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- Roteiro de road trip pela Rota 66: parques de diversões, Las Vegas e Califórnia de Chicago a Los Angeles
Descubra um roteiro completo de road trip pela Rota 66, passando por parques de diversões, montanhas-russas icônicas, Las Vegas, Grand Canyon, Califórnia e Los Angeles, com dicas, experiências e atrações imperdíveis do trajeto. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! PERCORRI A ROTA 66 DOS SONHOS ENTRE PARQUES, DESERTOS E MAIS DE 70 MONTANHAS-RUSSAS Essa road trip pela Rota 66 não foi apenas uma viagem — foi um divisor de águas na minha vida. Foi olhar para o menino que cresceu sonhando com parques, estradas infinitas e montanhas-russas gigantes, e finalmente dizer: eu consegui. Cruzar os Estados Unidos de carro, ver paisagens que parecem irreais, sair de rodovias vazias no meio do deserto e dar de cara com cidades iluminadas como Las Vegas, foi emocionante em um nível difícil de colocar em palavras. Cada parque visitado, cada atração encarada, cada frio na barriga antes da primeira queda carregava anos de sonho, espera e vontade. Foram dias intensos, cansativos e absolutamente inesquecíveis. Essa viagem me ensinou que ir atrás dos próprios sonhos vale cada esforço — e que a estrada sempre guarda algo extraordinário para quem se permite seguir em frente. 🎢 O Six Flags Great America foi pensado desde o início para receber montanhas-russas de grande porte! 🎠 O Lagoon abriga uma montanha-russa de madeira de 1921 que ainda opera, sendo mais antiga que qualquer parque da Disney! 🎡 Alguns cânions da região têm rochas com quase 2 bilhões de anos, tornando a paisagem uma das mais antigas e impressionantes do planeta! 🎢 A Disneyland é o único parque da Disney que Walt Disney realmente caminhou e supervisionou pessoalmente! 🎠 Criada em 1926, a Rota 66 virou símbolo máximo da road trip americana, conectando cidades que só existem graças a ela! 🎡 O Silver Dollar City usa o relevo natural das montanhas de Ozark de forma extrema, com montanhas-russas como a Outlaw Run o acompanhando! roteiro 1) Chegada em Cleveland 📷 Onde fui: passeio pelo centro de Cleveland: West Side Market / Cleveland Public Square / Rock & Roll Hall of Fame / Edgewater Beach + ida à Sandusky 2) Cedar Point 3) Trajeto de Sandusky à Muskegon / Michigan's Adventure / Trajeto de Muskegon à Chicago 4) Six Flags Great America 5) Indiana Beach / Tarde em Chicago 📷 Onde fui: Navy Pier / Riverwalk / Millennium Park / Magnificent Mile 6) Trajeto de Chicago à Wisconsin Dells / Mt. Olympus Theme & Water Park 7) Trajeto de Wisconsin Dells à Minneapolis / Nickelodeon Universe no Mall of America 📷 Onde fui: Mall of America 8) Valleyfair 9) Trajeto de Minneapolis à Des Moines / Lost Island 10) Adventureland 11) Trajeto de Des Moines à Kansas City / Worlds of Fun 12) Trajeto de Kansas City à St. Louis / Six Flags St. Louis 13) Trajeto de St. Louis à Branson / Fantastic Caverns + passeio de trem em Branson 📷 Onde fui: Fantastic Caverns / Bass Pro Shops Headquarters em Springfield / Passeio de trem em Branson / The Branson Coaster / Branson Mountain Adventure Park 14) Silver Dollar City 15) Trajeto de Branson à Hot Springs / Magic Springs 16) Trajeto de Hot Springs à Oklahoma City / Six Flags Frontier City 17) Voo de Oklahoma City à Denver / Elitch Gardens 18) Trajeto de Denver à Glenwood / Glenwood Caverns Adventure Park 📷 Onde fui: Vail 19) Trajeto de Glenwood à Moab / Parque Nacional dos Arcos 20) Parque Nacional Canyonlands / Trajeto de Moab à Salt Lake City 📷 Onde fui: Outlets at Traverse Mountain 21) Lagoon 📷 Onde fui: Great Salt Lake 22) Trajeto de Salt Lake City à Las Vegas / Parque Nacional Zion 23) Dia na Rota 66 / The STRAT 📷 Onde fui: Seligman / Grand Canyon West 24) Dia para explorar Las Vegas / Adventuredome 25) Trajeto de Las Vegas à Los Angeles / Píer de Santa Mônica 📷 Onde fui: Cidade fantasma de Calico / Museu do McDonald's em San Bernardino 26) SeaWorld San Diego + Belmont Park 27) Disneyland 28) Disney California Adventure 29) Six Flags Magic Mountain 30) Universal Studios Hollywood 31) Knott’s Berry Farm 32) Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Ida e volta: Rio de Janeiro (GIG)-Cleveland (CLE) Los Angeles (LAX)-Rio de Janeiro (GIG) via American Airlines USD 785 BRL 4.305 Oklahoma City (OKC)-Denver (DEN) via Southwest USD 146 BRL 805 Aluguel de carro 🚗 Trecho 1: Cleveland-Oklahoma City 15 dias USD 1.225 BRL 6.731,00 via Rentcars (locadora: Budget) Preço por pessoa: USD 410 | BRL 2.245,00 (dividido por 3) Trecho 2: Denver-Los Angeles 15 dias USD 1.606 BRL 8.835,10 via Rentcars (locadora: Hertz) Preço por pessoa: USD 535 | R$ 2.945,00 (dividido por 3) GASTOS DE HOSPEDAGEM Preços por pessoa (dividido por 3) 1) Sandusky: Super 8 by Wyndham Sandusky USD 62 | BRL 345 3 noites 2) Chicago: Motel 6-Hammond, IN - Chicago Area USD 77 | BRL 425 3 noites 3) Wisconsin Dells: Super 8 by Wyndham Wisconsin Dells USD 30 | BRL 163 1 noites 4) Minneapolis: Super 8 by Wyndham Chaska USD 54 | BRL 300 2 noites 5) Des Moines: Adventureland Inn USD 74 | BRL 410 2 noites 6) Kansas City: Super 8 by Wyndham Kansas City USD 44 | BRL 245 1 noite 7) St. Louis: Super 8 by Wyndham Rolla USD 30 | BRL 162 1 noite 8) Branson: Spinning Wheel Inn USD 42 | BRL 235 2 noites 9) Hot Springs: Rodeway Inn Hot Springs National Park Area USD 32 | BRL 175 1 noite 10) Oklahoma City: Ramada by Wyndham Oklahoma City Airport North USD 20 | BRL 100 1 noite 11) Denver: Motel 6- Denver, CO Downtown USD 30 | BRL 165 1 noite 12) Glenwood: Glenwood Springs Cedar Lodge USD 65 | BRL 350 1 noite 13) Moab: Glenwood Springs Cedar Lodge USD 62 | BRL 345 1 noite 14) Salt Lake City: Super 8 by Wyndham Woods Cross - Salt Lake City North USD 45 | BRL 245 2 noites 15) Las Vegas: Circus Circus Hotel & Casino USD 65 | BRL 350 3 noites 16) Los Angeles: Days Inn & Suites by Wyndham Anaheim At Disneyland Park USD 160 | BRL 870 7 noites GASTOS DE INGRESSOS Passe Platinum da Cedar Fair: USD 285 | BRL1.560 Sunrise Thrills VIP Tour no Cedar Point: USD 195 | BR 1.070 Passe Diamond da Six Flags: USD 169 | BRL 930 Indiana Beach: USD 33 | BRL 186 Nickelodeon Universe: USD 48 | BRL 265 Mt. Olympus: USD 10 | BRL 55 Lost Island: USD 45 | BRL 250 Adventureland: USD 46 | BRL 230 Silver Dollar City: USD 88 | BRL 485 Fantastic Caverns: USD 29 | BRL 160 Runaway Coaster: USD 18 | BRL 100 Magic Springs: USD 49 | BRL 270 Elitch Gardens: USD 53 | BRL 295,00 Glenwood Caverns: USD 64 | BRL 355 Lagoon: USD 81 | BRL 450 The STRAT: USD 40 | BRL 220 Adventuredome: USD 63 | BRL 350 High Roller c/ Open Bar: USD 68 | BRL 375 Montanha-russa do New York-New York: USD 22 | BRL 122 Disneyland Resort (2 dias): USD 350 | BRL 1.925 Universal Studios Hollywood: USD 135 | BRL 740 Early Ticket Super Nintendo World: USD 35 | BRL 192,50 SeaWorld San Diego: USD 90 | BRL 495 GASTOS EM VIAGEM Comida: USD 1.000,00 | BRL 5.500,00 Compras: USD 500 | BRL 1.500,00 Pedágios/Gasolina: USD 300 | BRL 1.650 CUSTO TOTAL BRL 36.212 USD 6.584 Cleveland | Sandusky | Chicago | Wisconsin Dells | Minneapolis | Des Moines | Kansas City | St. Louis | Branson | Hot Springs | Oklahoma City | Denver | Glenwood Springs | Moab | Salt Lake City | Las Vegas | Los Angeles 31 de mai. de 2023 Olá, parqueiro! Caso queira pular a introdução, pode ir direto para cada parte específica da viagem Grandes Lagos Florestas Cânions Los Angeles Ah, os anos 70 e 80… saudades do que eu não vivi. O surgimento das tecnologias, dos eletrônicos, da música eletrônica dançante, da consolidação do entretenimento de shoppings, fliperamas, ringues de patinação e… parques temáticos. Por toda a América do Norte, os parques inauguraram suas primeiras montanhas-russas de grandíssimo porte, muito altas, muito longas, ou até mesmo com muitos elementos que te fazem virar de cabeça para baixo. Ah, o auge da televisão à cores, uma novidade incrível, ver filmes em videocassetes, e pegar a estrada em busca do desconhecido… Há alguns anos atrás, no início da década de 1920, nos Estados Unidos, uma estrada em particular ganhou a atenção não só dos estadunidenses, mas do mundo, pela ousadia em atravessar o país passando por 4 biomas diferentes (lagos, florestas, cânions e praia), e acompanhando as formas da natureza: serras, desfiladeiros, rios, morros… Uma estrada cheia de curvas, pontes, faixas largas, faixas pequenas… Era o sonho de todo estadunidense (e de fato, de qualquer pessoa apaixonada por viajar) atravessar a Rota 66 e conquistar o oeste mais uma vez. O número de parques no Oeste dos Estados Unidos é menor que no Leste, mas grandes cenários se fazem presentes, como o Grand Canyon e o Grande Lago Salgado Porém, no meio dos anos 70, a Rota 66 foi desativada para dar lugar à Interestadual 40, uma autoestrada de faixas muito mais largas, e atropelando qualquer formação geológica que viesse pela frente para ser uma linha reta perfeita. O tempo de viagem foi reduzido de uma forma incrível e o tráfego para o oeste mais do que quadruplicou. Com isso, cidades à beira da Rota 66 foram abandonadas, virando cidades fantasmas em uma rapidez tão significativa quanto às velocidades máximas dos carros na Interestadual 40. No auge dos anos 80, a Rota 66 virou um símbolo nostálgico de viajantes do mundo todo, que queriam conhecer o que sobrou da antiga estrada que era uma epopeia de viagem para os estadunidenses. As poucas cidades que restaram se tornaram museus a céu aberto, e muitas outras estruturas foram abandonadas. A realidade de cidades maiores, como Chicago, St. Louis e Los Angeles não definharam, muito pelo contrário, já que a Rota 66 havia sido fundamental para trazer o progresso a esses lugares no passado. O imaginário da Rota 66 consolidado nos anos 1980 representar a liberdade de viajar e desbravar o mundo em uma estrada continua até os dias de hoje, inspirando souvenirs, rotas malucas (como essa que você está lendo) e até mesmo, filmes e músicas. Grande parte desse imaginário se deve aos diferentes cenários em que a Rota 66 passou, sendo os cânions os mais emblemáticos. Quando criança, o filme me marcou Spirit - O Corcel Indomável , me marcou demais pela sua história, mas também muito pelo seu visual, que se passa em dois dos biomas da Rota 66: as florestas e os cânions. Como a principal mensagem do filme é sobre liberdade, e a criança que assistia era totalmente presa de um apartamento, Spirit se tornou para mim uma meta de vida: ser tão livre quanto aquele cavalo e sentir isso vendo os cânions passarem nos meus olhos. Algo que ficou na minha cabeça desde o lançamento do filme, em 2002. https://www.youtube.com/watch?v=-vGpe_8XiNk Dito isso, chega aos cinemas, em 2006, Carros , que explodiu de vez a vontade de viajar pela Rota 66 no mundo todo (e em mim). A The Walt Disney Pictures foi até uma das cidades da Rota 66 original, Seligman, e baseada em uma entrevista da pessoa mais velha da cidade, redigiu todo o roteiro do filme e criou a cidade de Radiator Springs. Carros me emocionou de uma forma absurda, especialmente pela história de recuperação da cidade e pela amizade de Relâmpago McQueen e Matt. Até hoje, é o filme que mais assisti na vida, ultrapassando 70 vezes, e cada vez que eu via Carros, eu pensava: eu definitivamente preciso estar nesse lugar. Sinto que pertenço à ele. https://www.youtube.com/watch?v=0I1x9ew1OZU Além disso, toda estética dos anos 80 havia me encantado a partir do momento que comecei a assistir Stranger Things. Era quase como se eu pudesse viver os anos 80 mesmo estando anos à frente. Para completar, conheci uma banda chamada The Midnight , que faz músicas nos melhores gêneros eletrônicos dos anos 80, o synthpop e o synthwave. Eu procurei muitos nomes para poder dar à essa viagem, com “Get Your Kicks” da música Route 66 da banda the King Cole Trio e “Born to be Wild” da música da banda Steppenwolf. Porém, quando eu ouvi a música Heartbeat do The Midnight, eu sabia que essa música traduziria tudo que eu escrevi sobre até agora: aventura, emoção, liberdade, estrada, viajar. Foi o casamento perfeito. https://www.youtube.com/watch?v=mcnqKWkZ9x4 Depois de visitar os parques da Costa Leste e do Texas nos Estados Unidos, chegou o momento de eu conquistar o oeste. Juntei dois amigos para viver esse sonho junto comigo, e começamos a planejar dois anos antes como seria nossa viagem pela Rota 66. Fizemos algumas modificações no trajeto original da estrada para absorver a maior quantidade de parques possíveis. Iríamos sair de Cleveland, chegar até Chicago, ponto de início da Rota 66, e seguir de carro até Los Angeles, onde o fim fica no píer de Santa Mônica em Los Angeles. Contabilizamos 25 parques, 17 cidades e um percurso de mais de 8000 km que seriam rodados. Como diria Relâmpago McQueen, "Califórnia, aí vamos nós!" Parece que quanto mais o tempo passava, mais devagar ele ficava. A ansiedade estava cada vez mais alta, até que chegou o momento do embarque para Cleveland. A mala estava abarrotada de coisas - a minha empolgação era tanta, que eu perdi completamente a mão e levei muito mais coisas do que eu precisava! Normalmente, para 30 dias, eu levo 25 camisetas, e algumas eu lavo durante a viagem. Dessa vez, eu tinha posto mais de 40 camisetas, fora pares de tênis… Definitivamente não preciso disso tudo. Quando viajamos pela estrada, o que menos precisamos é nos preocupar com a roupa! Além dos parques que decidimos ir, vimos que tinha muito a fazer no caminho, o que levou a gente a separar alguns dias para poder entrar nos parques nacionais de cânions, curtir as cavernas das florestas, e as atividades loucas de Las Vegas, por exemplo. Mesmo assim, não foi o suficiente. A Rota 66 tem muito a se fazer, e quando eu vi, eu já estava planejando outra viagem para lá. Respirei fundo e me concentrei no que estava por vir, especialmente porque já no segundo dia de viagem, eu ia começar realizando um sonho que ficou preso em 2021, quando tentei fazer o tour de bastidores do Cedar Point e foi cancelado no último minuto. Com todos os documentos prontos e impressos, estávamos no avião indo em direção à mãe de todas as estradas. Parte I: Grandes Lagos Logo após chegarmos em Cleveland , fomos explorar o centro da cidade para comer alguma coisa antes de partir para Sandusky. Eu não sei o que acontece com esses centros de cidade estadunidense do interior, mas todos são vazios. Fomos encontrar em um shopping da cidade um restaurante mexicano que nos serviu muito bem para primeira refeição e depois fomos passear nas lojas ali perto, onde encontramos o West Side Market, que funciona como o “mercado municipal da cidade” e fizemos um estoque de framboesas, frutas muito populares nos Estados Unidos. Ainda passeamos pelo Edgewater Park para sentir a brisa do grande lago Erie e seguimos para Sandusky. Chegando lá, aproveitamos para fazer as tradicionais primeiras compras da viagem no Walmart, como nossas bebidas favoritas, muitas garrafas de água, lanches para estrada e itens pessoais e de higiene, como panos anti-estática para secadora de roupas, sabão em pó para a lavadora e um spray maravilhoso que ao passar na roupa e passar as mãos por cima, fica como se fosse (quase) passada por um ferro! O dia seguinte foi no Cedar Point , um dos meus parques favoritos. Essa era a minha quarta visita no parque, e a melhor de todas. Para começar, consegui realizar um sonho preso em 2021, que é realizar o Sunrise Thrills Vip Tour, um tour de backstage nas principais montanhas-russas do parque, incluindo minha amada Maverick. O tour termina em um momento épico: subimos no topo da Valravn e vimos o dia amanhecer no Cedar Point - completamente inesquecível. Depois, era só aproveitar o dia em um dos melhores parques temáticos dos Estados Unidos com suas 17 montanhas-russas e mais de 80 atrações espalhadas por uma linda península em cima do Lago Erie. Aproveitamos até o último minuto, e destaco as atrações Millennium Force, uma giga montanha-russa com mais de 90 metros de altura; a Steel Vengeance, a maior montanha-russa híbrida do mundo; e a Maverick, uma montanha-russa de múltiplos lançamentos com quedas e curvas radicais e altos índices de emoção. Como sou um doido por montanhas-russas e gosto de visitar todos os parques possíveis, especialmente se eles tem em seu quadro de atrações uma montanha-russa super bem conceituada, eu e meu amigos viajamos para até o interior do Michigan, perto da cidade de Grand Rapids, em um percurso de quase 4 horas desde Sandusky. Nosso destino foi o Michigan’s Adventure , um parque de diversões do interior dos Estados Unidos com parque aquático anexado, e 7 montanhas-russas, entre elas a Shivering Timbers, uma montanha-russa de madeira gigantesca com mais de 15 pontos em que você levita do banco tamanha a força da gravidade negativa! Foi uma ótima parada no caminho de Sandusky até Chicago, especialmente porque o parque é extremamente tranquilo de visitar, além de ter sido super relaxante ir nos brinquedos aquáticos, andar nas outras ótimas montanhas-russas de madeira, como a Wolverine Wildcat, que tem trilhos híbridos (ora de madeira, e ora de aço) e curtir uma diversão vintage em brinquedos do século XX. Quando chegamos em Chicago , à noite, me senti infinito (como diria os personagens de As Vantagens de Ser Invisível)! Ver a cidade cintilando, fora a similaridade com Gotham City, do universo do Batman que tanto amo, pulsou meu coração de tal forma que me fez ter a vontade de explorar Chicago pela madrugada adentro. Mas, como isso não é recomendado, me contentei em deixar meus olhinhos brilharem com uma das melhores cidades dos Estados Unidos para se viver. Não resistimos e paramos no Five Guys à beira do Grant Park para comprar um combão de sanduíche e batata-frita e ver o lago Michigan refletindo as luzes da cidade. No dia seguinte, fomos extremamente animados para o Six Flags Great America , um dos melhores Six Flags que existem! Muito organizado, limpo e conservado, o Great America tem uma das maiores coleções de montanhas-russas de todos os Six Flags (são 15!) e também uma das melhores! O grande destaque por lá é a Maxx Force, uma montanha-russa de lançamento de ar comprimido e que é o mais forte do mundo, saindo de 0 a 125 km/h em apenas 1,8 segundos; a hiper montanha-russa Raging Bull e a montanha-russa híbrida Goliath. Passamos o dia inteiro no Six Flags, chegando completamente mortos (porém, em êxtase) no hotel. Para chegar no próximo parque, saímos de Chicago e dirigimos aproximadamente uma hora e trinta minutos pelos milharais e pastos do estado de Indiana. Chegamos em uma cidadezinha chamada Monticello, localizada à beira de um rio, e onde o principal programa de diversão deles (e das cidades ao redor) é o Indiana Beach , um parque de diversões histórico que funciona desde 1926. O charme do Indiana Beach é que o parque parece preso no século XX, com brinquedos nostálgicos e montanhas-russas de madeira que lembram os parques de píeres famosos por começarem a era moderna dos parques de diversão. Suas atrações são ótimas, a começar pela Steel Hawg, uma montanha-russa de aço completamente contorcido em que as manobras são completamente doidas; a Lost Coaster of Superstition Mountain, uma atração maluca em que o trem é uma jaula e você tem uma subida de elevador; e o Dr. Frankenstein's Castle, um labirinto de terror completamente no escuro que não tem monstros, mas em compensação, tem um monte de cenários feitos propositalmente para te dar susto e te fazer perder a orientação lá dentro. Ficamos 15 minutos até achar a saída! Como a visita ao Indiana Beach não demorou mais do que 4 horas, voltamos para Chicago para ir no Navy Pier, e no caminho, vimos uma infinidade de fãs da Taylor Swift prontos para entrarem no show da loirinha. Infelizmente, tentamos de tudo para comprar o ingresso, até entrar na fila que abria minutos antes do show, mas não conseguimos entrar. Chegamos no Navy Pier totalmente cabisbaixos, mas as brisas incríveis do lago Michigan e a beleza do Navy Pier foram tamanhas, que rapidinho melhoramos um pouco nosso humor. Infelizmente, a principal atração do Navy Pier, a roda-gigante, é bem cara, custando 18 dólares. Deixamos passar, e fomos curtir a atmosfera sensacional de Chicago, se perdendo pelas ruas da cidade e caminhando pela incrível Riverwalk. Fiquei impressionado com o quanto Chicago é vibrante, sendo uma cidade completamente viva, totalmente diferente da maior parte das cidades grandes do interior dos Estados Unidos, como Cleveland. A Magnificent Mile tem todas as lojas que você imaginar, mas o que chama a atenção mesmo é o Millennium Park e seu famoso “feijão”, que na verdade, é uma nuvem, com o nome original “Cloud Gate”. Milhares de pessoas passam por ali para tirar foto, e depois de conseguirmos a nossa, fomos ansiosos para um poste no início da East Adams Street, em frente ao Art Institute of Chicago. Ali, temos uma placa indicando o início da antiga Rota 66. Era quase como se a placa pudesse falar: “se preparem para as aventuras que virão!”. Quando amanheceu, já estávamos na estrada de novo em direção à Wisconsin Dells, uma cidade turística cheia de parques aquáticos (não tão incríveis quanto os nossos do Brasil, e de mais precisamente, Caldas Novas). Mas, não eram os toboáguas que nos interessavam, e sim, as montanhas-russas de madeira do Mt. Olympus , uma combinação de templo grego, parque aquático, circuito de kart, e parque de diversões. Sua principal atração é a Hades 360º, uma montanha-russa de madeira gigantesca com uma inversão sensacional. Infelizmente, ela é bem agressiva, tamanha a radicalidade que seu percurso oferece (o nome foi muito bem escolhido)! Saí quebrado, mas felizmente as outras montanhas-russas, Zeus, Pegasus e Cyclops, eram ótimas e muito divertidas. Recentemente, o Mt. Olympus tinha ganhado fama mundial por ter o primeiro toboágua de roda-gigante do mundo, e posso falar com todas as letras que o Medusa’s SlideWheel foi o ponto alto do nosso dia! O toboágua é simplesmente genial, e a bóia, quando entra na roda, fica indo e voltando a depender dos giros que a atração dá. Fomos diversas vezes! Ao sair do parque, vimos várias atrações de pega-turista na cidade, como museus interativos e restaurantes com shows, porém o que nos chamou a atenção foi a quantidade de labirintos de terror! Queríamos muito ter ido em um, porém, todos os horários já estavam esgotados… Fica a dica para a próxima vez, né? Paramos depois em uma loja especial da Deny’s, que tem uma arquitetura e uma vibe completamente dos anos 70, exaltando todo o espírito da Rota 66. À noite, ficou tudo iluminado com neons vermelhos e eu jurava que eu estava em Hawkins, cidade de Stranger Things. Uma experiência sensacional e inesquecível. Viver um momento assim tão longe da realidade que tenho no Brasil enche meu coração de alegria! Pegamos mais 3 horas e 30 minutos de estrada até Minneapolis, onde fica um dos maiores shoppings dos Estados Unidos: o Mall of America. Dentro dele, ficam todas as lojas possíveis e imagináveis de se ver num shopping por lá, mas o que mais nos interessava era o Nickelodeon Universe , o primeiro parque temático dedicado aos desenhos da Nickelodeon. O Nick Universe de Minneapolis é menor que o de Nova York, mas nem por isso menos interessante. Seu destaque principal é a montanha-russa do Bob Esponja: a SpongeBob SquarePants Rock Bottom Plunge, com queda de 97º e que fica duas vezes de cabeça para baixo! Além disso, temos montanha-russa dos Padrinhos Mágicos, em que os carrinhos giram em torno do próprio eixo (como as loucuras do desenho) e a montanha-russa do Avatar, que é em formato de U e que você tem a experiência de ficar como se fosse um skatista dobrador de ar! O parque tem atrações para toda família, e é claro, que tem muitas para crianças. Tem atração da Dora, da Patrulha Canina, dos Anjinhos, dos Backyardigans… e por aí vai! O último parque da primeira parte da viagem foi o Valleyfair , também em Minneapolis. No dia que fomos, tinha uma mega excursão escolar, porém conseguimos aproveitar todos os brinquedos perfeitamente. Seus principais destaques são a incrível Wild Thing, uma hiper montanha-russa de 63 metros de altura e muitos pontos radicais em que você levanta do banco; a excelente Renegade, uma montanha-russa de madeira que não é muito alta, mas tem curvas em altíssima velocidade que te fazem se sentir numa perseguição emocionante; e a Excalibur, a primeira montanha-russa híbrida da era moderna! Além disso, tivemos uma grata surpresa: a Steel Venom, uma montanha-russa de lançamento e invertida em estilo bumerangue, tinha um dispositivo especial que fazia o trem parar em uma de suas torres antes de cair de novo para estação - nos deu um enorme frio na barriga! Parte II: Florestas Saindo da região dos Grandes Lagos, pegamos o carro direto para as florestas do interior oeste dos Estados Unidos. Nessa região, quase todos os parques foram construídos no meio de árvores, dando a impressão que estamos isolados na floresta andando de montanha-russa. Depois de 3 horas e 30 minutos de viagem até Waterloo, no estado de Iowa, chegamos ao Lost Island , um dos mais novos parques temáticos dos Estados Unidos. Sua concepção temática lembra muito o Terra Encantada, tendo história e personagens próprios. Seu destaque é o premiado brinquedo de tiro-ao-alvo de alta tecnologia Volkanu: Quest for the Golden Idol; a montanha-russa de lançamento Matugani, que oferece uma experiência incrível através de loops compactos e alta intensidade; a torre de queda livre Skyborne, que parece que você está no topo do céu; e o splash Yuta Falls, com duas muitíssimo refrescantes. Tivemos um dos dias mais divertidos da viagem no Lost Island! Logo depois, pegamos o carro novamente e seguimos até Des Moines, capital e cidade mais populosa de Iowa, e lar do Adventureland , um parque temático que conseguiu ser algo como a “Disneyland do interior”, tendo uma entrada muito semelhante ao parque de Walt Disney e um quadro de atrações mais voltado à experiências familiares e infantis. Porém, o Adventureland ofereceu para nós uma das melhores montanhas-russas da viagem: a Monster, uma besta de aço com uma queda de 101°, indo a mais de 100 km/h e ficando 5 vezes de cabeça para baixo! Além dela, o parque tem a Dragon Slayer, uma montanha-russa em que o assento dá cambalhotas e a ótima dupla de montanhas-russas de madeira Outlaw e Tornado. Fizemos uma viagem dentro da viagem ao seguir para o Worlds of Fun , um parque temático em que o seu tema principal é a volta ao mundo em 80 dias de Júlio Verne. Tivemos um ótimo dia lá dentro, curtindo atrações da mais alta qualidade, como a Zambezi Zinger, uma montanha-russa híbrida de madeira e aço com uma subida em espiral; a Mamba, uma hiper montanha-russa com velocidades absurdas e colinas que nos fazem sair do banco; a Prowler, considerada uma das melhores montanhas-russas de madeira do mundo; e a Patriot, uma montanha-russa invertida que oferece uma experiência intensa e divertida ao mesmo tempo! Tivemos a sorte, nesse dia, de pegarmos o primeiro dia de funcionamento da Zambezi Zinger e assim, sermos recebidos com muita alegria pelo presidente do parque em saber que éramos do Brasil! Quando chegamos a St. Louis, no estado do Missouri, sabíamos que estávamos no meio da Rota 66. A cidade foi uma das que cresceu exponencialmente junto com a rota, e para simbolizar a expansão pro oeste, construiu o Gateway Arch, um enorme arco de metal visto de todo canto da cidade. Fomos até o outro lado do rio Mississipi para poder observar toda a grandiosidade do arco. Uma pena que o dia estava nublado, porque tenho certeza que observar esse arco no pôr-do-sol deve ser a coisa mais linda do mundo! Depois desse rolê, fomos até o Hooters, um restaurante de comida estadunidense em que as garçonetes se vestem de maneira provocativa e sensual! O parque de St. Louis é o Six Flags St. Louis , o terceiro parque temático construído pela rede e que aproveitou o sucesso da cidade entre os viajantes para se desenvolver. Apesar da chuva, tivemos um dia super divertido, já que o parque estava vazio e as atrações funcionando a todo vapor! O maior destaque é a Mr. Freeze: Reverse Blast, uma montanha-russa de lançamento reverso que passa por uma gigantesca inversão antes de cair em 90° e fazer todo o seu percurso novamente, de frente. Além dela, esse Six Flags tem a The Boss, uma montanha-russa de madeira gigantesca (a 11ª mais longa desse tipo do mundo) que passa pelas árvores da floresta de St. Louis; a American Thunder, outra montanha-russa de madeira excelente; a Ninja, uma montanha-russa de aço histórica com ótimos loopings; além do brinquedo super radical Catwoman's Whip, um enorme bastão que gira em 360°, e o brinquedo de tiro-ao-alvo super tecnológico Battle for Metropolis, da Liga da Justiça. Nosso próximo destino ainda seria dentro do Missouri, mais especificamente no sul do estado: a região de Branson , uma das maiores cidades turísticas do interior dos Estados Unidos. No caminho de St. Louis até lá, paramos para dormir numa cidade chamada Rolla (deixo os pensamentos da quinta série para você, leitor), cheia de estabelecimentos exaltando a Rota 66. Em Rolla, você dirigimos em um pedaço original da estrada, e como estava de noite, imediatamente me lembrei de uma cena de Carros em que o Relâmpago McQueen, ao se perder, entra numa sessão da Rota 66 à noite e quase bate num trem por ele não ter faróis e a estrada estar totalmente escura. Com exceção de que nós tínhamos faróis, a estrada não tinha uma única iluminação, e quase atropelamos um cervo! No dia seguinte, partimos bem cedo em direção à Branson e paramos em Springfield, uma cidade grande perto de Branson e lar da maior loja Bass Pro Shops dos Estados Unidos! Essa loja é o puro suco estadunidense: você pode encontrar uma infinidade de itens de pesca, itens de caça, o boné branco que todo mundo lá usa, e armas de todos os tipos, sendo vendidas como se fosse sorvete no mercado. Esse foi o maior choque cultural que eu havia presenciado dentro do país! Branson, que fica em um vale chamado Vale dos Ozarks, é uma cidade de interior, mas com jeitão de uma “Orlando do interior”, cheia de lojas enormes, restaurantes temáticos, outlets, e atrações turisticas, como as montanhas-russas de trenó de montanha Runaway Mountain e The Branson Coaster, e o trem Zephyr que faz um passeio pelas paisagens cênicas e morros do sul do Missouri. Tudo pensado muito bem para você passar dias na cidade. Nós jantamos no Uptown Café, um restaurante com temática vintage típica da Rota 66 que tinha aqueles espaços para apresentações de artistas que estavam começando, mas chegamos muito tarde e éramos os únicos clientes. A principal atração de Branson é o Silver Dollar City , o melhor parque temático dos Estados Unidos segundo os próprios estadunidenses! Não é para menos: totalmente encrustrado dentro da floresta, o Silver Dollar City é uma réplica de uma cidade mineira do século XIX, e tudo é muito bem pensado para você se sentir como um habitante dela - até o mapa do parque fica dentro de um jornal com notícias e avisos. Além dos shows de Velho Oeste sensacionais, outros destaques são as montanhas-russas, especialmente a Time Traveler, uma montanha-russa em que os carrinhos giram em torno do próprio eixo enquanto passam por lançamentos, inversões e ótimas quedas. Outras montanhas-russas que amei foram a Outlaw Run, uma montanha-russa de madeira que fica duas vezes de cabeça para baixo e tem quedas enormes, e a Wildfire, uma montanha-russa de altíssima velocidade com loopings pela floresta. O parque ainda tem uma atração premiada: Mystic River Falls, uma corredeira de botes que tem uma queda que te deixará completamente encharcado! Quando saímos de Branson em direção à próxima cidade, Hot Springs, no estado do Arkansas, passamos por belas paisagens no Vale dos Ozarks, pegamos um temporal absurdo, que nos fez parar o carro para esperar a chuva estiar um pouco. Isso fez com que a nossa chegada no parque Magic Springs fosse adiada, mas nada que comprometesse de fato nosso tempo para ir nas atrações. Isso porque, além do Magic Springs ser muitíssimo pequeno, mais da metade do parque é parque aquático, e das 10 atrações de parque de diversão, três estavam em manutenção! O que nos fez ir até o parque foi a X-Coaster, a montanha-russa que tem a inversão mais alta de toda a América, e que realmente valeu a pena, já que foi uma montanha-russa que me fez sentir muito medo, algo que não acontecia já algum tempo. O resto do parque era pura depressão, sem vida e sem visitantes. Além disso, oe poucos visitantes que estavam lá ficavam nos olhando torto quando falávamos português. Ficamos menos de 3 horas lá dentro, o que foi uma decepção para o valor comprado no ingresso, e fomos em direção à Oklahoma no dia seguinte. No caminho para Oklahoma, ainda no Arkansas, um policial nos parou por estarmos acima do limite de velocidade na cidade dele (nos EUA, alguns estados o limite de velocidade é uma sugestão e em outros não. Confesso que não vimos isso sobre cada estado antes da viagem. Você pode conferir isso aqui). A abordagem foi extremamente grotesca, com ele dizendo que “Não sei se no Brasil tem leis de trânsito, mas aqui na América tem” e “nunca mais passem acelerando na minha cidade”. Todo esse cenário horrendo me fez querer nunca mais voltar no Arkansas! Quando passamos a fronteira, o tempo até abriu um sol. Chegamos à Oklahoma animados para o Six Flags Frontier City , o menor Six Flags que existe mas também um dos mais fofos e bem cuidados. Assim como o Silver Dollar City, o parque reproduz uma cidade do Velho Oeste, e seus brinquedos são todos tematizados de acordo com a temática bang-bang. Estar no parque foi muito divertido, especialmente por ver o quão esse parque poderia estar facilmente no Brasil. Seu maior destaque é a montanha-russa de lançamento Diamondback, uma atração raríssima no mundo que ainda funciona perfeitamente! Seu funcionamento é como a Katapul do Hopi Hari, mas ao invés de subir rampas, após o lançamento, o trem cai e faz um looping, proporcionado uma excelente sensação de levitar do banco - e o percurso é feito de costas depois! Outras atrações são mais comuns à outros parques, mas nem por isso tira o brilho do Six Flags Frontier City. Quando estávamos repetindo as melhores atrações do parque, um tornado, algo bem comum de acontecer em Oklahoma, interrompeu nossa visita ao começar a se dirigir para a região do Six Flags Frontier City. Saímos do parque com fome, e com isso, paramos rapidamente num Applebees para comer. Ao sair do carro e abrir a porta, o vento já era tanto que parecia que a porta do carro era uma bandeira… totalmente assustador! Conseguimos superar o vento, voltar para o hotel e no dia seguinte, pegar o voo em direção à Denver, no Colorado. Parte III: Cânions Denver nos recebeu debaixo de chuva, muita chuva. A previsão para o dia não era nada boa, com zero possibilidade de estiagem. Mas, mesmo com esse revés, seguimos após o aeroporto para o Elitch Gardens , um parque de diversões localizado à beira de um rio no centro da cidade. Me lembrou MUITO o Playcenter à beira da Marginal Tietê, especialmente porque o parque tem uma linda Boomerang, a melhor desse tipo que eu já andei. Devido ao clima tenebroso, tinha pouquíssimas pessoas no parque, e algumas atrações nem abriram. Das 6 montanhas-russas, 3 estavam fechadas, uma era de criança e outra além da Boomerang era um clone da FireWhip do Beto Carrero World. O parque não tem nenhuma atração que seja um grande destaque perante aos outros parques do país, mas diante do que estava aberto, foi um dia divertido. Gostei especialmente do brinquedo de tiro-ao-alvo psicodélico Kaleidoscape e descer debaixo de chuva na torre de queda livre Tower of Doom foi sensacional. Infelizmente, tivemos que sair do parque 4 horas depois de termos entrado, porque a chuva piorou muito e eles fecharam para o resto do dia. O clima no Colorado estava tão maluco, que enquanto estávamos na estrada em direção à nossa próxima cidade, localizada nas alturas, nos cânions dos Estados Unidos, acima de mais 2000 metros do nível do mar, a temperatura estava abaixo de 10 graus. Tecnicamente, estávamos no primeiro dia do verão! Aproveitamos esse inverno fora de época para visitar a cidade de Vail, um lugar de alto padrão que durante o inverno (de verdade) fica cheia de turistas e esquiadores que adoram as montanhas do Colorado. Em Vail, eu vivi uma cena que eu não poderia acreditar: estava tão frio que ao invés de chuva, estava caindo neve! Claro que não era uma neve pesada, mas era possível ver o floco de neve antes dele desmanchar nas nossas mãos. Quando saímos de Vail e subimos mais a montanha a caminho de Glenwood Springs, não acreditávamos no que se passava diante dos nossos olhos: uma nevasca! A neve estava caindo muito forte, cobrindo os pinheiros lá fora. Uma cena completamente surreal de se ver em pleno verão! Não durou muito, à medida que avançamos no caminho, porém foi o suficiente para ser inesquecível! Quando chegamos à Glenwood Springs, ainda chovia bastante, mas, mesmo assim, paramos o carro no Glenwood Caverns Adventure Park , um parque de diversões localizado no topo do cânion Glenwood. Para acessar o parque, somente de teleférico! Na base, quando chegamos, vimos uma placa que absolutamente TODAS as atrações estavam fechadas. Demos meia volta e fomos até o Doc Holliday's Saloon and Restaurant, um saloon preservado do século XX! Pedimos um especial do Colorado, e estava tudo muito delicioso! Chegamos novamente à base do Glenwood Caverns renovados, e com todas as atrações abertas. O destaque do parque é a Defiance, uma montanha-russa que viralizou na Internet por ter sido colocada em um precipício! Eu fiquei tão feliz que por acaso do destino, ela foi minha 500ª montanha-russa! A experiência é MUITO intensa, tanto pela vista quanto pelo percurso! Aliás, a maioria das atrações do Glenwood Caverns são de altíssima adrenalina: tem balanço à beira do precipício, um chapéu mexicano em formato de árvore à beira do precipício, uma torre de queda livre que cai dentro da terra e uma montanha-russa estilo trenó de montanha que desce em alta velocidade o cânion! O parque é impecável, e diverte todas as idades! Depois do parque, ainda fomos no Festival do Morango de Glenwood e tomamos um delicioso sorvete de morango e vimos o show de bandas locais. Meio deprimente e vazio o festival, mas como chegamos no fim, já deviam estar na saideira. Descansamos bastante para poder seguir viagem até Moab, cidade em Utah perto da fronteira com o Colorado. Moab é uma parada estratégica antes de seguir viagem até Salt Lake City, porém, mais que isso, é rodeada por dois parques nacionais imensos de cânions: o Parque Nacional dos Arcos e o Parque Nacional Canyonlands . O Parque Nacional dos Arcos tem inúmeras formações rochosas em formato de arco, de todos os tipos possíveis! Explorar o parque é algo inesquecível porque você sente a imensidão da natureza diante de você! Alguns arcos são de fotos de fundo de tela do Windows, e dá para reconhecer instantaneamente. Os arcos mais famosos são o Delicate Arch, o Window Arch, o Landscape Arch, e o Double Arch, e as trilhas para chegar neles são bem simples. O parque estava bem cheio até 16h, e na alta temporada, é possível que seja necessário reserva para entrar no parque antes deste horário. Fomos no fim do dia, para pegar o pôr-do-sol nos arcos e ver o anoitecer. O céu no Parque Nacional dos Arcos é muito limpo, devido à ausência de luz nos cânions. Foi o céu mais limpo e estrelado que eu já vi na vida! No dia seguinte, fomos até o Parque Nacional Canyonlands, onde os cânions são largos e amplos. As caminhadas no parque são tranquilas, e o ponto mais famoso de todo o parque é o Mesa Arch, também muito famoso de papéis de parede do Windows. Ficamos 4 horas no Canyonlands, mas esse parque nacional é imenso, com muitas trilhas. Outros pontos de interesse podem ser o GrandView Point Overlook, White Rim Overlook, o Needles District com o Angel Arch, e a área de cânions enormes Island in the Sky. Como tínhamos ainda longas estradas pela frente, não ficamos muito tempo no Canyonlands (quem sabe uma próxima vez?). Ah, vale lembrar que os parques nacionais são gratuitos! Você só precisa verificar o site de cada parque para ver se é necessário fazer alguma reserva para entrar com o carro. Alguns dias, a demanda de carros é tão grande que é necessário controle da capacidade em algum intervalo de horário. As estradas seguintes eram solitárias até Salt Lake City, sem quase nenhuma civilização aparente. Milhas e milhas de deserto, paisagens rochosas deslumbrantes e a sensação de liberdade que uma estrada trás. Paramos bem no meio do caminho na cidade de Price para poder almoçar e abastecer o carro. O caminho até Price são 2 horas e depois de Price, são mais 2 horas até Salt Lake City. Antes de chegar em nosso hotel na cidade, paramos no Outlets at Traverse Mountain, que fica bem na entrada de Salt Lake City para conferir algumas lojas como Vans e Nike. No dia seguinte, antes de ir para o parque de diversões de Salt Lake City, o Lagoon, saímos um pouco mais cedo do hotel para ir ao Grande Lago Salgado, corpo de água que deu nome à cidade. O Grande Lago Salgado é enorme, e possui uma salinidade maior que os oceanos, porém, sua água é contaminada por químicos - portanto, não a experimente em hipótese alguma! O lago é frequentemente usado para passeios de jetski e barcos, porém como o início do nosso dia estava bem nublado, não notamos nenhum acontecendo. O Lagoon fica distante apenas 35 minutos do centro de visitantes do Grande Lago Salgado e é a principal atração turística de Salt Lake City. O parque é um dos melhores dos Estados Unidos por oferecer uma quantidade absurda de atrações (são mais de 70!), incluindo 11 montanhas-russas, parque aquático, parque infantil, e mais de 20 brinquedos radicais. Seus destaques são a novíssima montanha-russa Primordial, uma atração que mistura tiro-ao-alvo com radicalidade; a Cannibal, uma montanha-russa de 63 metros de altura com uma queda de 116º e a Wicked, uma montanha-russa com um lançamento vertical em alta velocidade! O parque mistura uma atmosfera clássica e nostálgica com brinquedos modernos. Para quem é fã do Playcenter, o Lagoon é um prato cheio: além de lembrar o jeitão do Playcenter de ser, o parque possui duas atrações famosas do passado do parque: uma atração idêntica à Colossus e outra idêntica à Tornado. O dia seguinte ao Lagoon foi puxado como esperávamos. Nossa meta era chegar em Las Vegas passando por dois parques nacionais: Bryce e Zion. O percurso completo, sem desvio de rota para ir aos parques, demora 6 horas de estrada direto (sem paradas). Com o desvio, levamos 10 horas na estrada! Não só não conseguimos aproveitar muito de ambos os parques nacionais como merecíamos, chegamos em Las Vegas completamente exaustos. Serviu de lição que às vezes queremos encaixar tantas coisas no roteiro com a gana de visitar o máximo que puder, que acabamos nos sacrificando e sacrificando o tempo de visita aos lugares. Chegamos ao Parque Nacional de Bryce Canyon logo após o almoço, e pudemos ver as agulhas rochosas naturais de Bryce no Fairyland Point, um dos pontos de observação mais famosos do local. Ficamos por volta de 30 minutos lá, mas para quem gosta de se aventurar, inúmeras trilhas saem dali para caminhar entre as agulhas. O legal é se hospedar em Bryce Canyon City e aproveitar os cânions ao máximo! O caminho até o Parque Nacional de Zion é espetacular. Antes mesmo de chegar no parque nacional, já é possível ficar completamente impressionado com as paisagens na estrada, que acompanham as curvas das montanhas e são totalmente cênicas! Você não sabe se grava, tira foto ou apenas admira a imensidão da natureza! Quando chegamos no Centro de Visitantes do Zion, ficamos impressionados com o quanto o parque era IMENSO, e acessível de vários cantos para a realização de trilhas tranquilas a trilhas superintensas. Como chegamos bem no pôr-do-sol, era o último horário do ônibus interno que levava até o Templo de Sinawava, um paredão de pedras vermelhas que se erguiam à margem do Virgin River. Fizemos um pedaço da trilha Riverside Walk, em que o destino é a The Narrows, uma área em que as grandes paredes de rocha ficam estreitas e a trilha fica um pouco mais difícil de ser feita porque é em maior parte na água. Queríamos ter chegado a ele, porém, se ficássemos até mais tarde, não chegaríamos a tempo do check-in em Las Vegas. Saímos do Zion felizes por ter conhecido o lugar, porém com o coração na mão de querer ficar mais e conhecer mais deste parque nacional belíssimo. De uma próxima vez, ficaremos mais tempo e iremos nos hospedar na cidade de Springdale, que fica aos pés de Zion. Sair de Utah em direção a Las Vegas foi uma das transições mais surreais da viagem. Estávamos em uma estrada completamente árida, cercados por paisagens secas, montanhas e cânions, sem praticamente nada em volta, quando, de repente, começamos a ver um brilho no horizonte. As luzes de Las Vegas surgindo no meio do nada são algo difícil de descrever — é simplesmente absurdo perceber que uma cidade daquele tamanho existe naquele cenário. Quanto mais nos aproximávamos, mais surreal ficava. A chegada em Las Vegas é monumental. As luzes são tão intensas que parecem cegar, os prédios surgem todos iluminados, cada um disputando atenção, e tudo lembra uma grande cena de filme. É barulho, movimento, neon para todos os lados e aquela sensação constante de exagero, como se nada ali tivesse sido feito para ser discreto. Dá para entender imediatamente por que Las Vegas é única no mundo. Ficamos hospedados no Circus Circus, um hotel mais barato e claramente parado no tempo, com aquele visual clássico que parece não ter mudado desde os anos 90. Apesar disso, ele tinha um grande diferencial: dentro do hotel fica o Adventuredome , um parque de diversões totalmente fechado. O parque é compacto, mas cheio de atrações interessantes, com montanhas-russas passando por cima da cabeça, luzes coloridas e um clima bem caótico. A grande estrela para nós foi a El Loco, uma montanha-russa insana, com quedas extremamente inclinadas e uma sensação constante de que o carrinho vai sair dos trilhos. Simplesmente amamos — foi daquelas atrações que você sai rindo, tremendo e querendo ir de novo. Você ainda encontra a montanha-russa Canyon Blaster, uma montanha-russa clássica com loopings, o brinquedo radical Inverter que parece ter saído de um jogo e brinquedos interativos. Além disso, o parque é uma ótima opção para fugir do calor de Las Vegas! Lá dentro, o ar condicionado é fortíssimo! Outro ponto altíssimo da viagem foram os brinquedos da THE STRAT . Até hoje, sem exagero nenhum, estão no top 1 das coisas mais assustadoras que já fiz na vida. Estar a mais de 300 metros de altura já é absurdo por si só, mas o X-Scream, que literalmente te lança para fora da torre, deixando o carrinho “pendurado” no vazio, é algo que desafia qualquer limite psicológico. Eu fui no primeiro assento, então fiquei olhando fixamente o chão embaixo, a mais de 200 metros de altura. Se eu fechar os olhos, eu consigo lembrar do nervoso de estar nesse momento de novo! Foi muito marcante! A Big Shot, a torre de queda livre, completa o pacote com uma subida explosiva e uma vista surreal da cidade antes da queda. É medo puro, real, daquele que faz as pernas tremerem muito depois de sair do brinquedo. Reservamos um dia inteiro para caminhar pela Strip, indo de hotel em hotel, entrando praticamente em todos os cassinos possíveis. Passamos pelo Excalibur, com seu tema medieval, pelo Luxor, com sua pirâmide gigantesca, Planet Hollywood, Aria, Venetian, Caesars Palace, Bellagio, Paris e tantos outros. Cada hotel é praticamente um parque temático por si só. No Caesars Palace, tivemos a sensação de estar em um ambiente paralelo desconexo com a realidade, porque é impossível saber lá dentro se está de dia ou de noite! Você realmente perde a noção do tempo! No New York-New York, fomos na The Big Apple Coaster , uma experiência completamente surreal. A montanha-russa contorna o hotel, passa por cima da Strip e dá a sensação de estar “sobrevoando” um cassino em pleno funcionamento. A queda inicial é ótima, intensa e surpreendente, embora o percurso seja um pouco desconfortável — ainda assim, é uma daquelas experiências que só Las Vegas poderia oferecer. À noite, fomos na High Roller , a roda-gigante da cidade, que proporciona uma vista incrível de toda a Strip iluminada. Depois, caminhamos pelas calçadas, que ficam completamente tomadas de gente de sexta a domingo. O clima lembra muito a Lapa, no Rio de Janeiro, só que elevada à décima potência: muita luz, muito neon e pessoas de todo tipo. Tem desde gente completamente bêbada e figuras completamente malucas, até pessoas super bem vestidas, prontas para entrar nas festas e clubes da cidade. É caótico, exagerado e fascinante ao mesmo tempo. Também fizemos as paradas clássicas. Visitamos a icônica placa de Welcome to Las Vegas , rendendo aquelas fotos obrigatórias, e fomos ao Pinball Hall of Fame, um verdadeiro paraíso. O lugar é gigantesco, cheio das melhores máquinas de pinball que já vi na vida, de várias épocas diferentes — incluindo uma máquina temática do RollerCoaster Tycoon, que foi simplesmente surreal de encontrar. Dá vontade de passar horas ali jogando. Outro ponto inesperadamente incrível foi o Museu de Stranger Things, com vários objetos originais da série, cenários recriados e, claro, a icônica sala de estar da Joyce, que dá aquela sensação absurda de estar literalmente dentro da série. Para quem é fã, é impossível não se arrepiar. Enquanto estávamos em Las Vegas, fizemos um bate-e-volta até o Arizona para visitar o Grand Canyon West. A entrada é paga e custa cerca de US$ 60, e confesso que fui achando que talvez não fosse me impressionar tanto, já que já tínhamos visto outros cânions na viagem. Eu estava completamente errado. O Grand Canyon é algo que não cabe em palavras. Fiquei estupefato, chocado com a grandiosidade do lugar — é grande demais, profundo demais, poderoso demais. Poderia facilmente ter ficado horas e horas apenas observando. O pôr do sol ali foi um dos mais lindos que já vi na vida, com cores absurdas pintando o cânion. Sinceramente, acredito que voltaria ao Arizona só para visitar outras áreas do Grand Canyon. No mesmo dia, seguimos para Seligman, a pequena cidade da Route 66 que serviu de inspiração direta para a Disney criar Carros . Almoçamos em um restaurante típico, com aquele clima clássico de estrada americana, e visitamos a famosa barbearia onde a equipe da Disney conversou com um morador local para ouvir histórias da cidade e desenvolver o filme. Foi ali que nasceu a essência de Radiator Springs. Andar por Seligman é como caminhar dentro do filme: a cidade tem os carros reais que inspiraram os personagens, como a Kombi verde, o carro de polícia, o caminhão e outros espalhados pelas ruas. Para mim, foi a realização de um sonho estar no lugar que deu origem a um dos meus filmes favoritos de todos os tempos — um daqueles momentos que ficam marcados para sempre na memória. Parte IV: Los Angeles O caminho para Los Angeles foi no deserto do Death Valley, um dos desertos mais tensos dos Estados Unidos - não tinha nada em volta! Nossa primeira parada foi na cidade fantasma de Calico, onde o Velho Oeste parece ter ficado congelado no tempo. Caminhamos bastante pelas ruas de terra, entramos nas antigas construções de madeira, visitamos as lojinhas temáticas, o antigo saloon, a cadeia, a escola e até a mina de prata, que foi o grande motivo da cidade ter existido no fim do século XIX. Tudo muito bem preservado, com placas explicativas e encenações que ajudam a imaginar como era a vida dura dos mineradores naquela época. Calico é aquele tipo de lugar que rende fotos incríveis e faz você realmente se sentir dentro de um filme de faroeste. Para entrar em Calico, é necessário pagar um ticket de aproximadamente 8 dólares. De lá, seguimos viagem e fizemos uma parada curiosa no McDonald’s Museum, em San Bernardino, onde tudo começou. O museu fica no local do primeiro McDonald’s da história e é cheio de memorabilia, brinquedos antigos, embalagens clássicas e curiosidades sobre a marca. É uma visita rápida, mas extremamente interessante, principalmente para quem gosta de cultura pop e história. A pessoa que cuida do lugar pede uma doação de qualquer valor para ajudar manter viva a história do primeiro McDonald’s, já que esse museu não é reconhecido oficialmente pela rede. Entramos pelo trânsito interminável de Los Angeles para chegar, já no fim do dia, a Santa Monica para começar a fechar nossa viagem com chave de ouro. Caminhar pelo Santa Monica Pier ao pôr do sol foi simplesmente perfeito: a vista do oceano Pacífico, artistas de rua, a praia cheia de vida e aquele clima californiano clássico. Não perdemos tempo e fomos logo aos brinquedos do Pacific Park , principalmente as icônicas Westcoaster (montanha-russa) e Pacific Wheel (roda-gigante). Além delas, o parque tem outras atrações clássicas, como a West Coaster, uma montanha-russa compacta que passa bem perto da água, o G-force, o Sea Dragon e vários brinquedos familiares. Mesmo sendo pequeno, o Pacific Park tem uma energia única, com música, luzes e aquele clima de parque retrô misturado com a vibe praiana da Califórnia. Dá para comprar ingressos individuais ou passes, comer algo nas lanchonetes ao redor e simplesmente curtir o movimento enquanto o sol se põe. É o tipo de lugar que não impressiona pelo tamanho, mas pela experiência — perfeita para fechar o dia em Santa Monica sentindo que você está exatamente onde sempre viu nos filmes e séries. Entre fotos, uma volta pelo píer e a sensação de finalmente ter chegado à Los Angeles, terminamos o dia cansados, mas com a certeza de que foi um dos trajetos mais marcantes da viagem. O dia em San Diego foi daqueles bem completos. No SeaWorld San Diego , deu para perceber como o parque evoluiu muito nos últimos anos, com foco maior nas atrações radicais. A Manta chama atenção logo de cara, com aquele percurso suave e rasteiro sobre a água, enquanto a Electric Eel garante lançamentos intensos e quedas verticais que surpreendem. A que mais chamou nossa atenção foi a Emperor, uma montanha-russa de mergulho com uma vista maravilhosa de San Diego! Entre uma atração e outra, caminhamos bastante pelas áreas de animais marinhos, aquários e espaços educativos, o que deixa o parque equilibrado entre a adrenalina e a contemplação. No fim da tarde, seguimos para o Belmont Park , um parque de diversões clássico à beira da Mission Beach. O grande destaque é a Giant Dipper, uma montanha-russa de madeira histórica, simples e deliciosa de andar, além do clima retrô, com alguns brinquedos radicais, como o pêndulo Beach Blaster, fliperamas, lojinhas, restaurantes e o pôr do sol dando um toque especial ao passeio. A Disneyland foi um dos dias mais especiais da viagem. Estar no parque original da Disney tem um peso diferente, e isso se sente em cada detalhe. A Main Street, U.S.A. já entrega aquela sensação de magia imediata, e o parque é repleto de atrações clássicas que são referências até hoje. Pirates of the Caribbean e Haunted Mansion têm versões icônicas, o Indiana Jones Adventure impressiona pela intensidade e cenários, e a Space Mountain entrega uma experiência diferente da de Orlando, mais intensa e compacta. Me lembro que fiquei muito chocado com a grandiosidade da Star Wars: Galaxy’s Edge - foi um momento muito especial para quem é fã de Star Wars como eu! O parque é extremamente denso, com atrações uma atrás da outra, trilhas sonoras marcantes e um cuidado absurdo com a ambientação da magia Disney. No dia seguinte, estar em um dos meus parques favoritos, o Disney California Adventure trouxe uma felicidade imensa para dentro de mim. Cada momento nesse parque é muito especial, especial porque ele traz um contraste interessante com a Disneyland, com um estilo mais moderno e ousado. A área de Cars Land, a minha favorita (sou muito fã de Carros!), é facilmente uma das melhores já criadas pela Disney, com destaque absoluto para Radiator Springs Racers, que mistura dark ride com corrida em alta velocidade. A Guardians of the Galaxy – Mission: BREAKOUT! entrega quedas absurdas e uma trilha sonora perfeita, enquanto a Incredicoaster garante loops e velocidade com vista para o parque. O parque tem um clima mais adulto, culinária diferenciada e uma identidade própria que o faz, para mim, ser o melhor parque Disney já criado! O dia no Six Flags Magic Mountain começou cedo — e não foi por acaso. O parque fica longe, e tivemos que acordar bem antes do sol nascer para conseguir aproveitar o máximo possível. Conhecido como a “capital mundial das montanhas-russas”, ele realmente faz jus ao título. É um parque focado em adrenalina, com destaques como a Twisted Colossus, uma das minhas montanhas-russas favoritas, especialmente pelas vezes que ela te faz levitar do banco inúmeras vezes; X2, uma das montanhas-russas mais radicais e intensas do mundo, que te fará dar cambalhotas em um percurso radical; Tatsu, uma montanha-russa em que você vai se sentir como se estivesse voando pelas montanhas da Califórnia; Full Throttle, detentora de um dos maiores looping do mundo; e a Goliath, uma hiper montanha-russa que é maravilhosa! Não é um parque de muita tematização, mas compensa com uma quantidade absurda de atrações intensas, o que fez o dia ser fisicamente cansativo, porém completamente satisfatório para quem ama montanha-russa (como a pessoa que vos escreve). O Universal Studios Hollywood também exigiu um despertador madrugador. Acordamos muito cedo por conta do trânsito de Los Angeles, tudo para chegar a tempo de aproveitar o early ticket do Super Nintendo World. E valeu cada minuto. Entrar cedo no parque fez toda a diferença para explorar a área com mais calma, aproveitar o Mario Kart: Bowser’s Challenge e absorver cada detalhe do mundo do Mario. Um dos melhores momentos no Super Nintendo World foi o Toadstool Café, um restaurante que você vê os Toads trabalhando e cozinhando até serem atacados pelo Bowser! Além disso, o parque tem atrações icônicas como o Studio Tour, que é exclusivo de Hollywood e você pode ver bastidores reais de shows da Universal, além de The Wizarding World of Harry Potter, uma réplica da área de Hogsmeade do Islands of Adventure em Orlando; do Jurassic World – The Ride, um dos melhores brinquedos aquáticos que já fui; a réplica de Springfield, a cidade dos Simpsons; a atração excelente de Transformers e a Revenge of the Mummy, uma ótima montanha-russa no escuro. Outra atração que é exclusiva do Universal Studios Hollywood e que todos amaram foi o brinquedo de A Vida Secreta dos Bichos. O parque é mais compacto, mas extremamente eficiente e cheio de experiências únicas. Por fim, o Knott’s Berry Farm foi, mais uma vez em uma viagem minha à Califórnia, um dos parques mais surpreendentes e um fechamento perfeito para a 2023 The Heartbeat Tour. Diferente dos outros, ele tem uma identidade muito própria, que mistura história, tradição e adrenalina de forma extremamente natural. A Ghost Town é o grande coração do parque e uma das áreas de Velho Oeste mais bem feitas que existem, com ruas de madeira, lojas antigas, apresentações ao vivo, a antiga cadeia, a ferraria e personagens interagindo com os visitantes, fazendo você realmente se sentir dentro de uma cidade do século XIX. Ao mesmo tempo, o parque não deixa nada a desejar quando o assunto é montanha-russa. A GhostRider, de madeira, é intensa, rápida e passa colada nas estruturas da Ghost Town, trazendo uma sensação absurda de velocidade. A HangTime impressiona logo de cara com sua subida vertical e queda em ângulo negativo, seguida de inversões bem agressivas, enquanto a Silver Bullet entrega um percurso clássico e muito fluido, passando por cima do lago e de áreas bem abertas do parque. Ainda tem a Xcelerator, com seu lançamento explosivo, e a Sierra Sidewinder, que traz um toque mais divertido e familiar. Além das atrações, o Knott’s tem um clima muito mais local e menos turístico, o que deixa o dia no parque mais leve e autêntico. A 2023 The Heartbeat Tour foi muito mais do que um simples roteiro de parques de diversões — foi uma imersão completa em paisagens, culturas, histórias e sensações que mudaram a forma como eu vejo os Estados Unidos. Cada estrada percorrida, cada cidade visitada e cada parque explorado trouxe uma identidade única, seja na adrenalina das montanhas-russas, na grandiosidade da natureza ou nos pequenos detalhes que só uma road trip permite perceber. Dos Grandes Lagos aos cânions do Oeste, das florestas do interior às luzes cegantes de Las Vegas e a beleza da Califórnia, tudo se conectou de forma quase cinematográfica. Houve dias exaustivos, acordadas antes do sol nascer, longas horas dirigindo e imprevistos pelo caminho, mas cada desafio valeu a pena. Vivemos momentos de pura euforia, medo real, contemplação silenciosa e até frustração — e isso só deixou a experiência mais verdadeira. Essa viagem reforçou em mim a certeza de que explorar o mundo sobre quatro rodas cria memórias muito mais profundas do que apenas “visitar lugares”. Volto para casa com histórias que não cabem em fotos, com sonhos realizados e com a vontade imensa de repetir tudo de novo, talvez por outra rota, outro estado… mas com a mesma paixão por estrada, parques e descobertas. ====== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Glenwood Caverns. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2021. Foram 2 anos juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro! Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. "As estradas não eram retas como essa interestadual… acompanhavam as terras, com as subidas, descidas, curvas… os carros não dirigiam para ganhar tempo, dirigiam nela para aproveitar o tempo..." Sally, em cena do filme Carros da Disney << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Monte seu pacote aos parques da Europa
Monte seu pacote de viagem aos parques temáticos da Europa. Você pode incluir serviços como passagem aérea, hospedagens, ingressos, aluguel de carro e seguro viagem. europa OLÁ! Para iniciarmos a montagem do seu pacote, o primeiro passo é preencher o formulário abaixo! Nele, você me fornecerá alguns detalhes básicos para estabelecermos nosso primeiro contato e assim, começarmos a trazer seu sonho para a realidade! Aqui, você poderá escolher quais parques da Europa você gostaria de conhecer! A quantidade de dias dependerá de quantos e quais parques você escolher. Preparado? Qual é o seu nome e sobrenome? Qual o seu e-mail e WhatsApp para contato? Código Telefone Qual é a sua cidade e estado de saída? Em que mês e que ano você gostaria de ir? Quantos dias você gostaria de viajar? Gostaria de alugar um carro? Viajará sozinho ou acompanhado? Caso acompanhado, quantas pessoas a mais com você? Além de parques, o que você mais curte fazer? (Ex: praia, museus, festas, feiras, shows, musicais, peças de teatro...) Hora de montar seu roteiro dos sonhos! Escolha os parques dos países da Europa que você gostaria de visitar nessa viagem. DICA: Visitar mais de um país na mesma viagem aumenta os custos, mas pode ser um otimizador de tempo! alemanha Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Belantis (Leipzig, perto de Berlim) Freizeitpark Plohn (Lengenfeld, perto de Berlim) Bayern Park (Reisbach, perto de Munique) Skyline Park (Rammingen, perto de Munique) Legoland (Günzburg, perto de Munique) Tripsdrill (Cleebronn, perto de Sttugart) Holiday Park (Haßloch, perto de Frankfurt) Europa Park (Rust, perto de Frankfurt) Phantasialand (Brühl, perto de Colônia) Movie Park Germany (Bottrop, perto de Dortmund) Wunderland Kalkar (Kalkar, perto de Dortmund) Heide Park (Soltau, perto de Hamburgo) Hansa Park (Sierksdorf, perto de Hamburgo) áustria Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Prater (Viena) Fantasiana (Salzburg) bélgica Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Walibi Belgium (Wavre, perto de Bruxelas) Bobbejaanland (Kasterlee, perto de Antuérpia) Bellewaerde (Ieper, perto de Bruges) Plopsaland De Panne (De Panne) dinamarca Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Tivoli (Copenhague) Bakken (Copenhague) Legoland (Billund) Tivoli Friheden (Aarhus) Djurs Sommerland (Nimtofte, perto de Aarhus) Fårup Sommerland (Blokhus) espanha Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Parque Warner (Madrid) Parque de Atracciones (Madrid) Isla Mágica (Sevilha) Terra Mítica (Benidorm, perto de Valencia) PortAventura (Salou, perto de Barcelona) Tibidabo (Barcelona) frança Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Disneyland (Paris) Walt Disney Studios (Paris) Parc Asterix (Paris) Bagatelle (Merlimont) La Récré des 3 Curés (Milizac-Guipronvel) Puy du Fou (Les Epesses, perto de Nantes) Futuroscope (Poitiers, perto de Nantes) Le Pal (Dompierre-sur-Besbre) Nigloland (Dolancourt) Walygator Grand-Est (Maizières-lès-Metz, perto de Cidade do Luxemburgo) Walibi Rhône-Alpes (Corbelin, perto de Lyon) Luna Park (Agde, perto de Montpellier) finlândia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Linnanmaki (Helsinki) Särkänniemi (Tampere) PowerPark (PowerPark) irlanda Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Emerald Park (Meath, perto de Dublin) ITÁLIA Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Gardaland (Garda, perto de Milão) Movieland Studios (Garda, perto de Milão) CavallinoMatto (Carducci, perto de Florença) Mirabilandia (Savio, perto de Bolonha) Cinecittà World (Roma) Magicland (Valmontone, perto de Roma) Zoosafari Fasanolandia (Fasano, Itália) Etnaland (Catânia) NORUEGA Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Tusenfryd (Vinterbro, perto de Oslo) países baixos Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Walibi World (Biddinghuizen, perto de Amsterdã) Toverland (Sevenum, perto de Dortmund) Efteling (Kaatsheuvel, perto de Amsterdã) Drievliet (Haia, perto de Amsterdã) Duinrell (Haia, perto de Amsterdã) Hellendoorn Avonturenpark (Hellendoorn, perto de Amsterdã) Slagharen (Slagharen, perto de Amsterdã) polônia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Energylandia (Zator, perto de Cracóvia) Legendia (Chorzów, perto de Cracóvia) portugal Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? 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Compra de passagem aérea Compra de hospedagem Compra de ingressos Compra do aluguel do carro Compra de seguro viagem Roteiro personalizado (10 dias ou menos: R$ 799 | 10 dias ou mais: R$ 999) Enviar formulário Obrigado! Você irá receber um contato meu em breve! Política de Cancelamento ✈️Passagem aérea O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem antes da viagem e o voo ainda não tiver saído? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar algum dos trechos do voo e já tiver pegado o primeiro avião? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem e não tiver me apresentado no aeroporto? A passagem não é reembolsável. Os custos informados se aplicam a cada passageiro adulto e estão convertidos á moeda local segundo o câmbio do dia. Os valores devem ser pagos á vista. As alterações e os cancelamentos, em caso de ser permitidos, podem ser realizados até 24 horas antes do embarque e durante um ano a partir da data da compra. 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- Meu Intercâmbio de Trabalho na Disney | Experiência Real
Relato real do meu intercâmbio de trabalho na Disney. Rotina, trabalho, benefícios, desafios e tudo o que vivi por lá. Olá, seja bem-vindo ao EPCOT ! Tenha um dia mágico! 1. Introdução Meu nome é Raphael, e quando fiz esse intercâmbio tinha 23 anos e cursava Turismo na Universidade Federal Fluminense. Desde a minha primeira visita ao Magic Kingdom em 2008, com 14 anos, por livre e espontânea pressão da minha mãe, sou apaixonado por parques de diversões, tendo visitado mais de 50 em toda minha vida e andado em (até agora, abril de 2018) em 170 montanhas-russas. Essa paixão foi o que me levou a cursar Turismo e concentrar toda minha vida acadêmica ao redor desses lugares mágicos, especialmente entender como o visitante se comporta a partir do momento que entra nos portões e como os parques mexem com a cabeça das pessoas para atraí-las. Por conta disso (e pela minha paixão) eu queria muito trabalhar em um parque para ter a dimensão da dinâmica envolvida e para saber como era a sensação de ser um empregado de um lugar que deixa as pessoas felizes. Era mais fácil eu procurar um intercâmbio do que me mudar de estado para trabalhar no Hopi Hari ou Beto Carrero World, então comecei a ver se as redes Six Flags, Cedar Fair, Universal tinha algum programa de trabalho, e nenhuma tinha. Eu relutei até o final em escolher a Disney e seu ICP pois queria algo mais raiz e menos glamoroso. Como não encontrei nada, o “jeito” foi fazer o ICP. Esperei até o sexto período da minha faculdade para poder fazer com tranquilidade. De início, eu tinha como referência meus estudos sobre a Disney, e meus dois alumnis do 16/17 maravilhosos, Gustavo e Luyza. O único grupo que entrei foi o Futuros Disney Cast Members no Facebook para eu ficar a par de tudo que acontecia nos momentos que antecediam o processo seletivo. Evitei entrar em grupos de whatsapp antes de saber a aprovação, primeiro porque não tenho paciência para grupos imensos, segundo que não queria interagir e depois quebrar a cara. Por mais que eu olhasse torto ainda para a ideia de fazer o ICP, eu sabia que se eu passasse eu iria para Orlando com a meta de aproveitar o máximo de cada parque. Queria conhecer tudo, fazer tudo. E queria me sentir livre no trabalho. Não adiantaria eu fazer esse processo para ter a mesma infelicidade que eu sinto em ficar atrás de um balcão ou sentado em um escritório. Eu preciso estar ao ar livre para me sentir feliz. Fui até o norte de Ohio atrás de montanha-russa. Esse parque temático da foto é o Cedar Point, que detém o segundo maior número de montanhas-russas do mundo. Então foi o momento que eu tinha que ter pelo menos uma ideia das roles, isto é, o tipo de trabalho que eu faria lá. São as seguintes: - Attractions: operação de brinquedos familiares/infantis e portaria dos parques; - Character Attendant: guardião e assistentes dos personagens; - Character Performer: atuação como os personagens Disney; - Costuming: serviço de corte, costura e lavagem de uniformes; - Custodial: limpeza das áreas comuns e banheiros; - Merchandise: operação de caixa, venda e arrumação de estoque das lojas; - Quick Service: atendimento e manutenção das lanchonetes. Dentro dessas, a única que poderia me oferecer a liberdade que queria era Custodial. Nunca havia lidado com lixo na minha vida, mas sempre gostei dos ambientes que eu estava limpo e organizado. Apesar de amar a parte de brinquedos, pensei que eu poderia acabar achando chata depois de tanto tempo trabalhando. Dito isso, coloquei Custodial na cabeça, apesar de estar ainda com medo do que eu teria que lidar. O meu investimento financeiro para o ICP foi na ordem de US$ 2660/R$ 9500, que incluiu todos os gastos antes de receber o meu primeiro salário. Foram US$ 355 da acomodação da Disney, US$ 801, US$ 309 do seguro obrigatório, US$ 160 do visto J1, US$ 35 da taxa SEVIS e US$ 1000 para sobrevivência e primeiras compras. Consegui a maior desse dinheiro trabalhando em um estágio na faculdade e o resto veio através de patrocínios familiares. 2. O Processo Seletivo O processo seletivo é composto de 3 etapas: inscrição online, entrevista presencial com a STB e entrevista presencial com a Disney (ambas em inglês). Primeiro passo – Inscrição online: A STB realiza palestras em algumas capitais dos estados do Brasil para contar mais sobre o intercâmbio e realizar a primeira entrevista. Para ter acesso a essa palestra, é necessário garantir seu lugar através de um cadastro em um hotsite que a STB irá disponibilizar dias antes da data das inscrições. É recomendável ser ágil nesse processo, pois as vagas se esgotam em poucos minutos. Para tudo correr bem no primeiro passo, fique de olho no site da STB sobre o programa e em páginas no Facebook, como a Segunda Estrela, para saber todas as informações necessárias. Segundo passo – entrevista com a STB: Essa entrevista ocorre logo após a palestra informativa. Ela é o “grande funil” do processo seletivo, visto que a taxa de eliminação de participantes é altíssima. Não existe segredo absoluto para ser aprovado, mas existem alguns fatores que é importante prestar atenção para garantir que a sua entrevista não seja um desastre. É importante lembrar que o que escrevo não é verdade absoluta, podendo variar de pessoa para pessoa, porém é o que eu observo melhor na característica de aprovados. Lá vai: - Não fique de cabeça baixa e olhe diretamente nos olhos do entrevistador o tempo todo. - Não vá com frases gravadas que muito provavelmente você vai se perder. Mantenha uma linha de raciocínio constante, evitando gaguejar, a partir de palavras-chefe guardadas na mente. - Não invente de falar palavras rebuscadas em inglês. Passe sua mensagem claramente com o que você sabe. - Seja sincero na hora de relacionar o seu objetivo de vida profissional com o porquê de você estar fazendo o programa. Evite faltar que você sente amor aos parques ou aos personagens da Disney. - Seja empolgado e sorria. Não fale com voz baixa. - Pense em argumentos próprios do porquê você faria a diferença como um empregado Disney. Não vá em clichês como “quero ter a oportunidade de fazer contato com novas culturas” ou “eu teria muito em contribuir com a Disney porque sou uma pessoa extrovertida e sem medo do trabalho”. - Não fale sobre experiências na qual o entrevistador não quer saber ou que não esteja relacionada com o programa, como “vejo séries”, “eu desenho”, “faço esportes”, “amo comida mexicana”. - É indicado ter experiência profissional, trabalho voluntário e/ou viagens internacionais no currículo, assim como certificados de línguas estrangeiras. - Caso tenha experiência com viagens internacionais, procure dizer em que elas contribuíram para o seu crescimento pessoal. - Não se intimide pelo colega ao lado nem o deixe te intimidar. - Tenha consciência que sua entrevista também depende do entrevistador, às vezes, ele pode não ir com a sua cara. Me lembro de ter ido com uma galera enorme da minha faculdade para a entrevista em São Paulo. Estava acontecendo o Encontro Nacional de Estudantes de Turismo (ENATUR) na cidade na mesma época da entrevista do ICP, e não foi difícil convencer a galera a tentar o programa junto comigo. Lembranças para motorista de Uber Angelina, que fez o impossível para tentar chegar no lugar em um domingo com metrô e ruas interditadas (mesmo eu gritando de desespero e pulando para fora do carro no momento em que chegamos perto do local). Foi uma das viagens mais divertidas que fiz para São Paulo e faria tudo de novo. Terceiro passo – entrevista com a Disney: Sendo aprovado na entrevista com a STB, 1 mês e meio depois tem a entrevista com a Disney, em São Paulo. Nessa etapa do processo, o recrutador pretende conhecer você melhor, fazendo perguntas mais aprofundadas sobre seu currículo. É nessa entrevista que você deve falar seu parque favorito ou atração favorita para efeitos de possíveis definições de work location. A ideia dessa entrevista é ser um papo descontraído. Eu fiz a entrevista com a Regina, a chefe do recrutamento Disney no Brasil. Eu saí de lá arrasado, porque eu tentava iniciar uma conversa e ela acabava me cortando querendo saber algo específico. Achava que não ia passar, mas no final tudo correu bem, apesar da Disney ter esquecido de me mandar a minha Job Offer, isto é, seu contrato de trabalho. 3. Do resultado da aprovação até o embarque Nesse tempo, você estará surtando de ansiedade a cada dia que passa, porém vários passos importantes são executados. Primeiro de tudo, essa é a hora de entrar em grupos. A comunicação com as pessoas que também passaram te ajuda muito a saber informações e a se sentir mais seguro de tudo. A STB te dará aos poucos via um portal os passos que devem ser executados, com suas respectivas datas. Aqui, o primeiro documento mágico que você receber é a sua Job Offer, que contém a role que você fará e o seu salário a ser pago. Aceitando sua Job Offer, você paga as primeiras semanas do DORMS, o portal que garante sua residência em um dos quatro condomínios da Disney em Orlando. Com esses dois passos completados, comece a correr atrás de passagem aérea, hospedagem para os dias que antecedem a data de check-in na Disney e continue acompanhando para você ter o recebimento do seu DS-2019, o documento do governo americano que permitirá você tirar o visto J-1. Além disso, você deverá também pagar uma taxa chamada SEVIS e preencher um site da Disney (New Hire Portal) em que colocará todas suas informações para que tudo ocorra bem com seu salário. Depois disso tudo pronto, bem perto da data de embarque você verá se será possível linkar com algum amigo seu, isto é, ambos ficarem no mesmo quarto. Nos últimos anos, somente a galera que foi na segunda e terceira data foram permitidos esse benefício. Além disso, você escolherá entre um dos quatro condomínios: Vista Way, Chatam Square, Patterson Court e The Commons. Apesar de ter escolhido linkar, pela oportunidade de uma melhor comunicação com meus colegas de apartamento, que acabaram por serem todos brasileiros, sinto que perdi uma oportunidade de interagir com outras culturas mais fortemente. 4. A chegada aos Estados Unidos Você só terá direito a 2 malas de 23kg em qualquer companhia aérea, ao menos que queira pagar excesso de bagagem. Minha dica para a arrumação das malas é que você não cometa o mesmo erro que cometi, levando muito do mesmo. Leve no máximo 2 pares de sapatos, 10 a 15 camisas, 2 a 3 calças, e se preferir levar toalhas e roupa de cama, leve no máximo 2 de cada. Isso te poupará dores de cabeça em relação a peso e no manejo das malas. Busque ficar longe de sacolas na mão e mantenha seus eletrônicos em uma mala de mão. Na imigração, apresente os seguintes documentos: passaporte com o visto e o DS2019. Caso o entrevistador pergunte por quanto tempo ficará e onde você vai ficar, fale todas as informações que recebeu da Disney. Caso você esteja hospedado em um hotel da Disney, você pode pegar o Disney Magical Express no Aeroporto de Orlando em direção ao seu hotel. Caso não, pegue um Uber ou Lyft, um app concorrente. Escolhi ficar dois dias no Walt Disney World Resort aproveitando os hotéis antes de ir para o condomínio. Foi ótimo porque pude dar vários rolês nos hotéis do complexo, e conhecer as diferenças entre eles. Além disso, é o tempo de você conhecer as pessoas que você conversou até então só pela internet e trocar experiências. Escolhi conhecer todos os cantos do meu hotel caçando Pokémons e visitar o Art of Animation, por ter uma seção preferida do meu filme favorito da Disney, Carros. Nem preciso dizer que amei cada detalhe que pude perceber. Além disso, passei no Disney Springs e jantei no Rainforest Café, um dos milhares de restaurantes do centro comercial da Disney. É muito legal você ter esses primeiros momentos de confraternização com os participantes do programa, até para você se sentir mais acolhido. 5. Entrando no condomínio Meu condomínio foi o Vista Way. Eu o escolhi pelos prédios ao seu redor: o fast-food Wendy’s, lar do famoso 4-4-4 (um combo de um hambúrguer sem gosto, batata frita, nuggets de frango e bebida); Walgreens, uma farmácia e depósito de bebidas; Dollar Tree, um mercado onde tudo é vendido a 1 dólar e outros, como a pizzaria Cici’s Pizza e um complexo de golfe. Além disso, é do Vista que saem a maior parte dos ônibus para os lugares. Fiquei no prédio 23, um pouquinho longe do terminal de ônibus, mas incrivelmente perto da piscina e da recepção. O Vista é o mais antigo dos condomínios, e isso dava a ele um ar charmoso de subúrbio americano, especialmente com as árvores perdendo as folhas no outono e depois completamente secas no inverno. Entretanto, os apartamentos sofrem um pouco com a idade: as máquinas de lavar, que ficam do lado de fora do apartamento, quebravam constantemente; nosso triturador de lixo quebrou no primeiro mês; os colchões eram bastante duros e as gavetas não tinham mais sustentação. Para completar o barraco, os ônibus que são disponibilizados para nós são verdadeiras lata-velhas. Eu gostei de morar no Vista Way, especialmente pelos estabelecimentos perto. Apesar de não ter participado de muitas, o Vista também era o epicentro das festinhas e rolês (mais sobre isso a frente). Entretanto, se você não se importa de pegar ônibus, eu acredito que o Chatam Square seja a melhor opção, por ser mais novo, ser o centro de eventos e ter a mesma quantidade de linhas de ônibus que o Vista tem. O The Commons possui o benefício da máquina de lavar ser dentro do apartamento, e o Patterson Court é o mais novo dos condomínios, porém somente uma linha de ônibus passa no condomínio, sendo necessário andar para o Chatam para pegar o resto dos ônibus. 6. A primeira semana A mudança, na segunda-feira, foi muito confusa. Quando eu vi todo conteúdo das minhas duas malas enormes espalhados em cima da cama senti uma ansiedade enorme de arrumar tudo. Entretanto, eu tinha que comer e comprar vários utensílios para o apartamento, então já no primeiro dia você só sai correndo para o Walmart e o Dollar Tree em busca de tudo aquilo que você precisa. Cuidado ao comprar grandes quantidades de comida. Para mim, cozinhar não foi uma realidade porque trabalhava no mínimo 8 horas por dia e preferi dormir do que cozinhar. Logo, a quantidade de comida que comprei no primeiro dia de Walmart estragou facilmente. Faça compras para a sua semana, e compre todos os utensílios ou eletrônicos que desejar. Os dias seguintes foram de muito parque! Eu já tinha comprado daqui do Brasil o passe dos parques SeaWorld (Busch Gardens e SeaWorld), então já fui correndo experimentar a Mako! De resto, aproveitei o condomínio porque sabia que não teria tempo de aproveitar depois. Na quinta-feira, aconteceu o Traditions na Disney University, o primeiro treinamento que temos da Disney. Nele, aprendemos sobre as tradições da empresa e é uma oportunidade para todos ficarem familiares com o passado de Walt Disney. Assim como muita coisa nesse programa, vai depender muito de você, e muito de sua história de vida, decidir se o Traditions é realmente emocionante ou não. Depois, tive a minha primeira visita ao Typhoon Lagoon, um dos parques aquáticos da Disney em anos. Foi uma delícia! Os parques aquáticos de Orlando são ótimos nessa época por estarem realmente muito vazios. Ah, no Traditions, recebemos já o direito de aproveitar o passe para aproveitarmos os parques da Disney de graça e o descontão de 40% nos produtos! Não vou falar outras coisas que recebemos, nem o nome do passe, para evitar mais surpresas que é muito gostoso ter lá. Vi que era uma cultura da região de Orlando o uso de lanyards, aqueles cordões que normalmente aqui no Brasil usamos para pendurar a chave da bicicleta ou de armários, etc. Lá, as pessoas enchem de pins, sejam para trocar pelos parques ou apenas para mostrar as suas aquisições. Pins são caros e alguns são tão raros que as pessoas até evitam sair com eles. Além das lanyards, as pessoas ainda podem guarda-los em bolsas ou em imensas maletas. É algo muito sério de se colecionar. Dito isso, tratei logo de ter a minha. Cada pin que estava em minha lanyard tinha um significado imenso para mim, e você verá o que significa cada um deles durante esse relato. Nos dias a seguir, tive o começo dos meus treinamentos de Custodial e o Winter Formal, o baile de formatura ao estilo festa americana! Vou aproveitar o gancho do Winter Formal para dizer que as minhas relações sociais na primeira semana não foram fáceis. Mesmo tendo falado com uma quantidade considerável de pessoas no período pré-programa, vi todas indo embora de uma maneira muito fácil em virtude de terem conhecido outras pessoas lá. Acabou que quis dar atenção para tanta gente, que acabei ficando sem alguém realmente do meu lado. Digamos que sofri um baque psicológico muito grande nesse momento porque meu ambiente social no Brasil era de amigos vindos de diferentes grupos e acabei achando que teria a mesma coisa lá. Foi preciso a ajuda dos meus amigos do Brasil e uma ajudinha internacional da minha psicológica para me convencer a ficar e ver o quanto eu ainda tinha pela frente mesmo sentindo solidão e abandono. 7. Treinamento e primeiros dias como Custodial Os primeiros dias de treinamento aconteceram na Disney University. O primeiro dia era o Welcome to Operations, uma verdadeira aula de gestão de parques temáticos (nem preciso dizer que amei) e segurança no trabalho. Já o segundo dia tive o Custodial Core, em que aprendi os básicos das funções de um custodian. Foi engraçado porque eu sou a pessoa mais desajeitada do mundo, então era quase impossível eu lembrar do passo-a-passo certo que tinham me acabado de ensinar HAHAHAHA! Além disso, nem por um decreto conseguia fazer o nó que os custodians fazem para manter o saco de lixo preso na lixeira. Nesse momento, eu senti que tudo estava perdido e que eu ia ter muita dificuldade na role. FELIZMENTE, os próximos dias já seriam na minha work location: a Comunidade Experimental e Protótipa do Amanhã, ou EPCOT. Foram dois dias de treinamento em que nossos treinadores maravilhosos tiraram (quase) todo nosso medo e nos deixaram bastante à vontade. Visitamos os bastidores do Epcot, como o prédio abandonado do Wonders of Life (um dos antigos pavilhões, que era dedicado ao corpo humano – vocês podem imaginar o quanto surtei nesse momento, sempre sonhei em entrar), e andamos na atração Frozen Ever After de costume (nosso uniforme branco exclusivíssimo)! Do ponto de vista técnica, fomos treinados em como fazer as trash runs (quando você vai de lixeira em lixeira para retirar e repor os sacos de lixo), varrer eficientemente, se proteger dos perigos (chorume, asbestos, sangue), como ser cordial com os visitantes, como ter uma imagem limpa, como limpar banheiros e principalmente, quais são as nossas fontes de momentos mágicos. O EPCOT foi um sonho de work location. Apesar do Animal Kingdom ser o meu parque favorito do complexo, o EPCOT sempre foi o parque que eu mais estudei como futuro turismólogo especialmente pela sua histórica rica e inúmeras mudanças que passou ao longo do tempo. Eu realmente estava nervoso sobre aonde eu iria trabalhar, especialmente porque eu precisava que fosse parque por motivos do meu TCC (é real). Felizmente, tudo deu certo, porém no meu ano muitos custodians caíram nos hotéis da Disney, em que tiveram uma má impressão generalizada, principalmente pela falta de visitantes. Infelizmente, a work location é algo que está além do seu controle, a Disney que escolhe. Dentro do Epcot, eu ficava limitado ao Future World, isto é, a área que vai do estacionamento até a entrada do World Showcase (onde ficam os países). A cada dia, eu podia pegar Streets (eu tinha que limpar um pavilhão e os caminhos ao seu redor) ou Restrooms (eu tinha que limpar um banheiro principal e outros secundários). Nos dois primeiros dias, eu peguei os banheiros mais movimentados do Future World: o Eastblock, único banheiro do lado Leste do FW, e o The Land Down, o banheiro ao lado do Soarin’. Foi extremamente desgastante para o meu corpo sedentário, porém eu não parava em momento algum, me tornando uma pessoa mais ativa. No primeiro dia, eu tive meu primeiro BBP (Bloodborne Pathogen), isto é, sangue. Felizmente, como eu era novo, o coordenador veio me ajudar a limpar, mas imaginem a minha cara de ter logo um BBP de cara ao invés de um code-v (vômito), code-h (fezes), code-u (xixi) ou spill (pipoca ou sorvete). Nos dias seguintes, tive meu primeiro dia de Streets, em que demorei para entender a dinâmica das lixeiras e acabei me enrolando para tirar todos os lixos, voltando para casa arrasado. Mas as coisas melhoraram! Ou não... 8. A experiência Custodial O time de custodians no Epcot inicialmente era 5, com 2 no World Showcase e 3 no Future World. Eu ganhei os dois co-workers que nem nas minhas expectativas mais altas imaginava. João e Giovanna foram minha família do começo dos dias de trabalho até... hoje. Nós três criamos uma parceria em que raramente nos desgrudávamos, fazíamos tudo juntos, íamos para parques sem parar, combinávamos dias de folga e nos apoiávamos em qualquer momento de dificuldade, superando qualquer medo. Sou muito grato por termos desenvolvido essa conexão, porque sei que para cada um de nós, esse trio foi em grande parte o motivo do nosso ICP ter sido tão especial. O resto dos nossos co-workers eram em sua maioria haitianos e americanos do College Program. Ambos os “grupos” foram muito gentis conosco, em grande parte das vezes se dispondo a nos ajudar quando fazíamos algo errado. Entretanto, existia uma diferença clara em como cada cast member levava a vida como custodian, e foi aí que eu comecei a perceber as diferenças de todos que estavam ali naquele time. E a primeira que vi foi que trabalhar no Walt Disney World Resort não é necessariamente mágico, e a role Custodial dá ampla visão de um outro lado da Flórida que quase ninguém conhece. Penso em primeiro momento nos muitos brasileiros que estão insatisfeitos com nosso país e a primeira coisa que vem à cabeça é dar o fora daqui e falar que vai para os Estados Unidos, especialmente a cidade de Orlando, esperando viver um sonho interminável com os passes anuais da Disney, Universal e SeaWorld nas mãos. Não é bem assim. Durante os 3 meses que trabalhei lá, tive que encarar uma realidade totalmente diferente da que um turista que chega no aeroporto vive. Pagar um aluguel de 107 dólares por semana por um apartamento capenga, ter que aprender a viver com 260 dólares semanais, aguentar humilhações de visitantes enfurecidos, e ter a maior discrição diante da velha maneira de gerenciamento de recursos humanos: faça o que eu mando, senão rua. Eu trabalhava por volta de 38/40h por semana, então esses 260 dólares era basicamente meu salário fixo, com os descontos do imposto de renda e aluguel dos apartamentos. A única vez que fugiu desse patamar foi quando tive um turno de 34 horas seguidas trabalhando para compensar 3 dias de folga que requisitei. A questão de “ser rico" durante o programa varia muito com seu desejo de trabalhar. Eu evitava pegar turnos extras e valorizava muito meus 2 dias de folga por semana. Além disso, pela minha percepção, certas roles, como Merchan, e certas work locations, como o Disney Springs, davam mais horas trabalhadas que os outros. Talvez você esteja chocado que eu esteja falando e expondo tudo isso. Afinal, visitas e mais visitas ilimitadas nos parques de diversões não te fizeram feliz? Fizeram. E se o dinheiro do salário não desse, tinha, felizmente, minha família no Brasil para ajudar. Só que a realidade de Orlando é diferente. Bem diferente. Por baixo de uma cidade nojenta arquitetada pelo rodoviarismo, que expulsou sua população local por conta da gentrificação, e é uma das capitais do consumo, vivem dois mundos: um, a população classe média e alta americana, seres humanos inconscientemente tristes, que vivem em seu mundo particular da família, com poucos amigos próximos e veem na compra compulsiva a forma de serem felizes, e a classe baixa, sem instrução, largada no mundo mágico da fantasia tentando sobreviver. E eles estavam no mesmo barco que eu. Trabalhando no mínimo 8h por dia num parque temático nas condições que falei e digo mais: Se ficou doente, azar, não recebe. Quer tirar férias, azar, não recebe. "Foi trabalhar na Disney porque quis. Não está satisfeito, vem embora." Acontece, caro leitor, que se no meu caso fosse realmente muito fácil ir embora, para os Estados Unidos que eles querem esconder não é tão fácil assim. Conseguir um emprego num fastfood já é difícil, conseguir em um dos parques já é quase uma conquista equivalente à nossa vaga em uma universidade federal. É a única oportunidade de emprego dessas pessoas, que vivem num mundo em que precisam se humilhar para ter um mínimo de dignidade. E o que a empresa, Disney, dá em troca? Um passe livre e 40% de descontos em produtos. Mas é claro, compense o inferno do trabalho com a magia da nossa empresa. Só que tem um detalhe: para mim, que ficou lá só 3 meses, e principalmente para o turista, essa magia ainda existe. Para quem já tá lá no mínimo 5 anos, essa coisa de magia é no mínimo, falsa. Lembra que eu falei que eu tinha família para ajudar caso o salário não desse? Essas pessoas não têm. Essas pessoas só tem o salário de 10 dólares a hora, para morar, comer e dar um futuro para seus filhos. O deslumbre com o mundo de fantasia é natural. Afinal, de todos esses anos estudando parques temáticos, o que mais tenho certeza é que no momento que você entra pelos portões, seus problemas parecem desaparecer. E eles desaparecem. Só que a maior parte das pessoas que fazem SEU sonho se tornar realidade, estão ali quase vivendo um pesadelo particular, que precisam vivenciar para o seu sonho de futuro melhor ou pelo menos decente. Eu tive meus momentos mágicos. Eu tive o momento de alegrar crianças trocando pins, fazendo bolhas e dando sticker, de deixar uma família tranquila ao dar direções, de conversar com pessoas do mundo todo, até pegar abacate me pediram. Me lembro que outro dia uma criança me parou e entregou um coração pintado de arco-íris com uma mensagem de tolerância e empatia. Mas meu trabalho não era o tempo todo assim. De fato, acho que 30% ou 40% era. O resto, era puxando lixo, limpando vaso sanitário, pipoca, sangue, vômito, sorvete, cocô, xixi... Ou até mesmo fazendo nada, visto que as vezes ficava extremamente tedioso. Importante: a alta interação com visitante que todos veem em Custodial precisa partir de você. Você precisa estar de bom humor e disposto para que a interação ocorra. Você precisa correr atrás de fazer um momento mágico. Não fique esperando cair do céu porque raramente vai. Eu já sabia que faria isso, e não, não estou reclamando. Estou apenas mostrando que esse intercâmbio não é uma fábrica de fantasias o tempo todo. E como expus, para algumas pessoas, essa fábrica de fantasias nem existia. Eu cresci 3 anos em 3 meses por ter uma oportunidade de vivenciar algo assim e de aprender com essas pessoas. Aprender a não reclamar de barriga cheia, aprender a viver com pouco, aprender que lutar por você é sempre válido. E aprendi a valorizar mais o meu país. Os Estados Unidos estão longe de ser um suprassumo de primeiro mundo. Se você, leitor, escolher Custodial, eu não tenho ideia se você vai achar se limpar banheiro é fácil. Desinfetar mesa de troca de fralda, mictórios, vasos, dar descarga em fezes, secar o chão e as pias, varrer e trocar papel higiênico e papel toalha, e esborrifar cheirinho no banheiro, é difícil para você? Trocar lixeiras, carregar sacos de lixo, varrer pipoca (odeio), limpar sorvete (cruzes), e batalhar contra carrinhos de bebê (ranço), é difícil para você? Eu não achei nada disso grande coisa, qualquer ser humano pode fazer isso, e pode fazer bem. Você perde seus nojos. Depois desse textão todo, você deve se perguntar se eu odiei escolher Custodial, certo? Jamais. Eu amei ter escolhido Custodial. A liberdade que eu tive de poder andar para qualquer lugar no parque, de poder fazer os dias das pessoas melhor apenas indicando direções ou deixando o ambiente limpo. Dificilmente em outra role eu poderia ter dançado com a galera e visto os fogos de artifício no ano novo ou aguentar 34 horas trabalhando com outros custodians brasileiros na maratona a base de muito riso e sono. Nessa role a gente aprende o significado real de comunidade, de ajudar o próximo (seja seu coworker ou visitante), de estar com a mão na massa e ter empatia. Tive meus dias péssimos, teve até um dia que fui acusado de algo que não fiz e tive que engolir seco. Entretanto, como expus, o saldo final é positivo. Eu fui feliz como Custodial e hoje eu lembro com um carinho no rosto cada vômito limpo. 9. Dentro do EPCOT O EPCOT, na minha visão, era um parque difícil de se trabalhar pela imensidão da área que tínhamos que cobrir sozinhos. Enquanto nos outros parques existe um outro custodian para te ajudar na posição de Streets, no EPCOT, apenas um tomava conta do pavilhão e de seus caminhos. Tínhamos que realmente nos desdobrar. Felizmente, nossos armários estavam sempre bem estocados, com nossas luvas, químicos (saudades Oxivir, o desinfetante que mata tudo menos seres humanos) e instrumentos de limpeza como rodos. Às vezes o compactador quebrava e os banana boats (carrinho em que botávamos os sacos de lixos) estavam sujos, mas nada que não fosse rapidamente resolvido. Meus pavilhões favoritos eram o Test Track e o The Seas with Nemo and Friends. Test Track pela grande quantidade de lixeiras e pessoas em volta, então nunca ficava parado e podia interagir com bastante gente. O The Seas era um amorzinho de limpar, poucas hot cans (lixeiras com alta geração de lixo) e um aquário gigante em que me distraía com os animais. The Land era um pavilhão difícil, especialmente pela fila da Soarin’, que gerava muito lixo e os acessos eram precários, e pelo fato do lugar ter dois andares e eu não poder andar com o banana boat dentro. O pavilhão da Imaginação, lar do meu chefe, Figment (xô, Mickey), era tranquilo também, especialmente por fechar as 19h. Entretanto, um maldito carrinho de pipoca complicava um pouco as coisas e limpar o lounge do DVC (Disney Vacation Club) não era uma das coisas mais agradáveis. A Spaceship Earth tinha um número considerável de hot cans, além de nos dias mais frios, ter uma corrente de vento muito gelada que era difícil aguentar. Apesar disso, era muito legal receber os visitantes que chegavam ao parque e no final do dia, dar um grande até logo. O pavilhão do prédio do Universe of Energy era o mais tranquilo de todos, visto que o prédio está fechado por conta da construção da montanha-russa de Guardiões da Galáxia, então quase não tinha visitantes. Além da posição dos pavilhões, podíamos ser também Relief, isto é, cuidávamos apenas das lixeiras recicláveis da entrada do parque, ou dos lados leste ou oeste. Essa posição acaba sendo um “faz-tudo” porque as lixeiras recicláveis demoram para poder encher, então sempre era chamado para limpar um code-v em algum lugar. Foi assim que tive o gostinho de trabalhar no Mission: SPACE, já que fui lá para limpar consideráveis code-vs e esvaziar algumas lixeiras. Reciclável tinha um ponto bem ruim: era preciso rasgar o saco com as latinhas e garrafas para colocar no galpão de lixo, o que às vezes me rendeu uns banhos de chorume. Zero safety. Uma posição que me surpreendeu foi quando fui designado para cuidar da limpeza do terminal de ônibus. Passei tédio o dia inteiro, até que a noite um ser iluminado resolveu vomitar um ônibus inteiro e eu fui chamado para limpar faltando 45 minutos para o meu shift (turno) acabar. Correria maior que essa só quando peguei um shift extra no Disney Springs em um dia completamente movimentado, algo que nem os meus colegas que trabalhavam no local estavam acostumados. O pavilhão que eu mais odiei trabalhar foi o do Club Cool. Ainda quero que aquele lugar exploda. O Club Cool é uma loja para você experimentar algumas bebidas da Coca-Cola ao redor do mundo, e para isso, é disponibilizado pequenos copinhos em que você põe uma amostra da bebida. Esses copinhos geram uma quantidade de lixo absurda, em que eu tinha que trocar as quatro lixeiras em no máximo de 45 em 45 minutos. Fora isso, as pessoas ligavam o automático na hora de jogar o copo no lixo, sem perceber se eu estava trocando o lixo ou não. Isso causava copos cheios de líquido cair na lixeira vazia, copos caindo pelo chão, entre outras aberrações. Aliás, isso serve de um alerta: como custodian, pude perceber o quanto tratamos o lixo como algo sem importância, querendo descarta-lo em qualquer lugar o mais rápido possível. Era incrível e triste perceber o quanto alguns visitantes jogavam seu lixo em qualquer lugar do parque e quando nós, custodians, percebíamos, ainda riam bem na nossa cara. O Future World do Epcot possui túneis, assim como o Magic Kingdom. Lá embaixo eram as minhas breakrooms (salas em que você pode descansar do trabalho) favoritas, especialmente porque os migués (tempo escondido fugindo do trabalho) eram raramente descobertos. Além disso, lá sempre tinha Honey Buns, uns donuts maravilhosos que todo dia comia no trabalho. Bem em cima dos túneis fica a Fountain of Nations, uma gigantesca fonte com águas dançantes. Nela, acontecia os momentos mágicos de custodians como um grupo. A maior parte dos custodians ia para frente da fonte e ficávamos trocando pins, fazendo bolhas e divertindo crianças e adultos. No final do dia, fazíamos a Wave, em que vestíamos as luvas do Mickey e dávamos tchau para a enxurrada de visitantes saindo do parque após o IllumiNations. 10. Meu tempo livre, os day-offs Falar de tempo livre em Orlando é uma tarefa quase para mais 3 relatos... Mas vou tentar resumir como eu decidi ter meu tempo livre, e o que eu percebia das outras pessoas. Relacionado diretamente ao ICP, existem as festas Happy Mondays e o Baile do Brasil. As Happy Mondays aconteciam toda segunda-feira em uma boate de Orlando e eram festas em que os países se enfrentavam em jogos alcoólicos, tipo aqueles que vemos nos filmes americanos. O Baile do Brasil era uma outra festa em que tocava muita música brasileira, especialmente funk. Isso é o que sei por alto, pois não fui em nenhum dos dois por sair sempre tarde do trabalho e sempre preferir dormir no momento que eu chegava em casa. Eu dormia bastante, e não me arrependo, isso me fazia ter energia para não ficar doente e aguentar toda a rotina com bastante garra. Também haviam festinhas dentro do meu condomínio, mais especificamente dentro do meu apartamento. Ele era até bastante conhecido por isso. Eu não me incomodava, até chegar ao ponto que ficava fora de controle, tendo um dia até que bateu a segurança. É importante ressaltar que apesar de não ter acontecido termination nesse dia, não é indicado brincar com a sorte e ter mais de 16 pessoas dentro do seu apartamento. Eu pouco ia também em festinhas em outros apartamentos, sim, para dormir. Eu sou viciado em dormir, desculpa. Mas nem por isso deixei de me divertir. Fascinado por parques que sou, eu aproveitei os parques do Walt Disney World ao máximo ao ponto de que andei em todas as atrações de todos os quatro parques. Sim, todas. 100% de cada parque feito. Com o passe anual dos parques SeaWorld, fui 6 vezes no Busch Gardens e 4 no SeaWorld, até eu cansar de tanta montanha-russa. Adivinhe só. Não cansei e no final do mês de janeiro comprei o passe da Universal para a Harry Potter Celebration e assim não parava mais de ir em parques em cada buraco do meu tempo que eu tinha. Fui até nos menores, como os dois Fun Spots. Um Fun Spot fica em Kissimmee, e tem o maior skycoaster (estrutura que te iça até o topo e depois você despenca em queda livre) do mundo, com 91 metros de altura. E sim, eu e João pulamos. Nesse mesmo parque ainda tive a experiência memorável de ir sozinho num trem de montanha-russa. O outro Fun Spot fica em Orlando, pertinho do Outlet da International Drive e do Camilla’s, restaurante brasileiro. Como eu já não batia bem da cabeça, pedi 3 dias off, e me deram. O que eu fiz? Peguei um avião e fui para o outro lado do país, na Califórnia, visitando tudo que eu podia em Los Angeles. Em 3 dias, fui 2 vezes no Disneyland Resort, onde pude revisitar minha área favorita, a Cars Land e ver meu show favorito da Disney nos Estados Unidos, o World of Color. Além disso, fui no Six Flags Magic Mountain, o parque com o maior número de montanhas-russas no mundo, visitei os estúdios da Warner e da Paramount, fui no píer de Santa Mônica, caminhei pela Calçada da Fama e vi LA cintilando no topo do Observatório Griffith. Agora sim, eu não dormi, mas valeu a pena cada segundo. Depois de parques de diversões, minha outra paixão são shows dos meus artistas preferidos. Peguei uma época ótima de shows em Orlando, com minha banda favorita fazendo um lindíssimo show no centro de Orlando. Que saudades, viu Paramore! <3 Pude ver também Katy Perry na gigantesca arena do Orlando Magic e o que foi na época o melhor show da minha vida, The Killers no Hard Rock Café. Hoje, ele só perde pro show do próprio The Killers no Lollapalooza. Muitos sonhos realizados! <3 Fiz meu próprio Oscar das experiências que eu tive nos parques temáticos, o que é um importante registro para você, leitor, pelo menos experimentar cada um desses lugares ou tirar foto: - Montanha-russa favorita do Walt Disney World: Expedition Everest, no Animal Kingdom - Montanha-russa favorita da Flórida: Mako, no SeaWorld - Restaurante favorito do EPCOT: Biergarten, no pavilhão da Alemanha - Atração favorita da Universal: The Incredible HULK Coaster - Montanha-russa favorita do Busch Gardens: Montu - Área temática favorita: Pandora – The World of Avatar, no Animal Kingdom - Parque temático favorito da Flórida: Busch Gardens Tampa - Parque temático favorito do Walt Disney World: Animal Kingdom - Parque temático da Disney nos EUA favorito: Disney California Adventure - Show de encerramento favorito do Walt Disney World: IllumiNations, no EPCOT - Show de encerramento favorito em um parque Disney nos EUA: World of Color, Disney California Adventure - Princesa Disney favorita: Mérida, no Magic Kingdom - Personagem Disney favorito: Oswald, no Disney California Adventure - Atração que mais fui: Journey into Imagination With Figment, no Epcot - Atração favorita do Walt Disney World: Avatar Flight of Passage Eu sou muito exigente quando o assunto é avaliar as atrações dos parques. Uma atração precisa pelo menos provocar emoção em mim, seja via adrenalina ou me fazendo despertar algum sentimento especial. Ambos os quesitos foram preenchidos pelo Avatar Flight of Passage. A Disney criou algo único em todo mundo, e pela primeira vez, exibiu uma tecnologia maior que seu concorrente (aliás a Universal precisa inovar urgentemente em tecnologias diferentes). A área de Pandora também era uma obra-prima. Orlando está longe de ter as melhores montanhas-russas do mundo, porém a região tem duas joias: a montanha-russa invertida Montu no Busch Gardens com suas sete inversões, e a Mine Blower no Fun Spot Kissimmee, feita toda em madeira e com uma velocidade que custei acreditar. Menções honrosas para os meus bebês Cheetah Hunt, Everest, Space Mountain e Manta. Os lançamentos da Cheetah são incríveis, o “vai de ré” da Everest também, a velocidade e a originalidade da Space no escuro são muito divertidos e a posição de voo da Manta é algo extremamente singular. Apesar do Happily Ever After ter uma poderosa trilha sonora, sinto que o show ficou bem aquém do Wishes em questão de provocar emoções. Pela minha percepção, o Wishes conversava com sua criança anterior e a simplicidade de se formar um desejo. O Happily busca trabalhar com a maturidade desse desejo, porém, senti o roteiro do show um pouco confuso, que pela primeira vez assistindo, é difícil de identificar a linha de raciocínio, algo parecido com o que ocorre no Fantasmic!. O IllumiNations era meu show favorito no Walt Disney World por se conectar com meu objetivo de vida e paixão pelas culturas mundiais, assim como a mensagem de união entre povos, caminhada pela paz e o quanto temos dentro de nós para aguentar as dificuldades impostas. Entretanto, meu show favorito da Disney nos Estados Unidos é o World of Color do Disney California Adventure pelo seu roteiro simples, e ainda assim, poderoso, pegando os momentos mais marcantes das animações clássicas da Disney e mostrando o quanto a diversidade é presente e a harmonia das cores de todos as tribos é o que faz nosso mundo ser o nosso mundo. O meu parque favorito do Walt Disney World é o Animal Kingdom, e isso vem muito pela paixão e admiração que tenho com os animais, e além do mais, pelas culturas que o parque explora. O ambiente e a tematização do Animal Kingdom é o mais bem-criado dos quatro parques e o melhor mantido até hoje. O parque concentra inúmeros pontos de exploração que ficam escondidos aos olhos da grande massa e que proporcionam encontros incríveis. Uma das atividades mais legal é se tornar um Wilderness Explorer (como no filme Up!) e sair atrás de todos os selos de escoteiros. O Disney California Adventure é meu parque favorito de toda vida, e é fácil saber o porquê. Além de prestar uma homenagem ao meu lugar favorito no mundo todo, a Califórnia, o parque tem uma pluralidade incrível. É retratado o começo de Hollywood, as áreas montanhosas e dos cânions da Califórnia e presta homenagem aos parques de diversões em píer, que serviram de base para Walt Disney construir a Disneyland. Isso tudo é misturado com muita Disney, a começar pela área dos cânions – Cars Land, a recriação quase exata de Radiator Springs. Vocês podem imaginar o quanto surtei neste lugar, e o quanto eu não queria sair dali. Em breve, o California Adventure receberá em seu “píer” os personagens da Pixar e nos seus estúdios de Hollywood os personagens Marvel, que se juntarão aos Guardiões da Galáxia. Inclusive, a atração deles, “Guardians of the Galaxy – Mission: BREAKOUT!”, construída em cima do sistema da Tower of Terror, supera a Tower of Terror em adrenalina, sendo uma completa surpresa! Não posso deixar de registrar que também fazia parte do meu tempo livre várias idas ao Wendy’s depois do trabalho comer 4-4-4 com meus lindos co-workers, reunir a galera para comer pizza no meu quarto e até mesmo rolê no Walmart, Florida Mall e Outlet. Pouco tive tempo para jogar o recém-comprado Nintendo Switch muito menos para montar os dois LEGOs gigantes que comprei, um sendo o Castelo da Cinderela e o outro sendo uma roda-gigante. Tinha um roommate que ia até na academia, porém eu passava bem longe desse lugar. Sobre gastos, eu tive um gasto absurdo de Uber, por conta de que em Orlando tudo ser longe uma coisa da outra, sendo separadas por estradas gigantes. Andar a pé? Nem pensar! Transporte público? Nem pensar! Realmente não era um gasto que eu achava que ia ser tão grande, e que muitas vezes saiu do controle. Meus outros gastos envolviam muito souvenires, comida, ingressos de parque, e eu já falei souvenires? Pouco comprei roupa, por achar que não valia tanto a pena, e por não ter muito espaço na mala. Em hipótese alguma despachem suas coisas pelos correios americanos. O preço é bastante salgo e você ainda corre um risco absurdo de ser taxado pela Receita Federal quando seu pacote entrar no Brasil. Por falar em comida, não neguei minhas raízes taurinas e comi em cada restaurante dos 11 países do World Showcase no Epcot. Meu “Eating Around the World” consumiu uma parcela considerável do meu salário, porém não me arrependo de nada. A quantidade de cultura que pude absorver de cada país na comida foi incrível, especialmente pelos seus temperos e formas de preparação de prato. Sinto muitas saudades do “coma-o-quanto-quiser” do Biergarten na Alemanha, da melhor carne que já comi na vida do Le Cellier no Canadá e da melhor sobremesa que já comi na vida feita pelo Restaurante Marrakesh no Marrocos. Menções honrosas para todos os restaurantes: a guacamole do México me fez chorar, o pão de canela na Noruega, o frango da China, a carne de pato da França, a lasanha e tiramisù da Itália, as peças e o raiz teryaki incrível do Japão, o peixe com batatas do Reino Unido, e o sanduíche dos Estados Unidos com macarrão com queijo, bacon, cheddar, alface, tomate e duas carnes que me fez passar mal HAHAHAHA. Infelizmente não sobrou dinheiro para o “Drinking Around the World", porém recomendo fazer os dois. Além desse tour maravilhoso no EPCOT, fiz questão de experimentar o Mythos, restaurante no Islands of Adventure na Universal que por diversos anos consecutivos ganha o prêmio de melhor restaurante em um parque temático. Foi fácil saber o porquê. 11. Últimos dias e fim do programa Os últimos dias mexeram muito comigo. Eu queria fazer o meu melhor para sair de lá com o pé direito e honrar os sete reconhecimentos que eu tive ao longo da minha jornada dentro do Epcot. É uma adrenalina absurda que passa dentro de você. Você se doa mais, não para Disney, mas para cada visitante que você quer que tenha uma experiência mágica no parque que você é um dos guardiões. Queria fazer bolhas, queria dar todos meus stickers, queria trocar todos meus pins. Queria meus co-workers ao lado o tempo todo. Queria abraçar o EPCOT com a máxima distância que meus braços poderiam alcançar. Meu último dia foi numa área nova, a região da fonte. Fiquei bem no centro do Future World e apesar do desespero de ter pego algo novo no meu último dia, não escondi a felicidade de missão cumprida no fim do dia. Ter estado no centro do Future World, com todos aqueles visitantes passando por mim foi uma honra absurda. Eu não me sentia triste pelo ICP estar acabando, me sentia feliz por ter realizado tudo aquilo. Me sentia feliz de ter posto um pouquinho de Raphael em cada visitante que passou por mim durante 3 meses. O último dia foi caracterizado pela tradição de 4 parks, 1 day. Ao visitar os 4 parques do Walt Disney World em um único dia, você concretiza sua formatura no programa. Mas eu tinha que fazer algo diferente né? Segui todo mundo na ordem pré-estabelecida: Animal Kingdom, visitando Flight of Passage e Expedition Everest, Hollywood Studios, visitando Toy Story Mania e Rock ‘n’ Rollercoaster e aí eu parei e fiquei sozinho. Sim, eu inverti os dois últimos parques. Do Hollywood segui para o Magic Kingdom e visitei o Hall of Presidents, participei do jogo interativo Sorcerers of the Magic Kingdom e fui na Space Mountain. Sim, o Happily Ever After com todo mundo junto não foi meu último show. Eu já o tinha visto dias antes no dia que eu fechei o Magic Kingdom junto com o João. Eu precisava que o IllumiNations fosse meu último show. Lá fui eu, no monotrilho sozinho indo para o EPCOT. Aproveitei os últimos segundos do parque que eu ajudei a tomar conta durante três meses, o parque que eu botei tudo que eu tinha ali, cada pingo de energia. Fui na minha atração favorita, Test Track, fui ver meu chefe pela última vez (Tchau, Figment <3) e esperei pacientemente pelo último IllumiNations como cast member. Era eu e o EPCOT, só nós dois. E eu senti uma energia incrível a cada fogos de artificio que estourava. Era a conclusão de um sonho que o Raphael que entrou num parque de diversões pela primeira vez com 14 anos jamais imaginava que se realizaria. Fiquei até 00:30 dentro do Epcot esperando ser o último visitante a sair. Falei com todos os co-workers meus, meus coordenadores e líderes. Era horrível ter que me despedir, mas eu sentia dentro de mim a realização desse sonho. E era fato de que toda noite traz um final, mas cada dia traz um legado. E era meu legado que eu estava deixando ali. Obrigado EPCOT. Você foi a melhor casinha que eu pude ter nesses 3 meses. 12. Grace Period – Orlando e Nova York Meu Grace Period foi dividido em duas partes: 4 dias em Orlando e 6 dias em Nova York. Dividi dessa forma desde do início (resolvi meu GP já na hora de comprar passagem) porque tinha lugares que eu sabia que não ia dar tempo de ver durante o programa. Um deles era a Legoland, parque temático para crianças a poucos minutos de Orlando. SIM, era para criança, mas como eu precisava conhecer como era lá e como eles funcionavam como um parque, eu não tinha como deixar de ir. E adivinhe só? Eu tive um dia maravilhoso, muito divertido! Adulto pode ir na maior parte das atrações, e eu como fã de LEGO que sou, fiquei encantado com as inúmeras esculturas espalhadas pelo parque, assim como a grandiosidade dos jardins botânicos e a gigantesca árvore de bengala. Além do quê, eu precisava completar todas as montanhas-russas em Orlando. No restante dos dias, aproveitei os parques da Universal, novamente completando o 100% de atrações e dei uma última passada no EPCOT, para uma despedida simbólica. Ter sido o último a sair novamente tocou no coração, mas eu tinha muito a sensação de dever cumprido, e que aquela saída era simplesmente um até logo. Não subi na Orlando Eye, apesar de ter ficado hospedado ao lado dela, por não achar que seria válido o preço quando já tinha visto tudo lá de cima do Skycoaster no Fun Spot. Parti para Nova York, e aí começou um período muito estressante. Lembra que eu falei sobre tomar cuidado com a quantidade de coisa ao fazer as malas? Isso também vale para a quantidade de coisa que você compra durante o programa e não se atenta para o espaço deixado nelas. Eu tinha 4 malas para manejar sozinho mais uma sacola. O estresse que passei na ida para NY e na volta para o Brasil foi muito péssimo. A segurança americana de aeroportos é bastante rígida e ela irá implicar caso você tenha muita coisa na mão e muitos eletrônicos numa mala ou mochila. Ao chegar em Nova York, a alternativa era um Uber até o hotel, onde fiquei muito surpreso com a completa falta de hospitalidade dos funcionários. Pessoas na rua (e olham que o mais me falaram era que NY era a cidade de cada um por si) me ajudaram mais que as lesmas sem vida do Pensilvânia. Minha primeira parada foi a Times Square, que conheci com as minhas companheiras de quarto Aline, Paula e Fernanda. Eu fiquei completamente perdido nas luzes e nos anúncios! Queria ler tudo ao mesmo tempo e meu cérebro bugou. Mas o que mais estava me fazendo feliz era que eu estava em uma cidade normal de novo, com calçadas, metrô, ruas e muitos novaiorquinos tentando ganhar a vida. Uma dinâmica que nunca encontrei em Orlando. Os dias seguintes foram dedicados aos pontos turísticos da cidade, e dessa vez até o fim, fiz com a Gi (minha coworker que eu já estava morrendo de saudades <3); a Paula Othero, a custodian mais guerreira desse mundo e a dona do The Seas, a Giovana Silvestrini. Formamos um quarteto para explorar Nova York. Infelizmente o João não estava mais, e isso doeu muito. Visitamos o Museu de História Natural, em que tomei um baque ao saber que o filme “Uma Noite no Museu" não foi gravado em seu interior, mas sim no de Londres. Deixando isso de lado, o Museu tem um acervo incrível, e é prato cheio para qualquer estudante de ciências biológicas, história ou geografia. À noite, fomos no restaurante Stardust, um lugar que é difícil de descrever com palavras pelo quanto ele é incrível. Nele, atores que tentam um lugar na Broadway cantam e dançam enquanto te servem. É como se fosse uma espécie de “escolinha” até que eles consigam passar nas audições dos musicais. Fomos até a Highline, um parque urbano construído em cima de antigos trilhos de trem urbano. Nessa aventura, descobrimos quase sem querer, um bairro chamado Greenwich Village, um centro histórico muito raiz. Lá, não tinha nada desses estabelecimentos genéricos que víamos na Times Square, no máximo uma Starbucks. A maior parte das lanchonetes e restaurantes eram do próprio local, proporcionando uma experiência única! Nesse bairro está o prédio da série Friends, e um importante pedaço da história do movimento LGBT. Desconfiamos pela grande quantidade de bandeiras arco-íris que vimos assim que saímos do metrô e pela sorveteria “Big Gay Icecream Shop”. Em uma das boates do lugar, a Stonewall, o movimento nasceu diante de um confronto com a polícia, que na época, tentava calar a cultura homossexual a qualquer custo. O Metropolitan Museum of Art (Met) é imenso e fiquei chocado com a quantidade de obras de outros países ali presentes. O lugar é tão grande que é dividido em por continentes. Seus grandes destaques são, além de oferecer artefatos de todos os cantos do mundo, as obras de arte da Idade Moderna (alô Van Gogh, Monet!), esculturas greco-romanas, pinturas medievais, e um gigantesco templo egípcio, transportado para dentro do Museu. Já o Museum of Modern Art (MoMA) é o paraíso para os amantes da arte moderna e contemporânea, especialmente para aqueles que querem ver obras famosas como A Noite Estrelada de Van Gogh. Os quadros de Tarsila do Amaral também estavam presentes no local, em uma exposição especial que retratava o movimento antropofágico brasileiro. O MoMA era de graça nas tardes de sextas. Nossos rolês pelo Central Park já tinha virado tradição. Não tinha um único dia que não passávamos pelo Central Park, seja para admirar a natureza ou tirar fotos. Eu, particularmente, adorava caçar Pokémon no lugar mais propício no mundo para isso HAHAHAHA! Dentro do Central visitamos a estátua em homenagem a Alice (infelizmente lotada de crianças o tempo todo), o Castelo Belvedere, a estátua dos ursos e os inúmeros caminhos que aquele lugar tem. Perto dali, ficavam pontos favoritos das minhas companheiras de GP: a Biblioteca Central, naqueles moldes tradicionais que vemos nos filmes americanos, com salões enormes de madeira cheios de livro e mesas para leitura e a Barnes & Noble, uma livraria gigante no melhor estilo Saraiva. Infelizmente, eu subi no Top of the Rock (mirante do Rockefeller Center) numa noite cheia de neblina e chuva. Apesar da visão não ter sido completamente prejudicada, digamos que foi 95% (rindo de nervoso). Fazer o quê, acontece. Fomos até Wall Street conhecer a batalha entre o touro e a menina, e voltamos a Greenwich Village algumas vezes para experimentar algumas coisas que o bairro tinha a oferecer, como massa de cookie em um potinho (Cookie Dough), comida filipina deliciosa (Lumpia Shack) e tacos maravilhosos (goa taco). Eu não podia sair de Nova York sem ver meus dois espetáculos que mais ansiava em ver na Broadway: Rei Leão e Wicked. Valeu cada centavo gasto. Eu não sabia se eu chorava de emoção ou se eu continuava em complexo êxtase com os olhos vidrados na peça e em cada ato dos atores. Fiquei completamente extasiado. Qualquer espetáculo da Broadway é uma onda absurda de cultura e talento. Vale muito a pena ver. Escolha seu favorito e não tenha medo de escolher seu ingresso! Tudo que fazíamos pela cidade era de metrô, que cobria praticamente toda a cidade. Apesar de velho, sujo e cheio de infiltração, o bilhete com viagens ilimitadas de 35 dólares por 7 dias é uma mão na roda. O mais longe que eu fui, a parte do aeroporto JFK, foi até o Brooklyn, um dos distritos de Nova York. Foi um dos rolês mais emblemáticos, porque estava um frio muito grande e pegar uma ponte a pé, naquele vento, foi congelante. O mais legal foi poder conhecer um pouquinho da atmosfera residencial do Brooklyn e almoçar num Shake Shack (uma rede de fast-food com um aspecto gourmet) com vista para o rio. Durante nossas caminhadas pelo bairro, vimos uma cena de filme/série de época sendo filmada ao vivo em um dos prédios. Sensacional. Nova York não poderia ter me acolhido melhor. Ter feito o Grace Period na cidade foi uma escolha certíssima, e a cidade se tornou um dos meus lugares favoritos no mundo. É uma cidade que vibra o tempo todo, a cada esquina. Faça de tudo para se tornar um verdadeiro nova-iorquino. Frequente as cafeterias, ande de metrô, ande na rua à noite (cuidado!), vá nos bares. É muito gratificante ter a visão do morador. Se tiver sorte, procure conversar com um deles e descubra muitas coisas legais e lugares novos para visitar. 13. Retorno ao Brasil e o Pós-ICP O retorno ao Brasil foi complicado apenas pela logística com as 4 malas (por favor não cometam MESMO esse erro). De resto, tudo correu bem e eu estava muito ansioso para ver minha família de novo e meus amigos. Durante o ICP, senti muita saudade de todos, da minha vida na faculdade, da rotina no Brasil e das coisas que eu fazia no dia-a-dia para passar o tempo. É fato que por mais ou menos umas 2 semanas, não parecia ainda que eu tinha voltado para casa. Minha mente estava completamente bugada tentando reassimilar a rotina no Brasil, mas depois tudo voltou ao normal. Uma das coisas que mais sofri impacto negativo foi a volta da preocupação com segurança, infelizmente. O pós-ICP foi e não foi o que eu esperava. As saudades dos meus co-workers e das pessoas com que convivi mais lá foi crescendo (e continua crescendo), porém já faço planos de tours pelo Brasil para vê-los. Tivemos um tempo gostoso durante os dias de Lollapalooza, porém ao mesmo tempo que foi maravilhoso, foi muito dolorido ter que me despedir de novo. Foi a partir daí que eu percebi que é sempre melhor dar até logos do que fazer despedidas. Despedidas são fortes demais. Ter entrado numa confusão sobre o meu futuro (o que eu não esperava) foi em partes graças ao ICP, no seguinte sentido: lá, eu tinha algo fixo, algo que eu precisava cumprir os horários e fazer meu serviço. Ao voltar para o Brasil, me deparei com vários planos de futuro, porém que foram adiados por atrasos no meu projeto, dificuldade em arranjar estágios e cancelamentos de atividades. Quando voltamos para incertezas, nossa mente entra em um estado de interrogação muito grande. Apesar disso, sinto que meu dever no Walt Disney World foi cumprido e não gostaria de voltar para continuar fazendo o que fiz. Três meses foram mais que o suficiente, e além das saudades que sinto dos meus co-workers, o máximo que sinto de saudades são dos meus passes anuais para os parques da Flórida. Ainda estou em dúvida se farei novos programas da Disney, mas por enquanto gostaria de ajeitar minha vida aqui no Brasil e trilhar um caminho. A vida que temos em Orlando é completamente irreal, fora da casinha. Quando eu penso que ia para o Magic Kingdom sentar na grama em frente ao Castelo da Cinderela e ter a liberdade de cair no sono porque eu poderia visitar aquele lugar quantas vezes eu quisesse, eu penso no quanto isso é uma afronta a pessoas que talvez nunca poderão pisar lá, ou que juntaram anos de dinheiro para pisar lá por menos de 24 horas. É um privilégio muito grande. Procuro hoje pegar o privilégio que tive ao fazer o International College Program e repassar o máximo que posso de conhecimento e experiências ao próximo de modo que os inspire a buscar uma vaga, buscar um sonho ou apenas repassar minha visão sobre a vida nos Estados Unidos. O processo como um todo não foi fácil desde do começo, mas é uma delícia! Nós passamos por situações que permitem crescermos tão rápido que nem sentimos. Aí depois de ler isso tudo talvez você se pergunte se o ICP vale a pena? Não sei, mas se eu fosse você, eu ia descobrir. I owned every second that this world could give I saw so many places, the things that I did Yeah with every broken bone I swear I lived.
- Monte seu pacote aos parques da África, Ásia e Oceania
Monte seu pacote de viagem aos parques temáticos da Ásia, África e Oceania. Você pode incluir serviços como passagem aérea, hospedagens, ingressos, aluguel de carro e seguro viagem. áfrica, ásia e oceania OLÁ! Para iniciarmos a montagem do seu pacote, o primeiro passo é preencher o formulário abaixo! Nele, você me fornecerá alguns detalhes básicos para estabelecermos nosso primeiro contato e assim, começarmos a trazer seu sonho para a realidade! Aqui, você poderá escolher quais parques da África do Sul, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão, Malásia, Singapura, Turquia, Austrália e/ou Nova Zelândia você gostaria de conhecer! A quantidade de dias dependerá de quantos e quais parques você escolher. Preparado? Qual é o seu nome e sobrenome? Qual o seu e-mail e WhatsApp para contato? Código Telefone Qual é a sua cidade e estado de saída? Quantos dias você gostaria de viajar? Em que mês e que ano você gostaria de ir? Gostaria de alugar um carro? Viajará sozinho ou acompanhado? Caso acompanhado, quantas pessoas a mais com você? Além de parques, o que você mais curte fazer? (Ex: praia, museus, festas, feiras, shows, musicais, peças de teatro...) Hora de montar seu roteiro dos sonhos! Escolha os parques dos países da África, Ásia ou Oceania que você gostaria de visitar nessa viagem. DICA: Visitar mais de um país na mesma viagem aumenta os custos, mas pode ser um otimizador de tempo! áfrica do sul Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Gold Reef City (Johanesburgo) coreia do sul Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Seoul Land (Seoul) Lotte World (Seoul) Everland (Seoul) E-World (Daegu) Gyeongju World (Gyeongju, perto de Daegu) Lotte World (Busan) emirados árabes unidos Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Warner Bros World (Abu Dhabi) Yas Waterworld (Abu Dhabi) Ferrari World (Abu Dhabi) SeaWorld (Abu Dhabi) Legoland (Dubai) Motiongate (Dubai) IMG Worlds of Adventure (Dubai) japão Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Tokyo Disneyland (Tóquio) Tokyo DisneySEA (Tóquio) Tokyo Dome City (Tóquio) Joypolis (Tóquio) Cosmoworld (Yokohama, perto de Tóquio) Fuji-Q Highland (Fujiyoshida, perto de Tóquio) Nagashima Spa Land (perto de Nagoya) Universal Studios Japan (Osaka) malásia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Genting SkyWorlds (Pahang, perto de Kuala Lumpur) Skytropolis Indoor Theme Park (Pahang, perto de Kuala Lumpur) Berjaya Times Square Theme Park (Kuala Lumpur) Sunway Lagoon (Kuala Lumpur) Legoland (Johor, perto de Singapura) singapura Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Universal Studios Singapore (Singapura) turquia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Vialand (Istambul) Viaport Lunapark (Istambul) Korsan Adasi (Istambul) The Land of Legends (Antália) austrália Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Adventure World (Perth) Luna Park (Melbourne) Gumbuya World (Melbourne) Luna Park (Sydney) Sea World (Gold Coast) Wet 'n Wild (Gold Coast) Warner Bros. Movie World (Gold Coast) Dreamworld (Gold Coast) nova zelândia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Rainbow's End (Auckland) Quais serviços você gostaria de contratar? Compra de passagem aérea Compra de hospedagem Compra de ingressos Compra do aluguel do carro Compra de seguro viagem Roteiro personalizado (10 dias ou menos: R$ 799 | 10 dias ou mais: R$ 999) Enviar formulário Obrigado! Você irá receber um contato meu em breve! Política de Cancelamento ✈️Passagem aérea O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem antes da viagem e o voo ainda não tiver saído? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar algum dos trechos do voo e já tiver pegado o primeiro avião? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem e não tiver me apresentado no aeroporto? A passagem não é reembolsável. Os custos informados se aplicam a cada passageiro adulto e estão convertidos á moeda local segundo o câmbio do dia. Os valores devem ser pagos á vista. As alterações e os cancelamentos, em caso de ser permitidos, podem ser realizados até 24 horas antes do embarque e durante um ano a partir da data da compra. As taxas de serviço a companhia cobrados na reserva original não serão reembolsados. 🛏️ Hospedagem As tarifas promocionais não permite realizar alterações ou cancelamentos. 🚗 Aluguel de carro Se você cancelar até 48 horas antes da retirada, somente cobraremos as taxas administrativas. Caso você não compareça, perderá o valor já cobrado no seu cartão de crédito. 🎫 Ingressos Ingressos ou passeios não são reembolsáveis em caso de cancelamento ou no-show. 🔒 Seguro Viagem Permite cancelamento até 3 dias antes da viagem. 🗎 Veja aqui os termos e condições da sua viagem
- Monte seu pacote aos parques da América do Sul
Monte seu pacote de viagem aos parques temáticos da América do Sul. Você pode incluir serviços como passagem aérea, hospedagens, ingressos, aluguel de carro e seguro viagem. américa do sul OLÁ! Para iniciarmos a montagem do seu pacote, o primeiro passo é preencher o formulário abaixo! Nele, você me fornecerá alguns detalhes básicos para estabelecermos nosso primeiro contato e assim, começarmos a trazer seu sonho para a realidade! Aqui, você poderá escolher quais parques da Argentina, Chile e/ou Colômbia você gostaria de conhecer! A quantidade de dias dependerá de quantos e quais parques você escolher. Preparado? Qual é o seu nome e sobrenome? Qual o seu e-mail e WhatsApp para contato? Código Telefone Qual é a sua cidade e estado de saída? Em que mês e que ano você gostaria de ir? Quantos dias você gostaria de viajar? Gostaria de alugar um carro? Viajará sozinho ou acompanhado? Caso acompanhado, quantas pessoas a mais com você? Além de parques, o que você mais curte fazer? (Ex: praia, museus, festas, feiras, shows, musicais, peças de teatro...) Hora de montar seu roteiro dos sonhos! Escolha os parques dos países da América do Sul que você gostaria de visitar nessa viagem. DICA: Visitar mais de um país na mesma viagem aumenta os custos, mas pode ser um otimizador de tempo! argentina Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Parque de la Costa (Tigre, perto de Buenos Aires) chile Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Fantasilandia (Santiago) colômbia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Mundo Aventura (Bogotá) Salitre Mágico (Bogotá) Parque del Café (Armenia) Quais serviços você gostaria de contratar? Compra de passagem aérea Compra de hospedagem Compra de ingressos Compra do aluguel do carro Compra de seguro viagem Roteiro personalizado (10 dias ou menos: R$ 799 | 10 dias ou mais: R$ 999) Enviar formulário Obrigado! Você irá receber um contato meu em breve! Política de Cancelamento ✈️Passagem aérea O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem antes da viagem e o voo ainda não tiver saído? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar algum dos trechos do voo e já tiver pegado o primeiro avião? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem e não tiver me apresentado no aeroporto? A passagem não é reembolsável. Os custos informados se aplicam a cada passageiro adulto e estão convertidos á moeda local segundo o câmbio do dia. Os valores devem ser pagos á vista. As alterações e os cancelamentos, em caso de ser permitidos, podem ser realizados até 24 horas antes do embarque e durante um ano a partir da data da compra. As taxas de serviço a companhia cobrados na reserva original não serão reembolsados. 🛏️ Hospedagem As tarifas promocionais não permite realizar alterações ou cancelamentos. 🚗 Aluguel de carro Se você cancelar até 48 horas antes da retirada, somente cobraremos as taxas administrativas. Caso você não compareça, perderá o valor já cobrado no seu cartão de crédito. 🎫 Ingressos Ingressos ou passeios não são reembolsáveis em caso de cancelamento ou no-show. 🔒 Seguro Viagem Permite cancelamento até 3 dias antes da viagem. 🗎 Veja aqui os termos e condições da sua viagem
- Minha história | Quem é Raphael Figueiredo | World Riders
Quero transformar o mundo a partir do sorriso de estar em um parque de diversões e de um grito de liberdade em uma montanha-russa. Você aceita viajar junto comigo? A ADRENALINA CORRE NO MEU SANGUE Quando eu tinha 4 anos, fui pela primeira vez ao parque de diversões da minha cidade, em Niterói. O parque, no Campo de São Bento, não era grande, tinha apenas 5 brinquedos. Porém, foi ali, nos cavalos do Carrossel e nos carrinhos do Bate-Bate que uma paixão nasceu. Essa paixão, no futuro, seria o combustível da construção do meu futuro, quem eu sou como ser humano, e a diferença que quero fazer no mundo. Em 2008, ao entrar pelos portões do Magic Kingdom, em Orlando, pela primeira vez, senti como se um raio tivesse caído dentro de mim e me senti invadido por uma onda de magia e excitação que me fez explodir em curiosidade sobre o mundo dos parques de diversões. A partir daí, durante minha adolescência, construí meus sonhos de rodar o mundo visitando parques. Em pouco tempo, tinha todos os parques catalogados. Infelizmente, descobri que não era fácil viajar para esses parques. As empresas de turismo só faziam pacotes para Orlando. Não é, e não era justo, esconder esses lugares incríveis do povo brasileiro. A cada viagem que eu fazia, aumentava minha vontade de construir uma empresa de turismo especializada em parques temáticos. Uma empresa que não ia jogar com as regras do mercado. Foram muitos anos de caminhada até chegar aqui. Quero transformar o mundo a partir do sorriso de estar em um parque de diversões e de um grito de liberdade em uma montanha-russa. Você aceita viajar junto comigo? Minha carreira no Turismo Costumo brincar que eu duvido alguém achar alguma criança que, aos 10 anos, fale aos pais que gostaria de fazer turismo na faculdade! A cada excursão que a minha escola primária fazia, eu tinha mais certeza da carreira que eu gostaria de seguir. Eu era o aluno que anotava tudo que os guias falavam, que prestava atenção, e que ficava triste quando o passeio acabava. Quando pude entrar na faculdade, senti identificação totalmente com as matérias do curso, o que me fez entrar imediatamente no núcleo de pesquisa da universidade. A partir daí, me encaminhei para um intercâmbio dentro do Walt Disney World, tive meu primeiro emprego como agente de viagens, me formei como guia internacional e segui para a área comercial, trabalhando em duas grandes empresas. Formação profissional 2015-2019 Universidade Federal Fluminense Bacharelado em Turismo (2015-2019) com participação no Observatório de Turismo, núcleo de pesquisa do fenomeno turístico da Universidade Federal Fluminense, como pesquisador. 2021-2023 Escola Superior de Propaganda e Marketing Mestrado em Experiência do Consumidor, com ênfase no aprimoramento de técnicas e teorias das jornadas de compra e consumo dos clientes, usando tanto as tecnologias e ferramentas do data marketing, integrando-as aos conceitos e práticas multidisciplinares das ciências sociais e do comportamento aplicadas. 2017-2018 The Walt Disney Company Treinado no método Disney de experiência do consumidor pela Disney University com quatro meses de prática no intercâmbio do Walt Disney World em Orlando. 2019-2021 Centro Integrado de Estudos em Turismo e Hotelaria Graduado no curso técnico de Guia de Turismo Internacional, única profissão regulamentada dentro do segmento de Lazer e Hospitalidade e um dos mais importantes elos da cadeia produtiva do turismo.
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TUDO SOBRE MONTANHA-RUSSA
- Roteiro de viagem para os parques de diversões do México e dos estados do Texas e da Costa Leste dos Estados Unidos
Tudo que você precisa saber dos melhores parques e montanhas-russas do México, do Texas e da Costa Leste dos Estados Unidos com mais de 30 incríveis parques e 200 montanhas-russas! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Cidade do México | Guadalajara | Monterrey | San Antonio | Houston | Dallas | Atlanta | Charlotte | Pigeon Forge | Louisville | Cincinnati | Cleveland | Pittsburgh | Hershey | Filadélfia | Nova York | Hartford | Atlantic City | Ocean City | Washington | Richmond 30 de jun. de 2021 Olá, parqueiro! Caso queira pular a introdução, pode ir direto para cada parte específica da viagem México Texas (EUA) Costa Leste (EUA) Toda realização de um sonho começa com um "isso é impossível". Quantas vezes você já não quis fazer uma coisa e te disseram que não ia rolar, que você estava querendo fazer algo sem cabimento e totalmente impossível? Eu ouvi isso no momento que contei minhas intenções. Mas, como diria um certo Walt Disney, "se você pode sonhar, você pode fazê-lo" . O desejo de fazer uma roadtrip gigante pelos Estados Unidos surgiu em 2018, logo após meu intercâmbio no Walt Disney World. Queria visitar os parques do país que estavam mais presentes no meu imaginário, aqueles que eu havia acompanhado suas inaugurações ao longo de mais de 10 anos: Carowinds, Dollywood, Kennywood, Hersheypark, Six Flags Great Adventure, Six Flags Over Georgia.... eram muitos. Além deles, mas ainda pertinho, no país vizinho Canadá, tinha o Canada's Wonderland e o La Ronde, sendo esse último ficando ao lado do meu circuito favorito de Fórmula 1. A Costa Leste da América do Norte oferecia um mundo de possibilidades e mais de 200 novas montanhas-russas. Em 2018 mesmo consegui meu primeiro emprego, e comecei a juntar para fazer uma viagem que ainda nem tinha roteiro direito. Em 2019, o planejamento ganhou forma, já havia montado o dia a dia da viagem e estava pronto para começar a comprar o que precisava. Entre novembro e dezembro, já tinha em mãos as passagens aéreas, hospedagens e a maioria dos ingressos. Além disso, o Luís, um amigo tão apaixonado por viajar quanto eu, topou me acompanhar nesse sonho. A presença dele me deixou extremamente feliz em poder compartilhar algo que nasceu da minha cabeça com alguém que tinha o mesmo entusiasmo. Era só esperar Junho de 2020 ansiosamente. Mas, em 16 de Março de 2020, tudo foi pelos ares. A pandemia do novo coronavírus, agente causador da Covid-19 atingiu o mundo por completo e se tornou inviável fazer a viagem em Junho. Me lembro que no dia que tive o baque e a certeza de que não ia acontecer acredito que foi um dos dias que mais chorei na vida. Um sonho completo, que estava prestes a se tornar concreto, foi abaixo. Assim como milhares de outros sonhos ao redor do mundo. Assim como milhares de vidas interrompidas que não puderam colocar seu sonho para frente. Se você estiver lendo isso, agradeça por estar aqui. Baque tomado, era hora de botar os planejamentos na gaveta e juntar mais dinheiro, mas não desistir. O início de 2020 foi de muitas incertezas e de mais um percalço que eu não previa: por conta do trabalho, tive Síndrome de Burnout, que é o esgotamento mental com consequências no corpo físico. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) sempre me acompanhou desde criança, e por mais que eu já convivesse com alterações absurdas de adrenalina, o Burnout era algo que eu nunca havia vivido. Foram dois meses de licença médica para tratamento e recuperação, e durante essa licença, fiz uma lista de filmes intitulada "60 Filmes para Curar o Burnout". A meta era ver um filme por dia, além de ler livros. Durante esses dois meses, tinha um livro na minha estante que havia comprado na Bienal de 2019 chamado "Por Lugares Incríveis" (em inglês, All the Bright Places). Na época, havia comprado apenas pelo título, visto que o livro não tem uma sinopse reveladora. Quando comecei a ler, não conseguia mais parar. A história trata sobre dois adolescentes que estão passando por momentos difíceis criam um forte laço quando embarcam em uma jornada transformadora para visitar as maravilhas do estado de Indiana, nos Estados Unidos. Ao lado de Finch, Violet para de contar os dias e finalmente passa a vivê-los. O garoto, por sua vez, encontra alguém com quem pode ser ele mesmo, e torce para que consiga se manter "desperto". Ver esses dois adolescentes juntos, que passam por momentos complicados e difíceis, ver na exploração de novos lugares no estado em que eles moram uma cura para toda a tristeza que sentiam, me emocionou de uma forma que não conseguia explicar. Além disso, o filme trata da saúde mental de forma direta, sem ter medo de mostrar na pele o que pessoas com alguma doença mental passam na nossa sociedade. Me emocionou em dobro, triplo, quádruplo. Ao terminar de ler o livro e ver o filme, adaptação feita pela Netflix, reafirmei para mim mesmo duas coisas: 1) que eu não estava morto e 2) que meu sonho não estava morto. Ele estava vivo e o nome da viagem iria se chamar " All the Bright Parks Tour " ou " Tour Por Parques Incríveis ", em homenagem à história que tanto me tocou. https://www.youtube.com/watch?v=tdwLRHGQVG8 A licença médica passou, voltei a trabalhar e continuei focado a juntar mais dinheiro. Eu e meu amigo estávamos ansiosos para a reabertura dos EUA e do Canadá, mas os dias iam passando, um novo ano chegou (2021) e isso parecia bem improvável. Eu já estava ficando desanimado de novo quando, no meio de um lamaçal no Parque Nacional de Jericoacoara, debaixo de chuva, meu amigo me manda a seguinte mensagem: "E se a gente fizesse a quarentena no México?" A mensagem veio para mim como um choque. Eu achava essa ideia desde o início meio absurda. Mas, quando ele falou que muitas pessoas estavam fazendo isso e não tinham enfrentado problemas, comecei a pesquisar e vi que era possível fazer os 15 dias no México por conta da moeda mexicana ser desvalorizada perante o Real. Vi que o dinheiro a mais que havia juntado dava certinho. Além do mais, nossos empregos permitiam que fizéssemos home office. Replanejamos, refizemos o roteiro, adicionamos os 4 parques do México e ainda tinha o Canadá. Infelizmente o país não reabriu a tempo da viagem e ele foi substituído pelo Texas. O estado pertinho do México foi escolhido para ser nossa porta de entrada nos EUA, já que estávamos pertinho. Compramos o que tinha que comprar, remarcamos os ingressos, e estava tudo pronto. Parte I: México No dia 29 de Junho de 2021 embarcamos de São Paulo à Cidade do México. Nas nossas mãos, uma pequena garrafa de Chandon para comemorar, cortesia do nosso cartão de crédito. Depois de tanto tempo, tanta coisa que aconteceu, nada mais impediria a gente de embarcar naquele avião da Latam. O Luís havia me dito que a imigração mexicana era complicada, principalmente porque eles tinham a missão de barrar com qualquer “mula” (ajudantes de traficantes de drogas). Estava munido com todos meus documentos na mão: passaporte, comprovantes de todas as reservas, incluindo a passagem de volta, que é muito importante, e ingressos. Porém, quando o oficial viu o passaporte do Luís cheio de entradas prévias no México, fez uma imigração tranquila e só perguntou quanto de dinheiro tínhamos disponível para os 15 dias. Havia levado 8.000 pesos mexicanos (R$ 2.300), mais do que o suficiente para o período de quarentena. A Cidade do México não é muito diferente de São Paulo. Gigantesca, lotada de gente, muitas opções de transporte público, diversas manifestações culturais e gastrômicas, e pessoas de todos os tipos. Exatamente o que eu esperava de uma das maiores cidades da América Latina. Ficamos no Hotel MX Forum Buenavista, uma localização estratégica: estávamos em frente ao metrô, ao trem, ao BRT e a um dos maiores shoppings da cidade. O hotel inicialmente nos colocou em um quarto com cheiro de esgoto, mas depois de apenas algumas horas dentro do quarto, vimos que a situação era impraticável e pedimos a troca. Sem mais cheiros estranhos, iniciamos nosso período de 15 dias em solo mexicano. Foram 15 dias recebendo um café da manhã composto por pão de forma com alface e tomate, iogurte e uma garrafa enorme de suco. Ao final do período, tínhamos 14 garrafas de suco intactas. Palácio de Belas Artes na Cidade do México Primeira coisa a se fazer em qualquer viagem internacional longa: visitar o mercado. Escolhemos o Walmart, que também estava pertinho do hotel. Meu primeiro choque foi ver uma prateleira cheia de carrinhos Matchbox, marca que havia saído do Brasil e agora está retornando aos poucos. Mas teve tudo que eu esperava em um Walmart mexicano: papas fuego, garrafas gigantescas, frutinhas da época e o melhor: padaria a quilo! Levei uma cacetada de donuts. Nota para a alimentação no México: o país tem uma variedade enorme de culinárias, e tudo é muito bem servido. As peças japonesas, por exemplo, são aproximadamente 1,5x maior que no Brasil, assim como os hamburgueres e pizzas. A comida não é cara, exceto se você querer comer em um restaurante a la carte, por exemplo. Eu não me adaptei à comida mexicana raiz. Os temperos usados não casaram muito bem com meu estômago, infelizmente. TUDO tem pimenta! A cada dia tentávamos explorar um pouco mais da cidade: conhecemos o Palacio de Bellas Artes, uma icônica construção da capital, o Café de los Azulejos, a Plaza de la Constituición (Zócalo) em que ficam as ruínas astecas do Templo Mayor, a Catedral Metropolitana e o Palacio Nacional e o Monumento de la Revolucion. Todos os monumentos da Cidade do México estavam cercados por tapumes diante de restaurações pendentes a fazer. Zócalo Templo Mayor Monumento de la Revolución A Avenida Paseo de la Reforma é a avenida mais famosa da cidade, e que corta boa parte do centro. No seu percurso, estão o ShakeShack, famoso restaurante fast-food dos EUA que possui lanches diferenciados, o Él Angel de la Independencia, uma escultura banhada em ouro, símbolo da cidade, e vários prédios enormes do Centro Financeiro. No final da avenida, está o Bosque de Chapultepec, enorme parque urbano com três setores diferentes. Avenida Paseo de la Reforma No primeiro setor, estão o Castillo de Chapultepec, uma antiga residência real e usado na guerra contra os Estados Unidos, o Museu Nacional de Antropologia, um dos maiores museus que tive a oportunidade de conhecer voltado ao estudo antropólogo, e que resgatou minhas raízes de estudante de Turismo e Ciências Humanas, e o Zoológico de Chapultepec, com uma variedade enorme de animais. Era no segundo setor que a La Feria de Chapultepec, um parque de diversões estilo o Playcenter, se localizava, e que em breve será convertido no parque multicultural Aztlán. Castillo de Chapultepec Zoo de Chapultepec Museu de Antropologia com Pedra do Sol Vivemos algumas situações meio doidas na Cidade do México, como aversão à gordura presente na comida clássica mexicana, motoristas que pareciam dirigir em uma luta livre (não era a toa que a maior parte dos carros da cidade eram batidos), linhas de metrô claramente sobrecarregadas e sem reforma há anos e faixas de pedestres que não eram respeitadas pelos veículos – eles eram quem decidiam quando e onde parar para deixar as pessoas atravessarem. O primeiro parque de diversões da 2021 All the Bright Parks Tour foi o Kataplum , localizado no extremo sudeste da Cidade do México, no shopping Parque Las Antenas. Para vocês terem uma ideia de como foi longe chegar nele, pegamos metrô e depois do metrô ainda pegamos um Uber que levou mais uma hora para chegar. Estava chovendo, mas conseguimos ir em todos os brinquedos! Montanha-russa Insomnio e frisbee Patatús no Kataplum No dia seguinte ao Kataplum, não resistirmos em ir logo à estrela da cidade: o Six Flags México . A surpresa de visitar esse Six Flags foi extremamente gratificante, ao vermos um parque com um serviço maravilhoso, boas atrações e montanhas-russas que amei demais! O padrão é melhor do que muitos parques da rede nos Estados Unidos. Fico muito feliz de termos um parque desses na América Latina. Os dois parques são complementares, e não existe visita a Cidade do México se não visitar obrigatoriamente os dois. Acredite em mim! Não ligue para a distância. Montanhas-russas Medusa e Superman no Six Flags México Mas, nem só de parque vive o homem, e ir ao México sem conhecer o sítio arqueológico de Teotihuacán seria um crime cultural inafiançável. A zona arqueológica daquela que foi a maior cidade do mundo, construída por uma civilização anterior da Asteca, é imensa e te deixa boquiaberto quando você pisa nela. O passeio é debaixo de sol forte, então a proteção contra os raios ultravioleta é essencial. Leve boné, óculos escuro, água e comida de abundância. Anda-se muito, mas a recompensa de você estar conhecendo uma história tão antiga é extremamente gratificante. Um outro momento muito legal do passeio em Teotihuacán foi conhecer a produção artesanal de tequila e mezcal (com direito à famosa larva no fundo da garrafa). Sim, tivemos doseS grátis! Pirâmide do Sol Centro do sítio arqueológico Mesmo com 15 dias na Cidade do México, precisávamos trabalhar a maior parte dos dias, somente com exceção dos fins de semana. Isso impedia de fazermos certos passeios. Então, existem ainda muitos outros pontos turísticos que não conseguimos ir e merecem ser visitados na capital mexicana, como os canais de Xochimilco. Porém, aproveitamos a oportunidade de estar em solo mexicano e no próximo fim de semana, embarcamos em direção à uma aventura intermunicipal: no sábado, visitaríamos Guadalajara e no domingo, visitaríamos Monterrey. Motivo: seus parques de diversões. Guadalajara, lar do parque Selva Mágica , é uma das maiores cidades do México, e está pertinho da cidade de Tequila, de onde saiu a mais famosa bebida mexicana. Montanha-russa Bullet e barco 360º Nao de China no Selva Mágica Além disso, é a cidade que é o berço da cultura mexicana, e lar dos mariachis mais tradicionais do país. Na Plaza de Armas, principal praça da cidade, você pode acompanhar a performance de muitos mariachis e outros grupos culturais. Não deixe de visitar a Catedral Metropolitana, em lindo estilo rococó, e os edifícios ao redor, como o Teatro Degollado e a Paróquia de Santa María de Gracia. O distrito histórico, Tlaqueplaque, é cheio de lojinhas em prédios com arquitetura típica mexicana e restaurantes maravilhosos com uma culinária local. Enquanto estávamos em Tlaqueplaque, um temporal, felizmente passageiro, atingiu a cidade e pensávamos que íamos ficar ilhados e perder o voo de volta para a Cidade do México. Centro de Tlaqueplaque Dança mexicana no centro de Guadalajara Catedral de Guadalajara Monterrey, lar do (agora, extinto) parque Bosque Mágico , é uma cidade mineradora/siderúrgica, algo fácil de constatar olhando para a silhueta do lugar – são milhares de chaminés e caldeirões, para onde você olhar. Começamos o dia no Parque Fundidora, um imenso parque urbano que foi construído ao redor das ruínas de uma antiga siderúrgica, hoje restaurada e convertida em um museu. Montanhas-russas Zombie Ride e Tornado no Bosque Mágico Você pode conhecer toda a estrutura do local, caminhando pelos túneis e maquinaria, aprender sobre física e química envolvida na mineração e ver um show especial sobre o antigo forno. No Fundidora ainda se localiza o Aquamundo, antigo Plaza Sésamo, que pelo preço alto e falta de atrações mecânicas para adultos funcionando, decidimos não entrar. Para encerrar a manhã em Monterrey, caminhamos pelo Paseo Santa Lucía até a Macroplaza, uma praça retangular gigante onde estão os principais edifícios da cidade, incluindo o Palácio e Museu do Governo do Estado, todo em arquitetura espanhola. Palácio do Governo do Estado Estrutura e forno da antiga fundição de metal Com o teste negativo de COVID-19 em mãos, embarcamos da Cidade do México para San Antonio, nos Estados Unidos, começando o Ato II da nossa viagem. Parte II: Texas Apesar do atraso do voo da Aeroméxico, chegamos em San Antonio no início da tarde. A companhia aérea já havia enviado nossos testes negativos de covid e comprovação da estadia de 14 noites para a imigração dos EUA, então nossa entrada no país foi muito tranquila. A moça só perguntou quanto de dinheiro estávamos levando e quanto tempo ficaríamos no país. Quando dissemos 30 dias, ela levou um susto, mas explicamos que iríamos fazer roadtrip . Alugamos o carro com a Dollar. O aluguel de carro nos Estados Unidos exige uma taxa adicional para devolução em outra cidade, o que acaba encarecendo o aluguel. Porém, o preço da gasolina é bem tranquilo, variando de USD 2,80 a 3,10. Ganhamos, inclusive, um presente: apesar de termos alugado carro econômico, saímos com uma Mitsubishi Outlander. A primeira coisa que decidimos fazer foi almoçar em um In 'N' Out, uma rede de fast-food famosa em todo oeste dos Estados Unidos. O diferencial deles está em um menu simples e lanches muito, mas muito gostosos! Foram quatro horas e meia de muito engarrafamento na estrada até Houston e seus parques de diversões no litoral, Kemah Boardwalk e Galveston Island Historic Pleasure Pier . Teve de tudo: evasão de pedágio (foi sem querer, tá? Não sabíamos que faixa pegar), saídas erradas, e ficar levemente perdidos. Nos divertimos muito nos parques, porém o primeiro BO apareceu: por conta do engarrafamento e dos atrasos do voo, estávamos mortos. Já eram 22h e não havia condição nenhuma de pegar as mesmas 4 horas de estrada para San Antonio. Kemah Boardwalk Galveston Island Historic Pleasure Pier Paramos em um motel qualquer na cidade de Katy, onde morremos em uma noite de hospedagem super-faturada de USD 80 (as noites em motéis normalmente são de USD 20 a USD 50). Além disso, perdemos a nossa hospedagem de San Antonio. Depois de uma boa noite de sono, chegamos ao Six Flags Fiesta Texas em San Antonio e tivemos um dia maravilhoso. O parque tem um nível alto comparado aos outros Six Flags e sem dúvidas é um dos top 5 da rede. Depois do parque, chegamos no motel que havíamos conseguido de última hora. A recepcionista ficou incrédula que viemos do Brasil atrás de montanhas-russas. Mas ela adorou. Ah, a piscina do motel dela parecia que a qualquer momento iria sair um Demogorgon dela (criatura de Stranger Things). Montanhas-russas Wonder Woman e Iron Rattler no Six Flags Fiesta Texas Nos conectamos com os animais marinhos no SeaWorld San Antonio , que possui uma das montanhas-russas que mais gostei de toda viagem! O ambiente é super diferente de Orlando, o que o torna um parque com identidade única. Além disso, é o único SeaWorld com montanha-russa de madeira! Encontro com beluga e montanha-russa Steel Eel no SeaWorld San Antonio No dia seguinte, seguimos em direção à Dallas passando pela capital do Texas, Austin. Chegamos ao Six Flags Over Texas , o primeiro Six Flags criado, bem cedo e deu para aproveitar as inúmeras atrações do parque. O Over Texas também é um dos melhores de toda rede e está de parabéns pelo nível de serviço e diversão apresentado! Montanhas-russas New Texas Giant e Shockwave no Six Flags Over Texas A despedida do Texas foi visitando o distrito histórico de Forth Worth, Stockyards, uma cidade do Velho Oeste muitíssimo bem preservada e ainda ativa. Tudo que eu cresci vendo em Wild West no Hopi Hari estava ali, diante dos meus olhos! Confesso que caiu uma lágrima. Stockyards tem tudo que você pode imaginar em uma cidade do faroeste. Saloon com muito barbecue e uma carne maravilhosa (Riscky's BBQ ❤), exposição dos touros de chifres longos e até mesmo um labirinto! O labirinto foi um dos momentos mais lúdicos da minha vida toda, especialmente porque não tinha entrado em um ainda e me senti como os visitantes do Rollercoaster Tycoon 2 tentando pular para ver a saída. Essas sensações são inexplicáveis! Nossa estadia no Texas foi recheada de calor, ainda mais pelo clima árido do estado. Vimos que nem todo mundo usa bota e chapéu de vaqueiro, mas todo mundo têm bota e chapéu de vaqueiro. Em TODO LUGAR vende! Curiosidade: os texanos são extremamente ligados comercialmente com os pecuaristas do Brasil. Passagem para Atlanta na mão, era hora de embarcar rumo ao terceiro ato da 2021 All the Bright Parks Tour: o interior leste dos EUA. Parte III: Costa Leste (Interior) A chegada no Aeroporto Internacional de Atlanta não foi fácil. Estava tarde da noite e caindo uma tempestade torrencial na cidade, e o preço do Uber estava absurdo de alto (papo de R$ 500). O aeroporto ficava um pouco longe da região que queríamos ir, então pegamos o metrô até a estação mais próxima de Austell. Logo na hora de comprar a passagem nas máquinas, um cara tentou nos vender passagens falsas superfaturadas! Quando chegamos na estação de Hamilton Holmes, foi um milagre ter conseguido um Uber que nos levasse, pelo horário e pela chuva. Austell é a cidade que fica o Six Flags Over Georgia , o segundo parque da rede criado. O Six Flags fica a 16 minutos de carro do centro de Atlanta, mas como não estávamos com tempo de bater perna na cidade, optamos por uma hospedagem ao lado do parque. No dia seguinte, já estávamos no aeroporto cedo para pegar o voo para Charlotte. Montanhas-russas Dare Devil Dive e Blue Hawk no Six Flags Over Georgia Charlotte, na Carolina do Norte, é a cidade que fica o Carowinds . Na verdade, além de ter uma coleção incrível de montanhas-russas, esse parque é dividido ao meio pelos limites geográficos da Carolina do Norte e da Carolina do Sul! Depois de ter pego o nosso carro minúsculo Chevrolet Spark com a Alamo (dessa vez realmente foi econômico!), começamos o que seria 25 dias de viagens pela estrada, por todo o interior leste dos Estados Unidos. Como ninguém é de ferro, tiramos o dia seguinte ao Carowinds para descansar fazendo compras no outlet de Charlotte. Que saudades de entrar num outlet! Consegui tênis super baratos na loja da Nike, pagando metade do valor que pagaria no mesmo modelo no Brasil! Após nossos delírios de consumo, subimos para Pigeon Forge. Montanhas-russas Fury 325 e Copperhead Strike no Carowinds Pigeon Forge é uma cidade que fica no interior leste do Tennessee, no meio das Grandes Montanhas Fumegantes. A estrada é uma serra muito tranquila, com pistas largas e que te dá uma paz absurda. Tinha horas que abríamos o vidro só para sentir o ar puro (mas morrendo de medo que o vento desestabilizasse nosso pequeno carrinho). Se eu fosse caracterizar Pigeon Forge de forma rápida, diria que é uma "mini Orlando". A cidade é cheia de atrações, e sua principal tem shoppings com brinquedos, vários restaurantes temáticos e de fast-food, exposições interativas, outlets e montanhas-russas de trenó de montanha, como a Smoky Mountain Alpine Coaster (como o Yoohoo do Unipraias e o Trenó do Alpen Park). Dá para ver a influência do country em todo lugar. Aliás, a principal atração de Pigeon Forge, o lindo e perfeito parque temático Dollywood , foi idealizado pela própria Dolly Parton, ícone do country nos Estados Unidos. Montanhas-russas Firechaser Express e Lightning Rod no Dollywood Foi em Pigeon Forge que tivemos o terceiro perrengue em relação à hospedagem: quarto lotado de mofo. Não era visível, mas o cheiro estava ali. Por um milagre não fiquei atacado da alergia, mas pegou em cheio a garganta do Luís. Esse é um dos percalços que a hotelaria dos Estados Unidos pode trazer. Reunindo forças do chão, seguimos para o nosso próximo parque em Louisville, estado de Kentucky, fazendo um dos percursos mais longos da viagem. O parque de diversões de Louisville é o Kentucky Kingdom , que já havia visitado em 2016. O parque trouxe algumas atrações novas, como a montanha-russa Kentucky Flyer. Além do Kentucky Kingdom, Louisville pode ser base para você visitar o Holiday World , parque que tem as melhoras montanhas-russas de madeira dos Estados Unidos e do mundo! Ah, você sabia que ele é tematizado de acordo com os feriados mais famosos do país? Tem Natal, Ação de Graças, Halloween... Super diferente e somente a 1 hora de Louisville, na cidade de Santa Claus, Indiana. Montanha-russa Lightning Run e brinquedo Flying Machines no Kentucky Kingdom Montanhas-russas The Voyage e Thunderbird no Holiday World Em Louisville, encaramos mais um perrengue de hospedagem: o hotel em que havíamos feito a reserva simplesmente havia trancado a recepção e não tinha ninguém para fazer nosso check-in! Esperamos durante uns 45 minutos e realmente ninguém apareceu. Tivemos que escolher um outro hotel aleatório em que gastamos mais do que o previsto. Pelo menos, o quarto era novinho e a cama era super de boa! De manhã, seguimos em curto percurso até o Kings Island , localizado em Cincinnati, estado de Ohio. Também já havia visitado esse parque em 2016, e fiquei muito feliz ao ver a nova giga montanha-russa deles funcionando a todo vapor! O Kings Island é um dos principais parques temáticos dos Estados Unidos e possui uma coleção invejável de montanhas-russas! Montanhas-russas Diamondback, Orion (azul), The Racer (branca) e brinquedo Windseeker no Kings Island A partir de agora, a emoção não veio só dos parques temáticos. Eu nem sei como a gente saiu vivo dessa parte da viagem, especialmente o Luís, que dirigia. A partir de Cincinnati, nós deveríamos seguir o caminho natural geográfico, Cincinnati > Sandusky > Pittsburgh > Hershey. Porém, fomos trollados pelo Cedar Point, que fica em Sandusky, estado de Ohio, o que seria nosso próximo parque. A data do nosso tour pelo backstage foi trocada, então tivemos que ir para Pittsburgh, na Pensilvânia, primeiro, para poder estar presente na nova data que eles marcaram. Sendo assim, chegamos ao Kennywood , um parque de diversões centenário e que sobrevive até hoje misturando brinquedos clássicos e brinquedos modernos. Sensacional! Montanhas-russas Steel Curtain e Phantom's Revenge no Kennywood Depois disso, pegamos um amigo nosso, o Feliphe, no aeroporto de Pittsburgh, e dirigimos 5 horas até a cidade de Hershey, no meio do estado da Pensilvânia, onde fica o parque de diversões do chocolate Hershey, o Hersheypark . Durante esse trecho, enquanto estávamos ouvindo Katy Perry, um caminhão nos empurrou para fora da pista. NUNCA MAIS colocamos Katy Perry no rádio. Nunca mais. Apesar do susto, aproveitamos bastante o dia cheio de chocolate no Hersheypark. Entrada e montanha-russa Storm Runner no Hersheypark No próximo dia, partimos para o Cedar Point em mais uma longa viagem de 5 horas (era muita vontade de fazer esse tour do backstage). O Cedar Point fica numa península/ilha na cidade de Sandusky, e todo seu redor é banhado pelo lago Erie. Seu primeiro dia no paraíso das montanhas-russas foi tranquilo, comigo podendo matar a saudade da minha montanha-russa favorita, a Maverick. Montanhas-russas Steel Vengeance e Maverick no Cedar Point Durante o dia... adivinha... recebemos a notícia que o tour de backstage, que seria feito no dia seguinte, havia sido cancelado de vez. Sem possibilidade de remarcação... eu não consigo descrever aqui o tamanho da raiva que senti. Pensei que ia entrar em combustão espontânea. Toda a desgraça feita e vivida no roteiro para fazer esse tour acontecer... de nada adiantou. Enfim, pelo menos não teríamos que acordar 4h da manhã. Seguimos para o segundo dia (bem mais cheio) e eu pelo menos gastei o dinheiro reembolsado do tour num fastpass e fiquei de patrão no Cedar Point o dia inteiro. Mais de 10 vezes na Maverick! Voltamos para o meio da Pensilvânia em mais uma viagem de 5 horas até o Knoebels , um parque de diversões familiar construído no meio da floresta. Foi uma das experiências mais surreais que já vivenciei, especialmente pelo parque não ser gradeado, seu chão ser de terra, e os brinquedos carregarem a nostalgia. É no Knoebels que fica a melhor montanha-russa de madeira do mundo, a Phoenix. O entardecer e a noite no parque foram mágicas. Completamente mágicas. Lendária montanha-russa Phoenix e noite no Knoebels Mas, a magia acabou quando entramos numa floresta deserta tarde da noite na ida do parque ao hotel. Quando finalmente achamos o hotel, o hotel havia perdido nossa reserva. Eram 23h da noite e simplesmente não havia mais hotel disponível na região. Desesperados, começamos a procurar hotel, sem sucesso. Essa busca nos deixou sem gasolina no meio da floresta. Tínhamos dois problemas para resolver: a gasolina e a hospedagem. Felizmente, depois de algumas tentativas, achamos um posto que tinha gasolina. Mas aí nosso cartão não passava. Por um milagre, um passou. Certeza que foi milagre. Fomos achar um hotel por milagre no Booking, a 1h30 de onde estávamos. O esgotamento veio. Todos esses perrengues e aumento no tempo de direção me fizeram acreditar que não conseguiríamos ter forças para terminar a viagem. Foi nesse nível de surto total que terminamos o Ato III. Mas, depois de uma grande noite de sono, fomos ao próximo parque mais relaxados e começamos o quarto e último ato. Parte IV: Costa Leste (Litoral) O Dorney Park é o parque de diversões mais próximo da Filadélfia, maior cidade da Pensilvânia. Apesar do dia chuvoso, conseguimos fazer todas as atrações! A chuva afastou boa parte do público fazendo com que montanhas-russas incríveis ficassem ao nosso dispor totalmente. Ainda tivemos direito a um baile de Carnaval! Que saudades eu estava... Estávamos relutantes em começar o Ato IV porque sabíamos que seria a última parte da viagem e não queríamos ir embora, mas, também estávamos aliviados por termos deixado todos os perrengues para trás. Depois que partimos da Filadélfia, seguimos em direção ao extremo nordeste dos Estados Unidos, onde ficam os estados de Connecticut e Massachusetts. Montanhas-russas Hydra: The Revenge e Steel Force no Dorney Park No caminho, vislumbramos o que seria uma das nossas paradas: a cidade de Nova York. A estrada variava de cidade para floresta, uma das transições mais bonitas que vimos. Nessa região dos EUA moram muitos brasileiros, especialmente os que trabalham como au-pair ou intercambistas. Inclusive, o parque que vimos mais brasileiros, acreditem, ficava no meio do nada. O Lake Compounce , outro parque centenário, fica em Bristol, a poucos minutos de Hartford. Seu ambiente é parecido com o do Kennywood, misturando atrações antigas e nostálgicas com brinquedos modernos. Sentimos uma imensa paz, apesar de termos experimentado a pior montanha-russa de toda viagem! Montanhas-russas Phobia e Boulder Dash no Lake Compounce Em Hartford, matamos a saudade de um velho conhecido: O Outback. Depois de tantos hambúrgueres e pizza, comer uma carne bem preparada foi muito bem-vindo. Reenergizados, no dia seguinte seguimos para o Six Flags New England , localizado a 1 hora e meia de Boston. Sua inauguração foi em 1870, mas a Six Flags só foi começar a opera-lo em 1999, fazendo dele o parque Six Flags mais antigo em funcionamento. Sua localização, à beira do rio, é única! Nós gostamos tanto da Superman: The Ride no Six Flags New England que no dia seguinte fomos no parque novamente só para andar nela de novo. Chegamos na abertura, e demos mais duas voltas! Com um monte de adrenalina no corpo, fomos em direção ao Nickelodeon Universe e à cidade de Nova York. Montanhas-russas Wicked Cyclone e Superman no Six Flags New England O parque da Nickelodeon em Nova York fica no gigantesco shopping American Dream, do lado oeste à ilha de Manhattan. Foi uma das maiores surpresas da viagem, visto que as atrações eram para todo tipo de público, mesmo sendo um parque de desenhos infantis. Foi uma delícia andar na montanha-russa mais íngreme do mundo e recordar os desenhos mais nostálgicos da minha infância! Rugrats e montanha-russa TMNT Shellraiser no Nickelodeon Universe Na volta do Nickelodeon Universe e ao ver a placa "entrando em Nova York", surtamos de novo por vários motivos: 1) o pedágio de entrada e saída de Nova York é USD 16 (quase R$ 100); 2) Os nova-iorquinos são extremamente agressivos no trânsito, sem prática de boas maneiras; 3) os estacionamentos da cidade para passar a noite são caríssimos, chegando até USD 120 as 24 horas (aproximadamente R$ 800). Os gastos rodoviários não foram pensados por nós antes de ir, e aprendemos nossa lição. Também não temos mais vontade de dirigir por Nova York. Nova York O Pod 51 é um dos hotéis mais baratos da ilha de Manhattan e é maravilhoso: são quartinhos pequenos, mas aconchegantes e bem conservados. O banheiro é no corredor, mas é privado. Só você fica dentro do banheiro. Só não pode esquecer de trancar a porta nem esquecer a toalha! Quando for a Nova York, procure ficar na ilha de Manhattan, pois hotéis no Bronx, no Brooklyn e no Queens acabam tendo que ter grandes deslocamentos aos pontos turísticos principais. O Six Flags Great Adventure é o maior parque de diversões perto da cidade de Nova York. Localizado em Jackson, no interior do estado de Nova Jersey, é um dos principais da rede Six Flags e um dos maiores parques do mundo. Em um só lugar, você tem a maior montanha-russa do mundo em altura, Kingda Ka, parque aquático e safari. Se tornou meu parque Six Flags favorito com facilidade. Me diverti a beça! Montanhas-russas El Toro e Kingda Ka no Six Flags Great Adventure Mas, a cidade de Nova York também reservas emoções fortes. Em uma das regiões mais famosas do mundo, a Coney Island, um centro de entretenimento no Brooklyn está o Luna Park e o Deno's WonderWheel Park . Juntos, transformam Coney Island de fato numa ilha de diversão! Depois de nos cansarmos de tanto nos divertir, ainda fomos presenteados com uma belíssima queima de fogos! Montanha-russa Cyclone, visão do Luna Park e noite na Wonder Wheel Ir à Nova York é sempre um sonho, então quis repetir o lugar que mais amei conhecer nessa cidade (Highline), e junto com o Luís conhecer lugares novos. Fomos até o Starbucks Reserve, uma loja especial da Starbucks com produção ao vivo de café; Central Park Zoo, que infelizmente não encontrei Alex, o Leão; o The Vessel, uma escultura-prédio gigantesca fechada por oferecer risco à vida humana; o Whole Foods Market, uma espécie de Walmart da vida saudável e a realização de um sonho: ver Nova York do alto, sem nuvens. Highline Central Park Zoo The Vessel Starbucks Reserve Times Square Em 2018 , eu subi no topo do Rockefeller Center à noite mas a cidade só tinha nuvens de chuva. Era minha obrigação moral subir no topo, dessa vez, do Empire State Building e ver a imensidão da Big Apple com o céu limpinho. Consegui. Sou uma pessoa realizada demais.Em Nova York também realizei outro sonho: a compra do Castelo de Hogwarts de LEGO, um dos maiores sets da marca já criados, com mais de 6.000 peças! Vocês não queiram saber o rolê que foi para levar isso ao Brasil, mas o resultado final, depois de seis de montagem, valeu o esforço!🤩 Diferentes visões de Manhattan de cima do Empire State Building Os gastos com pedágio não paravam à medida que avançávamos pelo estado de Nova Jersey e íamos em direção aos píers. As principais rodovias do estado têm pedágio, então mais dinheiro nosso foi levado pelas cabines... A sorte é que o pedágio nos EUA é calculado pela distância da sua entrada na rodovia até a saída que você pegou. Em alguns casos, pagamos bem barato. Os píers de Nova Jersey são parques à beira-mar, em praias com aspecto selvagem. O primeiro que visitamos foi o Steel Pier em Atlantic City, uma cidade famosa por cassinos. Seguimos até a lindinha Ocean City, onde fica o extraordinário Playland's Castaway Cove . Por último, chegamos ao Morey's Piers, dividido em três piers diferentes na cidade de Wildwood. Infelizmente, quando chegamos ao Morey's Piers , caiu uma chuva torrencial e não aproveitamos quase nada do parque, que tinha a maior parte de suas atrações fechadas. Essa chuva que nos atingiu no Morey's Piers iria nos acompanhar até o fim da viagem. Quando chegamos no hotel após os píers, a recepcionista no nosso check-in nos deu um pano de chão. Não entendemos o porquê. Quando acordamos, entendemos. O quarto estava alagado, com água por toda parte. Brinquedo radical Booster no Steel Pier Montanha-russa Galeforce no Playland's Castaway Cove Montanha-russa Boomerang e roda-gigante no Morey's Piers O dia seguinte foi de céu azul por completo e muito sol. Dirigimos até Baltimore, onde o Luís pôde ver um dos museus ferroviários mais importantes dos EUA e eu fui ver o estádio do time de futebol americano Baltimore Ravens para fazer uma chamada em tempo real para dois amigos torcedores. Mas, nosso destino final era Washington, a capital dos Estados Unidos da América. Não tinha muito interesse de visitar todos os edifícios governamentais por dentro, apenas um: o Museu Smithsonian Aeroespacial e não saí decepcionado! O lugar é totalmente diferente de qualquer espaço cultural dedicado ao espaço que já fui! Estádio do Baltimore Ravens Museu Smithsonian Aeroespacial O National Mall é imenso, muito maior que a Esplanada dos Ministérios em Brasília. Não recomendo andar entre os prédios, a não ser que você tenha pernas de aço. A nossa estratégia foi estacionando o carro em cada quarteirão de interesse. Começamos pelo Capitólio, Livraria do Congresso e Supremo Tribunal Federal; Washington Monument (obelisco) e Casa Branca e por último, Lincoln Memorial, onde presenciamos mais um belíssimo pôr-do-sol. Washington Monument Supremo Tribunal Federal Lincoln Memorial Casa Branca O parque de diversões que fica em Washington é o Six Flags America , uma das grandes surpresas da rede Six Flags. Ele não é o maior, nem o melhor, mas possui ótimas atrações, como montanhas-russas gigantescas e raras no mundo, além de ser super conservado! Nesse dia, tomamos o primeiro grande susto meteorológico: faltando 1 hora para o parque fechar, o alto-falante do parque anuncia: "AVISO DE TORNADO. PROCURE ABRIGO IMEDIATAMENTE!". Montanhas-russas Batwing e Joker's Jinx no Six Flags America Nós não sabíamos se ficávamos embaixo de uma loja ou íamos embora, mas tomamos a decisão de sair e pegar a estrada. Com certeza foi a chuva mais forte que já pegamos na vida e fomos muito corajosos em desbravar com aquele carrinho aquela quantidade de água. Do nada, simplesmente abriu o sol e o céu azul, e assim descobrimos que na verdade estávamos na "barra" do tornado, a região afetada pela ação dele, o tornado, e não no tornado em si. Fomos no Outback mais uma vez para comemorar nossa sobrevivência. Depois da capital, seguimos para a última cidade: Richmond, no estado da Virgínia. Richmond tem dois parques de diversões: Kings Dominion e Busch Gardens Williamsburg (sim, não tem Busch Gardens só em Orlando!). Começamos pelo Kings Dominion, onde experimentamos a mais forte e a melhor montanha-russa dessa viagem e da vida: Intimidator 305. Ela foi capaz de fazer a gente dar leves apagões diante ao aumento do tamanho da ação da força da gravidade sobre nós! Montanhas-russas Intimidator 305 e Twisted Timbers no Kings Dominion Sabíamos que os Estados Unidos tem um histórico de umas pessoas meio doidas, mas não imaginávamos ver no nosso hotel. Quando chegamos exaustos, vimos um cara ameaçando uma mulher com um facão enquanto brigavam no corredor do hotel. Bizarro! Só fugimos dali e fomos lavar o carro... O último dia reservava para nós o Busch Gardens Williamsburg, e o encerramento não podia ser melhor! O parque temático tem como tema os países da Europa, e não tem uma única montanha-russa ruim! Fiquei muito feliz de conhecê-lo especialmente porque foi um dos primeiros parques que conheci pesquisando na Internet. Assim, chegamos ao fim. Obrigado por ter lido até aqui e espero que você tenha conseguido imaginar um pouco do que eu vivi através das letras aqui escritas. A 2021 All the Bright Parks Tour foi um momento muito importante na minha vida e que ficará para sempre marcada no meu coração. Montanhas-russas Griffon e Alpengeist no Busch Gardens Williamsburg ====== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Knoebels. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2018. Foram 2 anos (e mais 1 extra) juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro! Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. Quanto custa viajar para o México e fazer uma road trip pelos Estados Unidos? Data: Julho e Agosto de 2021 Dólar americano: R$ 5,50 Período: 45 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-São Paulo: R$ 85,00 (milhas usadas) Passagem aérea São Paulo-Cidade do México/Richmond-São Paulo: R$ 3.800,00 Passagem aérea Cidade do México-Guadalajara: R$ 370,00 Passagem aérea Cidade do México-Monterrey: R$ 440,00 Passagem aérea Cidade do México-San Antonio: R$ 600,00 Aluguel de carro (3 dias) San Antonio-Dallas: R$ 820,00 Passagem aérea Dallas-Atlanta: R$ 530,00 Passagem aérea Atlanta-Charlotte: R$ 775,00 Aluguel de carro (22 dias) Charlotte-Richmond: R$ 3.912,00 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 2) 15 noites na Cidade do México: R$ 931,00 3 noites em San Antonio: R$ 425,00 1 noite em Dallas: R$ 150,00 2 noites em Atlanta: R$ 470,00 1 noite em Charlotte: R$ 190,00 2 noites em Pigeon Forge: R$ 525,00 2 noites em Louisville: R$ 330,00 1 noite em Mason: R$ 198,00 2 noites em Pittsburgh: R$ 460,00 2 noites em Cleveland: R$ 435,00 2 noites na Filadélfia: R$ 515,00 2 noites em Hartford: R$ 411,00 3 noites em Nova York: R$ 611,00 3 noites em Washington: R$ 515,00 2 noites em Richmond: R$ 300,00 3) Ingressos Passe Platinum da Cedar Fair: R$ 1.560,00 Passe Diamond da Six Flags: R$ 830,00 SeaWorld: R$ 450,00 SeaWorld - nado com beluga: R$ 915,00 Dollywood: R$ 450,00 Kentucky Kingdom: R$ 250,00 Holiday World: R$ 320,00 Kennywood: R$ 170,00 Lake Compounce: R$ 180,00 Luna Park: R$ 340,00 Nickelodeon Universe: R$ 466,00 Hersheypark: R$ 220,00 Knoebels: R$ 210,00 Busch Gardens Williamsburg: R$ 305,00 4) Diversos Comida: USD 1.000,00 (R$ 5.500,00) Compras: USD 500 (R$ 1.500,00) Pedágios/Gasolina: USD 235 (R$ 1.392,50) TOTAL (por pessoa): R$ 24.464,00 (custos 1 à 3) + R$ 8.292,50 (custo 4) = R$ 29.964,00 Roteiro: 29/jun - Embarque para o México 30/jun - Chegada Cidade do Mexico 01/jul - Zócalo / Bellas Artes / Casa Azulejos 02/jul - Kataplum 03/jul - Six Flags Mexico 04/jul - Six Flags Mexico 05/jul - Dia de trabalho 06/jul - Dia de trabalho 07/jul - Museu Nacional de Antropologia 08/jul - Castelo de Chapultepec / Retorno ao Museu de Antropologia 09/jul - Teotihuacán 10/jul - (CDMX-Guadalajara) / Selva Magica 11/jul - (CDMX-Monterrey) / Bosque Magico 12/jul - Dia de trabalho 13/jul - Dia de trabalho 14/jul - Dia de trabalho 15/jul - (Cidade do México-San Antonio) / Kemah Boardwalk e Galveston Pier 16/jul - Six Flags Fiesta Texas 17/jul - SeaWorld San Antonio 18/jul - (San Antonio-Dallas) / Six Flags Over Texas 19/jul - Centro Histórico de Fort Worth Stockyards / (Dallas-Atlanta) 20/jul - Six Flags Over Georgia 21/jul - (Atlanta-Charlotte) / Carowinds 22/jul - Outlet / (Charlotte-Pigeon Forge) 23/jul - Dollywood 24/jul - (Pigeon Forge-Louisville) / Kentucky Kingdom 25/jul - Holiday World 26/jul - (Louisville-Cincinnati) / Kings Island 27/jul - (Cincinnati-Pittsburgh) / Kennywood 28/jul - Hersheypark 29/jul - (Hershey-Cleveland) / Cedar Point 30/jul - Cedar Point 31/jul - (Cleveland-Elysburg) / Knoebels 01/ago - (Elysburg-Filadelfia) / Dorney Park 02/ago - (Filadelfia-Hartford) /Lake Compounce 03/ago - Six Flags New England 04/ago - Luna Park 05/ago - Nickelodeon Universe 06/ago - Six Flags Great Adventure 07/ago - (Nova York-Washington, DC) / Piers 08/ago - Washington City Tour 09/ago - Six Flags America 10/ago - (Washington-Richmond) / Kings Dominion 11/ago - Busch Gardens Williamsburg 12/ago - Richmond-Brasil “Ele me ensinou a vagar. Me ensinou que não preciso escalar uma montanha para estar no topo do mundo. Que até o lugar mais feio pode ser o lugar mais lindo, contanto que a gente se dê tempo pra olhar” Por Lugares Incríveis https://www.youtube.com/watch?v=JHjrK8Wa1Hw << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro para o Cedar Point: A Capital das Montanhas-Russas do Mundo
Veja como montar um roteiro para o Cedar Point, em Ohio, com dicas de transporte, hospedagem, ingressos e estratégias para aproveitar o parque com mais montanhas-russas do mundo. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! ENCAREI SOZINHO O INTERIOR DOS EUA EM BUSCA DE MONTANHA-RUSSA A Fantastic Coasters Tour foi a realização de um sonho de um apaixonado por montanhas-russas que tinha desde a sua adolescência o sonho de conhecer o Cedar Point. Mesmo sem saber dirigir, procurei todas as formas possíveis de viabilizar essa viagem não me importando o quão difícil parecia ser. De quebra, ainda visitei mais parques na região, com tudo encaixando perfeitamente para dar certo e eu ter dias inesquecíveis onde pude alcançar o máximo da adrenalina! 🎢 A Raging Bull, do Six Flags Great America, foi uma das primeiras montanhas-russas do mundo a ultrapassar 60 metros de altura! 🎠 O Kentucky Kingdom passou anos abandonado e voltou com força total após sua revitalização, tendo a Storm Chaser como símbolo do renascimento do parque! 🎡 O Kings Island abriga a Banshee, que quando inaugurou se tornou a maior montanha-russa invertida do mundo 🎢 Nunca tinha acontecido de eu ser barrado numa imigração - e isso aconteceu logo quando estava completamente sozinho! 🎠 O Cedar Point tem as melhores montanhas-russas do mundo, de acordo com inúmeros viajantes apaixonados por montanha-russa! 🎡 Além do Cedar Point, outro parque perfeito do estado de Ohio é o Kings Island! roteiro 1) Chegada em Detroit / Descanso 2) Cedar Point 3) Cedar Point 4) Detroit-Chicago / Six Flags Great America / Chicago-Cincinnati 5) Kings Island 6) Cincinnati-Louisville / Outlet 🛍 Tarde de compras: Outlet Shoppes of the Bluegrass 7) Kentucky Kingdom 8) Kentucky Kingdom + Kentucky State Fair 9) Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Rio de Janeiro (GIG)-Detroit (DTW) Louisville (SDF)-Rio de Janeiro (GIG) via Delta USD 580 BRL 3.100 Detroit (DTW)-Cincinnati (CVG) com escala de 12 horas em Chicago (ORD) via United USD 90 BRL 480 Passagens rodoviárias 🚌 Sandusky - Detroit: USD 22 | BRL 120 Cincinnati - Louisville: USD 18 | BRL 80 Média de deslocamento do Uber para o Cedar Point de Detroit (por trecho): BRL 400 Média de deslocamento do Uber do restante da viagem: BRL 180 GASTOS DE HOSPEDAGEM 1) Detroit: Hotel econômico em Southgate USD 145 | BRL 780 3 noites 2) Cincinnati: Hotel econômico em Downtown Cincinnati USD 95 | BRL 510 2 noites 3) Louisville: Hotel econômico em Downtown Louisville USD 151 | BRL 810 3 noites GASTOS DE INGRESSOS Cedar Point: USD 102 | BRL 550 Six Flags Great America: USD 50 | BRL 270 Kings Island: USD 57 | BRL 310 Kentucky Kingdom: USD 39 | BRL 210 Kentucky State Fair: USD 31 | BRL 170 GASTOS EM VIAGEM Alimentação: USD 45 (por dia) x 9 = USD 405 | BRL 1.420 CUSTO TOTAL BRL 9.790 USD 1.785 Detroit | Chicago | Cincinnati | Louisville 17 de ago. de 2016 Depois de ter feito a 2015 California Dreams Tour, meu coração viajante e explorador sentia que já era hora de seguir em um novo desafio. Na Califórnia, tudo foi mais fácil pelo estado ter grandes cidades e uma rede de transportes já bem estabelecida. Porém, para onde eu queria ir, não tinha nada disso - era tudo bem nebuloso para alguém que não sabia dirigir. Ter conhecido o Six Flags Magic Mountain me levou instantaneamente a querer conhecer a outra capital das montanhas-russas: o Cedar Point, que fica na cidade de Sandusky, no estado de Ohio. Sandusky fica a 1 hora de carro de Cleveland e 2 horas de carro de Detroit. Para chegar sem aluguel de carro, tive que bolar uma estratégia a partir dos horários da única empresa de ônibus que atende a região, a Greyhound . O único horário que batia para eu passar o máximo de tempo dentro do Cedar Point era um ônibus que saía de Sandusky para Detroit às 19:50, já que o ônibus para Cleveland era no meio da tarde. Como eu iria chegar de Detroit no Cedar Point era outra questão, que eu só podia resolver de Uber. Mas era claro, também, que não ia para outro país somente para um parque apenas. Era desperdício de dinheiro investido na passagem aérea, e assim eu decidi que eu iria até onde fosse possível de ônibus, sem me botar em grandes riscos e muitas horas na estrada. Dessa forma, tinha estabelecido que o destino final era Louisville, no Kentucky. Estava prestes a cometer a maior loucura da minha vida até então! A passagem comprada pela Delta era Rio-São Paulo-Orlando-Detroit, e como Orlando era o primeiro destino nos Estados Unidos, foi lá que fiz a imigração. Pela primeira vez na vida, eu não passei direto. Talvez o oficial da imigração não sentiu muita firmeza num jovem turismólogo estagiário que iria passar dez dias no interior do país sem aluguel de carro e em várias cidades. Fui para famosa "salinha", e lá esperei, e esperei. Apesar de ter sido o primeiro a chegar, meu caso foi o último a ser "resolvido". A oficial da Homeland Security conversou comigo em espanhol e inglês, para tentar entender minha viagem. No fim, ela se deu por vencida e acabou me liberando. Mas, nossa! Que sufoco! Ao chegar em Detroit, peguei um Uber para o meu hotel nos subúrbios da cidade. Só queria dormir para estar preparado para o grande primeiro dia: Cedar Point ! Como estadunidenses amam viajar de carro, o Uber que aceitou minha corrida ficou muito feliz com ela, e lá fomos nós até Sandusky. No caminho, vi os famosos celeiros vermelhos de Ohio, o gigantesco lago Erie e quando me aproximei da península do Cedar Point, quase desmaiei. Que sonho foi! Raptor (verde) e Valravn (laranja) no Cedar Point Gatekeeper no Cedar Point A volta de Sandusky foi meio complexa. Não existe serviço de Uber na cidade, então tive que recorrer ao táxi mesmo. Felizmente, o serviço de Guest Services do Cedar Point me ajudou, e em poucos minutos o motorista chegou para me levar ao ponto de ônibus de Sandusky que ficava um posto de gasolina no meio do nada. O ônibus da Greyhound demorou um pouco, mas não tanto quanto eu imaginava. O serviço é bem inferior ao que estamos acostumados no Brasil, sendo os ônibus bem mais velhos. Todas as avaliações que li na Internet mencionavam a presença de traficantes de drogas entre os passageiros. De fato, dentro do meu ônibus havia alguns. Inclusive, me foi ofertado. Recusei e eles ficaram de boa o ônibus inteiro, exceto quando arranjaram uma briga entre si. Como já sou acostumado no que acontece no Brasil, era só não exercer nenhum tipo de contato visual e ficar na minha. Top Thrill Dragster no Cedar Point Cheguei em Detroit tarde da noite já, e ao fazer o caminho com o Uber para chegar ao hotel, passamos pelos pontos da cidade abandonados quando a indústria automobilística saiu da cidade. Era assustador. Muitos prédios de fábricas abandonados, onde famílias arriscavam viver ali dentro sem a menor estrutura. Edifícios industriais que pareciam que iam ruir a qualquer momento. Algumas fábricas ainda sobreviveram, como a Ford. Depois de um segundo dia de Cedar Point refazendo o mesmo caminho e procedimentos, me dirigi ao aeroporto de Detroit no dia seguinte para pegar um voo com escala em Chicago e que me deixaria em Cincinnati depois. Nessas escalas, você precisa ser esperto na hora de escolher os horários, porque eles podem te fazer conhecer um parque! Eu escolhi o voo de ida chegando às 08:00 em Chicago e o de volta saindo 22:30, para chegar em Cincinnati na meia-noite. Essa jogada deu para conhecer o centro de Chicago e seus pontos turísticos mais famosos e também o Six Flags Great America , uma das melhores experiências existentes na rede Six Flags. Lotado de montanhas-russas incríveis, posso te garantir que ele foi meu Six Flags favorito até ser superado pelo Great Adventure, cinco anos depois. Carrossel Columbia no Six Flags Great America Raging Bull no Six Flags Great America O Kings Island fica em Cincinnati, uma cidade no sul do estado de Ohio. Foi bem tranquilo sair do aeroporto até o hotel, no centro. Como a maioria das cidades americanas de grande porte fora do litoral, Cincinnati era composta de um médio centro urbano e um imenso subúrbio. O parque Kings Island ficava a 45 minutos do centro, em Mason. Dá para chegar usando o transporte público, porém tinha acordado atrasado e fui de Uber mesmo. Parque incrível, tive um dia absurdo de maravilhoso lá dentro, o que viria a se repetir em 2021. Depois de Cincinnati, segui novamente de ônibus Greyhound até Louisville, minha última cidade. Dessa vez, foi mais tranquilo até que a outra e cheguei na capital do estado de Kentucky bem rápido. Dia de pausa para compras e conhecer a cidade do frango frito, onde o KFC surgiu. Diamondback no Kings Island Banshee no Kings Island O dia seguinte estava lindo para conhecer o Kentucky Kingdom , parque temático da cidade. Ele foi restaurado completamente após ficar anos abandonado e foi muito legal ter entrado em um parque "renascido". Passei o dia inteiro lá com facilidade, e como já estava na época do parque aquático fechado, tudo estava tranquilo e livre para repetir quantas vezes eu quisesse. O próximo e último parque deveria ter sido o Holiday World, porém, não dirigir impediu essa ida. Como o parque fica em uma cidadezinha remota no estado de Indiana, não existia nem ônibus, nem Uber, nem táxi para lá. Até tentei um aplicativo de caronas, mas vi que não ia rolar mesmo. Resultado: fui me divertir por um segundo dia no Kentucky Kingdom e aproveitei o parquinho itinerante da Kentucky State Fair (um evento muito parecido com as Expo que tem no Brasil). Foi divertido! Lightning Run no Kentucky Kingdom Storm Chaser no Kentucky Kingdom Voltava para o Brasil com a sensação de desafio cumprido. A Tour da Califórnia tinha deslocamentos mais fáceis, e fazer essa foi uma verdadeira prova de como encontrar soluções alternativas e também aceitar que às vezes não tem solução alternativa. Reconhecer os limites é sempre bom, não é? Se eu puder dar um conselho a você que está lendo esse relato de viagem, é que é possível fazer uma viagem pelos Estados Unidos, mas isso irá restringir muito seus horários e seus alcances. Depois dessa viagem, fiquei inspirado a tirar minha carteira de motorista, porém alguns percalços aconteceram e só consegui ter ela em mãos no final de 2021. Para todas as viagens nos Estados Unidos, não acredito que seja tão necessário gastar dinheiro com hotéis em centros de cidade. A hospedagem nesse país é muito diferente da que temos no Brasil, então os hotéis mais baratos podem reservas surpresas desagradáveis. Mais do que nunca, é recomendável ver avaliações na internet. Porém, mantenha um olhar brando, porque muitas reclamações são de situações facilmente contornáveis. Lembre-se sempre: você só precisa de uma cama para dormir. A 2016 Fantastic Coasters Tour foi uma viagem exclusivamente para andar de montanha-russa, então os parques selecionados não tinham um grande número delas a toa. Além disso, esse roteiro funciona para você que talvez não tenha tanta disponibilidade de dias assim para fazer uma viagem de 15 dias, por exemplo. Dividir para conquistar nunca foi tão real! "O fantástico da vida é saber fazer de um pequeno instante, um grande momento." << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem em Manaus
Tudo que você precisa saber da cidade de Manaus! Veja os principais pontos turísticos da cidade e passeios que você não pode deixar de ir! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Manaus | Presidente Figueiredo 8 de out. de 2022 Minhas viagens, na maioria das vezes, são pautadas por conta de um parque de diversões ou um parque aquático. O objetivo é sempre conhecer novos lugares para me divertir! Uma das partes mais incríveis de cada viagem é conhecer as cidades em que estão os parques, descobrindo mais atrações, e tendo uma sensação da dinâmica do local em que os parques estão. A viagem que você verá a seguir foi uma daquelas que teve parque, mas a principal atração não foi uma montanha-russa. Sempre morei no Rio de Janeiro, e portanto, o parque Terra Encantada era um dos meus lugares favoritos na cidade. Após 12 anos de funcionamento, o parque fechou e os brinquedos foram espalhados pelo país. Foram muitos anos de indefinição esperando onde eles iam aparecer. Uns sete anos depois do encerramento das atividades, dois deles apareceram em um parque de diversões na cidade de Manaus. Centro Histórico de Manaus Ficava me perguntando como eu poderia ter um momento nostálgico especial do outro lado do país com passagens de aviões tão caras! A Região Norte do Brasil era ainda um território não explorado por mim especialmente porque o custo de sair do Rio de Janeiro para lá sempre foi muito alto… Entretanto, aconteceu um milagre: em uma busca pelo site da LATAM, vi que o trecho Rio-Manaus-Rio estava com um excelente valor pelo Latam Pass, programa de pontos da companhia aérea. Não pensei duas vezes e emiti a passagem para uma viagem de sábado à quinta. A questão agora era: o que fazer em Manaus? Definitivamente o parque de diversões que eu queria visitar não completaria nem 5 horas de um dia, quanto mais 5 dias! Ignorei isso por muito tempo, até que chegou o dia em que faltava apenas 1 mês para entrar no avião. Quando comecei a procurar as agências de turismo receptivo que fazem os passeios na capital amazonense, acabei percebendo o óbvio: teria que sair do meu estilo urbano de viajante para entrar na maior floresta tropical do mundo. Quando vi o tamanho da Amazônia do avião, sabia que seria uma viagem transformadora. Cheguei em Manaus no sábado à tarde e já senti o impacto de estar no “pulmão do mundo” logo no aeroporto, com árvores gigantes no meio do hall e tartarugas em um viveiro. Como fui no mês de outubro, último mês da estação seca, o clima não estava tão úmido, mas a temperatura estava bastante quente. Meu quarto ficava no último andar do hotel, me proporcionando uma linda vista de Manaus! Quando vi luzes brilhantes de uma roda-gigante ao fundo, percebi que elas vinham do parque de diversões que eu queria tanto ir! Esperei apenas o celular carregar e chamei o Uber, que tem uma ótima cobertura na cidade. Tartarugas no aeroporto O Mirage Park fica ao lado da Arena da Amazônia e é um parque três ou quatro vezes menor do que era o Terra Encantada. Nele, estão a montanha-russa Monte Aurora e o chapéu mexicano Tornado, atrações que em que pude me divertir muito na minha adolescência. Pude me divertir muito nesses brinquedos de novo, o que foi extremamente especial para mim! Além deles, o Mirage tem atrações para toda família se divertir: para quem gosta de radicalizar, o Mixer e o Enterprise são ótimas opções; para quem quer curtir com todo mundo junto, tem Trem Fantasma, Bate-Bate e Crazy Dance; e para quem é criança, tem muitas opções espalhadas pelo parque, incluindo um carrossel de 2 andares! Mixer no Mirage Park Montanha-russa no Mirage Park Spinner (antigo Tornado do Terra Encantada) Acordei cedo para no dia seguinte começar a primeira parte da minha expedição amazônica: um passeio de barco pelo Rio Negro, que banha a cidade de Manaus, que comprei com a agência Amazon Destinations . A primeira parada foi em um pequeno porto em uma das margens no rio para avistar e interagir com os botos-cor-de-rosa selvagens. Para essa interação ter muito sucesso, os botos “precisam” estar de barriga vazia, o que depende da presença (ou não) de cardumes no rio. Se no dia os botos estiverem de barriga cheia, como foi no meu caso, será difícil qualquer um ser atraído por peixes. O instrutor tentou ao máximo, e um deles chegou timidamente para fisgar peixes. A experiência foi mais sensorial do que visual, com o boto passando pela parte do meu corpo que estava embaixo da água dando trombadas. Pude ver seus dentes e um pouco de seus olhos! Encontro com o boto cor-de-rosa Repare com o nível de agua do rio abaixou! A próxima parada foi o encontro das águas entre os rios Negro e Solimões, fenômeno natural que batizou essa viagem. Confesso que ver ao vivo é muito mais surpreendente do que pelas fotos que via durante o ensino escolar. As águas realmente não se misturam, e isto acontece pela diferença de temperatura e densidade de ambos os rios, e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 28°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 22°C. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_f44623c41f5d448f87041b87f90c7f91/1080p/mp4/file.mp4 Ao chegar na área do Lago do January, fomos recebidos pelos indígenas da tribo Tuyuka, que apresentaram rituais e danças típicas da tribo. Para quem curte, os Tuyuka fazem pinturas indígenas (pagas) e permitem você tirar fotos com os animais (pagas) que fazem parte do cotidiano deles, como cobras, preguiças e primatas. Não curto muito esse tipo de turismo, mas grande parte dos turistas desembarcaram ali parecia gostar. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_95767929c94543c7b6b3e60c9a23bdad/1080p/mp4/file.mp4 Almoçamos no Restaurante Rainha da Selva, que oferece um excelente buffet com culinária amazonense - eu amo peixes de água doce! O preparo do tambaqui e do pirarucu pelos locais é perfeito. O fim do passeio é em uma estrutura de madeira que foi erguida sobre a floresta, em que podemos observar um grande lago, lar de diversas espécies de jacarés, e ouvir os diversos sons que a Amazônia faz. Fim do dia foi no Manauara Shopping, o maior shopping, onde pude comer um ótimo prato de tambaqui no Caboquinho, uma rede local famosa de restaurantes. O dia seguinte começou no MUSA - O Museu da Amazônia. O lugar é uma reserva florestal primária (sem grandes ações humanas que a modificaram desde sua criação) bem nos limites da cidade de Manaus, bastante longe do centro e localizado na Zona Norte da cidade. Vale a pena ir de Uber porque ir de transporte público demoraria demais (além do Uber não ter preços tão altos)! O MUSA é composto de 5 km de trilhas leves e fáceis diferentes, onde você poderá ver serpentes, cigarras, aracnídeos, orquídeas, peixes amazônicos, vitória-régias e árvores gigantescas como o Angelim. O melhor do MUSA é o momento de subir numa torre de observação florestal de 42 metros, em que você poderá ver mais de 100 tons de verde, e escutar as infinitas espécies de pássaros da região. Os momentos no museu são momentos íntimos com a Floresta Amazônica e uma visita guiada custa justos R$ 50. Outras experiências podem ser agendadas, como uma visita noturna! Você pode conferir tudo aqui . https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_3d4e81d60c3a4c8a94604eb59650bd91/1080p/mp4/file.mp4 Vitória-regias Tambaqui, peixe símbolo da região Libélulas acasalando Angelim Como eu já estava na Zona Norte de Manaus, conjuguei a visita ao MUSA junto ao segundo parque de diversões da viagem: o Fun Park Vianorte . Localizado dentro do Shopping Vianorte, o Fun Park é destinado ao público infantil, porém muitos de seus brinquedos toda família pode ir (não vá esperando nada radical). O destaque do Fun Park é que as atrações são tematizadas de acordo com a cultura folclórica amazonense, algo que amei e fiquei super impressionado! A única montanha-russa do parque, a Boitatá, é pequenina, mas tem um lindíssimo trem simbolizando a cobra de fogo protetora da floresta. O parque conta com roda-gigante, escorregador, trem fantasma, bate-bate, amor express, brinquedão, barco pirata e muitos fliperamas! O quarto dia foi destinado à conhecer os pontos turísticos mais legais de Manaus, começando pelo Teatro Amazonas. O Teatro é uma belíssima obra arquitetônica de exterior renascentista e interior art-noveau. Até hoje, é considerado um dos mais belos teatros do mundo, e apresentações regulares são feitas. Possui visitas guiadas (R$ 20) no período da manhã e da tarde, salvo os dias em que o teatro precisa ser fechado para a montagem de alguma peça. Em frente ao Teatro, fica um dos restaurantes mais nobres de Manaus, o Caxiri. Seu cardápio é refinado e 100% dele abraça a culinária amazonense da melhor forma. Uma experiência única na cidade! O preço médio de uma entrada, refeição e sobremesa acompanhado de bebida é de R$ 150. A caminhada pelo centro seguiu até o Palacete Provincial, onde funcionam cinco museus: o Museu de Arqueologia, o Museu de Numismática (moedas) Bernardo Ramos, o Museu da Imagem e do Som (MISAM), o Museu Tiradentes e a Pinacoteca do Estado do Amazonas. A entrada é gratuita e o conteúdo que os museus guardam são de alto valor para o estado e para os amazonenses. Na Praça da Matriz, ficam a Catedral Matriz Nossa Senhora da Conceição, o Porto de Cruzeiros de Manaus, e a Torre do Relógio, um relógio de arquitetura neoclássica e com engrenagens importadas da Suíça. A última parte do city tour foi o Palácio da Justiça, prédio em que funcionou o principal tribunal do estado e com vista lindíssima para o Teatro Amazonas. Monumento à Abertura dos Portos Relógio municipal Arte manauara na Pinacoteca Museu de Numismática Museu da Justiça No último dia turistando em Manaus, embarquei mais uma vez com a Amazon Destinations para Presidente Figueiredo, onde ficam mais de 140 cachoeiras catalogadas e reconhecidas. São duas horas até a cidade, pela estrada que liga o Amazonas até Roraima e consequentemente, até a Venezuela. A primeira cachoeira do passeio foi a de Iracema, uma das queridinhas do lugar. Por ser estação de seca, seu volume não era tão grande, mas estava perfeito para se refrescar! Para chegar nela, foi necessária uma trilha pela floresta amazônica de uns 15 minutos, com formações rochosas incríveis como a Gruta da Onça. Almoçamos em um restaurante típico amazonense na Corredeira do Urubuí e fomos até a área protegida da Caverna do Maroaga e Gruta da Judeia, formações da natureza que jamais esperávamos ver na Amazônia! Cada cenário era de tirar o fôlego, completamente. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_87e2f9a4c32a421f8dd9882e66f42a1d/1080p/mp4/file.mp4 Cachoeira de Iracema Caverna do Maroaga Gruta da Judeia Para encerrar com chave de ouro a 2022 Encontro das Águas Tour, estava tendo o aquecimento para o festival Boi Manaus, que abria as comemorações do aniversário da cidade. A Feirinha do Tururi teve vários alimentos típicos do Amazonas, artesanatos, mas o mais legal da feira foram as apresentações de cantores de toada (canção que conduz a apresentação dos Bois) que cantaram os maiores sucessos do Boi Garantido e do Boi Caprichoso, agremiações que disputam o Festival de Parintins. O pessoal de Manaus é tão integrado à sua cultura que a cada toada cantada, muita gente se juntava para dançar a coreografia correspondente. Maravilhoso! https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_c97beb9527074160a633079f388511a6/1080p/mp4/file.mp4 O que essa viagem revelou para mim é que se no início estava preocupado pela quantidade de dias em Manaus e não sabia o que fazer, no final eu percebi que 5 dias foi pouquíssimo tempo. Presidente Figueiredo, por exemplo, merece dois dias para aproveitar todas as cachoeiras e formações da Amazônia, como a Cachoeira do Mutum e o Rio Vermelho. Também há possibilidade de alugar um carro e ir até a Roraima, visitar Boa Vista, e ir na fronteira com Guiana e Venezuela. Também faltou dar uma passada na Ponta Negra, bairro nobre da cidade com várias opções de lazer. Pelo que parece, em breve vou ter que pousar em Manaus para fazer uma nova viagem, e dessa vez, mais ainda dentro da floresta! Quanto custa viajar para Manaus? Data: Outubro de 2022 Período: 5 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Manaus: 23.500 pontos + R$ 72,12 de taxa de embarque (via Latam) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 25 2) Hospedagem 5 noites no Ibis Budget Manaus: R$ 770 3) Ingressos e passeios Mirage Park: R$ 32 Fun Park Vianorte: R$ 20 Passeio de Barco no Rio Negro: R$ 130 Presidente Figueiredo (1 dia): R$ 400 MUSA: R$ 50 4) Diversos Comida: R$ 400 TOTAL (por pessoa): R$ 1.774,00 (custos 1 à 3) + R$ 400,00 (custo 4) = R$ 2.174,00 Roteiro: 08/out - Chegada em Manaus / Mirage Park 09/out - Passeio de Barco no Rio Negro / Manauara Shopping 10/out - MUSA / Funpark Vianorte 11/out - City tour no Centro de Manaus 12/out - Presidente Figueiredo13/out - Retorno ao Rio de Janeiro "Se a Amazônia é o pulmão do mundo, o pulmão do mundo nos pertence." Autor desconhecido << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de viagem para o Beach Park em Fortaleza
Tudo que você precisa saber do Beach Park e o que fazer no Ceará em um roteiro incrível de cinco dias pelos principais locais do litoral do estado! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Fortaleza | Canoa Quebrada | Jericoacoara 19 de fev. de 2021 Ir no Beach Park sempre foi um sonho de infância. O parque aquático mais famoso do Brasil era o passeio preferido dos meus colegas de escola no ensino fundamental. A cada férias, cada um contava como foram as experiências nos toboáguas. Infelizmente, minha família não tinha dinheiro para viajar até Fortaleza, então eu cresci tentando imaginar como seria legal se um dia eu visitasse o Beach Park e pudesse experimentar tudo que eles experimentaram. Muito tempo se passou, nossa condição financeira melhorou, outras viagens apareceram, mas nenhuma delas foi para Fortaleza. Nesse período, o Beach Park se tornou praticamente outro parque diante daquele que eu sonhava na infância. Por conta do pouco espaço, muitas atrações tiveram que ser desativadas para vir outras, mais novas. Não poderia nunca mais experimentar o Sarcófago ou a Moreia Negra… Mas, a vida é isso. Saem atrações velhas para entrar novas, mais modernas. Quando comecei a trabalhar, eu já sabia em como eu iria investir meu primeiro salário: comprando uma passagem para Fortaleza! Até pensei em fazer um bate-volta de fim de semana só para ir para o Beach Park, mas eu sempre ouvi muitas coisas boas do estado do Ceará. Chamei meu amigo Paulo e compramos passagens para passar o Carnaval inteiro lá! Quem nos acompanhou também foi o Rodrigo, um amigo que fiz durante o intercâmbio no Walt Disney World . Pegamos o carro (um Uno 1.0) no Aeroporto de Fortaleza pela Unidas. Não sabíamos se um carrinho desse seria o suficiente para fazermos o que tínhamos planejado para o Carnaval, mas tinha que dar, já que era a nossa única opção e não tínhamos muita escolha! Passamos em um supermercado em Fortaleza para comprar itens para a roadtrip no litoral cearense e caímos na estrada em direção ao leste do estado. Quando passamos pela cidade do Beach Park, quase falei para pararmos o carro e entrarmos logo no parque, mas engoli minha ansiedade. O carro seguia pela estrada e eu estava prestes a descobrir que ia conhecer os lugares mais incríveis do Brasil. Seguimos a estrada até o município de Aracati, onde fica o distrito de Canoa Quebrada. A primeira parada foi na Barraca e Restaurante Antônio Coco, em que pudemos comer um ótimo almoço com os pescados locais e ótima água de coco. Curtimos a praia de águas mornas (para mim, um verdadeiro paraíso!) antes de fechar o tradicional passeio de buggy na região. Muitos bugueiros ficam ao redor do restaurante, então literalmente você só precisa escolher um. O passeio começou pela faixa litorânea da praia, em um cenário que me lembrou muito uma cena do jogo Forza Horizon. Eu já estava sem palavras em estar vivendo aquele momento, com o vento na minha cara, sentindo a brisa do mar e o barulho das ondas. Parecia que eu tinha me teletransportado para um paraíso onde nada mais importava e parecia que em algum momento eu iria me unir àquela paisagem belíssima das falésias de Canoa Quebrada. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_4be24b759ff4497898faf2b6db579796/1080p/mp4/file.mp4 https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_dbeffc1ba29646fa9564d6e402ac7d3a/1080p/mp4/file.mp4 Paramos no símbolo do distrito, uma meia-lua com uma estrela. Existem várias versões do porquê do símbolo ser esse, mas a mais aceita pelos moradores como verdade é um paquistanês foi até a casa do escultor Chico Eliziário e pediu para Chico fazer uma lembrança da cidade para ele levar se volta ao seu país. Chico, então, fez a meia-lua e a estrela do Islã. Isso foi o suficiente para o encantar pelo símbolo, e o artesão começou a fazer várias peças que foram aceitas pela população e pelos turistas. Nascia assim, o símbolo definitivo da cidade. O passeio fica verdadeiramente radical quando ele chega nas dunas de Canoa Quebrada, e o buggy entra em alta velocidade nas grandes quedas! A sensação é muito similar com as quedas de uma montanha-russa e eu nem preciso dizer que amei, né? Ele percorre essas grandes dunas até a lagoa dos esportes radicais, em que você pode fazer uma tirolesa radical que termina na água! Confesso que estava morrendo de medo, mas amei MUITO! Uma sensação de liberdade absurda! Na volta, tivemos um tempo na Barraca Oásis, um ótimo lugar para dar um mergulho numa piscina natural e beber a bebida típica do local, o Mescal (que é deliciosa!). https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_c1d01a12828e4fa98db47ed980c08e2d/1080p/mp4/file.mp4 Na volta, o bugueiro nos deixou na lindíssima Duna do Pôr-do-Sol para vermos o… pôr-do-sol. Não decepcionou! Tudo fica instantaneamente laranja! Chegamos na Pousada Latitude para passar a noite, uma ótima pousada bem na praça central de Canoa Quebrada e ao lado da Broadway, a principal rua da cidade com comércio e restaurantes de variadas gastronomias. Um passeio a pé por Canoa Quebrada a noite é uma ótima maneira de conhecer um outro lado da cidade (mais pacato), ouvir o som do mar com mais força e relaxar vendo as lojas. Canoa é para você desacelerar, fingir que o tempo parou, e contemplar o tempo passar devagar. Um verdadeiro paraíso. Na manhã seguinte, retornamos à Fortaleza para… IR NO BEACH PARK ! Chegamos pela manhã em Aquiraz, cidade ao lado da capital em que fica o parque aquático mais famoso do Brasil! O complexo do Beach Park fica em Porto das Dunas, uma praia de ondas fortes mas com água morna. O primeiro lugar que você vê quando entra no complexo é a Vila Azul do Mar, um pequeno centro comercial com alta gastronomia, lojas de souvenires e quiosques. A entrada do parque fica bem em frente às areias da praia! EU NEM PUDE ACREDITAR QUE FINALMENTE HAVIA REALIZADO MEU SONHO DE ESTAR ALI! O Beach Park tem formato retangular e não é muito grande, mas ele tem atrações para todas as idades e gostos! Me diverti em várias atrações legais, como os toboáguas de cápsula do Arrepius, o funil do Vaikuntudo e os muitos toboáguas diferentes do Ramubrinká. Até mesmo o grandão Insano consegui encarar mais de uma vez! Vou te falar… ele nem é tão medonho assim! O tamanho assusta, mas depois que você desce, vira uma gostosa descida e um monte de água vem na sua cara! Por ser pequeno, o dia no Beach Park não cansa muito e é tudo muito pertinho. A infraestrutura também não deixa a desejar, e os personagens ainda ficam pulando pelo parque divertindo todo mundo. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_37febefb22e545d98f3126bdbdbfaee3/1080p/mp4/file.mp4 Saí do Beach Park de alma lavada e muito feliz pelo meu sonho realizado! Como o parque fecha no fim da tarde, fomos até o centro de Fortaleza para assistir o musical Ceará Show, um espetáculo que apresentava a história e a cultura cearense. Não devia em nada para os musicais da Broadway! Gostei muitíssimo da experiência! Infelizmente, o show deixou de ser apresentado, sem motivo aparente. As redes sociais continuam ativas, então acredito que possa existir uma esperança de retorno. No dia seguinte, fizemos um city tour por Fortaleza, começando pelo Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um complexo com museu de arte, teatro, biblioteca, cinemas e planetário. Você também pode encontrar ótimos lugares para tirar fotos! Dois quarteirões depois, chegamos na Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, edificação histórica que deu nome à cidade. Recomendo fazer o tour guiado! Em frente à Fortaleza, entramos na sensacional Catedral Metropolitana de Fortaleza em estilo neogótico em seu exterior, algo muito difícil de vermos no Brasil, especialmente em grandes cidades. Finalizamos o city tour no Mercado Central de Fortaleza, um lugar que você vai encontrar muitos artigos têxteis, como blusas de renda, artesanato, e artigos alimentícios, como as iguarias típicas do Ceará (bolo de rolo, rapadura, caju, carne de sol). Muitos produtos que vimos no Mercado também podem ser encontrados na Feirinha Beira Mar, uma feira de artesanatos com inúmeras barracas de artesanato tradicional e criativo. A feira funciona todos os dias das 18h às 23h, e fica em frente ao hotel Oásis Atlântico Imperial. Confesso que achei os preços da feira bem melhores que os do Mercado Central, mas pode ser que seja só impressão. Eu amei andar na orla de Fortaleza pela noite. É bem movimentada, vi policiamento, mas é sempre bom ficar atento. Não ultrapasse às 22h andando pelas ruas da cidade, pode ser perigoso. Passamos o último dia em Fortaleza no hotel Seara, que tem um belíssimo rooftop com uma vista incrível para a cidade. O rooftop do hotel é com vidros transparentes, o que possibilita belíssimas fotos! Depois do pôr-do-sol, descemos para andar pelo bairro Meireles, onde ficam as melhores lojas da cidade. Aproveitamos também para ir ao Iguatemi, um excelente shopping (e um dos maiores da cidade). Para encerrar, fomos até o Cocobambu, um restaurante localizado na Avenida Beira-Mar, com um cardápio maravilhoso de pratos com frutos do mar. Acordamos cedo no dia seguinte para ir até a Vila de Jericoacoara, um “vilarejo gourmet” que fica no litoral oeste do Ceará. Foram longas cinco horas de estrada até chegarmos na cidade de Jijoca de Jericoacoara, que serve de base para os turistas que desejam chegar até o vilarejo. Logo na entrada da cidade você verá o Estacionamento Central, que é onde você pode deixar seu carro pelo período em que você ficará na Vila de Jericoacoara. O preço é de aproximadamente R$ 25/dia (dependendo da época). Após deixar o carro no estacionamento, você pode pegar uma das milhares de caminhonetes que fazem o transporte até Jeri. Elas ficam estacionadas em frente ao Estacionamento Central e custam R$ 50 a R$ 75 (dependendo da época) por pessoa para fazer o trecho Jijoca/Vila de Jericoacoara. A duração do transfer é de aproximadamente 1 hora, e você passará pelos caminhos de areia das dunas! Chegamos em Jericoacoara na hora do almoço. Deixamos nossas coisas na Pousada Chalé Jeri, uma pousada familiar com ótimos quartos/chalés, bem espaçosos e com ar condicionado. O café da manhã é bem simples, mas com variadas opções de frutas, pães e frios. Saímos em busca de fazer passeios na parte da tarde, mas, pelo pouco tempo, todos os de longa duração já estavam em curso. Fomos fazer a trilha da Pedra Furada, a formação rochosa que é um dos símbolos do vilarejo. Tem a opção de ir por charrete, mas devido ao péssimo estado dos animais, resolvemos seguir a pé mesmo. O tempo da trilha é de 20 a 30 minutos, dependendo de sua velocidade ao caminhar. A vista é recompensadora e considero um dos lugares mais bonitos do Brasil! À noite, aproveitamos os restaurantes da Vila e jantamos no Samba Rock Café, na praça principal. A música ao vivo é ótima! No dia seguinte, um temporal muito forte castigava Jericoacoara, e achávamos que seria um dia perdido. Felizmente, havíamos contratado o Jeri Tiago , um bugueiro com ótimas referências na Internet. Ele não desistiu de fazer o nosso passeio (R$ 500) pelos principais pontos turísticos ao redor da Vila! Mesmo com tudo alagado e cheio de lama, quando a chuva estiou, saímos rumo à rota leste de Jericoacoara, onde visitamos: a Lagoa Azul, uma lagoa formada entre as dunas do Parque Nacional; o Buraco Azul Castelhano, um pequeno lago com águas azuis turquesa; a Árvore da Preguiça, uma árvore com uma formação de tronco única; e por fim, a Praia de Jericoacoara, em que aproveitamos as águas quentes antes de um temporal cair na vila mais uma vez. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_d07ee289d0ab47faaab298adc4bb80b1/1080p/mp4/file.mp4 Um fato curioso: foi durante esse passeio que recebi a ligação do Luís, um dos meus amigos que viajam comigo, contando sobre o processo de quarentena do México, e detalhando como poderíamos fazer para tornar nosso planejamento de viagem para os Estados Unidos realidade em meio à pandemia de COVID-19. No meio do lamaçal do Parque Nacional de Jericoacoara, era dado o pontapé inicial da 2021 All the Bright Parks Tour , uma viagem por mais de 30 parques temáticos entre México e Estados Unidos, realizada quatro meses depois dessa viagem ao Ceará. Naquela noite, comemos no Blue Restaurante, bem em frente à praia. Apesar de termos gostado da comida, sua qualidade não fez jus ao preço inflado. Aproveitamos para comprar todas as lembrancinhas que faltavam nas milhares de lojas e ambulantes que rodeiam Jericoacoara, especialmente em torno da praça principal. Pegamos a estrada de manhã muito cedo para voltar rumo à Fortaleza e pegar os voos de volta para casa. A viagem até o Ceará foi extremamente relaxante, e o estado se tornou um dos meus lugares favoritos no Brasil. Em uma só viagem, você pode, além de relaxar, curtir muita adrenalina, recarregar as energias, elevar a mente com paisagens incríveis, deixar o mar levar seus problemas e deixar a felicidade rolar. A realização do meu sonho de criança foi muito mais linda do que originalmente imaginei! Quanto custa viajar para o Ceará? Data: Fevereiro de 2021 Período: 5 dias Número de pessoas: 3 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Fortaleza: R$ 580 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 30 Aluguel de carro (3 dias): R$ 680 (R$ 226 por pessoa) 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 3) 1 noite na Pousada Latitude em Canoa Quebrada: R$ 160 1 noite no Seara Praia Hotel em Fortaleza: R$ 181 2 noites na Pousada Chalé Jeri em Jericoacoara: R$ 173 3) Ingressos e passeios Passeio de Buggy em Canoa Quebrada: R$ 300 (R$ 100 por pessoa) Beach Park: R$ 225 Ceará Show: R$ 60 Passeio de Buggy em Jericoacoara: R$ 500 (R$ 165 por pessoa) 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras/Gasolina: R$ 400 TOTAL (por pessoa): R$ 1.870,00 (custos 1 à 3) + R$ 800,00 (custo 4) = R$ 2.670,00 Roteiro: 13/fev - Chegada em Fortaleza / Noite em Canoa Quebrada 14/fev - Passeio de Buggy em Canoa Quebrada / Noite em Fortaleza 15/fev - Beach Park 16/fev - Chegada em Jericoacoara / Pedra Furada 17/fev - Passeio de Buggy no Lado Leste de Jericoacoara 18/fev - Retorno "É na idade da ambição que se prova a têmpera dos homens." José de Alencar << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro pelos Parques da Califórnia: Disneyland, Six Flags e Universal
Descubra um roteiro completo pelos parques da Califórnia, com dicas de transporte, ingressos, melhores épocas para visitar Disneyland, Six Flags Magic Mountain e Universal Studios. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! VIVI O SONHO CALIFORNIANO ANDANDO EM MAIS DE 70 MONTANHAS-RUSSAS A California Dreams Tour foi a minha primeira viagem internacional sozinho, abrindo portas para eu acreditar que eu era capaz de realizar os sonhos que construí para mim durante a infância e a adolescência. Viajar durante 14 dias pelo estado da Califórnia, visitando 12 parques temáticos e mais de 70 novas montanhas-russas me fez explodir de felicidade a cada segundo vivido. San Francisco, Los Angeles e San Diego têm um lugar especial no meu coração para todo sempre. 🎢 A California Dreams Tour levou 1 ano e meio para ser planejada, mas eu já tinha a ideia de viajar para o estado desde adolescente! 🎠 Os parques da Califórnia, para mim, são muito superiores em qualidade e adrenalina aos parques de Orlando! 🎡 A Califórnia é o estado dos Estados Unidos mais caro para viver e viajar! O custo da viagem é elevado, mas vale a pena! 🎢 A Califórnia tem mais de 90 montanhas-russas, mais do que qualquer outro estado dos Estados Unidos! 🎠 Os primeiros parques de Disney, Universal e SeaWorld foram construídos na Califórnia! 🎡 Além dos parques, a Califórnia é conhecida por belíssimas praias, paisagens deslumbrantes e ser lar dos estúdios de cinema mais famosos do mundo! roteiro 1) Chegada em San Francisco / Tarde e noite turistando pela cidade 📷 Onde fui: Union Square > Chinatown > Embarcadero > Coit Tower > Pier 39 > Hard Rock Café > Ghirardelli Chocolate Experience > Golden Gate > Fort Point 2) Manhã no Vale do Silício / California's Great America 📷 Onde fui: Universidade de Stanford > Campus da Google 3) Six Flags Discovery Kingdom 4) Santa Cruz Beach Boardwalk / Pacific Highway 📷 Onde fui: Monterey > 17-Mile Drive > Carmel-by-the-Sea > San Luis Obispo 5) Pacific Highway-Los Angeles 📷 Onde fui: Santa Barbara > Malibu > Santa Monica / Pacific Park > Venice Beach 6) Disneyland 7) Six Flags Magic Mountain / Griffith Park 8) Disney California Adventure 🛍 Noite de compras: The Outlets at Orange 9) Manhã em Hollywood / Universal Studios Hollywood 📷 Onde fui: Hollywood Boulevard / Calçada da Fama > Warner Bros. Studio Tour 10) Manhã em Hollywood / Knott's Berry Farm 📷 Onde fui: Beverly Hills > Paramount Studio Tour 11) Los Angeles-San Diego / Tarde e noite turistando pela cidade / Belmont Park 📷 Onde fui: Gaslamp Quarter > Mission Beach 12) San Diego Zoo / SeaWorld San Diego 13) Legoland California 🛍 Noite de compras: Las Americas Premium Outlets 14) Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Rio de Janeiro (GIG)-San Francisco (SFO) San Diego (SAN)-Rio de Janeiro (GIG) via American Airlines Custo total: USD 820 BRL 4.500 Passagens rodoviárias 🚌 San Francisco-Santa Cruz: USD 25 Santa Cruz-San Luis Obispo: USD 37 San Luis Obispo-Los Angeles: USD 35 Los Angeles-San Diego: USD 38 Custo total: USD 135 BRL 745 GASTOS DE HOSPEDAGEM 1) San Francisco: HI San Francisco Hostel Union Square USD 95 (2015) ~ USD 145 (atualizado 2024) | BRL 800 3 noites 2) San Luis Obispo: Mission Inn USD 60 (2015) ~ USD 80 (atualizado 2024) / BRL 440 1 noite 3) Los Angeles: HI Los Angeles - Santa Monica Hostel USD 230 (2015) ~ USD 280 (atualizado 2024) / BRL 1540 6 noites 4) San Diego: HI San Diego Downtown Hostel USD 95 (2015) ~ USD 140 (atualizado 2024) / BRL 770 3 noites GASTOS DE INGRESSOS California's Great America: USD 40 (2015) ~ USD 45 (atualizado 2024) | BRL 250 Six Flags Discovery Kingdom: Preço: USD 45 (2015) ~ USD 49 (atualizado 2024) | BRL 270 Santa Cruz Beach Boardwalk: Preço: USD 55 (2015) ~ USD 65 (atualizado 2024) | BRL 360 Pacific Park: USD 8 (2015) ~ USD 15 (atualizado 2024)* | BRL 90 Disneyland e Disney California Adventure: USD 180 (2015) ~ USD 310 (atualizado 2024) | BRL 1750 Six Flags Magic Mountain: USD 70 (2015) ~ USD 75 (atualizado 2024) | BRL 415 Universal Studios Hollywood: USD 95 (2015) ~ USD 110 (atualizado 2024) | BRL 620 Knott's Berry Farm: USD 55 (2015) ~ USD 59 (atualizado 2024) | BRL 340 Legoland California: USD 75 (2015) ~ USD 90 (atualizado 2024) | BRL 510 SeaWorld San Diego: USD 60 (2015) ~ USD 88 (atualizado 2024) | BRL 485 Belmont Park: USD 6 (2015) ~ USD 10 (atualizado 2024)* | BRL 65 Custo total: USD 780 (2015) / USD 950 (atualizado 2024) BRL 5.225 *preço por atração GASTOS EM VIAGEM Trechos de Uber: USD 820 | BRL 4.510 Alimentação: USD 45 (por dia) x 14 = USD 630 | BRL 3.450 Fast-food e restaurantes de baixo custo (até USD 20 por refeição) Compras: USD 500 | BRL 2.750 CUSTO TOTAL BRL 25.000 USD 4.500 San Francisco | Los Angeles | San Diego 7 de jul. de 2015 Pular introdução Confesso que desde criança eu era fascinado por parques. Talvez eu já tenha nascido destinado a amar esse mundo quando entrei pela primeira vez pelos portões do Parque da Mônica no Rio de Janeiro. Realmente não sei. O que eu sei é que essa paixão foi expandida de forma tão grande para mim na infância que até nos jogos que eu jogava no computador se refletia. Foi instantâneo cair de amores por Rollercoaster Tycoon 2 e os parques Six Flags que vinham para gente "visitar". Eu vi aquele "Montanha Mágica Six Flags" e falava para mim mesmo: "Um dia quero ir nesse lugar!" Six Flags Magic Mountain no RCT2, minha inspiração da viagem Procurava em todo lugar alguma agência de turismo com excursão para Califórnia e nenhuma me agradava. Afinal, eu queria ir em todos os parques. Todos. De San Francisco a San Diego. Não queria só Los Angeles. Percebi que ninguém ia facilitar minha vida, então resolvi (com aval da minha mãe e da minha avó) encarar meu primeiro mochilão sozinho aos 21 anos. Para saber como eu fiz todo meu planejamento de viagem internacional, incluindo dicas para tirar o visto, veja o meu guia! Eu não tinha a mínima ideia do que eu estava fazendo ou ia fazer. O planejamento foi suado! A ideia surgiu em 2012 e foi concretizada somente no início de 2015. Nesses anos (dólar ainda tava baixo, que saudades!), juntei todos os centavos que me permitia comprar a passagem Rio de Janeiro-São Francisco e San Diego-Rio de Janeiro. Comprei via Google Voos (você não paga taxas adicionais como em Decolar, Submarino Viagens, Skyscanner). Depois vieram os hotéis, ingressos e transporte - existem muitas plataformas na internet que os revendem, mas o processo pode ser um pouco confuso, especialmente se você não estiver acostumado a viajar internacionalmente, não tem cartão de crédito internacional ainda ou amplo domínio do inglês. Para isso, posso te ajudar com uma consultoria especializada , em que te guiarei pelos processos de reserva e compra de cada um desses itens, além de te ajudar a montar seu roteiro! É importante lembrar que para viajar para os Estados Unidos, é necessário ter passaporte e o visto do país válidos . Tirar o visto dos Estados Unidos é um processo caro e pode não ser bem-sucedido, levando a um prejuízo de aproximadamente R$ 1.100 no minímo. Antes de tentar tirar o visto desse país, certifique-se de ter viajado para outros lugares no mundo antes (como a Europa), ter vínculos no país (como emprego de carteira assinada, empresa física, imóveis e/ou faculdade), e ter uma renda mínima compatível com o tempo que você planeja viajar para lá. Assessorias de visto costumam recomendar pelo menos ter um salário mínimo mensal equivalente a USD 800 a USD 1000. Inclusive, é extremamente recomendável, especialmente se você estiver tentando tirar o visto pela primeira vez, fazer o processo com um assessoria de visto, para que não ocorram erros no processo de preenchimento da documentação. Eu recomendo a Viaggi Vistos . Nessa época, eu tinha 21 anos e ainda não sabia dirigir. Mesmo que eu soubesse, as locadoras dos Estados Unidos cobram taxas abusivas para menores de 25 na locação de carros. Os Estados Unidos está longe de ser o melhor país do mundo para andar de transporte público em geral (seja trem, ônibus ou metrô), o que dificulta a ida em alguns parques. Felizmente, na Califórnia, a Greyhound , a mais abrangente empresa de ônibus dos EUA, conseguiu me ajudar na tarefa de fazer o deslocamento entre as cidades. Viajar de Greyhound não é muito diferente do que viajar de ônibus pelo Brasil, mas prepara-se para ver o lado dos EUA que quase ninguém fala sobre: pessoas mais humildes, que não possuem dinheiro para comprar carro. Pode haver algumas figuras estranhas no ônibus, mas é só evitar contato olho-a-olho. Como estava viajando sozinho, optei por (quase) todas as minhas acomodações serem hostels/albergues. Os Estados Unidos não são muito populares por esse tipo de hospedagem, já que a maioria do país é tomada por hotéis e motéis, que aqui, não funcionam da mesma forma que o Brasil, sendo apenas hotéis mais baratos à beira de estradas. Como a Califórnia é um dos estados mais turísticos dos EUA, a oferta de hostels/albergues é muito boa nas três principais cidades, porém, em qualquer outra cidade menor, não serão encontrados. Ter impresso a reserva dos meios de hospedagens, comprovante dos bilhetes de passagem aérea e rodoviária, ingressos, comprovante do seguro viagem é essencial para a imigração nos Estados Unidos. A imigração é o processo que acontece quando descemos do avião em outro país e somos encaminhados para os agentes de imigração que irão realizar uma pequena entrevista perguntando o que estamos fazendo no país, por quanto tempo iremos ficar , quanto de dinheiro estamos levando , onde iremos ficar e qualquer outra pergunta que ele achar importante. Ter tudo impresso facilita a sua vida caso o agente peça para ver alguma comprovação do que você está falando. Me lembro que quando finalmente pousei nos Estados Unidos, sozinho, e passei pela imigração tranquilo (o agente só perguntou para onde eu estava indo), e depois peguei o voo de escala para San Francisco, foi surreal. Não fazia ideia do que eu estava fazendo me metendo em uma cidade completamente diferente da minha. Ainda mais do outro lado do mundo! Parte I: São Francisco Depois que saí do Aeroporto Internacional de San Francisco, peguei um Uber (na época, novidade na região!) e fui fazer o check-in no meu hostel, o HI San Francisco Downtown Hostel , perto da Union Square, praça central da cidade com um monte de lojas nobres. Me lembro que a primeira coisa que fiz ao sair do hotel foi entrar numa Macy's gigante e subir ao topo para comer um cheesecake delicioso da Cheesecake Factory. A primeira coisa que me chocou foi a quantidade de população na rua. A Califórnia é o destino de muitos que tentam melhorar sua vida e não conseguem, infelizmente. Logo percebi e descobri que é perigoso andar à noite sozinho nas cidades grandes da Califórnia, e que se você não tomar cuidado poderá ser abordado. Me locomovia em San Francisco a pé, Uber, transporte público ou pelo charmoso Cable Car que atravessa algumas ruas do centro. O cable car custa 8 dólares/trecho e funciona de 07h às 21h; o metrô de San Francisco custa 2,50 dólares/trecho e funciona de 05h às 01h; e o VLT que percorre toda a Bay Area (BART) custa de 2,50 a 12,90 dólares (dependendo da distância entre estações) e funciona de 05h às 21h. Golden Gate Mapa do Cable Car Mapa do metrô de San Francisco Mapa do VLT de Bay Area (BART) San Francisco é uma cidade em que me apaixonei instantaneamente. Extremamente multicultural, seus habitantes parecem todos estarem cuidando de suas vidas sem julgar o próximo, gostam de mostrar um sorriso, e são super simpáticos para conversar! Foi ali que fiz meus primeiros amigos sanfranciscanos. Um deles me levou até o In 'n' Out , uma rede de fast-food originalmente californiana e presente somente no oeste dos Estados Unidos. O que faz o In 'n' Out se destacar perante aos outros milhares de fast-foods do país é que eles mantém um cardápio relativamente simples, mas que é extremamente saboroso. O menu do In-N-Out é composto por três variedades de burgers: hamburger, cheeseburger, e "Duplo-Duplo" (dois hambúrgueres e duas fatias de queijo). Batatas fritas e bebidas à vontade estão disponíveis, bem como três sabores de milkshakes. Os hambúrgueres vêm com alface, tomate, com ou sem cebola (pergunta-se ao cliente durante o pedido, e pode tê-los frescos ou grelhados), e um molho. In 'n' Out - fast-food originário da Califórnia Duplo-Duplo do In-N-Out O ponto da cidade que mais amei foi a região do Embarcadero (zona portuária) onde é possível ver focas pertinho do parapeito e o maravilhoso Píer 39, região de lojas locais, como os chocolates da Ghirardelli e um Hard Rock Café. No Píer 39, você pode também conferir feiras vibrantes, cheias de itens variados! Não deixe também de ir na Lombard Street, uma rua totalmente em diagonal que sobe uma colina! Nessa área, é muito fácil perder a noção do tempo, porque absolutamente tudo ali chama a sua atenção. Não precisou muito para eu ficar apaixonado pelo resto da cidade. Visitei O bairro sul-coreano, bairro LGBTQIA+, bairro russo, bairro árabe, bairro cigano... Uma ampla gama de pessoas diferentes convivendo em harmonia! Essa mesma harmonia eu senti durante o jogo de baseball dos San Francisco Giants , que meu recente amigo san franciscano arranjou ingressos para irmos. Me senti completamente acolhido, inclusive contagiado pelo clima tranquilo que acompanham os eventos esportivos da cidade. Foi na hora, a paixão bateu: os times de San Francisco estão no meu coração! A temporada regular do baseball começa no mês de março ou abril e vai até o mês de setembro. Para comprar ingressos para os jogos, basta clicar aqui . Os outros times de San Francisco são: Basquete: Golden State Warriors , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Futebol americano: San Francisco 49ers , cuja temporada regular vai de setembro a dezembro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Futebol: San Jose Earthquakes , cuja temporada regular vai de março a outubro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Hóquei: San Jose Sharks , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Confesso que não fui em Alcatraz por não curtir muito esse tipo de passeio, mas amei ter passado no Palace of Fine Arts para admirar a arquitetura, assim como nas Painted Ladies. Maior parque da cidade, o Golden Gate Park é imenso e tem museus interessantes lá dentro. Por falar em Golden Gate, fiquei impressionado com a ponte e não podia ter escolhido lugar melhor para tirar foto com a bandeira do lugar que já tinha sido tornado meu favorito no mundo todo. "Tá! Mas aonde estão os parques de San Francisco?" San Francisco na verdade é uma cidade pequena, bem pequena, mas a região em que está inserida é imensa! ("A Baía" é muito importante economicamente e bastante populosa!) Ao redor da cidade, você encontra dois parques: Six Flags Discovery Kingdom em Vallejo e California's Great America em Santa Clara, no Vale do Silício. Inclusive, vale ressaltar as visitas muito legais que tive no Campus da Google em Mountain View e na Universidade de Stanford. Parques de San Francisco O California's Great America é um parque temático bem honesto, com ótimas atrações e bastante divertido. Tudo funciona muito bem, e você pode encontrar a turma do Snoopy, um imenso parque aquático, brinquedos radicais e familiares, além de 9 montanhas-russas! O California's Great America transporta o visitante ao tempo do começo dos parques temáticos, por volta de 1960, sendo recheado da mais pura nostalgia. O parque oferece em seus brinquedos a adrenalina em forma bruta, apostando em atrações que resgatam o grito de medo, vindo do puro terror de ficar de cabeça para baixo, de cara pro chão, quedas livres bruscas, rodopios ou de fazer inversões. Você pode sair mais cedo do hotel para aproveitar um pouco do Vale do Silício, onde estão o campus Google e a Universidade de Stanford. No Six Flags Discovery Kingdom , encontrei atrações dos super-heróis da DC Comics - e atrações muito radicais! Combinando três diferentes mundos em um parque só, o Six Flags Discovery Kingdom inova e ousa, sendo um parque único no mundo. São 10 montanhas-russas, sendo 7 extremamente radicais. Além delas, o parque possui ambientes de animais marinhos e terrestres, como pinguins, girafas e leões. Para chegar no Six Flags Discovery Kingdom, você pode ir de Uber ou pegar uma barca até Vallejo do San Francisco Ferry Terminal. Sendo meus primeiros parques fora do que eu havia visto em Orlando quando adolescente, eu amei ver as diferenças de foco que fazem cada parque ser especial. Tive momentos mágicos nos dois e não precisei de um milhão de fogos e nem uma trilha sonora envolvente! O próximo parque da região de San Francisco fica um pouco mais afastado, na cidade de Santa Cruz. Dá para chegar lá de Greyhound (o que eu fiz) ou de carro (facilmente). O Santa Cruz Beach Boardwalk foi uma linda surpresa para mim. O parque me fez apaixonar pelo clima à beira-mar rapidamente e estava encantado com as luzes e tanto colorido! São mais de 40 atrações, entre montanhas-russas, brinquedos radicais, familiares e infantis espalhados por um imenso calçadão, acompanhando à areia da praia. Santa Cruz também foi uma cidade que me cantou. A vibe jovem da cidade, terra do skate e do surf, me deixou com vontade de ficar mais tempo nela. Mas tinha que seguir viagem em direção à Los Angeles. Parte II: Pacific Highway Passei por Monterey e Carmel-by-the-Sea, indo de ônibus até San Luís Obispo, onde dormi uma noite. No dia seguinte, peguei novo ônibus em direção a Los Angeles pela Pacific Highway, onde pude ver paisagens inesquecíveis e passar três horas na cidade de Santa Barbara. Sério, é muito lindo! Aproveitei para sentir a natureza, o gelado das águas do pacífico e passear pelo centrinho de cada cidade. Em Monterey, fui na Del Monte Beach, uma praia de águas transparentes, e depois seguimos pela 17-Mile Drive, visitando pontos de vista do Oceano Pacífico, culminando no Cipreste Triste, uma árvore sozinha em uma pedra com sons de focas ao fundo! Terminei a 17-Mile Drive em Carmel-by-the-Sea, uma cidadezinha pequenina com areias brancas e águas muito azuis com um pôr-do-sol deslumbrante. Após o término do pôr-do-sol, seguimos pela Pacific Highway até San Luis Obispo para pernoitar e no dia seguinte ir para Los Angeles. Pela manhã, passei 3 horas caminhando pelo centro de Santa Barbara e almoçar no Stearns Wharf, o píer da cidade. Fazer a travessia de San Francisco para Los Angeles pela Pacific Highway é algo indispensável e totalmente inesquecível. Parte III: Los Angeles Antes mesmo de chegar a capital do entretenimento, parei em Malibu, onde pude comprovar que era terra de surfista mesmo! Fiquei pouco tempo no píer, mas era o suficiente para os surfistas me convidarem para experimentar um pouco da prancha. Meu medo não deixou, mas achei um máximo essa aproximação. Confesso que morri de medo no primeiro momento, mas acho que me viram sozinho lá e quiseram que eu me enturmasse! Parques de Los Angeles Depois de Malibu, direto para Santa Mônica, dona de uma paisagens mais famosas de Los Angeles, grande parte pela existência do Pacific Park em cima do píer. Tive que comer o almoço dentro do Bubba Gump correndo porque não aguentava de ansiedade para ir nos brinquedos, especialmente a Westcoaster, a clássica montanha-russa amarela, e a Pacific Wheel, a roda-gigante. As atrações do Pacific Park são em sua maioria para o público infantil, mas ir pelo menos na montanha-russa e na roda-gigante é obrigatório. A última praia do dia foi Venice, completamente diferente das outras duas. Se uma era dominada pelo surf e a outra pela fama, Venice era dominada por todos. Diversas manifestações culturais ocorriam em Venice, especialmente de jovens artistas. Foi lá que me banhei pela primeira vez no Pacífico. Águas geladas! Ah, sabe o por quê do nome Venice? As casas estão localizadas em vias de canal, assim como na cidade italiana! Depois de Venice, segui para o meu hostel em Santa Mônica, o HI Santa Monica Los Angeles Hostel . A partir dele, me locomovi de metrô para onde podia! O metrô de Los Angeles não abrange toda a região metropolitana, mas leva aos principais pontos de interesse na região central da cidade. Funciona de 04:30 à 01:30, e cada trecho custa 1,75 dólares. Mapa do metrô de Los Angeles Se você gosta de esportes, Los Angeles é um dos epicentros dos Estados Unidos nesse quesito! A cidade é uma das poucas que tem mais de um time nas ligas, competindo nas ligas estadunidenses profissionais de futebol americano, basquete, futebol americano, baseball e hóquei. Além disso, a cidade nutre uma rivalidade histórica com San Francisco! Os jogos contra os times da cidade da baía são os melhores! Mas, alerta para você que está lendo: nem pense em se tornar torcedor dos times de Los Angeles! San Francisco precisa e vai conquistar seu coração! Os times de Los Angeles são: Basquete: Los Angeles Lakers e Los Angeles Cippers , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Lakers) e/ou aqui (Clippers). Baseball: Los Angeles Dodgers e Los Angeles Angels , cuja temporada regular vai de março ou abril a setembro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Dodgers) e/ou aqui (Angels). Futebol americano: Los Angeles Rams e Los Angeles Chargers , cuja temporada regular vai de setembro a dezembro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Rams) e/ou aqui (Chargers). Futebol: LA Galaxy e LAFC , cuja temporada regular vai de março a outubro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Galaxy) e/ou aqui (LAFC). Hóquei: Los Angeles Kings e Anaheim Ducks , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Kings) e/ou aqui (Ducks). Os parques em Los Angeles ficam todos distantes uns dos outros. No centro de Los Angeles ( Downtown LA ), ficam o Pacific Park no Santa Monica Pier e a Universal Studios Hollywood. Além deles, os pontos turísticos mais famosos da cidade, como Beverly Hills, Griffith Park, Hollywood Boulevard, Calçada da Fama, Teatro Chinês, bairro de West Hollywood, as praias Venice e Malibu, e o Museu do Condado de Los Angeles, também ficam nessa região. Vale ressaltar que, assim como San Francisco, Los Angeles tem uma população de rua altamente numerosa, e que em alguns casos, podem ser hostis com turistas. Evite andar sozinho à noite pela cidade, e especialmente, fique atento aos seus bolsos, já que furto é extremamente comum tanto nas praias (todas elas) quanto na Hollywood Boulevard. Também evite contato visual ou se envolver em conversas. Ao sul da cidade, estão as cidades de Buena Park e Anaheim , onde ficam o Knott's Berry Farm e o Disneyland Resort (constituído pelos parques Disneyland e Disney California Adventure). Essa região fica distante aproximadamente 45 minutos de Downtown LA. Entretanto, essa estimativa é sem trânsito, algo extremamente raro de acontecer em Los Angeles, já que sua região metropolitana é uma das mais caóticas dos Estados Unidos. Tem dias que esse trajeto pode durar até 2 horas de carro! O Six Flags Magic Mountain fica em Santa Clarita, distante 35 minutos ao norte de Downtown LA (também sem trânsito), o que faz a distância Disneyland/Six Flags Magic Mountain ser colossal. Ter ficado no "meio do mapa", em Santa Mônica, me ajudou a equilibrar os tempos de deslocamento, porém hoje creio que é melhor ficar algumas noites na região de Santa Mônica para os pontos turísticos, Six Flags, Universal e Santa Monica Pier, e depois, se deslocar para mais algumas noites em Anaheim para visitar os parques da Disney e o Knott's Berry Farm. Los Angeles tem transporte público, mas é extremamente lento, já que a maioria são linhas de ônibus. Se você optar por usá-los, saiba que terá acordar cedo e dormir bem tarde para não perder tempo de parque. Dos pontos turísticos que todo mundo ama em Los Angeles, visitei os estúdios Warner e Paramount, o Observatório Griffith e a Hollywood Boulevard. Para quem é fã aficcionado de cinema, recomendo o tour da Paramount, que é muito mais exclusivo e oferece uma experiência mais focada nos detalhes do cinema. O tour da Warner é mais voltado aos sucessos comerciais da marca, mostrando principalmente os cenários de importantes produções cinematográficas. A visita nesses lugares foi apertada, já que eu tive que conjugar junto com os parques. Portanto, quando estiver planejando seu roteiro, deixe um dia só para fazer um tour pelos lugares importantes para o cinema! Em 2015, a Disneyland , estava comemorando seus 60 anos! Tudo estava decorado... Lindo demais! O número de atrações da Disneyland é o maior de todos os parques Disney nos Estados Unidos, e apesar de não ter atrações muitíssimo radicais, a Disneyland consegue cumprir sua promessa de fornecer diversão à todas as idades. Você consegue sentir claramente a magia do lugar ser o primeiro projetado por Walt Disney: apesar dos anos terem passado e novas atrações sensacionais terem chegado (como a área temática de Star Wars, Galaxy's Edge), muito do parque segue intacto! O segundo mudei da água para o vinho... Da magia para a completa adrenalina! As montanhas-russas do Six Flags Magic Mountain me deixaram completamente em êxtase! Incrível como nenhum parque de Orlando consegue combater em matéria de qualidade (e número) de montanhas-russas o Six Flags Magic Mountain , assim como a Califórnia inteira! São 20 montanhas-russas em um só parque! Mais um ponto do porquê fiquei apaixonado tão rápido! Outra coisa importante: por mais que fosse tentador, evitei fazer 2 dias de Six Flags Magic Mountain porque eu queria aproveitar o máximo da Califórnia nessa viagem. Com o Flash Pass Platinum, consegui ir em todas as montanhas-russas, diversas vezes, e me diverti bastante. O custo dele foi significantemente mais barato do que eu fosse fazer mais 1 dia de parque. Mas mal sabia eu que o meu parque favorito ainda viria... O Disney California Adventure abrigava a área do meu filme favorito, Carros, e ainda me fez chorar de cima a baixo com o World of Color. Você também poderá ir em atrações dos filmes da Pixar, dos super-heróis da Marvel, e assim, se sentir um verdadeiro explorador da Califórnia! Nunca havia visto um parque da Disney com um portfólio de atrações tão diversificado para todas as faixas etárias! Até hoje o California Adventure é meu parque favorito! Depois do Disney California Adventure, dei uma passadinha rápida no The Outlets at Orange , um excelente outlet com ótimas marcas para fazer compras, como adidas, Aeropostale, Build-a-Bear, Columbia, Converse, Forever 21, GameStop, Hollister, Hot Topic, Hurley, Lids, Nike, Vans, entre outras muitas! Esse shopping é um dos lugares mais baratos para comprar qualquer coisa na região de Los Angeles! Também não resisti a mais um hamburguer do In 'n' Out - é bom demais! Quando cheguei no Universal Studios Hollywood , tomei um choque pelo parque ser consideravelmente menor que seu irmão de Orlando. Mas preciso confessar que o Studio Tour foi muito muito legal! Incrível saber os locais reais de gravação de filmes famosos (e que ainda estão em atividade)! O parque tem as melhores atrações que existem na Universal Orlando, o que faz com que nenhuma atração seja ruim! Dá vontade de ir em tudo! Por ser muito pequeno, a lotação é considerável, mas chegando cedo e saindo tarde, dá para fazer todas em um dia só! O último parque de Los Angeles foi o Knott's Berry Farm , primeiro parque temático do mundo. Simplesmente incrível! O Knott's tem uma atmosfera de um Playcenter gigante e tematizado, e tudo funcionava muito bem! As montanhas-russas não tinha uma única que fosse ruim, e todas eram dos mais variados tipos! Ainda pude ver toda a turma do Snoopy mais uma vez! O parque tem um portfólio de atrações invejável, não merecendo nada menos que uma salva de palmas por proporcionar dias tão divertidos e mágicos. Quem diria que tudo isso estaria no meio da região metropolitana de Los Angeles. Parte IV: San Diego A partida para San Diego veio logo em seguida! San Diego é uma cidade bem menor que San Francisco e Los Angeles, mas que mantém uma alegria única! Fortemente influenciada pela cultura mexicana, a cidade é uma mistura de México com Estados Unidos, unindo os melhores pontos que eu vi nos lugares anteriores que eu passei: gente alegre e simpática, praias ótimas para surfe e banho, clima agradável, excelentes lugares para comer e beber, e pontos turísticos muito legais. Parques de San Diego O centro de San Diego é muito charmoso, sendo o Gaslamp Quarter a melhor região dele. São muitas lojas de souvenires, roupas e itens culturais, além de restaurantes, bares e baladas. Para quem gosta de atrações históricas, a cidade ainda oferece o USS Midway Museum, um museu histórico de porta-aviões navais, composto principalmente pelo porta-aviões Midway. O navio abriga uma extensa coleção de aeronaves, muitas das quais foram construídas no sul da Califórnia. Você consegue andar por San Diego através do VLT, que custa 2,50 dólares/trecho e funciona de 04:30 às 00:30. Mapa do VLT de San Diego San Diego também respira esporte! Assim como San Francisco e Los Angeles, a cidade tem seu próprio time de baseball, o San Diego Padres , que joga no Petco Park. A temporada regular do baseball começa no mês de março ou abril e vai até o mês de setembro. Para comprar ingressos para os jogos, basta clicar aqui . Escolhi um hostel no centro de San Diego para ser minha última hospedagem: o HI San Diego Downtown Hostel . A localização é perfeita tanto para visitar os pontos turísticos quanto dois dos três parques temáticos da cidade. O mais longe é a Legoland California , um parque de diversões gigante em Carlsbad, na estrada em direção à Los Angeles. Lá, é possível vivenciar vários universos da LEGO, como o LEGO Movie World, LEGO Ninjago, área de piratas, área medieval... As crianças e adolescentes até 14 anos amam! Eu fui de Uber, mas é possível também chegar via trem + Uber (bem mais barato do que se fosse direto de San Diego (como eu fiz)). A maior e melhor praia da cidade é Mission Beach, lugar do Belmont Park , um dos parques de diversões mais antigos dos Estados Unidos! O Belmont é um pouco maior que o Pacific Park, porém menor que o Santa Cruz Beach Boardwalk. Suas principais atrações são a Giant Dipper, montanha-russa de madeira histórica, labirintos com lasers, brinquedos radicais e brinquedos infantis. O pôr-do-sol no Belmont Park é algo completamente inesquecível e que você precisa vivenciar na sua vida! Pertinho dele está o SeaWorld San Diego , primeiro da rede a ser construído. O parque era um grande aquário, mas agora está mudando seu foco e trazendo montanhas-russas radicais, valendo muito a pena visitar! Para quem gosta de ver animais marinhos, o parque ainda mantém a maior coleção do país, agora, reformada para fazer do SeaWorld um grande santuário de animais que necessitam de ajuda. É perfeitamente possível conjugar ele com o Belmont Park, caso queira fazer os dois parques em um só dia. Maior parque urbano da cidade, o Balboa Park é ótimo para passear entre jardins e sentir o frescor das árvores. Sua maior atração é o San Diego Zoo , um dos maiores e melhores zoológicos dos Estados Unidos, sendo o mais importante centro de conservação e pesquisa animal do país. Fiquei extasiado em ver ursos polares e pandas-gigantes! Depois do dia vendo bichinhos, fui até a Seaport Village, um pequeno complexo comercial e gastronômico à beira-mar, com restaurantes locais (em sua maioria de culinária mexicana) e ótimos bares. No último dia fui no Las Americas Premium Outlets, que fica na fronteira com o México, e tem lojas muito bacanas como Adidas, Aeropostale, Armani, Banana Republic, Billabong, GAP, GUESS, Hugo Boss, Kipling, Lacoste, Puma, Ralph Lauren, Vans... É muita marca! O shopping costuma ter alguns descontos muito bons, especialmente por estar perto da fronteira. Ao fim de 14 dias no estado americano mais lindo, eu estava completamente apaixonado! Fazer essa viagem foi um grito de independência meu em relação ao mundo, mostrando que eu consigo realizar os sonhos que eu criei quando criança e adolescente. O carinho e o calor que a Califórnia me recebeu foram fatores determinantes para que esse estado ficasse para sempre no meu coração como meu lugar favorito no mundo, eternizado no meu corpo com uma tatuagem do urso símbolo do estado estilizada com o céu de Los Angeles e as colinas de San Francisco e em uma bandeira pendurada no meu quarto. É impressionante como tudo contribui para você ter uma viagem perfeita. Queria ir todo ano, de verdade! "Você pode viajar o mundo, mas nada se compara à costa dourada" Katy Perry ====== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Knoebels. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2018. Foram 2 anos (e mais 1 extra) juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro! Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. << Viagem anterior Próxima viagem >>







