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- Parque Terra Encantada no Rio de Janeiro
Descubra e reviva a história do Terra Encantada, a prometida "Disney Carioca" nos anos 90. Veja como foram criados seus personagens, os anos de funcionamento, como era a montanha-russa Monte Makaya e o que levou o parque a fechar. Bem-Vindo à Terra Encantada - o mais moderno parque temático da América do Sul! Parece um sonho! Foi com essas palavras que o primeiro site da Terra Encantada foi posto no ar em Junho de 1996. Um sonho de todos cariocas e brasileiros. Ter um parque temático moderno, bonito e mágico iguais aqueles cobiçados da cidade de Orlando. O objetivo era transformar 300 mil metros quadrados em um cenário de magia e fantasia que lembrasse o Magic Kingdom, o famoso parque temático de Walt Disney World, na Flórida. Eram 30 atrações, 100 pontos comerciais e shows inesquecíveis sendo anunciados durante o ano de 1997. Inspirado na cultura brasileira e suas raízes, indígena, africana e europeia o Terra Encantada era um dos grandes barulhos do Plano Maravilha da Prefeitura do Rio para a Barra da Tijuca. A proposta inicial era fazer os visitantes conhecer todo o país em apenas um único dia, fazendo uma viagem fantástica através das diferentes formas de expressão da cultura brasileira, como a arquitetura, as artes plásticas e a música. Tudo foi planejado pela International Theme Park Services, Inc., realizado pela Parques Temáticos S/A, financiado pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), construído pela TOR e pela ESTA, empresas do chinês da Barra, Tjong Hiong Oei, e patrocinado por diversas empresas, como Coca Cola, Garoto, Kaiser, Bank of America, Bradesco, Heineken, o SmartClub do Brasil e Kibon. Os investimentos chegaram a US$ 220 milhões. Mais de 12 mil pessoas deveriam ser empregadas direta e indiretamente e a previsão era de 20 mil visitantes por dia. O faturamento chegaria a cerca de R$ 30 milhões mensais. Sua logomarca, teve como elementos utilizados - o globo terrestre, a caravela (descobrimento do Brasil e referência europeia), a onda/arco-íris (transporte para o mundo da fantasia) e a tipografia escolhida para TERRA (uma alusão clara a motivos africanos e indígenas) embasados pela barra que envolve a palavra "encantada" permitiram atingir o objetivo do tema. As cores primárias utilizadas facilitam a visualização e reforçam o lado infantil da fantasia do Parque. E como todo parque, o Terra Encantada tinha que ter seus personagens. Os personagens foram criados especialmente para o Parque, com base no tema. Aproveitando a beleza e a força da nossa natureza, tiveram destaque alguns animais ameaçados de extinção - como o mico leão dourado, a arara azul e o boto cor-de-rosa -, que conseguiram se salvar e foram viver na Terra Encantada. Frases retiradas do site oficial da Terra Encantada de 1998: "Nossos personagens foram criados com base em inúmeras pesquisas realizadas com o público jovem e com crianças de diferentes idades e classes sociais, para descobrir seus desejos e como sonhavam que o Brasil lhes fosse mostrado." "Além disso, foi feito um longo estudo, que envolveu gente do mais alto gabarito intelectual: a professora Heloísa Buarque de Hollanda, responsável pela pesquisa sobre os brancos; o indigenista Edilson Martins, que cuidou dos índios; e o antropólogo Raul Lodi, que estudou os negros." "Eles nos ajudaram a enxergar com clareza a imagem que o brasileiro fazia de si próprio, e o que significava para cada cultura que aqui chegou o conceito de herói e vilão, de certo e de errado, de bem e de mal. Só depois de todo esse trabalho nós nos sentimos seguros para criar os personagens e toda a dramaturgia que os faz agir, falar, sonhar, e, enfim, existir. " Afra - É um mulato extremamente musical, sensível e espiritualizado. Uma criança muito especial. Recebeu o talismã da Pedra Amarela, o Itajubá. Xereta - É um menino de onze anos, branco, aventureiro e apaixonado pelas histórias das navegações portuguesas e por ficção científica. Tem como talismã a Pedra Vermelha, o Itapiranga. Yetê - É uma menina índia que veio de uma tribo miscigenada. Sempre se destacou pela beleza e pela agilidade quase felina. Recebeu o talismã da Pedra Azul, o Itaobi. Ravoc - É o grande inimigo da Terra Encantada. Ele tem o poder do fogo. Para mantê-lo, destrói tudo que pode ser fonte de energia. Passa a vida querendo entrar na Terra Encantada. Tatu - É quem mais conhece a Terra Encantada por dentro. Detesta ser o centro das atenções. É tão tímido e, além de tudo, é gago. Quando fica envergonhado, vira bola. Sal - É uma salamandra amazônica muito rara. Por isso se sente muito importante. É a "perua" da Terra Encantada. Tão exibida que desenvolveu um sotaque francês. Tunhã - É um mico-leão dourado. Um sábio que já viu tudo na vida. Um professor bem-humorado, tolerante e muito simpático. Um líder. Kiara - Ela é o poder supremo da Terra Encantada. É uma síntese perfeita de todas as divinidades ligadas à água, das quais guarda todo o conhecimento. Como as águas, é lindíssima e sensual. João do Mato - É o protetor das matas e florestas; um ser meio mato, meio bicho, meio gente. Gosta de pregar peças nos outros e aparece como uma moita falante. É o nosso contador de histórias. Aurora - É uma arara-azul, é a mensageira da Terra Encantada. Fofoqueira e muito faladeira, mas simpaticíssima. Jágua - É o bicho de maior força de toda Terra Encantada. É uma justiceira, fiel aos amigos, mas muito fácil de se irritar. Quico - É um boto cor-de-rosa. O mais jovem personagem da Terra Encantada. Uma criança feliz, alegre e espontânea. Seduz a todos pela sua alegria, descontração e irreverência. As primeiras obras literárias do Terra Encantada foram lançadas durante a Bienal do Livro de 1997, no Rio de Janeiro. "Tunhã na Terra Encantada", de Luciana Sandroni, é o título da obra infantil. Tunhã é o sábio da Terra Encantada. É ele quem irá revelar às crianças, com poucas palavras e muitas gravuras coloridas, a personalidade de cada um dos personagens do Parque. O livro tem 32 páginas e foi editado pela Salamandra. "Os Aventureiros da Terra Encantada", de Luis Antônio Aguiar, é um livro dirigido ao público infanto-juvenil. Também editado e distribuido pela Salamandra nas melhores livrarias, a obra tem quase 100 páginas e relata três histórias super movimentadas e emocionantes, que contam a origem da Terra Encantada e os constantes desafios e descobertas de seus personagens. Com participação especial da Xuxa, Fafá de Belém e da Ana Paula (Ex-Paquita), o primeiro CD foi lançado em outubro, numa parceria entre o selo Terra Encantada e a gravadora EMI, com distribuição nas melhores lojas de discos. Trecho retirado do lançamento do CD: "Gigio, Carol e Vivi. Eles cantam, dançam e contam, através da música, a história do Parque e as aventuras de seus personagens. A iniciativa é inédita no setor de entretenimento. O novo conjunto musical, Grupo Terra Encantada, já é um sucesso. Selecionados entres 300 crianças, em testes realizado no eixo Rio-São Paulo, os três estão mais do que orgulhosos: "temos sido aplaudidos de pé pelas platéias que estão nos vendo, dos empresários às crianças" - conta Gigio. Mas como todos sabem, a realidade foi cruel e muito diferente. O Terra Encantada começou errado e terminou errado. Primeiro, os custos com a construção do parque foram muito além do planejado, o que impossibilitou a construção de atrações como o Voo do Balão, o Anfiteatro, Terra Preservada, Ressaca, O Castelo das Águas, que ia ter a primeira montanha russa no escuro do Brasil, a Abissal, e o Show das Águas, um show pirotécnico com lasers e jatos de água, que iria encerrar todos os dias do parque. A sua inauguração foi 3 vezes adiada, ou seja, no planejamento, a inauguração era para ser em 12 de Outubro de 1997, porém só foi inaugurado em Janeiro de 1998. O preço do ingresso foi também crucial para o começo do declínio do Terra Encantada. Os preços estavam acima do que a população podia pagar, afinal para que um carioca ia pagar tanto num ingresso de parque de diversão se existia a praia da Barra da Tijuca poucos minutos a frente? Fora que, o parque gerenciou mal duas importantes "chaves de ouro" do projeto: a imprensa e os visitantes. Não comunicando a eles a real situação do parque, o Terra Encantada causou uma grande decepção dessas "chaves", o que impossibilitaria qualquer recuperação nos anos seguintes. A imprensa publicava abertamente os problemas existentes no parque e o descaso com os visitantes que se sentiam enganados ao pagar o valor integral de entrada por um parque visivelmente inacabado. Resultado: nos primeiros anos, o parque esperava um número "X" de visitantes, porém recebeu um número menor, e com menos faturamento na bilheteria, não dava para manter o parque e pagar as dívidas. Fazia uma coisa ou outra. Aparentemente, a opção "manter o parque", não foi escolhida, o que levou o Terra Encantada a ter suas estruturas arruinadas com o passar dos anos, ganhando má-fama pela aparência de seus brinquedos e manutenção fraca e consequentemente foi perdendo publico, o que leva a perder dinheiro, e o que levou ao afundamento em dívidas. O parque passou por várias novas administrações e nenhuma conseguiu dar um jeito naquele lugar que pretendia ser o Magic Kingdom, a Disney carioca. Até que, em uma delas, tem-se a ideia de alugar o parque para grandes festas ao ar livre. Péssima ideia. Durante essas festas várias estruturas do parque foram destruídas. Parecia que todo esse maravilhoso projeto nasceu para dar errado ou até mesmo não era para acontecer. Foi incêndio, incidentes, destruições, quebras de equipamentos, vandalismos que acabaram com o Terra Encantada. Porém, o golpe final foi em 19 de Junho de 2010, quando a ajudante de cozinha foi arremessada para fora da Monte Aurora, caindo de uma altura de aproximadamente 10 metros. A vítima faleceu por traumatismo craniano. No decorrer das investigações foi comprovado que o parque possuía todos os laudos de vistoria dos brinquedos expedidos pelo Crea-RJ e pelos bombeiros em dia, mas isso não evitou a interdição do parque e o encerramento das atividades do mesmo. O que nos resta, nesse momento, é guardar todas as lembranças que tivemos na Terra Encantada, de 1998 a 2010, como a adrenalina sentida após a Monte Makaya, o sorriso após um banho bem molhado nas Corredeiras, a cara de espanto ao sair do Cabhum, a alegria de uma criança a sair do Carrossel e a cara de felicidade que todos nós tivemos ao sair pelos portões da bilheteria. Topa entrar num túnel do tempo e reviver a Terra Encantada? rua principaL A Rua Principal do Terra Encantada já passou por muitas histórias. Construída em 1998, abrigou várias lojas como Bob's, Mc Donald's, PizzaMille, Kibon, Casa do Pão de Queijo, entre outras, que ao todo eram 60. Ali, naquela Rua, você já entrava na magia do parque, mascotes passavam o tempo todo para tirar fotos com os visitantes, um almoço tranquilo era garantido com uma bela vista para o Castelo, ainda em construção, e a gostosa brisa da Barra. E de noite, o Festival da Rua Principal tinha a promessa de animar a galera. Todas as lojas da Rua Principal ficavam abertas até altas horas da noite, inclusive o Simulador, local que passava filmes incríveis com efeitos 3D da Kodak, empresa que iria também ceder filmes para o Cine IMAX, que nunca chegou a ser inaugurado, graças a um problema envolvendo a situação do parque, já naquela época. Sua arquitetura era constituída dos estilos Barroco, Colonial, Neoclássico e o Art déco, comuns na arquitetura brasileira e mundial. Aos poucos, essa arquitetura foi se desmanchando com o tempo, já que não existia a manutenção dos altos padrões de construção e detalhamento que a Rua Principal exigia. Como o Terra Encantada não estava dando nenhum tipo de lucro, as lojas começaram a sair do parque, com dívidas enormes, e a maioria entrou com um processo em cima do parque. Até que em 2002, a Rua Principal sofre seu primeiro grande ataque. Num show da banda Charlie Brown Jr., jovens revoltados saquearam, quebraram e por fim destruíram tudo o que restava da Rua Principal. Foi a maior perda do parque na época. Cenários destruídos foram recuperados, mas sem a mesma magia da época da inauguração. Detalhes ficavam para trás. Nessa época, já funcionava o labirinto de terror Portal das Trevas que ficava em um prédio com uma arquitetura alemã ao lado do Cine IMAX, que já perdia seus detalhes, como os vitrais em sua lateral, as varandas em cima do prédio e uma coluna da fachada. Nesses tempos, o Terra Encantada já tinha diminuído bastante seu público. A magia já estava indo embora em um ritmo lento, já que ainda sobrevivia algumas coisas da época gloriosa de 1998/1999, porém os mascotes já tinham preparado as malas e foram viver bem longe da Terra Encantada. Só sobravam fotos e pinturas em atrações com suas caras e bocas. E o tempo passava, e a Rua Principal ficava cada vez mais cinza sem nenhum brilho, apenas com traços do tempo de glória. Em 2006, houve uma pintura dos prédios, para aparentar maior beleza ou segurança, já que a estrutura estava bastante avariada com o tempo. O único porém é que toda as características originais foram definitivamente perdidas nessas pinturas. Prédios foram modificados, e a Rua Principal se tornou em uma rua comum, como outra qualquer, com prédios pintados de cores diferentes, sem mais quase nenhum detalhe. O espaço vazio deixado em um dos espaços da Rua Principal era para abrigar algo inédito no Brasil - o Planet Hollywood. Conhecida internacionalmente como a rede de restaurantes temáticos que tem como sócios alguns dos maiores astros do cinema mundial da atualidade - Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone, Bruce Willis e Demi Moore -, o Planet Hollywood chega agora ao Brasil, no Rio de Janeiro. A casa terá uma área total construída de aproximadamente 2.000m² e as obras teriam início dentro do Parque Terra Encantado, na Barra da Tijuca. São parceiros do Planet no Brasil o empresário inglês Charles Lewis e o piloto Emerson Fittipaldi. Sua inauguração estáva prevista para abril de 1998. Não saiu do papel, e mais tarde no mesmo local foi hospedado um circo com diversos brinquedos, como um Kamikaze. A partir daí, apenas restavam poucas lanchonetes e a lojinha de souvenirs da Terra Encantada, que mais tarde foi transferida para um quiosque em frente a Monte Makaya. Além disso, ia embora o Simulador, que possuía todas as suas 4 salas quebradas e não exibia mais o filme "Em Busca do Obelisco", deixando mais um vazio na Rua Principal. Sem perder tempo, o parque desativa as cadeiras e o transforma em Cine 3D exibindo alguns filmes que tinham a tecnologia em 3D. A tecnologia era grande, as 4 salas tinham capacidade para 18 pessoas, que assistiam ao filme em uma tela de 180º com alta definição de imagem e som. O Simulador foi inspirado no extinto "Back to the Future - The Ride", atual The Simpsons Ride, localizado no parque americano Universal Studios, Flórida. Com a perda do Simulador e a adição do recém-criado Cine 3D, a Rua Principal permaneceu a mesma durante vários anos, com o Portal das Trevas, que seria desativado no ano de 2010 em função do baixo público, as poucas lanchonetes e o deck com os mirantes, que também foram bastante avariados pelo tempo, tanto que possuíam suas estruturas de ar condicionado com risco de desabar, fora que o mirante em si já estava bastante enferrujado. Uma pena, porque lanchar ali era realmente delicioso. E foi na Rua Principal que a Terra Encantada trouxe a sua mais nova atração depois de anos. Hulk - A Metamorfose mostrava aos visitantes a transformação do Dr. Bruce Banner na terrível criatura verde; pena que não durou muito e foi fechada. Em 2009, o Terra Encantada fecha contrato com a Rede Record, que faz o segundo grande ataque a Rua Principal. Para a transformação em cenário da Gamboa, local que se passava a novela Bela, a Feia, a Record mudou o estilo de todos os prédios da Rua Principal, deixando-os mais velhos e com aparência de mais abandonado, permanecendo assim até o encerramento das atividades do parque, em Junho de 2010, em virtude do acidente na Monte Aurora. terra africana A Terra Africana era onde a adrenalina se concentrava. Pegar o caminho direito do parque significava que você queria se aventurar nas 8 inversões da Monte Makaya, ter uma vista linda do Tombô, curtir os balanços da Caravela e se divertir no Fórmula TE. O passeio começava pelo Tombô, uma espécie de tapete que levava os visitantes até a altura de 21 metros, obtendo uma vista linda da Barra da Tijuca e do parque. Sua pintura e tematização tribal chamava a atenção de tão perfeita que era. Andando mais a frente, o visitante via à esquerda a Caravela, uma barca viking que ficava a beira do lago e possuía a pintura de uma das caravelas de Pedro Alvares Cabral. Um brinquedo lindo e emocionante. Já na direita, ficava o Fórmula TE, um bate-bate clássico que fazia a diversão da garotada. Logo na saída do Fórmula TE, tinha vários quiosques de comida e souvenirs, possibilitando o visitante comer entre uma atração radical e outra. Mas quem entrava na Terra Africana, via no fundo aquela atração que era a estrela do parque, a estrela do Brasil. Uma gigantesca obra de aço com 8 inversões chamada Monte Makaya. Em homenagem as montanhas brancas Makaya no Congo, essa montanha-russa feita pela Intamin AG conquistou o Brasil e o mundo pela sua suavidade, emoção e adrenalina. Ir da estação, passando pelo looping, o delicioso cobra-roll, os dois saca-rolhas e os três alucinantes parafusos, depois pegar os dois helix's finais era o passeio do sonho de qualquer brasileiro fanático por parque. Até hoje, a Monte Makaya é considerada a melhor montanha-russa do Brasil, e torço de coração para que o parque Mirabilandia em Pernambuco, seu atual dono, erga ela novamente. Mas o tempo chegava a Terra Africana. O Tombô, foi desativado em 2005 já que o seu motor pifou e era muito caro pro parque na época comprar outro. Foi a perda de mais uma atração. O circo com seus brinquedos, foram embora e só ficou um grande espaço cheio de grama, que mais tarde em 2010, seria substituído pela casa noturna Barra Show. A Caravela perde a maioria de suas luzes, tem sua pintura modificada e deixa de ser aquela caravela de Pedro Alvares Cabral, para ser uma barca com as cores do Brasil. A Monte Makaya se afogava em ferrugem e para piorar, tem sua estação destruída por um balão, perdendo toda a sua temática original e um dos seus trens. Em 2008, graças a um comercial do absorvente Always, a Monte Makaya tem a cor dos seus trens mudada, ganhando uma lateral azul. Em 2010 suas sapatas ganham pinturas coloridas. Com o encerramento das atividades do parque em Junho deste ano, a Terra Africana encerrava suas operações já sem nenhum cenário que lembraria os tempos de inauguração. terra DOS ÍNDIOS Em um parque que se trata de cultura brasileira, os índios provinientes das mais diferentes áreas do país não podiam ficar de fora. Nesse contexto, o Terra Encantada tinha com uma de suas áreas temáticas, a Terra dos Índios, que simbolizava a cultura indígena presente no nosso país. A atração chefe dessa área temática era a Corredeiras, um river rapids de 600m muito louco que foi inspirado no Congo River Rapids, do Busch Gardens Tampa, na Flórida / EUA. Para embarcar em um dos botes desse rio selvagem feito pela Intamin AG era necessário passar por uma fila de pedras até chegar a plataforma giratória onde a aventura começava. Logo de início, vinha as cachoeiras, que te davam o banho inicial. A medida que o visitante curtia o percurso, era possível a temática indígena, com ocas e cabanas, fora os animais das florestas, como jacaré e macaco, que sempre jogavam água em você. Mas o que garantia você sair ensopado mesmo era a caverna, que possuía duas grandes cachoeiras, na entrada e na saída. Não tinha como você sair seco das Corredeiras! Na saída, você encontrava várias cabanas de índio, que complementava o cenário. A própria cabana das Corredeiras, onde vendia souvenirs e um restaurante que possuía pinturas indígenas e palhas de oca como teto. E como não poderia ter sido diferente, o desgaste do parque chegou a Terra dos Índios. A Corredeiras já não tinha mais a sua água limpa, fora que sempre ficava um bom tempo em manutenção, o restaurante fechou e ficou sem teto já que as palhas das ocas sumiram, junto com a tematização do local. Só sobrou uma pracinha em frente a Corredeiras com elementos do mar retirados do percurso da atração. Mesmo assim, a atração funcionou até o último dia de parque. A atração foi recriada pelo parque aquático Thermas dos Laranjais, e se chama Rio Selvagem. terra Das crianças Dizem que as crianças são o futuro do país. E foi pensando nisso que o Terra Encantada planejou a Terra das Crianças. Nesta área temática, cada criança podia tomar pequenas, mas emocionantes, altitudes no Teco-Teco, Bambalão e no Zum Zum, explorar a floresta e seus mistérios na Terra do João do Mato, um playground gigante com tematização impecável e passear tranquilamente a bordo de um tranquilo cavalinho do clássico Carrossel, que teve seus painéis pintados a mão, onde a nostalgia sempre se fez presente. Porém, a Terra das Crianças tinha mais para dar para nossos pimpolhos. Os pais podiam entrar na brincadeira e saber como era a fabricação do chocolate na Fábrica de Chocolate, atração patrocinada pela Garoto, que reproduzia o cheiro de cacau e cada passo na fabricação de barras de chocolate. Na saída, tinha uma loja da Garoto, onde os visitantes podiam comprar as últimas novidades no mundo do chocolate. Na Vitória-Régia, logo em frente a Fábrica, os pais e seus filhos podiam curtir um passeio muito divertido (mas às vezes nauseante!) numa vitória-régia que girava e girava sem parar! E como não esquecer a Piuí, a primeira montanha russa de muitos cariocas que hoje já são adolescentes ou adultos. O passeio era em forma de 8, e dava várias voltas em um trenzinho para lá de especial! O cenário da Terra das Crianças era o mais mágico, o mais bonito, o mais perfeito. Árvores pintadas de uma cor gradiente com animais em cima fazia a alegria das crianças que apontavam para cima com um brilho nos olhos. As lojas e jogos divertiam tanto as crianças que já no final do dia, todas pediam para ir para casa depois de um dia mágico nesse pedacinho do parque que contagiava todos. Com o passar dos anos, tudo se perdeu. Não existia mais Fábrica de Chocolate, tudo foi destruído por visitantes desordeiros que saíam dos carrinhos para pichar, a Garoto desistiu do patrocínio e a solução que o parque encontrou foi fazer um Trem Fantasma que no começo assustava, porém com o tempo, não assustava mais ninguém, fora que a sua fachada tinha uma pintura mal feita, que confundia os cenários de terror com a pintura da extinta Fábrica. Surgia também um Kart, que começou com carrinhos bem feitos, e no final acabou com carros bastantes avariados pelo tempo. Os brinquedos estavam perdendo seus movimentos originais e suas pinturas, ficando cinzas. O cenário mágico com árvores se tornou em um cenário de horror, já que as pinturas não conservadas "enfeiavam" mais do que enfeitavam, fora as lojas abandonadas. Se um dia passou crianças ali, com o passar dos anos, a maioria foi sumindo. A Terra das Crianças ficava vazia de crianças, mas tinha vários adolescentes que se aventuravam na bruta Vitória Régia, que teve seu disco principal quebrado fora o fato de ter posto cinto, por causa de sua alta velocidade e intensidade postas e no decadente Trem Fantasma. O passeio de balão que fora prometido em 1999, ficou no papel mesmo, assim como a Terra Preservada, local que iria possuir animais e espécies de plantas da Mata Atlântica (O Terra tem 6 mil metros quadrados de mata nativa da Barra da Tijuca com vegetação de restinga). No dia do acidente na Monte Aurora, 19 de Junho de 2010, a Terra das Crianças recebeu feliz, depois de vários anos, várias crianças da ONG Sonhar Acordado que novamente tinham prazer de brincar naqueles brinquedos; como elas foram felizes! Pena que esse foi o último dia que a Terra das Crianças ia receber crianças novamente. terra EUROPEIA Os colonizadores do Brasil. Em homenagem a essas figuras importantes na história do país, surgia a Terra Europeia. E ela começava por dois lados, o quem vinha pela Rua Principal ou o lado de quem vinha pela Terra das Crianças. Já a ultima área que contamos a história foi a Terra das Crianças, vamos começar pelo Chega Mais. O Chega Mais é um carrossel musical que vai para frente e para trás em uma velocidade muito rápida fazendo os frequentadores levantarem do banco! Ele era conhecido como o único que tinha "airtime" (sensação de levitar do banco) no Brasil, traduzindo no pé da letra: tempo no ar. Isso significa que seus visitantes davam pequenos saltos para fora do banco. Em sua entrada, foi erguido um gigante castelo medieval em homenagem ao período da Idade Média na Europa. Andando mais a frente, encontrávamos um muro, com fotos de alguns lugares da Europa, como Alemanha e Itália. Este muro escondia a área de obras do Ressaca, um splash que ia fazer a diversão nos dias de calor do verão carioca junto com as Corredeiras. Infelizmente, por falta de dinheiro ele não foi montado e foi vendido para o Playcenter de São Paulo. Porém, a esquerda, acompanhávamos os giros do chapéu mexicano Tornado, a beira do maravilhoso lago. Era totalmente relaxante acompanhar a brisa dos ventos da Barra da Tijuca, tanto que o Tornado sempre teve longas filas. Ainda mais, tínhamos um quiosque de sorvetes do Mc Donald's e mais algumas lojinhas. A grande surpresa da Terra Europeia era o Cabhum, o primeiro modelo desse tipo de queda livre no Brasil. Fabricado pela Intamin AG, o Cabhum tinha uma altura de 67 metros, o que equivalia a um prédio de 22 andares. A descarga de adrenalina proporcionada por esse gigante vermelho era tanta, que fazia o Cabhum ir para o segundo lugar das atrações mais radicais do parque, perdendo somente para a Monte Makaya. Eram 4 cadeiras que te levam a uma linda vista da Barra da Tijuca e após um "CLEC", caem a 100 km/h. Insano, porém totalmente gratificante. Algumas semanas antes do último dia de funcionamento do parque, o Terra Encantada havia conseguido colocar o Cabhum de volta em funcionamento, após dois anos parado. Me lembro que a volta do Cabhum foi comemorada por todos os apaixonados pelo parque naquela época, e quando a atração voltou, uma gigantesca fila pôde ser vista no primeiro dia. Para muitos, era um sinal de que o parque estava adquirindo forças para se reerguer. O tempo passou. O muro do Ressaca foi embora, e agora o parque tinha mais um imenso campo verde. E nesse tempo, veio a Monte Aurora, a ex-Abissal que ia ficar dentro do Castelo das Águas. Homenageando, uma das mascotes do parque, a montanha russa Galaxy da Zamperla chegou na cor preta, mas logo foi pintada de vermelho e amarelo para combinar com o Tornado, logo a sua frente. A Monte Aurora protagonizou os dois piores acidentes do parque, e um deles levou o parque ao encerramento de atividades. O primeiro em 2005, durante uma festa dentro do parque, foi o primeiro aviso que alguma coisa naquela montanha russa estava errada. O vendedor Frank Ribeiro de Souza caiu de uma das curvas da Monte Aurora, ou seja 8 metros de altura. O segundo acidente, dessa vez muito mais grave, foi com a ajudante de cozinha Heydiara Lemos Ribeiro de 61 anos foi arremessada para fora da Monte Aurora, caindo de uma altura de aproximadamente 10 metros. A vítima não sobreviveu e com isso, o parque sofreu a sua segunda interdição e como não possuía dinheiro para consertar todos os brinquedos, que tinham várias falhas mecânicas e estruturais, fechou as portas e teve seu diretor e engenheiro indiciados por homicídio culposo. Não foi só a Monte Aurora que teve problemas. Logo na inauguração, o Cabhum machucou a atriz Isís de Oliveira, que entrou com um processo contra o parque, fora que recentemente ficou 2 anos parado para manutenção, pois uma descarga elétrica tinha acabado com seus softwares, o que a atração precisa para funcionar. O Tornado, foi perdendo suas luzes, restando nos dias atuais, apenas a parte debaixo, fora que sua cor também foi desbotando. O Chega Mais teve também suas lâmpadas queimadas, restando apenas poucas e que não possuem mais nenhum sequenciador. Seu castelo, belo e imponente nos dias de inauguração, agora é uma estrutura feia e sem brilho, com a maior parte sem tinta e pichador por visitantes que destroem o parque. A Terra Europeia foi sem dúvidas um dos grandes centros de problemas da Terra Encantada. Tudo que você acabou de ler eu escrevi no ano de 2009, quando eu engatinhava no mundo dos parques de diversões. Esse artigo, na verdade, foi a junção de muitos outros que eu escrevia no Terra Encantada Fã, um blog que alcançou o sucesso no ano de 2010. O time do TEFã era formado pelas primeiras amizades que fiz no mundo dos parques: Rafael Studart, Leonardo Muniz, Leonardo Henriques e Guilherme Oliveira. O Terra Encantada foi muito importante para minha vida pessoal e profissional. Quando eu voltei de Orlando e fiquei completamente pelo mundo dos parques de diversões, foi o Terra Encantada que despertou minha curiosidade para saber quais existiam no Brasil. Com 15 anos, eu me lembrava de sempre temer muito a Monte Makaya do lado de fora sempre que eu ia ao shopping Via Parque com minha família. Os boatos no Rio de Janeiro era que o parque já estava fechado desde 2003 ou que funcionava aos trancos e barrancos, o que fazia minha mãe jamais querer me levar para conhecer o Terra. Fui conhecer pela primeira vez muito depois, no meio de 2009 . Nas minhas buscas sobre o parque, eu encontrei o Clube Brasileiro de Montanhas-Russas (CBMR), que ia bastante no Terra e trazia muitas fotos. Li toda a história do parque e ao saber que ainda estava funcionando de fato, minha curiosidade em visitá-lo aumentava demais. Me cadastrei no fórum do CBMR e comecei a interagir com as pessoas que ainda visitavam o Terra frequentemente e/ou que sabiam muito sobre ele. Foi nesse fórum que conheci os meninos que falei acima, fiz as minhas amizades mais duradoras até hoje, e me vi como um amante de montanhas-russas e parques. O resto, é história, assim como o Terra Encantada. Todo dia um mundo novo vai se abrir, e o nosso sonho vai se colorir, abra os olhos que você vai descobrir - sua Terra Encantada é aqui!
- Roteiro de viagem no Uruguai
Tudo que você precisa saber do Uruguai! Veja os principais pontos turísticos de Montevidéu, Colônia de Sacramento e Punta del Este, além de passeios que você não pode deixar de ir! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Montevidéu | Colônia de Sacramento | Punta del Este 15 de out. de 2022 Quando visitei a Argentina em 2015 , e vi a possibilidade de ir fazer uma viagem sensacional de barco de Buenos Aires até Colônia de Sacramento, no Uruguai, fiquei muito frustrado por não ter nenhum tempo sobrando para fazer a travessia pelo Rio da Prata. A curiosidade de conhecer nossa antiga província Cisplatina nunca morreu, mas faltava uma “força maior” que me levasse até o Uruguai. Sete anos se passaram, e durante um dia no trabalho, tive uma verdadeira aula sobre o país. Tudo que me apresentaram sobre os nossos vizinhos do sul me chamou a atenção, especialmente as diferenças culturais que a capital Montevidéu guardava para as cidades brasileiras e Buenos Aires. É claro, que, algo no Uruguai também me chamava atenção: o Parque Rodó, um parque urbano de Montevidéu que desde de 1889 tinha a tradição de colocar brinquedos de parque de diversões, começando por uma montanha-russa. Mais de 130 anos depois, o que começou no século XIX ainda existe: duas seções do Parque Rodó são dedicadas à adrenalina. A primeira fica mais próxima da Playa Ramírez, e é tomada por atrações radicais e familiares, já a segunda é totalmente infantil e abriga a única montanha-russa do Uruguai: a Gusanito Manzana, um modelo raro italiano e único na América Latina. Na mesma promoção da LATAM em que consegui uma ótima promoção de pontos para Manaus , consegui um valor justíssimo para Montevidéu, já que estava querendo visitar um destino internacional. A capital uruguaia caiu perfeitamente no meu planejamento, porque não tinha muito tempo disponível e o preço encaixou na quantidade restante que eu tinha de pontos. O mais louco é que a data que escolhi viajar era apenas um dia após o fim da viagem de Manaus, isto é, ia sair do calor da Floresta Amazônica para cair no frio uruguaio! Quatro dias no nosso vizinho me esperavam! O trajeto aéreo até o Uruguai foi tranquilo, e fiquei impressionado com a grandiosidade e modernidade do aeroporto de Montevidéu. Com o passaporte eletrônico brasileiro, você entra tranquilamente no país sem ter a necessidade de falar com um agente de imigração. Todo o processo leva pouquíssimos minutos. Para sair do aeroporto, o Uber é uma opção, mas os preços podem ser bem elevados. A fim de evitar surpresas desagradáveis, fechei um traslado com a DCOM Travel que me levaria até o primeiro ponto da viagem: a vinícola Pizzorno. À medida que o motorista desbravava as estradas do Uruguai, percebia que havia entrado em uma realidade completamente diferente da que estou acostumado… O tempo parecia andar devagar, e o céu era de fato celeste como na bandeira! A vinícola Pizzorno é a principal vinícola do Uruguai, e fica localizada há apenas 40 minutos do centro de Montevidéu. Os campos de uva são imensos, e o local ainda oferece uma bonita pousada para hospedagem. A visita guiada inclui a explicação mais detalhada sobre enologia que eu já pude vivenciar. O passeio começa nas vinhas, depois desce até os cilindros de produção e fermentação, segue para o armazenamento subterrâneo em barris e termina com aulas específicas sobre a diferença de cada vinho produzido pela vinícola, com incontáveis provas de vinho. Como eu não havia comido nada desde do aeroporto, admito que fiquei bêbado muito fácil e não conseguia assimilar nada da explicação! Ainda bem que um maravilhoso almoço não demorou muito para vir. Toda a experiência custa aproximadamente R$ 420 (USD 75) com transporte regular desde Montevidéu. Na saída, há a possibilidade de comprar vinhos excelentes a partir de USD 10! Cheguei no meu hotel em Montevideo por volta das 15h. O Hotel Hispano fica muito perto da Praça da Independência, a principal praça do país, onde está localizada a sede do governo uruguaio. Eu precisava economizar no hotel já que resolvi fazer duas viagens seguidas, então o Hispano foi o melhor custo/benefício que encontrei, já que eu só precisava de um local legal para dormir. Quando entrei no quarto, parecia que tinha voltado 20 anos no tempo! A abertura da porta era de chave, armários gigantes de madeira enfeitavam o quarto e no banheiro tinha um bidê! O ar condicionado split e a televisão de LED teimavam em contrastar com o restante. Mal sabia eu que o hotel era apenas um spoiler do que eu veria do centro de Montevidéu. Não perdi tempo e pedi um Uber para o Parque Rodó . Os brinquedos lá presentes não eram muito diferentes do que encontramos nos parques itinerantes brasileiros: a atração mais radical era um Kamikaze, e o restante eram clássicos como trem fantasma, bate-bate, barco pirata, twister, samba (temos até dois!), e ótimas atrações infantis, como minhocão, carrossel, naves voadoras, cinema 5D e brinquedos que já estão ali há muito tempo! Na parte norte do Rodó, temos mais brinquedos, todos infantis. Foi nessa parte que meu desespero começou: eu, erroneamente, fui para o Uruguai sem nenhuma cédula de pesos uruguaios (moeda do país) na carteira. Para andar na montanha-russa, eu só poderia pagar usando cédulas, porque o lugar não aceitava cartão de crédito. Ao abrir o Google Maps, todas as casas de câmbio pareciam fechadas, com exceção de uma, que ficava a 30 minutos de onde eu estava a pé. Foi um rolezão! Já fica a dica: nunca saia do aeroporto de um país sem ter dinheiro vivo em mãos! https://www.youtube.com/watch?v=SiZDxAt8oNI Depois de me divertir nos brinquedos do Rodó, fiz o que eu adoro fazer em capitais de outros países: me perder andando pelas calçadas até chegar no hotel de novo. Segui pelo litoral que margeia o Rio da Prata até entrar nas ruas do bairro Palermo na altura do Ibis de Montevideo. As ruas eram tomadas por prédios que pararam no tempo, e não eram muito movimentadas. Pensei que estava numa cidade fantasma! Achei tudo muito estranho, especialmente por se tratar de um sábado à noite. Depois que cheguei ao hotel para tomar banho e me dirigir ao jantar na Cidade Velha, fiquei ainda mais impressionado com um centro histórico sem vida, sem lojas e sem bares ou restaurantes funcionando. O lugar da minha janta era o Restaurante Primuseum, uma portinha em meio aos prédios antigos da Cidade Velha. Quando entrei, havia mais evidências de que estava vivendo uma realidade paralela do século XX: o local era um restaurante-museu, com móveis e itens do auge da economia uruguaia. Não conseguia parar de olhar cada centímetro do Primuseum, abobalhado com a ótima preservação de cada item. A experiência gastronômica envolve três entradas, um prato principal, uma sobremesa e vinho à vontade. A carne bovina uruguaia que comi nesse lugar foi a melhor carne que comi na minha vida até hoje! Durante a refeição, um espetáculo de tango e música uruguaia intimista dá o tom a um dos momentos mais incríveis que alguém poderia viver no Uruguai. A qualidade de tudo é impecável e o custo é de aproximadamente R$ 400 (USD 70) e é permitido levar a garrafa de vinho com você (se sobrar algo!). Você pode conferir mais informações aqui . https://www.youtube.com/watch?v=gYu5Ol6xiEI Os próximos três dias estiveram nas mãos da Master Turismo, outra agência de receptivo no Uruguai. Finalmente pude realizar minha vontade de visitar Colônia do Sacramento, uma cidade colonizada por portugueses e espanhóis em diferentes tempos da história. No caminho até Colônia, passamos por Nueva Helvecia, uma colônia suíça, e adentramos uma estrada com mais de 100 palmeiras até a entrada de Colônia. O primeiro ponto foi a Plaza de Toros Real de San Carlos, a única ainda existente no Uruguai. O local foi tombado e preservado, e hoje é aberto somente para eventos especiais. Plaza de Toros Em dias de céu azul celeste, sem nuvens, é possível ver claramente os prédios de Buenos Aires ao fundo! Quando vi, realmente não acreditei. Era algo que eu não esperava! A orla de Colônia é maravilhosa, super agradável de andar e possui ótimos pontos para fotos, incluindo o letreiro com o nome da cidade. Quando chegamos ao centro da cidade, notei que era um lugar mais vivo que o centro de Montevidéu, com turistas e uruguaios passeando pela Avenida General Flores, a principal, cheia de lojas, hotéis e restaurantes. Buenos Aires A Cidade Velha de Colônia lembra muito Paraty, especialmente pelas ruas de pedra e arquitetura colonial, que é misturada entre a portuguesa e a espanhola. São muitos pontos de interesse histórico: o portal da cidade; a muralha com canhões; a Praça Maior; a igreja matriz; o farol; o museu do azulejo e o bastião de São Pedro, onde você verá a maior bandeira do Uruguai erguida (além de ser um belo lugar para ver o pôr-do-sol). Aconselho andar pela Cidade Velha com um guia, para ouvir as histórias que aquelas ruas têm para contar! As lojas vendem artesanatos típicos do país, pedras e minerais, roupas e souvenires como bandeiras, chaveiros, cartões-postais, entre outros. https://www.youtube.com/watch?v=SrSd94k_T4I M eu almoço foi num restaurante chamado La Comandancia, um lugar super pitoresco com mesas ao ar livre, perto do Rio da Prata e ótimo custo/benefício. Comi um excelente pescado com vinho branco e a conta saiu aproximadamente R$ 80. Depois de almoçar, aproveitei a tarde para visitar as lojas da General Flores, onde pude encontrar o doce de leite da Granja Arenas (os preços em Colônia são os melhores!) e ótimos alfajores. Na rua Ituzaingó 131, fica o Museu do Origami, uma linda casa com várias exposições das mais diferentes dobraduras. No retorno para Montevidéu, parei na Granja Arenas para conhecer a coleção de chaveiros, lápis e outros objetos do dono, e comprar queijos. Definitivamente, depois de um dia incrível em Colônia, sentindo a brisa do vento e imerso em mais uma realidade temporal paralela, ficaria mais de um dia na cidade. Museu do Origami O dia de ir até Punta del Este selou a 2022 Cielo Celeste Tour como uma viagem de várias sensações, emoções e cenários. Começamos o caminho pelo litoral de Montevidéu, passando pelos bairros de Buceo e Carrasco, que tinham prédios mais modernos, mas ainda lembrando o estilo modernista do século XX. Quando chegamos à parte das mansões, foi como teletransportar para a Los Angeles (Califórnia, EUA) dos anos 90. Palavras não vão conseguir descrever a vibe incrível que era passar por aquela avenida com o céu puro azul e o sol forte. O cenário foi parecido até chegar em Piriápolis, uma cidade balneário construída por Francisco Píria, que ergueu um castelo na região. O ponto alto de Piriápolis foi o Cerro San Antônio, onde foi possível ver vários tons de azul das águas da Baía de Piriápolis. Me emocionei! Antes de chegarmos a Punta del Este, paramos em Punta Ballenas, onde fica um dos edifícios mais famosos do Uruguai e da América Latina: o museu Casapueblo. Construído pelo pintor, ceramista, escultor, muralista, escritor, compositor e empresário uruguaio Carlos Páez Vilaró, o lugar é como um castelo branco feito à mão. Boa parte do complexo é um condomínio e um hotel, mas o museu deixa perfeitamente você sentir como são os cômodos do edifício. As obras de Carlos são visíveis em cada sala do museu, e você pode comprar azulejos que são feitos pelos seus filhos (se prepare para altos preços, pois são produtos personalizados!). O preço de visita do museu é R$ 50 (USD 10) e os souvenires possuem um preço salgado também. O que vale mesmo são as vistas inesquecíveis das varandas da Casapuebelo, que fica à beira de um penhasco. Punta del Este é uma cidade muito parecida com Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Lotada de prédios, hotéis, resorts e cassinos, a cidade realmente só ganha vida no período do verão (novembro à março). Nos outros meses, é uma cidade vazia, mas muitíssimo linda. Suas águas são geladas, então um banho de mar fora do verão é praticamente impossível e principalmente, não recomendado. Nosso destino foi o bairro Península, onde está o centro da cidade. Comemos no restaurante Zazú, que tem um cardápio refinado (preço médio da refeição com bebida: R$ 180 / USD 30) e em seguida fomos ver os leões marinhos no porto de Punta del Este - confesso que jamais imaginei em interagir tão perto desses lindos animais! Surpreendentemente, vi mais um encontro das águas: na Punta de la Salina, o ponto continental mais ao sul do Uruguai, é possível ver quando as águas barrentas do Rio da Prata se fundem com as águas azuis do Oceano Atlântico - um espetáculo da natureza! Para não dizer que fui à Punta del Este e não fui à praia, fui até a Praia Brava para tirar foto com a escultura Los Dedos (duvido que no verão seja tão tranquilo tirar foto aqui!). Ao final do dia, passeamos pelo ótimo comércio das ruas da Península (com destaque para a Calle 20 e Calle 28). Não deixe de dar uma passada na sorveteria Pecas e comprar o doce de leite de Punta, o Lapataia. Se você gostar de jogar, o cassino do Enjoy Punta del Este é ótimo! No último dia em Montevidéu, fiz um city tour pelos principais pontos turísticos da capital uruguaia, como a orla de Buceo e Carrasco; o estádio Centenário; o Palácio Legislativo; o Monumento La Carreta; o Letreiro de Montevideo e dois lugares especiais: o Mercado Agrícola, onde você pode comprar o doce de leite Conaprole, o melhor doce de leite do país e o melhor que já provei na vida; e o Mercado del Puerto, onde excelentes restaurantes com o melhor da culinária culinária estão presentes. Eu almocei no Cabaña Veronica, que me serviu uma carne uruguaia que chegou muito perto da qualidade que tive no Primuseum (ótima experiência!). Antes de ir embora, passei meus últimos momentos em solo uruguaio na Plaza Independencia, em que tive tempo suficiente para admirar a grandeza do Palacio Salvo (oferece visitas guiadas!), que já foi o edifício mais alto da América Latina; do Teatro Solis (oferece visitas guiadas!), o teatro nacional inaugurado em 1856 e a Puerta de la Ciudadela, um portal histórico preservado. No centro da praça, está a estátua que guarda a tumba de José Artigas, líder da resistência republicana contra as forças da Espanha. Palacio Salvo Almoço no Mercado del Puerto Sentirei muitas saudades do Uruguai. O país me surpreendeu positivamente a cada dia que passava. O país é bastante seguro para andar nas ruas, mas um pouco de cuidado nunca é demais, em qualquer lugar que você vá! Como você deve ter percebido, se alimentar no Uruguai é caro! Um lanche completo de fast-food em média fica R$ 60 e uma refeição completa em um restaurante fica R$ 90. Aprendi que o fato do país “ser parado no tempo” pouco tem a ver com a economia, e sim com a própria vontade da maioria dos uruguaios de permanecer dessa forma, sem ter interferência externa. Sabia que o país não possui feriados religiosos, incluindo o Natal? Eu amo viagens que me fazem desconectar completamente da minha realidade e a 2022 Cielo Celeste Tour fez isso com maestria do início ao fim. Quanto custa viajar para o Uruguai? Data: Outubro de 2022 Período: 4 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Manaus: 29.600 pontos + R$ 441,18 de taxa de embarque (via Latam) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 25 2) Hospedagem 3 noites no Hotel Hispano: R$ 430 3) Ingressos e passeios Vinícola Pizzorno: R$ 420 Restaurante Primuseum: R$ 400 Parque Rodó: R$ 60 Dia inteiro em Colônia do Sacramento: R$ 350 Dia inteiro em Punta del Este: R$ 230 Museu Casapueblo: R$ 50 City tour em Montevidéu: R$ 70 Transfer in/out do Aeroporto de Montevidéu: R$ 130 4) Diversos Comida: R$ 800 TOTAL (por pessoa): R$ 2.606,00 (custos 1 à 3) + R$ 800,00 (custo 4) = R$ 3.406,00 Roteiro: 15/out - Chegada em Montevidéu / Vinícola Pizzorno / Parque Rodó / Restaurante Primuseum 16/out - Nueva Helvecia / Colônia de Sacramento 17/out - Piriápolis / Museu Casapueblo / Punta del Este 18/out - City tour em Montevidéu / Retorno ao Brasil "Aprendi que, se você não consegue ser feliz com poucas coisas, não conseguirá ser feliz com muitas coisas." Pepe Mujica, ex-presidente uruguaio << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Diários de Viagem em Parques Temáticos | Relatos Reais pelo Mundo
Relatos reais das minhas viagens por parques temáticos. Dicas práticas, atrações, montanhas-russas e experiências vividas. INSPIRE-SE Embarque na minha máquina do tempo e viaje comigo novamente por cada aventura que tive ao longo da minha jornada como apaixonado por montanhas-russas e parques de diversão. Cada uma ocorreu em um ano e recebeu um nome especial. Dentro de cada diário de viagem, você encontrará ótimas e necessárias informações para te ajudar a montar o seu roteiro da forma mais divertida possível! LER ROTEIRO DE VIAGEM Rota 66 Parques visitados: Silver Dollar City, Cedar Point, Six Flags Magic Mountain e mais LER ROTEIRO DE VIAGEM Nova York Viagem feita no inverno. Não tivemos parques visitados devido à baixas temperaturas LER ROTEIRO DE VIAGEM Orlando Parques visitados: Walt Disney World, Universal Orlando Resort, SeaWorld e mais LER ROTEIRO DE VIAGEM Cedar Point Parques visitados: Cedar Point, Six Flags Great America, Kings Island e mais LER ROTEIRO DE VIAGEM Buenos Aires Parques visitados: Parque de la Costa e Neverland LER ROTEIRO DE VIAGEM Califórnia Parques visitados: Disneyland, Six Flags Magic Mountain, Knott's Berry Farm e mais
- O que fazer em Porto Seguro: diário de viagem com dicas e melhores atrações
Diário de viagem com dicas do que fazer em Porto Seguro em um roteiro incrível de fim de semana! Veja os principais locais da cidade que você não pode deixar de ir! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Porto Seguro 19 de nov. de 2021 A Bahia é um estado brasileiro que sempre me passou a ideia de um verdadeiro paraíso… Durante toda minha vida ouvi as pessoas dizendo que a Bahia tem as melhores praias, as melhores pessoas, a melhor comida (o que para um taurino é maravilhoso…) e que quem vai para lá volta super relaxado. Confesso que ficava muito ansioso para ir a Salvador, mas nunca conseguia despender dinheiro para ir a um destino que não tinha qualquer tipo de parque. O Brasil é um país lotado de parques aquáticos, e é uma tarefa muito difícil (e cara!) visitar todos. Existem parques aquáticos de todos os tamanhos em terras brasileiras, desde aqueles que só tem uma piscina de ondas e um toboágua até alguns gigantescos como o Thermas dos Laranjais . Combinei comigo mesmo que vou visitar aqueles que tiverem grandes toboáguas, piscinas de ondas desafiadoras e que claro, estejam em cidades interessantes. Com isso em mente, foi a oportunidade perfeita para finalmente visitar o estado da Bahia, pousando na lendária cidade de Porto Seguro. Porto Seguro tem quase 500 anos, e é uma das cidades mais antigas do Brasil! A cidade é um estância turística baiana, com aproximadamente 90 quilômetros de lindas praias. Acompanhado de um amigo meu, o Daniel, escolhemos o mês de Novembro para aproveitar a cidade de sexta-feira à segunda-feira. Tínhamos poucos dias, mas estávamos determinados a aproveitar o máximo com o que tínhamos. Às vezes, você precisa viajar quando dá, como naqueles dias que você consegue umas folgas no trabalho ou um pequeno feriado. No nosso caso, estávamos aproveitando o feriadão da Proclamação da República. Pousamos no modesto Aeroporto de Porto Seguro no começo da tarde, e o sol pairava pela cidade. Pegamos um Uber, que tem uma cobertura limitada na região, e na curta estrada do aeroporto até o nosso hotel já deu para ver os diferentes tons de azul do mar. Nosso hotel, o Bosque do Porto Praia Hotel, ficava na Avenida Beira-Mar, onde estão os melhores hotéis da cidade. Apesar de longe do centro da cidade, os hotéis dessa região estão em frente à principal praia de Porto Seguro. O Bosque do Porto, especificamente, fica em frente ao complexo de lazer Toa Toa, lugar que tem festas de axé aos fins de semana. Eu sempre ouvi mais músicas internacionais, mas… Tinha acabado de comprar um abadá para um evento de 4 horas de axé. A primeira parada foi no Centro Histórico de Porto Seguro, onde a pequena vila foi fundada em 1535 e boa parte de suas construções permanecem em pé até hoje. Era sexta-feira, então o local estava bastante tranquilo e ótimo para andar. Não estranhe a tranquilidade, viu? O centro histórico é composto em sua maioria de residências, e não de lojas! Um dos maiores atrativos do lugar é a vista perfeita do Oceano Atlântico! Não deixe de tirar fotos incríveis, principalmente ao lado da Capela de São Benedito. As casas refletem o estilo colonial clássico da época do achamento do Brasil. A rua principal leva até a Praça Pero do Campo Tourinho, onde ficam o Marco Comemorativo do Início da Colonização, a Paróquia Nossa Senhora da Pena (aberta pela manhã e até o meio da tarde) e o Museu de Porto Seguro. Para quem gosta de comprar, lojinhas vendendo ótimos artesanatos estão presentes, além das famosas fitinhas coloridas. Quem visita Porto Seguro precisa comprar algumas e pendurar na murada em frente ao Farol, última parada do centro histórico. Não esqueça de fazer um desejo forte! Depois do desejo, passe nas barraquinhas de acarajé e prove essa maravilha baiana! Sério, fiquei muito apaixonado por essa iguaria! O gosto é muito bom, super agradável ao paladar. Aproveitei e comprei nas barraquinhas itens típicos do Nordeste, como cocada e azeite de dendê. Voltamos ao hotel para aproveitar um pouco a piscina, e depois seguimos para a Passarela do Álcool, um pedaço da Avenida do Descobrimento lotado de restaurantes e bares. A melhor pedida é pedir um prato de pescado, que são os melhores (vem muita comida!), e o preço varia de 80 a 120 reais por pessoa. Comi no Fashion Bar Restaurante & Grill e tudo estava perfeito! Ao redor do restaurante e por toda a Passarela, ainda tem apresentações artísticas, como o grupo de capoeira local. Depois, corremos para o Toa Toa para aproveitar a noite cheia de axé. O open bar tem duração das 22h até as 23:30! O local serve uma deliciosa caipirinha. A música também é ótima - os artistas que se apresentam se revezam entre DJs e bandas que cantam os maiores sucessos dos baianos. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_42764df8a5624f83828253c0a5fe34b8/1080p/mp4/file.mp4 O preço do Toa Toa é de R$ 80, com variação em algumas datas. O ingresso pode ser comprado no site ou em algum hotel parceiro. Os eventos costumam ocorrer na sexta-feira e possuem um line-up de quatro artistas locais. O evento ocorre das 21h até 04h. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_7026a8e9c2a3478395ace42a405ce9f3/1080p/mp4/file.mp4 Depois de um ótimo café da manhã tropical no hotel, começamos nossa jornada para a estrela da viagem: O PARQUE AQUÁTICO! Fomos de Uber até o centro da cidade para pegar a balsa para Arraial d’Ajuda, que atravessa o rio Buranhém. A travessia é tranquila, mas cheia de vento! Antes de pegar a balsa, é sempre bom conferir os horários e os preços . https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_c9c9e3faf0ae481bb40ca62438d3559d/1080p/mp4/file.mp4 Ao chegar em Arraial d’Ajuda, tem um monte de vans que fazem o serviço de deslocamento dos distritos de Porto Seguro. Escolhemos a que ia para o parque aquático e partimos rumo à diversão! O Eco Parque Arraial d’Ajuda é um parque aquático para você relaxar! Não espere grandes toboáguas, mas espere um dia de diversão sem compromisso! O parque fica num local super privilegiado, no meio da mata atlântica e à beira da praia principal de Arraial d’Ajuda, a Praia do Mucugê. Deu para passar todo o dia lá, saindo somente quando o parque fechou às 17h. As atrações agradam todas as faixas etárias, com toboáguas radicais e familiares, além de uma bonitinha área infantil. O parque ainda oferece atrações de ecoturismo, como tirolesa, e acesso a Praia do Mucugê. Vale muito a pena! https://www.youtube.com/watch?v=f3xNve6PPn4 Depois do parque, seguimos ao centro de Arraial d’Ajuda, andando pelas ruas do distrito e subindo a linda escadaria do centro histórico. O local tem várias casinhas de estilo colonial, com ótimos artesanatos e artigos de praia. Recomendo muito provar os salgados e doces da confeitaria Café da Santa, na praça principal - saí de lá querendo comer todo o cardápio! Os pontos mais visitados são a Igreja Matriz Nossa Senhora D'Ajuda e o Mirante das Fitinhas, onde você pode fazer mais desejo com as fitinhas compradas em Arraial. A vista é de tirar o fôlego, e rende ótimas fotos! Para quem curte excelentes restaurantes e vida noturna, a Rua do Mucugê é o ponto principal de Arraial d'Ajuda. Nela, gostei muito da comida do Alecrim Dourado, que tem culinária típica da região e música ao vivo. Bares e boates também estão presentes! O pessoal local diz que o melhor existe por Iá é o Morocha Club, que fica bem no meio da rua. Não deu para ficar até muito tarde porque tínhamos que voltar à Porto Seguro, mas o Morocha estava muito animado - com presença de DJ! O dia seguinte foi em Trancoso, nosso primeiro passeio com a Pataxó Turismo , empresa de turismo receptivo que nos recebeu na região. Trancoso fica 1h30 longe de Porto Seguro, e é um distrito que conservou sua simplicidade. A parte mais famosa da cidade é o Quadrado, uma praça retangular com lojas chiques e caras, restaurantes de todos os gostos e preços, e hotéis de luxo. Durante o ano, acontecem vários eventos, dentre eles o mais famoso sendo a festa junina da cidade. A Igreja do Quadrado é uma igreja simples como as outras da cidade, e o mirante atrás dela rende boas fotos! Trancoso tem várias praias, mas descemos por um mangue até a Praia dos Coqueiros para almoçar na Barraca do Jonas, onde almoçamos um delicioso peixe grelhado. Os preços são elevados, assim como os outros restaurantes de praia de Trancoso: pagamos 200 reais pelo peixe. Apesar do clima feio, conseguimos aproveitar a praia, de águas quentes e esverdeadas pela quantidade de algas. Não espere água turquesa, viu? A Barraca do Jonas fornece espreguiçadeiras, banheiro e chuveiro para aproveitar a praia com mais comodidade! No fim da tarde, retornamos à Porto Seguro e passamos a noite de domingo no hotel, já que na segunda-feira, nosso último, tínhamos que acordar bem cedo para ir até o Parque Marinho do Recife de Fora, a terceira maior plataforma de corais do Brasil com uma área gigantesca de 17,5 km². Para chegar ao Parque, é necessário aproveitar a baixa da maré no início do dia, pegar uma escuna e navegar por aproximadamente 1 hora. No local, o guia explica o trabalho de conservação e preservação, além de mostrar formas de identificação dos seres marinhos. Se você tiver GoPro, vá com a sua para tirar fotos dos peixes! Existem fotógrafos lá que controlam a alimentação dos peixes para você poder tirar fotos com eles (paga), mas a qualidade das fotos não é muito boa. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_1e76936b64c5490ba556f4344903caf8/1080p/mp4/file.mp4 Depois do almoço no hotel, fomos até o Memorial da Epopéia do Descobrimento na Avenida Beira-Mar, um museu que relata como foi a chegada dos portugueses na região. No museu, estão presentes documentos, instrumentos e elementos portugueses que explicam como foi a jornada de achamento do Brasil. O passeio é guiado e começa pelo Jardim Botânico, e mostra plantas raras e muitas vezes utilizadas pelos ancestrais nativos, ou até mesmo pelos europeus recém chegados, no século XVI e em diante. Você poderá ver um exemplar de pau-brasil, inclusive! Além disso, você poderá entrar numa réplica de oca indígena e conhecer seus principais utensílios, ver mais do modo de vida dos índios naquela época, e como foram as primeiras relações com os portugueses. O grande atrativo do museu é a Nau Capitânia, uma réplica exata dos navios de Portugal nos anos 1500. Você poderá descer pela escada em espiral, mexer nos canhões, ir até o convés e andar por todo navio! Uma experiência incrível e histórica! O preço varia de R$ 30 a R$ 50, dependendo da demanda para o dia. Nos despedimos de Porto Seguro mil vezes mais relaxados de quando chegamos. Apesar do pouco tempo, a cidade baiana jogou muito axé na nossa viagem, permitindo ela ser tranquila e muito divertida! Vá preparado para uma alimentação cara mas gostosa, pequenos trechos de Uber para se deslocar, dinheiro na mão para comprar artesanato e iguarias, e não esqueça o protetor solar em hipótese alguma! Quero muito voltar à Porto Seguro para poder aproveitar os lugares que não deu para ir por conta dos poucos dias, como a Praia dos Espelhos, Caraíva e Santa Cruz Cabrália. Aliás, a Bahia toda é um grande Estado para se explorar e se encantar! Quanto custa viajar para Porto Seguro? Data: Novembro de 2021 Período: 4 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Porto Seguro: R$ 500 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 20 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 2) 3 noites no Bosque do Porto Hotel: R$ 350,00 3) Ingressos e passeios Arraial d'Ajuda Eco Parque: R$ 120 Trancoso: R$ 85 Parque Marinho Recife de Fora: R$ 140 Memorial do Descobrimento: R$ 30 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras: R$ 150 TOTAL (por pessoa): R$ 1.245,00 (custos 1 à 3) + R$ 550,00 (custo 4) = R$ 1.795,00 Roteiro: 19/nov - Chegada em Porto Seguro / Centro Histórico / Passarela do Álcool 20/nov - Arraial d'Ajuda Eco Parque / Centro Histórico de Arraial d'Ajuda / Rua Mucugê 21/nov - Trancoso 22/nov - Parque Marinho Recife de Fora / Retorno ao Rio de Janeiro “Eu tento sair da Bahia, mas a Bahia não sai de mim!” Frase dita por baianos << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Intercâmbio de trabalho na Disney em Orlando: Como é viver 90 dias na capital dos parques
Veja como é fazer um intercâmbio de 90 dias em Orlando, com dicas de moradia, trabalho, transporte, custos, parques, rotina e adaptação nos Estados Unidos. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! DESBRAVEI ORLANDO POR 90 DIAS ENTRE TRABALHO, PARQUES E VIDA REAL O intercâmbio em Orlando foi o momento em que um sonho antigo deixou de ser fantasia e virou vida real. Viver 90 dias na cidade que sempre alimentou minha imaginação desde a infância me ensinou sobre coragem, adaptação e amadurecimento. Entre trabalho, parques, saudade de casa e pequenas conquistas diárias, Orlando deixou marcas profundas, provando que os sonhos não apenas se visitam — eles também se constroem vivendo. 🎢 O Walt Disney World é tão grande que possui seu próprio sistema de transporte, incluindo ônibus, barcos, balsas e o Skyliner, funcionando como uma cidade independente. 🎠 A Space Mountain, do Magic Kingdom, é uma montanha-russa totalmente no escuro, fazendo com que a sensação de velocidade seja muito maior do que a real. 🎡 Foram necessárias duas entrevistas dentro de um processo seletivo super rigído para poder trabalhar na Disney. 🎢 O Epcot foi originalmente idealizado por Walt Disney como um projeto de cidade futurista habitada, e não apenas como um parque temático. 🎠 Durante o intercâmbio, consegui ir em todas as atrações de todos os parques de Orlando. 🎡 O Animal Kingdom é o maior parque temático do mundo em área e abriga animais reais em habitats cuidadosamente projetados, misturando zoológico e atrações radicais. roteiro O objetivo do meu roteiro em Orlando era ambicioso e muito claro: visitar todos os parques temáticos da região durante os 90 dias de intercâmbio. Não apenas os mais famosos, mas absolutamente tudo o que Orlando e arredores têm a oferecer para quem ama parques. Isso significou passar pelos quatro parques do Walt Disney World — Magic Kingdom, Epcot, Disney’s Hollywood Studios e Disney’s Animal Kingdom — além dos parques aquáticos Blizzard Beach e Typhoon Lagoon . Também fizeram parte do roteiro o Universal Studios Florida e o Islands of Adventure . Fora do eixo Disney–Universal, o plano incluía o SeaWorld Orlando , o Aquatica , o exclusivo Discovery Cove , o Legoland Florida , em Winter Haven, e os parques mais clássicos da cidade, como o Fun Spot America , em suas unidades de International Drive e Kissimmee . GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Rio de Janeiro-Orlando via American Airlines USD 750 | BRL 2.845 GASTOS DE HOSPEDAGEM Aluguel do apartamento USD 105 | BRL 400 por semana GASTOS DE INGRESSOS Passe Anual - Walt Disney World: Gratuito (por ser cast member) Passe Anual - Universal Orlando Resort: USD 380 | BRL 1.600 Passe Anual - SeaWorld Parks: USD 198 | BRL 755 Fun Spot: USD 60 | BRL 228 Legoland: USD 78 | BRL 31 GASTOS EM VIAGEM Taxa do visto J-1: USD 180 | BRL 684 Seguro Saúde: USD 300 | BRL 1.140 Taxa de Participação/Avaliação (Assessment Fee): USD 425 | BRL 1.615 Taxa de Condomínio (Caução/Primeira Semana): USD 85 | BRL 323 Dinhero inicial: USD 1500 | BRL 5.700 Alimentação: Cada compra semanal do Walmart com o essencial para sobreviver, tipo frutas, carnes, comida congelada e derivados dava uns USD 60. CUSTO TOTAL BRL 30.065 USD 3.956 Orlando 25 de nov. de 2017 Escrever sobre a 2017 One Little Spark Tour será desafiador, mas irei tentar. O que acontece é que essa viagem não foi uma comum, em que embarcamos num avião e ficamos 10, 15, 20 dias fora de casa. O destino havia preparado algo especial para mim. Algo que ficaria marcado para toda minha vida na minha memória e no meu coração: eu havia sido selecionado para ser cast member no Epcot, localizado dentro do Walt Disney World Resort. Foram 3 meses de trabalho, de Novembro a Janeiro, intenso como Custodial (zelador), detalhados e explicados no artigo especial Intercâmbio de Trabalho na Disney Orlando . Era claro que eu ia aproveitar a oportunidade de visitar o máximo que podia todos os parques temáticos da Flórida Central. O que eu estava prestes a viver não era algo comum para alguém que vive no Brasil. Imagina, ter uma gigantesca montanha-russa a 5 minutos de casa? Minha mochila antes de viajar, com a faixa da torcida do meu curso na faculdade Uma das frases que mais ouço ultimamente é para termos sabedoria ao usar uma liberdade que é nos dada. O tempo fora do trabalho no Epcot era precioso, e apesar de muitos dos meus colegas o usarem para focar somente nos parques do Walt Disney World, festas, e conhecer novas pessoas, eu tomei a decisão de usar cada tempinho livre para aproveitar ao máximo tudo que a capital dos parques temáticos teria a me oferecer. Tudo mesmo. Logo nos primeiros dias, com o meu quarto, dentro do condomínio Vista Way, um pouco mais arrumado, parti para as missões mais importantes da minha estadia prolongada em Orlando: conseguir os famosos season pass - passaportes anuais que me dariam entrada ilimitada! Como eu já estava doido para andar de montanha-russa de novo, não perdi tempo e logo decidi o primeiro que ia comprar: dos parques SeaWorld (Aquatica, Busch Gardens e SeaWorld Orlando). A partir daí, todas as minhas aventuras iriam tomar forma. Como diria o Figment, mascote do Epcot, ao cantar sua música favorita: Uma pequena faísca de inspiração é o coração de toda criação! Como eu estava devidamente alojado em um condomínio para os funcionários do Walt Disney World, em nenhum momento precisei reservar hotel em Orlando. Entretanto, a hotelaria da cidade não foge muito do comum dos Estados Unidos, especialmente nos tipos dos hotéis. Orlando tem muito hotel barato, o que já é ótimo para economizar na viagem, especialmente se você tiver a intenção de só usar o hotel para dormir. Café da manhã no estilo que conhecemos no Brasil não está disponível - o que eles costumam servir são bolinhos doces e sucos industrializados de caixinha. A cidade também reserva opções de hospedagem mais moderadas e luxuosas, como os hotéis presentes no Walt Disney World e no Universal Orlando Resort. O interessante de ficar em um dos complexos é a proximidade com seus parques favoritos e a possibilidade de alguns benefícios que irão otimizar sua visita, como horas extras para se divertir! Uma dica valiosa é que tanto Disney e Universal possuem hotéis que são um excelente custo/benefício - O Pop Century e os três All Star no Walt Disney World e os hotéis Endless Summer no Universal Orlando Resort. Das outras duas vezes que fui à Orlando, fiquei no Disney's All Star Movies, mas era uma realidade diferente da que temos hoje (o dólar era R$ 1,60!). Acredito que, da próxima vez que eu aparecer por lá, como visitante, devo ficar nos hotéis Rosen Inn, Clarion Inn ou em hotéis menores e simples, porém aconchegantes, como o Seralago, Celebration Suites ou o Greenpoint Kissimmee. É importante ver algumas avaliações e fotos na Internet para alinhar com sua expectativa. Porém, para matar a saudades, eu dei uma fugidinha logo nos primeiros dias para matar as saudades do Disney's All Star Movies e para conhecer o Disney's Art of Animation Resort. Personagens no Disney's Art of Animation Resort O condomínio Vista Way fica à beira da I-4, a rodovia federal que corta Orlando. Do outro lado da estrada, ficava o Disney Springs. Para chegar no Walt Disney World era muito rápido, coisa de cinco minutos. Outros pontos que eu conseguia chegar era o Walmart da Turkey Lake Road e os correios. Fazia esses percursos com o ônibus do condomínio. É importante lembrar que Orlando não possui uma rede integrada de transporte público, então o melhor meio de se locomover pela cidade é o carro. O deslocamento via Uber é também uma opção, mas pode se tornar um grande buraco no orçamento. Antes mesmo dos dias de trabalho começarem, abri os trabalhos no SeaWorld Orlando , onde pude conferir a Mako pela primeira vez! Como era dia de semana, o parque estava bem mais vazio que o habitual e dava para sair e entrar da montanha-russa várias vezes. Também pude aproveitar a Journey to Atlantis, que estava fechada das últimas duas vezes. O SeaWorld foi um dos parques que mais aproveitei, especialmente por ser tão pertinho de casa! Valeu a pena conferir os shows dos pets, as mais diversas opções gastronômicas e passar um tempo maior com os animais. Tinha dias que só ia para lá andar na Mako no pôr-do-sol! Mako e Kraken no SeaWorld Quando os dias de trabalho chegaram, eu recebi o Disney Main Entrance Pass, o passe que permite a todos os colaboradores da Disney entrarem de forma gratuita em todos os parques do Walt Disney World. Posso arriscar dizer que esse passe é um dos mais cobiçados do mundo, já que o equivalente à ele, o Disney Annual Passholder Ticket, é o mais caro do setor de parques temáticos. A estratégia que quis adotar ao ter visitas ilimitadas no Walt Disney World foi conhecer todas as atrações dos seis parques do complexo, algo que eu já tinha feito sem querer no SeaWorld. Antes de começar à "caça às atrações", o primeiro lugar em que fui foi o Disney Springs, centro comercial cheio de lojas icônicas e restaurantes, sendo alguns temáticos, outros fast-food e outros puro luxo. Um dos mais emblemáticos restaurantes que fui foi o Rainforest Café, o famoso "restaurante do vulcão". O ambiente é sensacional, com efeitos de chuva, trovoadas, ventania ocorrendo enquanto os pratos são servidos. Sua culinária é típica americana! Pertinho dele, fui também no Earl of Sandwich, um fast-food "premium" muito gostoso. Outro restaurante com temática perfeita foi o T-Rex Café, cheio de dinossauros e clima sinistro de floresta! Como eu amo doces, me esbaldei na loja da Ghirardelli, a "Cacau Show" dos Estados Unidos. Rainforest Café Minha experiência mais marcante dentro do Disney Springs foi o Planet Hollywood, que tinha visitado em seu modo clássico em 2008 e 2012. Agora convertido no modo "The Observatory", o PH tem elementos espaciais e uma cardápio reimaginado com lanches extremamente gostosos e alguns desafiadores! Quando eu e meus amigos queríamos algo menos caro, íamos no D-Luxe Burger, uma típica hamburgueria. Planet Hollywood Das lojas que costumava visitar, as que mais eu entrava era a World of Disney, a maior loja de produtos Disney do mundo, e a LEGO Store, em que os cast members podem ter descontos nos produtos em datas especiais! As outras lojas eram muito boas também, mas eram caras demais para o nosso disneysalário. Dava para encontrar produtos semelhantes nos outlets, que tinham as marcas mais amadas por todos os brasileiros. Foi no Magic Kingdom que eu tive um dos momentos mais surreais de toda 2017 One Little Spark Tour. Num dia de folga qualquer, fui ao reino mágico um pouco tarde, depois do almoço e estava um clima bastante agradável. O parque não estava muito cheio e os meus amigos ainda não haviam chegado para andarmos na Space Mountain. Simplesmente sentei na grama da praça central, em frente ao Castelo, deitei, e fiquei admirando o céu junto com as pessoas que passavam. Era como a Terra tivesse parado naquele momento. Junto comigo, naqueles segundos, existiam milhares de visitantes que corriam e andavam rápido procurando aproveitar as suas 12 horas de um ingresso de mais de 100 dólares. Outros momentos épicos aconteceram, como ficar dentro do Magic Kingdom desde o minuto da abertura até o último minuto com as portas fechadas. Esperei todos os visitantes saírem do parque nos meus últimos dias em Orlando, e é uma experiência única na vida. Só você e o parque. Todas as pessoas que o visitam diariamente fora da li. Um silêncio mágico. Até as chegadas do segurança do "park clear", movimento que verifica se não ficou nenhum visitante dentro do parque, era um dos momentos que mais me senti infinito na vida. O Magic Kingdom foi o parque que deu mais trabalho completar todas as atrações. Foram necessárias visitas e mais visitas. Mas, o objetivo foi cumprido com sucesso! Me meti na Tom Sayer Island, no Enchanted Tales with Belle, na Barnstormer, no Carrossel do Progresso. Ter visto todo o sonho construído de Walter Elias Disney milímetro por milímetro é uma das conquistas que mais guardo com carinho na minha vida! O Disney's Hollywood Studios era um grande canteiro de obras durante meu intercâmbio. As áreas de Star Wars e Toy Story ainda estavam em construção, e sendo assim, dei foco para as minhas atrações favoritas do "parque dos filmes": a fantástica Tower of Terror e a intensa Rock'n'Rollercoaster. Aproveitei também para ver várias sessões do lindíssimo Fantasmic!, e tirar fotos com os personagens mais fofos de todo o resort! Vocês não queiram imaginar minha alegria quando encontrei a Cruz Ramirez, de Carros 3, lá no Hollywood Studios para tirar foto! Ah, todo fim de noite no Hollywood Studios também adorava ver o Disney Movie Magic, um show maravilhoso de projeções, lasers e fogos de artifício mostrando as produções mais poderosas da Disney! Meu parque favorito em Orlando é o Disney's Animal Kingdom , que é dedicado aos mais variados tipos de animais. Desde da minha primeira visita em 2008, eu tinha me apaixonado com o clima do parque, totalmente diferente de qualquer outro parque temático no mundo. O fato de você sempre sentir que está na selva é algo extremamente especial! No Animal Kingdom, eu me sinto como um explorador, e foi nesse clima que fui fazer o Wilderness Explorers, uma caça ao tesouro espalhada pelo parque inteiro. Era para criança? Era! Mas se você ficar se ligando nisso na Disney, você nada aproveita! Eu estava muito animado para fazer no Animal Kingdom o que fiz no Magic Kingdom - explorar cada canto do parque. Com isso, descobri os recintos dos animais asiáticos, fui várias vezes no Kali River Rapids e finalmente peguei o trem para a estação de conservação do Rafiki's Planet Watch, algo que raramente se faz quando você visita Orlando com excursões. Até realizar um antigo sonho fiz: andar na Expedition Everest à noite! SIMPLESMENTE ANIMAL! Só faltou umas tochas com fogo iluminando! Brincadeira. Mas, não faltou iluminação em Pandora - The World of Avatar. Eu demorei alguns minutos para processar tudo que eu estava vendo. Cada centímetro daquela área é de outro mundo, de dia ou de noite. Os detalhes são absurdos, com destaque para a reprodução da fauna e flora vistos no mundo criado por James Cameron. Avatar Flight of Passage é, sem qualquer dúvida, a melhor atração em parque de diversões que já fui na vida. Vários sentimentos passaram por mim durante a experiência nesse simulador, mas a emoção de ver as cenas de Pandora me trazia lágrimas toda hora. Se tornou meu cantinho favorito dentro do Animal Kingdom! Em 2008, eu visitei os dois parques aquáticos do Walt Disney World, mas estava tudo tão cheio que devo ter ido em apenas dois toboáguas em cada parque. Como dessa vez era inverno, aproveitei para pegar tanto o Blizzard Beach quanto o Typhoon Lagoon vazios, me possibilitando explorar todos os toboáguas possíveis. Eu amo o fato do Typhoon Lagoon ser um parque aquático completo e seus toboáguas com certeza são melhores que os do Blizzard Beach, apesar desse último ter o Summit Plummet. Porém, o Typhoon Lagoon não fica para trás com o Miss Adventure Falls e o Humunga Kowabunga. Por conta do clima frio de Janeiro, só consegui ir uma vez em cada parque! Toboáguas no Disney's Blizzard Beach Water Park Toboáguas no Disney's Typhoon Lagoon Water Park Me lembro até hoje do dia que eu esperava que meu local de trabalho no Walt Disney World fosse o Animal Kingdom, especialmente por eu ter enfatizado na minha entrevista que era o meu parque favorito. Entretanto, quando eu vi EPCOT-Future World no sistema, foi uma surpresa ainda maior e melhor do que o Animal Kingdom. O EPCOT sempre havia despertado minha curiosidade, principalmente pelo seu passado glorioso e a quantidade de mudanças que o parque sofreu. Era um parque cheio de conteúdo incrível, algo que só poderia ter vindo da cabeça visionária dos irmãos Disney. O Future World que eu trabalhei hoje não existe mais, pelo menos parcialmente. Em 2022, o EPCOT finalmente terá suas renovações prontas e os capítulos de tudo que vivi no Future World se juntou a sua rica história. Fiz questão de explorar tudo, porque sabia que essas renovações viriam. Cada centímetro da Comunidade Protótipa e Experimental do Amanhã eu entrei, nos dias de trabalho e nos dias de visitante. De todos os lugares do EPCOT, talvez o mais especial de todos seja o pavilhão Imagination!. Essa pavilhão é o único, junto com a Spaceship Earth, que ainda se mantém intacto desde alguns bons anos. Construído para desafiar os limites da imaginação, o pavilhão das duas pirâmides de vidro é lar do Figment, um dragãozinho roxo simpático. Ele é um "figmento" de nossa imaginação, e mascote do EPCOT. Ele é o único personagem criado pela Disney exclusivo para um parque temático, e conquistou milhares de fãs desde 1983. Para quem trabalha no EPCOT, ele é como nosso "chefe" (e não o Mickey Mouse!), e não foi à toa que ele me acompanhou durante todo o intercâmbio. Quando eu era designado para trabalhar no pavilhão da Imaginação, era um dia muito feliz. Não só por ser uma das áreas de trabalho mais tranquilas, mas também por estar sendo parte de umas criações mais icônicas da Disney. Aliás, eram nesses dias que eu mais podia ouvir a música " One Little Spark ", que dá o nome à essa tour, tocando por todos os alto falantes possíveis. "One Little Spark", assim como o Figment, foi criada exclusivamente para um parque temático e seus versos exaltam que todos os sonhos começam a ser criados na nossa imaginação. Nada mais justo do que ela nomear essa tour, não é? O EPCOT também guardava uma das áreas mais incríveis do setor de parques temáticos: o World Showcase. Constituído de 11 pavilhões representando 11 países, era um dos meus passeios favoritos pré-trabalho. A maioria das vezes eu chegava mais cedo no parque só para poder aproveitar tudo que cada país tinha a oferecer. Inclusive, o World Showcase guarda três aventuras, uma "oficial" e outras duas "não oficiais". A oficial, é uma atração BEM legal do parque é o World Showcase Adventure, uma caça ao tesouro pelos 11 pavilhões que você pode ganhar brindes, e além disso é uma boa chance para você carimbar o seu passaporte do EPCOT! Lagoa do World Showcase no EPCOT As outras duas "não oficiais" é um desafio que o próprio EPCOT impulsiona você: o "Eating Around the World", em que você tem que comer uma comida diferente de cada país", e o "Drinking Around the World", em que você tem que beber um drink de cada país. Como eu amo comer (taurino de verdade), fiz o Eating Around the World com o maior prazer do mundo! Mais do que um desafio, foi um grande ensinamento cultural e gastronômico. O "Drinking" eu deixei para próxima por motivos de dinheiro mesmo (cada drink é bem puxadinho o preço). A melhor coisa de encerrar meus dias no EPCOT era ver a exibição do IllumiNations: Reflections of Earth, o show mais épico feito pela Disney. Na minha última vez assistindo, eu simplesmente não parava de chorar. Era uma mistura de sentimentos absurda! Agora, aquele momento, junto com o IllumiNations, está escrito em mais um livro de memórias. Em 2021, o show foi substituído pelo Harmonious. Montanhas-russas! Mais montanhas-russas! Por mais que eu tivesse todas as maravilhas do Walt Disney World aos meus pés, o que faz pulsar minhas veias mesmo é montanha-russa. Como o passe do SeaWorld me dava direito também ao Busch Gardens, era certo que na maioria dos dias de folga eu estava pontualmente às 09:15 em frente ao Old Town, em Kissimmee, para pegar o ônibus shuttle de Orlando. Ao chegar no Busch Gardens, meu coração turbinava, ganhava vida, fazendo meu corpo encher de energia para eu encarar as 8 montanhas-russas. Cheetah Hunt no Busch Gardens Falcon's Fury no Busch Gardens Tampa O Busch Gardens Tampa Bay foi o meu parque favorito durante muito tempo, mas ainda mantém o meu coração na região da Flórida Central. O clima africano, continente que admiro muito e sonho conhecer, as montanhas-russas, os centros de conservação animal, e as outras atrações são, para mim, a combinação perfeita. Era difícil para onde ir primeiro: Kumba, Montu, Sheikra, Cheetah Hunt, Scorpion, Cobra's Curse... Eu sei que eu não parava. Fazia a queda da Sheikra milhares de vezes, ficava tonto com os loopings absurdos da Montu, rodopiava na Cobra's Curse e vivia o fantástico com a velocidade da Cheetah Hunt. Que parque, meus amigos! Montu no Busch Gardens Cobra's Curse no Busch Gardens O passe anual da Universal veio tarde, muito por conta da demanda que o Walt Disney World trazia para os meus dias de folga (são muitas atrações para conhecer!), mas veio. No Universal Studios , tive a honra de participar do último A Celebration of Harry Potter, que contava com a participação de atores do filme, cenários especiais, e brindes MUITO legais, como pins exclusivos. Confesso que esqueci um pouco do restante do parque e fiquei focado todas as minhas visitas no Beco Diagonal, explorando todos os cantos e lojas da mais nova criação do Wizarding World of Harry Potter. Mas, mesmo assim, não deixei de dar umas voltinhas na Rockit, Múmia e Transformers! Convenção de Harry Potter no Universal Studios Já no Islands of Adventure , foi um pouco diferente. Não parava por nenhum segundo dentro do parque. Fui em tudo que eu não conseguia ir por estar com excursões. Explorei a área do Dr. Seuss, fui nos brinquedos de criança MESMO, e me esbaldei de rir no Cat in the Hat. Comi no lendário Mythos, o restaurante mais premiado do mundo de um parque temático, me acabei de ir na Harry Potter and the Forbidden Journey, visitei o reino do King Kong, venci o frio para repetir os refrescantes Ripsaw Falls e Bilge-Rat Barges, e claro - não me cansei nunca de ficar saindo e entrando da The Incredible Hulk Coaster! Eu e minha amiga Giovanna na Hulk do Islands of Adventure Eu sou fascinado por LEGO. Fascinado acho que é pouco. EU AMO LEGO! Ficar montando aquelas milhares de pecinhas para surgir algo incrível é um dos meus passatempos favoritos. Claro que a loja que tem no Disney Springs foi pequena demais para mim. Quando eu vi que a maior Legoland do mundo havia inaugurado em Orlando, eu fui, mesmo sendo um parque para criança. Me diverti a beça! Algumas atrações eram sim, somente para crianças, mas a maioria todo mundo poderia se divertir. Teve montanhas-russas, simuladores, brinquedos radicais e familiares... A Legoland é top para todas as idades! Ainda pude conferir os lindos jardins Cypress Gardens, com uma figueira-de-bengala centenária! Ah, e a loja da Legoland é 5x maior que a do Disney Springs! Coastersaurus no Legoland Orlando também tem vários outros parques de diversões menores que ficam espalhados ao longo da I-4 e da International Drive. Quando eu estava lá em 2017, o ICON Park somente tinha a roda-gigante ICON, que não achei que tinha um valor tão amigável para uma roda-gigante. Porém, existiam dois parques que há muito tempo eu já queria ir: o Fun Spot de Orlando e o de Kissimmee. São parques pequenos, mas que têm atrações radicais MUITO legais. Não acredita em mim? O que acha de pular do Skycoaster (simulador de bungee-jumping) a mais de 91 metros de altura? Ou então andar numa montanha-russa de madeira super rápida e completamente ejetora? Tive um dos momentos mais legais da minha vida quando tive a oportunidade de ir sozinho no trem da Mine Blower e apesar de ter passado um pouco de medo no Skycoaster, pulei com tudo. Gritava MUITO, mas era um grito de liberdade. Mine Blower no Fun Spot Kissimmee Freedom Flyer no Fun Spot Orlando Outros momentos legais da jornada como morador de Orlando por três meses foi poder explorar alguns lugares legais com mais calma, como por exemplo o centro da cidade. Por lá, foi onde eu tive a honra de estar presente nos shows da turnê do After Laughter do Paramore e da turnê Witness da Katy Perry. Queria muito ter visto algum jogo do Orlando Magic, mas infelizmente nenhum jogo bateu com minha rotina de trabalho (eu sempre pegava o turno noturno). Por falar em show, foi no Hard Rock Café da Universal que tive um momento absurdo de lindo: ver uma das minhas bandas favoritas, The Killers, pela primeira vez de pertinho. Witness Tour da Katy Perry After Laughter Tour do Paramore Wonderful Wonderful Tour do The Killers Morar em Orlando é o sonho de muitas pessoas, ainda mais para alguém que ama parques de diversão como eu. Tudo por ali gira em torno das montanhas-russas, da magia, da alegria e dos sonhos. Do momento que você chega no aeroporto até o momento que você chega no portão de um parque temático. Confesso que tive dificuldades de adaptação, principalmente pela falta de transporte público. Onde eu moro, em Niterói, costumo fazer tudo da minha vida andando de ônibus ou quando vou ao Rio de Janeiro, de metrô, e depender de Uber a todo momento foi algo completamente surreal. Foi um gasto que virou uma bola de neve e de fato, eu não estava preparado financeiramente para isso. Além disso, para um brasileiro (eu) comer naquela cidade pode ser bastante complicado. Eu tive que recorrer ao mercado brasileiro porque eu já estava entrando em processo de envenenamento (exagero, mas real) com a comida barata estadunidense. Tudo é muito artificial, sem gosto algum. Para comprar comida melhor, eu tinha que gastar um dinheiro que não podia. Mas, tendo um carro e morando em um condomínio legal, morar na Flórida é como um paraíso: o clima é legal, você pode encontrar pessoas do mundo todo, e você tem tudo que uma grande cidade pode oferecer: cinemas, shows, jogos de basquete e futebol, restaurantes icônicos, boates, um litoral com praias lindas pertinho e claro, parques temáticos de qualidade inegável. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_e9e610229fa94af1ba02d72de3af350e/720p/mp4/file.mp4 É quase como você se estivesse entrando na realidade perfeita e quando sai de lá, é como se tudo perdesse o brilho instantaneamente. Apesar do alto custo de vida para poder viver bem, Orlando guarda mais pontos positivos do que negativos. Algumas eu sinto saudades até hoje, outras não. Acredito que toda cidade possa ser assim, ou estou errado? A volta para o Brasil foi tranquila, mas confesso que até hoje sinto saudades da minha rotina de ir para os parques temáticos nos meus dias de folga. Não tem como não ter, né? Eu lembro de tudo ainda como se fosse ontem, de tão épico que foi. Eu não faço ideia se algum dia eu irei experimentar uma rotina como essa de novo, mas custa apenas uma pequena faísca para imaginar, certo? << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Roteiro de road trip pela Rota 66: parques de diversões, Las Vegas e Califórnia de Chicago a Los Angeles
Descubra um roteiro completo de road trip pela Rota 66, passando por parques de diversões, montanhas-russas icônicas, Las Vegas, Grand Canyon, Califórnia e Los Angeles, com dicas, experiências e atrações imperdíveis do trajeto. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! PERCORRI A ROTA 66 DOS SONHOS ENTRE PARQUES, DESERTOS E MAIS DE 70 MONTANHAS-RUSSAS Essa road trip pela Rota 66 não foi apenas uma viagem — foi um divisor de águas na minha vida. Foi olhar para o menino que cresceu sonhando com parques, estradas infinitas e montanhas-russas gigantes, e finalmente dizer: eu consegui. Cruzar os Estados Unidos de carro, ver paisagens que parecem irreais, sair de rodovias vazias no meio do deserto e dar de cara com cidades iluminadas como Las Vegas, foi emocionante em um nível difícil de colocar em palavras. Cada parque visitado, cada atração encarada, cada frio na barriga antes da primeira queda carregava anos de sonho, espera e vontade. Foram dias intensos, cansativos e absolutamente inesquecíveis. Essa viagem me ensinou que ir atrás dos próprios sonhos vale cada esforço — e que a estrada sempre guarda algo extraordinário para quem se permite seguir em frente. 🎢 O Six Flags Great America foi pensado desde o início para receber montanhas-russas de grande porte! 🎠 O Lagoon abriga uma montanha-russa de madeira de 1921 que ainda opera, sendo mais antiga que qualquer parque da Disney! 🎡 Alguns cânions da região têm rochas com quase 2 bilhões de anos, tornando a paisagem uma das mais antigas e impressionantes do planeta! 🎢 A Disneyland é o único parque da Disney que Walt Disney realmente caminhou e supervisionou pessoalmente! 🎠 Criada em 1926, a Rota 66 virou símbolo máximo da road trip americana, conectando cidades que só existem graças a ela! 🎡 O Silver Dollar City usa o relevo natural das montanhas de Ozark de forma extrema, com montanhas-russas como a Outlaw Run o acompanhando! roteiro 1) Chegada em Cleveland 📷 Onde fui: passeio pelo centro de Cleveland: West Side Market / Cleveland Public Square / Rock & Roll Hall of Fame / Edgewater Beach + ida à Sandusky 2) Cedar Point 3) Trajeto de Sandusky à Muskegon / Michigan's Adventure / Trajeto de Muskegon à Chicago 4) Six Flags Great America 5) Indiana Beach / Tarde em Chicago 📷 Onde fui: Navy Pier / Riverwalk / Millennium Park / Magnificent Mile 6) Trajeto de Chicago à Wisconsin Dells / Mt. Olympus Theme & Water Park 7) Trajeto de Wisconsin Dells à Minneapolis / Nickelodeon Universe no Mall of America 📷 Onde fui: Mall of America 8) Valleyfair 9) Trajeto de Minneapolis à Des Moines / Lost Island 10) Adventureland 11) Trajeto de Des Moines à Kansas City / Worlds of Fun 12) Trajeto de Kansas City à St. Louis / Six Flags St. Louis 13) Trajeto de St. Louis à Branson / Fantastic Caverns + passeio de trem em Branson 📷 Onde fui: Fantastic Caverns / Bass Pro Shops Headquarters em Springfield / Passeio de trem em Branson / The Branson Coaster / Branson Mountain Adventure Park 14) Silver Dollar City 15) Trajeto de Branson à Hot Springs / Magic Springs 16) Trajeto de Hot Springs à Oklahoma City / Six Flags Frontier City 17) Voo de Oklahoma City à Denver / Elitch Gardens 18) Trajeto de Denver à Glenwood / Glenwood Caverns Adventure Park 📷 Onde fui: Vail 19) Trajeto de Glenwood à Moab / Parque Nacional dos Arcos 20) Parque Nacional Canyonlands / Trajeto de Moab à Salt Lake City 📷 Onde fui: Outlets at Traverse Mountain 21) Lagoon 📷 Onde fui: Great Salt Lake 22) Trajeto de Salt Lake City à Las Vegas / Parque Nacional Zion 23) Dia na Rota 66 / The STRAT 📷 Onde fui: Seligman / Grand Canyon West 24) Dia para explorar Las Vegas / Adventuredome 25) Trajeto de Las Vegas à Los Angeles / Píer de Santa Mônica 📷 Onde fui: Cidade fantasma de Calico / Museu do McDonald's em San Bernardino 26) SeaWorld San Diego + Belmont Park 27) Disneyland 28) Disney California Adventure 29) Six Flags Magic Mountain 30) Universal Studios Hollywood 31) Knott’s Berry Farm 32) Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Ida e volta: Rio de Janeiro (GIG)-Cleveland (CLE) Los Angeles (LAX)-Rio de Janeiro (GIG) via American Airlines USD 785 BRL 4.305 Oklahoma City (OKC)-Denver (DEN) via Southwest USD 146 BRL 805 Aluguel de carro 🚗 Trecho 1: Cleveland-Oklahoma City 15 dias USD 1.225 BRL 6.731,00 via Rentcars (locadora: Budget) Preço por pessoa: USD 410 | BRL 2.245,00 (dividido por 3) Trecho 2: Denver-Los Angeles 15 dias USD 1.606 BRL 8.835,10 via Rentcars (locadora: Hertz) Preço por pessoa: USD 535 | R$ 2.945,00 (dividido por 3) GASTOS DE HOSPEDAGEM Preços por pessoa (dividido por 3) 1) Sandusky: Super 8 by Wyndham Sandusky USD 62 | BRL 345 3 noites 2) Chicago: Motel 6-Hammond, IN - Chicago Area USD 77 | BRL 425 3 noites 3) Wisconsin Dells: Super 8 by Wyndham Wisconsin Dells USD 30 | BRL 163 1 noites 4) Minneapolis: Super 8 by Wyndham Chaska USD 54 | BRL 300 2 noites 5) Des Moines: Adventureland Inn USD 74 | BRL 410 2 noites 6) Kansas City: Super 8 by Wyndham Kansas City USD 44 | BRL 245 1 noite 7) St. Louis: Super 8 by Wyndham Rolla USD 30 | BRL 162 1 noite 8) Branson: Spinning Wheel Inn USD 42 | BRL 235 2 noites 9) Hot Springs: Rodeway Inn Hot Springs National Park Area USD 32 | BRL 175 1 noite 10) Oklahoma City: Ramada by Wyndham Oklahoma City Airport North USD 20 | BRL 100 1 noite 11) Denver: Motel 6- Denver, CO Downtown USD 30 | BRL 165 1 noite 12) Glenwood: Glenwood Springs Cedar Lodge USD 65 | BRL 350 1 noite 13) Moab: Glenwood Springs Cedar Lodge USD 62 | BRL 345 1 noite 14) Salt Lake City: Super 8 by Wyndham Woods Cross - Salt Lake City North USD 45 | BRL 245 2 noites 15) Las Vegas: Circus Circus Hotel & Casino USD 65 | BRL 350 3 noites 16) Los Angeles: Days Inn & Suites by Wyndham Anaheim At Disneyland Park USD 160 | BRL 870 7 noites GASTOS DE INGRESSOS Passe Platinum da Cedar Fair: USD 285 | BRL1.560 Sunrise Thrills VIP Tour no Cedar Point: USD 195 | BR 1.070 Passe Diamond da Six Flags: USD 169 | BRL 930 Indiana Beach: USD 33 | BRL 186 Nickelodeon Universe: USD 48 | BRL 265 Mt. Olympus: USD 10 | BRL 55 Lost Island: USD 45 | BRL 250 Adventureland: USD 46 | BRL 230 Silver Dollar City: USD 88 | BRL 485 Fantastic Caverns: USD 29 | BRL 160 Runaway Coaster: USD 18 | BRL 100 Magic Springs: USD 49 | BRL 270 Elitch Gardens: USD 53 | BRL 295,00 Glenwood Caverns: USD 64 | BRL 355 Lagoon: USD 81 | BRL 450 The STRAT: USD 40 | BRL 220 Adventuredome: USD 63 | BRL 350 High Roller c/ Open Bar: USD 68 | BRL 375 Montanha-russa do New York-New York: USD 22 | BRL 122 Disneyland Resort (2 dias): USD 350 | BRL 1.925 Universal Studios Hollywood: USD 135 | BRL 740 Early Ticket Super Nintendo World: USD 35 | BRL 192,50 SeaWorld San Diego: USD 90 | BRL 495 GASTOS EM VIAGEM Comida: USD 1.000,00 | BRL 5.500,00 Compras: USD 500 | BRL 1.500,00 Pedágios/Gasolina: USD 300 | BRL 1.650 CUSTO TOTAL BRL 36.212 USD 6.584 Cleveland | Sandusky | Chicago | Wisconsin Dells | Minneapolis | Des Moines | Kansas City | St. Louis | Branson | Hot Springs | Oklahoma City | Denver | Glenwood Springs | Moab | Salt Lake City | Las Vegas | Los Angeles 31 de mai. de 2023 Olá, parqueiro! Caso queira pular a introdução, pode ir direto para cada parte específica da viagem Grandes Lagos Florestas Cânions Los Angeles Ah, os anos 70 e 80… saudades do que eu não vivi. O surgimento das tecnologias, dos eletrônicos, da música eletrônica dançante, da consolidação do entretenimento de shoppings, fliperamas, ringues de patinação e… parques temáticos. Por toda a América do Norte, os parques inauguraram suas primeiras montanhas-russas de grandíssimo porte, muito altas, muito longas, ou até mesmo com muitos elementos que te fazem virar de cabeça para baixo. Ah, o auge da televisão à cores, uma novidade incrível, ver filmes em videocassetes, e pegar a estrada em busca do desconhecido… Há alguns anos atrás, no início da década de 1920, nos Estados Unidos, uma estrada em particular ganhou a atenção não só dos estadunidenses, mas do mundo, pela ousadia em atravessar o país passando por 4 biomas diferentes (lagos, florestas, cânions e praia), e acompanhando as formas da natureza: serras, desfiladeiros, rios, morros… Uma estrada cheia de curvas, pontes, faixas largas, faixas pequenas… Era o sonho de todo estadunidense (e de fato, de qualquer pessoa apaixonada por viajar) atravessar a Rota 66 e conquistar o oeste mais uma vez. O número de parques no Oeste dos Estados Unidos é menor que no Leste, mas grandes cenários se fazem presentes, como o Grand Canyon e o Grande Lago Salgado Porém, no meio dos anos 70, a Rota 66 foi desativada para dar lugar à Interestadual 40, uma autoestrada de faixas muito mais largas, e atropelando qualquer formação geológica que viesse pela frente para ser uma linha reta perfeita. O tempo de viagem foi reduzido de uma forma incrível e o tráfego para o oeste mais do que quadruplicou. Com isso, cidades à beira da Rota 66 foram abandonadas, virando cidades fantasmas em uma rapidez tão significativa quanto às velocidades máximas dos carros na Interestadual 40. No auge dos anos 80, a Rota 66 virou um símbolo nostálgico de viajantes do mundo todo, que queriam conhecer o que sobrou da antiga estrada que era uma epopeia de viagem para os estadunidenses. As poucas cidades que restaram se tornaram museus a céu aberto, e muitas outras estruturas foram abandonadas. A realidade de cidades maiores, como Chicago, St. Louis e Los Angeles não definharam, muito pelo contrário, já que a Rota 66 havia sido fundamental para trazer o progresso a esses lugares no passado. O imaginário da Rota 66 consolidado nos anos 1980 representar a liberdade de viajar e desbravar o mundo em uma estrada continua até os dias de hoje, inspirando souvenirs, rotas malucas (como essa que você está lendo) e até mesmo, filmes e músicas. Grande parte desse imaginário se deve aos diferentes cenários em que a Rota 66 passou, sendo os cânions os mais emblemáticos. Quando criança, o filme me marcou Spirit - O Corcel Indomável , me marcou demais pela sua história, mas também muito pelo seu visual, que se passa em dois dos biomas da Rota 66: as florestas e os cânions. Como a principal mensagem do filme é sobre liberdade, e a criança que assistia era totalmente presa de um apartamento, Spirit se tornou para mim uma meta de vida: ser tão livre quanto aquele cavalo e sentir isso vendo os cânions passarem nos meus olhos. Algo que ficou na minha cabeça desde o lançamento do filme, em 2002. https://www.youtube.com/watch?v=-vGpe_8XiNk Dito isso, chega aos cinemas, em 2006, Carros , que explodiu de vez a vontade de viajar pela Rota 66 no mundo todo (e em mim). A The Walt Disney Pictures foi até uma das cidades da Rota 66 original, Seligman, e baseada em uma entrevista da pessoa mais velha da cidade, redigiu todo o roteiro do filme e criou a cidade de Radiator Springs. Carros me emocionou de uma forma absurda, especialmente pela história de recuperação da cidade e pela amizade de Relâmpago McQueen e Matt. Até hoje, é o filme que mais assisti na vida, ultrapassando 70 vezes, e cada vez que eu via Carros, eu pensava: eu definitivamente preciso estar nesse lugar. Sinto que pertenço à ele. https://www.youtube.com/watch?v=0I1x9ew1OZU Além disso, toda estética dos anos 80 havia me encantado a partir do momento que comecei a assistir Stranger Things. Era quase como se eu pudesse viver os anos 80 mesmo estando anos à frente. Para completar, conheci uma banda chamada The Midnight , que faz músicas nos melhores gêneros eletrônicos dos anos 80, o synthpop e o synthwave. Eu procurei muitos nomes para poder dar à essa viagem, com “Get Your Kicks” da música Route 66 da banda the King Cole Trio e “Born to be Wild” da música da banda Steppenwolf. Porém, quando eu ouvi a música Heartbeat do The Midnight, eu sabia que essa música traduziria tudo que eu escrevi sobre até agora: aventura, emoção, liberdade, estrada, viajar. Foi o casamento perfeito. https://www.youtube.com/watch?v=mcnqKWkZ9x4 Depois de visitar os parques da Costa Leste e do Texas nos Estados Unidos, chegou o momento de eu conquistar o oeste. Juntei dois amigos para viver esse sonho junto comigo, e começamos a planejar dois anos antes como seria nossa viagem pela Rota 66. Fizemos algumas modificações no trajeto original da estrada para absorver a maior quantidade de parques possíveis. Iríamos sair de Cleveland, chegar até Chicago, ponto de início da Rota 66, e seguir de carro até Los Angeles, onde o fim fica no píer de Santa Mônica em Los Angeles. Contabilizamos 25 parques, 17 cidades e um percurso de mais de 8000 km que seriam rodados. Como diria Relâmpago McQueen, "Califórnia, aí vamos nós!" Parece que quanto mais o tempo passava, mais devagar ele ficava. A ansiedade estava cada vez mais alta, até que chegou o momento do embarque para Cleveland. A mala estava abarrotada de coisas - a minha empolgação era tanta, que eu perdi completamente a mão e levei muito mais coisas do que eu precisava! Normalmente, para 30 dias, eu levo 25 camisetas, e algumas eu lavo durante a viagem. Dessa vez, eu tinha posto mais de 40 camisetas, fora pares de tênis… Definitivamente não preciso disso tudo. Quando viajamos pela estrada, o que menos precisamos é nos preocupar com a roupa! Além dos parques que decidimos ir, vimos que tinha muito a fazer no caminho, o que levou a gente a separar alguns dias para poder entrar nos parques nacionais de cânions, curtir as cavernas das florestas, e as atividades loucas de Las Vegas, por exemplo. Mesmo assim, não foi o suficiente. A Rota 66 tem muito a se fazer, e quando eu vi, eu já estava planejando outra viagem para lá. Respirei fundo e me concentrei no que estava por vir, especialmente porque já no segundo dia de viagem, eu ia começar realizando um sonho que ficou preso em 2021, quando tentei fazer o tour de bastidores do Cedar Point e foi cancelado no último minuto. Com todos os documentos prontos e impressos, estávamos no avião indo em direção à mãe de todas as estradas. Parte I: Grandes Lagos Logo após chegarmos em Cleveland , fomos explorar o centro da cidade para comer alguma coisa antes de partir para Sandusky. Eu não sei o que acontece com esses centros de cidade estadunidense do interior, mas todos são vazios. Fomos encontrar em um shopping da cidade um restaurante mexicano que nos serviu muito bem para primeira refeição e depois fomos passear nas lojas ali perto, onde encontramos o West Side Market, que funciona como o “mercado municipal da cidade” e fizemos um estoque de framboesas, frutas muito populares nos Estados Unidos. Ainda passeamos pelo Edgewater Park para sentir a brisa do grande lago Erie e seguimos para Sandusky. Chegando lá, aproveitamos para fazer as tradicionais primeiras compras da viagem no Walmart, como nossas bebidas favoritas, muitas garrafas de água, lanches para estrada e itens pessoais e de higiene, como panos anti-estática para secadora de roupas, sabão em pó para a lavadora e um spray maravilhoso que ao passar na roupa e passar as mãos por cima, fica como se fosse (quase) passada por um ferro! O dia seguinte foi no Cedar Point , um dos meus parques favoritos. Essa era a minha quarta visita no parque, e a melhor de todas. Para começar, consegui realizar um sonho preso em 2021, que é realizar o Sunrise Thrills Vip Tour, um tour de backstage nas principais montanhas-russas do parque, incluindo minha amada Maverick. O tour termina em um momento épico: subimos no topo da Valravn e vimos o dia amanhecer no Cedar Point - completamente inesquecível. Depois, era só aproveitar o dia em um dos melhores parques temáticos dos Estados Unidos com suas 17 montanhas-russas e mais de 80 atrações espalhadas por uma linda península em cima do Lago Erie. Aproveitamos até o último minuto, e destaco as atrações Millennium Force, uma giga montanha-russa com mais de 90 metros de altura; a Steel Vengeance, a maior montanha-russa híbrida do mundo; e a Maverick, uma montanha-russa de múltiplos lançamentos com quedas e curvas radicais e altos índices de emoção. Como sou um doido por montanhas-russas e gosto de visitar todos os parques possíveis, especialmente se eles tem em seu quadro de atrações uma montanha-russa super bem conceituada, eu e meu amigos viajamos para até o interior do Michigan, perto da cidade de Grand Rapids, em um percurso de quase 4 horas desde Sandusky. Nosso destino foi o Michigan’s Adventure , um parque de diversões do interior dos Estados Unidos com parque aquático anexado, e 7 montanhas-russas, entre elas a Shivering Timbers, uma montanha-russa de madeira gigantesca com mais de 15 pontos em que você levita do banco tamanha a força da gravidade negativa! Foi uma ótima parada no caminho de Sandusky até Chicago, especialmente porque o parque é extremamente tranquilo de visitar, além de ter sido super relaxante ir nos brinquedos aquáticos, andar nas outras ótimas montanhas-russas de madeira, como a Wolverine Wildcat, que tem trilhos híbridos (ora de madeira, e ora de aço) e curtir uma diversão vintage em brinquedos do século XX. Quando chegamos em Chicago , à noite, me senti infinito (como diria os personagens de As Vantagens de Ser Invisível)! Ver a cidade cintilando, fora a similaridade com Gotham City, do universo do Batman que tanto amo, pulsou meu coração de tal forma que me fez ter a vontade de explorar Chicago pela madrugada adentro. Mas, como isso não é recomendado, me contentei em deixar meus olhinhos brilharem com uma das melhores cidades dos Estados Unidos para se viver. Não resistimos e paramos no Five Guys à beira do Grant Park para comprar um combão de sanduíche e batata-frita e ver o lago Michigan refletindo as luzes da cidade. No dia seguinte, fomos extremamente animados para o Six Flags Great America , um dos melhores Six Flags que existem! Muito organizado, limpo e conservado, o Great America tem uma das maiores coleções de montanhas-russas de todos os Six Flags (são 15!) e também uma das melhores! O grande destaque por lá é a Maxx Force, uma montanha-russa de lançamento de ar comprimido e que é o mais forte do mundo, saindo de 0 a 125 km/h em apenas 1,8 segundos; a hiper montanha-russa Raging Bull e a montanha-russa híbrida Goliath. Passamos o dia inteiro no Six Flags, chegando completamente mortos (porém, em êxtase) no hotel. Para chegar no próximo parque, saímos de Chicago e dirigimos aproximadamente uma hora e trinta minutos pelos milharais e pastos do estado de Indiana. Chegamos em uma cidadezinha chamada Monticello, localizada à beira de um rio, e onde o principal programa de diversão deles (e das cidades ao redor) é o Indiana Beach , um parque de diversões histórico que funciona desde 1926. O charme do Indiana Beach é que o parque parece preso no século XX, com brinquedos nostálgicos e montanhas-russas de madeira que lembram os parques de píeres famosos por começarem a era moderna dos parques de diversão. Suas atrações são ótimas, a começar pela Steel Hawg, uma montanha-russa de aço completamente contorcido em que as manobras são completamente doidas; a Lost Coaster of Superstition Mountain, uma atração maluca em que o trem é uma jaula e você tem uma subida de elevador; e o Dr. Frankenstein's Castle, um labirinto de terror completamente no escuro que não tem monstros, mas em compensação, tem um monte de cenários feitos propositalmente para te dar susto e te fazer perder a orientação lá dentro. Ficamos 15 minutos até achar a saída! Como a visita ao Indiana Beach não demorou mais do que 4 horas, voltamos para Chicago para ir no Navy Pier, e no caminho, vimos uma infinidade de fãs da Taylor Swift prontos para entrarem no show da loirinha. Infelizmente, tentamos de tudo para comprar o ingresso, até entrar na fila que abria minutos antes do show, mas não conseguimos entrar. Chegamos no Navy Pier totalmente cabisbaixos, mas as brisas incríveis do lago Michigan e a beleza do Navy Pier foram tamanhas, que rapidinho melhoramos um pouco nosso humor. Infelizmente, a principal atração do Navy Pier, a roda-gigante, é bem cara, custando 18 dólares. Deixamos passar, e fomos curtir a atmosfera sensacional de Chicago, se perdendo pelas ruas da cidade e caminhando pela incrível Riverwalk. Fiquei impressionado com o quanto Chicago é vibrante, sendo uma cidade completamente viva, totalmente diferente da maior parte das cidades grandes do interior dos Estados Unidos, como Cleveland. A Magnificent Mile tem todas as lojas que você imaginar, mas o que chama a atenção mesmo é o Millennium Park e seu famoso “feijão”, que na verdade, é uma nuvem, com o nome original “Cloud Gate”. Milhares de pessoas passam por ali para tirar foto, e depois de conseguirmos a nossa, fomos ansiosos para um poste no início da East Adams Street, em frente ao Art Institute of Chicago. Ali, temos uma placa indicando o início da antiga Rota 66. Era quase como se a placa pudesse falar: “se preparem para as aventuras que virão!”. Quando amanheceu, já estávamos na estrada de novo em direção à Wisconsin Dells, uma cidade turística cheia de parques aquáticos (não tão incríveis quanto os nossos do Brasil, e de mais precisamente, Caldas Novas). Mas, não eram os toboáguas que nos interessavam, e sim, as montanhas-russas de madeira do Mt. Olympus , uma combinação de templo grego, parque aquático, circuito de kart, e parque de diversões. Sua principal atração é a Hades 360º, uma montanha-russa de madeira gigantesca com uma inversão sensacional. Infelizmente, ela é bem agressiva, tamanha a radicalidade que seu percurso oferece (o nome foi muito bem escolhido)! Saí quebrado, mas felizmente as outras montanhas-russas, Zeus, Pegasus e Cyclops, eram ótimas e muito divertidas. Recentemente, o Mt. Olympus tinha ganhado fama mundial por ter o primeiro toboágua de roda-gigante do mundo, e posso falar com todas as letras que o Medusa’s SlideWheel foi o ponto alto do nosso dia! O toboágua é simplesmente genial, e a bóia, quando entra na roda, fica indo e voltando a depender dos giros que a atração dá. Fomos diversas vezes! Ao sair do parque, vimos várias atrações de pega-turista na cidade, como museus interativos e restaurantes com shows, porém o que nos chamou a atenção foi a quantidade de labirintos de terror! Queríamos muito ter ido em um, porém, todos os horários já estavam esgotados… Fica a dica para a próxima vez, né? Paramos depois em uma loja especial da Deny’s, que tem uma arquitetura e uma vibe completamente dos anos 70, exaltando todo o espírito da Rota 66. À noite, ficou tudo iluminado com neons vermelhos e eu jurava que eu estava em Hawkins, cidade de Stranger Things. Uma experiência sensacional e inesquecível. Viver um momento assim tão longe da realidade que tenho no Brasil enche meu coração de alegria! Pegamos mais 3 horas e 30 minutos de estrada até Minneapolis, onde fica um dos maiores shoppings dos Estados Unidos: o Mall of America. Dentro dele, ficam todas as lojas possíveis e imagináveis de se ver num shopping por lá, mas o que mais nos interessava era o Nickelodeon Universe , o primeiro parque temático dedicado aos desenhos da Nickelodeon. O Nick Universe de Minneapolis é menor que o de Nova York, mas nem por isso menos interessante. Seu destaque principal é a montanha-russa do Bob Esponja: a SpongeBob SquarePants Rock Bottom Plunge, com queda de 97º e que fica duas vezes de cabeça para baixo! Além disso, temos montanha-russa dos Padrinhos Mágicos, em que os carrinhos giram em torno do próprio eixo (como as loucuras do desenho) e a montanha-russa do Avatar, que é em formato de U e que você tem a experiência de ficar como se fosse um skatista dobrador de ar! O parque tem atrações para toda família, e é claro, que tem muitas para crianças. Tem atração da Dora, da Patrulha Canina, dos Anjinhos, dos Backyardigans… e por aí vai! O último parque da primeira parte da viagem foi o Valleyfair , também em Minneapolis. No dia que fomos, tinha uma mega excursão escolar, porém conseguimos aproveitar todos os brinquedos perfeitamente. Seus principais destaques são a incrível Wild Thing, uma hiper montanha-russa de 63 metros de altura e muitos pontos radicais em que você levanta do banco; a excelente Renegade, uma montanha-russa de madeira que não é muito alta, mas tem curvas em altíssima velocidade que te fazem se sentir numa perseguição emocionante; e a Excalibur, a primeira montanha-russa híbrida da era moderna! Além disso, tivemos uma grata surpresa: a Steel Venom, uma montanha-russa de lançamento e invertida em estilo bumerangue, tinha um dispositivo especial que fazia o trem parar em uma de suas torres antes de cair de novo para estação - nos deu um enorme frio na barriga! Parte II: Florestas Saindo da região dos Grandes Lagos, pegamos o carro direto para as florestas do interior oeste dos Estados Unidos. Nessa região, quase todos os parques foram construídos no meio de árvores, dando a impressão que estamos isolados na floresta andando de montanha-russa. Depois de 3 horas e 30 minutos de viagem até Waterloo, no estado de Iowa, chegamos ao Lost Island , um dos mais novos parques temáticos dos Estados Unidos. Sua concepção temática lembra muito o Terra Encantada, tendo história e personagens próprios. Seu destaque é o premiado brinquedo de tiro-ao-alvo de alta tecnologia Volkanu: Quest for the Golden Idol; a montanha-russa de lançamento Matugani, que oferece uma experiência incrível através de loops compactos e alta intensidade; a torre de queda livre Skyborne, que parece que você está no topo do céu; e o splash Yuta Falls, com duas muitíssimo refrescantes. Tivemos um dos dias mais divertidos da viagem no Lost Island! Logo depois, pegamos o carro novamente e seguimos até Des Moines, capital e cidade mais populosa de Iowa, e lar do Adventureland , um parque temático que conseguiu ser algo como a “Disneyland do interior”, tendo uma entrada muito semelhante ao parque de Walt Disney e um quadro de atrações mais voltado à experiências familiares e infantis. Porém, o Adventureland ofereceu para nós uma das melhores montanhas-russas da viagem: a Monster, uma besta de aço com uma queda de 101°, indo a mais de 100 km/h e ficando 5 vezes de cabeça para baixo! Além dela, o parque tem a Dragon Slayer, uma montanha-russa em que o assento dá cambalhotas e a ótima dupla de montanhas-russas de madeira Outlaw e Tornado. Fizemos uma viagem dentro da viagem ao seguir para o Worlds of Fun , um parque temático em que o seu tema principal é a volta ao mundo em 80 dias de Júlio Verne. Tivemos um ótimo dia lá dentro, curtindo atrações da mais alta qualidade, como a Zambezi Zinger, uma montanha-russa híbrida de madeira e aço com uma subida em espiral; a Mamba, uma hiper montanha-russa com velocidades absurdas e colinas que nos fazem sair do banco; a Prowler, considerada uma das melhores montanhas-russas de madeira do mundo; e a Patriot, uma montanha-russa invertida que oferece uma experiência intensa e divertida ao mesmo tempo! Tivemos a sorte, nesse dia, de pegarmos o primeiro dia de funcionamento da Zambezi Zinger e assim, sermos recebidos com muita alegria pelo presidente do parque em saber que éramos do Brasil! Quando chegamos a St. Louis, no estado do Missouri, sabíamos que estávamos no meio da Rota 66. A cidade foi uma das que cresceu exponencialmente junto com a rota, e para simbolizar a expansão pro oeste, construiu o Gateway Arch, um enorme arco de metal visto de todo canto da cidade. Fomos até o outro lado do rio Mississipi para poder observar toda a grandiosidade do arco. Uma pena que o dia estava nublado, porque tenho certeza que observar esse arco no pôr-do-sol deve ser a coisa mais linda do mundo! Depois desse rolê, fomos até o Hooters, um restaurante de comida estadunidense em que as garçonetes se vestem de maneira provocativa e sensual! O parque de St. Louis é o Six Flags St. Louis , o terceiro parque temático construído pela rede e que aproveitou o sucesso da cidade entre os viajantes para se desenvolver. Apesar da chuva, tivemos um dia super divertido, já que o parque estava vazio e as atrações funcionando a todo vapor! O maior destaque é a Mr. Freeze: Reverse Blast, uma montanha-russa de lançamento reverso que passa por uma gigantesca inversão antes de cair em 90° e fazer todo o seu percurso novamente, de frente. Além dela, esse Six Flags tem a The Boss, uma montanha-russa de madeira gigantesca (a 11ª mais longa desse tipo do mundo) que passa pelas árvores da floresta de St. Louis; a American Thunder, outra montanha-russa de madeira excelente; a Ninja, uma montanha-russa de aço histórica com ótimos loopings; além do brinquedo super radical Catwoman's Whip, um enorme bastão que gira em 360°, e o brinquedo de tiro-ao-alvo super tecnológico Battle for Metropolis, da Liga da Justiça. Nosso próximo destino ainda seria dentro do Missouri, mais especificamente no sul do estado: a região de Branson , uma das maiores cidades turísticas do interior dos Estados Unidos. No caminho de St. Louis até lá, paramos para dormir numa cidade chamada Rolla (deixo os pensamentos da quinta série para você, leitor), cheia de estabelecimentos exaltando a Rota 66. Em Rolla, você dirigimos em um pedaço original da estrada, e como estava de noite, imediatamente me lembrei de uma cena de Carros em que o Relâmpago McQueen, ao se perder, entra numa sessão da Rota 66 à noite e quase bate num trem por ele não ter faróis e a estrada estar totalmente escura. Com exceção de que nós tínhamos faróis, a estrada não tinha uma única iluminação, e quase atropelamos um cervo! No dia seguinte, partimos bem cedo em direção à Branson e paramos em Springfield, uma cidade grande perto de Branson e lar da maior loja Bass Pro Shops dos Estados Unidos! Essa loja é o puro suco estadunidense: você pode encontrar uma infinidade de itens de pesca, itens de caça, o boné branco que todo mundo lá usa, e armas de todos os tipos, sendo vendidas como se fosse sorvete no mercado. Esse foi o maior choque cultural que eu havia presenciado dentro do país! Branson, que fica em um vale chamado Vale dos Ozarks, é uma cidade de interior, mas com jeitão de uma “Orlando do interior”, cheia de lojas enormes, restaurantes temáticos, outlets, e atrações turisticas, como as montanhas-russas de trenó de montanha Runaway Mountain e The Branson Coaster, e o trem Zephyr que faz um passeio pelas paisagens cênicas e morros do sul do Missouri. Tudo pensado muito bem para você passar dias na cidade. Nós jantamos no Uptown Café, um restaurante com temática vintage típica da Rota 66 que tinha aqueles espaços para apresentações de artistas que estavam começando, mas chegamos muito tarde e éramos os únicos clientes. A principal atração de Branson é o Silver Dollar City , o melhor parque temático dos Estados Unidos segundo os próprios estadunidenses! Não é para menos: totalmente encrustrado dentro da floresta, o Silver Dollar City é uma réplica de uma cidade mineira do século XIX, e tudo é muito bem pensado para você se sentir como um habitante dela - até o mapa do parque fica dentro de um jornal com notícias e avisos. Além dos shows de Velho Oeste sensacionais, outros destaques são as montanhas-russas, especialmente a Time Traveler, uma montanha-russa em que os carrinhos giram em torno do próprio eixo enquanto passam por lançamentos, inversões e ótimas quedas. Outras montanhas-russas que amei foram a Outlaw Run, uma montanha-russa de madeira que fica duas vezes de cabeça para baixo e tem quedas enormes, e a Wildfire, uma montanha-russa de altíssima velocidade com loopings pela floresta. O parque ainda tem uma atração premiada: Mystic River Falls, uma corredeira de botes que tem uma queda que te deixará completamente encharcado! Quando saímos de Branson em direção à próxima cidade, Hot Springs, no estado do Arkansas, passamos por belas paisagens no Vale dos Ozarks, pegamos um temporal absurdo, que nos fez parar o carro para esperar a chuva estiar um pouco. Isso fez com que a nossa chegada no parque Magic Springs fosse adiada, mas nada que comprometesse de fato nosso tempo para ir nas atrações. Isso porque, além do Magic Springs ser muitíssimo pequeno, mais da metade do parque é parque aquático, e das 10 atrações de parque de diversão, três estavam em manutenção! O que nos fez ir até o parque foi a X-Coaster, a montanha-russa que tem a inversão mais alta de toda a América, e que realmente valeu a pena, já que foi uma montanha-russa que me fez sentir muito medo, algo que não acontecia já algum tempo. O resto do parque era pura depressão, sem vida e sem visitantes. Além disso, oe poucos visitantes que estavam lá ficavam nos olhando torto quando falávamos português. Ficamos menos de 3 horas lá dentro, o que foi uma decepção para o valor comprado no ingresso, e fomos em direção à Oklahoma no dia seguinte. No caminho para Oklahoma, ainda no Arkansas, um policial nos parou por estarmos acima do limite de velocidade na cidade dele (nos EUA, alguns estados o limite de velocidade é uma sugestão e em outros não. Confesso que não vimos isso sobre cada estado antes da viagem. Você pode conferir isso aqui). A abordagem foi extremamente grotesca, com ele dizendo que “Não sei se no Brasil tem leis de trânsito, mas aqui na América tem” e “nunca mais passem acelerando na minha cidade”. Todo esse cenário horrendo me fez querer nunca mais voltar no Arkansas! Quando passamos a fronteira, o tempo até abriu um sol. Chegamos à Oklahoma animados para o Six Flags Frontier City , o menor Six Flags que existe mas também um dos mais fofos e bem cuidados. Assim como o Silver Dollar City, o parque reproduz uma cidade do Velho Oeste, e seus brinquedos são todos tematizados de acordo com a temática bang-bang. Estar no parque foi muito divertido, especialmente por ver o quão esse parque poderia estar facilmente no Brasil. Seu maior destaque é a montanha-russa de lançamento Diamondback, uma atração raríssima no mundo que ainda funciona perfeitamente! Seu funcionamento é como a Katapul do Hopi Hari, mas ao invés de subir rampas, após o lançamento, o trem cai e faz um looping, proporcionado uma excelente sensação de levitar do banco - e o percurso é feito de costas depois! Outras atrações são mais comuns à outros parques, mas nem por isso tira o brilho do Six Flags Frontier City. Quando estávamos repetindo as melhores atrações do parque, um tornado, algo bem comum de acontecer em Oklahoma, interrompeu nossa visita ao começar a se dirigir para a região do Six Flags Frontier City. Saímos do parque com fome, e com isso, paramos rapidamente num Applebees para comer. Ao sair do carro e abrir a porta, o vento já era tanto que parecia que a porta do carro era uma bandeira… totalmente assustador! Conseguimos superar o vento, voltar para o hotel e no dia seguinte, pegar o voo em direção à Denver, no Colorado. Parte III: Cânions Denver nos recebeu debaixo de chuva, muita chuva. A previsão para o dia não era nada boa, com zero possibilidade de estiagem. Mas, mesmo com esse revés, seguimos após o aeroporto para o Elitch Gardens , um parque de diversões localizado à beira de um rio no centro da cidade. Me lembrou MUITO o Playcenter à beira da Marginal Tietê, especialmente porque o parque tem uma linda Boomerang, a melhor desse tipo que eu já andei. Devido ao clima tenebroso, tinha pouquíssimas pessoas no parque, e algumas atrações nem abriram. Das 6 montanhas-russas, 3 estavam fechadas, uma era de criança e outra além da Boomerang era um clone da FireWhip do Beto Carrero World. O parque não tem nenhuma atração que seja um grande destaque perante aos outros parques do país, mas diante do que estava aberto, foi um dia divertido. Gostei especialmente do brinquedo de tiro-ao-alvo psicodélico Kaleidoscape e descer debaixo de chuva na torre de queda livre Tower of Doom foi sensacional. Infelizmente, tivemos que sair do parque 4 horas depois de termos entrado, porque a chuva piorou muito e eles fecharam para o resto do dia. O clima no Colorado estava tão maluco, que enquanto estávamos na estrada em direção à nossa próxima cidade, localizada nas alturas, nos cânions dos Estados Unidos, acima de mais 2000 metros do nível do mar, a temperatura estava abaixo de 10 graus. Tecnicamente, estávamos no primeiro dia do verão! Aproveitamos esse inverno fora de época para visitar a cidade de Vail, um lugar de alto padrão que durante o inverno (de verdade) fica cheia de turistas e esquiadores que adoram as montanhas do Colorado. Em Vail, eu vivi uma cena que eu não poderia acreditar: estava tão frio que ao invés de chuva, estava caindo neve! Claro que não era uma neve pesada, mas era possível ver o floco de neve antes dele desmanchar nas nossas mãos. Quando saímos de Vail e subimos mais a montanha a caminho de Glenwood Springs, não acreditávamos no que se passava diante dos nossos olhos: uma nevasca! A neve estava caindo muito forte, cobrindo os pinheiros lá fora. Uma cena completamente surreal de se ver em pleno verão! Não durou muito, à medida que avançamos no caminho, porém foi o suficiente para ser inesquecível! Quando chegamos à Glenwood Springs, ainda chovia bastante, mas, mesmo assim, paramos o carro no Glenwood Caverns Adventure Park , um parque de diversões localizado no topo do cânion Glenwood. Para acessar o parque, somente de teleférico! Na base, quando chegamos, vimos uma placa que absolutamente TODAS as atrações estavam fechadas. Demos meia volta e fomos até o Doc Holliday's Saloon and Restaurant, um saloon preservado do século XX! Pedimos um especial do Colorado, e estava tudo muito delicioso! Chegamos novamente à base do Glenwood Caverns renovados, e com todas as atrações abertas. O destaque do parque é a Defiance, uma montanha-russa que viralizou na Internet por ter sido colocada em um precipício! Eu fiquei tão feliz que por acaso do destino, ela foi minha 500ª montanha-russa! A experiência é MUITO intensa, tanto pela vista quanto pelo percurso! Aliás, a maioria das atrações do Glenwood Caverns são de altíssima adrenalina: tem balanço à beira do precipício, um chapéu mexicano em formato de árvore à beira do precipício, uma torre de queda livre que cai dentro da terra e uma montanha-russa estilo trenó de montanha que desce em alta velocidade o cânion! O parque é impecável, e diverte todas as idades! Depois do parque, ainda fomos no Festival do Morango de Glenwood e tomamos um delicioso sorvete de morango e vimos o show de bandas locais. Meio deprimente e vazio o festival, mas como chegamos no fim, já deviam estar na saideira. Descansamos bastante para poder seguir viagem até Moab, cidade em Utah perto da fronteira com o Colorado. Moab é uma parada estratégica antes de seguir viagem até Salt Lake City, porém, mais que isso, é rodeada por dois parques nacionais imensos de cânions: o Parque Nacional dos Arcos e o Parque Nacional Canyonlands . O Parque Nacional dos Arcos tem inúmeras formações rochosas em formato de arco, de todos os tipos possíveis! Explorar o parque é algo inesquecível porque você sente a imensidão da natureza diante de você! Alguns arcos são de fotos de fundo de tela do Windows, e dá para reconhecer instantaneamente. Os arcos mais famosos são o Delicate Arch, o Window Arch, o Landscape Arch, e o Double Arch, e as trilhas para chegar neles são bem simples. O parque estava bem cheio até 16h, e na alta temporada, é possível que seja necessário reserva para entrar no parque antes deste horário. Fomos no fim do dia, para pegar o pôr-do-sol nos arcos e ver o anoitecer. O céu no Parque Nacional dos Arcos é muito limpo, devido à ausência de luz nos cânions. Foi o céu mais limpo e estrelado que eu já vi na vida! No dia seguinte, fomos até o Parque Nacional Canyonlands, onde os cânions são largos e amplos. As caminhadas no parque são tranquilas, e o ponto mais famoso de todo o parque é o Mesa Arch, também muito famoso de papéis de parede do Windows. Ficamos 4 horas no Canyonlands, mas esse parque nacional é imenso, com muitas trilhas. Outros pontos de interesse podem ser o GrandView Point Overlook, White Rim Overlook, o Needles District com o Angel Arch, e a área de cânions enormes Island in the Sky. Como tínhamos ainda longas estradas pela frente, não ficamos muito tempo no Canyonlands (quem sabe uma próxima vez?). Ah, vale lembrar que os parques nacionais são gratuitos! Você só precisa verificar o site de cada parque para ver se é necessário fazer alguma reserva para entrar com o carro. Alguns dias, a demanda de carros é tão grande que é necessário controle da capacidade em algum intervalo de horário. As estradas seguintes eram solitárias até Salt Lake City, sem quase nenhuma civilização aparente. Milhas e milhas de deserto, paisagens rochosas deslumbrantes e a sensação de liberdade que uma estrada trás. Paramos bem no meio do caminho na cidade de Price para poder almoçar e abastecer o carro. O caminho até Price são 2 horas e depois de Price, são mais 2 horas até Salt Lake City. Antes de chegar em nosso hotel na cidade, paramos no Outlets at Traverse Mountain, que fica bem na entrada de Salt Lake City para conferir algumas lojas como Vans e Nike. No dia seguinte, antes de ir para o parque de diversões de Salt Lake City, o Lagoon, saímos um pouco mais cedo do hotel para ir ao Grande Lago Salgado, corpo de água que deu nome à cidade. O Grande Lago Salgado é enorme, e possui uma salinidade maior que os oceanos, porém, sua água é contaminada por químicos - portanto, não a experimente em hipótese alguma! O lago é frequentemente usado para passeios de jetski e barcos, porém como o início do nosso dia estava bem nublado, não notamos nenhum acontecendo. O Lagoon fica distante apenas 35 minutos do centro de visitantes do Grande Lago Salgado e é a principal atração turística de Salt Lake City. O parque é um dos melhores dos Estados Unidos por oferecer uma quantidade absurda de atrações (são mais de 70!), incluindo 11 montanhas-russas, parque aquático, parque infantil, e mais de 20 brinquedos radicais. Seus destaques são a novíssima montanha-russa Primordial, uma atração que mistura tiro-ao-alvo com radicalidade; a Cannibal, uma montanha-russa de 63 metros de altura com uma queda de 116º e a Wicked, uma montanha-russa com um lançamento vertical em alta velocidade! O parque mistura uma atmosfera clássica e nostálgica com brinquedos modernos. Para quem é fã do Playcenter, o Lagoon é um prato cheio: além de lembrar o jeitão do Playcenter de ser, o parque possui duas atrações famosas do passado do parque: uma atração idêntica à Colossus e outra idêntica à Tornado. O dia seguinte ao Lagoon foi puxado como esperávamos. Nossa meta era chegar em Las Vegas passando por dois parques nacionais: Bryce e Zion. O percurso completo, sem desvio de rota para ir aos parques, demora 6 horas de estrada direto (sem paradas). Com o desvio, levamos 10 horas na estrada! Não só não conseguimos aproveitar muito de ambos os parques nacionais como merecíamos, chegamos em Las Vegas completamente exaustos. Serviu de lição que às vezes queremos encaixar tantas coisas no roteiro com a gana de visitar o máximo que puder, que acabamos nos sacrificando e sacrificando o tempo de visita aos lugares. Chegamos ao Parque Nacional de Bryce Canyon logo após o almoço, e pudemos ver as agulhas rochosas naturais de Bryce no Fairyland Point, um dos pontos de observação mais famosos do local. Ficamos por volta de 30 minutos lá, mas para quem gosta de se aventurar, inúmeras trilhas saem dali para caminhar entre as agulhas. O legal é se hospedar em Bryce Canyon City e aproveitar os cânions ao máximo! O caminho até o Parque Nacional de Zion é espetacular. Antes mesmo de chegar no parque nacional, já é possível ficar completamente impressionado com as paisagens na estrada, que acompanham as curvas das montanhas e são totalmente cênicas! Você não sabe se grava, tira foto ou apenas admira a imensidão da natureza! Quando chegamos no Centro de Visitantes do Zion, ficamos impressionados com o quanto o parque era IMENSO, e acessível de vários cantos para a realização de trilhas tranquilas a trilhas superintensas. Como chegamos bem no pôr-do-sol, era o último horário do ônibus interno que levava até o Templo de Sinawava, um paredão de pedras vermelhas que se erguiam à margem do Virgin River. Fizemos um pedaço da trilha Riverside Walk, em que o destino é a The Narrows, uma área em que as grandes paredes de rocha ficam estreitas e a trilha fica um pouco mais difícil de ser feita porque é em maior parte na água. Queríamos ter chegado a ele, porém, se ficássemos até mais tarde, não chegaríamos a tempo do check-in em Las Vegas. Saímos do Zion felizes por ter conhecido o lugar, porém com o coração na mão de querer ficar mais e conhecer mais deste parque nacional belíssimo. De uma próxima vez, ficaremos mais tempo e iremos nos hospedar na cidade de Springdale, que fica aos pés de Zion. Sair de Utah em direção a Las Vegas foi uma das transições mais surreais da viagem. Estávamos em uma estrada completamente árida, cercados por paisagens secas, montanhas e cânions, sem praticamente nada em volta, quando, de repente, começamos a ver um brilho no horizonte. As luzes de Las Vegas surgindo no meio do nada são algo difícil de descrever — é simplesmente absurdo perceber que uma cidade daquele tamanho existe naquele cenário. Quanto mais nos aproximávamos, mais surreal ficava. A chegada em Las Vegas é monumental. As luzes são tão intensas que parecem cegar, os prédios surgem todos iluminados, cada um disputando atenção, e tudo lembra uma grande cena de filme. É barulho, movimento, neon para todos os lados e aquela sensação constante de exagero, como se nada ali tivesse sido feito para ser discreto. Dá para entender imediatamente por que Las Vegas é única no mundo. Ficamos hospedados no Circus Circus, um hotel mais barato e claramente parado no tempo, com aquele visual clássico que parece não ter mudado desde os anos 90. Apesar disso, ele tinha um grande diferencial: dentro do hotel fica o Adventuredome , um parque de diversões totalmente fechado. O parque é compacto, mas cheio de atrações interessantes, com montanhas-russas passando por cima da cabeça, luzes coloridas e um clima bem caótico. A grande estrela para nós foi a El Loco, uma montanha-russa insana, com quedas extremamente inclinadas e uma sensação constante de que o carrinho vai sair dos trilhos. Simplesmente amamos — foi daquelas atrações que você sai rindo, tremendo e querendo ir de novo. Você ainda encontra a montanha-russa Canyon Blaster, uma montanha-russa clássica com loopings, o brinquedo radical Inverter que parece ter saído de um jogo e brinquedos interativos. Além disso, o parque é uma ótima opção para fugir do calor de Las Vegas! Lá dentro, o ar condicionado é fortíssimo! Outro ponto altíssimo da viagem foram os brinquedos da THE STRAT . Até hoje, sem exagero nenhum, estão no top 1 das coisas mais assustadoras que já fiz na vida. Estar a mais de 300 metros de altura já é absurdo por si só, mas o X-Scream, que literalmente te lança para fora da torre, deixando o carrinho “pendurado” no vazio, é algo que desafia qualquer limite psicológico. Eu fui no primeiro assento, então fiquei olhando fixamente o chão embaixo, a mais de 200 metros de altura. Se eu fechar os olhos, eu consigo lembrar do nervoso de estar nesse momento de novo! Foi muito marcante! A Big Shot, a torre de queda livre, completa o pacote com uma subida explosiva e uma vista surreal da cidade antes da queda. É medo puro, real, daquele que faz as pernas tremerem muito depois de sair do brinquedo. Reservamos um dia inteiro para caminhar pela Strip, indo de hotel em hotel, entrando praticamente em todos os cassinos possíveis. Passamos pelo Excalibur, com seu tema medieval, pelo Luxor, com sua pirâmide gigantesca, Planet Hollywood, Aria, Venetian, Caesars Palace, Bellagio, Paris e tantos outros. Cada hotel é praticamente um parque temático por si só. No Caesars Palace, tivemos a sensação de estar em um ambiente paralelo desconexo com a realidade, porque é impossível saber lá dentro se está de dia ou de noite! Você realmente perde a noção do tempo! No New York-New York, fomos na The Big Apple Coaster , uma experiência completamente surreal. A montanha-russa contorna o hotel, passa por cima da Strip e dá a sensação de estar “sobrevoando” um cassino em pleno funcionamento. A queda inicial é ótima, intensa e surpreendente, embora o percurso seja um pouco desconfortável — ainda assim, é uma daquelas experiências que só Las Vegas poderia oferecer. À noite, fomos na High Roller , a roda-gigante da cidade, que proporciona uma vista incrível de toda a Strip iluminada. Depois, caminhamos pelas calçadas, que ficam completamente tomadas de gente de sexta a domingo. O clima lembra muito a Lapa, no Rio de Janeiro, só que elevada à décima potência: muita luz, muito neon e pessoas de todo tipo. Tem desde gente completamente bêbada e figuras completamente malucas, até pessoas super bem vestidas, prontas para entrar nas festas e clubes da cidade. É caótico, exagerado e fascinante ao mesmo tempo. Também fizemos as paradas clássicas. Visitamos a icônica placa de Welcome to Las Vegas , rendendo aquelas fotos obrigatórias, e fomos ao Pinball Hall of Fame, um verdadeiro paraíso. O lugar é gigantesco, cheio das melhores máquinas de pinball que já vi na vida, de várias épocas diferentes — incluindo uma máquina temática do RollerCoaster Tycoon, que foi simplesmente surreal de encontrar. Dá vontade de passar horas ali jogando. Outro ponto inesperadamente incrível foi o Museu de Stranger Things, com vários objetos originais da série, cenários recriados e, claro, a icônica sala de estar da Joyce, que dá aquela sensação absurda de estar literalmente dentro da série. Para quem é fã, é impossível não se arrepiar. Enquanto estávamos em Las Vegas, fizemos um bate-e-volta até o Arizona para visitar o Grand Canyon West. A entrada é paga e custa cerca de US$ 60, e confesso que fui achando que talvez não fosse me impressionar tanto, já que já tínhamos visto outros cânions na viagem. Eu estava completamente errado. O Grand Canyon é algo que não cabe em palavras. Fiquei estupefato, chocado com a grandiosidade do lugar — é grande demais, profundo demais, poderoso demais. Poderia facilmente ter ficado horas e horas apenas observando. O pôr do sol ali foi um dos mais lindos que já vi na vida, com cores absurdas pintando o cânion. Sinceramente, acredito que voltaria ao Arizona só para visitar outras áreas do Grand Canyon. No mesmo dia, seguimos para Seligman, a pequena cidade da Route 66 que serviu de inspiração direta para a Disney criar Carros . Almoçamos em um restaurante típico, com aquele clima clássico de estrada americana, e visitamos a famosa barbearia onde a equipe da Disney conversou com um morador local para ouvir histórias da cidade e desenvolver o filme. Foi ali que nasceu a essência de Radiator Springs. Andar por Seligman é como caminhar dentro do filme: a cidade tem os carros reais que inspiraram os personagens, como a Kombi verde, o carro de polícia, o caminhão e outros espalhados pelas ruas. Para mim, foi a realização de um sonho estar no lugar que deu origem a um dos meus filmes favoritos de todos os tempos — um daqueles momentos que ficam marcados para sempre na memória. Parte IV: Los Angeles O caminho para Los Angeles foi no deserto do Death Valley, um dos desertos mais tensos dos Estados Unidos - não tinha nada em volta! Nossa primeira parada foi na cidade fantasma de Calico, onde o Velho Oeste parece ter ficado congelado no tempo. Caminhamos bastante pelas ruas de terra, entramos nas antigas construções de madeira, visitamos as lojinhas temáticas, o antigo saloon, a cadeia, a escola e até a mina de prata, que foi o grande motivo da cidade ter existido no fim do século XIX. Tudo muito bem preservado, com placas explicativas e encenações que ajudam a imaginar como era a vida dura dos mineradores naquela época. Calico é aquele tipo de lugar que rende fotos incríveis e faz você realmente se sentir dentro de um filme de faroeste. Para entrar em Calico, é necessário pagar um ticket de aproximadamente 8 dólares. De lá, seguimos viagem e fizemos uma parada curiosa no McDonald’s Museum, em San Bernardino, onde tudo começou. O museu fica no local do primeiro McDonald’s da história e é cheio de memorabilia, brinquedos antigos, embalagens clássicas e curiosidades sobre a marca. É uma visita rápida, mas extremamente interessante, principalmente para quem gosta de cultura pop e história. A pessoa que cuida do lugar pede uma doação de qualquer valor para ajudar manter viva a história do primeiro McDonald’s, já que esse museu não é reconhecido oficialmente pela rede. Entramos pelo trânsito interminável de Los Angeles para chegar, já no fim do dia, a Santa Monica para começar a fechar nossa viagem com chave de ouro. Caminhar pelo Santa Monica Pier ao pôr do sol foi simplesmente perfeito: a vista do oceano Pacífico, artistas de rua, a praia cheia de vida e aquele clima californiano clássico. Não perdemos tempo e fomos logo aos brinquedos do Pacific Park , principalmente as icônicas Westcoaster (montanha-russa) e Pacific Wheel (roda-gigante). Além delas, o parque tem outras atrações clássicas, como a West Coaster, uma montanha-russa compacta que passa bem perto da água, o G-force, o Sea Dragon e vários brinquedos familiares. Mesmo sendo pequeno, o Pacific Park tem uma energia única, com música, luzes e aquele clima de parque retrô misturado com a vibe praiana da Califórnia. Dá para comprar ingressos individuais ou passes, comer algo nas lanchonetes ao redor e simplesmente curtir o movimento enquanto o sol se põe. É o tipo de lugar que não impressiona pelo tamanho, mas pela experiência — perfeita para fechar o dia em Santa Monica sentindo que você está exatamente onde sempre viu nos filmes e séries. Entre fotos, uma volta pelo píer e a sensação de finalmente ter chegado à Los Angeles, terminamos o dia cansados, mas com a certeza de que foi um dos trajetos mais marcantes da viagem. O dia em San Diego foi daqueles bem completos. No SeaWorld San Diego , deu para perceber como o parque evoluiu muito nos últimos anos, com foco maior nas atrações radicais. A Manta chama atenção logo de cara, com aquele percurso suave e rasteiro sobre a água, enquanto a Electric Eel garante lançamentos intensos e quedas verticais que surpreendem. A que mais chamou nossa atenção foi a Emperor, uma montanha-russa de mergulho com uma vista maravilhosa de San Diego! Entre uma atração e outra, caminhamos bastante pelas áreas de animais marinhos, aquários e espaços educativos, o que deixa o parque equilibrado entre a adrenalina e a contemplação. No fim da tarde, seguimos para o Belmont Park , um parque de diversões clássico à beira da Mission Beach. O grande destaque é a Giant Dipper, uma montanha-russa de madeira histórica, simples e deliciosa de andar, além do clima retrô, com alguns brinquedos radicais, como o pêndulo Beach Blaster, fliperamas, lojinhas, restaurantes e o pôr do sol dando um toque especial ao passeio. A Disneyland foi um dos dias mais especiais da viagem. Estar no parque original da Disney tem um peso diferente, e isso se sente em cada detalhe. A Main Street, U.S.A. já entrega aquela sensação de magia imediata, e o parque é repleto de atrações clássicas que são referências até hoje. Pirates of the Caribbean e Haunted Mansion têm versões icônicas, o Indiana Jones Adventure impressiona pela intensidade e cenários, e a Space Mountain entrega uma experiência diferente da de Orlando, mais intensa e compacta. Me lembro que fiquei muito chocado com a grandiosidade da Star Wars: Galaxy’s Edge - foi um momento muito especial para quem é fã de Star Wars como eu! O parque é extremamente denso, com atrações uma atrás da outra, trilhas sonoras marcantes e um cuidado absurdo com a ambientação da magia Disney. No dia seguinte, estar em um dos meus parques favoritos, o Disney California Adventure trouxe uma felicidade imensa para dentro de mim. Cada momento nesse parque é muito especial, especial porque ele traz um contraste interessante com a Disneyland, com um estilo mais moderno e ousado. A área de Cars Land, a minha favorita (sou muito fã de Carros!), é facilmente uma das melhores já criadas pela Disney, com destaque absoluto para Radiator Springs Racers, que mistura dark ride com corrida em alta velocidade. A Guardians of the Galaxy – Mission: BREAKOUT! entrega quedas absurdas e uma trilha sonora perfeita, enquanto a Incredicoaster garante loops e velocidade com vista para o parque. O parque tem um clima mais adulto, culinária diferenciada e uma identidade própria que o faz, para mim, ser o melhor parque Disney já criado! O dia no Six Flags Magic Mountain começou cedo — e não foi por acaso. O parque fica longe, e tivemos que acordar bem antes do sol nascer para conseguir aproveitar o máximo possível. Conhecido como a “capital mundial das montanhas-russas”, ele realmente faz jus ao título. É um parque focado em adrenalina, com destaques como a Twisted Colossus, uma das minhas montanhas-russas favoritas, especialmente pelas vezes que ela te faz levitar do banco inúmeras vezes; X2, uma das montanhas-russas mais radicais e intensas do mundo, que te fará dar cambalhotas em um percurso radical; Tatsu, uma montanha-russa em que você vai se sentir como se estivesse voando pelas montanhas da Califórnia; Full Throttle, detentora de um dos maiores looping do mundo; e a Goliath, uma hiper montanha-russa que é maravilhosa! Não é um parque de muita tematização, mas compensa com uma quantidade absurda de atrações intensas, o que fez o dia ser fisicamente cansativo, porém completamente satisfatório para quem ama montanha-russa (como a pessoa que vos escreve). O Universal Studios Hollywood também exigiu um despertador madrugador. Acordamos muito cedo por conta do trânsito de Los Angeles, tudo para chegar a tempo de aproveitar o early ticket do Super Nintendo World. E valeu cada minuto. Entrar cedo no parque fez toda a diferença para explorar a área com mais calma, aproveitar o Mario Kart: Bowser’s Challenge e absorver cada detalhe do mundo do Mario. Um dos melhores momentos no Super Nintendo World foi o Toadstool Café, um restaurante que você vê os Toads trabalhando e cozinhando até serem atacados pelo Bowser! Além disso, o parque tem atrações icônicas como o Studio Tour, que é exclusivo de Hollywood e você pode ver bastidores reais de shows da Universal, além de The Wizarding World of Harry Potter, uma réplica da área de Hogsmeade do Islands of Adventure em Orlando; do Jurassic World – The Ride, um dos melhores brinquedos aquáticos que já fui; a réplica de Springfield, a cidade dos Simpsons; a atração excelente de Transformers e a Revenge of the Mummy, uma ótima montanha-russa no escuro. Outra atração que é exclusiva do Universal Studios Hollywood e que todos amaram foi o brinquedo de A Vida Secreta dos Bichos. O parque é mais compacto, mas extremamente eficiente e cheio de experiências únicas. Por fim, o Knott’s Berry Farm foi, mais uma vez em uma viagem minha à Califórnia, um dos parques mais surpreendentes e um fechamento perfeito para a 2023 The Heartbeat Tour. Diferente dos outros, ele tem uma identidade muito própria, que mistura história, tradição e adrenalina de forma extremamente natural. A Ghost Town é o grande coração do parque e uma das áreas de Velho Oeste mais bem feitas que existem, com ruas de madeira, lojas antigas, apresentações ao vivo, a antiga cadeia, a ferraria e personagens interagindo com os visitantes, fazendo você realmente se sentir dentro de uma cidade do século XIX. Ao mesmo tempo, o parque não deixa nada a desejar quando o assunto é montanha-russa. A GhostRider, de madeira, é intensa, rápida e passa colada nas estruturas da Ghost Town, trazendo uma sensação absurda de velocidade. A HangTime impressiona logo de cara com sua subida vertical e queda em ângulo negativo, seguida de inversões bem agressivas, enquanto a Silver Bullet entrega um percurso clássico e muito fluido, passando por cima do lago e de áreas bem abertas do parque. Ainda tem a Xcelerator, com seu lançamento explosivo, e a Sierra Sidewinder, que traz um toque mais divertido e familiar. Além das atrações, o Knott’s tem um clima muito mais local e menos turístico, o que deixa o dia no parque mais leve e autêntico. A 2023 The Heartbeat Tour foi muito mais do que um simples roteiro de parques de diversões — foi uma imersão completa em paisagens, culturas, histórias e sensações que mudaram a forma como eu vejo os Estados Unidos. Cada estrada percorrida, cada cidade visitada e cada parque explorado trouxe uma identidade única, seja na adrenalina das montanhas-russas, na grandiosidade da natureza ou nos pequenos detalhes que só uma road trip permite perceber. Dos Grandes Lagos aos cânions do Oeste, das florestas do interior às luzes cegantes de Las Vegas e a beleza da Califórnia, tudo se conectou de forma quase cinematográfica. Houve dias exaustivos, acordadas antes do sol nascer, longas horas dirigindo e imprevistos pelo caminho, mas cada desafio valeu a pena. Vivemos momentos de pura euforia, medo real, contemplação silenciosa e até frustração — e isso só deixou a experiência mais verdadeira. Essa viagem reforçou em mim a certeza de que explorar o mundo sobre quatro rodas cria memórias muito mais profundas do que apenas “visitar lugares”. Volto para casa com histórias que não cabem em fotos, com sonhos realizados e com a vontade imensa de repetir tudo de novo, talvez por outra rota, outro estado… mas com a mesma paixão por estrada, parques e descobertas. ====== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Glenwood Caverns. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2021. Foram 2 anos juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro! Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. "As estradas não eram retas como essa interestadual… acompanhavam as terras, com as subidas, descidas, curvas… os carros não dirigiam para ganhar tempo, dirigiam nela para aproveitar o tempo..." Sally, em cena do filme Carros da Disney << Viagem anterior Próxima viagem >>
- Monte seu pacote aos parques da Europa
Monte seu pacote de viagem aos parques temáticos da Europa. Você pode incluir serviços como passagem aérea, hospedagens, ingressos, aluguel de carro e seguro viagem. europa OLÁ! Para iniciarmos a montagem do seu pacote, o primeiro passo é preencher o formulário abaixo! Nele, você me fornecerá alguns detalhes básicos para estabelecermos nosso primeiro contato e assim, começarmos a trazer seu sonho para a realidade! Aqui, você poderá escolher quais parques da Europa você gostaria de conhecer! A quantidade de dias dependerá de quantos e quais parques você escolher. Preparado? Qual é o seu nome e sobrenome? Qual o seu e-mail e WhatsApp para contato? Código Telefone Qual é a sua cidade e estado de saída? Em que mês e que ano você gostaria de ir? Quantos dias você gostaria de viajar? Gostaria de alugar um carro? Viajará sozinho ou acompanhado? Caso acompanhado, quantas pessoas a mais com você? Além de parques, o que você mais curte fazer? (Ex: praia, museus, festas, feiras, shows, musicais, peças de teatro...) Hora de montar seu roteiro dos sonhos! Escolha os parques dos países da Europa que você gostaria de visitar nessa viagem. DICA: Visitar mais de um país na mesma viagem aumenta os custos, mas pode ser um otimizador de tempo! alemanha Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Belantis (Leipzig, perto de Berlim) Freizeitpark Plohn (Lengenfeld, perto de Berlim) Bayern Park (Reisbach, perto de Munique) Skyline Park (Rammingen, perto de Munique) Legoland (Günzburg, perto de Munique) Tripsdrill (Cleebronn, perto de Sttugart) Holiday Park (Haßloch, perto de Frankfurt) Europa Park (Rust, perto de Frankfurt) Phantasialand (Brühl, perto de Colônia) Movie Park Germany (Bottrop, perto de Dortmund) Wunderland Kalkar (Kalkar, perto de Dortmund) Heide Park (Soltau, perto de Hamburgo) Hansa Park (Sierksdorf, perto de Hamburgo) áustria Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Prater (Viena) Fantasiana (Salzburg) bélgica Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Walibi Belgium (Wavre, perto de Bruxelas) Bobbejaanland (Kasterlee, perto de Antuérpia) Bellewaerde (Ieper, perto de Bruges) Plopsaland De Panne (De Panne) dinamarca Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Tivoli (Copenhague) Bakken (Copenhague) Legoland (Billund) Tivoli Friheden (Aarhus) Djurs Sommerland (Nimtofte, perto de Aarhus) Fårup Sommerland (Blokhus) espanha Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Parque Warner (Madrid) Parque de Atracciones (Madrid) Isla Mágica (Sevilha) Terra Mítica (Benidorm, perto de Valencia) PortAventura (Salou, perto de Barcelona) Tibidabo (Barcelona) frança Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Disneyland (Paris) Walt Disney Studios (Paris) Parc Asterix (Paris) Bagatelle (Merlimont) La Récré des 3 Curés (Milizac-Guipronvel) Puy du Fou (Les Epesses, perto de Nantes) Futuroscope (Poitiers, perto de Nantes) Le Pal (Dompierre-sur-Besbre) Nigloland (Dolancourt) Walygator Grand-Est (Maizières-lès-Metz, perto de Cidade do Luxemburgo) Walibi Rhône-Alpes (Corbelin, perto de Lyon) Luna Park (Agde, perto de Montpellier) finlândia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Linnanmaki (Helsinki) Särkänniemi (Tampere) PowerPark (PowerPark) irlanda Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Emerald Park (Meath, perto de Dublin) ITÁLIA Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Gardaland (Garda, perto de Milão) Movieland Studios (Garda, perto de Milão) CavallinoMatto (Carducci, perto de Florença) Mirabilandia (Savio, perto de Bolonha) Cinecittà World (Roma) Magicland (Valmontone, perto de Roma) Zoosafari Fasanolandia (Fasano, Itália) Etnaland (Catânia) NORUEGA Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Tusenfryd (Vinterbro, perto de Oslo) países baixos Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Walibi World (Biddinghuizen, perto de Amsterdã) Toverland (Sevenum, perto de Dortmund) Efteling (Kaatsheuvel, perto de Amsterdã) Drievliet (Haia, perto de Amsterdã) Duinrell (Haia, perto de Amsterdã) Hellendoorn Avonturenpark (Hellendoorn, perto de Amsterdã) Slagharen (Slagharen, perto de Amsterdã) polônia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Energylandia (Zator, perto de Cracóvia) Legendia (Chorzów, perto de Cracóvia) portugal Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? 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Compra de passagem aérea Compra de hospedagem Compra de ingressos Compra do aluguel do carro Compra de seguro viagem Roteiro personalizado (10 dias ou menos: R$ 799 | 10 dias ou mais: R$ 999) Enviar formulário Obrigado! Você irá receber um contato meu em breve! Política de Cancelamento ✈️Passagem aérea O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem antes da viagem e o voo ainda não tiver saído? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar algum dos trechos do voo e já tiver pegado o primeiro avião? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem e não tiver me apresentado no aeroporto? A passagem não é reembolsável. Os custos informados se aplicam a cada passageiro adulto e estão convertidos á moeda local segundo o câmbio do dia. Os valores devem ser pagos á vista. As alterações e os cancelamentos, em caso de ser permitidos, podem ser realizados até 24 horas antes do embarque e durante um ano a partir da data da compra. 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- Meu Intercâmbio de Trabalho na Disney | Experiência Real
Relato real do meu intercâmbio de trabalho na Disney. Rotina, trabalho, benefícios, desafios e tudo o que vivi por lá. Olá, seja bem-vindo ao EPCOT ! Tenha um dia mágico! 1. Introdução Meu nome é Raphael, e quando fiz esse intercâmbio tinha 23 anos e cursava Turismo na Universidade Federal Fluminense. Desde a minha primeira visita ao Magic Kingdom em 2008, com 14 anos, por livre e espontânea pressão da minha mãe, sou apaixonado por parques de diversões, tendo visitado mais de 50 em toda minha vida e andado em (até agora, abril de 2018) em 170 montanhas-russas. Essa paixão foi o que me levou a cursar Turismo e concentrar toda minha vida acadêmica ao redor desses lugares mágicos, especialmente entender como o visitante se comporta a partir do momento que entra nos portões e como os parques mexem com a cabeça das pessoas para atraí-las. Por conta disso (e pela minha paixão) eu queria muito trabalhar em um parque para ter a dimensão da dinâmica envolvida e para saber como era a sensação de ser um empregado de um lugar que deixa as pessoas felizes. Era mais fácil eu procurar um intercâmbio do que me mudar de estado para trabalhar no Hopi Hari ou Beto Carrero World, então comecei a ver se as redes Six Flags, Cedar Fair, Universal tinha algum programa de trabalho, e nenhuma tinha. Eu relutei até o final em escolher a Disney e seu ICP pois queria algo mais raiz e menos glamoroso. Como não encontrei nada, o “jeito” foi fazer o ICP. Esperei até o sexto período da minha faculdade para poder fazer com tranquilidade. De início, eu tinha como referência meus estudos sobre a Disney, e meus dois alumnis do 16/17 maravilhosos, Gustavo e Luyza. O único grupo que entrei foi o Futuros Disney Cast Members no Facebook para eu ficar a par de tudo que acontecia nos momentos que antecediam o processo seletivo. Evitei entrar em grupos de whatsapp antes de saber a aprovação, primeiro porque não tenho paciência para grupos imensos, segundo que não queria interagir e depois quebrar a cara. Por mais que eu olhasse torto ainda para a ideia de fazer o ICP, eu sabia que se eu passasse eu iria para Orlando com a meta de aproveitar o máximo de cada parque. Queria conhecer tudo, fazer tudo. E queria me sentir livre no trabalho. Não adiantaria eu fazer esse processo para ter a mesma infelicidade que eu sinto em ficar atrás de um balcão ou sentado em um escritório. Eu preciso estar ao ar livre para me sentir feliz. Fui até o norte de Ohio atrás de montanha-russa. Esse parque temático da foto é o Cedar Point, que detém o segundo maior número de montanhas-russas do mundo. Então foi o momento que eu tinha que ter pelo menos uma ideia das roles, isto é, o tipo de trabalho que eu faria lá. São as seguintes: - Attractions: operação de brinquedos familiares/infantis e portaria dos parques; - Character Attendant: guardião e assistentes dos personagens; - Character Performer: atuação como os personagens Disney; - Costuming: serviço de corte, costura e lavagem de uniformes; - Custodial: limpeza das áreas comuns e banheiros; - Merchandise: operação de caixa, venda e arrumação de estoque das lojas; - Quick Service: atendimento e manutenção das lanchonetes. Dentro dessas, a única que poderia me oferecer a liberdade que queria era Custodial. Nunca havia lidado com lixo na minha vida, mas sempre gostei dos ambientes que eu estava limpo e organizado. Apesar de amar a parte de brinquedos, pensei que eu poderia acabar achando chata depois de tanto tempo trabalhando. Dito isso, coloquei Custodial na cabeça, apesar de estar ainda com medo do que eu teria que lidar. O meu investimento financeiro para o ICP foi na ordem de US$ 2660/R$ 9500, que incluiu todos os gastos antes de receber o meu primeiro salário. Foram US$ 355 da acomodação da Disney, US$ 801, US$ 309 do seguro obrigatório, US$ 160 do visto J1, US$ 35 da taxa SEVIS e US$ 1000 para sobrevivência e primeiras compras. Consegui a maior desse dinheiro trabalhando em um estágio na faculdade e o resto veio através de patrocínios familiares. 2. O Processo Seletivo O processo seletivo é composto de 3 etapas: inscrição online, entrevista presencial com a STB e entrevista presencial com a Disney (ambas em inglês). Primeiro passo – Inscrição online: A STB realiza palestras em algumas capitais dos estados do Brasil para contar mais sobre o intercâmbio e realizar a primeira entrevista. Para ter acesso a essa palestra, é necessário garantir seu lugar através de um cadastro em um hotsite que a STB irá disponibilizar dias antes da data das inscrições. É recomendável ser ágil nesse processo, pois as vagas se esgotam em poucos minutos. Para tudo correr bem no primeiro passo, fique de olho no site da STB sobre o programa e em páginas no Facebook, como a Segunda Estrela, para saber todas as informações necessárias. Segundo passo – entrevista com a STB: Essa entrevista ocorre logo após a palestra informativa. Ela é o “grande funil” do processo seletivo, visto que a taxa de eliminação de participantes é altíssima. Não existe segredo absoluto para ser aprovado, mas existem alguns fatores que é importante prestar atenção para garantir que a sua entrevista não seja um desastre. É importante lembrar que o que escrevo não é verdade absoluta, podendo variar de pessoa para pessoa, porém é o que eu observo melhor na característica de aprovados. Lá vai: - Não fique de cabeça baixa e olhe diretamente nos olhos do entrevistador o tempo todo. - Não vá com frases gravadas que muito provavelmente você vai se perder. Mantenha uma linha de raciocínio constante, evitando gaguejar, a partir de palavras-chefe guardadas na mente. - Não invente de falar palavras rebuscadas em inglês. Passe sua mensagem claramente com o que você sabe. - Seja sincero na hora de relacionar o seu objetivo de vida profissional com o porquê de você estar fazendo o programa. Evite faltar que você sente amor aos parques ou aos personagens da Disney. - Seja empolgado e sorria. Não fale com voz baixa. - Pense em argumentos próprios do porquê você faria a diferença como um empregado Disney. Não vá em clichês como “quero ter a oportunidade de fazer contato com novas culturas” ou “eu teria muito em contribuir com a Disney porque sou uma pessoa extrovertida e sem medo do trabalho”. - Não fale sobre experiências na qual o entrevistador não quer saber ou que não esteja relacionada com o programa, como “vejo séries”, “eu desenho”, “faço esportes”, “amo comida mexicana”. - É indicado ter experiência profissional, trabalho voluntário e/ou viagens internacionais no currículo, assim como certificados de línguas estrangeiras. - Caso tenha experiência com viagens internacionais, procure dizer em que elas contribuíram para o seu crescimento pessoal. - Não se intimide pelo colega ao lado nem o deixe te intimidar. - Tenha consciência que sua entrevista também depende do entrevistador, às vezes, ele pode não ir com a sua cara. Me lembro de ter ido com uma galera enorme da minha faculdade para a entrevista em São Paulo. Estava acontecendo o Encontro Nacional de Estudantes de Turismo (ENATUR) na cidade na mesma época da entrevista do ICP, e não foi difícil convencer a galera a tentar o programa junto comigo. Lembranças para motorista de Uber Angelina, que fez o impossível para tentar chegar no lugar em um domingo com metrô e ruas interditadas (mesmo eu gritando de desespero e pulando para fora do carro no momento em que chegamos perto do local). Foi uma das viagens mais divertidas que fiz para São Paulo e faria tudo de novo. Terceiro passo – entrevista com a Disney: Sendo aprovado na entrevista com a STB, 1 mês e meio depois tem a entrevista com a Disney, em São Paulo. Nessa etapa do processo, o recrutador pretende conhecer você melhor, fazendo perguntas mais aprofundadas sobre seu currículo. É nessa entrevista que você deve falar seu parque favorito ou atração favorita para efeitos de possíveis definições de work location. A ideia dessa entrevista é ser um papo descontraído. Eu fiz a entrevista com a Regina, a chefe do recrutamento Disney no Brasil. Eu saí de lá arrasado, porque eu tentava iniciar uma conversa e ela acabava me cortando querendo saber algo específico. Achava que não ia passar, mas no final tudo correu bem, apesar da Disney ter esquecido de me mandar a minha Job Offer, isto é, seu contrato de trabalho. 3. Do resultado da aprovação até o embarque Nesse tempo, você estará surtando de ansiedade a cada dia que passa, porém vários passos importantes são executados. Primeiro de tudo, essa é a hora de entrar em grupos. A comunicação com as pessoas que também passaram te ajuda muito a saber informações e a se sentir mais seguro de tudo. A STB te dará aos poucos via um portal os passos que devem ser executados, com suas respectivas datas. Aqui, o primeiro documento mágico que você receber é a sua Job Offer, que contém a role que você fará e o seu salário a ser pago. Aceitando sua Job Offer, você paga as primeiras semanas do DORMS, o portal que garante sua residência em um dos quatro condomínios da Disney em Orlando. Com esses dois passos completados, comece a correr atrás de passagem aérea, hospedagem para os dias que antecedem a data de check-in na Disney e continue acompanhando para você ter o recebimento do seu DS-2019, o documento do governo americano que permitirá você tirar o visto J-1. Além disso, você deverá também pagar uma taxa chamada SEVIS e preencher um site da Disney (New Hire Portal) em que colocará todas suas informações para que tudo ocorra bem com seu salário. Depois disso tudo pronto, bem perto da data de embarque você verá se será possível linkar com algum amigo seu, isto é, ambos ficarem no mesmo quarto. Nos últimos anos, somente a galera que foi na segunda e terceira data foram permitidos esse benefício. Além disso, você escolherá entre um dos quatro condomínios: Vista Way, Chatam Square, Patterson Court e The Commons. Apesar de ter escolhido linkar, pela oportunidade de uma melhor comunicação com meus colegas de apartamento, que acabaram por serem todos brasileiros, sinto que perdi uma oportunidade de interagir com outras culturas mais fortemente. 4. A chegada aos Estados Unidos Você só terá direito a 2 malas de 23kg em qualquer companhia aérea, ao menos que queira pagar excesso de bagagem. Minha dica para a arrumação das malas é que você não cometa o mesmo erro que cometi, levando muito do mesmo. Leve no máximo 2 pares de sapatos, 10 a 15 camisas, 2 a 3 calças, e se preferir levar toalhas e roupa de cama, leve no máximo 2 de cada. Isso te poupará dores de cabeça em relação a peso e no manejo das malas. Busque ficar longe de sacolas na mão e mantenha seus eletrônicos em uma mala de mão. Na imigração, apresente os seguintes documentos: passaporte com o visto e o DS2019. Caso o entrevistador pergunte por quanto tempo ficará e onde você vai ficar, fale todas as informações que recebeu da Disney. Caso você esteja hospedado em um hotel da Disney, você pode pegar o Disney Magical Express no Aeroporto de Orlando em direção ao seu hotel. Caso não, pegue um Uber ou Lyft, um app concorrente. Escolhi ficar dois dias no Walt Disney World Resort aproveitando os hotéis antes de ir para o condomínio. Foi ótimo porque pude dar vários rolês nos hotéis do complexo, e conhecer as diferenças entre eles. Além disso, é o tempo de você conhecer as pessoas que você conversou até então só pela internet e trocar experiências. Escolhi conhecer todos os cantos do meu hotel caçando Pokémons e visitar o Art of Animation, por ter uma seção preferida do meu filme favorito da Disney, Carros. Nem preciso dizer que amei cada detalhe que pude perceber. Além disso, passei no Disney Springs e jantei no Rainforest Café, um dos milhares de restaurantes do centro comercial da Disney. É muito legal você ter esses primeiros momentos de confraternização com os participantes do programa, até para você se sentir mais acolhido. 5. Entrando no condomínio Meu condomínio foi o Vista Way. Eu o escolhi pelos prédios ao seu redor: o fast-food Wendy’s, lar do famoso 4-4-4 (um combo de um hambúrguer sem gosto, batata frita, nuggets de frango e bebida); Walgreens, uma farmácia e depósito de bebidas; Dollar Tree, um mercado onde tudo é vendido a 1 dólar e outros, como a pizzaria Cici’s Pizza e um complexo de golfe. Além disso, é do Vista que saem a maior parte dos ônibus para os lugares. Fiquei no prédio 23, um pouquinho longe do terminal de ônibus, mas incrivelmente perto da piscina e da recepção. O Vista é o mais antigo dos condomínios, e isso dava a ele um ar charmoso de subúrbio americano, especialmente com as árvores perdendo as folhas no outono e depois completamente secas no inverno. Entretanto, os apartamentos sofrem um pouco com a idade: as máquinas de lavar, que ficam do lado de fora do apartamento, quebravam constantemente; nosso triturador de lixo quebrou no primeiro mês; os colchões eram bastante duros e as gavetas não tinham mais sustentação. Para completar o barraco, os ônibus que são disponibilizados para nós são verdadeiras lata-velhas. Eu gostei de morar no Vista Way, especialmente pelos estabelecimentos perto. Apesar de não ter participado de muitas, o Vista também era o epicentro das festinhas e rolês (mais sobre isso a frente). Entretanto, se você não se importa de pegar ônibus, eu acredito que o Chatam Square seja a melhor opção, por ser mais novo, ser o centro de eventos e ter a mesma quantidade de linhas de ônibus que o Vista tem. O The Commons possui o benefício da máquina de lavar ser dentro do apartamento, e o Patterson Court é o mais novo dos condomínios, porém somente uma linha de ônibus passa no condomínio, sendo necessário andar para o Chatam para pegar o resto dos ônibus. 6. A primeira semana A mudança, na segunda-feira, foi muito confusa. Quando eu vi todo conteúdo das minhas duas malas enormes espalhados em cima da cama senti uma ansiedade enorme de arrumar tudo. Entretanto, eu tinha que comer e comprar vários utensílios para o apartamento, então já no primeiro dia você só sai correndo para o Walmart e o Dollar Tree em busca de tudo aquilo que você precisa. Cuidado ao comprar grandes quantidades de comida. Para mim, cozinhar não foi uma realidade porque trabalhava no mínimo 8 horas por dia e preferi dormir do que cozinhar. Logo, a quantidade de comida que comprei no primeiro dia de Walmart estragou facilmente. Faça compras para a sua semana, e compre todos os utensílios ou eletrônicos que desejar. Os dias seguintes foram de muito parque! Eu já tinha comprado daqui do Brasil o passe dos parques SeaWorld (Busch Gardens e SeaWorld), então já fui correndo experimentar a Mako! De resto, aproveitei o condomínio porque sabia que não teria tempo de aproveitar depois. Na quinta-feira, aconteceu o Traditions na Disney University, o primeiro treinamento que temos da Disney. Nele, aprendemos sobre as tradições da empresa e é uma oportunidade para todos ficarem familiares com o passado de Walt Disney. Assim como muita coisa nesse programa, vai depender muito de você, e muito de sua história de vida, decidir se o Traditions é realmente emocionante ou não. Depois, tive a minha primeira visita ao Typhoon Lagoon, um dos parques aquáticos da Disney em anos. Foi uma delícia! Os parques aquáticos de Orlando são ótimos nessa época por estarem realmente muito vazios. Ah, no Traditions, recebemos já o direito de aproveitar o passe para aproveitarmos os parques da Disney de graça e o descontão de 40% nos produtos! Não vou falar outras coisas que recebemos, nem o nome do passe, para evitar mais surpresas que é muito gostoso ter lá. Vi que era uma cultura da região de Orlando o uso de lanyards, aqueles cordões que normalmente aqui no Brasil usamos para pendurar a chave da bicicleta ou de armários, etc. Lá, as pessoas enchem de pins, sejam para trocar pelos parques ou apenas para mostrar as suas aquisições. Pins são caros e alguns são tão raros que as pessoas até evitam sair com eles. Além das lanyards, as pessoas ainda podem guarda-los em bolsas ou em imensas maletas. É algo muito sério de se colecionar. Dito isso, tratei logo de ter a minha. Cada pin que estava em minha lanyard tinha um significado imenso para mim, e você verá o que significa cada um deles durante esse relato. Nos dias a seguir, tive o começo dos meus treinamentos de Custodial e o Winter Formal, o baile de formatura ao estilo festa americana! Vou aproveitar o gancho do Winter Formal para dizer que as minhas relações sociais na primeira semana não foram fáceis. Mesmo tendo falado com uma quantidade considerável de pessoas no período pré-programa, vi todas indo embora de uma maneira muito fácil em virtude de terem conhecido outras pessoas lá. Acabou que quis dar atenção para tanta gente, que acabei ficando sem alguém realmente do meu lado. Digamos que sofri um baque psicológico muito grande nesse momento porque meu ambiente social no Brasil era de amigos vindos de diferentes grupos e acabei achando que teria a mesma coisa lá. Foi preciso a ajuda dos meus amigos do Brasil e uma ajudinha internacional da minha psicológica para me convencer a ficar e ver o quanto eu ainda tinha pela frente mesmo sentindo solidão e abandono. 7. Treinamento e primeiros dias como Custodial Os primeiros dias de treinamento aconteceram na Disney University. O primeiro dia era o Welcome to Operations, uma verdadeira aula de gestão de parques temáticos (nem preciso dizer que amei) e segurança no trabalho. Já o segundo dia tive o Custodial Core, em que aprendi os básicos das funções de um custodian. Foi engraçado porque eu sou a pessoa mais desajeitada do mundo, então era quase impossível eu lembrar do passo-a-passo certo que tinham me acabado de ensinar HAHAHAHA! Além disso, nem por um decreto conseguia fazer o nó que os custodians fazem para manter o saco de lixo preso na lixeira. Nesse momento, eu senti que tudo estava perdido e que eu ia ter muita dificuldade na role. FELIZMENTE, os próximos dias já seriam na minha work location: a Comunidade Experimental e Protótipa do Amanhã, ou EPCOT. Foram dois dias de treinamento em que nossos treinadores maravilhosos tiraram (quase) todo nosso medo e nos deixaram bastante à vontade. Visitamos os bastidores do Epcot, como o prédio abandonado do Wonders of Life (um dos antigos pavilhões, que era dedicado ao corpo humano – vocês podem imaginar o quanto surtei nesse momento, sempre sonhei em entrar), e andamos na atração Frozen Ever After de costume (nosso uniforme branco exclusivíssimo)! Do ponto de vista técnica, fomos treinados em como fazer as trash runs (quando você vai de lixeira em lixeira para retirar e repor os sacos de lixo), varrer eficientemente, se proteger dos perigos (chorume, asbestos, sangue), como ser cordial com os visitantes, como ter uma imagem limpa, como limpar banheiros e principalmente, quais são as nossas fontes de momentos mágicos. O EPCOT foi um sonho de work location. Apesar do Animal Kingdom ser o meu parque favorito do complexo, o EPCOT sempre foi o parque que eu mais estudei como futuro turismólogo especialmente pela sua histórica rica e inúmeras mudanças que passou ao longo do tempo. Eu realmente estava nervoso sobre aonde eu iria trabalhar, especialmente porque eu precisava que fosse parque por motivos do meu TCC (é real). Felizmente, tudo deu certo, porém no meu ano muitos custodians caíram nos hotéis da Disney, em que tiveram uma má impressão generalizada, principalmente pela falta de visitantes. Infelizmente, a work location é algo que está além do seu controle, a Disney que escolhe. Dentro do Epcot, eu ficava limitado ao Future World, isto é, a área que vai do estacionamento até a entrada do World Showcase (onde ficam os países). A cada dia, eu podia pegar Streets (eu tinha que limpar um pavilhão e os caminhos ao seu redor) ou Restrooms (eu tinha que limpar um banheiro principal e outros secundários). Nos dois primeiros dias, eu peguei os banheiros mais movimentados do Future World: o Eastblock, único banheiro do lado Leste do FW, e o The Land Down, o banheiro ao lado do Soarin’. Foi extremamente desgastante para o meu corpo sedentário, porém eu não parava em momento algum, me tornando uma pessoa mais ativa. No primeiro dia, eu tive meu primeiro BBP (Bloodborne Pathogen), isto é, sangue. Felizmente, como eu era novo, o coordenador veio me ajudar a limpar, mas imaginem a minha cara de ter logo um BBP de cara ao invés de um code-v (vômito), code-h (fezes), code-u (xixi) ou spill (pipoca ou sorvete). Nos dias seguintes, tive meu primeiro dia de Streets, em que demorei para entender a dinâmica das lixeiras e acabei me enrolando para tirar todos os lixos, voltando para casa arrasado. Mas as coisas melhoraram! Ou não... 8. A experiência Custodial O time de custodians no Epcot inicialmente era 5, com 2 no World Showcase e 3 no Future World. Eu ganhei os dois co-workers que nem nas minhas expectativas mais altas imaginava. João e Giovanna foram minha família do começo dos dias de trabalho até... hoje. Nós três criamos uma parceria em que raramente nos desgrudávamos, fazíamos tudo juntos, íamos para parques sem parar, combinávamos dias de folga e nos apoiávamos em qualquer momento de dificuldade, superando qualquer medo. Sou muito grato por termos desenvolvido essa conexão, porque sei que para cada um de nós, esse trio foi em grande parte o motivo do nosso ICP ter sido tão especial. O resto dos nossos co-workers eram em sua maioria haitianos e americanos do College Program. Ambos os “grupos” foram muito gentis conosco, em grande parte das vezes se dispondo a nos ajudar quando fazíamos algo errado. Entretanto, existia uma diferença clara em como cada cast member levava a vida como custodian, e foi aí que eu comecei a perceber as diferenças de todos que estavam ali naquele time. E a primeira que vi foi que trabalhar no Walt Disney World Resort não é necessariamente mágico, e a role Custodial dá ampla visão de um outro lado da Flórida que quase ninguém conhece. Penso em primeiro momento nos muitos brasileiros que estão insatisfeitos com nosso país e a primeira coisa que vem à cabeça é dar o fora daqui e falar que vai para os Estados Unidos, especialmente a cidade de Orlando, esperando viver um sonho interminável com os passes anuais da Disney, Universal e SeaWorld nas mãos. Não é bem assim. Durante os 3 meses que trabalhei lá, tive que encarar uma realidade totalmente diferente da que um turista que chega no aeroporto vive. Pagar um aluguel de 107 dólares por semana por um apartamento capenga, ter que aprender a viver com 260 dólares semanais, aguentar humilhações de visitantes enfurecidos, e ter a maior discrição diante da velha maneira de gerenciamento de recursos humanos: faça o que eu mando, senão rua. Eu trabalhava por volta de 38/40h por semana, então esses 260 dólares era basicamente meu salário fixo, com os descontos do imposto de renda e aluguel dos apartamentos. A única vez que fugiu desse patamar foi quando tive um turno de 34 horas seguidas trabalhando para compensar 3 dias de folga que requisitei. A questão de “ser rico" durante o programa varia muito com seu desejo de trabalhar. Eu evitava pegar turnos extras e valorizava muito meus 2 dias de folga por semana. Além disso, pela minha percepção, certas roles, como Merchan, e certas work locations, como o Disney Springs, davam mais horas trabalhadas que os outros. Talvez você esteja chocado que eu esteja falando e expondo tudo isso. Afinal, visitas e mais visitas ilimitadas nos parques de diversões não te fizeram feliz? Fizeram. E se o dinheiro do salário não desse, tinha, felizmente, minha família no Brasil para ajudar. Só que a realidade de Orlando é diferente. Bem diferente. Por baixo de uma cidade nojenta arquitetada pelo rodoviarismo, que expulsou sua população local por conta da gentrificação, e é uma das capitais do consumo, vivem dois mundos: um, a população classe média e alta americana, seres humanos inconscientemente tristes, que vivem em seu mundo particular da família, com poucos amigos próximos e veem na compra compulsiva a forma de serem felizes, e a classe baixa, sem instrução, largada no mundo mágico da fantasia tentando sobreviver. E eles estavam no mesmo barco que eu. Trabalhando no mínimo 8h por dia num parque temático nas condições que falei e digo mais: Se ficou doente, azar, não recebe. Quer tirar férias, azar, não recebe. "Foi trabalhar na Disney porque quis. Não está satisfeito, vem embora." Acontece, caro leitor, que se no meu caso fosse realmente muito fácil ir embora, para os Estados Unidos que eles querem esconder não é tão fácil assim. Conseguir um emprego num fastfood já é difícil, conseguir em um dos parques já é quase uma conquista equivalente à nossa vaga em uma universidade federal. É a única oportunidade de emprego dessas pessoas, que vivem num mundo em que precisam se humilhar para ter um mínimo de dignidade. E o que a empresa, Disney, dá em troca? Um passe livre e 40% de descontos em produtos. Mas é claro, compense o inferno do trabalho com a magia da nossa empresa. Só que tem um detalhe: para mim, que ficou lá só 3 meses, e principalmente para o turista, essa magia ainda existe. Para quem já tá lá no mínimo 5 anos, essa coisa de magia é no mínimo, falsa. Lembra que eu falei que eu tinha família para ajudar caso o salário não desse? Essas pessoas não têm. Essas pessoas só tem o salário de 10 dólares a hora, para morar, comer e dar um futuro para seus filhos. O deslumbre com o mundo de fantasia é natural. Afinal, de todos esses anos estudando parques temáticos, o que mais tenho certeza é que no momento que você entra pelos portões, seus problemas parecem desaparecer. E eles desaparecem. Só que a maior parte das pessoas que fazem SEU sonho se tornar realidade, estão ali quase vivendo um pesadelo particular, que precisam vivenciar para o seu sonho de futuro melhor ou pelo menos decente. Eu tive meus momentos mágicos. Eu tive o momento de alegrar crianças trocando pins, fazendo bolhas e dando sticker, de deixar uma família tranquila ao dar direções, de conversar com pessoas do mundo todo, até pegar abacate me pediram. Me lembro que outro dia uma criança me parou e entregou um coração pintado de arco-íris com uma mensagem de tolerância e empatia. Mas meu trabalho não era o tempo todo assim. De fato, acho que 30% ou 40% era. O resto, era puxando lixo, limpando vaso sanitário, pipoca, sangue, vômito, sorvete, cocô, xixi... Ou até mesmo fazendo nada, visto que as vezes ficava extremamente tedioso. Importante: a alta interação com visitante que todos veem em Custodial precisa partir de você. Você precisa estar de bom humor e disposto para que a interação ocorra. Você precisa correr atrás de fazer um momento mágico. Não fique esperando cair do céu porque raramente vai. Eu já sabia que faria isso, e não, não estou reclamando. Estou apenas mostrando que esse intercâmbio não é uma fábrica de fantasias o tempo todo. E como expus, para algumas pessoas, essa fábrica de fantasias nem existia. Eu cresci 3 anos em 3 meses por ter uma oportunidade de vivenciar algo assim e de aprender com essas pessoas. Aprender a não reclamar de barriga cheia, aprender a viver com pouco, aprender que lutar por você é sempre válido. E aprendi a valorizar mais o meu país. Os Estados Unidos estão longe de ser um suprassumo de primeiro mundo. Se você, leitor, escolher Custodial, eu não tenho ideia se você vai achar se limpar banheiro é fácil. Desinfetar mesa de troca de fralda, mictórios, vasos, dar descarga em fezes, secar o chão e as pias, varrer e trocar papel higiênico e papel toalha, e esborrifar cheirinho no banheiro, é difícil para você? Trocar lixeiras, carregar sacos de lixo, varrer pipoca (odeio), limpar sorvete (cruzes), e batalhar contra carrinhos de bebê (ranço), é difícil para você? Eu não achei nada disso grande coisa, qualquer ser humano pode fazer isso, e pode fazer bem. Você perde seus nojos. Depois desse textão todo, você deve se perguntar se eu odiei escolher Custodial, certo? Jamais. Eu amei ter escolhido Custodial. A liberdade que eu tive de poder andar para qualquer lugar no parque, de poder fazer os dias das pessoas melhor apenas indicando direções ou deixando o ambiente limpo. Dificilmente em outra role eu poderia ter dançado com a galera e visto os fogos de artifício no ano novo ou aguentar 34 horas trabalhando com outros custodians brasileiros na maratona a base de muito riso e sono. Nessa role a gente aprende o significado real de comunidade, de ajudar o próximo (seja seu coworker ou visitante), de estar com a mão na massa e ter empatia. Tive meus dias péssimos, teve até um dia que fui acusado de algo que não fiz e tive que engolir seco. Entretanto, como expus, o saldo final é positivo. Eu fui feliz como Custodial e hoje eu lembro com um carinho no rosto cada vômito limpo. 9. Dentro do EPCOT O EPCOT, na minha visão, era um parque difícil de se trabalhar pela imensidão da área que tínhamos que cobrir sozinhos. Enquanto nos outros parques existe um outro custodian para te ajudar na posição de Streets, no EPCOT, apenas um tomava conta do pavilhão e de seus caminhos. Tínhamos que realmente nos desdobrar. Felizmente, nossos armários estavam sempre bem estocados, com nossas luvas, químicos (saudades Oxivir, o desinfetante que mata tudo menos seres humanos) e instrumentos de limpeza como rodos. Às vezes o compactador quebrava e os banana boats (carrinho em que botávamos os sacos de lixos) estavam sujos, mas nada que não fosse rapidamente resolvido. Meus pavilhões favoritos eram o Test Track e o The Seas with Nemo and Friends. Test Track pela grande quantidade de lixeiras e pessoas em volta, então nunca ficava parado e podia interagir com bastante gente. O The Seas era um amorzinho de limpar, poucas hot cans (lixeiras com alta geração de lixo) e um aquário gigante em que me distraía com os animais. The Land era um pavilhão difícil, especialmente pela fila da Soarin’, que gerava muito lixo e os acessos eram precários, e pelo fato do lugar ter dois andares e eu não poder andar com o banana boat dentro. O pavilhão da Imaginação, lar do meu chefe, Figment (xô, Mickey), era tranquilo também, especialmente por fechar as 19h. Entretanto, um maldito carrinho de pipoca complicava um pouco as coisas e limpar o lounge do DVC (Disney Vacation Club) não era uma das coisas mais agradáveis. A Spaceship Earth tinha um número considerável de hot cans, além de nos dias mais frios, ter uma corrente de vento muito gelada que era difícil aguentar. Apesar disso, era muito legal receber os visitantes que chegavam ao parque e no final do dia, dar um grande até logo. O pavilhão do prédio do Universe of Energy era o mais tranquilo de todos, visto que o prédio está fechado por conta da construção da montanha-russa de Guardiões da Galáxia, então quase não tinha visitantes. Além da posição dos pavilhões, podíamos ser também Relief, isto é, cuidávamos apenas das lixeiras recicláveis da entrada do parque, ou dos lados leste ou oeste. Essa posição acaba sendo um “faz-tudo” porque as lixeiras recicláveis demoram para poder encher, então sempre era chamado para limpar um code-v em algum lugar. Foi assim que tive o gostinho de trabalhar no Mission: SPACE, já que fui lá para limpar consideráveis code-vs e esvaziar algumas lixeiras. Reciclável tinha um ponto bem ruim: era preciso rasgar o saco com as latinhas e garrafas para colocar no galpão de lixo, o que às vezes me rendeu uns banhos de chorume. Zero safety. Uma posição que me surpreendeu foi quando fui designado para cuidar da limpeza do terminal de ônibus. Passei tédio o dia inteiro, até que a noite um ser iluminado resolveu vomitar um ônibus inteiro e eu fui chamado para limpar faltando 45 minutos para o meu shift (turno) acabar. Correria maior que essa só quando peguei um shift extra no Disney Springs em um dia completamente movimentado, algo que nem os meus colegas que trabalhavam no local estavam acostumados. O pavilhão que eu mais odiei trabalhar foi o do Club Cool. Ainda quero que aquele lugar exploda. O Club Cool é uma loja para você experimentar algumas bebidas da Coca-Cola ao redor do mundo, e para isso, é disponibilizado pequenos copinhos em que você põe uma amostra da bebida. Esses copinhos geram uma quantidade de lixo absurda, em que eu tinha que trocar as quatro lixeiras em no máximo de 45 em 45 minutos. Fora isso, as pessoas ligavam o automático na hora de jogar o copo no lixo, sem perceber se eu estava trocando o lixo ou não. Isso causava copos cheios de líquido cair na lixeira vazia, copos caindo pelo chão, entre outras aberrações. Aliás, isso serve de um alerta: como custodian, pude perceber o quanto tratamos o lixo como algo sem importância, querendo descarta-lo em qualquer lugar o mais rápido possível. Era incrível e triste perceber o quanto alguns visitantes jogavam seu lixo em qualquer lugar do parque e quando nós, custodians, percebíamos, ainda riam bem na nossa cara. O Future World do Epcot possui túneis, assim como o Magic Kingdom. Lá embaixo eram as minhas breakrooms (salas em que você pode descansar do trabalho) favoritas, especialmente porque os migués (tempo escondido fugindo do trabalho) eram raramente descobertos. Além disso, lá sempre tinha Honey Buns, uns donuts maravilhosos que todo dia comia no trabalho. Bem em cima dos túneis fica a Fountain of Nations, uma gigantesca fonte com águas dançantes. Nela, acontecia os momentos mágicos de custodians como um grupo. A maior parte dos custodians ia para frente da fonte e ficávamos trocando pins, fazendo bolhas e divertindo crianças e adultos. No final do dia, fazíamos a Wave, em que vestíamos as luvas do Mickey e dávamos tchau para a enxurrada de visitantes saindo do parque após o IllumiNations. 10. Meu tempo livre, os day-offs Falar de tempo livre em Orlando é uma tarefa quase para mais 3 relatos... Mas vou tentar resumir como eu decidi ter meu tempo livre, e o que eu percebia das outras pessoas. Relacionado diretamente ao ICP, existem as festas Happy Mondays e o Baile do Brasil. As Happy Mondays aconteciam toda segunda-feira em uma boate de Orlando e eram festas em que os países se enfrentavam em jogos alcoólicos, tipo aqueles que vemos nos filmes americanos. O Baile do Brasil era uma outra festa em que tocava muita música brasileira, especialmente funk. Isso é o que sei por alto, pois não fui em nenhum dos dois por sair sempre tarde do trabalho e sempre preferir dormir no momento que eu chegava em casa. Eu dormia bastante, e não me arrependo, isso me fazia ter energia para não ficar doente e aguentar toda a rotina com bastante garra. Também haviam festinhas dentro do meu condomínio, mais especificamente dentro do meu apartamento. Ele era até bastante conhecido por isso. Eu não me incomodava, até chegar ao ponto que ficava fora de controle, tendo um dia até que bateu a segurança. É importante ressaltar que apesar de não ter acontecido termination nesse dia, não é indicado brincar com a sorte e ter mais de 16 pessoas dentro do seu apartamento. Eu pouco ia também em festinhas em outros apartamentos, sim, para dormir. Eu sou viciado em dormir, desculpa. Mas nem por isso deixei de me divertir. Fascinado por parques que sou, eu aproveitei os parques do Walt Disney World ao máximo ao ponto de que andei em todas as atrações de todos os quatro parques. Sim, todas. 100% de cada parque feito. Com o passe anual dos parques SeaWorld, fui 6 vezes no Busch Gardens e 4 no SeaWorld, até eu cansar de tanta montanha-russa. Adivinhe só. Não cansei e no final do mês de janeiro comprei o passe da Universal para a Harry Potter Celebration e assim não parava mais de ir em parques em cada buraco do meu tempo que eu tinha. Fui até nos menores, como os dois Fun Spots. Um Fun Spot fica em Kissimmee, e tem o maior skycoaster (estrutura que te iça até o topo e depois você despenca em queda livre) do mundo, com 91 metros de altura. E sim, eu e João pulamos. Nesse mesmo parque ainda tive a experiência memorável de ir sozinho num trem de montanha-russa. O outro Fun Spot fica em Orlando, pertinho do Outlet da International Drive e do Camilla’s, restaurante brasileiro. Como eu já não batia bem da cabeça, pedi 3 dias off, e me deram. O que eu fiz? Peguei um avião e fui para o outro lado do país, na Califórnia, visitando tudo que eu podia em Los Angeles. Em 3 dias, fui 2 vezes no Disneyland Resort, onde pude revisitar minha área favorita, a Cars Land e ver meu show favorito da Disney nos Estados Unidos, o World of Color. Além disso, fui no Six Flags Magic Mountain, o parque com o maior número de montanhas-russas no mundo, visitei os estúdios da Warner e da Paramount, fui no píer de Santa Mônica, caminhei pela Calçada da Fama e vi LA cintilando no topo do Observatório Griffith. Agora sim, eu não dormi, mas valeu a pena cada segundo. Depois de parques de diversões, minha outra paixão são shows dos meus artistas preferidos. Peguei uma época ótima de shows em Orlando, com minha banda favorita fazendo um lindíssimo show no centro de Orlando. Que saudades, viu Paramore! <3 Pude ver também Katy Perry na gigantesca arena do Orlando Magic e o que foi na época o melhor show da minha vida, The Killers no Hard Rock Café. Hoje, ele só perde pro show do próprio The Killers no Lollapalooza. Muitos sonhos realizados! <3 Fiz meu próprio Oscar das experiências que eu tive nos parques temáticos, o que é um importante registro para você, leitor, pelo menos experimentar cada um desses lugares ou tirar foto: - Montanha-russa favorita do Walt Disney World: Expedition Everest, no Animal Kingdom - Montanha-russa favorita da Flórida: Mako, no SeaWorld - Restaurante favorito do EPCOT: Biergarten, no pavilhão da Alemanha - Atração favorita da Universal: The Incredible HULK Coaster - Montanha-russa favorita do Busch Gardens: Montu - Área temática favorita: Pandora – The World of Avatar, no Animal Kingdom - Parque temático favorito da Flórida: Busch Gardens Tampa - Parque temático favorito do Walt Disney World: Animal Kingdom - Parque temático da Disney nos EUA favorito: Disney California Adventure - Show de encerramento favorito do Walt Disney World: IllumiNations, no EPCOT - Show de encerramento favorito em um parque Disney nos EUA: World of Color, Disney California Adventure - Princesa Disney favorita: Mérida, no Magic Kingdom - Personagem Disney favorito: Oswald, no Disney California Adventure - Atração que mais fui: Journey into Imagination With Figment, no Epcot - Atração favorita do Walt Disney World: Avatar Flight of Passage Eu sou muito exigente quando o assunto é avaliar as atrações dos parques. Uma atração precisa pelo menos provocar emoção em mim, seja via adrenalina ou me fazendo despertar algum sentimento especial. Ambos os quesitos foram preenchidos pelo Avatar Flight of Passage. A Disney criou algo único em todo mundo, e pela primeira vez, exibiu uma tecnologia maior que seu concorrente (aliás a Universal precisa inovar urgentemente em tecnologias diferentes). A área de Pandora também era uma obra-prima. Orlando está longe de ter as melhores montanhas-russas do mundo, porém a região tem duas joias: a montanha-russa invertida Montu no Busch Gardens com suas sete inversões, e a Mine Blower no Fun Spot Kissimmee, feita toda em madeira e com uma velocidade que custei acreditar. Menções honrosas para os meus bebês Cheetah Hunt, Everest, Space Mountain e Manta. Os lançamentos da Cheetah são incríveis, o “vai de ré” da Everest também, a velocidade e a originalidade da Space no escuro são muito divertidos e a posição de voo da Manta é algo extremamente singular. Apesar do Happily Ever After ter uma poderosa trilha sonora, sinto que o show ficou bem aquém do Wishes em questão de provocar emoções. Pela minha percepção, o Wishes conversava com sua criança anterior e a simplicidade de se formar um desejo. O Happily busca trabalhar com a maturidade desse desejo, porém, senti o roteiro do show um pouco confuso, que pela primeira vez assistindo, é difícil de identificar a linha de raciocínio, algo parecido com o que ocorre no Fantasmic!. O IllumiNations era meu show favorito no Walt Disney World por se conectar com meu objetivo de vida e paixão pelas culturas mundiais, assim como a mensagem de união entre povos, caminhada pela paz e o quanto temos dentro de nós para aguentar as dificuldades impostas. Entretanto, meu show favorito da Disney nos Estados Unidos é o World of Color do Disney California Adventure pelo seu roteiro simples, e ainda assim, poderoso, pegando os momentos mais marcantes das animações clássicas da Disney e mostrando o quanto a diversidade é presente e a harmonia das cores de todos as tribos é o que faz nosso mundo ser o nosso mundo. O meu parque favorito do Walt Disney World é o Animal Kingdom, e isso vem muito pela paixão e admiração que tenho com os animais, e além do mais, pelas culturas que o parque explora. O ambiente e a tematização do Animal Kingdom é o mais bem-criado dos quatro parques e o melhor mantido até hoje. O parque concentra inúmeros pontos de exploração que ficam escondidos aos olhos da grande massa e que proporcionam encontros incríveis. Uma das atividades mais legal é se tornar um Wilderness Explorer (como no filme Up!) e sair atrás de todos os selos de escoteiros. O Disney California Adventure é meu parque favorito de toda vida, e é fácil saber o porquê. Além de prestar uma homenagem ao meu lugar favorito no mundo todo, a Califórnia, o parque tem uma pluralidade incrível. É retratado o começo de Hollywood, as áreas montanhosas e dos cânions da Califórnia e presta homenagem aos parques de diversões em píer, que serviram de base para Walt Disney construir a Disneyland. Isso tudo é misturado com muita Disney, a começar pela área dos cânions – Cars Land, a recriação quase exata de Radiator Springs. Vocês podem imaginar o quanto surtei neste lugar, e o quanto eu não queria sair dali. Em breve, o California Adventure receberá em seu “píer” os personagens da Pixar e nos seus estúdios de Hollywood os personagens Marvel, que se juntarão aos Guardiões da Galáxia. Inclusive, a atração deles, “Guardians of the Galaxy – Mission: BREAKOUT!”, construída em cima do sistema da Tower of Terror, supera a Tower of Terror em adrenalina, sendo uma completa surpresa! Não posso deixar de registrar que também fazia parte do meu tempo livre várias idas ao Wendy’s depois do trabalho comer 4-4-4 com meus lindos co-workers, reunir a galera para comer pizza no meu quarto e até mesmo rolê no Walmart, Florida Mall e Outlet. Pouco tive tempo para jogar o recém-comprado Nintendo Switch muito menos para montar os dois LEGOs gigantes que comprei, um sendo o Castelo da Cinderela e o outro sendo uma roda-gigante. Tinha um roommate que ia até na academia, porém eu passava bem longe desse lugar. Sobre gastos, eu tive um gasto absurdo de Uber, por conta de que em Orlando tudo ser longe uma coisa da outra, sendo separadas por estradas gigantes. Andar a pé? Nem pensar! Transporte público? Nem pensar! Realmente não era um gasto que eu achava que ia ser tão grande, e que muitas vezes saiu do controle. Meus outros gastos envolviam muito souvenires, comida, ingressos de parque, e eu já falei souvenires? Pouco comprei roupa, por achar que não valia tanto a pena, e por não ter muito espaço na mala. Em hipótese alguma despachem suas coisas pelos correios americanos. O preço é bastante salgo e você ainda corre um risco absurdo de ser taxado pela Receita Federal quando seu pacote entrar no Brasil. Por falar em comida, não neguei minhas raízes taurinas e comi em cada restaurante dos 11 países do World Showcase no Epcot. Meu “Eating Around the World” consumiu uma parcela considerável do meu salário, porém não me arrependo de nada. A quantidade de cultura que pude absorver de cada país na comida foi incrível, especialmente pelos seus temperos e formas de preparação de prato. Sinto muitas saudades do “coma-o-quanto-quiser” do Biergarten na Alemanha, da melhor carne que já comi na vida do Le Cellier no Canadá e da melhor sobremesa que já comi na vida feita pelo Restaurante Marrakesh no Marrocos. Menções honrosas para todos os restaurantes: a guacamole do México me fez chorar, o pão de canela na Noruega, o frango da China, a carne de pato da França, a lasanha e tiramisù da Itália, as peças e o raiz teryaki incrível do Japão, o peixe com batatas do Reino Unido, e o sanduíche dos Estados Unidos com macarrão com queijo, bacon, cheddar, alface, tomate e duas carnes que me fez passar mal HAHAHAHA. Infelizmente não sobrou dinheiro para o “Drinking Around the World", porém recomendo fazer os dois. Além desse tour maravilhoso no EPCOT, fiz questão de experimentar o Mythos, restaurante no Islands of Adventure na Universal que por diversos anos consecutivos ganha o prêmio de melhor restaurante em um parque temático. Foi fácil saber o porquê. 11. Últimos dias e fim do programa Os últimos dias mexeram muito comigo. Eu queria fazer o meu melhor para sair de lá com o pé direito e honrar os sete reconhecimentos que eu tive ao longo da minha jornada dentro do Epcot. É uma adrenalina absurda que passa dentro de você. Você se doa mais, não para Disney, mas para cada visitante que você quer que tenha uma experiência mágica no parque que você é um dos guardiões. Queria fazer bolhas, queria dar todos meus stickers, queria trocar todos meus pins. Queria meus co-workers ao lado o tempo todo. Queria abraçar o EPCOT com a máxima distância que meus braços poderiam alcançar. Meu último dia foi numa área nova, a região da fonte. Fiquei bem no centro do Future World e apesar do desespero de ter pego algo novo no meu último dia, não escondi a felicidade de missão cumprida no fim do dia. Ter estado no centro do Future World, com todos aqueles visitantes passando por mim foi uma honra absurda. Eu não me sentia triste pelo ICP estar acabando, me sentia feliz por ter realizado tudo aquilo. Me sentia feliz de ter posto um pouquinho de Raphael em cada visitante que passou por mim durante 3 meses. O último dia foi caracterizado pela tradição de 4 parks, 1 day. Ao visitar os 4 parques do Walt Disney World em um único dia, você concretiza sua formatura no programa. Mas eu tinha que fazer algo diferente né? Segui todo mundo na ordem pré-estabelecida: Animal Kingdom, visitando Flight of Passage e Expedition Everest, Hollywood Studios, visitando Toy Story Mania e Rock ‘n’ Rollercoaster e aí eu parei e fiquei sozinho. Sim, eu inverti os dois últimos parques. Do Hollywood segui para o Magic Kingdom e visitei o Hall of Presidents, participei do jogo interativo Sorcerers of the Magic Kingdom e fui na Space Mountain. Sim, o Happily Ever After com todo mundo junto não foi meu último show. Eu já o tinha visto dias antes no dia que eu fechei o Magic Kingdom junto com o João. Eu precisava que o IllumiNations fosse meu último show. Lá fui eu, no monotrilho sozinho indo para o EPCOT. Aproveitei os últimos segundos do parque que eu ajudei a tomar conta durante três meses, o parque que eu botei tudo que eu tinha ali, cada pingo de energia. Fui na minha atração favorita, Test Track, fui ver meu chefe pela última vez (Tchau, Figment <3) e esperei pacientemente pelo último IllumiNations como cast member. Era eu e o EPCOT, só nós dois. E eu senti uma energia incrível a cada fogos de artificio que estourava. Era a conclusão de um sonho que o Raphael que entrou num parque de diversões pela primeira vez com 14 anos jamais imaginava que se realizaria. Fiquei até 00:30 dentro do Epcot esperando ser o último visitante a sair. Falei com todos os co-workers meus, meus coordenadores e líderes. Era horrível ter que me despedir, mas eu sentia dentro de mim a realização desse sonho. E era fato de que toda noite traz um final, mas cada dia traz um legado. E era meu legado que eu estava deixando ali. Obrigado EPCOT. Você foi a melhor casinha que eu pude ter nesses 3 meses. 12. Grace Period – Orlando e Nova York Meu Grace Period foi dividido em duas partes: 4 dias em Orlando e 6 dias em Nova York. Dividi dessa forma desde do início (resolvi meu GP já na hora de comprar passagem) porque tinha lugares que eu sabia que não ia dar tempo de ver durante o programa. Um deles era a Legoland, parque temático para crianças a poucos minutos de Orlando. SIM, era para criança, mas como eu precisava conhecer como era lá e como eles funcionavam como um parque, eu não tinha como deixar de ir. E adivinhe só? Eu tive um dia maravilhoso, muito divertido! Adulto pode ir na maior parte das atrações, e eu como fã de LEGO que sou, fiquei encantado com as inúmeras esculturas espalhadas pelo parque, assim como a grandiosidade dos jardins botânicos e a gigantesca árvore de bengala. Além do quê, eu precisava completar todas as montanhas-russas em Orlando. No restante dos dias, aproveitei os parques da Universal, novamente completando o 100% de atrações e dei uma última passada no EPCOT, para uma despedida simbólica. Ter sido o último a sair novamente tocou no coração, mas eu tinha muito a sensação de dever cumprido, e que aquela saída era simplesmente um até logo. Não subi na Orlando Eye, apesar de ter ficado hospedado ao lado dela, por não achar que seria válido o preço quando já tinha visto tudo lá de cima do Skycoaster no Fun Spot. Parti para Nova York, e aí começou um período muito estressante. Lembra que eu falei sobre tomar cuidado com a quantidade de coisa ao fazer as malas? Isso também vale para a quantidade de coisa que você compra durante o programa e não se atenta para o espaço deixado nelas. Eu tinha 4 malas para manejar sozinho mais uma sacola. O estresse que passei na ida para NY e na volta para o Brasil foi muito péssimo. A segurança americana de aeroportos é bastante rígida e ela irá implicar caso você tenha muita coisa na mão e muitos eletrônicos numa mala ou mochila. Ao chegar em Nova York, a alternativa era um Uber até o hotel, onde fiquei muito surpreso com a completa falta de hospitalidade dos funcionários. Pessoas na rua (e olham que o mais me falaram era que NY era a cidade de cada um por si) me ajudaram mais que as lesmas sem vida do Pensilvânia. Minha primeira parada foi a Times Square, que conheci com as minhas companheiras de quarto Aline, Paula e Fernanda. Eu fiquei completamente perdido nas luzes e nos anúncios! Queria ler tudo ao mesmo tempo e meu cérebro bugou. Mas o que mais estava me fazendo feliz era que eu estava em uma cidade normal de novo, com calçadas, metrô, ruas e muitos novaiorquinos tentando ganhar a vida. Uma dinâmica que nunca encontrei em Orlando. Os dias seguintes foram dedicados aos pontos turísticos da cidade, e dessa vez até o fim, fiz com a Gi (minha coworker que eu já estava morrendo de saudades <3); a Paula Othero, a custodian mais guerreira desse mundo e a dona do The Seas, a Giovana Silvestrini. Formamos um quarteto para explorar Nova York. Infelizmente o João não estava mais, e isso doeu muito. Visitamos o Museu de História Natural, em que tomei um baque ao saber que o filme “Uma Noite no Museu" não foi gravado em seu interior, mas sim no de Londres. Deixando isso de lado, o Museu tem um acervo incrível, e é prato cheio para qualquer estudante de ciências biológicas, história ou geografia. À noite, fomos no restaurante Stardust, um lugar que é difícil de descrever com palavras pelo quanto ele é incrível. Nele, atores que tentam um lugar na Broadway cantam e dançam enquanto te servem. É como se fosse uma espécie de “escolinha” até que eles consigam passar nas audições dos musicais. Fomos até a Highline, um parque urbano construído em cima de antigos trilhos de trem urbano. Nessa aventura, descobrimos quase sem querer, um bairro chamado Greenwich Village, um centro histórico muito raiz. Lá, não tinha nada desses estabelecimentos genéricos que víamos na Times Square, no máximo uma Starbucks. A maior parte das lanchonetes e restaurantes eram do próprio local, proporcionando uma experiência única! Nesse bairro está o prédio da série Friends, e um importante pedaço da história do movimento LGBT. Desconfiamos pela grande quantidade de bandeiras arco-íris que vimos assim que saímos do metrô e pela sorveteria “Big Gay Icecream Shop”. Em uma das boates do lugar, a Stonewall, o movimento nasceu diante de um confronto com a polícia, que na época, tentava calar a cultura homossexual a qualquer custo. O Metropolitan Museum of Art (Met) é imenso e fiquei chocado com a quantidade de obras de outros países ali presentes. O lugar é tão grande que é dividido em por continentes. Seus grandes destaques são, além de oferecer artefatos de todos os cantos do mundo, as obras de arte da Idade Moderna (alô Van Gogh, Monet!), esculturas greco-romanas, pinturas medievais, e um gigantesco templo egípcio, transportado para dentro do Museu. Já o Museum of Modern Art (MoMA) é o paraíso para os amantes da arte moderna e contemporânea, especialmente para aqueles que querem ver obras famosas como A Noite Estrelada de Van Gogh. Os quadros de Tarsila do Amaral também estavam presentes no local, em uma exposição especial que retratava o movimento antropofágico brasileiro. O MoMA era de graça nas tardes de sextas. Nossos rolês pelo Central Park já tinha virado tradição. Não tinha um único dia que não passávamos pelo Central Park, seja para admirar a natureza ou tirar fotos. Eu, particularmente, adorava caçar Pokémon no lugar mais propício no mundo para isso HAHAHAHA! Dentro do Central visitamos a estátua em homenagem a Alice (infelizmente lotada de crianças o tempo todo), o Castelo Belvedere, a estátua dos ursos e os inúmeros caminhos que aquele lugar tem. Perto dali, ficavam pontos favoritos das minhas companheiras de GP: a Biblioteca Central, naqueles moldes tradicionais que vemos nos filmes americanos, com salões enormes de madeira cheios de livro e mesas para leitura e a Barnes & Noble, uma livraria gigante no melhor estilo Saraiva. Infelizmente, eu subi no Top of the Rock (mirante do Rockefeller Center) numa noite cheia de neblina e chuva. Apesar da visão não ter sido completamente prejudicada, digamos que foi 95% (rindo de nervoso). Fazer o quê, acontece. Fomos até Wall Street conhecer a batalha entre o touro e a menina, e voltamos a Greenwich Village algumas vezes para experimentar algumas coisas que o bairro tinha a oferecer, como massa de cookie em um potinho (Cookie Dough), comida filipina deliciosa (Lumpia Shack) e tacos maravilhosos (goa taco). Eu não podia sair de Nova York sem ver meus dois espetáculos que mais ansiava em ver na Broadway: Rei Leão e Wicked. Valeu cada centavo gasto. Eu não sabia se eu chorava de emoção ou se eu continuava em complexo êxtase com os olhos vidrados na peça e em cada ato dos atores. Fiquei completamente extasiado. Qualquer espetáculo da Broadway é uma onda absurda de cultura e talento. Vale muito a pena ver. Escolha seu favorito e não tenha medo de escolher seu ingresso! Tudo que fazíamos pela cidade era de metrô, que cobria praticamente toda a cidade. Apesar de velho, sujo e cheio de infiltração, o bilhete com viagens ilimitadas de 35 dólares por 7 dias é uma mão na roda. O mais longe que eu fui, a parte do aeroporto JFK, foi até o Brooklyn, um dos distritos de Nova York. Foi um dos rolês mais emblemáticos, porque estava um frio muito grande e pegar uma ponte a pé, naquele vento, foi congelante. O mais legal foi poder conhecer um pouquinho da atmosfera residencial do Brooklyn e almoçar num Shake Shack (uma rede de fast-food com um aspecto gourmet) com vista para o rio. Durante nossas caminhadas pelo bairro, vimos uma cena de filme/série de época sendo filmada ao vivo em um dos prédios. Sensacional. Nova York não poderia ter me acolhido melhor. Ter feito o Grace Period na cidade foi uma escolha certíssima, e a cidade se tornou um dos meus lugares favoritos no mundo. É uma cidade que vibra o tempo todo, a cada esquina. Faça de tudo para se tornar um verdadeiro nova-iorquino. Frequente as cafeterias, ande de metrô, ande na rua à noite (cuidado!), vá nos bares. É muito gratificante ter a visão do morador. Se tiver sorte, procure conversar com um deles e descubra muitas coisas legais e lugares novos para visitar. 13. Retorno ao Brasil e o Pós-ICP O retorno ao Brasil foi complicado apenas pela logística com as 4 malas (por favor não cometam MESMO esse erro). De resto, tudo correu bem e eu estava muito ansioso para ver minha família de novo e meus amigos. Durante o ICP, senti muita saudade de todos, da minha vida na faculdade, da rotina no Brasil e das coisas que eu fazia no dia-a-dia para passar o tempo. É fato que por mais ou menos umas 2 semanas, não parecia ainda que eu tinha voltado para casa. Minha mente estava completamente bugada tentando reassimilar a rotina no Brasil, mas depois tudo voltou ao normal. Uma das coisas que mais sofri impacto negativo foi a volta da preocupação com segurança, infelizmente. O pós-ICP foi e não foi o que eu esperava. As saudades dos meus co-workers e das pessoas com que convivi mais lá foi crescendo (e continua crescendo), porém já faço planos de tours pelo Brasil para vê-los. Tivemos um tempo gostoso durante os dias de Lollapalooza, porém ao mesmo tempo que foi maravilhoso, foi muito dolorido ter que me despedir de novo. Foi a partir daí que eu percebi que é sempre melhor dar até logos do que fazer despedidas. Despedidas são fortes demais. Ter entrado numa confusão sobre o meu futuro (o que eu não esperava) foi em partes graças ao ICP, no seguinte sentido: lá, eu tinha algo fixo, algo que eu precisava cumprir os horários e fazer meu serviço. Ao voltar para o Brasil, me deparei com vários planos de futuro, porém que foram adiados por atrasos no meu projeto, dificuldade em arranjar estágios e cancelamentos de atividades. Quando voltamos para incertezas, nossa mente entra em um estado de interrogação muito grande. Apesar disso, sinto que meu dever no Walt Disney World foi cumprido e não gostaria de voltar para continuar fazendo o que fiz. Três meses foram mais que o suficiente, e além das saudades que sinto dos meus co-workers, o máximo que sinto de saudades são dos meus passes anuais para os parques da Flórida. Ainda estou em dúvida se farei novos programas da Disney, mas por enquanto gostaria de ajeitar minha vida aqui no Brasil e trilhar um caminho. A vida que temos em Orlando é completamente irreal, fora da casinha. Quando eu penso que ia para o Magic Kingdom sentar na grama em frente ao Castelo da Cinderela e ter a liberdade de cair no sono porque eu poderia visitar aquele lugar quantas vezes eu quisesse, eu penso no quanto isso é uma afronta a pessoas que talvez nunca poderão pisar lá, ou que juntaram anos de dinheiro para pisar lá por menos de 24 horas. É um privilégio muito grande. Procuro hoje pegar o privilégio que tive ao fazer o International College Program e repassar o máximo que posso de conhecimento e experiências ao próximo de modo que os inspire a buscar uma vaga, buscar um sonho ou apenas repassar minha visão sobre a vida nos Estados Unidos. O processo como um todo não foi fácil desde do começo, mas é uma delícia! Nós passamos por situações que permitem crescermos tão rápido que nem sentimos. Aí depois de ler isso tudo talvez você se pergunte se o ICP vale a pena? Não sei, mas se eu fosse você, eu ia descobrir. I owned every second that this world could give I saw so many places, the things that I did Yeah with every broken bone I swear I lived.
- Roteiro pelos Parques da Califórnia: Disneyland, Six Flags e Universal
Descubra um roteiro completo pelos parques da Califórnia, com dicas de transporte, ingressos, melhores épocas para visitar Disneyland, Six Flags Magic Mountain e Universal Studios. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! VIVI O SONHO CALIFORNIANO ANDANDO EM MAIS DE 70 MONTANHAS-RUSSAS A California Dreams Tour foi a minha primeira viagem internacional sozinho, abrindo portas para eu acreditar que eu era capaz de realizar os sonhos que construí para mim durante a infância e a adolescência. Viajar durante 14 dias pelo estado da Califórnia, visitando 12 parques temáticos e mais de 70 novas montanhas-russas me fez explodir de felicidade a cada segundo vivido. San Francisco, Los Angeles e San Diego têm um lugar especial no meu coração para todo sempre. 🎢 A California Dreams Tour levou 1 ano e meio para ser planejada, mas eu já tinha a ideia de viajar para o estado desde adolescente! 🎠 Os parques da Califórnia, para mim, são muito superiores em qualidade e adrenalina aos parques de Orlando! 🎡 A Califórnia é o estado dos Estados Unidos mais caro para viver e viajar! O custo da viagem é elevado, mas vale a pena! 🎢 A Califórnia tem mais de 90 montanhas-russas, mais do que qualquer outro estado dos Estados Unidos! 🎠 Os primeiros parques de Disney, Universal e SeaWorld foram construídos na Califórnia! 🎡 Além dos parques, a Califórnia é conhecida por belíssimas praias, paisagens deslumbrantes e ser lar dos estúdios de cinema mais famosos do mundo! roteiro 1) Chegada em San Francisco / Tarde e noite turistando pela cidade 📷 Onde fui: Union Square > Chinatown > Embarcadero > Coit Tower > Pier 39 > Hard Rock Café > Ghirardelli Chocolate Experience > Golden Gate > Fort Point 2) Manhã no Vale do Silício / California's Great America 📷 Onde fui: Universidade de Stanford > Campus da Google 3) Six Flags Discovery Kingdom 4) Santa Cruz Beach Boardwalk / Pacific Highway 📷 Onde fui: Monterey > 17-Mile Drive > Carmel-by-the-Sea > San Luis Obispo 5) Pacific Highway-Los Angeles 📷 Onde fui: Santa Barbara > Malibu > Santa Monica / Pacific Park > Venice Beach 6) Disneyland 7) Six Flags Magic Mountain / Griffith Park 8) Disney California Adventure 🛍 Noite de compras: The Outlets at Orange 9) Manhã em Hollywood / Universal Studios Hollywood 📷 Onde fui: Hollywood Boulevard / Calçada da Fama > Warner Bros. Studio Tour 10) Manhã em Hollywood / Knott's Berry Farm 📷 Onde fui: Beverly Hills > Paramount Studio Tour 11) Los Angeles-San Diego / Tarde e noite turistando pela cidade / Belmont Park 📷 Onde fui: Gaslamp Quarter > Mission Beach 12) San Diego Zoo / SeaWorld San Diego 13) Legoland California 🛍 Noite de compras: Las Americas Premium Outlets 14) Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Rio de Janeiro (GIG)-San Francisco (SFO) San Diego (SAN)-Rio de Janeiro (GIG) via American Airlines Custo total: USD 820 BRL 4.500 Passagens rodoviárias 🚌 San Francisco-Santa Cruz: USD 25 Santa Cruz-San Luis Obispo: USD 37 San Luis Obispo-Los Angeles: USD 35 Los Angeles-San Diego: USD 38 Custo total: USD 135 BRL 745 GASTOS DE HOSPEDAGEM 1) San Francisco: HI San Francisco Hostel Union Square USD 95 (2015) ~ USD 145 (atualizado 2024) | BRL 800 3 noites 2) San Luis Obispo: Mission Inn USD 60 (2015) ~ USD 80 (atualizado 2024) / BRL 440 1 noite 3) Los Angeles: HI Los Angeles - Santa Monica Hostel USD 230 (2015) ~ USD 280 (atualizado 2024) / BRL 1540 6 noites 4) San Diego: HI San Diego Downtown Hostel USD 95 (2015) ~ USD 140 (atualizado 2024) / BRL 770 3 noites GASTOS DE INGRESSOS California's Great America: USD 40 (2015) ~ USD 45 (atualizado 2024) | BRL 250 Six Flags Discovery Kingdom: Preço: USD 45 (2015) ~ USD 49 (atualizado 2024) | BRL 270 Santa Cruz Beach Boardwalk: Preço: USD 55 (2015) ~ USD 65 (atualizado 2024) | BRL 360 Pacific Park: USD 8 (2015) ~ USD 15 (atualizado 2024)* | BRL 90 Disneyland e Disney California Adventure: USD 180 (2015) ~ USD 310 (atualizado 2024) | BRL 1750 Six Flags Magic Mountain: USD 70 (2015) ~ USD 75 (atualizado 2024) | BRL 415 Universal Studios Hollywood: USD 95 (2015) ~ USD 110 (atualizado 2024) | BRL 620 Knott's Berry Farm: USD 55 (2015) ~ USD 59 (atualizado 2024) | BRL 340 Legoland California: USD 75 (2015) ~ USD 90 (atualizado 2024) | BRL 510 SeaWorld San Diego: USD 60 (2015) ~ USD 88 (atualizado 2024) | BRL 485 Belmont Park: USD 6 (2015) ~ USD 10 (atualizado 2024)* | BRL 65 Custo total: USD 780 (2015) / USD 950 (atualizado 2024) BRL 5.225 *preço por atração GASTOS EM VIAGEM Trechos de Uber: USD 820 | BRL 4.510 Alimentação: USD 45 (por dia) x 14 = USD 630 | BRL 3.450 Fast-food e restaurantes de baixo custo (até USD 20 por refeição) Compras: USD 500 | BRL 2.750 CUSTO TOTAL BRL 25.000 USD 4.500 San Francisco | Los Angeles | San Diego 7 de jul. de 2015 Pular introdução Confesso que desde criança eu era fascinado por parques. Talvez eu já tenha nascido destinado a amar esse mundo quando entrei pela primeira vez pelos portões do Parque da Mônica no Rio de Janeiro. Realmente não sei. O que eu sei é que essa paixão foi expandida de forma tão grande para mim na infância que até nos jogos que eu jogava no computador se refletia. Foi instantâneo cair de amores por Rollercoaster Tycoon 2 e os parques Six Flags que vinham para gente "visitar". Eu vi aquele "Montanha Mágica Six Flags" e falava para mim mesmo: "Um dia quero ir nesse lugar!" Six Flags Magic Mountain no RCT2, minha inspiração da viagem Procurava em todo lugar alguma agência de turismo com excursão para Califórnia e nenhuma me agradava. Afinal, eu queria ir em todos os parques. Todos. De San Francisco a San Diego. Não queria só Los Angeles. Percebi que ninguém ia facilitar minha vida, então resolvi (com aval da minha mãe e da minha avó) encarar meu primeiro mochilão sozinho aos 21 anos. Para saber como eu fiz todo meu planejamento de viagem internacional, incluindo dicas para tirar o visto, veja o meu guia! Eu não tinha a mínima ideia do que eu estava fazendo ou ia fazer. O planejamento foi suado! A ideia surgiu em 2012 e foi concretizada somente no início de 2015. Nesses anos (dólar ainda tava baixo, que saudades!), juntei todos os centavos que me permitia comprar a passagem Rio de Janeiro-São Francisco e San Diego-Rio de Janeiro. Comprei via Google Voos (você não paga taxas adicionais como em Decolar, Submarino Viagens, Skyscanner). Depois vieram os hotéis, ingressos e transporte - existem muitas plataformas na internet que os revendem, mas o processo pode ser um pouco confuso, especialmente se você não estiver acostumado a viajar internacionalmente, não tem cartão de crédito internacional ainda ou amplo domínio do inglês. Para isso, posso te ajudar com uma consultoria especializada , em que te guiarei pelos processos de reserva e compra de cada um desses itens, além de te ajudar a montar seu roteiro! É importante lembrar que para viajar para os Estados Unidos, é necessário ter passaporte e o visto do país válidos . Tirar o visto dos Estados Unidos é um processo caro e pode não ser bem-sucedido, levando a um prejuízo de aproximadamente R$ 1.100 no minímo. Antes de tentar tirar o visto desse país, certifique-se de ter viajado para outros lugares no mundo antes (como a Europa), ter vínculos no país (como emprego de carteira assinada, empresa física, imóveis e/ou faculdade), e ter uma renda mínima compatível com o tempo que você planeja viajar para lá. Assessorias de visto costumam recomendar pelo menos ter um salário mínimo mensal equivalente a USD 800 a USD 1000. Inclusive, é extremamente recomendável, especialmente se você estiver tentando tirar o visto pela primeira vez, fazer o processo com um assessoria de visto, para que não ocorram erros no processo de preenchimento da documentação. Eu recomendo a Viaggi Vistos . Nessa época, eu tinha 21 anos e ainda não sabia dirigir. Mesmo que eu soubesse, as locadoras dos Estados Unidos cobram taxas abusivas para menores de 25 na locação de carros. Os Estados Unidos está longe de ser o melhor país do mundo para andar de transporte público em geral (seja trem, ônibus ou metrô), o que dificulta a ida em alguns parques. Felizmente, na Califórnia, a Greyhound , a mais abrangente empresa de ônibus dos EUA, conseguiu me ajudar na tarefa de fazer o deslocamento entre as cidades. Viajar de Greyhound não é muito diferente do que viajar de ônibus pelo Brasil, mas prepara-se para ver o lado dos EUA que quase ninguém fala sobre: pessoas mais humildes, que não possuem dinheiro para comprar carro. Pode haver algumas figuras estranhas no ônibus, mas é só evitar contato olho-a-olho. Como estava viajando sozinho, optei por (quase) todas as minhas acomodações serem hostels/albergues. Os Estados Unidos não são muito populares por esse tipo de hospedagem, já que a maioria do país é tomada por hotéis e motéis, que aqui, não funcionam da mesma forma que o Brasil, sendo apenas hotéis mais baratos à beira de estradas. Como a Califórnia é um dos estados mais turísticos dos EUA, a oferta de hostels/albergues é muito boa nas três principais cidades, porém, em qualquer outra cidade menor, não serão encontrados. Ter impresso a reserva dos meios de hospedagens, comprovante dos bilhetes de passagem aérea e rodoviária, ingressos, comprovante do seguro viagem é essencial para a imigração nos Estados Unidos. A imigração é o processo que acontece quando descemos do avião em outro país e somos encaminhados para os agentes de imigração que irão realizar uma pequena entrevista perguntando o que estamos fazendo no país, por quanto tempo iremos ficar , quanto de dinheiro estamos levando , onde iremos ficar e qualquer outra pergunta que ele achar importante. Ter tudo impresso facilita a sua vida caso o agente peça para ver alguma comprovação do que você está falando. Me lembro que quando finalmente pousei nos Estados Unidos, sozinho, e passei pela imigração tranquilo (o agente só perguntou para onde eu estava indo), e depois peguei o voo de escala para San Francisco, foi surreal. Não fazia ideia do que eu estava fazendo me metendo em uma cidade completamente diferente da minha. Ainda mais do outro lado do mundo! Parte I: São Francisco Depois que saí do Aeroporto Internacional de San Francisco, peguei um Uber (na época, novidade na região!) e fui fazer o check-in no meu hostel, o HI San Francisco Downtown Hostel , perto da Union Square, praça central da cidade com um monte de lojas nobres. Me lembro que a primeira coisa que fiz ao sair do hotel foi entrar numa Macy's gigante e subir ao topo para comer um cheesecake delicioso da Cheesecake Factory. A primeira coisa que me chocou foi a quantidade de população na rua. A Califórnia é o destino de muitos que tentam melhorar sua vida e não conseguem, infelizmente. Logo percebi e descobri que é perigoso andar à noite sozinho nas cidades grandes da Califórnia, e que se você não tomar cuidado poderá ser abordado. Me locomovia em San Francisco a pé, Uber, transporte público ou pelo charmoso Cable Car que atravessa algumas ruas do centro. O cable car custa 8 dólares/trecho e funciona de 07h às 21h; o metrô de San Francisco custa 2,50 dólares/trecho e funciona de 05h às 01h; e o VLT que percorre toda a Bay Area (BART) custa de 2,50 a 12,90 dólares (dependendo da distância entre estações) e funciona de 05h às 21h. Golden Gate Mapa do Cable Car Mapa do metrô de San Francisco Mapa do VLT de Bay Area (BART) San Francisco é uma cidade em que me apaixonei instantaneamente. Extremamente multicultural, seus habitantes parecem todos estarem cuidando de suas vidas sem julgar o próximo, gostam de mostrar um sorriso, e são super simpáticos para conversar! Foi ali que fiz meus primeiros amigos sanfranciscanos. Um deles me levou até o In 'n' Out , uma rede de fast-food originalmente californiana e presente somente no oeste dos Estados Unidos. O que faz o In 'n' Out se destacar perante aos outros milhares de fast-foods do país é que eles mantém um cardápio relativamente simples, mas que é extremamente saboroso. O menu do In-N-Out é composto por três variedades de burgers: hamburger, cheeseburger, e "Duplo-Duplo" (dois hambúrgueres e duas fatias de queijo). Batatas fritas e bebidas à vontade estão disponíveis, bem como três sabores de milkshakes. Os hambúrgueres vêm com alface, tomate, com ou sem cebola (pergunta-se ao cliente durante o pedido, e pode tê-los frescos ou grelhados), e um molho. In 'n' Out - fast-food originário da Califórnia Duplo-Duplo do In-N-Out O ponto da cidade que mais amei foi a região do Embarcadero (zona portuária) onde é possível ver focas pertinho do parapeito e o maravilhoso Píer 39, região de lojas locais, como os chocolates da Ghirardelli e um Hard Rock Café. No Píer 39, você pode também conferir feiras vibrantes, cheias de itens variados! Não deixe também de ir na Lombard Street, uma rua totalmente em diagonal que sobe uma colina! Nessa área, é muito fácil perder a noção do tempo, porque absolutamente tudo ali chama a sua atenção. Não precisou muito para eu ficar apaixonado pelo resto da cidade. Visitei O bairro sul-coreano, bairro LGBTQIA+, bairro russo, bairro árabe, bairro cigano... Uma ampla gama de pessoas diferentes convivendo em harmonia! Essa mesma harmonia eu senti durante o jogo de baseball dos San Francisco Giants , que meu recente amigo san franciscano arranjou ingressos para irmos. Me senti completamente acolhido, inclusive contagiado pelo clima tranquilo que acompanham os eventos esportivos da cidade. Foi na hora, a paixão bateu: os times de San Francisco estão no meu coração! A temporada regular do baseball começa no mês de março ou abril e vai até o mês de setembro. Para comprar ingressos para os jogos, basta clicar aqui . Os outros times de San Francisco são: Basquete: Golden State Warriors , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Futebol americano: San Francisco 49ers , cuja temporada regular vai de setembro a dezembro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Futebol: San Jose Earthquakes , cuja temporada regular vai de março a outubro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Hóquei: San Jose Sharks , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Confesso que não fui em Alcatraz por não curtir muito esse tipo de passeio, mas amei ter passado no Palace of Fine Arts para admirar a arquitetura, assim como nas Painted Ladies. Maior parque da cidade, o Golden Gate Park é imenso e tem museus interessantes lá dentro. Por falar em Golden Gate, fiquei impressionado com a ponte e não podia ter escolhido lugar melhor para tirar foto com a bandeira do lugar que já tinha sido tornado meu favorito no mundo todo. "Tá! Mas aonde estão os parques de San Francisco?" San Francisco na verdade é uma cidade pequena, bem pequena, mas a região em que está inserida é imensa! ("A Baía" é muito importante economicamente e bastante populosa!) Ao redor da cidade, você encontra dois parques: Six Flags Discovery Kingdom em Vallejo e California's Great America em Santa Clara, no Vale do Silício. Inclusive, vale ressaltar as visitas muito legais que tive no Campus da Google em Mountain View e na Universidade de Stanford. Parques de San Francisco O California's Great America é um parque temático bem honesto, com ótimas atrações e bastante divertido. Tudo funciona muito bem, e você pode encontrar a turma do Snoopy, um imenso parque aquático, brinquedos radicais e familiares, além de 9 montanhas-russas! O California's Great America transporta o visitante ao tempo do começo dos parques temáticos, por volta de 1960, sendo recheado da mais pura nostalgia. O parque oferece em seus brinquedos a adrenalina em forma bruta, apostando em atrações que resgatam o grito de medo, vindo do puro terror de ficar de cabeça para baixo, de cara pro chão, quedas livres bruscas, rodopios ou de fazer inversões. Você pode sair mais cedo do hotel para aproveitar um pouco do Vale do Silício, onde estão o campus Google e a Universidade de Stanford. No Six Flags Discovery Kingdom , encontrei atrações dos super-heróis da DC Comics - e atrações muito radicais! Combinando três diferentes mundos em um parque só, o Six Flags Discovery Kingdom inova e ousa, sendo um parque único no mundo. São 10 montanhas-russas, sendo 7 extremamente radicais. Além delas, o parque possui ambientes de animais marinhos e terrestres, como pinguins, girafas e leões. Para chegar no Six Flags Discovery Kingdom, você pode ir de Uber ou pegar uma barca até Vallejo do San Francisco Ferry Terminal. Sendo meus primeiros parques fora do que eu havia visto em Orlando quando adolescente, eu amei ver as diferenças de foco que fazem cada parque ser especial. Tive momentos mágicos nos dois e não precisei de um milhão de fogos e nem uma trilha sonora envolvente! O próximo parque da região de San Francisco fica um pouco mais afastado, na cidade de Santa Cruz. Dá para chegar lá de Greyhound (o que eu fiz) ou de carro (facilmente). O Santa Cruz Beach Boardwalk foi uma linda surpresa para mim. O parque me fez apaixonar pelo clima à beira-mar rapidamente e estava encantado com as luzes e tanto colorido! São mais de 40 atrações, entre montanhas-russas, brinquedos radicais, familiares e infantis espalhados por um imenso calçadão, acompanhando à areia da praia. Santa Cruz também foi uma cidade que me cantou. A vibe jovem da cidade, terra do skate e do surf, me deixou com vontade de ficar mais tempo nela. Mas tinha que seguir viagem em direção à Los Angeles. Parte II: Pacific Highway Passei por Monterey e Carmel-by-the-Sea, indo de ônibus até San Luís Obispo, onde dormi uma noite. No dia seguinte, peguei novo ônibus em direção a Los Angeles pela Pacific Highway, onde pude ver paisagens inesquecíveis e passar três horas na cidade de Santa Barbara. Sério, é muito lindo! Aproveitei para sentir a natureza, o gelado das águas do pacífico e passear pelo centrinho de cada cidade. Em Monterey, fui na Del Monte Beach, uma praia de águas transparentes, e depois seguimos pela 17-Mile Drive, visitando pontos de vista do Oceano Pacífico, culminando no Cipreste Triste, uma árvore sozinha em uma pedra com sons de focas ao fundo! Terminei a 17-Mile Drive em Carmel-by-the-Sea, uma cidadezinha pequenina com areias brancas e águas muito azuis com um pôr-do-sol deslumbrante. Após o término do pôr-do-sol, seguimos pela Pacific Highway até San Luis Obispo para pernoitar e no dia seguinte ir para Los Angeles. Pela manhã, passei 3 horas caminhando pelo centro de Santa Barbara e almoçar no Stearns Wharf, o píer da cidade. Fazer a travessia de San Francisco para Los Angeles pela Pacific Highway é algo indispensável e totalmente inesquecível. Parte III: Los Angeles Antes mesmo de chegar a capital do entretenimento, parei em Malibu, onde pude comprovar que era terra de surfista mesmo! Fiquei pouco tempo no píer, mas era o suficiente para os surfistas me convidarem para experimentar um pouco da prancha. Meu medo não deixou, mas achei um máximo essa aproximação. Confesso que morri de medo no primeiro momento, mas acho que me viram sozinho lá e quiseram que eu me enturmasse! Parques de Los Angeles Depois de Malibu, direto para Santa Mônica, dona de uma paisagens mais famosas de Los Angeles, grande parte pela existência do Pacific Park em cima do píer. Tive que comer o almoço dentro do Bubba Gump correndo porque não aguentava de ansiedade para ir nos brinquedos, especialmente a Westcoaster, a clássica montanha-russa amarela, e a Pacific Wheel, a roda-gigante. As atrações do Pacific Park são em sua maioria para o público infantil, mas ir pelo menos na montanha-russa e na roda-gigante é obrigatório. A última praia do dia foi Venice, completamente diferente das outras duas. Se uma era dominada pelo surf e a outra pela fama, Venice era dominada por todos. Diversas manifestações culturais ocorriam em Venice, especialmente de jovens artistas. Foi lá que me banhei pela primeira vez no Pacífico. Águas geladas! Ah, sabe o por quê do nome Venice? As casas estão localizadas em vias de canal, assim como na cidade italiana! Depois de Venice, segui para o meu hostel em Santa Mônica, o HI Santa Monica Los Angeles Hostel . A partir dele, me locomovi de metrô para onde podia! O metrô de Los Angeles não abrange toda a região metropolitana, mas leva aos principais pontos de interesse na região central da cidade. Funciona de 04:30 à 01:30, e cada trecho custa 1,75 dólares. Mapa do metrô de Los Angeles Se você gosta de esportes, Los Angeles é um dos epicentros dos Estados Unidos nesse quesito! A cidade é uma das poucas que tem mais de um time nas ligas, competindo nas ligas estadunidenses profissionais de futebol americano, basquete, futebol americano, baseball e hóquei. Além disso, a cidade nutre uma rivalidade histórica com San Francisco! Os jogos contra os times da cidade da baía são os melhores! Mas, alerta para você que está lendo: nem pense em se tornar torcedor dos times de Los Angeles! San Francisco precisa e vai conquistar seu coração! Os times de Los Angeles são: Basquete: Los Angeles Lakers e Los Angeles Cippers , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Lakers) e/ou aqui (Clippers). Baseball: Los Angeles Dodgers e Los Angeles Angels , cuja temporada regular vai de março ou abril a setembro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Dodgers) e/ou aqui (Angels). Futebol americano: Los Angeles Rams e Los Angeles Chargers , cuja temporada regular vai de setembro a dezembro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Rams) e/ou aqui (Chargers). Futebol: LA Galaxy e LAFC , cuja temporada regular vai de março a outubro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Galaxy) e/ou aqui (LAFC). Hóquei: Los Angeles Kings e Anaheim Ducks , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Kings) e/ou aqui (Ducks). Os parques em Los Angeles ficam todos distantes uns dos outros. No centro de Los Angeles ( Downtown LA ), ficam o Pacific Park no Santa Monica Pier e a Universal Studios Hollywood. Além deles, os pontos turísticos mais famosos da cidade, como Beverly Hills, Griffith Park, Hollywood Boulevard, Calçada da Fama, Teatro Chinês, bairro de West Hollywood, as praias Venice e Malibu, e o Museu do Condado de Los Angeles, também ficam nessa região. Vale ressaltar que, assim como San Francisco, Los Angeles tem uma população de rua altamente numerosa, e que em alguns casos, podem ser hostis com turistas. Evite andar sozinho à noite pela cidade, e especialmente, fique atento aos seus bolsos, já que furto é extremamente comum tanto nas praias (todas elas) quanto na Hollywood Boulevard. Também evite contato visual ou se envolver em conversas. Ao sul da cidade, estão as cidades de Buena Park e Anaheim , onde ficam o Knott's Berry Farm e o Disneyland Resort (constituído pelos parques Disneyland e Disney California Adventure). Essa região fica distante aproximadamente 45 minutos de Downtown LA. Entretanto, essa estimativa é sem trânsito, algo extremamente raro de acontecer em Los Angeles, já que sua região metropolitana é uma das mais caóticas dos Estados Unidos. Tem dias que esse trajeto pode durar até 2 horas de carro! O Six Flags Magic Mountain fica em Santa Clarita, distante 35 minutos ao norte de Downtown LA (também sem trânsito), o que faz a distância Disneyland/Six Flags Magic Mountain ser colossal. Ter ficado no "meio do mapa", em Santa Mônica, me ajudou a equilibrar os tempos de deslocamento, porém hoje creio que é melhor ficar algumas noites na região de Santa Mônica para os pontos turísticos, Six Flags, Universal e Santa Monica Pier, e depois, se deslocar para mais algumas noites em Anaheim para visitar os parques da Disney e o Knott's Berry Farm. Los Angeles tem transporte público, mas é extremamente lento, já que a maioria são linhas de ônibus. Se você optar por usá-los, saiba que terá acordar cedo e dormir bem tarde para não perder tempo de parque. Dos pontos turísticos que todo mundo ama em Los Angeles, visitei os estúdios Warner e Paramount, o Observatório Griffith e a Hollywood Boulevard. Para quem é fã aficcionado de cinema, recomendo o tour da Paramount, que é muito mais exclusivo e oferece uma experiência mais focada nos detalhes do cinema. O tour da Warner é mais voltado aos sucessos comerciais da marca, mostrando principalmente os cenários de importantes produções cinematográficas. A visita nesses lugares foi apertada, já que eu tive que conjugar junto com os parques. Portanto, quando estiver planejando seu roteiro, deixe um dia só para fazer um tour pelos lugares importantes para o cinema! Em 2015, a Disneyland , estava comemorando seus 60 anos! Tudo estava decorado... Lindo demais! O número de atrações da Disneyland é o maior de todos os parques Disney nos Estados Unidos, e apesar de não ter atrações muitíssimo radicais, a Disneyland consegue cumprir sua promessa de fornecer diversão à todas as idades. Você consegue sentir claramente a magia do lugar ser o primeiro projetado por Walt Disney: apesar dos anos terem passado e novas atrações sensacionais terem chegado (como a área temática de Star Wars, Galaxy's Edge), muito do parque segue intacto! O segundo mudei da água para o vinho... Da magia para a completa adrenalina! As montanhas-russas do Six Flags Magic Mountain me deixaram completamente em êxtase! Incrível como nenhum parque de Orlando consegue combater em matéria de qualidade (e número) de montanhas-russas o Six Flags Magic Mountain , assim como a Califórnia inteira! São 20 montanhas-russas em um só parque! Mais um ponto do porquê fiquei apaixonado tão rápido! Outra coisa importante: por mais que fosse tentador, evitei fazer 2 dias de Six Flags Magic Mountain porque eu queria aproveitar o máximo da Califórnia nessa viagem. Com o Flash Pass Platinum, consegui ir em todas as montanhas-russas, diversas vezes, e me diverti bastante. O custo dele foi significantemente mais barato do que eu fosse fazer mais 1 dia de parque. Mas mal sabia eu que o meu parque favorito ainda viria... O Disney California Adventure abrigava a área do meu filme favorito, Carros, e ainda me fez chorar de cima a baixo com o World of Color. Você também poderá ir em atrações dos filmes da Pixar, dos super-heróis da Marvel, e assim, se sentir um verdadeiro explorador da Califórnia! Nunca havia visto um parque da Disney com um portfólio de atrações tão diversificado para todas as faixas etárias! Até hoje o California Adventure é meu parque favorito! Depois do Disney California Adventure, dei uma passadinha rápida no The Outlets at Orange , um excelente outlet com ótimas marcas para fazer compras, como adidas, Aeropostale, Build-a-Bear, Columbia, Converse, Forever 21, GameStop, Hollister, Hot Topic, Hurley, Lids, Nike, Vans, entre outras muitas! Esse shopping é um dos lugares mais baratos para comprar qualquer coisa na região de Los Angeles! Também não resisti a mais um hamburguer do In 'n' Out - é bom demais! Quando cheguei no Universal Studios Hollywood , tomei um choque pelo parque ser consideravelmente menor que seu irmão de Orlando. Mas preciso confessar que o Studio Tour foi muito muito legal! Incrível saber os locais reais de gravação de filmes famosos (e que ainda estão em atividade)! O parque tem as melhores atrações que existem na Universal Orlando, o que faz com que nenhuma atração seja ruim! Dá vontade de ir em tudo! Por ser muito pequeno, a lotação é considerável, mas chegando cedo e saindo tarde, dá para fazer todas em um dia só! O último parque de Los Angeles foi o Knott's Berry Farm , primeiro parque temático do mundo. Simplesmente incrível! O Knott's tem uma atmosfera de um Playcenter gigante e tematizado, e tudo funcionava muito bem! As montanhas-russas não tinha uma única que fosse ruim, e todas eram dos mais variados tipos! Ainda pude ver toda a turma do Snoopy mais uma vez! O parque tem um portfólio de atrações invejável, não merecendo nada menos que uma salva de palmas por proporcionar dias tão divertidos e mágicos. Quem diria que tudo isso estaria no meio da região metropolitana de Los Angeles. Parte IV: San Diego A partida para San Diego veio logo em seguida! San Diego é uma cidade bem menor que San Francisco e Los Angeles, mas que mantém uma alegria única! Fortemente influenciada pela cultura mexicana, a cidade é uma mistura de México com Estados Unidos, unindo os melhores pontos que eu vi nos lugares anteriores que eu passei: gente alegre e simpática, praias ótimas para surfe e banho, clima agradável, excelentes lugares para comer e beber, e pontos turísticos muito legais. Parques de San Diego O centro de San Diego é muito charmoso, sendo o Gaslamp Quarter a melhor região dele. São muitas lojas de souvenires, roupas e itens culturais, além de restaurantes, bares e baladas. Para quem gosta de atrações históricas, a cidade ainda oferece o USS Midway Museum, um museu histórico de porta-aviões navais, composto principalmente pelo porta-aviões Midway. O navio abriga uma extensa coleção de aeronaves, muitas das quais foram construídas no sul da Califórnia. Você consegue andar por San Diego através do VLT, que custa 2,50 dólares/trecho e funciona de 04:30 às 00:30. Mapa do VLT de San Diego San Diego também respira esporte! Assim como San Francisco e Los Angeles, a cidade tem seu próprio time de baseball, o San Diego Padres , que joga no Petco Park. A temporada regular do baseball começa no mês de março ou abril e vai até o mês de setembro. Para comprar ingressos para os jogos, basta clicar aqui . Escolhi um hostel no centro de San Diego para ser minha última hospedagem: o HI San Diego Downtown Hostel . A localização é perfeita tanto para visitar os pontos turísticos quanto dois dos três parques temáticos da cidade. O mais longe é a Legoland California , um parque de diversões gigante em Carlsbad, na estrada em direção à Los Angeles. Lá, é possível vivenciar vários universos da LEGO, como o LEGO Movie World, LEGO Ninjago, área de piratas, área medieval... As crianças e adolescentes até 14 anos amam! Eu fui de Uber, mas é possível também chegar via trem + Uber (bem mais barato do que se fosse direto de San Diego (como eu fiz)). A maior e melhor praia da cidade é Mission Beach, lugar do Belmont Park , um dos parques de diversões mais antigos dos Estados Unidos! O Belmont é um pouco maior que o Pacific Park, porém menor que o Santa Cruz Beach Boardwalk. Suas principais atrações são a Giant Dipper, montanha-russa de madeira histórica, labirintos com lasers, brinquedos radicais e brinquedos infantis. O pôr-do-sol no Belmont Park é algo completamente inesquecível e que você precisa vivenciar na sua vida! Pertinho dele está o SeaWorld San Diego , primeiro da rede a ser construído. O parque era um grande aquário, mas agora está mudando seu foco e trazendo montanhas-russas radicais, valendo muito a pena visitar! Para quem gosta de ver animais marinhos, o parque ainda mantém a maior coleção do país, agora, reformada para fazer do SeaWorld um grande santuário de animais que necessitam de ajuda. É perfeitamente possível conjugar ele com o Belmont Park, caso queira fazer os dois parques em um só dia. Maior parque urbano da cidade, o Balboa Park é ótimo para passear entre jardins e sentir o frescor das árvores. Sua maior atração é o San Diego Zoo , um dos maiores e melhores zoológicos dos Estados Unidos, sendo o mais importante centro de conservação e pesquisa animal do país. Fiquei extasiado em ver ursos polares e pandas-gigantes! Depois do dia vendo bichinhos, fui até a Seaport Village, um pequeno complexo comercial e gastronômico à beira-mar, com restaurantes locais (em sua maioria de culinária mexicana) e ótimos bares. No último dia fui no Las Americas Premium Outlets, que fica na fronteira com o México, e tem lojas muito bacanas como Adidas, Aeropostale, Armani, Banana Republic, Billabong, GAP, GUESS, Hugo Boss, Kipling, Lacoste, Puma, Ralph Lauren, Vans... É muita marca! O shopping costuma ter alguns descontos muito bons, especialmente por estar perto da fronteira. Ao fim de 14 dias no estado americano mais lindo, eu estava completamente apaixonado! Fazer essa viagem foi um grito de independência meu em relação ao mundo, mostrando que eu consigo realizar os sonhos que eu criei quando criança e adolescente. O carinho e o calor que a Califórnia me recebeu foram fatores determinantes para que esse estado ficasse para sempre no meu coração como meu lugar favorito no mundo, eternizado no meu corpo com uma tatuagem do urso símbolo do estado estilizada com o céu de Los Angeles e as colinas de San Francisco e em uma bandeira pendurada no meu quarto. É impressionante como tudo contribui para você ter uma viagem perfeita. Queria ir todo ano, de verdade! "Você pode viajar o mundo, mas nada se compara à costa dourada" Katy Perry ====== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Knoebels. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2018. Foram 2 anos (e mais 1 extra) juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro! Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. << Viagem anterior Próxima viagem >>
- As 50 Melhores Montanhas-Russas do Mundo | Ranking Definitivo
Descubra as 50 melhores montanhas-russas do mundo segundo quem já andou em mais de 700. Veja o ranking definitivo das atrações mais insanas do planeta. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! as 50 melhores montanhas-russas do mundo As melhores montanhas-russas do mundo são a Maverick do Cedar Point, a Toutatis do Parc Astérix e a Top Thrill 2 do Cedar Point . Sempre respondo as três com entusiasmo quando perguntam quais foram as melhores montanhas-russas que já andei — mas também com uma dose de humildade. A verdade é que não existe resposta certa ou errada para essa pergunta. A experiência em uma montanha-russa depende de muitos fatores: clima, fila, companhia, expectativa, e até o assento em que você está. Mas com base nas minhas vivências em centenas de parques pelo mundo, essas são as cinco montanhas-russas que mais marcaram minha jornada — e aqui está o porquê de cada uma ser, para mim, simplesmente inesquecível: 🎢 Maverick (Cedar Point, EUA) Para mim, é a definição perfeita de intensidade. Com curvas inesperadas, lançamentos agressivos e transições super suaves, ela combina tudo que gosto em uma montanha-russacompacta e ousada. A sensação de surpresa constante faz dela única. 🎢 Toutatis (Parc Astérix, França) Essa é puro dinamismo. O sistema de múltiplos lançamentos aliado ao layout criativo cria uma montanha-russa cheia de ritmo, com momentos de levitar do assento de tirar o fôlego e uma interação com o terreno que amplifica a adrenalina. É moderna e brilhantemente projetada. 🎢 Top Thrill 2 (Cedar Point, EUA) Com seu visual imponente e duas torres gigantes, ela redefine completamente o conceito de aceleração, altura e adrenalina — um verdadeiro espetáculo para quem ama emoção de verdade. 🎢 Hyperia (Thorpe Park, Reino Unido) A nova queridinha da Europa me ganhou com sua fluidez. Ela não é apenas rápida — ela dança pelos trilhos com leveza, oferecendo momentos de levitar do assento deliciosos e uma sensação de liberdade que me fez sorrir do começo ao fim. 🎢 Steel Vengeance (Cedar Point, EUA) Um verdadeiro monstro. Combina o melhor da madeira com a precisão do aço. É longa, intensa e recheada de momentos de levitar do assento — não tem um momento de descanso. É como se cada metro fosse desenhado para te surpreender. Essas são as minhas favoritas, mas sei que cada apaixonado por montanhas-russas terá a sua lista — e isso é o que torna essa comunidade tão rica. A emoção que sentimos em cada ride é única, e não precisa ser medida por rankings. O importante é o frio na barriga, o grito de alegria e a memória que fica. Que tal uma voltinha nas 50 melhores montanhas-russas do mundo? 1 Aço Maverick Cedar Point Ohio Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 32 EXTENSÃO (m) 1356.4 VELOCIDADE (km/h) 112.7 INVERSÕES 2 4 Aço Hyperia Thorpe Park Inglaterra Reino Unido FABRICANTE Mack MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 71,9 EXTENSÃO (m) 995,40 VELOCIDADE (km/h) 128,7 INVERSÕES 2 7 Aço Intimidator 305 Kings Dominion Virginia Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Gigacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 93 EXTENSÃO (m) 1554.5 VELOCIDADE (km/h) 144.8 INVERSÕES 0 10 Aço Siren's Curse Cedar Point Ohio Estados Unidos FABRICANTE Vekoma MODELO TILT Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 48,8 EXTENSÃO (m) 904,00 VELOCIDADE (km/h) 94 INVERSÕES 2 13 Madeira Phoenix Knoebels Pennsylvania Estados Unidos FABRICANTE Philadelphia Toboggan Company MODELO Wooden Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 23.8 EXTENSÃO (m) 975.4 VELOCIDADE (km/h) 72.4 INVERSÕES 0 16 Aço Time Traveler Silver Dollar City Missouri Estados Unidos FABRICANTE Mack MODELO Spinning TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 30,5 EXTENSÃO (m) 920,5 VELOCIDADE (km/h) 81 INVERSÕES 3 19 Aço Velocicoaster Islands of Adventure Flórida Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 47,2 EXTENSÃO (m) 1.432,00 VELOCIDADE (km/h) 112,7 INVERSÕES 0 22 Aço Maxx Force Six Flags Great America Illinois Estados Unidos FABRICANTE S&S MODELO Ar Comprimido TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 53,3 EXTENSÃO (m) 548,6 VELOCIDADE (km/h) 125,5 INVERSÕES 4 25 Aço Intimidator Carowinds North Carolina Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 70.7 EXTENSÃO (m) 1620.3 VELOCIDADE (km/h) 120.7 INVERSÕES 0 28 Aço Nemesis Reborn Alton Towers Inglaterra Reino Unido FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Inverted Coaster TREM Invertida STATUS Operando ALTURA (m) 13 EXTENSÃO (m) 716,00 VELOCIDADE (km/h) 80,5 INVERSÕES 4 31 Aço Fury 325 Carowinds North Carolina Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Gigacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 99.1 EXTENSÃO (m) 2012.3 VELOCIDADE (km/h) 152.9 INVERSÕES 0 34 Aço Iron Gwazi Busch Gardens Tampa Flórida Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 62,8 EXTENSÃO (m) 1.241,00 VELOCIDADE (km/h) 122,3 INVERSÕES 2 37 Aço Karacho Tripsdrill Baden-Württemberg Alemanha FABRICANTE Gerstlauer MODELO Eurofighter TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 30 EXTENSÃO (m) 700 VELOCIDADE (km/h) 90 INVERSÕES 4 40 Aço Montu Busch Gardens Tampa Florida Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Inverted Coaster TREM Invertida STATUS Operando ALTURA (m) 45.7 EXTENSÃO (m) 1214 VELOCIDADE (km/h) 96.6 INVERSÕES 7 43 Aço Storm Chaser Kentucky Kingdom Kentucky Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 30.5 EXTENSÃO (m) 836.4 VELOCIDADE (km/h) 83.7 INVERSÕES 3 46 Aço Nitro Six Flags Great Adventure New Jersey Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 70.1 EXTENSÃO (m) 1644.1 VELOCIDADE (km/h) 128.7 INVERSÕES 0 49 Aço Fahrenheit Hersheypark Pennsylvania Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Looping Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 36.9 EXTENSÃO (m) 823 VELOCIDADE (km/h) 93.3 INVERSÕES 6 2 Aço Toutatis Parc Astérix Hauts-de-France França FABRICANTE Intamin MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 51 EXTENSÃO (m) 1075 VELOCIDADE (km/h) 107 INVERSÕES 3 5 Aço Steel Vengeance Cedar Point Ohio Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 62.5 EXTENSÃO (m) 1749.6 VELOCIDADE (km/h) 119.1 INVERSÕES 4 8 Aço Schwur des Kärnan Hansa Park Schleswig-Holstein Alemanha FABRICANTE Gerstlauer MODELO Eurofighter TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 73 EXTENSÃO (m) 1235 VELOCIDADE (km/h) 67 INVERSÕES 0 11 Aço Untamed Walibi Holland Flevoland Países Baixos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 36,5 EXTENSÃO (m) 1085 VELOCIDADE (km/h) 92 INVERSÕES 4 14 Aço Batman Gotham City Escape Parque Warner Madrid Madrid Espanha FABRICANTE Intamin MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 45 EXTENSÃO (m) 1010 VELOCIDADE (km/h) 103 INVERSÕES 4 17 Madeira El Toro Six Flags Great Adventure New Jersey Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Wooden Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 55.2 EXTENSÃO (m) 1341.1 VELOCIDADE (km/h) 112.7 INVERSÕES 0 20 Aço TMNT Shellraiser Nickelodeon Universe New Jersey Estados Unidos FABRICANTE Gerstlauer MODELO Eurofighter TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 43 EXTENSÃO (m) 1000 VELOCIDADE (km/h) 100 INVERSÕES 7 23 Madeira The Voyage Holiday World Indiana Estados Unidos FABRICANTE Gravity Group MODELO Wooden Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 48.5 EXTENSÃO (m) 1963.5 VELOCIDADE (km/h) 107.8 INVERSÕES 0 26 Aço Behemoth Canada's Wonderland Ontario Canadá FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 70.1 EXTENSÃO (m) 1620.9 VELOCIDADE (km/h) 123.9 INVERSÕES 0 29 Aço Silver Star Europa Park Baden-Württemberg Alemanha FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 73 EXTENSÃO (m) 1620 VELOCIDADE (km/h) 127 INVERSÕES 0 32 Aço Copperhead Strike Carowinds North Carolina Estados Unidos FABRICANTE Mack MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 25 EXTENSÃO (m) 992.1 VELOCIDADE (km/h) 80.5 INVERSÕES 5 35 Aço Shambhala PortAventura Catalonia Espanha FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 76 EXTENSÃO (m) 1564 VELOCIDADE (km/h) 134 INVERSÕES 0 38 Aço Orion Kings Island Ohio Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Gigacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 87.5 EXTENSÃO (m) 1621.8 VELOCIDADE (km/h) 146.5 INVERSÕES 0 41 Aço Zadra Energylandia Małopolskie Polônia FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 62,8 EXTENSÃO (m) 1316 VELOCIDADE (km/h) 121 INVERSÕES 3 44 Aço Tatsu Six Flags Magic Mountain Califórnia Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Flying Coaster TREM Voadora STATUS Operando ALTURA (m) 51.8 EXTENSÃO (m) 1097.9 VELOCIDADE (km/h) 99.8 INVERSÕES 4 47 Aço Superman / la Atracción de Acero Parque Warner Madrid Madrid Espanha FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Floorless Coaster TREM Sem piso STATUS Operando ALTURA (m) 50 EXTENSÃO (m) 1100 VELOCIDADE (km/h) 100 INVERSÕES 7 50 Aço Odyssey Fantasy Island Inglaterra Reino Unido FABRICANTE Vekoma MODELO SLC TREM Invertida STATUS Operando ALTURA (m) 50,9 EXTENSÃO (m) 891,00 VELOCIDADE (km/h) 99,8 INVERSÕES 5 3 Aço Top Thrill 2 Cedar Point Ohio Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Stratacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 128 EXTENSÃO (m) 853.4 VELOCIDADE (km/h) 193.1 INVERSÕES 0 6 Aço Ride to Happiness by Tomorrowland Plopsaland de Panne Flanders Bélgica FABRICANTE Mack MODELO Spinning TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 33 EXTENSÃO (m) 920 VELOCIDADE (km/h) 90 INVERSÕES 5 9 Aço Phantom's Revenge Kennywood Pennsylvania Estados Unidos FABRICANTE Arrow Dynamics MODELO Customizado TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 48.8 EXTENSÃO (m) 975.4 VELOCIDADE (km/h) 136.8 INVERSÕES 0 12 Aço Lech Coaster Legendia Śląskie Polônia FABRICANTE Vekoma MODELO Looping Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 40 EXTENSÃO (m) 908 VELOCIDADE (km/h) 95 INVERSÕES 3 15 Aço Lightning Rod Dollywood Tennessee Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 50.3 EXTENSÃO (m) 1158.2 VELOCIDADE (km/h) 117.5 INVERSÕES 0 18 Aço Mako SeaWorld Orlando Florida Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 61 EXTENSÃO (m) 1450 VELOCIDADE (km/h) 117.5 INVERSÕES 0 21 Aço Kondaa Walibi Belgium Wallonia Bélgica FABRICANTE Intamin MODELO Megacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 50 EXTENSÃO (m) 1200 VELOCIDADE (km/h) 113 INVERSÕES 0 24 Aço Steel Curtain Kennywood Pennsylvania Estados Unidos FABRICANTE S&S MODELO Looping Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 67.1 EXTENSÃO (m) 1912.2 VELOCIDADE (km/h) 120.7 INVERSÕES 8 27 Aço Mamba Worlds of Fun Missouri Estados Unidos FABRICANTE Morgan MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 62,5 EXTENSÃO (m) 1706,9 VELOCIDADE (km/h) 120,7 INVERSÕES 0 30 Aço Twisted Colossus Six Flags Magic Mountain Califórnia Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 36.9 EXTENSÃO (m) 1521 VELOCIDADE (km/h) 91.7 INVERSÕES 2 33 Aço Expedition GeForce Holiday Park Rhineland-Palatinate Alemanha FABRICANTE Intamin MODELO Megacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 53 EXTENSÃO (m) 1220 VELOCIDADE (km/h) 120 INVERSÕES 0 36 Madeira Shivering Timbers Michigan's Adventure Michigan Estados Unidos FABRICANTE Custom Coasters International MODELO Wooden Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 37,2 EXTENSÃO (m) 1640,7 VELOCIDADE (km/h) 91,7 INVERSÕES 0 39 Aço Kingda Ka Six Flags Great Adventure New Jersey Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Stratacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 139 EXTENSÃO (m) 950.4 VELOCIDADE (km/h) 206 INVERSÕES 0 42 Aço Red Force Ferrari Land Catalonia Espanha FABRICANTE Intamin MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 112 EXTENSÃO (m) 880 VELOCIDADE (km/h) 180 INVERSÕES 0 45 Aço Monster Adventureland Iowa Estados Unidos FABRICANTE Gerstlauer MODELO Eurofighter TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 40,5 EXTENSÃO (m) 762 VELOCIDADE (km/h) 104,6 INVERSÕES 5 48 Aço Steel Eel SeaWorld San Antonio Texas Estados Unidos FABRICANTE Morgan MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 45.7 EXTENSÃO (m) 1127.8 VELOCIDADE (km/h) 104.6 INVERSÕES 0
- Monte seu pacote aos parques da África, Ásia e Oceania
Monte seu pacote de viagem aos parques temáticos da Ásia, África e Oceania. Você pode incluir serviços como passagem aérea, hospedagens, ingressos, aluguel de carro e seguro viagem. áfrica, ásia e oceania OLÁ! Para iniciarmos a montagem do seu pacote, o primeiro passo é preencher o formulário abaixo! Nele, você me fornecerá alguns detalhes básicos para estabelecermos nosso primeiro contato e assim, começarmos a trazer seu sonho para a realidade! Aqui, você poderá escolher quais parques da África do Sul, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão, Malásia, Singapura, Turquia, Austrália e/ou Nova Zelândia você gostaria de conhecer! A quantidade de dias dependerá de quantos e quais parques você escolher. Preparado? Qual é o seu nome e sobrenome? Qual o seu e-mail e WhatsApp para contato? Código Telefone Qual é a sua cidade e estado de saída? Quantos dias você gostaria de viajar? Em que mês e que ano você gostaria de ir? Gostaria de alugar um carro? Viajará sozinho ou acompanhado? Caso acompanhado, quantas pessoas a mais com você? Além de parques, o que você mais curte fazer? (Ex: praia, museus, festas, feiras, shows, musicais, peças de teatro...) Hora de montar seu roteiro dos sonhos! Escolha os parques dos países da África, Ásia ou Oceania que você gostaria de visitar nessa viagem. DICA: Visitar mais de um país na mesma viagem aumenta os custos, mas pode ser um otimizador de tempo! áfrica do sul Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Gold Reef City (Johanesburgo) coreia do sul Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Seoul Land (Seoul) Lotte World (Seoul) Everland (Seoul) E-World (Daegu) Gyeongju World (Gyeongju, perto de Daegu) Lotte World (Busan) emirados árabes unidos Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Warner Bros World (Abu Dhabi) Yas Waterworld (Abu Dhabi) Ferrari World (Abu Dhabi) SeaWorld (Abu Dhabi) Legoland (Dubai) Motiongate (Dubai) IMG Worlds of Adventure (Dubai) japão Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Tokyo Disneyland (Tóquio) Tokyo DisneySEA (Tóquio) Tokyo Dome City (Tóquio) Joypolis (Tóquio) Cosmoworld (Yokohama, perto de Tóquio) Fuji-Q Highland (Fujiyoshida, perto de Tóquio) Nagashima Spa Land (perto de Nagoya) Universal Studios Japan (Osaka) malásia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Genting SkyWorlds (Pahang, perto de Kuala Lumpur) Skytropolis Indoor Theme Park (Pahang, perto de Kuala Lumpur) Berjaya Times Square Theme Park (Kuala Lumpur) Sunway Lagoon (Kuala Lumpur) Legoland (Johor, perto de Singapura) singapura Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Universal Studios Singapore (Singapura) turquia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Vialand (Istambul) Viaport Lunapark (Istambul) Korsan Adasi (Istambul) The Land of Legends (Antália) austrália Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Adventure World (Perth) Luna Park (Melbourne) Gumbuya World (Melbourne) Luna Park (Sydney) Sea World (Gold Coast) Wet 'n Wild (Gold Coast) Warner Bros. Movie World (Gold Coast) Dreamworld (Gold Coast) nova zelândia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Rainbow's End (Auckland) Quais serviços você gostaria de contratar? Compra de passagem aérea Compra de hospedagem Compra de ingressos Compra do aluguel do carro Compra de seguro viagem Roteiro personalizado (10 dias ou menos: R$ 799 | 10 dias ou mais: R$ 999) Enviar formulário Obrigado! Você irá receber um contato meu em breve! Política de Cancelamento ✈️Passagem aérea O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem antes da viagem e o voo ainda não tiver saído? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar algum dos trechos do voo e já tiver pegado o primeiro avião? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem e não tiver me apresentado no aeroporto? A passagem não é reembolsável. Os custos informados se aplicam a cada passageiro adulto e estão convertidos á moeda local segundo o câmbio do dia. Os valores devem ser pagos á vista. As alterações e os cancelamentos, em caso de ser permitidos, podem ser realizados até 24 horas antes do embarque e durante um ano a partir da data da compra. As taxas de serviço a companhia cobrados na reserva original não serão reembolsados. 🛏️ Hospedagem As tarifas promocionais não permite realizar alterações ou cancelamentos. 🚗 Aluguel de carro Se você cancelar até 48 horas antes da retirada, somente cobraremos as taxas administrativas. Caso você não compareça, perderá o valor já cobrado no seu cartão de crédito. 🎫 Ingressos Ingressos ou passeios não são reembolsáveis em caso de cancelamento ou no-show. 🔒 Seguro Viagem Permite cancelamento até 3 dias antes da viagem. 🗎 Veja aqui os termos e condições da sua viagem
- Monte seu pacote aos parques da América do Sul
Monte seu pacote de viagem aos parques temáticos da América do Sul. Você pode incluir serviços como passagem aérea, hospedagens, ingressos, aluguel de carro e seguro viagem. américa do sul OLÁ! Para iniciarmos a montagem do seu pacote, o primeiro passo é preencher o formulário abaixo! Nele, você me fornecerá alguns detalhes básicos para estabelecermos nosso primeiro contato e assim, começarmos a trazer seu sonho para a realidade! Aqui, você poderá escolher quais parques da Argentina, Chile e/ou Colômbia você gostaria de conhecer! A quantidade de dias dependerá de quantos e quais parques você escolher. Preparado? Qual é o seu nome e sobrenome? Qual o seu e-mail e WhatsApp para contato? Código Telefone Qual é a sua cidade e estado de saída? Em que mês e que ano você gostaria de ir? Quantos dias você gostaria de viajar? Gostaria de alugar um carro? Viajará sozinho ou acompanhado? Caso acompanhado, quantas pessoas a mais com você? Além de parques, o que você mais curte fazer? (Ex: praia, museus, festas, feiras, shows, musicais, peças de teatro...) Hora de montar seu roteiro dos sonhos! Escolha os parques dos países da América do Sul que você gostaria de visitar nessa viagem. DICA: Visitar mais de um país na mesma viagem aumenta os custos, mas pode ser um otimizador de tempo! argentina Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Parque de la Costa (Tigre, perto de Buenos Aires) chile Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Fantasilandia (Santiago) colômbia Qual(is) parque(s) você gostaria de visitar? Mundo Aventura (Bogotá) Salitre Mágico (Bogotá) Parque del Café (Armenia) Quais serviços você gostaria de contratar? Compra de passagem aérea Compra de hospedagem Compra de ingressos Compra do aluguel do carro Compra de seguro viagem Roteiro personalizado (10 dias ou menos: R$ 799 | 10 dias ou mais: R$ 999) Enviar formulário Obrigado! Você irá receber um contato meu em breve! Política de Cancelamento ✈️Passagem aérea O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem antes da viagem e o voo ainda não tiver saído? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar algum dos trechos do voo e já tiver pegado o primeiro avião? A passagem não é reembolsável. O que acontecerá se eu quiser cancelar a passagem e não tiver me apresentado no aeroporto? A passagem não é reembolsável. Os custos informados se aplicam a cada passageiro adulto e estão convertidos á moeda local segundo o câmbio do dia. Os valores devem ser pagos á vista. As alterações e os cancelamentos, em caso de ser permitidos, podem ser realizados até 24 horas antes do embarque e durante um ano a partir da data da compra. As taxas de serviço a companhia cobrados na reserva original não serão reembolsados. 🛏️ Hospedagem As tarifas promocionais não permite realizar alterações ou cancelamentos. 🚗 Aluguel de carro Se você cancelar até 48 horas antes da retirada, somente cobraremos as taxas administrativas. Caso você não compareça, perderá o valor já cobrado no seu cartão de crédito. 🎫 Ingressos Ingressos ou passeios não são reembolsáveis em caso de cancelamento ou no-show. 🔒 Seguro Viagem Permite cancelamento até 3 dias antes da viagem. 🗎 Veja aqui os termos e condições da sua viagem









