. de 2021 A ideia de ir para Foz do Iguaçu, cidade brasileira que fica na fronteira com Paraguai e Argentina, foi para conhecer os parques aquáticos da região, o Itaipuland e o Blue Park. Entretanto, vi que os parques eram caros demais para poucas atrações, e tive o desafio de mesmo com a passagem comprada ter que refazer o roteiro sem o objetivo principal. Por mais que eu seja apaixonado por parques de todo o tipo, sei proteger meu dinheiro de algumas furadas, especialmente quando envolvem altos preços de ingresso. Cheguei no Aeroporto de Foz do Iguaçu pela manhã, por volta das 07h. Transporte via Uber não é uma tarefa muito fácil de se conseguir por lá, então recomendo fechar com algum transfer previamente através de uma agência de turismo receptivo. A agência que escolhi para cuidar do meu fim de semana na cidade foi a Loumar Turismo , que já está há muitos anos no mercado e são muito feras no que fazem. Confesso que para destinos em que tenho pouco tempo disponível prefiro agências de turismo receptivo porque elas ajudam bastante a otimizar o roteiro. Para a minha sorte, Foz do Iguaçu é uma cidade com muita coisa legal para se fazer! A cidade tem duas regiões principais: o centro, onde fica a maior parte dos hotéis, comércio e restaurantes, e a Avenida das Cataratas, onde ficam os principais atrativos turísticos e hotéis do tipo resort. Escolhi o Bourbon Cataratas para me abrigar no fim de semana, pela excelente localização na Avenida das Cataratas - o hotel fica bem no meio da Avenida, sendo um ponto estratégico para os lugares que eu gostaria de ir. Além disso, o hotel oferece uma mega estrutura, com área de lazer completa com piscina, playground, zoológico, quadras de esporte, recreação e área temática da Turma da Mônica. Maravilhoso! Com minha mochila nas costas, comecei a explorar a cidade das cataratas mais famosas do mundo. Depois de esperar alguns momentinhos, fui de Uber até o primeiro lugar escolhido: o Parque das Aves , atração que é um grande zoológico a céu aberto de aves. Lembra daqueles aviários que você provavelmente deve ter entrado em algum zoológico? O Parque das Aves leva eles a um próximo nível mantendo as aves livres para voar por onde bem entenderem! Eu vi espécies de papagaios, mutuns, jacutingas, faisões, araras, emas, tucanos, borboletas, corujas, e ave de rapina brasileira que reina sobre todas as outras: a harpia! Ainda dá para ver outros animais como saguis, cobras, peixes e jacarés. A experiência foi algo surreal! As aves já estão “acostumadas” com os humanos presentes por ali, então pousam no seu ombro sem cerimônia. O lugar é super agradável e dá para passar no mínimo 3 horas ali dentro. O ingresso custa R$ 70 (com meia-entrada disponível) e possui infraestrutura completa com lojas e restaurante. Não vi o tempo passar brincando com as aves e quando vi já estava próximo do anoitecer! Peguei mais um Uber em direção ao Marco das Três Fronteiras , um complexo turístico que se ergueu ao redor do obelisco brasileiro que se integra aos obeliscos de Argentina e Paraguai. O principal atrativo é a visão da tríplice fronteira, em que o visitante pode ver três países “tão longe, mas tão perto” um do outro através das fronteiras naturais feitas pelo Rio Iguaçu e Rio Paraná. Mas, o local ainda dispõe de uma vila cenográfica que faz homenagem às Missões Jesuíticas, loja de artesanatos e playground. Além disso, o Marco das Três Fronteiras é casa do Restaurante Cabeza De Vaca, que reúne pratos da culinária argentina, brasileira e paraguaia. O melhor horário para visitar o Marco é o horário de 18h até o encerramento às 21h, porque assim você pode aproveitar uma excelente refeição no Cabeza de Vaca e assistir as apresentações teatrais culturais do povo brasileiro, argentino e paraguaio. O ingresso custa R$ 48 (com meia-entrada disponível). No dia seguinte, aproveitei o início da manhã andando pelo hotel até chegar a van que iria me levar até Ciudad del Este, no Paraguai. Eu tinha escutado de tudo sobre o Paraguai. Ouvi várias comparações com lugarejos famosos do Brasil, como Alcantara (São Gonçalo, RJ), Rua da Alfândega (Rio de Janeiro, RJ), Brás (São Paulo, SP) e Rua 25 de Março (São Paulo, SP). Vários relatos ouvi de caos completo nas ruas: vendedores que tentam te empurrar todo o tipo de produto, desde perfumes baratos até meias superfaturadas. Tinha imaginado Ciudad del Este como o Walt Disney World do comércio popular de rua. Havia me preparado psicologicamente para recusar todas as ofertas e tomar todos os cuidados necessários em ruas de grande circulação de pessoas. A van passou tranquilamente pela alfândega paraguaia, e apresentamos somente nossos RGs para o fiscal paraguaio. Lembro que no Paraguai, é mais vantajoso comprar em dólar, então leve dólar físico ou cartões pré-pagos para não ficar sujeito à cotação do dia ou a um IOF estrondoso. A primeira parada do tour de compras por Ciudad del Este foi na Cellshop, uma loja de vários andares com diversos itens. São 7 departamentos: alimentos e bebidas, casa e decoração, brinquedos (muitos LEGOs raros!), moda casual e esportiva (ótimas marcas, todas que têm nos outlets dos EUA!), perfumaria e cosméticos, pesca e aventura, e tecnologia (vários eletrônicos como celulares, periféricos, videogames, TVs, computadores…). O preço da Cellshop é um pouco mais alto que o das outras lojas, mas o atendimento é excelente e a variedade também. Quando saí da Cellshop, o choque veio. Todas as lojas de ruas de Ciudad del Este estavam fechadas, as calçadas estavam vazias e pouquíssimos vendedores ambulantes estavam nas redondezas. Era domingo! No domingo, a maior parte do comércio fica fechada e o horário das poucas lojas que ficam abertas não ultrapassa 14h. Segui então para o Shopping Paris, o maior centro comercial da cidade. Você encontrará lojas que vendem tudo que você pode imaginar, incluindo famosas como Aeropostale e GNC Suplementos. Mas, a loja que chama mais atenção mesmo é a Shopping China, um paraíso das compras. A Shopping China parece um hipermercado dos produtos importados. Aqui é o melhor lugar para comprar qualquer coisa que você queira, tipo chocolates Milka, Funkos, jogos de videogame, vinho, LEGOs, celulares, periféricos para computadores, entre outros. Eu achei Funkos raríssimos nessa loja, e aproveitei para comprar os chocolates Milka que estavam com ótimos preços. Passei aproximadamente 1h30 explorando cada canto da loja. Não esqueça de pesquisar sempre os preços simultaneamente no seu celular em lojas do Brasil para verificar se realmente vale a pena comprar. Aliás, aviso: no Aeroporto de Foz do Iguaçu tem um posto fiscal da Receita Federal antes mesmo de entrar na sala de embarque, então fique atento à cota máxima de USD 1000 em produtos estrangeiros! Deixei as compras no hotel e parti para o Parque Nacional do Iguaçu, onde finalmente pude conhecer as estrelas dessa viagem: as Cataratas do Iguaçu. Mas, eu não tive o primeiro contato com elas do jeito clássico. Escolhi logo o Macuco Safari, uma aventura acima pelo Rio Iguaçu em que você terá um contato MUITO próximo com os saltos do lado argentino das cataratas. Para chegar lá e aos outros pontos de interesse do Parque, você pega um ônibus no centro de visitantes e desce no ponto que deseja. O Macuco Safari fica bem no meio do caminho até as cataratas e o passeio principal custa R$ 362 (confira outros passeios como rafting, cachoeirismo e trilha na selva na página de ingressos ). Tudo começa com um passeio de 2 km pela selva do Parque Nacional do Iguaçu, onde você será transportado por veículos ecológicos movidos a eletricidade que garantem uma vista panorâmica das inúmeras espécies de vegetação que estão ao redor do rio Iguaçu. Em seguida, guias conduzem uma caminhada de 600 metros pela mata, trazendo informações e curiosidades sobre a fauna e flora local. Nesta etapa do passeio, o contato com a natureza é maior e se você tiver sorte, pode ver os animais que habitam o parque - não alimente quatis! O final da trilha leva ao deck, estrutura que conta com lojinha de souvenirs, banheiros e guarda-volumes para guardar o que você tiver consigo - o que você não guardar, VAI MOLHAR! E para fechar com chave de ouro, na terceira etapa o passeio ganha ainda mais aventura: o bote bimotor do Macuco Safari leva para uma vista espetacular das cataratas e um banho para lavar a alma nas Cataratas do Iguaçu! Nessa hora, se as cataratas estiverem com grande vazão, você não imagina a força d’água! Quando eu estava lá, pessoas estavam segurando ou vestindo coisas, como garrafas d’água, óculos de sol, e boné… tudo foi empurrado para o chão do barco! Nada, absolutamente fica no seu lugar! É um banho gelado, forte mas super reconfortante! Só consegui tirar fotos porque a GoPro estava firme no meu braço, senão, não teria conseguido (e mesmo assim, ainda foi díficil)! Devidamente molhado, mas quase seco devido ao forte sol, fui em direção a ver as cataratas do jeito clássico, através das pontes de metal e plataformas que chegam bem perto do salto principal. Aconselho você a parar na beirada, se debruçar, fechar os olhos e ouvir o som da água caindo e sentir os pingos caindo na sua cara. É uma sensação que trás uma imensa paz! Confesso que fiquei boquiaberto ao ver tamanha maravilha da natureza tão pertinho de mim! Para quem quer ver a Garganta do Diabo, o Parque Nacional tem o Mirante da Garganta do Diabo, em que você praticamente se sente parte das Cataratas do Iguaçu. Você pode chegar nele pelos elevadores ou fazer a trilha na floresta. Sempre bom lembrar: não alimente os quatis. Eles são animais cheios de traquinagens e podem se tornar agressivos quando o assunto é comida! O ingresso no Parque Nacional do Iguaçu custa R$ 67 para brasileiros. Aconselho comprar com antecedência para escolher, sem problemas de disponibilidade, o horário do ônibus que irá te levar pelos pontos do parque. O Parque Nacional do Iguaçu fica aberto todos os dias para visitação! Para ter uma ideia da dimensão do lugar, veja o mapa aqui! Terminei a tarde indo no último horário disponível na usina de energia Itaipu Binacional . Itaipu tem cinco passeios disponíveis: Itaipu by bike (passeio de bicicleta pelo complexo da Usina), Itaipu Especial (passeio pelo maquinário), Itaipu Refúgio Biológico (zoológico com fauna preservada da região), Itaipu Iluminada (show de luzes e músicas trinacionais) e Itaipu Panorâmica (tour pela usina de ônibus), o que escolhi fazer. Além da visão privilegiada do vertedouro ao topo da barragem, o trajeto do passeio Itaipu Panorâmica (R$ 46 - com meia-entrada disponível) ainda permite o contato com a natureza e belas paisagens na Usina de Itaipu. Lembra que eu disse que Foz do Iguaçu era ruim de disponibilidade para Uber? Eu saí de Itaipu às 18h de um domingo e simplesmente não tinha Uber nenhum que aceitasse corrida. Tive que andar 30 minutos estrada abaixo para poder ter a chance de pegar algum Uber que estivesse pelo centro de Foz (Itaipu fica bem longe de tudo!). Segui para o complexo Dreams Park , na Avenida das Cataratas. O local é um excelente pega-turista, com atrações clássicas de beira de estrada de qualquer cidade turística: Vale dos Dinossauros, um parque com estátuas hiperrealistas de dinossauros; Maravilhas do Mundo, miniaturas dos locais mais famosos do mundo; Motor Show, um museu de carros e motos antigos; Dreamland, um museu de cera de filmes e artistas famosos; e o Ice Bar (R$ 94 com meia-entrada disponível), onde fui, um local que você fica 30 minutos tentando se embebedar em temperaturas abaixo de zero. Consegui ficar exatos 28 minutos! O fim de semana em Foz do Iguaçu foi intenso e perfeito. Aproveitei muito mais que achava que ia aproveitar da cidade, principalmente pelo pouco tempo. A viagem foi um suspiro em meio à pandemia de covid-19, já que eu estava há muito tempo em casa. Infelizmente, a Argentina ainda estava fechada para turistas, então não pude visitar Puerto Iguazú. A cidade ainda ganhou novas atrações como a roda-gigante Yup Star. Quero muito voltar para fazer uma Cidade das Cataratas II com a adição dos belos cassinos argentinos, dos shows de tango e da bela vista da Yup Star! Quanto custa viajar para Foz do Iguaçu? Data: Fevereiro de 2021 Período: 2 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Foz do Iguaçu: R$ 380 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 30 2) Hospedagem 3 noites no Bourbon Cataratas: R$ 680 (preço encontrado durante Black Friday e durante a pandemia de COVID-19. Atualmente, o preço é o triplo do que eu paguei. Aconselho procurar hotéis no centro de Foz do Iguaçu para o preço ser semelhante a R$ 680). 3) Ingressos e passeios Parque das Aves: R$ 35 (meia entrada) Marco das Três Fronteiras: R$ 24 (meia entrada) Tour de Compras em Ciudad del Este: R$ 80 Parque Nacional do Iguaçu: R$ 67 Macuco Safari: R$ 362 Itaipu Binacional - Tour Panorâmico: R$ 46 Icebar do Dreams Park: R$ 47 (meia entrada) 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras: R$ 200 TOTAL (por pessoa): R$ 1.721,00 (custos 1 à 3) + R$ 600,00 (custo 4) = R$ 2.321,00 Roteiro: 19/nov - Chegada em Foz do Iguaçu / Parque das Aves / Marco das Três Fronteiras 20/nov - Compras em Ciudad del Este / Parque Nacional do Iguaçu c/ Macuco Safári / Itaipu Binacional / Icebar 21/nov - Retorno ao Rio de Janeiro “À medida que levantamos paredes, cada sirene é uma sinfonia e cada lágrima é uma cachoeira" Coldplay << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para os parques aquáticos de Caldas Novas
Tudo que você precisa saber dos melhores parques aquáticos em Caldas Novas, como o Hot Park e o diRoma! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Caldas Novas 11 de mai. de 2023 A primeira vez que fui em Caldas Novas foi em janeiro de 2017, num rápido bate-e-volta de Goiânia para ir ao Hot Park. Naquele dia, eu e meu amigos passamos o dia todo na cidade, curtindo o parque aquático durante o dia e o Kitakas, o parque de diversões que fica na praça principal da cidade, durante à noite. Desde esse dia, eu prometi que iria voltar à cidade para passar mais tempo, ficar hospedado e curtir todos os outros inúmeros parques aquáticos que a cidade tem a oferecer. Ir para Caldas Novas não é difícil, difícil é decidir o que fazer na cidade com tantas opções diferentes de lazer. São mais de dez parques aquáticos, quatro só do Grupo Privé . Infelizmente, eu só tinha 4 dias para curtir toda a imensidão do que a cidade pode oferecer. Nesse momento, é bom explorar todos os parques aquáticos da cidade para entender quais são os que melhor se adaptam ao seu estilo de viagem e diversão. Busca feita, era hora de montar o roteiro! Penso que quatro dias são perfeitos para uma viagem à Caldas Novas, principalmente considerando o preço agressivo da hotelaria na cidade, mesmo em baixa temporada (de abril à setembro, com exceção de julho). Em alta temporada (outubro à março e julho), os preços são bem inflados, então aconselho sempre ver sua hospedagem e passagem aérea com a maior antecedência possível. Você também pode comprar seu pacote para Caldas Novas aqui . Eu gosto de adrenalina, então escolhi os parques que senti que mais poderiam me recompensar nesse quesito, com uma ressalva: eu gostaria de ter escolhido o Kawana Park no lugar do Lagoa, porém a quantidade de atrações fechadas me desanimou na hora de comprar o ingresso. Sem dúvidas, os melhores parques aquáticos de Caldas Novas são o Hot Park e o diRoma, ambos com atrações recém-inauguradas. O diRoma reformou totalmente o Complexo do Vulcão, trazendo novos toboáguas com fibra de vidro colorida, o que dá um aspecto alucinante na hora de descer-los e o Hot Park trouxe o Turbilhados, uma dupla de toboáguas de alto padrão internacional que proporcionam experiências divertidíssimas para toda a família em grupos de bóias. Foi o Turbilhados, uma atração inédita no Brasil, o responsável por me fazer planejar essa viagem à Caldas Novas para comemorar meu aniversário de 29 anos. Eu não via a hora de chegar ao Hot Park e experimentar o Turbilhados quantas vezes fosse possível, além de boiar infinitamente na Praia do Cerrado! Os voos de e para o Aeroporto de Caldas Novas acontecem de forma sazonal às quinta-feiras e domingos, o que torna perfeito para viajar durante quatro dias em períodos de férias. Entretanto, esses voos costumam ser muito caros, devido ao conforto de pousar na cidade. A opção mais barata é pegar voos para Goiânia e assim, continuar o trajeto até Caldas Novas via transfer (opção mais cara) ou via ônibus pela Viação Estrela ou Viação Paraúna na Rodoviária de Goiânia . O trajeto entre o Aeroporto de Goiânia e a Rodoviária de Goiânia é bem tranquilo, e dura uns 20 a 30 minutos, dependendo do trânsito. O ônibus funcionou muito bem e eu cheguei de forma tranquila após 3 horas em Caldas Novas. A rodoviária de Caldas Novas não fica tão no centro da cidade, mas existem táxis e ubers disponíveis para te levar até o hotel. Chegamos em Caldas Novas por volta das 17 horas, tendo pousado em Goiânia às 13 horas. Fomos direto ao L’Acqua diRoma I, uma hospedagem do grupo diRoma que fica dentro de um condomínio de hotéis e apartamentos pequenos. Esse conjunto são interconectados por uma grande rotatória que no meio fica o Jardins Acqua Park, um parque aquático com piscinas e pequenos tobogãs em que todos os hóspedes do complexo possuem acesso, e também, onde o café da manhã do tipo buffet (pago R$ 35) ocorre. As águas das piscinas são muito quentinhas, o que faz com que os hóspedes, muitas vezes, fiquem aproveitando-as até de madrugada! O pequeno apartamento era composto de cozinha, sala com sofá cama, e quarto com banheiro. Deixamos as coisas nele e fomos para o centro de Caldas Novas, mais especificamente para o parque de diversões Kitakas. O Kitakas estava bem diferente da última vez que o vi: agora, tinha ganhado portões e grades, e novas atrações estavam presentes, como uma roda-gigante, uma torre de queda livre e um brinquedo do tipo tapete mágico. A fila para entrar no Kitakas era enorme, dava a volta no quarteirão (mas andava rápido)! O parque estava com um ótimo público, e era um ótimo ponto para os turistas interagirem com a população local. São duas montanhas-russas, ambas para crianças e suas famílias, porém o parque também tem brinquedos radicais, como o Crazy Dance, o labirinto de obstáculos American Show, o incrível Tapete Mágico e o Turbo Drop, uma pequena torre de queda livre. Cada brinquedo é R$ 10, e um pacote com 5 ingressos para os brinquedos custa R$ 40. Diversão justa! O centro de Caldas Novas tem várias atrações à noite: além do Kitakas, você pode ir à Feira do Luar, uma feira gastronômica atrás do Kitakas que tem comida típica da região, além de outros lugares do Brasil. A cidade também tem uma quantidade absurda de lojas de souvenirs e roupas de banho. Para quem gosta, Caldas Novas não decepciona e tem ótimas baladas de sertanejo, além de ter festivais do gênero, como o Caldas Country Festival e Verão Multiverso. Ao redor do Kitakas, ficam ótimos restaurantes de todas as culinárias possíveis. Participei de um rodízio maravilhoso na Fornalha Pizzaria, na rua Cap. João Crisóstomo, 172. O dia seguinte foi dia de Hot Park , o maior parque aquático da região e o principal motivo para visitar Caldas Novas. O parque havia mudado muito desde a minha última visita em 2017, tendo se modernizado ainda mais e adicionando a mega-atração Turbilhados. Ter visitado na sexta-feira ajudou bastante em relação ao público, já que não tivemos problemas para curtir nenhuma atração devido à filas. O clima do parque, ao redor das árvores do cerrado, é maravilhoso, e os toboáguas divertem todos os gostos. Além do Turbilhados, um lugar maravilhoso é a Praia do Cerrado, duas piscinas de ondas imensas com águas super quentinhas, música ao vivo e ótimos restaurantes. Depois de entrar na Praia do Cerrado, é muito difícil sair! A quebra na adrenalina constante veio no Lagoa Termas Parque , um parque aquático na zona norte de Caldas Novas, que parece um gigantesco clube para os hotéis ao redor. Os toboáguas são bem menores que os do Hot Park, mas são igualmente divertidos. O destaque do parque é o Autorama, um toboágua de corrida totalmente radical, em que você desce em alta velocidade, além do conjunto de piscinas, em que cada uma tem uma temperatura diferente da água. O Lagoa ainda oferece ótima música ao vivo e ótimas lanchonetes de petisco e comida para quem prefere passar o dia torrando no sol na Ecopraia. Esse parque aquático é perfeito para quem tem aquele grupo de pessoas que querem relaxar e que querem curtir os brinquedos. É possível fazer os dois o dia inteiro e você nem sentirá a hora passar. O último parque aquático da viagem foi o diRoma Acqua Park , o principal parque aquático do grupo diRoma, localizado bem no centro da cidade. O diRoma é facilmente identificado pelo vulcão gigante com toboáguas, onde ficam as melhores atrações do parque. Construído em uma ladeira, o diRoma possui quatro níveis diferentes interconectados por escada, não sendo nada acessível para pessoas com necessidades especiais. Similar aos seus vizinhos em Caldas Novas, tem uma piscina de ondas gigante com música e aulas de dança, e com ótimos lugares para pegar sol. Para quem gosta de adrenalina, o parque possui ótimos toboáguas de corpo, de bóia e de tapetes! Assim como o Lagoa, o diRoma também tem águas em diferentes temperaturas espalhadas pelas piscinas do parque. Para quem gosta de relaxar, o parque oferece um conjunto de pequenas piscinas com água quente para comer e curtir o bar. Depois do diRoma, foi o tempo de dormir mais uma noite e partir em direção à Goiânia para pegar o voo de volta na segunda-feira. Sinto que Caldas Novas é um destino que, apesar de não ter atrações novas o tempo todo, é perfeito para voltar continuamente, especialmente para relaxar nas águas quentes (as mais quentes que já vi no Brasil! - e eu falo com propriedade porque eu AMO água quente e sou muito chato com a temperatura da água). É um destino pequeno, com todas as atrações sendo bastante próximas umas das outras, sem necessidade de alugar carro - dá para se virar bem com táxis e Ubers, com corridas no preço médio de R$ 20. Entretanto, os Ubers normalmente não gostam de levar somente à ida para parques como Hot Park e Lagoa, e se aceitarem sua corrida, vão pedir para combinarem com eles a volta, à parte. As refeições na cidade e nos parques aquáticos variam de R$ 30 a R$ 45, mas são de extremo bom gosto. Com certeza não demorarei para voltar da próxima vez, especialmente se o Hot Park resolver trazer mais uma mega atração como o Turbilhados. Quanto custa viajar para Caldas Novas? Data: Maio de 2023 Período: 4 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Goiânia-Rio de Janeiro: R$ 486 (via Latam) Passagem rodoviária Goiânia-Caldas Novas-Goiânia: R$ 120 Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 20 Preço Caldas Novas-Hot Park-Caldas Novas: R$ 160 Preço Caldas Novas-Lagoa Termas Parque-Caldas Novas: R$ 40 2) Hospedagem (dividido por 2) 3 noites no L'Acqua diRoma I: R$ 317,50 3) Ingressos e passeios Hot Park: R$ 159 Kitakas: R$ 40 Lagoa Termas Parque (com almoço): R$ 134,90 diRoma: R$ 120 4) Diversos Comida: R$ 500 TOTAL (por pessoa): R$ 1.597,40 (custos 1 à 3) + R$ 500,00 (custo 4) = R$ 2.097,40 Roteiro: 11/mai - Chegada em Caldas Novas / Kitakas 12/mai - Hot Park 13/mai - Lagoa Termas Parque 14/mai - diRoma 15/mai - Retorno ao Rio de Janeiro << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para o Beto Carrero World e Balneário Camboriú
Tudo que você precisa saber do Beto Carrero World, Cascaneia e em outros parques de Santa Catarina ao redor da região de Balneário Camboriú! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Florianópolis | Balneário Camboriú | Pomerode | Gaspar | Penha | Capão da Canoa 26 de jan. de 2023 Desde quando o Acqualokos, um parque aquático e de diversões no litoral gaúcho, inaugurou a La Inversa, uma montanha-russa invertida feita pelo próprio parque, queria ir até o Sul para poder experimentá-la. Quando vi que tinha uma promoção de passagem aérea para a cidade de Florianópolis, não pensei duas vezes antes de comunicar aos meus amigos que gostaria de visitar o Acqualokos. Como os dois são parqueiros de coração como eu, estendemos o roteiro, e fizemos de uma visita a um parque aquático uma pequena viagem pelos parques do litoral sul do Brasil. O roteiro da viagem acabou que se tornou uma pequena reedição de uma viagem que havia feito com minha mãe em 2009 (vocês encontrarão alguns throwbacks!). Florianópolis fica quase no meio de todos os lugares que estávamos com planos para ir: 4 horas para o Acqualokos e 2 horas para o Beto Carrero World. Decidimos que para o Acqualokos precisaríamos de hospedagem na cidade porque ficaria muito pesado a ida e a volta, mas deveríamos ter feito o mesmo em relação à região do Beto Carrero e Balneário Camboriú. O trânsito na região era muito intenso, o que nos cansou em dirigir todo o percurso necessário. Na volta de um parque, você está destruído e sem energia, então dirigir mais de uma hora não é recomendável. A região Sul do Brasil é lar de bastante parques aquáticos, como o Recanto da Natureza , o Água Show Park , Cascata Carolina , Araucária Acqua Park , Vale Encantado Thermas Park , entre outros. Entretanto, por mais que eu gostaria, seria impossível visitar todos em menos de 15 dias de viagem, contando os tempos de deslocamento. Escolhi os dois que estava mais curioso em conhecer e conjuguei com outros parques de diversões durante os quatro dias. Uma semana antes de viajar, eu peguei um resfriado super forte, que me derrubou na cama. Tive que começar um tratamento de choque antes de viajar, mas, mesmo assim, não consegui ficar 100% bom de saúde para que eu estivesse inteiro. Cheguei em Florianópolis aos trancos e barrancos, mas tinha que ressuscitar para os próximos cinco dias de viagem. Conseguimos uma pousada linda no Campeche, um bairro muito tranquilo de Floripa e começamos nossa viagem pelo litoral Sul. O sol brilhava no céu do sul e estava pronto para me divertir! Começamos o primeiro dia no Beto Carrero World , maior parque temático da América do Sul e um dos melhores do Brasil. O dia estava perfeito para o fim de janeiro, com público médio e dando para curtir todas as atrações. Conseguimos experimentar o Rebuliço, a mais recente atração adicionada ao parque, além de relembrar como é descer na Big Tower, agora repaginada com a temática Hotwheels. Assistimos os shows de Madagascar e o clássico O Sonho do Cowboy, e nos refrescamos no Madagascar Crazy River Adventure. As montanhas-russas, FireWhip e Star Mountain, estavam maravilhosas como sempre! O parque ainda prepara uma nova área temática para inaugurar, baseada nas arminhas de brinquedo Nerf. Já quero voltar para conferir! Atrações Rebuliço, Firewhip e Star Mountain no Beto Carrero World Saímos em direção ao Alles Park , um parque de diversões cultural que fica em Pomerode, na região de imigração alemã de Santa Catarina. O lugar é uma gracinha, possuindo arquitetura típica da Alemanha, e itens que os alemães gostam de comer e beber, como diversos tipos de cerveja, como Pilsen e IPA, além de sanduíches com salsichas. Além disso, tem uma banda tocando músicas famosas do país! A atração que destaca o Alles Park é a Vila da Neve, um espaço com neve artificial, tobogã de gelo, casas de Natal, cavernas e bonecos temáticos. É muito, muito frio! Se eu fosse um carioca mais resistente ao frio, com certeza teria ficado mais tempo! Outra opção muito legal é o brinquedão gigante, com piscinas de bolinhas, percurso de obstáculos e itens infláveis - o melhor é que adultos podem ir! Existem outros brinquedos, como carrossel, roda-gigante, aviõezinhos que sobem e descem, labirintos de espelhos, fontes de água dançantes, e playground, que são muito apelativos às crianças. O parque também oferece ótimas lojas, e assim, é um excelente lugar para passar a noite com a família. Vila da Neve no Allespark Aqui foi o ponto da viagem que deveríamos ter parado num hotel em Balneário Camboriú ao invés de voltar para Florianópolis, mas vencemos o cansaço e seguimos mesmo assim. No dia seguinte, pegamos a estrada de novo para o Cascanéia , o maior parque aquático do estado, e lar de um balanço radical gigantesco! Localizado em Gaspar, o Cascanéia fica em um vale, que, agregado com um calor absurdo que pairava sobre Santa Catarina, me causou uma baixa de pressão absurda! Além disso, o parque estava claramente superlotado, e todas as filas de alimentação eram gigantescas, até o ponto de acabar a comida. As atrações ficavam em espaços desconfortáveis para espera e até nas piscinas era impossível ficar em paz. Gostaria de visitar o Cascanéia outra época do ano, para ver se dou mais sorte. O fim de tarde e noite foi em Balneário Camboriú, que fica bem perto de Gaspar. Balneário oferece uma linda orla, com várias atividades. Os grandes atrativos da cidade são o Parque Unipraias e a roda-gigante , cada um localizado em uma extremidade da praia central. Ao longo da orla, dá para encontrar vários restaurantes de diferentes culinárias. Mas, foi nas ruas de Balneário que jantamos uma ótima pizza tradicionalmente italiana no Jacaré Vermelho (Rua 3020, 60). Outras opções legais para se divertir em Balneário Camboriú incluem o Barco do Capitão Gancho , o Aquário , passeios de jet ski e o restaurante mexicano Guacamole . Orla de Balneário Camboriú em 2009 Yoohoo! Barco do Capitão Pirata Começamos a longa viagem até Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, bem cedo! O trajeto descendo o litoral catarinense e entrando no litoral gaúcho é maravilhoso, com belas paisagens únicas no caminho. Chegamos no Acqualokos às 12h, e mesmo chegando duas horas após a abertura do parque, foi um dia excelente! O parque estava com um público muito tranquilo e sem nenhuma fila em qualquer atração. A mistura entre parque de diversões, parque aquático e fazenda é ótima, sendo possível ter diferentes tipos de diversão ao longo do dia. Lembra que eu estava animado para conhecer a La Inversa? Ela não decepcionou! A montanha-russa me deu algo que eu não sentia há algum tempo: medo! Ao fim do dia, assistimos ao belíssimo pôr-do-sol na praia principal de Capão da Canoa. Montanha-russa La Inversa no Acqualokos Chuá Mountain no Acqualokos Voltamos para Florianópolis no dia seguinte pela manhã, em que aproveitamos para conhecer um pouco do centro da cidade histórica, começando pelo Armazém Rita Maria, uma fábrica histórica restaurada que tem uma Starbucks e restaurantes gourmet, e seguimos para marcos como o Mercado Municipal e a Figueira, uma árvore centenária que se esparrama por toda a praça. Recolhi todos os meus medos e comecei a andar na área destinada a pedestres da Ponte Hercílio Luz, a ponte pênsil símbolo da capital catarinense que foi recentemente restaurada. Pude reeditar algumas fotos de 2009, de quando fui pela primeira vez! O almoço e o começo da tarde foi no bairro Santo Antônio de Lisboa, com edificações coloniais e ótimos restaurantes de frutos do mar. Para terminar o dia, fomos até o Hard Rock Café no Villa Romana Shopping. Que lugar incrível! Centro Histórico de Florianópolis Mercado Municipal de Florianópolis 2023 no Mirante da Ponte Hercílio Luz 2009 no Mirante da Ponte Hercílio Luz Almoço em Santo Antônio de Lisboa Peguei meu voo de volta para o Rio de Janeiro com um belo sorriso no rosto! A 2023 Sol do Sul Tour foi a terceira vez que estive na capital catarinense, e sigo apaixonado por Florianópolis e suas belezas. Recomendo muito ficar na parte sul da ilha, que é mais tranquila e próxima ao aeroporto e ao centro. Essa viagem serviu para abrir 2023 de maneira linda, e foi muito importante viajar com meus amigos. Foi a primeira vez que convivemos tanto tempo juntos, já que moramos em cidades separadas. Super aconselho, você, que está pensando em viajar, reunir uma galera e ir conhecer um destino do Brasil. Quem sabe esse não pode ser um teste para uma viagem maior e internacional? O céu é o limite e o sol sempre ilumina! Quanto custa viajar para Santa Catarina? Data: Janeiro de 2023 Período: 6 dias Número de pessoas: 3 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Florianópolis: R$ 500 (via Latam) Gasto de gasolina: R$ 400 2) Hospedagem (dividido por 3) 5 noites na Pousada Altas Natureza em Florianópolis: R$ 505 1 noite no Hotel Serramar em Capão da Canoa: R$ 142 3) Ingressos e passeios Acqualokos: R$ 75 Allespark: R$ 60 (ingresso promocional com Vila da Neve) Beto Carrero World: R$ 190 Cascaneia: R$ 60 (ingresso estudante) Parque Unipraias: R$ 180 (combo Teleférico + Yoohoo + Ziprider) 4) Diversos Comida: R$ 600 TOTAL (por pessoa): R$ 2.110,00 (custos 1 à 3) + R$ 600,00 (custo 4) = R$ 2.710,00 Roteiro: 26/jan - Chegada em Florianópolis / Praia do Campeche 27/ jan - Beto Carrero World / Allespark 28/ jan - Cascaneia / Balneário Camboriú + Parque Unipraias 29/ jan - Acqualokos 30/ jan - Centro Histórico de Florianópolis + Ponte Hercílio Luz + Hard Rock Café 31/ jan - Santo Antônio de Lisboa / Retorno ao Rio de Janeiro "Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez" Frase sobre Beto Carrero << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para os parques de diversões do Canadá
Tudo que você precisa saber dos melhores parques e montanhas-russas do Canadá em um roteiro incrível de road trip entre Toronto e Montreal! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Nova York | Montreal | Québec | Toronto | Niagara Falls | Buffalo 15 de jun. de 2022 Meus planos feitos em 2019 para uma viagem pela Costa Leste da América do Norte eram perfeitos. A meta era começar na cidade de Atlanta, no estado da Geórgia (EUA), e seguir um caminho em formato de "U" invertido até a cidade Richmond, no estado da Virgínia (EUA). O objetivo principal era andar nas montanhas-russas mais radicais dessa região, que incluía o Canadá. A passagem pelo país seria rápida, apenas 4 dias: dois em Toronto e dois em Montreal. Em Toronto, sonhava com o Canada's Wonderland, além de conhecer uma das cidades mais cosmopolitas e internacionais do mundo. Em Montreal, tinha muita curiosidade em ver como era a experiência do La Ronde, um parque de diversões numa ilha, que ficava num rio gigantesco. Inclusive, essa ilha é vizinha à Île-de-Notre-Dame, onde acontece o Grande Prêmio de Montreal de Fórmula 1. Apaixonado pela F1 que sou, o Circuito de Montreal sempre foi o meu favorito, seja assistindo corridas ou jogando no videogame. Você pode conferir como foi a preparação para essa viagem (e toda ela em si!) no artigo da 2021 All the Bright Parks Tour . Mas, você se pergunta: "se eu tenho que ler um outro artigo para saber como foi essa jornada pela Costa Leste, o que eu estou fazendo aqui!?" Como eu disse no artigo da 2021 All the Bright Parks Tour, em 16 de Março de 2020, tudo foi pelos ares. A pandemia do novo coronavírus, agente causador da Covid-19 atingiu o mundo por completo e se tornou inviável fazer a viagem em Junho. Me lembro que no dia que tive o baque e a certeza de que não ia acontecer acredito que foi um dos dias que mais chorei na vida. Um sonho completo, que estava prestes a se tornar concreto, foi abaixo. Assim como milhares de outros sonhos ao redor do mundo. Assim como milhares de vidas interrompidas que não puderam colocar seu sonho para frente. Se você estiver lendo isso, agradeça por estar aqui. Baque tomado, era hora de botar os planejamentos na gaveta e juntar mais dinheiro, mas não desistir. O início de 2020 foi de muitas incertezas e de mais um percalço que eu não previa: por conta do trabalho, tive Síndrome de Burnout, que é o esgotamento mental com consequências no corpo físico. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) sempre me acompanhou desde criança, e por mais que eu já convivesse com alterações absurdas de adrenalina, o Burnout era algo que eu nunca havia vivido. Foram dois meses de licença médica para tratamento e recuperação, e durante essa licença, fiz uma lista de filmes intitulada "60 Filmes para Curar o Burnout". A meta era ver um filme por dia, além de ler livros. Há muito tempo atrás, um grande amigo meu havia me dado um livro de presente chamado "Cidades de Papel" (em inglês, Paper Towns). Na época, meu amigo e eu éramos muito adolescentes e morávamos muito distantes um do outro, portanto a dedicatória que ele fez para mim na época, era eu pegar a história do livro como um incentivo para nos vermos no futuro. A história trata sobre uma menina misteriosa, Margo Roth Spiegelman, que cresceu junto com Quentin, um menino com uma vida regular, sem grandes emoções. Quentin sempre foi apaixonado por Margo desde criança, mas as personalidades diferentes o separaram à medida que cresceram. Em uma noite, Margo o convida para fazer um monte de coisas desafiadoras, e no dia seguinte, some. Quentin fica sem saber o que de fato aconteceu para Margo sumir, mas começa a perceber pistas ao seu redor que possa indicar qual seria o paradeiro da garota. Com os seus amigos, Quentin começa uma jornada pela costa leste dos Estados Unidos. "Cidades de papel" são cidades inventadas pelos cartógrafos e inseridas nos mapas, a fim de que não sejam copiados - uma espécie de marca registrada. Uma cidade de papel não existe. Assim como também não existiu ida ao Canadá em 2021, depois que refiz o roteiro pela primeira vez. O Canadá continuava fechado devido às complicações da pandemia, e seria impossível executar o roteiro com o país incluso. Entretanto, tudo ainda estava pago: passagem aérea, hotel e ingressos. O que fazer? Por mais que me corroesse de ansiedade por dentro, a solução era uma só: adiar para 2022. Mas, os processos de adiamento da viagem foram extremamente cabulosos: problemas com reembolsos (fui parar até na Justiça!), problemas com validade expirada (e não tinha mais o que fazer) e até advogado que não me respondia. A dor de cabeça referente ao Canadá era crescente. Mas, aos trancos e barrancos, as situações iam se ajeitando e começava a nascer uma nova viagem para 2022, agora com 12 dias (e não quatro) e um roteiro com os parques de diversões mais underdogs (subestimados) da América do Norte. Diante de todas às dificuldades e empecilhos que foram aparecendo e um roteiro para lá de "diferentão", eu sabia que só poderia existir um nome para essa viagem. Ao reassistir à adaptação de Cidades de Papel pela 20th Century Fox, a viagem que nunca existiu (e que teimava em existir e vocês verão - até o fim) recebeu o nome de " Maple Towns Tour " ou " Tour pelas Cidades de Bordo ". O bordo (maple tree), árvore símbolo do Canadá ajudou a fazer esse trocadilho com o nome da história que exaltava exatamente o que eu ia fazer: me aventurar por lugares que muita gente não sabe da existência e que eu tive que perserverar muito para poder chegar até lá. A história de Cidades de Papel diz que cada um tem seu milagre - algo que te faz despertar e se sentir vivo. Meu milagre (sempre será) meu amor por montanhas-russas. Essas incríveis invenções da engenharia entraram na minha vida para eu viver uma série de aventuras (por quê não?) épicas, em que cada uma seria especial. Meu objetivo é ouvir cada vez mais das pessoas coisas como "não acredito que fez isso" ou sentir que meu coração vai explodir cada vez que encaro uma atração radical. É com esse pensamento que mesmo com tudo dando errado desde do começo, eu pensei numa frase do filme para continuar com todos os planos: "Arrisque-se, pare de viver de forma tão segura" A preparação do novo roteiro envolveu os três principais pontos do original: os parques Canada's Wonderland e La Ronde, e o Grande Prêmio da Fórmula 1 em Montreal. Mas, como seriam 12 dias em terras canadenses, pude abrir o roteiro para conhecer novos lugares, incluindo os parques de diversões que "ninguém liga" e ficam próximos às regiões de Montreal e Toronto. Mais do que parques, os novos dias permitiriam aproveitar mais as cidades, explorando os lugares que foram outrora colonizados por França e Inglaterra. Uma imersão cultural muito forte e que me deixou muito animado para praticar todo o francês que venho aprendendo há alguns anos. O Luís, o mesmo amigo meu que me acompanhou durante a 2021 All the Bright Parks Tour, entrou na onda de novo e aceitou participar dessa jornada ao Canadá! Quando compramos as passagens, ficamos animados que teríamos uma escala de aproximadamente 12 horas, na ida, na cidade de Nova York! Isso significaria que teríamos a oportunidade de ir no Six Flags Great Adventure, parque que deixamos duas montanhas-russas incríveis para trás em 2021 já que elas estavam fechadas. Parte I: Montreal Embarcamos no dia 15 de Junho de 2022 no Aeroporto Internacional de Guarulhos em um voo da LATAM com destino à cidade de Nova York com muita animação e cheios de sonhos prestes a serem realizados na bagagem. O voo foi tranquilo, chegando na cidade-que-nunca-dorme às 7:45 da manhã. Depois de todo o processo de fazer a imigração nos Estados Unidos e pegar o carro alugado para ir até o Six Flags Great Adventure , conseguimos chegar na estrada às 9:30. Isso nos dava aproximadamente 1h40 para chegar no Six Flags, irmos na El Toro e na Jersey Devil Coaster. Montanhas-russas Jersey Devil Coaster e El Toro no Six Flags Great Adventure Apesar de termos chegado mais tarde do que prevíamos, conseguimos fazer as duas montanhas-russas com folga e irmos em mais algumas outras, como a Kingda Ka e a Nitro. Quando saímos do parque para nos dirigirmos de novo ao aeroporto para pegarmos os voos para Montreal, a viagem tomou um rumo de ir por ladeira abaixo. Montanha-russa Nitro no Six Flags Great Adventure Mesmo saindo cedo do Six Flags, o trânsito nos atrasou muito e estávamos morrendo de medo dentro do carro de perdermos o voo. Mas, do nada, recebemos uma notificação nos nossos celulares que os nossos voos haviam sido cancelados, e que haviam sido remarcados para dois (!) dias depois. Uma remarcação como essa ia acabar com todas as chances de chegarmos à Montreal conforme o planejado e fazer tudo do roteiro. A aventura havia (de fato) começado. Quando chegamos ao aeroporto, o caos estava formado. Muitas pessoas estavam no balcão da Delta, companhia aérea que havíamos escolhido para fazer o restante dos voos. Sabíamos que teríamos trabalho para resolver o problema, porque enquanto estávamos no trânsito, tentamos resolver pelo telefone e não conseguimos absolutamente nada (mesmo após uma hora na linha). Depois de muitas horas na fila, chegou nossa vez no balcão e a Delta não apresentava solução para o nosso problema senão ir dois dias depois. As coisas só mudaram quando meu amigo soltou a frase: "Você quer que eu durma debaixo do seu balcão, senhora?". Nos EUA, as companhias aéreas não são obrigadas a dar hospedagem, alimentação ou qualquer tipo de compensação, como no Brasil. Uma supervisora chegou e resolveu nosso problema colocando para irmos à Montreal no dia seguinte à tarde. Não foi o ideal, mas era o que tínhamos. Mal sabíamos, inclusive, que essa situação era o prenúncio do caos aéreo no hemisfério norte em 2022. Reservamos um hotel perto do aeroporto e fomos na Times Square jantar e curtir o que havia sobrado do dia. Times Square A Times Square estava perfeita, como sempre. Cada vez mais tento absorver todo o conteúdo dos telões, mas sigo falhando. É muita informação! Jantamos no Junior's Restaurant and Bakery, um excelente lugar com tema retrô e pratos maravilhosos! Apesar dos problemas, foi uma noite especial, já que estava mais uma vez numa das cidades que mais amo no mundo e o Golden State Warriors (meu time de basquete) foi campeão. O dia seguinte foi agitado! Corremos para o aeroporto e voamos (finalmente!) até Montreal. Na imigração no Canadá, o oficial perguntou apenas qual era nosso objetivo de viagem, quanto de dinheiro tínhamos, onde iríamos nos hospedar, quanto tempo iríamos ficar e se conhecíamos alguém no país. Do Aeroporto de Montreal até o Airbnb que ficamos, foi um trajeto de meia hora, de Uber. O aeroporto até tem transporte para a cidade com ônibus, mas pelo custo/benefício, não valia a pena, já que dividindo o valor do Uber, daria o preço da passagem de ônibus. O Airbnb ficava perto da estação de metrô Crémazie, que nos levava de forma rápida até o centro da cidade através da linha 2-Laranja. O bairro ao redor do Airbnb era tipicamente residencial, muito aconchegante e pacífico. A arquitetura é típica dos subúrbios norte-americanos, com destaque para as escadas curvadas e torcidas, exclusivas de Montreal. Parque temático La Ronde visto do avião Montreal é a maior cidade de Québec, a província francófona do Canadá. Québec foi parte do que os franceses chamavam de “Nova França” e toda região teve extrema influência da cultura francesa. Entretanto, a província adquiriu sua própria identidade, e ela se difere de todo o restante do Canadá. Para um estudante de francês, foi ótimo ter essa vivência com o idioma! Pude compreender muita coisa que eu acreditava não compreender, além de poder praticar. A maior parte da população são descendentes de franceses, apesar de ter um grande número de imigrantes. Quem mora em Montreal, normalmente tem o inglês como segunda língua, “salvando a vida” de milhares de turistas que não falam francês. Basílica de Notre-Dame em Montreal Vieux-Montréal Montreal rapidamente ganhou meu coração pela sua cara de cidade grande e jeitão de cidade pequena. Todos os bairros da cidade são muito aconchegantes, especialmente a região do subúrbio residencial e o centro histórico. Mesmo o centro comercial sendo lotado de prédios, é vivo, cheio de apresentações artísticas e um ambiente ótimo para andar à perder de vista, principalmente na Île de Notre Dame, um dos maiores parques urbanos da cidade. O nome da cidade vem do Monte Royal, uma montanha localizada ao sul do centro da cidade. A montanha fica no Parc Mont-Royal, que também abriga o Belvédère Kondiaronk, em que se é possível ter uma vista panorâmica do centro. Mount Royal Os dias estavam com temperaturas muito amenas, variando de 15 a 19 graus, no verão (algo normal para a cidade). Sob pouca chuva, começamos o passeio pelo centro histórico de Montreal, que se estende desde os arredores da Place Jacques-Cartier até a região da Basílica de Notre-Dame. Começamos o passeio a pé pela Basílica, descendo na estação Place d'Armes. A Basílica de Notre-Dame tem dois passeios: o walking tour cultural e o espetáculo Aura. Por conta do horário, escolhemos o Aura, e ficamos extremamente surpreendidos com uma produção cheia de lasers, projeções e trilha sonora poderosa. Aura usa todo o belíssimo interior neogótico de Notre-Dame para ser o cenário do espetáculo - algo que nunca tinha visto no mundo até então! Basílica de Notre-Dame Andamos pelas ruas históricas de Montreal, e adoramos reparar na arquitetura com traços do neoclássico e do barroco francês. As ruas estavam decoradas com bandeiras quadriculadas em comemoração ao fim de semana do Grande Prêmio da Fórmula 1. Confesso que eu estava muito feliz, muito muito muito feliz, de estar caminhando nas ruas de Montreal durante o fim de semana da F1, algo que eu sempre fui apaixonado desde a infância. A cidade estava cheia de turistas, todos uniformizados com as camisas das equipes. Sensacional! As ruas de Montreal têm muitos restaurantes, boutiques, galerias de arte, lojas de souvenires e bares de alto padrão. O clima é maravilhoso! Outro ambiente muito legal é o Velho Porto de Montreal, onde estão localizadas diversas atrações, como labirintos de escapar, o antigo relógio, feirinha de artesanato, restaurantes, apresentações do Cirque du Soleil e a gigantesca roda-gigante La Gran Roue de Montreal. Antes de voltarmos ao Airbnb e descansar, paramos na Pizzeria Rosconi, um ótimo restaurante bonito e barato em que provamos o prato mais tradicional de Montreal: o poutine, que é um punhado de batatas fritas e queijo coalho coberto com um molho de carne. É DELICIOSO! Confesso que comeria um segundo se tivesse espaço na barriga... Uma ótima maneira de encerrar um primeiro dia lindo em Montreal. Ah, muito importante: os restaurantes no Canadá cobram pela tip (gorjeta) e você é muito indicado a pagá-las. As porcentagens são altas: variam de 18% a 25%. Poutine No dia seguinte, acordamos cedo e tomamos café no Tim Hortons, a mais famosa lanchonete do Canadá (tem absolutamente em TODO lugar). Alimentados de croissants doces e salgados, começamos a viajar até o Six Flags Great Escape, distante 270 km e aproximadamente 2h 45 minutos do centro de Montreal, localizado na cidade de Queensbury, nas montanhas do estado de Nova York nos Estados Unidos. O ponto de destaque do caminho é atravessar a fronteira terrestre com os Estados Unidos. As perguntas do agente imigratório dos EUA não são diferentes das que fazem nos aeroportos. Tenha em mente que para atravessar a fronteira EUA/Canadá é necessário visto estadunidense válido e para voltar ao Canadá, é necessário visto canadense físico válido (o eTA não é aceito). O trajeto é bem tranquilo, com pouco trânsito e trechos retos em sua grande maioria, além disso toda a estrada é cênica, com belíssimos cenários nas montanhas. Centro de Montreal O Six Flags Great Escape é um dos parques de diversões mais regionais da rede estadunidense, mas nem por isso é decepcionante. É o Six Flags mais “diferentão” já visitado por mim! Como é localizado no meio das montanhas do estado de Nova York, a temperatura estava 12 graus mesmo sendo verão. Os brinquedos são bem tradicionais, sendo os grandes destaques a Comet, uma montanha-russa de madeira lendária e cheia de airtime, e o Outlaw, um booster melhorado que causa emoção e terror ao mesmo tempo. O legal desse Six Flags é que você precisa se entregar a experiência dele nas montanhas, e não esperar que ele seja um lugar radical como costumam ser os outros parques da rede. Tudo nele é super fofinho e tem um grande apelo para as famílias. Depois do parque, passamos no The Outlets at Lake George, e quando chegamos de volta a Montreal, jantamos no A&W, uma rede de fast-food muito presente no Canadá. Brinquedo radical Outlaw e montanha-russa Steamin' Demon no Six Flags Great Escape Por conta do contratempo que o cancelamento do voo causou na viagem, tive que fazer o La Ronde no mesmo dia do Grande Prêmio da Fórmula 1. Estava profundamente preocupado em ter que dividir meu dia entre os dois locais, mas como estavam na mesma ilha, deu tudo certo! O "Six Flags do Canadá" não faz feio. O parque é muito bonito e muito limpo, e tem uma mega estrutura de alimentação e shows. Com exceção da Ednor, todas suas montanhas-russas são muito boas, com destaque para a Goliath e seus ótimos airtimes (a sensação de sair do banco!), e para a Vampire, a melhor deste modelo de montanha-russa invertida que já andei. O La Ronde também tem muitos brinquedos radicais e familiares que são destaques, como o excelente Demon, o Gravitron e o frisbee Titan, à beira do lago. Outra característica maravilhosa do La Ronde é ele estar localizado em uma ilha e em toda atração alta, você pode ver o gigantesco Rio São Lourenço e o skyline de Montreal. Montanhas-russas Batman e Goliath no La Ronde Biosphère O momento da Fórmula 1 foi algo muito surreal para mim. Durante muito tempo da minha vida, desde da época que eu tinha 10 anos, eu assistia F1 e ficava apaixonado pelo modo como os carros corriam, e principalmente pelos desafios dos circuitos, que eu podia experimentar no videogame. Eu me apaixonei por alguns circuitos, mas paixão nenhuma era maior que o circuito de Montreal. As longas retas e as curvas desafiadoras me faziam dar tudo de mim, e não demorou muito para eu conseguir vitórias. Além disso, foram anos admirando o circuito pela televisão, vendo o La Ronde ao fundo e os carros correndo na Île de Notre Dame. Pisar na ponte que me levaria ao circuito e ver tudo decorado para a Fórmula 1 me fizeram chorar instantaneamente e eu estava em um êxtase que durou até a largada da corrida, em que o barulho dos 20 motores de cada carro estavam em sincronia na primeira volta. Uma experiência definitivamente surreal que eu jamais irei esquecer. Não podia acreditar que eu estava atravessando a ponte para a ilha, que eu estava uniformizado com a minha equipe favorita, que eu estava pisando no lugar que admirei toda minha infância e adolescência. Foram 2h e 30 minutos de pura emoção, e ainda tive um excelente poutine de costela para me acompanhar. Não vejo a hora de voltar a Montreal em um final de semana do Grande Prêmio e estar rodeado de novo daquele clima que só a Fórmula 1 traz à cidade - um sentimento único de comunidade. Marmotas, símbolo do Canadá e que sempre aprontam nas corridas! Outra cidade grande da província de Québec é Québec City, um pouco mais acima do Rio São Lourenço. Para chegar, saímos de Montreal bem cedo em direção à Estação Central para pegarmos o trem da VIA Rail, uma das principais companhias de trem do Canadá. A VIA Rail é uma ótima alternativa ao carro e ao avião para viajar dentro do país de maneira confortável e com bom custo/benefício. A viagem até Québec foi super tranquila, e com paisagens verdes agrícolas. Chegamos na Gare du Palais na metade da manhã. Tanto eu quanto meu amigo ficamos impressionados o quanto a arquitetura de Québec é mais próxima ainda da francesa. Gare du Palais Depois de apreciarmos o interior (e exterior!) sensacional da Gare du Palais, pegamos um ônibus em direção à Chute Montmorency, uma catarata no norte da cidade. A catarata tem 84 metros, sendo mais alta que qualquer catarata em Niagara. No parque urbano da Montmorency, é possível apreciar a catarata de vários ângulos possíveis, com escadarias que circundam toda a área. Além disso, tem teleférico cênico e tirolesa que passa na frente da catarata! Eu escolhi passar pela ponte pênsil que fica no topo da Chute Montmorency, vencendo todo o medo de altura que há armazenado dentro de mim. Uma visão linda! Chute Montmorency Eu raramente vou à uma cidade se um parque não estiver presente, e com Québec não foi diferente: dentro do shopping Galeries de la Capitale, está o Méga Parc , um exemplo de parque indoor. Sua temática é toda steampunk, e tudo foi muito bem feito para que alcançasse a perfeição. O parque é para toda família, com brinquedos radicais, familiares e infantis. A Electro, uma montanha-russa, percorre o teto do Méga Parc e tem um percurso super rápido, além de ter tido o trecho no escuro mais no escuro que já presenciei na vida! O shopping também tem muitas lojas boas, como a Lids, BestBuy, Toys R Us, e sendo um lugar perfeito na cidade de Québec para passar a tarde. Montanha-russa Electro e roda-gigante no Méga Parc A última parte do dia em Québec foi no seu centro histórico. Começamos pelo Porto Velho de Québec, e seguimos a Rua Dalhousie até a Place d'Armes, onde fica um dos símbolos da cidade, o Castelo Frontenac, hoje um hotel Fairmont. Da praça, saem diversos ônibus de City Tour, porém resolvemos seguir a pé, devido aos altos preços. As ruas da parte alta de Québec têm muitos restaurantes de várias nacionalidades, além de sorveterias e bares de vinho. Um dos edifícios mais lindos dessa parte é a Hôtel de Ville (Prefeitura) de Québec. Château Frontenac A vista da parte alta para o rio São Lourenço é deslumbrante (sabia que esse rio deságua no Polo Norte?), e tem uma brisa maravilhosa! Descemos até a parte baixa pelo Funicular. Saímos na rua principal da parte baixa, a Rue du Petit Champlain, onde temos inúmeros restaurantes, sorveterias, docerias e lojas de souvenires cheias de produtos do Canadá. As docerias tem produtos incrivelmente gostosos, que lembram os da França. Gostaria de ter ficado até o fim da noite nessa parte, mas eu e meu amigo caminhamos lentamente pela orla do rio e pela marina até a estação Gare du Palais. Toda região é um grande círculo, sendo perfeita para andar e não se perder. Aproveitei para tirar muitas fotos em cenários únicos, que eu nunca tinha visto parecido na vida! Rue du Petit Champlain Ao chegar na Place Jean-Pelletier, em frente à Gare du Palais, notamos um monte de cadeiras de aço fincadas no chão, cada uma com uma frase ou poema em diferentes línguas sobre aproveitar a vida. Sentamos ali para simplesmente passar o tempo e esperar a hora de embarcarmos no trem. Ao chegar de volta em Montreal, terminamos o Ato I no 3 Brasseurs, uma cervejaria tradicional da França. Comi o último poutine da viagem, dessa vez gigantesco, e seguimos rumo à Toronto na manhã seguinte. Deixávamos o poutine, as escadas curvas, o francês e o clima agradável de Québec para trás. Parte II: Toronto Mais um aeroporto, mais um momento de caos. O meu voo para Montreal atrasou quatro horas, complicando o planejamento do primeiro dia numa das cidades mais internacionais do mundo, Toronto. Felizmente, contamos com o apoio e a amizade de duas pessoas incríveis na cidade, o Vinycius e o Laércio. Minha amizade com o Vinycius data desde 2010, e para mim, ter esses dias com ele foram muito especiais, e apesar de ter visto o Laércio pessoalmente poucas vezes, pareceu que éramos amigos há muito tempo! Ambos deram um show de hospitalidade, companheirismo e amizade. Sempre serei eternamente grato à eles! O plano inicial era estar no Canada's Wonderland, o maior parque de diversões do Canadá, às 10h, em sua abertura, porém com o atraso do voo, só conseguimos chegar lá às 12h (isso porque os meninos me pegaram no aeroporto de carro). Apesar do contratempo, chegamos num Canada's Wonderland com público mediano, o que foi ótimo para nos concentrarmos nas 16 montanhas-russas do parque. O lugar é gigantesco, com um line-up de brinquedos radicais invejável a qualquer outro parque no mundo - inclusive, acho difícil existir algum que bata o Wonderland. Como esperado de um parque da rede Cedar Fair, ele é extremamente lindo, bem cuidado e limpo, com algumas áreas temáticas retratando muito bem (de forma simples) o tema proposto. Montanhas-russas Leviathan e Yukon Striker no Canada's Wonderland O caminho de transporte público (ônibus + metrô) até o Canada's Wonderland é longo, mas é a maneira mais barata de ir e voltar do parque. Por mais que quiséssemos conhecer Toronto, estávamos destruídos. No dia seguinte, renovados e prontos para andar pela cidade, começamos pelo Royal Ontario Museum, um dos museus mais importantes do Canadá. As exposições variam desde artigos e peças históricas das civilizações, biologia, mineralogia, paleontologia, arqueologia até itens da cultura canadense do passado e do presente. O museu também tinha uma exposição exclusiva de Animais Fantásticos, algo que nunca tinha visto fora de um parque temático! Traje original de Newt Scamander Crânio de Unicórnio Peças do Royal Ontario Museum O almoço foi num McDonald's, porque eu queria saber como era a experiência em um canadense. Todo e qualquer Mc do Canadá tem a folha do bordo no logo, um toque muito fofo. O poutine, que pedi também em curiosidade, foi o pior que comi na viagem (apenas batata-frita com molho de carne jogado de qualquer jeito em cima), mas não fiquei surpreso já que é um fast-food. Depois de estarmos alimentados, seguimos debaixo de um calor castigante na cidade, para as Toronto Islands, um conjunto de ilhas no lago Ontário próximo à costa da cidade. As Toronto Islands são quinze ilhas, mas as barcas que saem do Jack Layton Ferry Terminal têm três destinações diferentes: Ward’s Island, Centre Island e Hanlan’s Point. Em Ward’s Island, você encontrará a visão mais panorâmica do skyline de Toronto e a Ward’s Island Beach, uma ótima praia para passar o dia. Em Hanlan’s Point, fica a praia de nudismo Hanlan's Point Beach e o Gibraltar Point, um dos faróis mais antigos de Toronto. Pegamos o ferry até a Centre Island, em que fica localizado a maior parte das atrações da Toronto Island: o restaurante Toronto Island BBQ & Beer Co., o William Meany Maze, a Centre Island Beach (a maior praia da cidade) e o Centreville Amusement Park , um parque de diversões infantil muito fofo e histórico. O lugar é onde as crianças de Toronto crescem e têm seu primeiro contato com a adrenalina. O clima rústico e nostálgico se estende por todo o Centreville, e ao seu redor, está o Lago dos Patos, com ótimos pontos de sombra e relaxamento na natureza. Centreville Amusement Park O verão em Toronto é tão quente quanto o verão no Rio de Janeiro, e confesso que estava difícil caminhar pelas ilhas, mesmo com as árvores. Antes de pegar o ferry de volta à cidade, uma parada deitada na grama somente para curtir o “tempo parar” se fez mais que necessária! Toda a região das Toronto Islands é arborizada, com milhares de espécies diferentes, incluindo algumas frutíferas! Facilmente dá para passar uma tarde inteira, aproveitando o Centreville, a praia de Centre Island, e o Toronto Island BBQ & Beer Co., um bar ao lado da estação do ferry perfeito para assistir o pôr-do-sol na skyline de Toronto. Da estação de ferry em Toronto até o principal símbolo da cidade, a CN Tower, é muito perto. O local onde a CN Tower fica é quase como um “centro de entretenimento" da cidade! Tem a Scotiabank Arena, arena onde joga o time Toronto Raptors de basquete; o Maple Leaf Square, um shopping com lojas gigantescas de esporte; o Toronto Railway Museum, o maior museu ferroviário do Canadá; o Ripley’s Aquarium of Canada, o maior aquário de Toronto e o Rogers Centre, estádio multiuso em que jogam os times de baseball, o Blue Jays, e futebol, Toronto FC, da cidade. CN Tower A Canada’s National Tower (CN Tower) foi construída originalmente para melhorar as radiocomunicações de Toronto, que estava com um rápido crescimento de prédios que atrapalhavam os sinais. Hoje, a CN Tower abriga antenas que são usadas por inúmeras empresas, além de uma infraestrutura turística. Como a maioria dos observatórios turísticos, a experiência começa já nos primeiros andares, em que você conhecerá toda a história da torre. Nos 346 metros do andar de observação, você poderá ver toda a cidade de Toronto, as Toronto Islands, e se o tempo estiver bem limpo, o estado de Nova York nos Estados Unidos (do outro lado do lago Ontário!). Caso você esteja disposto a pagar um pouco mais, você poderá ter acesso ao Skypod, um andar a 443 metros de altura - o maior no Ocidente! Se você gostar MUITO de adrenalina, você ainda poderá experimentar o EdgeWalk - uma caminhada na beira do teto do andar de observação! Você fica preso apenas por uma corda de aço… Tem coragem? Ah, uma coisa muito importante: o EdgeWalk esgota muito fácil - tem que reservá-lo com antecedência! Depois de toda a adrenalina das alturas, uma loja de lembranças gigantesca com itens do Canadá te aguarda na saída (prepare o bolso!). A próxima parada do dia foi a realização de mais um sonho: assistir a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada! A peça original da Broadway estava em curta temporada em Toronto no CAA Ed Mirvish Theatre e eu estava MUITÍSSIMO animado para ver como era essa experiência ao vivo. Mas, o caminho foi com emoção: procurando o bilhete de metrô na minha mochila, acabei deixando minha carteira cair e só fui perceber na plataforma do metrô! Sorte que os guardas do metrô viram isso acontecer e a guardaram para mim! Meu coração simplesmente estava disparado! Só fui me acalmar nos momentos iniciais da peça, quando eu finalmente estava de volta ao mundo bruxo! Terminamos o dia no Riverdale Park, uma área verde gigantesca com uma linda vista do skyline de Toronto. Algo que te faz se perder no tempo enquanto admira a noite de Toronto. Depois de ver as luzes dos prédios cintilarem, fizemos um pequeno city tour na madrugada, começando pelo Osgoode Hall, o complexo gigantesco da Prefeitura de Toronto e o Ontario Legislative Building no Queen’s Park. Prefeitura Ontario Legislative Building Osgoode Hall O segundo dia no Canada’s Wonderland foi perfeito para aproveitar os muitos brinquedos radicais que o parque tem. Fortemente recomendo essa segunda visita, já que no verão tudo costuma ficar com muita fila e é impossível você aproveitar as 17 montanhas-russas e os outros brinquedos no mesmo dia! Inclusive, nesse segundo dia, o Wonderland estava lotado! Inúmeras excursões escolares e um sol de rachar deixaram o dia perfeito para aproveitar os brinquedos radicais, que tinham filas bem menores. Dormimos cedo para estarmos prontos cedo pela manhã para iniciar a viagem até Niagara Falls. Brinquedos radicais Shockwave e Sky Hawk no Canada's Wonderland Fomos de Toronto direto até o Seabreeze , um parque de diversões histórico localizado à beira do lago Ontário, perto da cidade de Rochester, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. Atravessamos mais uma vez a fronteira, e dessa vez foi bem mais tranquilo, com o oficial nos perguntando apenas onde iríamos e quanto tempo íamos ficar nos EUA. O Seabreeze oferece uma experiência conjunta de parque de diversões com parque aquático, e seu ambiente lembra uma grande praia, com cheiro de praia e brisa de praia. Suas estrelas são suas 3 montanhas-russas: a Jack Rabbit, uma montanha-russa de madeira de 100 anos e que opera 100% através de 4 alavancas; a Bobsleds, uma montanha-russa de suportes de madeira e trilhos de aço com um percurso bem doido e uma experiência única na vida, e a Whrilwind, uma montanha-russa spinning com giros maravilhosos e que se tornou a minha favorita desse modelo. Os brinquedos são clássicos, com destaque para a velocidade do surf Time Machine e o lindíssimo Log Flume. Tudo de muito bom gosto e uma curiosidade bem legal é que eles tentam manter o clima dos anos 80 com pontos de foto temáticos e construções antigas. Montanhas-russas Giant Dipper e Whrilwind no Seabreeze Saímos correndo do Seabreeze para o Six Flags Darien Lake , o parque temático mais radical e mais emocionante perto de Niagara Falls (apenas 1 hora de distância!). O Darien Lake foi uma surpresa super agradável, entregando o melhor atendimento de todos os Six Flags que já fui até 2022 (só falta St. Louis e Frontier City), encontrando pelo parque funcionários felizes e preocupados com o bem-estar do visitante. Todos os brinquedos estavam funcionando perfeitamente, sem parada técnica, apesar da política do parque de rodar todas as montanhas-russas com apenas 1 trem. O trilho de aço na curva mais agressiva da Predator colocou a experiência lá no alto, deixando o trecho suave como uma manteiga. Ride of Steel é uma montanha-russa lendária e entregou uma experiência de intensidade e airtime sensacional. Clone da Iron Shark, a Tantrum, que se tornou minha 400ª montanha-russa, é cheia de momentos UAU e é uma excelente montanha-russa compacta e rápida. Tem atrações para todas as idades e me diverti bastante e espero ver novidades nele em breve, porque eles merecem. O clima do parque é super alegre com excelentes músicas! Montanhas-russas Tantrum e Ride of Steel no Six Flags Darien Lake Passamos um susto na chegada da fronteira do Canadá porque não havíamos feito os formulários ArriveCAN de controle contra a COVID-19 e não tínhamos internet para fazermos na hora. Sorte nossa que o oficial era bem amigável e nos deixou passar quando viu nossos cartões de vacinação… Já pensou a treta? Chegamos em Niagara Falls já à noite e eu simplesmente não conseguia acreditar no que eu estava vendo! A cidade é como uma “mini Las Vegas”, cheia de luzes coloridas, neons e atrações turísticas! Uma perfeita cidade do entretenimento no melhor modo que a América do Norte sabe fazer! Fiquei super encantado e não via a hora de explorá-la. Passamos a noite no Kings Inn near the Falls, um excelente hotel/motel, com um gerente super atencioso, além de ter tudo dentro do quarto muito limpo e conservado. Com certeza o melhor hotel desse tipo que já tive nas minhas viagens! Acordamos e seguimos direto para o Marineland , um parque enigmático que causou um paradoxo na minha cabeça. Entrei no parque esperando o pior e até agora não sei de fato o que encontrei. O parque parece um bosque medieval com brinquedos espalhados por muito mato e muitas árvores, com caminhos longos e bastante caminhada para se chegar nas atrações. A temática do parque está super conservada e foi muito bem executada, com um nível de detalhe estrondoso. Os brinquedos estavam todos funcionando, com operação rápida, e todos fornecendo uma experiência muito boa! Os destaques são a Dragon Mountain, uma montanha-russa raríssima com um elemento único no mundo (nó-de-gravata), longuíssima, com uma grande quantidade de forças G e trechos "criativos" como um helix dentro de um vulcão, cavernas e trechos retos; o Star Voyager, um brinquedo que parece a versão melhorada do top scan, e que se tornou meu brinquedo favorito da vida, e o SkyScreamer, uma torre que opera com propulsão e queda livre ao mesmo tempo, fornecendo uma visão DE TIRAR O FÔLEGO das Cataratas do Niágara. O ponto triste fica por conta dos tanques com 38 belugas e a orca solitária Kiska. Torço para que o parque se livre dos animais o quanto antes (apesar de saber que seja improvável) e assuma o posto de uma das maiores atrações de Niagara Falls. Torres do Skyscreamer e montanha-russa Dragon Mountain no Marineland Como uma viagem à Niagara Falls não seria completa sem um contato próximo com as cataratas, fizemos o pequeno cruzeiro para todo o complexo, incluindo os lados estadunidense e canadense. Recomendo muito comprar o passeio online através do site da Niagara City Cruises , o que garante um embarque muito rápido. Se você estiver se perguntando se existe muita diferença entre a experiência das Cataratas do Iguaçu e das Cataratas do Niágara, a resposta é SIM! Iguaçu é um cenário muito mais selvagem e radical (principalmente com as aventuras do Macuco Safari), enquanto Niágara é mais urbano e contemplativo. Mas sabe qual é o melhor disso tudo? Nas duas cataratas você pode se molhar com uma das maiores obras incríveis da natureza! Simplesmente inesquecível. Niagara Falls com lado estadunidense à esquerda e canadense à direita A tarde em Niagara Falls foi excelente! Começamos pelo Casino Niagara, um cassino enorme com vários tipos de jogos diferentes. Meu amigo é um mestre do Blackjack e conseguiu descolar uma ótima oportunidade para termos um jantar maravilhoso no fim do dia - 25 dólares viraram 75 dólares! Poderíamos ter ido na Niagara SkyWheel, mas como já tínhamos tido uma linda visão do topo da torre do Marineland, fomos na montanha-russa da casa mal-assombrada House of Frankenstein (que custa 13 dólares canadenses), construída no topo de um Burger King! Ficamos andando pela cidade, e são muitas atrações para aproveitar! Niagara Falls tem um Ripley's Believe It or Not! (museu de coisas bizarras), a Upside Down House (uma casa maluca de cabeça para baixo), o Movieland Wax Museum (um museu de cera de celebridades), o Great Canadian Midway (um imenso fliperama), o Dinosaur Adventure Golf (um percurso de minigolf), a Niagara Speedway (um circuito de kart) e inúmeras lojas para você aproveitar os mais variados produtos feitos de maconha, que é 100% liberada no Canadá para uso recreativo! O tardio pôr-do-sol se aproximava e tínhamos duas opções para jantar: o restaurante do topo da Skylon Tower, uma torre de observação gigantesca em frente às Cataratas ou o Rainforest Café, um restaurante temático maravilhoso de florestas tropicais. Como não podíamos gastar muito, escolhemos a opção mais econômica, o Rainforest Café, e que foi extremamente acertada! A comida estava deliciosa e terminamos de jantar a tempo de garantir uma vaga para assistir o incrível show de fogos nas Cataratas do Niágara, que estavam todas iluminadas. Uma das experiências mais incríveis e surreais da minha vida! Estava explodindo de felicidade junto com os fogos! Ter assistido os fogos me fez misturar esse sentimento de felicidade com a sensação de viagem cumprida. Mesmo com todos os contratempos que enfrentamos desde do início, tudo der dado certo no final foi uma grande recompensa. O Canadá nos presenteou com dias lindos de sol, atrações e parques de diversões incríveis e momentos que com certeza levarei para todo sempre. É fato que saímos de Niagara Falls já com a missão de voltar e planejar a própria viagem para a cidade. Para os próximos anos, mais um parque de diversões deve nascer na região: o Niagara Amusement Park & SplashWorld. O último dia em Toronto foi para conhecer o centro histórico Old Toronto, onde fica o St. Lawrence Market, em que muitos artesãos e comerciantes da cidade vendem seus produtos, e restaurantes familiares, com a comida típica da cidade. Comemos um delicioso brunch e fomos direto para a Toronto Pride Parade, uma experiência única no universo LGBTQIA+. Em Toronto, a parada é um grande desfile de diversos setores da sociedade, que compreende desde órgãos públicos como bombeiros, enfermeiros, paramédicos e militares, até diversas empresas do país, esportistas, crianças e idosos! Um verdadeiro show de diversidade! Foi inevitável não me emocionar em vários momentos do dia, e ter a esperança que é possível realidades mais livres e desprendidas de preconceito e violência. Arrasou, Canadá! A volta para o Brasil foi cheia de problemas, mais uma vez, com a companhia aérea Delta. Felizmente, nenhum desses problemas de transporte são suficientes para tirar o brilho que a 2022 Maple Towns Tour teve! Realizá-la foi como fechar um capítulo pendente criado em 2019, com o planejamento do roteiro original na Costa Leste da América do Norte. Além de ter tido momentos incríveis e inesquecíveis, ficou o sentimento de quão forte pode ser nossa perseverança a realizar um sonho planejado com tanto carinho. Gostaria de deixar a minha gratidão ao Canadá, por ter me (deixado entrar! rs) recebido tão bem, ao Estados Unidos, por mais uma vez me proporcionar dias estupendos no estado de Nova York, aos meus amigos Vinycius e Laércio por terem me hospedado em sua casa com tanta hospitalidade e carinho, e ao meu amigo maravilhoso Luis Henrique por ter topado mais uma viagem comigo! ===== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Seabreeze. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2018. Foram 2 anos (e mais 1 extra) juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. Quanto custa viajar para o Canadá? Data: Junho de 2022 Dólar americano: R$ 5,30 Dólar canadense: R$ 4,05 Período: 12 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-São Paulo-Rio de Janeiro: R$ 535,00 Passagem aérea São Paulo-Montreal/Toronto-São Paulo: R$ 2.577,00 Passagem aérea Montreal-Toronto: R$ 588,00 Aluguel de carro (1 dia) Nova York: R$ 320,00 Aluguel de carro (1 dia) Montreal: R$ 282,00 Aluguel de carro (2 dias) Toronto: R$ 650,00 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 2) 5 noites em Montreal: R$ 432,50 5 noites em Toronto: Cortesia de nossos amigos Vinycius e Laércio ❤️ 1 noite em Niagara Falls: R$ 250,00 3) Ingressos GP de Montreal: R$ 750,00 Passe Diamond da Six Flags: R$ 830,00 Canada's Wonderland - Regular Season Pass: R$ 400,00 Marineland: R$ 275,00H arry Potter and the Cursed Child: R$ 500,00 CN Tower: R$ 200,00 Montanha-russa no Centreville: R$ 35,10 Méga Parc: R$ 100,00 Passeio de barco nas Cataratas do Niágara: R$ 165,00 4) Diversos Comida e compras: USD 1.000,00 (R$ 5.500,00) Pedágios/Gasolina: USD 100 (R$ 550,00) TOTAL (por pessoa): R$ 8.890,00 (custos 1 a 3) + R$ 6.050,00 (custo 4) = R$ 14.940,00 Roteiro: 16/jun - Six Flags Great Adventure 17/jun - Chegada em Montreal / Montreal Exploring Day 18/jun - Six Flags Great Escape 19/jun - La Ronde / GP do Canadá 20/jun - Québec City 21/jun - Montreal-Toronto / Canada's Wonderland 22/jun - Toronto Exploring Day 23/jun - Canada's Wonderland 24/jun - Seabreeze / Six Flags Darien Lake 25/jun - Niagara Falls 26/jun - Toronto Exploring Day 27/jun - Retorno ao Brasil “É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.” Cidades de Papel << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para o Beach Park em Fortaleza
Tudo que você precisa saber do Beach Park e o que fazer no Ceará em um roteiro incrível de cinco dias pelos principais locais do litoral do estado! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Fortaleza | Canoa Quebrada | Jericoacoara 19 de fev. de 2021 Ir no Beach Park sempre foi um sonho de infância. O parque aquático mais famoso do Brasil era o passeio preferido dos meus colegas de escola no ensino fundamental. A cada férias, cada um contava como foram as experiências nos toboáguas. Infelizmente, minha família não tinha dinheiro para viajar até Fortaleza, então eu cresci tentando imaginar como seria legal se um dia eu visitasse o Beach Park e pudesse experimentar tudo que eles experimentaram. Muito tempo se passou, nossa condição financeira melhorou, outras viagens apareceram, mas nenhuma delas foi para Fortaleza. Nesse período, o Beach Park se tornou praticamente outro parque diante daquele que eu sonhava na infância. Por conta do pouco espaço, muitas atrações tiveram que ser desativadas para vir outras, mais novas. Não poderia nunca mais experimentar o Sarcófago ou a Moreia Negra… Mas, a vida é isso. Saem atrações velhas para entrar novas, mais modernas. Quando comecei a trabalhar, eu já sabia em como eu iria investir meu primeiro salário: comprando uma passagem para Fortaleza! Até pensei em fazer um bate-volta de fim de semana só para ir para o Beach Park, mas eu sempre ouvi muitas coisas boas do estado do Ceará. Chamei meu amigo Paulo e compramos passagens para passar o Carnaval inteiro lá! Quem nos acompanhou também foi o Rodrigo, um amigo que fiz durante o intercâmbio no Walt Disney World . Pegamos o carro (um Uno 1.0) no Aeroporto de Fortaleza pela Unidas. Não sabíamos se um carrinho desse seria o suficiente para fazermos o que tínhamos planejado para o Carnaval, mas tinha que dar, já que era a nossa única opção e não tínhamos muita escolha! Passamos em um supermercado em Fortaleza para comprar itens para a roadtrip no litoral cearense e caímos na estrada em direção ao leste do estado. Quando passamos pela cidade do Beach Park, quase falei para pararmos o carro e entrarmos logo no parque, mas engoli minha ansiedade. O carro seguia pela estrada e eu estava prestes a descobrir que ia conhecer os lugares mais incríveis do Brasil. Seguimos a estrada até o município de Aracati, onde fica o distrito de Canoa Quebrada. A primeira parada foi na Barraca e Restaurante Antônio Coco, em que pudemos comer um ótimo almoço com os pescados locais e ótima água de coco. Curtimos a praia de águas mornas (para mim, um verdadeiro paraíso!) antes de fechar o tradicional passeio de buggy na região. Muitos bugueiros ficam ao redor do restaurante, então literalmente você só precisa escolher um. O passeio começou pela faixa litorânea da praia, em um cenário que me lembrou muito uma cena do jogo Forza Horizon. Eu já estava sem palavras em estar vivendo aquele momento, com o vento na minha cara, sentindo a brisa do mar e o barulho das ondas. Parecia que eu tinha me teletransportado para um paraíso onde nada mais importava e parecia que em algum momento eu iria me unir àquela paisagem belíssima das falésias de Canoa Quebrada. Paramos no símbolo do distrito, uma meia-lua com uma estrela. Existem várias versões do porquê do símbolo ser esse, mas a mais aceita pelos moradores como verdade é um paquistanês foi até a casa do escultor Chico Eliziário e pediu para Chico fazer uma lembrança da cidade para ele levar se volta ao seu país. Chico, então, fez a meia-lua e a estrela do Islã. Isso foi o suficiente para o encantar pelo símbolo, e o artesão começou a fazer várias peças que foram aceitas pela população e pelos turistas. Nascia assim, o símbolo definitivo da cidade. O passeio fica verdadeiramente radical quando ele chega nas dunas de Canoa Quebrada, e o buggy entra em alta velocidade nas grandes quedas! A sensação é muito similar com as quedas de uma montanha-russa e eu nem preciso dizer que amei, né? Ele percorre essas grandes dunas até a lagoa dos esportes radicais, em que você pode fazer uma tirolesa radical que termina na água! Confesso que estava morrendo de medo, mas amei MUITO! Uma sensação de liberdade absurda! Na volta, tivemos um tempo na Barraca Oásis, um ótimo lugar para dar um mergulho numa piscina natural e beber a bebida típica do local, o Mescal (que é deliciosa!). Na volta, o bugueiro nos deixou na lindíssima Duna do Pôr-do-Sol para vermos o… pôr-do-sol. Não decepcionou! Tudo fica instantaneamente laranja! Chegamos na Pousada Latitude para passar a noite, uma ótima pousada bem na praça central de Canoa Quebrada e ao lado da Broadway, a principal rua da cidade com comércio e restaurantes de variadas gastronomias. Um passeio a pé por Canoa Quebrada a noite é uma ótima maneira de conhecer um outro lado da cidade (mais pacato), ouvir o som do mar com mais força e relaxar vendo as lojas. Canoa é para você desacelerar, fingir que o tempo parou, e contemplar o tempo passar devagar. Um verdadeiro paraíso. Na manhã seguinte, retornamos à Fortaleza para… IR NO BEACH PARK ! Chegamos pela manhã em Aquiraz, cidade ao lado da capital em que fica o parque aquático mais famoso do Brasil! O complexo do Beach Park fica em Porto das Dunas, uma praia de ondas fortes mas com água morna. O primeiro lugar que você vê quando entra no complexo é a Vila Azul do Mar, um pequeno centro comercial com alta gastronomia, lojas de souvenires e quiosques. A entrada do parque fica bem em frente às areias da praia! EU NEM PUDE ACREDITAR QUE FINALMENTE HAVIA REALIZADO MEU SONHO DE ESTAR ALI! O Beach Park tem formato retangular e não é muito grande, mas ele tem atrações para todas as idades e gostos! Me diverti em várias atrações legais, como os toboáguas de cápsula do Arrepius, o funil do Vaikuntudo e os muitos toboáguas diferentes do Ramubrinká. Até mesmo o grandão Insano consegui encarar mais de uma vez! Vou te falar… ele nem é tão medonho assim! O tamanho assusta, mas depois que você desce, vira uma gostosa descida e um monte de água vem na sua cara! Por ser pequeno, o dia no Beach Park não cansa muito e é tudo muito pertinho. A infraestrutura também não deixa a desejar, e os personagens ainda ficam pulando pelo parque divertindo todo mundo. Saí do Beach Park de alma lavada e muito feliz pelo meu sonho realizado! Como o parque fecha no fim da tarde, fomos até o centro de Fortaleza para assistir o musical Ceará Show, um espetáculo que apresentava a história e a cultura cearense. Não devia em nada para os musicais da Broadway! Gostei muitíssimo da experiência! Infelizmente, o show deixou de ser apresentado, sem motivo aparente. As redes sociais continuam ativas, então acredito que possa existir uma esperança de retorno. No dia seguinte, fizemos um city tour por Fortaleza, começando pelo Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um complexo com museu de arte, teatro, biblioteca, cinemas e planetário. Você também pode encontrar ótimos lugares para tirar fotos! Dois quarteirões depois, chegamos na Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, edificação histórica que deu nome à cidade. Recomendo fazer o tour guiado! Em frente à Fortaleza, entramos na sensacional Catedral Metropolitana de Fortaleza em estilo neogótico em seu exterior, algo muito difícil de vermos no Brasil, especialmente em grandes cidades. Finalizamos o city tour no Mercado Central de Fortaleza, um lugar que você vai encontrar muitos artigos têxteis, como blusas de renda, artesanato, e artigos alimentícios, como as iguarias típicas do Ceará (bolo de rolo, rapadura, caju, carne de sol). Muitos produtos que vimos no Mercado também podem ser encontrados na Feirinha Beira Mar, uma feira de artesanatos com inúmeras barracas de artesanato tradicional e criativo. A feira funciona todos os dias das 18h às 23h, e fica em frente ao hotel Oásis Atlântico Imperial. Confesso que achei os preços da feira bem melhores que os do Mercado Central, mas pode ser que seja só impressão. Eu amei andar na orla de Fortaleza pela noite. É bem movimentada, vi policiamento, mas é sempre bom ficar atento. Não ultrapasse às 22h andando pelas ruas da cidade, pode ser perigoso. Passamos o último dia em Fortaleza no hotel Seara, que tem um belíssimo rooftop com uma vista incrível para a cidade. O rooftop do hotel é com vidros transparentes, o que possibilita belíssimas fotos! Depois do pôr-do-sol, descemos para andar pelo bairro Meireles, onde ficam as melhores lojas da cidade. Aproveitamos também para ir ao Iguatemi, um excelente shopping (e um dos maiores da cidade). Para encerrar, fomos até o Cocobambu, um restaurante localizado na Avenida Beira-Mar, com um cardápio maravilhoso de pratos com frutos do mar. Acordamos cedo no dia seguinte para ir até a Vila de Jericoacoara, um “vilarejo gourmet” que fica no litoral oeste do Ceará. Foram longas cinco horas de estrada até chegarmos na cidade de Jijoca de Jericoacoara, que serve de base para os turistas que desejam chegar até o vilarejo. Logo na entrada da cidade você verá o Estacionamento Central, que é onde você pode deixar seu carro pelo período em que você ficará na Vila de Jericoacoara. O preço é de aproximadamente R$ 25/dia (dependendo da época). Após deixar o carro no estacionamento, você pode pegar uma das milhares de caminhonetes que fazem o transporte até Jeri. Elas ficam estacionadas em frente ao Estacionamento Central e custam R$ 50 a R$ 75 (dependendo da época) por pessoa para fazer o trecho Jijoca/Vila de Jericoacoara. A duração do transfer é de aproximadamente 1 hora, e você passará pelos caminhos de areia das dunas! Chegamos em Jericoacoara na hora do almoço. Deixamos nossas coisas na Pousada Chalé Jeri, uma pousada familiar com ótimos quartos/chalés, bem espaçosos e com ar condicionado. O café da manhã é bem simples, mas com variadas opções de frutas, pães e frios. Saímos em busca de fazer passeios na parte da tarde, mas, pelo pouco tempo, todos os de longa duração já estavam em curso. Fomos fazer a trilha da Pedra Furada, a formação rochosa que é um dos símbolos do vilarejo. Tem a opção de ir por charrete, mas devido ao péssimo estado dos animais, resolvemos seguir a pé mesmo. O tempo da trilha é de 20 a 30 minutos, dependendo de sua velocidade ao caminhar. A vista é recompensadora e considero um dos lugares mais bonitos do Brasil! À noite, aproveitamos os restaurantes da Vila e jantamos no Samba Rock Café, na praça principal. A música ao vivo é ótima! No dia seguinte, um temporal muito forte castigava Jericoacoara, e achávamos que seria um dia perdido. Felizmente, havíamos contratado o Jeri Tiago , um bugueiro com ótimas referências na Internet. Ele não desistiu de fazer o nosso passeio (R$ 500) pelos principais pontos turísticos ao redor da Vila! Mesmo com tudo alagado e cheio de lama, quando a chuva estiou, saímos rumo à rota leste de Jericoacoara, onde visitamos: a Lagoa Azul, uma lagoa formada entre as dunas do Parque Nacional; o Buraco Azul Castelhano, um pequeno lago com águas azuis turquesa; a Árvore da Preguiça, uma árvore com uma formação de tronco única; e por fim, a Praia de Jericoacoara, em que aproveitamos as águas quentes antes de um temporal cair na vila mais uma vez. Um fato curioso: foi durante esse passeio que recebi a ligação do Luís, um dos meus amigos que viajam comigo, contando sobre o processo de quarentena do México, e detalhando como poderíamos fazer para tornar nosso planejamento de viagem para os Estados Unidos realidade em meio à pandemia de COVID-19. No meio do lamaçal do Parque Nacional de Jericoacoara, era dado o pontapé inicial da 2021 All the Bright Parks Tour , uma viagem por mais de 30 parques temáticos entre México e Estados Unidos, realizada quatro meses depois dessa viagem ao Ceará. Naquela noite, comemos no Blue Restaurante, bem em frente à praia. Apesar de termos gostado da comida, sua qualidade não fez jus ao preço inflado. Aproveitamos para comprar todas as lembrancinhas que faltavam nas milhares de lojas e ambulantes que rodeiam Jericoacoara, especialmente em torno da praça principal. Pegamos a estrada de manhã muito cedo para voltar rumo à Fortaleza e pegar os voos de volta para casa. A viagem até o Ceará foi extremamente relaxante, e o estado se tornou um dos meus lugares favoritos no Brasil. Em uma só viagem, você pode, além de relaxar, curtir muita adrenalina, recarregar as energias, elevar a mente com paisagens incríveis, deixar o mar levar seus problemas e deixar a felicidade rolar. A realização do meu sonho de criança foi muito mais linda do que originalmente imaginei! Quanto custa viajar para o Ceará? Data: Fevereiro de 2021 Período: 5 dias Número de pessoas: 3 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Fortaleza: R$ 580 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 30 Aluguel de carro (3 dias): R$ 680 (R$ 226 por pessoa) 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 3) 1 noite na Pousada Latitude em Canoa Quebrada: R$ 160 1 noite no Seara Praia Hotel em Fortaleza: R$ 181 2 noites na Pousada Chalé Jeri em Jericoacoara: R$ 173 3) Ingressos e passeios Passeio de Buggy em Canoa Quebrada: R$ 300 (R$ 100 por pessoa) Beach Park: R$ 225 Ceará Show: R$ 60 Passeio de Buggy em Jericoacoara: R$ 500 (R$ 165 por pessoa) 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras/Gasolina: R$ 400 TOTAL (por pessoa): R$ 1.870,00 (custos 1 à 3) + R$ 800,00 (custo 4) = R$ 2.670,00 Roteiro: 13/fev - Chegada em Fortaleza / Noite em Canoa Quebrada 14/fev - Passeio de Buggy em Canoa Quebrada / Noite em Fortaleza 15/fev - Beach Park 16/fev - Chegada em Jericoacoara / Pedra Furada 17/fev - Passeio de Buggy no Lado Leste de Jericoacoara 18/fev - Retorno "É na idade da ambição que se prova a têmpera dos homens." José de Alencar << Viagem anterior Próxima viagem >>
- O que fazer em Porto Seguro: diário de viagem com dicas e melhores atrações
Diário de viagem com dicas do que fazer em Porto Seguro em um roteiro incrível de fim de semana! Veja os principais locais da cidade que você não pode deixar de ir! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Porto Seguro 19 de nov. de 2021 A Bahia é um estado brasileiro que sempre me passou a ideia de um verdadeiro paraíso… Durante toda minha vida ouvi as pessoas dizendo que a Bahia tem as melhores praias, as melhores pessoas, a melhor comida (o que para um taurino é maravilhoso…) e que quem vai para lá volta super relaxado. Confesso que ficava muito ansioso para ir a Salvador, mas nunca conseguia despender dinheiro para ir a um destino que não tinha qualquer tipo de parque. O Brasil é um país lotado de parques aquáticos, e é uma tarefa muito difícil (e cara!) visitar todos. Existem parques aquáticos de todos os tamanhos em terras brasileiras, desde aqueles que só tem uma piscina de ondas e um toboágua até alguns gigantescos como o Thermas dos Laranjais . Combinei comigo mesmo que vou visitar aqueles que tiverem grandes toboáguas, piscinas de ondas desafiadoras e que claro, estejam em cidades interessantes. Com isso em mente, foi a oportunidade perfeita para finalmente visitar o estado da Bahia, pousando na lendária cidade de Porto Seguro. Porto Seguro tem quase 500 anos, e é uma das cidades mais antigas do Brasil! A cidade é um estância turística baiana, com aproximadamente 90 quilômetros de lindas praias. Acompanhado de um amigo meu, o Daniel, escolhemos o mês de Novembro para aproveitar a cidade de sexta-feira à segunda-feira. Tínhamos poucos dias, mas estávamos determinados a aproveitar o máximo com o que tínhamos. Às vezes, você precisa viajar quando dá, como naqueles dias que você consegue umas folgas no trabalho ou um pequeno feriado. No nosso caso, estávamos aproveitando o feriadão da Proclamação da República. Pousamos no modesto Aeroporto de Porto Seguro no começo da tarde, e o sol pairava pela cidade. Pegamos um Uber, que tem uma cobertura limitada na região, e na curta estrada do aeroporto até o nosso hotel já deu para ver os diferentes tons de azul do mar. Nosso hotel, o Bosque do Porto Praia Hotel, ficava na Avenida Beira-Mar, onde estão os melhores hotéis da cidade. Apesar de longe do centro da cidade, os hotéis dessa região estão em frente à principal praia de Porto Seguro. O Bosque do Porto, especificamente, fica em frente ao complexo de lazer Toa Toa, lugar que tem festas de axé aos fins de semana. Eu sempre ouvi mais músicas internacionais, mas… Tinha acabado de comprar um abadá para um evento de 4 horas de axé. A primeira parada foi no Centro Histórico de Porto Seguro, onde a pequena vila foi fundada em 1535 e boa parte de suas construções permanecem em pé até hoje. Era sexta-feira, então o local estava bastante tranquilo e ótimo para andar. Não estranhe a tranquilidade, viu? O centro histórico é composto em sua maioria de residências, e não de lojas! Um dos maiores atrativos do lugar é a vista perfeita do Oceano Atlântico! Não deixe de tirar fotos incríveis, principalmente ao lado da Capela de São Benedito. As casas refletem o estilo colonial clássico da época do achamento do Brasil. A rua principal leva até a Praça Pero do Campo Tourinho, onde ficam o Marco Comemorativo do Início da Colonização, a Paróquia Nossa Senhora da Pena (aberta pela manhã e até o meio da tarde) e o Museu de Porto Seguro. Para quem gosta de comprar, lojinhas vendendo ótimos artesanatos estão presentes, além das famosas fitinhas coloridas. Quem visita Porto Seguro precisa comprar algumas e pendurar na murada em frente ao Farol, última parada do centro histórico. Não esqueça de fazer um desejo forte! Depois do desejo, passe nas barraquinhas de acarajé e prove essa maravilha baiana! Sério, fiquei muito apaixonado por essa iguaria! O gosto é muito bom, super agradável ao paladar. Aproveitei e comprei nas barraquinhas itens típicos do Nordeste, como cocada e azeite de dendê. Voltamos ao hotel para aproveitar um pouco a piscina, e depois seguimos para a Passarela do Álcool, um pedaço da Avenida do Descobrimento lotado de restaurantes e bares. A melhor pedida é pedir um prato de pescado, que são os melhores (vem muita comida!), e o preço varia de 80 a 120 reais por pessoa. Comi no Fashion Bar Restaurante & Grill e tudo estava perfeito! Ao redor do restaurante e por toda a Passarela, ainda tem apresentações artísticas, como o grupo de capoeira local. Depois, corremos para o Toa Toa para aproveitar a noite cheia de axé. O open bar tem duração das 22h até as 23:30! O local serve uma deliciosa caipirinha. A música também é ótima - os artistas que se apresentam se revezam entre DJs e bandas que cantam os maiores sucessos dos baianos. O preço do Toa Toa é de R$ 80, com variação em algumas datas. O ingresso pode ser comprado no site ou em algum hotel parceiro. Os eventos costumam ocorrer na sexta-feira e possuem um line-up de quatro artistas locais. O evento ocorre das 21h até 04h. Depois de um ótimo café da manhã tropical no hotel, começamos nossa jornada para a estrela da viagem: O PARQUE AQUÁTICO! Fomos de Uber até o centro da cidade para pegar a balsa para Arraial d’Ajuda, que atravessa o rio Buranhém. A travessia é tranquila, mas cheia de vento! Antes de pegar a balsa, é sempre bom conferir os horários e os preços . Ao chegar em Arraial d’Ajuda, tem um monte de vans que fazem o serviço de deslocamento dos distritos de Porto Seguro. Escolhemos a que ia para o parque aquático e partimos rumo à diversão! O Eco Parque Arraial d’Ajuda é um parque aquático para você relaxar! Não espere grandes toboáguas, mas espere um dia de diversão sem compromisso! O parque fica num local super privilegiado, no meio da mata atlântica e à beira da praia principal de Arraial d’Ajuda, a Praia do Mucugê. Deu para passar todo o dia lá, saindo somente quando o parque fechou às 17h. As atrações agradam todas as faixas etárias, com toboáguas radicais e familiares, além de uma bonitinha área infantil. O parque ainda oferece atrações de ecoturismo, como tirolesa, e acesso a Praia do Mucugê. Vale muito a pena! Depois do parque, seguimos ao centro de Arraial d’Ajuda, andando pelas ruas do distrito e subindo a linda escadaria do centro histórico. O local tem várias casinhas de estilo colonial, com ótimos artesanatos e artigos de praia. Recomendo muito provar os salgados e doces da confeitaria Café da Santa, na praça principal - saí de lá querendo comer todo o cardápio! Os pontos mais visitados são a Igreja Matriz Nossa Senhora D'Ajuda e o Mirante das Fitinhas, onde você pode fazer mais desejo com as fitinhas compradas em Arraial. A vista é de tirar o fôlego, e rende ótimas fotos! Para quem curte excelentes restaurantes e vida noturna, a Rua do Mucugê é o ponto principal de Arraial d'Ajuda. Nela, gostei muito da comida do Alecrim Dourado, que tem culinária típica da região e música ao vivo. Bares e boates também estão presentes! O pessoal local diz que o melhor existe por Iá é o Morocha Club, que fica bem no meio da rua. Não deu para ficar até muito tarde porque tínhamos que voltar à Porto Seguro, mas o Morocha estava muito animado - com presença de DJ! O dia seguinte foi em Trancoso, nosso primeiro passeio com a Pataxó Turismo , empresa de turismo receptivo que nos recebeu na região. Trancoso fica 1h30 longe de Porto Seguro, e é um distrito que conservou sua simplicidade. A parte mais famosa da cidade é o Quadrado, uma praça retangular com lojas chiques e caras, restaurantes de todos os gostos e preços, e hotéis de luxo. Durante o ano, acontecem vários eventos, dentre eles o mais famoso sendo a festa junina da cidade. A Igreja do Quadrado é uma igreja simples como as outras da cidade, e o mirante atrás dela rende boas fotos! Trancoso tem várias praias, mas descemos por um mangue até a Praia dos Coqueiros para almoçar na Barraca do Jonas, onde almoçamos um delicioso peixe grelhado. Os preços são elevados, assim como os outros restaurantes de praia de Trancoso: pagamos 200 reais pelo peixe. Apesar do clima feio, conseguimos aproveitar a praia, de águas quentes e esverdeadas pela quantidade de algas. Não espere água turquesa, viu? A Barraca do Jonas fornece espreguiçadeiras, banheiro e chuveiro para aproveitar a praia com mais comodidade! No fim da tarde, retornamos à Porto Seguro e passamos a noite de domingo no hotel, já que na segunda-feira, nosso último, tínhamos que acordar bem cedo para ir até o Parque Marinho do Recife de Fora, a terceira maior plataforma de corais do Brasil com uma área gigantesca de 17,5 km². Para chegar ao Parque, é necessário aproveitar a baixa da maré no início do dia, pegar uma escuna e navegar por aproximadamente 1 hora. No local, o guia explica o trabalho de conservação e preservação, além de mostrar formas de identificação dos seres marinhos. Se você tiver GoPro, vá com a sua para tirar fotos dos peixes! Existem fotógrafos lá que controlam a alimentação dos peixes para você poder tirar fotos com eles (paga), mas a qualidade das fotos não é muito boa. Depois do almoço no hotel, fomos até o Memorial da Epopéia do Descobrimento na Avenida Beira-Mar, um museu que relata como foi a chegada dos portugueses na região. No museu, estão presentes documentos, instrumentos e elementos portugueses que explicam como foi a jornada de achamento do Brasil. O passeio é guiado e começa pelo Jardim Botânico, e mostra plantas raras e muitas vezes utilizadas pelos ancestrais nativos, ou até mesmo pelos europeus recém chegados, no século XVI e em diante. Você poderá ver um exemplar de pau-brasil, inclusive! Além disso, você poderá entrar numa réplica de oca indígena e conhecer seus principais utensílios, ver mais do modo de vida dos índios naquela época, e como foram as primeiras relações com os portugueses. O grande atrativo do museu é a Nau Capitânia, uma réplica exata dos navios de Portugal nos anos 1500. Você poderá descer pela escada em espiral, mexer nos canhões, ir até o convés e andar por todo navio! Uma experiência incrível e histórica! O preço varia de R$ 30 a R$ 50, dependendo da demanda para o dia. Nos despedimos de Porto Seguro mil vezes mais relaxados de quando chegamos. Apesar do pouco tempo, a cidade baiana jogou muito axé na nossa viagem, permitindo ela ser tranquila e muito divertida! Vá preparado para uma alimentação cara mas gostosa, pequenos trechos de Uber para se deslocar, dinheiro na mão para comprar artesanato e iguarias, e não esqueça o protetor solar em hipótese alguma! Quero muito voltar à Porto Seguro para poder aproveitar os lugares que não deu para ir por conta dos poucos dias, como a Praia dos Espelhos, Caraíva e Santa Cruz Cabrália. Aliás, a Bahia toda é um grande Estado para se explorar e se encantar! Quanto custa viajar para Porto Seguro? Data: Novembro de 2021 Período: 4 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Porto Seguro: R$ 500 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 20 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 2) 3 noites no Bosque do Porto Hotel: R$ 350,00 3) Ingressos e passeios Arraial d'Ajuda Eco Parque: R$ 120 Trancoso: R$ 85 Parque Marinho Recife de Fora: R$ 140 Memorial do Descobrimento: R$ 30 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras: R$ 150 TOTAL (por pessoa): R$ 1.245,00 (custos 1 à 3) + R$ 550,00 (custo 4) = R$ 1.795,00 Roteiro: 19/nov - Chegada em Porto Seguro / Centro Histórico / Passarela do Álcool 20/nov - Arraial d'Ajuda Eco Parque / Centro Histórico de Arraial d'Ajuda / Rua Mucugê 21/nov - Trancoso 22/nov - Parque Marinho Recife de Fora / Retorno ao Rio de Janeiro “Eu tento sair da Bahia, mas a Bahia não sai de mim!” Frase dita por baianos << Viagem anterior Próxima viagem >>




