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  • Meu Intercâmbio de Trabalho na Disney | Experiência Real

    Relato real do meu intercâmbio de trabalho na Disney. Rotina, trabalho, benefícios, desafios e tudo o que vivi por lá. Olá, seja bem-vindo ao EPCOT ! Tenha um dia mágico! 1. Introdução Meu nome é Raphael, e quando fiz esse intercâmbio tinha 23 anos e cursava Turismo na Universidade Federal Fluminense. Desde a minha primeira visita ao Magic Kingdom em 2008, com 14 anos, por livre e espontânea pressão da minha mãe, sou apaixonado por parques de diversões, tendo visitado mais de 50 em toda minha vida e andado em (até agora, abril de 2018) em 170 montanhas-russas. Essa paixão foi o que me levou a cursar Turismo e concentrar toda minha vida acadêmica ao redor desses lugares mágicos, especialmente entender como o visitante se comporta a partir do momento que entra nos portões e como os parques mexem com a cabeça das pessoas para atraí-las. Por conta disso (e pela minha paixão) eu queria muito trabalhar em um parque para ter a dimensão da dinâmica envolvida e para saber como era a sensação de ser um empregado de um lugar que deixa as pessoas felizes. Era mais fácil eu procurar um intercâmbio do que me mudar de estado para trabalhar no Hopi Hari ou Beto Carrero World, então comecei a ver se as redes Six Flags, Cedar Fair, Universal tinha algum programa de trabalho, e nenhuma tinha. Eu relutei até o final em escolher a Disney e seu ICP pois queria algo mais raiz e menos glamoroso. Como não encontrei nada, o “jeito” foi fazer o ICP. Esperei até o sexto período da minha faculdade para poder fazer com tranquilidade. De início, eu tinha como referência meus estudos sobre a Disney, e meus dois alumnis do 16/17 maravilhosos, Gustavo e Luyza. O único grupo que entrei foi o Futuros Disney Cast Members no Facebook para eu ficar a par de tudo que acontecia nos momentos que antecediam o processo seletivo. Evitei entrar em grupos de whatsapp antes de saber a aprovação, primeiro porque não tenho paciência para grupos imensos, segundo que não queria interagir e depois quebrar a cara. Por mais que eu olhasse torto ainda para a ideia de fazer o ICP, eu sabia que se eu passasse eu iria para Orlando com a meta de aproveitar o máximo de cada parque. Queria conhecer tudo, fazer tudo. E queria me sentir livre no trabalho. Não adiantaria eu fazer esse processo para ter a mesma infelicidade que eu sinto em ficar atrás de um balcão ou sentado em um escritório. Eu preciso estar ao ar livre para me sentir feliz. Fui até o norte de Ohio atrás de montanha-russa. Esse parque temático da foto é o Cedar Point, que detém o segundo maior número de montanhas-russas do mundo. Então foi o momento que eu tinha que ter pelo menos uma ideia das roles, isto é, o tipo de trabalho que eu faria lá. São as seguintes: - Attractions: operação de brinquedos familiares/infantis e portaria dos parques; - Character Attendant: guardião e assistentes dos personagens; - Character Performer: atuação como os personagens Disney; - Costuming: serviço de corte, costura e lavagem de uniformes; - Custodial: limpeza das áreas comuns e banheiros; - Merchandise: operação de caixa, venda e arrumação de estoque das lojas; - Quick Service: atendimento e manutenção das lanchonetes. Dentro dessas, a única que poderia me oferecer a liberdade que queria era Custodial. Nunca havia lidado com lixo na minha vida, mas sempre gostei dos ambientes que eu estava limpo e organizado. Apesar de amar a parte de brinquedos, pensei que eu poderia acabar achando chata depois de tanto tempo trabalhando. Dito isso, coloquei Custodial na cabeça, apesar de estar ainda com medo do que eu teria que lidar. O meu investimento financeiro para o ICP foi na ordem de US$ 2660/R$ 9500, que incluiu todos os gastos antes de receber o meu primeiro salário. Foram US$ 355 da acomodação da Disney, US$ 801, US$ 309 do seguro obrigatório, US$ 160 do visto J1, US$ 35 da taxa SEVIS e US$ 1000 para sobrevivência e primeiras compras. Consegui a maior desse dinheiro trabalhando em um estágio na faculdade e o resto veio através de patrocínios familiares. 2. O Processo Seletivo O processo seletivo é composto de 3 etapas: inscrição online, entrevista presencial com a STB e entrevista presencial com a Disney (ambas em inglês). Primeiro passo – Inscrição online: A STB realiza palestras em algumas capitais dos estados do Brasil para contar mais sobre o intercâmbio e realizar a primeira entrevista. Para ter acesso a essa palestra, é necessário garantir seu lugar através de um cadastro em um hotsite que a STB irá disponibilizar dias antes da data das inscrições. É recomendável ser ágil nesse processo, pois as vagas se esgotam em poucos minutos. Para tudo correr bem no primeiro passo, fique de olho no site da STB sobre o programa e em páginas no Facebook, como a Segunda Estrela, para saber todas as informações necessárias. Segundo passo – entrevista com a STB: Essa entrevista ocorre logo após a palestra informativa. Ela é o “grande funil” do processo seletivo, visto que a taxa de eliminação de participantes é altíssima. Não existe segredo absoluto para ser aprovado, mas existem alguns fatores que é importante prestar atenção para garantir que a sua entrevista não seja um desastre. É importante lembrar que o que escrevo não é verdade absoluta, podendo variar de pessoa para pessoa, porém é o que eu observo melhor na característica de aprovados. Lá vai: - Não fique de cabeça baixa e olhe diretamente nos olhos do entrevistador o tempo todo. - Não vá com frases gravadas que muito provavelmente você vai se perder. Mantenha uma linha de raciocínio constante, evitando gaguejar, a partir de palavras-chefe guardadas na mente. - Não invente de falar palavras rebuscadas em inglês. Passe sua mensagem claramente com o que você sabe. - Seja sincero na hora de relacionar o seu objetivo de vida profissional com o porquê de você estar fazendo o programa. Evite faltar que você sente amor aos parques ou aos personagens da Disney. - Seja empolgado e sorria. Não fale com voz baixa. - Pense em argumentos próprios do porquê você faria a diferença como um empregado Disney. Não vá em clichês como “quero ter a oportunidade de fazer contato com novas culturas” ou “eu teria muito em contribuir com a Disney porque sou uma pessoa extrovertida e sem medo do trabalho”. - Não fale sobre experiências na qual o entrevistador não quer saber ou que não esteja relacionada com o programa, como “vejo séries”, “eu desenho”, “faço esportes”, “amo comida mexicana”. - É indicado ter experiência profissional, trabalho voluntário e/ou viagens internacionais no currículo, assim como certificados de línguas estrangeiras. - Caso tenha experiência com viagens internacionais, procure dizer em que elas contribuíram para o seu crescimento pessoal. - Não se intimide pelo colega ao lado nem o deixe te intimidar. - Tenha consciência que sua entrevista também depende do entrevistador, às vezes, ele pode não ir com a sua cara. Me lembro de ter ido com uma galera enorme da minha faculdade para a entrevista em São Paulo. Estava acontecendo o Encontro Nacional de Estudantes de Turismo (ENATUR) na cidade na mesma época da entrevista do ICP, e não foi difícil convencer a galera a tentar o programa junto comigo. Lembranças para motorista de Uber Angelina, que fez o impossível para tentar chegar no lugar em um domingo com metrô e ruas interditadas (mesmo eu gritando de desespero e pulando para fora do carro no momento em que chegamos perto do local). Foi uma das viagens mais divertidas que fiz para São Paulo e faria tudo de novo. Terceiro passo – entrevista com a Disney: Sendo aprovado na entrevista com a STB, 1 mês e meio depois tem a entrevista com a Disney, em São Paulo. Nessa etapa do processo, o recrutador pretende conhecer você melhor, fazendo perguntas mais aprofundadas sobre seu currículo. É nessa entrevista que você deve falar seu parque favorito ou atração favorita para efeitos de possíveis definições de work location. A ideia dessa entrevista é ser um papo descontraído. Eu fiz a entrevista com a Regina, a chefe do recrutamento Disney no Brasil. Eu saí de lá arrasado, porque eu tentava iniciar uma conversa e ela acabava me cortando querendo saber algo específico. Achava que não ia passar, mas no final tudo correu bem, apesar da Disney ter esquecido de me mandar a minha Job Offer, isto é, seu contrato de trabalho. 3. Do resultado da aprovação até o embarque Nesse tempo, você estará surtando de ansiedade a cada dia que passa, porém vários passos importantes são executados. Primeiro de tudo, essa é a hora de entrar em grupos. A comunicação com as pessoas que também passaram te ajuda muito a saber informações e a se sentir mais seguro de tudo. A STB te dará aos poucos via um portal os passos que devem ser executados, com suas respectivas datas. Aqui, o primeiro documento mágico que você receber é a sua Job Offer, que contém a role que você fará e o seu salário a ser pago. Aceitando sua Job Offer, você paga as primeiras semanas do DORMS, o portal que garante sua residência em um dos quatro condomínios da Disney em Orlando. Com esses dois passos completados, comece a correr atrás de passagem aérea, hospedagem para os dias que antecedem a data de check-in na Disney e continue acompanhando para você ter o recebimento do seu DS-2019, o documento do governo americano que permitirá você tirar o visto J-1. Além disso, você deverá também pagar uma taxa chamada SEVIS e preencher um site da Disney (New Hire Portal) em que colocará todas suas informações para que tudo ocorra bem com seu salário. Depois disso tudo pronto, bem perto da data de embarque você verá se será possível linkar com algum amigo seu, isto é, ambos ficarem no mesmo quarto. Nos últimos anos, somente a galera que foi na segunda e terceira data foram permitidos esse benefício. Além disso, você escolherá entre um dos quatro condomínios: Vista Way, Chatam Square, Patterson Court e The Commons. Apesar de ter escolhido linkar, pela oportunidade de uma melhor comunicação com meus colegas de apartamento, que acabaram por serem todos brasileiros, sinto que perdi uma oportunidade de interagir com outras culturas mais fortemente. 4. A chegada aos Estados Unidos Você só terá direito a 2 malas de 23kg em qualquer companhia aérea, ao menos que queira pagar excesso de bagagem. Minha dica para a arrumação das malas é que você não cometa o mesmo erro que cometi, levando muito do mesmo. Leve no máximo 2 pares de sapatos, 10 a 15 camisas, 2 a 3 calças, e se preferir levar toalhas e roupa de cama, leve no máximo 2 de cada. Isso te poupará dores de cabeça em relação a peso e no manejo das malas. Busque ficar longe de sacolas na mão e mantenha seus eletrônicos em uma mala de mão. Na imigração, apresente os seguintes documentos: passaporte com o visto e o DS2019. Caso o entrevistador pergunte por quanto tempo ficará e onde você vai ficar, fale todas as informações que recebeu da Disney. Caso você esteja hospedado em um hotel da Disney, você pode pegar o Disney Magical Express no Aeroporto de Orlando em direção ao seu hotel. Caso não, pegue um Uber ou Lyft, um app concorrente. Escolhi ficar dois dias no Walt Disney World Resort aproveitando os hotéis antes de ir para o condomínio. Foi ótimo porque pude dar vários rolês nos hotéis do complexo, e conhecer as diferenças entre eles. Além disso, é o tempo de você conhecer as pessoas que você conversou até então só pela internet e trocar experiências. Escolhi conhecer todos os cantos do meu hotel caçando Pokémons e visitar o Art of Animation, por ter uma seção preferida do meu filme favorito da Disney, Carros. Nem preciso dizer que amei cada detalhe que pude perceber. Além disso, passei no Disney Springs e jantei no Rainforest Café, um dos milhares de restaurantes do centro comercial da Disney. É muito legal você ter esses primeiros momentos de confraternização com os participantes do programa, até para você se sentir mais acolhido. 5. Entrando no condomínio Meu condomínio foi o Vista Way. Eu o escolhi pelos prédios ao seu redor: o fast-food Wendy’s, lar do famoso 4-4-4 (um combo de um hambúrguer sem gosto, batata frita, nuggets de frango e bebida); Walgreens, uma farmácia e depósito de bebidas; Dollar Tree, um mercado onde tudo é vendido a 1 dólar e outros, como a pizzaria Cici’s Pizza e um complexo de golfe. Além disso, é do Vista que saem a maior parte dos ônibus para os lugares. Fiquei no prédio 23, um pouquinho longe do terminal de ônibus, mas incrivelmente perto da piscina e da recepção. O Vista é o mais antigo dos condomínios, e isso dava a ele um ar charmoso de subúrbio americano, especialmente com as árvores perdendo as folhas no outono e depois completamente secas no inverno. Entretanto, os apartamentos sofrem um pouco com a idade: as máquinas de lavar, que ficam do lado de fora do apartamento, quebravam constantemente; nosso triturador de lixo quebrou no primeiro mês; os colchões eram bastante duros e as gavetas não tinham mais sustentação. Para completar o barraco, os ônibus que são disponibilizados para nós são verdadeiras lata-velhas. Eu gostei de morar no Vista Way, especialmente pelos estabelecimentos perto. Apesar de não ter participado de muitas, o Vista também era o epicentro das festinhas e rolês (mais sobre isso a frente). Entretanto, se você não se importa de pegar ônibus, eu acredito que o Chatam Square seja a melhor opção, por ser mais novo, ser o centro de eventos e ter a mesma quantidade de linhas de ônibus que o Vista tem. O The Commons possui o benefício da máquina de lavar ser dentro do apartamento, e o Patterson Court é o mais novo dos condomínios, porém somente uma linha de ônibus passa no condomínio, sendo necessário andar para o Chatam para pegar o resto dos ônibus. 6. A primeira semana A mudança, na segunda-feira, foi muito confusa. Quando eu vi todo conteúdo das minhas duas malas enormes espalhados em cima da cama senti uma ansiedade enorme de arrumar tudo. Entretanto, eu tinha que comer e comprar vários utensílios para o apartamento, então já no primeiro dia você só sai correndo para o Walmart e o Dollar Tree em busca de tudo aquilo que você precisa. Cuidado ao comprar grandes quantidades de comida. Para mim, cozinhar não foi uma realidade porque trabalhava no mínimo 8 horas por dia e preferi dormir do que cozinhar. Logo, a quantidade de comida que comprei no primeiro dia de Walmart estragou facilmente. Faça compras para a sua semana, e compre todos os utensílios ou eletrônicos que desejar. Os dias seguintes foram de muito parque! Eu já tinha comprado daqui do Brasil o passe dos parques SeaWorld (Busch Gardens e SeaWorld), então já fui correndo experimentar a Mako! De resto, aproveitei o condomínio porque sabia que não teria tempo de aproveitar depois. Na quinta-feira, aconteceu o Traditions na Disney University, o primeiro treinamento que temos da Disney. Nele, aprendemos sobre as tradições da empresa e é uma oportunidade para todos ficarem familiares com o passado de Walt Disney. Assim como muita coisa nesse programa, vai depender muito de você, e muito de sua história de vida, decidir se o Traditions é realmente emocionante ou não. Depois, tive a minha primeira visita ao Typhoon Lagoon, um dos parques aquáticos da Disney em anos. Foi uma delícia! Os parques aquáticos de Orlando são ótimos nessa época por estarem realmente muito vazios. Ah, no Traditions, recebemos já o direito de aproveitar o passe para aproveitarmos os parques da Disney de graça e o descontão de 40% nos produtos! Não vou falar outras coisas que recebemos, nem o nome do passe, para evitar mais surpresas que é muito gostoso ter lá. Vi que era uma cultura da região de Orlando o uso de lanyards, aqueles cordões que normalmente aqui no Brasil usamos para pendurar a chave da bicicleta ou de armários, etc. Lá, as pessoas enchem de pins, sejam para trocar pelos parques ou apenas para mostrar as suas aquisições. Pins são caros e alguns são tão raros que as pessoas até evitam sair com eles. Além das lanyards, as pessoas ainda podem guarda-los em bolsas ou em imensas maletas. É algo muito sério de se colecionar. Dito isso, tratei logo de ter a minha. Cada pin que estava em minha lanyard tinha um significado imenso para mim, e você verá o que significa cada um deles durante esse relato. Nos dias a seguir, tive o começo dos meus treinamentos de Custodial e o Winter Formal, o baile de formatura ao estilo festa americana! Vou aproveitar o gancho do Winter Formal para dizer que as minhas relações sociais na primeira semana não foram fáceis. Mesmo tendo falado com uma quantidade considerável de pessoas no período pré-programa, vi todas indo embora de uma maneira muito fácil em virtude de terem conhecido outras pessoas lá. Acabou que quis dar atenção para tanta gente, que acabei ficando sem alguém realmente do meu lado. Digamos que sofri um baque psicológico muito grande nesse momento porque meu ambiente social no Brasil era de amigos vindos de diferentes grupos e acabei achando que teria a mesma coisa lá. Foi preciso a ajuda dos meus amigos do Brasil e uma ajudinha internacional da minha psicológica para me convencer a ficar e ver o quanto eu ainda tinha pela frente mesmo sentindo solidão e abandono. 7. Treinamento e primeiros dias como Custodial Os primeiros dias de treinamento aconteceram na Disney University. O primeiro dia era o Welcome to Operations, uma verdadeira aula de gestão de parques temáticos (nem preciso dizer que amei) e segurança no trabalho. Já o segundo dia tive o Custodial Core, em que aprendi os básicos das funções de um custodian. Foi engraçado porque eu sou a pessoa mais desajeitada do mundo, então era quase impossível eu lembrar do passo-a-passo certo que tinham me acabado de ensinar HAHAHAHA! Além disso, nem por um decreto conseguia fazer o nó que os custodians fazem para manter o saco de lixo preso na lixeira. Nesse momento, eu senti que tudo estava perdido e que eu ia ter muita dificuldade na role. FELIZMENTE, os próximos dias já seriam na minha work location: a Comunidade Experimental e Protótipa do Amanhã, ou EPCOT. Foram dois dias de treinamento em que nossos treinadores maravilhosos tiraram (quase) todo nosso medo e nos deixaram bastante à vontade. Visitamos os bastidores do Epcot, como o prédio abandonado do Wonders of Life (um dos antigos pavilhões, que era dedicado ao corpo humano – vocês podem imaginar o quanto surtei nesse momento, sempre sonhei em entrar), e andamos na atração Frozen Ever After de costume (nosso uniforme branco exclusivíssimo)! Do ponto de vista técnica, fomos treinados em como fazer as trash runs (quando você vai de lixeira em lixeira para retirar e repor os sacos de lixo), varrer eficientemente, se proteger dos perigos (chorume, asbestos, sangue), como ser cordial com os visitantes, como ter uma imagem limpa, como limpar banheiros e principalmente, quais são as nossas fontes de momentos mágicos. O EPCOT foi um sonho de work location. Apesar do Animal Kingdom ser o meu parque favorito do complexo, o EPCOT sempre foi o parque que eu mais estudei como futuro turismólogo especialmente pela sua histórica rica e inúmeras mudanças que passou ao longo do tempo. Eu realmente estava nervoso sobre aonde eu iria trabalhar, especialmente porque eu precisava que fosse parque por motivos do meu TCC (é real). Felizmente, tudo deu certo, porém no meu ano muitos custodians caíram nos hotéis da Disney, em que tiveram uma má impressão generalizada, principalmente pela falta de visitantes. Infelizmente, a work location é algo que está além do seu controle, a Disney que escolhe. Dentro do Epcot, eu ficava limitado ao Future World, isto é, a área que vai do estacionamento até a entrada do World Showcase (onde ficam os países). A cada dia, eu podia pegar Streets (eu tinha que limpar um pavilhão e os caminhos ao seu redor) ou Restrooms (eu tinha que limpar um banheiro principal e outros secundários). Nos dois primeiros dias, eu peguei os banheiros mais movimentados do Future World: o Eastblock, único banheiro do lado Leste do FW, e o The Land Down, o banheiro ao lado do Soarin’. Foi extremamente desgastante para o meu corpo sedentário, porém eu não parava em momento algum, me tornando uma pessoa mais ativa. No primeiro dia, eu tive meu primeiro BBP (Bloodborne Pathogen), isto é, sangue. Felizmente, como eu era novo, o coordenador veio me ajudar a limpar, mas imaginem a minha cara de ter logo um BBP de cara ao invés de um code-v (vômito), code-h (fezes), code-u (xixi) ou spill (pipoca ou sorvete). Nos dias seguintes, tive meu primeiro dia de Streets, em que demorei para entender a dinâmica das lixeiras e acabei me enrolando para tirar todos os lixos, voltando para casa arrasado. Mas as coisas melhoraram! Ou não... 8. A experiência Custodial O time de custodians no Epcot inicialmente era 5, com 2 no World Showcase e 3 no Future World. Eu ganhei os dois co-workers que nem nas minhas expectativas mais altas imaginava. João e Giovanna foram minha família do começo dos dias de trabalho até... hoje. Nós três criamos uma parceria em que raramente nos desgrudávamos, fazíamos tudo juntos, íamos para parques sem parar, combinávamos dias de folga e nos apoiávamos em qualquer momento de dificuldade, superando qualquer medo. Sou muito grato por termos desenvolvido essa conexão, porque sei que para cada um de nós, esse trio foi em grande parte o motivo do nosso ICP ter sido tão especial. O resto dos nossos co-workers eram em sua maioria haitianos e americanos do College Program. Ambos os “grupos” foram muito gentis conosco, em grande parte das vezes se dispondo a nos ajudar quando fazíamos algo errado. Entretanto, existia uma diferença clara em como cada cast member levava a vida como custodian, e foi aí que eu comecei a perceber as diferenças de todos que estavam ali naquele time. E a primeira que vi foi que trabalhar no Walt Disney World Resort não é necessariamente mágico, e a role Custodial dá ampla visão de um outro lado da Flórida que quase ninguém conhece. Penso em primeiro momento nos muitos brasileiros que estão insatisfeitos com nosso país e a primeira coisa que vem à cabeça é dar o fora daqui e falar que vai para os Estados Unidos, especialmente a cidade de Orlando, esperando viver um sonho interminável com os passes anuais da Disney, Universal e SeaWorld nas mãos. Não é bem assim. Durante os 3 meses que trabalhei lá, tive que encarar uma realidade totalmente diferente da que um turista que chega no aeroporto vive. Pagar um aluguel de 107 dólares por semana por um apartamento capenga, ter que aprender a viver com 260 dólares semanais, aguentar humilhações de visitantes enfurecidos, e ter a maior discrição diante da velha maneira de gerenciamento de recursos humanos: faça o que eu mando, senão rua. Eu trabalhava por volta de 38/40h por semana, então esses 260 dólares era basicamente meu salário fixo, com os descontos do imposto de renda e aluguel dos apartamentos. A única vez que fugiu desse patamar foi quando tive um turno de 34 horas seguidas trabalhando para compensar 3 dias de folga que requisitei. A questão de “ser rico" durante o programa varia muito com seu desejo de trabalhar. Eu evitava pegar turnos extras e valorizava muito meus 2 dias de folga por semana. Além disso, pela minha percepção, certas roles, como Merchan, e certas work locations, como o Disney Springs, davam mais horas trabalhadas que os outros. Talvez você esteja chocado que eu esteja falando e expondo tudo isso. Afinal, visitas e mais visitas ilimitadas nos parques de diversões não te fizeram feliz? Fizeram. E se o dinheiro do salário não desse, tinha, felizmente, minha família no Brasil para ajudar. Só que a realidade de Orlando é diferente. Bem diferente. Por baixo de uma cidade nojenta arquitetada pelo rodoviarismo, que expulsou sua população local por conta da gentrificação, e é uma das capitais do consumo, vivem dois mundos: um, a população classe média e alta americana, seres humanos inconscientemente tristes, que vivem em seu mundo particular da família, com poucos amigos próximos e veem na compra compulsiva a forma de serem felizes, e a classe baixa, sem instrução, largada no mundo mágico da fantasia tentando sobreviver. E eles estavam no mesmo barco que eu. Trabalhando no mínimo 8h por dia num parque temático nas condições que falei e digo mais: Se ficou doente, azar, não recebe. Quer tirar férias, azar, não recebe. "Foi trabalhar na Disney porque quis. Não está satisfeito, vem embora." Acontece, caro leitor, que se no meu caso fosse realmente muito fácil ir embora, para os Estados Unidos que eles querem esconder não é tão fácil assim. Conseguir um emprego num fastfood já é difícil, conseguir em um dos parques já é quase uma conquista equivalente à nossa vaga em uma universidade federal. É a única oportunidade de emprego dessas pessoas, que vivem num mundo em que precisam se humilhar para ter um mínimo de dignidade. E o que a empresa, Disney, dá em troca? Um passe livre e 40% de descontos em produtos. Mas é claro, compense o inferno do trabalho com a magia da nossa empresa. Só que tem um detalhe: para mim, que ficou lá só 3 meses, e principalmente para o turista, essa magia ainda existe. Para quem já tá lá no mínimo 5 anos, essa coisa de magia é no mínimo, falsa. Lembra que eu falei que eu tinha família para ajudar caso o salário não desse? Essas pessoas não têm. Essas pessoas só tem o salário de 10 dólares a hora, para morar, comer e dar um futuro para seus filhos. O deslumbre com o mundo de fantasia é natural. Afinal, de todos esses anos estudando parques temáticos, o que mais tenho certeza é que no momento que você entra pelos portões, seus problemas parecem desaparecer. E eles desaparecem. Só que a maior parte das pessoas que fazem SEU sonho se tornar realidade, estão ali quase vivendo um pesadelo particular, que precisam vivenciar para o seu sonho de futuro melhor ou pelo menos decente. Eu tive meus momentos mágicos. Eu tive o momento de alegrar crianças trocando pins, fazendo bolhas e dando sticker, de deixar uma família tranquila ao dar direções, de conversar com pessoas do mundo todo, até pegar abacate me pediram. Me lembro que outro dia uma criança me parou e entregou um coração pintado de arco-íris com uma mensagem de tolerância e empatia. Mas meu trabalho não era o tempo todo assim. De fato, acho que 30% ou 40% era. O resto, era puxando lixo, limpando vaso sanitário, pipoca, sangue, vômito, sorvete, cocô, xixi... Ou até mesmo fazendo nada, visto que as vezes ficava extremamente tedioso. Importante: a alta interação com visitante que todos veem em Custodial precisa partir de você. Você precisa estar de bom humor e disposto para que a interação ocorra. Você precisa correr atrás de fazer um momento mágico. Não fique esperando cair do céu porque raramente vai. Eu já sabia que faria isso, e não, não estou reclamando. Estou apenas mostrando que esse intercâmbio não é uma fábrica de fantasias o tempo todo. E como expus, para algumas pessoas, essa fábrica de fantasias nem existia. Eu cresci 3 anos em 3 meses por ter uma oportunidade de vivenciar algo assim e de aprender com essas pessoas. Aprender a não reclamar de barriga cheia, aprender a viver com pouco, aprender que lutar por você é sempre válido. E aprendi a valorizar mais o meu país. Os Estados Unidos estão longe de ser um suprassumo de primeiro mundo. Se você, leitor, escolher Custodial, eu não tenho ideia se você vai achar se limpar banheiro é fácil. Desinfetar mesa de troca de fralda, mictórios, vasos, dar descarga em fezes, secar o chão e as pias, varrer e trocar papel higiênico e papel toalha, e esborrifar cheirinho no banheiro, é difícil para você? Trocar lixeiras, carregar sacos de lixo, varrer pipoca (odeio), limpar sorvete (cruzes), e batalhar contra carrinhos de bebê (ranço), é difícil para você? Eu não achei nada disso grande coisa, qualquer ser humano pode fazer isso, e pode fazer bem. Você perde seus nojos. Depois desse textão todo, você deve se perguntar se eu odiei escolher Custodial, certo? Jamais. Eu amei ter escolhido Custodial. A liberdade que eu tive de poder andar para qualquer lugar no parque, de poder fazer os dias das pessoas melhor apenas indicando direções ou deixando o ambiente limpo. Dificilmente em outra role eu poderia ter dançado com a galera e visto os fogos de artifício no ano novo ou aguentar 34 horas trabalhando com outros custodians brasileiros na maratona a base de muito riso e sono. Nessa role a gente aprende o significado real de comunidade, de ajudar o próximo (seja seu coworker ou visitante), de estar com a mão na massa e ter empatia. Tive meus dias péssimos, teve até um dia que fui acusado de algo que não fiz e tive que engolir seco. Entretanto, como expus, o saldo final é positivo. Eu fui feliz como Custodial e hoje eu lembro com um carinho no rosto cada vômito limpo. 9. Dentro do EPCOT O EPCOT, na minha visão, era um parque difícil de se trabalhar pela imensidão da área que tínhamos que cobrir sozinhos. Enquanto nos outros parques existe um outro custodian para te ajudar na posição de Streets, no EPCOT, apenas um tomava conta do pavilhão e de seus caminhos. Tínhamos que realmente nos desdobrar. Felizmente, nossos armários estavam sempre bem estocados, com nossas luvas, químicos (saudades Oxivir, o desinfetante que mata tudo menos seres humanos) e instrumentos de limpeza como rodos. Às vezes o compactador quebrava e os banana boats (carrinho em que botávamos os sacos de lixos) estavam sujos, mas nada que não fosse rapidamente resolvido. Meus pavilhões favoritos eram o Test Track e o The Seas with Nemo and Friends. Test Track pela grande quantidade de lixeiras e pessoas em volta, então nunca ficava parado e podia interagir com bastante gente. O The Seas era um amorzinho de limpar, poucas hot cans (lixeiras com alta geração de lixo) e um aquário gigante em que me distraía com os animais. The Land era um pavilhão difícil, especialmente pela fila da Soarin’, que gerava muito lixo e os acessos eram precários, e pelo fato do lugar ter dois andares e eu não poder andar com o banana boat dentro. O pavilhão da Imaginação, lar do meu chefe, Figment (xô, Mickey), era tranquilo também, especialmente por fechar as 19h. Entretanto, um maldito carrinho de pipoca complicava um pouco as coisas e limpar o lounge do DVC (Disney Vacation Club) não era uma das coisas mais agradáveis. A Spaceship Earth tinha um número considerável de hot cans, além de nos dias mais frios, ter uma corrente de vento muito gelada que era difícil aguentar. Apesar disso, era muito legal receber os visitantes que chegavam ao parque e no final do dia, dar um grande até logo. O pavilhão do prédio do Universe of Energy era o mais tranquilo de todos, visto que o prédio está fechado por conta da construção da montanha-russa de Guardiões da Galáxia, então quase não tinha visitantes. Além da posição dos pavilhões, podíamos ser também Relief, isto é, cuidávamos apenas das lixeiras recicláveis da entrada do parque, ou dos lados leste ou oeste. Essa posição acaba sendo um “faz-tudo” porque as lixeiras recicláveis demoram para poder encher, então sempre era chamado para limpar um code-v em algum lugar. Foi assim que tive o gostinho de trabalhar no Mission: SPACE, já que fui lá para limpar consideráveis code-vs e esvaziar algumas lixeiras. Reciclável tinha um ponto bem ruim: era preciso rasgar o saco com as latinhas e garrafas para colocar no galpão de lixo, o que às vezes me rendeu uns banhos de chorume. Zero safety. Uma posição que me surpreendeu foi quando fui designado para cuidar da limpeza do terminal de ônibus. Passei tédio o dia inteiro, até que a noite um ser iluminado resolveu vomitar um ônibus inteiro e eu fui chamado para limpar faltando 45 minutos para o meu shift (turno) acabar. Correria maior que essa só quando peguei um shift extra no Disney Springs em um dia completamente movimentado, algo que nem os meus colegas que trabalhavam no local estavam acostumados. O pavilhão que eu mais odiei trabalhar foi o do Club Cool. Ainda quero que aquele lugar exploda. O Club Cool é uma loja para você experimentar algumas bebidas da Coca-Cola ao redor do mundo, e para isso, é disponibilizado pequenos copinhos em que você põe uma amostra da bebida. Esses copinhos geram uma quantidade de lixo absurda, em que eu tinha que trocar as quatro lixeiras em no máximo de 45 em 45 minutos. Fora isso, as pessoas ligavam o automático na hora de jogar o copo no lixo, sem perceber se eu estava trocando o lixo ou não. Isso causava copos cheios de líquido cair na lixeira vazia, copos caindo pelo chão, entre outras aberrações. Aliás, isso serve de um alerta: como custodian, pude perceber o quanto tratamos o lixo como algo sem importância, querendo descarta-lo em qualquer lugar o mais rápido possível. Era incrível e triste perceber o quanto alguns visitantes jogavam seu lixo em qualquer lugar do parque e quando nós, custodians, percebíamos, ainda riam bem na nossa cara. O Future World do Epcot possui túneis, assim como o Magic Kingdom. Lá embaixo eram as minhas breakrooms (salas em que você pode descansar do trabalho) favoritas, especialmente porque os migués (tempo escondido fugindo do trabalho) eram raramente descobertos. Além disso, lá sempre tinha Honey Buns, uns donuts maravilhosos que todo dia comia no trabalho. Bem em cima dos túneis fica a Fountain of Nations, uma gigantesca fonte com águas dançantes. Nela, acontecia os momentos mágicos de custodians como um grupo. A maior parte dos custodians ia para frente da fonte e ficávamos trocando pins, fazendo bolhas e divertindo crianças e adultos. No final do dia, fazíamos a Wave, em que vestíamos as luvas do Mickey e dávamos tchau para a enxurrada de visitantes saindo do parque após o IllumiNations. 10. Meu tempo livre, os day-offs Falar de tempo livre em Orlando é uma tarefa quase para mais 3 relatos... Mas vou tentar resumir como eu decidi ter meu tempo livre, e o que eu percebia das outras pessoas. Relacionado diretamente ao ICP, existem as festas Happy Mondays e o Baile do Brasil. As Happy Mondays aconteciam toda segunda-feira em uma boate de Orlando e eram festas em que os países se enfrentavam em jogos alcoólicos, tipo aqueles que vemos nos filmes americanos. O Baile do Brasil era uma outra festa em que tocava muita música brasileira, especialmente funk. Isso é o que sei por alto, pois não fui em nenhum dos dois por sair sempre tarde do trabalho e sempre preferir dormir no momento que eu chegava em casa. Eu dormia bastante, e não me arrependo, isso me fazia ter energia para não ficar doente e aguentar toda a rotina com bastante garra. Também haviam festinhas dentro do meu condomínio, mais especificamente dentro do meu apartamento. Ele era até bastante conhecido por isso. Eu não me incomodava, até chegar ao ponto que ficava fora de controle, tendo um dia até que bateu a segurança. É importante ressaltar que apesar de não ter acontecido termination nesse dia, não é indicado brincar com a sorte e ter mais de 16 pessoas dentro do seu apartamento. Eu pouco ia também em festinhas em outros apartamentos, sim, para dormir. Eu sou viciado em dormir, desculpa. Mas nem por isso deixei de me divertir. Fascinado por parques que sou, eu aproveitei os parques do Walt Disney World ao máximo ao ponto de que andei em todas as atrações de todos os quatro parques. Sim, todas. 100% de cada parque feito. Com o passe anual dos parques SeaWorld, fui 6 vezes no Busch Gardens e 4 no SeaWorld, até eu cansar de tanta montanha-russa. Adivinhe só. Não cansei e no final do mês de janeiro comprei o passe da Universal para a Harry Potter Celebration e assim não parava mais de ir em parques em cada buraco do meu tempo que eu tinha. Fui até nos menores, como os dois Fun Spots. Um Fun Spot fica em Kissimmee, e tem o maior skycoaster (estrutura que te iça até o topo e depois você despenca em queda livre) do mundo, com 91 metros de altura. E sim, eu e João pulamos. Nesse mesmo parque ainda tive a experiência memorável de ir sozinho num trem de montanha-russa. O outro Fun Spot fica em Orlando, pertinho do Outlet da International Drive e do Camilla’s, restaurante brasileiro. Como eu já não batia bem da cabeça, pedi 3 dias off, e me deram. O que eu fiz? Peguei um avião e fui para o outro lado do país, na Califórnia, visitando tudo que eu podia em Los Angeles. Em 3 dias, fui 2 vezes no Disneyland Resort, onde pude revisitar minha área favorita, a Cars Land e ver meu show favorito da Disney nos Estados Unidos, o World of Color. Além disso, fui no Six Flags Magic Mountain, o parque com o maior número de montanhas-russas no mundo, visitei os estúdios da Warner e da Paramount, fui no píer de Santa Mônica, caminhei pela Calçada da Fama e vi LA cintilando no topo do Observatório Griffith. Agora sim, eu não dormi, mas valeu a pena cada segundo. Depois de parques de diversões, minha outra paixão são shows dos meus artistas preferidos. Peguei uma época ótima de shows em Orlando, com minha banda favorita fazendo um lindíssimo show no centro de Orlando. Que saudades, viu Paramore! <3 Pude ver também Katy Perry na gigantesca arena do Orlando Magic e o que foi na época o melhor show da minha vida, The Killers no Hard Rock Café. Hoje, ele só perde pro show do próprio The Killers no Lollapalooza. Muitos sonhos realizados! <3 Fiz meu próprio Oscar das experiências que eu tive nos parques temáticos, o que é um importante registro para você, leitor, pelo menos experimentar cada um desses lugares ou tirar foto: - Montanha-russa favorita do Walt Disney World: Expedition Everest, no Animal Kingdom - Montanha-russa favorita da Flórida: Mako, no SeaWorld - Restaurante favorito do EPCOT: Biergarten, no pavilhão da Alemanha - Atração favorita da Universal: The Incredible HULK Coaster - Montanha-russa favorita do Busch Gardens: Montu - Área temática favorita: Pandora – The World of Avatar, no Animal Kingdom - Parque temático favorito da Flórida: Busch Gardens Tampa - Parque temático favorito do Walt Disney World: Animal Kingdom - Parque temático da Disney nos EUA favorito: Disney California Adventure - Show de encerramento favorito do Walt Disney World: IllumiNations, no EPCOT - Show de encerramento favorito em um parque Disney nos EUA: World of Color, Disney California Adventure - Princesa Disney favorita: Mérida, no Magic Kingdom - Personagem Disney favorito: Oswald, no Disney California Adventure - Atração que mais fui: Journey into Imagination With Figment, no Epcot - Atração favorita do Walt Disney World: Avatar Flight of Passage Eu sou muito exigente quando o assunto é avaliar as atrações dos parques. Uma atração precisa pelo menos provocar emoção em mim, seja via adrenalina ou me fazendo despertar algum sentimento especial. Ambos os quesitos foram preenchidos pelo Avatar Flight of Passage. A Disney criou algo único em todo mundo, e pela primeira vez, exibiu uma tecnologia maior que seu concorrente (aliás a Universal precisa inovar urgentemente em tecnologias diferentes). A área de Pandora também era uma obra-prima. Orlando está longe de ter as melhores montanhas-russas do mundo, porém a região tem duas joias: a montanha-russa invertida Montu no Busch Gardens com suas sete inversões, e a Mine Blower no Fun Spot Kissimmee, feita toda em madeira e com uma velocidade que custei acreditar. Menções honrosas para os meus bebês Cheetah Hunt, Everest, Space Mountain e Manta. Os lançamentos da Cheetah são incríveis, o “vai de ré” da Everest também, a velocidade e a originalidade da Space no escuro são muito divertidos e a posição de voo da Manta é algo extremamente singular. Apesar do Happily Ever After ter uma poderosa trilha sonora, sinto que o show ficou bem aquém do Wishes em questão de provocar emoções. Pela minha percepção, o Wishes conversava com sua criança anterior e a simplicidade de se formar um desejo. O Happily busca trabalhar com a maturidade desse desejo, porém, senti o roteiro do show um pouco confuso, que pela primeira vez assistindo, é difícil de identificar a linha de raciocínio, algo parecido com o que ocorre no Fantasmic!. O IllumiNations era meu show favorito no Walt Disney World por se conectar com meu objetivo de vida e paixão pelas culturas mundiais, assim como a mensagem de união entre povos, caminhada pela paz e o quanto temos dentro de nós para aguentar as dificuldades impostas. Entretanto, meu show favorito da Disney nos Estados Unidos é o World of Color do Disney California Adventure pelo seu roteiro simples, e ainda assim, poderoso, pegando os momentos mais marcantes das animações clássicas da Disney e mostrando o quanto a diversidade é presente e a harmonia das cores de todos as tribos é o que faz nosso mundo ser o nosso mundo. O meu parque favorito do Walt Disney World é o Animal Kingdom, e isso vem muito pela paixão e admiração que tenho com os animais, e além do mais, pelas culturas que o parque explora. O ambiente e a tematização do Animal Kingdom é o mais bem-criado dos quatro parques e o melhor mantido até hoje. O parque concentra inúmeros pontos de exploração que ficam escondidos aos olhos da grande massa e que proporcionam encontros incríveis. Uma das atividades mais legal é se tornar um Wilderness Explorer (como no filme Up!) e sair atrás de todos os selos de escoteiros. O Disney California Adventure é meu parque favorito de toda vida, e é fácil saber o porquê. Além de prestar uma homenagem ao meu lugar favorito no mundo todo, a Califórnia, o parque tem uma pluralidade incrível. É retratado o começo de Hollywood, as áreas montanhosas e dos cânions da Califórnia e presta homenagem aos parques de diversões em píer, que serviram de base para Walt Disney construir a Disneyland. Isso tudo é misturado com muita Disney, a começar pela área dos cânions – Cars Land, a recriação quase exata de Radiator Springs. Vocês podem imaginar o quanto surtei neste lugar, e o quanto eu não queria sair dali. Em breve, o California Adventure receberá em seu “píer” os personagens da Pixar e nos seus estúdios de Hollywood os personagens Marvel, que se juntarão aos Guardiões da Galáxia. Inclusive, a atração deles, “Guardians of the Galaxy – Mission: BREAKOUT!”, construída em cima do sistema da Tower of Terror, supera a Tower of Terror em adrenalina, sendo uma completa surpresa! Não posso deixar de registrar que também fazia parte do meu tempo livre várias idas ao Wendy’s depois do trabalho comer 4-4-4 com meus lindos co-workers, reunir a galera para comer pizza no meu quarto e até mesmo rolê no Walmart, Florida Mall e Outlet. Pouco tive tempo para jogar o recém-comprado Nintendo Switch muito menos para montar os dois LEGOs gigantes que comprei, um sendo o Castelo da Cinderela e o outro sendo uma roda-gigante. Tinha um roommate que ia até na academia, porém eu passava bem longe desse lugar. Sobre gastos, eu tive um gasto absurdo de Uber, por conta de que em Orlando tudo ser longe uma coisa da outra, sendo separadas por estradas gigantes. Andar a pé? Nem pensar! Transporte público? Nem pensar! Realmente não era um gasto que eu achava que ia ser tão grande, e que muitas vezes saiu do controle. Meus outros gastos envolviam muito souvenires, comida, ingressos de parque, e eu já falei souvenires? Pouco comprei roupa, por achar que não valia tanto a pena, e por não ter muito espaço na mala. Em hipótese alguma despachem suas coisas pelos correios americanos. O preço é bastante salgo e você ainda corre um risco absurdo de ser taxado pela Receita Federal quando seu pacote entrar no Brasil. Por falar em comida, não neguei minhas raízes taurinas e comi em cada restaurante dos 11 países do World Showcase no Epcot. Meu “Eating Around the World” consumiu uma parcela considerável do meu salário, porém não me arrependo de nada. A quantidade de cultura que pude absorver de cada país na comida foi incrível, especialmente pelos seus temperos e formas de preparação de prato. Sinto muitas saudades do “coma-o-quanto-quiser” do Biergarten na Alemanha, da melhor carne que já comi na vida do Le Cellier no Canadá e da melhor sobremesa que já comi na vida feita pelo Restaurante Marrakesh no Marrocos. Menções honrosas para todos os restaurantes: a guacamole do México me fez chorar, o pão de canela na Noruega, o frango da China, a carne de pato da França, a lasanha e tiramisù da Itália, as peças e o raiz teryaki incrível do Japão, o peixe com batatas do Reino Unido, e o sanduíche dos Estados Unidos com macarrão com queijo, bacon, cheddar, alface, tomate e duas carnes que me fez passar mal HAHAHAHA. Infelizmente não sobrou dinheiro para o “Drinking Around the World", porém recomendo fazer os dois. Além desse tour maravilhoso no EPCOT, fiz questão de experimentar o Mythos, restaurante no Islands of Adventure na Universal que por diversos anos consecutivos ganha o prêmio de melhor restaurante em um parque temático. Foi fácil saber o porquê. 11. Últimos dias e fim do programa Os últimos dias mexeram muito comigo. Eu queria fazer o meu melhor para sair de lá com o pé direito e honrar os sete reconhecimentos que eu tive ao longo da minha jornada dentro do Epcot. É uma adrenalina absurda que passa dentro de você. Você se doa mais, não para Disney, mas para cada visitante que você quer que tenha uma experiência mágica no parque que você é um dos guardiões. Queria fazer bolhas, queria dar todos meus stickers, queria trocar todos meus pins. Queria meus co-workers ao lado o tempo todo. Queria abraçar o EPCOT com a máxima distância que meus braços poderiam alcançar. Meu último dia foi numa área nova, a região da fonte. Fiquei bem no centro do Future World e apesar do desespero de ter pego algo novo no meu último dia, não escondi a felicidade de missão cumprida no fim do dia. Ter estado no centro do Future World, com todos aqueles visitantes passando por mim foi uma honra absurda. Eu não me sentia triste pelo ICP estar acabando, me sentia feliz por ter realizado tudo aquilo. Me sentia feliz de ter posto um pouquinho de Raphael em cada visitante que passou por mim durante 3 meses. O último dia foi caracterizado pela tradição de 4 parks, 1 day. Ao visitar os 4 parques do Walt Disney World em um único dia, você concretiza sua formatura no programa. Mas eu tinha que fazer algo diferente né? Segui todo mundo na ordem pré-estabelecida: Animal Kingdom, visitando Flight of Passage e Expedition Everest, Hollywood Studios, visitando Toy Story Mania e Rock ‘n’ Rollercoaster e aí eu parei e fiquei sozinho. Sim, eu inverti os dois últimos parques. Do Hollywood segui para o Magic Kingdom e visitei o Hall of Presidents, participei do jogo interativo Sorcerers of the Magic Kingdom e fui na Space Mountain. Sim, o Happily Ever After com todo mundo junto não foi meu último show. Eu já o tinha visto dias antes no dia que eu fechei o Magic Kingdom junto com o João. Eu precisava que o IllumiNations fosse meu último show. Lá fui eu, no monotrilho sozinho indo para o EPCOT. Aproveitei os últimos segundos do parque que eu ajudei a tomar conta durante três meses, o parque que eu botei tudo que eu tinha ali, cada pingo de energia. Fui na minha atração favorita, Test Track, fui ver meu chefe pela última vez (Tchau, Figment <3) e esperei pacientemente pelo último IllumiNations como cast member. Era eu e o EPCOT, só nós dois. E eu senti uma energia incrível a cada fogos de artificio que estourava. Era a conclusão de um sonho que o Raphael que entrou num parque de diversões pela primeira vez com 14 anos jamais imaginava que se realizaria. Fiquei até 00:30 dentro do Epcot esperando ser o último visitante a sair. Falei com todos os co-workers meus, meus coordenadores e líderes. Era horrível ter que me despedir, mas eu sentia dentro de mim a realização desse sonho. E era fato de que toda noite traz um final, mas cada dia traz um legado. E era meu legado que eu estava deixando ali. Obrigado EPCOT. Você foi a melhor casinha que eu pude ter nesses 3 meses. 12. Grace Period – Orlando e Nova York Meu Grace Period foi dividido em duas partes: 4 dias em Orlando e 6 dias em Nova York. Dividi dessa forma desde do início (resolvi meu GP já na hora de comprar passagem) porque tinha lugares que eu sabia que não ia dar tempo de ver durante o programa. Um deles era a Legoland, parque temático para crianças a poucos minutos de Orlando. SIM, era para criança, mas como eu precisava conhecer como era lá e como eles funcionavam como um parque, eu não tinha como deixar de ir. E adivinhe só? Eu tive um dia maravilhoso, muito divertido! Adulto pode ir na maior parte das atrações, e eu como fã de LEGO que sou, fiquei encantado com as inúmeras esculturas espalhadas pelo parque, assim como a grandiosidade dos jardins botânicos e a gigantesca árvore de bengala. Além do quê, eu precisava completar todas as montanhas-russas em Orlando. No restante dos dias, aproveitei os parques da Universal, novamente completando o 100% de atrações e dei uma última passada no EPCOT, para uma despedida simbólica. Ter sido o último a sair novamente tocou no coração, mas eu tinha muito a sensação de dever cumprido, e que aquela saída era simplesmente um até logo. Não subi na Orlando Eye, apesar de ter ficado hospedado ao lado dela, por não achar que seria válido o preço quando já tinha visto tudo lá de cima do Skycoaster no Fun Spot. Parti para Nova York, e aí começou um período muito estressante. Lembra que eu falei sobre tomar cuidado com a quantidade de coisa ao fazer as malas? Isso também vale para a quantidade de coisa que você compra durante o programa e não se atenta para o espaço deixado nelas. Eu tinha 4 malas para manejar sozinho mais uma sacola. O estresse que passei na ida para NY e na volta para o Brasil foi muito péssimo. A segurança americana de aeroportos é bastante rígida e ela irá implicar caso você tenha muita coisa na mão e muitos eletrônicos numa mala ou mochila. Ao chegar em Nova York, a alternativa era um Uber até o hotel, onde fiquei muito surpreso com a completa falta de hospitalidade dos funcionários. Pessoas na rua (e olham que o mais me falaram era que NY era a cidade de cada um por si) me ajudaram mais que as lesmas sem vida do Pensilvânia. Minha primeira parada foi a Times Square, que conheci com as minhas companheiras de quarto Aline, Paula e Fernanda. Eu fiquei completamente perdido nas luzes e nos anúncios! Queria ler tudo ao mesmo tempo e meu cérebro bugou. Mas o que mais estava me fazendo feliz era que eu estava em uma cidade normal de novo, com calçadas, metrô, ruas e muitos novaiorquinos tentando ganhar a vida. Uma dinâmica que nunca encontrei em Orlando. Os dias seguintes foram dedicados aos pontos turísticos da cidade, e dessa vez até o fim, fiz com a Gi (minha coworker que eu já estava morrendo de saudades <3); a Paula Othero, a custodian mais guerreira desse mundo e a dona do The Seas, a Giovana Silvestrini. Formamos um quarteto para explorar Nova York. Infelizmente o João não estava mais, e isso doeu muito. Visitamos o Museu de História Natural, em que tomei um baque ao saber que o filme “Uma Noite no Museu" não foi gravado em seu interior, mas sim no de Londres. Deixando isso de lado, o Museu tem um acervo incrível, e é prato cheio para qualquer estudante de ciências biológicas, história ou geografia. À noite, fomos no restaurante Stardust, um lugar que é difícil de descrever com palavras pelo quanto ele é incrível. Nele, atores que tentam um lugar na Broadway cantam e dançam enquanto te servem. É como se fosse uma espécie de “escolinha” até que eles consigam passar nas audições dos musicais. Fomos até a Highline, um parque urbano construído em cima de antigos trilhos de trem urbano. Nessa aventura, descobrimos quase sem querer, um bairro chamado Greenwich Village, um centro histórico muito raiz. Lá, não tinha nada desses estabelecimentos genéricos que víamos na Times Square, no máximo uma Starbucks. A maior parte das lanchonetes e restaurantes eram do próprio local, proporcionando uma experiência única! Nesse bairro está o prédio da série Friends, e um importante pedaço da história do movimento LGBT. Desconfiamos pela grande quantidade de bandeiras arco-íris que vimos assim que saímos do metrô e pela sorveteria “Big Gay Icecream Shop”. Em uma das boates do lugar, a Stonewall, o movimento nasceu diante de um confronto com a polícia, que na época, tentava calar a cultura homossexual a qualquer custo. O Metropolitan Museum of Art (Met) é imenso e fiquei chocado com a quantidade de obras de outros países ali presentes. O lugar é tão grande que é dividido em por continentes. Seus grandes destaques são, além de oferecer artefatos de todos os cantos do mundo, as obras de arte da Idade Moderna (alô Van Gogh, Monet!), esculturas greco-romanas, pinturas medievais, e um gigantesco templo egípcio, transportado para dentro do Museu. Já o Museum of Modern Art (MoMA) é o paraíso para os amantes da arte moderna e contemporânea, especialmente para aqueles que querem ver obras famosas como A Noite Estrelada de Van Gogh. Os quadros de Tarsila do Amaral também estavam presentes no local, em uma exposição especial que retratava o movimento antropofágico brasileiro. O MoMA era de graça nas tardes de sextas. Nossos rolês pelo Central Park já tinha virado tradição. Não tinha um único dia que não passávamos pelo Central Park, seja para admirar a natureza ou tirar fotos. Eu, particularmente, adorava caçar Pokémon no lugar mais propício no mundo para isso HAHAHAHA! Dentro do Central visitamos a estátua em homenagem a Alice (infelizmente lotada de crianças o tempo todo), o Castelo Belvedere, a estátua dos ursos e os inúmeros caminhos que aquele lugar tem. Perto dali, ficavam pontos favoritos das minhas companheiras de GP: a Biblioteca Central, naqueles moldes tradicionais que vemos nos filmes americanos, com salões enormes de madeira cheios de livro e mesas para leitura e a Barnes & Noble, uma livraria gigante no melhor estilo Saraiva. Infelizmente, eu subi no Top of the Rock (mirante do Rockefeller Center) numa noite cheia de neblina e chuva. Apesar da visão não ter sido completamente prejudicada, digamos que foi 95% (rindo de nervoso). Fazer o quê, acontece. Fomos até Wall Street conhecer a batalha entre o touro e a menina, e voltamos a Greenwich Village algumas vezes para experimentar algumas coisas que o bairro tinha a oferecer, como massa de cookie em um potinho (Cookie Dough), comida filipina deliciosa (Lumpia Shack) e tacos maravilhosos (goa taco). Eu não podia sair de Nova York sem ver meus dois espetáculos que mais ansiava em ver na Broadway: Rei Leão e Wicked. Valeu cada centavo gasto. Eu não sabia se eu chorava de emoção ou se eu continuava em complexo êxtase com os olhos vidrados na peça e em cada ato dos atores. Fiquei completamente extasiado. Qualquer espetáculo da Broadway é uma onda absurda de cultura e talento. Vale muito a pena ver. Escolha seu favorito e não tenha medo de escolher seu ingresso! Tudo que fazíamos pela cidade era de metrô, que cobria praticamente toda a cidade. Apesar de velho, sujo e cheio de infiltração, o bilhete com viagens ilimitadas de 35 dólares por 7 dias é uma mão na roda. O mais longe que eu fui, a parte do aeroporto JFK, foi até o Brooklyn, um dos distritos de Nova York. Foi um dos rolês mais emblemáticos, porque estava um frio muito grande e pegar uma ponte a pé, naquele vento, foi congelante. O mais legal foi poder conhecer um pouquinho da atmosfera residencial do Brooklyn e almoçar num Shake Shack (uma rede de fast-food com um aspecto gourmet) com vista para o rio. Durante nossas caminhadas pelo bairro, vimos uma cena de filme/série de época sendo filmada ao vivo em um dos prédios. Sensacional. Nova York não poderia ter me acolhido melhor. Ter feito o Grace Period na cidade foi uma escolha certíssima, e a cidade se tornou um dos meus lugares favoritos no mundo. É uma cidade que vibra o tempo todo, a cada esquina. Faça de tudo para se tornar um verdadeiro nova-iorquino. Frequente as cafeterias, ande de metrô, ande na rua à noite (cuidado!), vá nos bares. É muito gratificante ter a visão do morador. Se tiver sorte, procure conversar com um deles e descubra muitas coisas legais e lugares novos para visitar. 13. Retorno ao Brasil e o Pós-ICP O retorno ao Brasil foi complicado apenas pela logística com as 4 malas (por favor não cometam MESMO esse erro). De resto, tudo correu bem e eu estava muito ansioso para ver minha família de novo e meus amigos. Durante o ICP, senti muita saudade de todos, da minha vida na faculdade, da rotina no Brasil e das coisas que eu fazia no dia-a-dia para passar o tempo. É fato que por mais ou menos umas 2 semanas, não parecia ainda que eu tinha voltado para casa. Minha mente estava completamente bugada tentando reassimilar a rotina no Brasil, mas depois tudo voltou ao normal. Uma das coisas que mais sofri impacto negativo foi a volta da preocupação com segurança, infelizmente. O pós-ICP foi e não foi o que eu esperava. As saudades dos meus co-workers e das pessoas com que convivi mais lá foi crescendo (e continua crescendo), porém já faço planos de tours pelo Brasil para vê-los. Tivemos um tempo gostoso durante os dias de Lollapalooza, porém ao mesmo tempo que foi maravilhoso, foi muito dolorido ter que me despedir de novo. Foi a partir daí que eu percebi que é sempre melhor dar até logos do que fazer despedidas. Despedidas são fortes demais. Ter entrado numa confusão sobre o meu futuro (o que eu não esperava) foi em partes graças ao ICP, no seguinte sentido: lá, eu tinha algo fixo, algo que eu precisava cumprir os horários e fazer meu serviço. Ao voltar para o Brasil, me deparei com vários planos de futuro, porém que foram adiados por atrasos no meu projeto, dificuldade em arranjar estágios e cancelamentos de atividades. Quando voltamos para incertezas, nossa mente entra em um estado de interrogação muito grande. Apesar disso, sinto que meu dever no Walt Disney World foi cumprido e não gostaria de voltar para continuar fazendo o que fiz. Três meses foram mais que o suficiente, e além das saudades que sinto dos meus co-workers, o máximo que sinto de saudades são dos meus passes anuais para os parques da Flórida. Ainda estou em dúvida se farei novos programas da Disney, mas por enquanto gostaria de ajeitar minha vida aqui no Brasil e trilhar um caminho. A vida que temos em Orlando é completamente irreal, fora da casinha. Quando eu penso que ia para o Magic Kingdom sentar na grama em frente ao Castelo da Cinderela e ter a liberdade de cair no sono porque eu poderia visitar aquele lugar quantas vezes eu quisesse, eu penso no quanto isso é uma afronta a pessoas que talvez nunca poderão pisar lá, ou que juntaram anos de dinheiro para pisar lá por menos de 24 horas. É um privilégio muito grande. Procuro hoje pegar o privilégio que tive ao fazer o International College Program e repassar o máximo que posso de conhecimento e experiências ao próximo de modo que os inspire a buscar uma vaga, buscar um sonho ou apenas repassar minha visão sobre a vida nos Estados Unidos. O processo como um todo não foi fácil desde do começo, mas é uma delícia! Nós passamos por situações que permitem crescermos tão rápido que nem sentimos. Aí depois de ler isso tudo talvez você se pergunte se o ICP vale a pena? Não sei, mas se eu fosse você, eu ia descobrir. I owned every second that this world could give I saw so many places, the things that I did Yeah with every broken bone I swear I lived.

  • Roteiro para o Cedar Point: A Capital das Montanhas-Russas do Mundo

    Veja como montar um roteiro para o Cedar Point, em Ohio, com dicas de transporte, hospedagem, ingressos e estratégias para aproveitar o parque com mais montanhas-russas do mundo. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! ENCAREI SOZINHO O INTERIOR DOS EUA EM BUSCA DE MONTANHA-RUSSA A Fantastic Coasters Tour foi a realização de um sonho de um apaixonado por montanhas-russas que tinha desde a sua adolescência o sonho de conhecer o Cedar Point. Mesmo sem saber dirigir, procurei todas as formas possíveis de viabilizar essa viagem não me importando o quão difícil parecia ser. De quebra, ainda visitei mais parques na região, com tudo encaixando perfeitamente para dar certo e eu ter dias inesquecíveis onde pude alcançar o máximo da adrenalina! 🎢 A Raging Bull, do Six Flags Great America, foi uma das primeiras montanhas-russas do mundo a ultrapassar 60 metros de altura! 🎠 O Kentucky Kingdom passou anos abandonado e voltou com força total após sua revitalização, tendo a Storm Chaser como símbolo do renascimento do parque! 🎡 O Kings Island abriga a Banshee, que quando inaugurou se tornou a maior montanha-russa invertida do mundo 🎢 Nunca tinha acontecido de eu ser barrado numa imigração - e isso aconteceu logo quando estava completamente sozinho! 🎠 O Cedar Point tem as melhores montanhas-russas do mundo, de acordo com inúmeros viajantes apaixonados por montanha-russa! 🎡 Além do Cedar Point, outro parque perfeito do estado de Ohio é o Kings Island! roteiro 1) Chegada em Detroit / Descanso 2) Cedar Point 3) Cedar Point 4) Detroit-Chicago / Six Flags Great America / Chicago-Cincinnati 5) Kings Island 6) Cincinnati-Louisville / Outlet 🛍 Tarde de compras: Outlet Shoppes of the Bluegrass 7) Kentucky Kingdom 8) Kentucky Kingdom + Kentucky State Fair 9) Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Rio de Janeiro (GIG)-Detroit (DTW) Louisville (SDF)-Rio de Janeiro (GIG) via Delta USD 580 BRL 3.100 Detroit (DTW)-Cincinnati (CVG) com escala de 12 horas em Chicago (ORD) via United USD 90 BRL 480 Passagens rodoviárias 🚌 Sandusky - Detroit: USD 22 | BRL 120 Cincinnati - Louisville: USD 18 | BRL 80 Média de deslocamento do Uber para o Cedar Point de Detroit (por trecho): BRL 400 Média de deslocamento do Uber do restante da viagem: BRL 180 GASTOS DE HOSPEDAGEM 1) Detroit: Hotel econômico em Southgate USD 145 | BRL 780 3 noites 2) Cincinnati: Hotel econômico em Downtown Cincinnati USD 95 | BRL 510 2 noites 3) Louisville: Hotel econômico em Downtown Louisville USD 151 | BRL 810 3 noites GASTOS DE INGRESSOS Cedar Point: USD 102 | BRL 550 Six Flags Great America: USD 50 | BRL 270 Kings Island: USD 57 | BRL 310 Kentucky Kingdom: USD 39 | BRL 210 Kentucky State Fair: USD 31 | BRL 170 GASTOS EM VIAGEM Alimentação: USD 45 (por dia) x 9 = USD 405 | BRL 1.420 CUSTO TOTAL BRL 9.790 USD 1.785 Detroit | Chicago | Cincinnati | Louisville 17 de ago. de 2016 Depois de ter feito a 2015 California Dreams Tour, meu coração viajante e explorador sentia que já era hora de seguir em um novo desafio. Na Califórnia, tudo foi mais fácil pelo estado ter grandes cidades e uma rede de transportes já bem estabelecida. Porém, para onde eu queria ir, não tinha nada disso - era tudo bem nebuloso para alguém que não sabia dirigir. Ter conhecido o Six Flags Magic Mountain me levou instantaneamente a querer conhecer a outra capital das montanhas-russas: o Cedar Point, que fica na cidade de Sandusky, no estado de Ohio. Sandusky fica a 1 hora de carro de Cleveland e 2 horas de carro de Detroit. Para chegar sem aluguel de carro, tive que bolar uma estratégia a partir dos horários da única empresa de ônibus que atende a região, a Greyhound . O único horário que batia para eu passar o máximo de tempo dentro do Cedar Point era um ônibus que saía de Sandusky para Detroit às 19:50, já que o ônibus para Cleveland era no meio da tarde. Como eu iria chegar de Detroit no Cedar Point era outra questão, que eu só podia resolver de Uber. Mas era claro, também, que não ia para outro país somente para um parque apenas. Era desperdício de dinheiro investido na passagem aérea, e assim eu decidi que eu iria até onde fosse possível de ônibus, sem me botar em grandes riscos e muitas horas na estrada. Dessa forma, tinha estabelecido que o destino final era Louisville, no Kentucky. Estava prestes a cometer a maior loucura da minha vida até então! A passagem comprada pela Delta era Rio-São Paulo-Orlando-Detroit, e como Orlando era o primeiro destino nos Estados Unidos, foi lá que fiz a imigração. Pela primeira vez na vida, eu não passei direto. Talvez o oficial da imigração não sentiu muita firmeza num jovem turismólogo estagiário que iria passar dez dias no interior do país sem aluguel de carro e em várias cidades. Fui para famosa "salinha", e lá esperei, e esperei. Apesar de ter sido o primeiro a chegar, meu caso foi o último a ser "resolvido". A oficial da Homeland Security conversou comigo em espanhol e inglês, para tentar entender minha viagem. No fim, ela se deu por vencida e acabou me liberando. Mas, nossa! Que sufoco! Ao chegar em Detroit, peguei um Uber para o meu hotel nos subúrbios da cidade. Só queria dormir para estar preparado para o grande primeiro dia: Cedar Point ! Como estadunidenses amam viajar de carro, o Uber que aceitou minha corrida ficou muito feliz com ela, e lá fomos nós até Sandusky. No caminho, vi os famosos celeiros vermelhos de Ohio, o gigantesco lago Erie e quando me aproximei da península do Cedar Point, quase desmaiei. Que sonho foi! Raptor (verde) e Valravn (laranja) no Cedar Point Gatekeeper no Cedar Point A volta de Sandusky foi meio complexa. Não existe serviço de Uber na cidade, então tive que recorrer ao táxi mesmo. Felizmente, o serviço de Guest Services do Cedar Point me ajudou, e em poucos minutos o motorista chegou para me levar ao ponto de ônibus de Sandusky que ficava um posto de gasolina no meio do nada. O ônibus da Greyhound demorou um pouco, mas não tanto quanto eu imaginava. O serviço é bem inferior ao que estamos acostumados no Brasil, sendo os ônibus bem mais velhos. Todas as avaliações que li na Internet mencionavam a presença de traficantes de drogas entre os passageiros. De fato, dentro do meu ônibus havia alguns. Inclusive, me foi ofertado. Recusei e eles ficaram de boa o ônibus inteiro, exceto quando arranjaram uma briga entre si. Como já sou acostumado no que acontece no Brasil, era só não exercer nenhum tipo de contato visual e ficar na minha. Top Thrill Dragster no Cedar Point Cheguei em Detroit tarde da noite já, e ao fazer o caminho com o Uber para chegar ao hotel, passamos pelos pontos da cidade abandonados quando a indústria automobilística saiu da cidade. Era assustador. Muitos prédios de fábricas abandonados, onde famílias arriscavam viver ali dentro sem a menor estrutura. Edifícios industriais que pareciam que iam ruir a qualquer momento. Algumas fábricas ainda sobreviveram, como a Ford. Depois de um segundo dia de Cedar Point refazendo o mesmo caminho e procedimentos, me dirigi ao aeroporto de Detroit no dia seguinte para pegar um voo com escala em Chicago e que me deixaria em Cincinnati depois. Nessas escalas, você precisa ser esperto na hora de escolher os horários, porque eles podem te fazer conhecer um parque! Eu escolhi o voo de ida chegando às 08:00 em Chicago e o de volta saindo 22:30, para chegar em Cincinnati na meia-noite. Essa jogada deu para conhecer o centro de Chicago e seus pontos turísticos mais famosos e também o Six Flags Great America , uma das melhores experiências existentes na rede Six Flags. Lotado de montanhas-russas incríveis, posso te garantir que ele foi meu Six Flags favorito até ser superado pelo Great Adventure, cinco anos depois. Carrossel Columbia no Six Flags Great America Raging Bull no Six Flags Great America O Kings Island fica em Cincinnati, uma cidade no sul do estado de Ohio. Foi bem tranquilo sair do aeroporto até o hotel, no centro. Como a maioria das cidades americanas de grande porte fora do litoral, Cincinnati era composta de um médio centro urbano e um imenso subúrbio. O parque Kings Island ficava a 45 minutos do centro, em Mason. Dá para chegar usando o transporte público, porém tinha acordado atrasado e fui de Uber mesmo. Parque incrível, tive um dia absurdo de maravilhoso lá dentro, o que viria a se repetir em 2021. Depois de Cincinnati, segui novamente de ônibus Greyhound até Louisville, minha última cidade. Dessa vez, foi mais tranquilo até que a outra e cheguei na capital do estado de Kentucky bem rápido. Dia de pausa para compras e conhecer a cidade do frango frito, onde o KFC surgiu. Diamondback no Kings Island Banshee no Kings Island O dia seguinte estava lindo para conhecer o Kentucky Kingdom , parque temático da cidade. Ele foi restaurado completamente após ficar anos abandonado e foi muito legal ter entrado em um parque "renascido". Passei o dia inteiro lá com facilidade, e como já estava na época do parque aquático fechado, tudo estava tranquilo e livre para repetir quantas vezes eu quisesse. O próximo e último parque deveria ter sido o Holiday World, porém, não dirigir impediu essa ida. Como o parque fica em uma cidadezinha remota no estado de Indiana, não existia nem ônibus, nem Uber, nem táxi para lá. Até tentei um aplicativo de caronas, mas vi que não ia rolar mesmo. Resultado: fui me divertir por um segundo dia no Kentucky Kingdom e aproveitei o parquinho itinerante da Kentucky State Fair (um evento muito parecido com as Expo que tem no Brasil). Foi divertido! Lightning Run no Kentucky Kingdom Storm Chaser no Kentucky Kingdom Voltava para o Brasil com a sensação de desafio cumprido. A Tour da Califórnia tinha deslocamentos mais fáceis, e fazer essa foi uma verdadeira prova de como encontrar soluções alternativas e também aceitar que às vezes não tem solução alternativa. Reconhecer os limites é sempre bom, não é? Se eu puder dar um conselho a você que está lendo esse relato de viagem, é que é possível fazer uma viagem pelos Estados Unidos, mas isso irá restringir muito seus horários e seus alcances. Depois dessa viagem, fiquei inspirado a tirar minha carteira de motorista, porém alguns percalços aconteceram e só consegui ter ela em mãos no final de 2021. Para todas as viagens nos Estados Unidos, não acredito que seja tão necessário gastar dinheiro com hotéis em centros de cidade. A hospedagem nesse país é muito diferente da que temos no Brasil, então os hotéis mais baratos podem reservas surpresas desagradáveis. Mais do que nunca, é recomendável ver avaliações na internet. Porém, mantenha um olhar brando, porque muitas reclamações são de situações facilmente contornáveis. Lembre-se sempre: você só precisa de uma cama para dormir. A 2016 Fantastic Coasters Tour foi uma viagem exclusivamente para andar de montanha-russa, então os parques selecionados não tinham um grande número delas a toa. Além disso, esse roteiro funciona para você que talvez não tenha tanta disponibilidade de dias assim para fazer uma viagem de 15 dias, por exemplo. Dividir para conquistar nunca foi tão real! "O fantástico da vida é saber fazer de um pequeno instante, um grande momento." << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro de viagem em Manaus

    Tudo que você precisa saber da cidade de Manaus! Veja os principais pontos turísticos da cidade e passeios que você não pode deixar de ir! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Manaus | Presidente Figueiredo 8 de out. de 2022 Minhas viagens, na maioria das vezes, são pautadas por conta de um parque de diversões ou um parque aquático. O objetivo é sempre conhecer novos lugares para me divertir! Uma das partes mais incríveis de cada viagem é conhecer as cidades em que estão os parques, descobrindo mais atrações, e tendo uma sensação da dinâmica do local em que os parques estão. A viagem que você verá a seguir foi uma daquelas que teve parque, mas a principal atração não foi uma montanha-russa. Sempre morei no Rio de Janeiro, e portanto, o parque Terra Encantada era um dos meus lugares favoritos na cidade. Após 12 anos de funcionamento, o parque fechou e os brinquedos foram espalhados pelo país. Foram muitos anos de indefinição esperando onde eles iam aparecer. Uns sete anos depois do encerramento das atividades, dois deles apareceram em um parque de diversões na cidade de Manaus. Centro Histórico de Manaus Ficava me perguntando como eu poderia ter um momento nostálgico especial do outro lado do país com passagens de aviões tão caras! A Região Norte do Brasil era ainda um território não explorado por mim especialmente porque o custo de sair do Rio de Janeiro para lá sempre foi muito alto… Entretanto, aconteceu um milagre: em uma busca pelo site da LATAM, vi que o trecho Rio-Manaus-Rio estava com um excelente valor pelo Latam Pass, programa de pontos da companhia aérea. Não pensei duas vezes e emiti a passagem para uma viagem de sábado à quinta. A questão agora era: o que fazer em Manaus? Definitivamente o parque de diversões que eu queria visitar não completaria nem 5 horas de um dia, quanto mais 5 dias! Ignorei isso por muito tempo, até que chegou o dia em que faltava apenas 1 mês para entrar no avião. Quando comecei a procurar as agências de turismo receptivo que fazem os passeios na capital amazonense, acabei percebendo o óbvio: teria que sair do meu estilo urbano de viajante para entrar na maior floresta tropical do mundo. Quando vi o tamanho da Amazônia do avião, sabia que seria uma viagem transformadora. Cheguei em Manaus no sábado à tarde e já senti o impacto de estar no “pulmão do mundo” logo no aeroporto, com árvores gigantes no meio do hall e tartarugas em um viveiro. Como fui no mês de outubro, último mês da estação seca, o clima não estava tão úmido, mas a temperatura estava bastante quente. Meu quarto ficava no último andar do hotel, me proporcionando uma linda vista de Manaus! Quando vi luzes brilhantes de uma roda-gigante ao fundo, percebi que elas vinham do parque de diversões que eu queria tanto ir! Esperei apenas o celular carregar e chamei o Uber, que tem uma ótima cobertura na cidade. Tartarugas no aeroporto O Mirage Park fica ao lado da Arena da Amazônia e é um parque três ou quatro vezes menor do que era o Terra Encantada. Nele, estão a montanha-russa Monte Aurora e o chapéu mexicano Tornado, atrações que em que pude me divertir muito na minha adolescência. Pude me divertir muito nesses brinquedos de novo, o que foi extremamente especial para mim! Além deles, o Mirage tem atrações para toda família se divertir: para quem gosta de radicalizar, o Mixer e o Enterprise são ótimas opções; para quem quer curtir com todo mundo junto, tem Trem Fantasma, Bate-Bate e Crazy Dance; e para quem é criança, tem muitas opções espalhadas pelo parque, incluindo um carrossel de 2 andares! Mixer no Mirage Park Montanha-russa no Mirage Park Spinner (antigo Tornado do Terra Encantada) Acordei cedo para no dia seguinte começar a primeira parte da minha expedição amazônica: um passeio de barco pelo Rio Negro, que banha a cidade de Manaus, que comprei com a agência Amazon Destinations . A primeira parada foi em um pequeno porto em uma das margens no rio para avistar e interagir com os botos-cor-de-rosa selvagens. Para essa interação ter muito sucesso, os botos “precisam” estar de barriga vazia, o que depende da presença (ou não) de cardumes no rio. Se no dia os botos estiverem de barriga cheia, como foi no meu caso, será difícil qualquer um ser atraído por peixes. O instrutor tentou ao máximo, e um deles chegou timidamente para fisgar peixes. A experiência foi mais sensorial do que visual, com o boto passando pela parte do meu corpo que estava embaixo da água dando trombadas. Pude ver seus dentes e um pouco de seus olhos! Encontro com o boto cor-de-rosa Repare com o nível de agua do rio abaixou! A próxima parada foi o encontro das águas entre os rios Negro e Solimões, fenômeno natural que batizou essa viagem. Confesso que ver ao vivo é muito mais surpreendente do que pelas fotos que via durante o ensino escolar. As águas realmente não se misturam, e isto acontece pela diferença de temperatura e densidade de ambos os rios, e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 28°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 22°C. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_f44623c41f5d448f87041b87f90c7f91/1080p/mp4/file.mp4 Ao chegar na área do Lago do January, fomos recebidos pelos indígenas da tribo Tuyuka, que apresentaram rituais e danças típicas da tribo. Para quem curte, os Tuyuka fazem pinturas indígenas (pagas) e permitem você tirar fotos com os animais (pagas) que fazem parte do cotidiano deles, como cobras, preguiças e primatas. Não curto muito esse tipo de turismo, mas grande parte dos turistas desembarcaram ali parecia gostar. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_95767929c94543c7b6b3e60c9a23bdad/1080p/mp4/file.mp4 Almoçamos no Restaurante Rainha da Selva, que oferece um excelente buffet com culinária amazonense - eu amo peixes de água doce! O preparo do tambaqui e do pirarucu pelos locais é perfeito. O fim do passeio é em uma estrutura de madeira que foi erguida sobre a floresta, em que podemos observar um grande lago, lar de diversas espécies de jacarés, e ouvir os diversos sons que a Amazônia faz. Fim do dia foi no Manauara Shopping, o maior shopping, onde pude comer um ótimo prato de tambaqui no Caboquinho, uma rede local famosa de restaurantes. O dia seguinte começou no MUSA - O Museu da Amazônia. O lugar é uma reserva florestal primária (sem grandes ações humanas que a modificaram desde sua criação) bem nos limites da cidade de Manaus, bastante longe do centro e localizado na Zona Norte da cidade. Vale a pena ir de Uber porque ir de transporte público demoraria demais (além do Uber não ter preços tão altos)! O MUSA é composto de 5 km de trilhas leves e fáceis diferentes, onde você poderá ver serpentes, cigarras, aracnídeos, orquídeas, peixes amazônicos, vitória-régias e árvores gigantescas como o Angelim. O melhor do MUSA é o momento de subir numa torre de observação florestal de 42 metros, em que você poderá ver mais de 100 tons de verde, e escutar as infinitas espécies de pássaros da região. Os momentos no museu são momentos íntimos com a Floresta Amazônica e uma visita guiada custa justos R$ 50. Outras experiências podem ser agendadas, como uma visita noturna! Você pode conferir tudo aqui . https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_3d4e81d60c3a4c8a94604eb59650bd91/1080p/mp4/file.mp4 Vitória-regias Tambaqui, peixe símbolo da região Libélulas acasalando Angelim Como eu já estava na Zona Norte de Manaus, conjuguei a visita ao MUSA junto ao segundo parque de diversões da viagem: o Fun Park Vianorte . Localizado dentro do Shopping Vianorte, o Fun Park é destinado ao público infantil, porém muitos de seus brinquedos toda família pode ir (não vá esperando nada radical). O destaque do Fun Park é que as atrações são tematizadas de acordo com a cultura folclórica amazonense, algo que amei e fiquei super impressionado! A única montanha-russa do parque, a Boitatá, é pequenina, mas tem um lindíssimo trem simbolizando a cobra de fogo protetora da floresta. O parque conta com roda-gigante, escorregador, trem fantasma, bate-bate, amor express, brinquedão, barco pirata e muitos fliperamas! O quarto dia foi destinado à conhecer os pontos turísticos mais legais de Manaus, começando pelo Teatro Amazonas. O Teatro é uma belíssima obra arquitetônica de exterior renascentista e interior art-noveau. Até hoje, é considerado um dos mais belos teatros do mundo, e apresentações regulares são feitas. Possui visitas guiadas (R$ 20) no período da manhã e da tarde, salvo os dias em que o teatro precisa ser fechado para a montagem de alguma peça. Em frente ao Teatro, fica um dos restaurantes mais nobres de Manaus, o Caxiri. Seu cardápio é refinado e 100% dele abraça a culinária amazonense da melhor forma. Uma experiência única na cidade! O preço médio de uma entrada, refeição e sobremesa acompanhado de bebida é de R$ 150. A caminhada pelo centro seguiu até o Palacete Provincial, onde funcionam cinco museus: o Museu de Arqueologia, o Museu de Numismática (moedas) Bernardo Ramos, o Museu da Imagem e do Som (MISAM), o Museu Tiradentes e a Pinacoteca do Estado do Amazonas. A entrada é gratuita e o conteúdo que os museus guardam são de alto valor para o estado e para os amazonenses. Na Praça da Matriz, ficam a Catedral Matriz Nossa Senhora da Conceição, o Porto de Cruzeiros de Manaus, e a Torre do Relógio, um relógio de arquitetura neoclássica e com engrenagens importadas da Suíça. A última parte do city tour foi o Palácio da Justiça, prédio em que funcionou o principal tribunal do estado e com vista lindíssima para o Teatro Amazonas. Monumento à Abertura dos Portos Relógio municipal Arte manauara na Pinacoteca Museu de Numismática Museu da Justiça No último dia turistando em Manaus, embarquei mais uma vez com a Amazon Destinations para Presidente Figueiredo, onde ficam mais de 140 cachoeiras catalogadas e reconhecidas. São duas horas até a cidade, pela estrada que liga o Amazonas até Roraima e consequentemente, até a Venezuela. A primeira cachoeira do passeio foi a de Iracema, uma das queridinhas do lugar. Por ser estação de seca, seu volume não era tão grande, mas estava perfeito para se refrescar! Para chegar nela, foi necessária uma trilha pela floresta amazônica de uns 15 minutos, com formações rochosas incríveis como a Gruta da Onça. Almoçamos em um restaurante típico amazonense na Corredeira do Urubuí e fomos até a área protegida da Caverna do Maroaga e Gruta da Judeia, formações da natureza que jamais esperávamos ver na Amazônia! Cada cenário era de tirar o fôlego, completamente. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_87e2f9a4c32a421f8dd9882e66f42a1d/1080p/mp4/file.mp4 Cachoeira de Iracema Caverna do Maroaga Gruta da Judeia Para encerrar com chave de ouro a 2022 Encontro das Águas Tour, estava tendo o aquecimento para o festival Boi Manaus, que abria as comemorações do aniversário da cidade. A Feirinha do Tururi teve vários alimentos típicos do Amazonas, artesanatos, mas o mais legal da feira foram as apresentações de cantores de toada (canção que conduz a apresentação dos Bois) que cantaram os maiores sucessos do Boi Garantido e do Boi Caprichoso, agremiações que disputam o Festival de Parintins. O pessoal de Manaus é tão integrado à sua cultura que a cada toada cantada, muita gente se juntava para dançar a coreografia correspondente. Maravilhoso! https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_c97beb9527074160a633079f388511a6/1080p/mp4/file.mp4 O que essa viagem revelou para mim é que se no início estava preocupado pela quantidade de dias em Manaus e não sabia o que fazer, no final eu percebi que 5 dias foi pouquíssimo tempo. Presidente Figueiredo, por exemplo, merece dois dias para aproveitar todas as cachoeiras e formações da Amazônia, como a Cachoeira do Mutum e o Rio Vermelho. Também há possibilidade de alugar um carro e ir até a Roraima, visitar Boa Vista, e ir na fronteira com Guiana e Venezuela. Também faltou dar uma passada na Ponta Negra, bairro nobre da cidade com várias opções de lazer. Pelo que parece, em breve vou ter que pousar em Manaus para fazer uma nova viagem, e dessa vez, mais ainda dentro da floresta! Quanto custa viajar para Manaus? Data: Outubro de 2022 Período: 5 dias Número de pessoas: 1 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Manaus: 23.500 pontos + R$ 72,12 de taxa de embarque (via Latam) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 25 2) Hospedagem 5 noites no Ibis Budget Manaus: R$ 770 3) Ingressos e passeios Mirage Park: R$ 32 Fun Park Vianorte: R$ 20 Passeio de Barco no Rio Negro: R$ 130 Presidente Figueiredo (1 dia): R$ 400 MUSA: R$ 50 4) Diversos Comida: R$ 400 TOTAL (por pessoa): R$ 1.774,00 (custos 1 à 3) + R$ 400,00 (custo 4) = R$ 2.174,00 Roteiro: 08/out - Chegada em Manaus / Mirage Park 09/out - Passeio de Barco no Rio Negro / Manauara Shopping 10/out - MUSA / Funpark Vianorte 11/out - City tour no Centro de Manaus 12/out - Presidente Figueiredo13/out - Retorno ao Rio de Janeiro "Se a Amazônia é o pulmão do mundo, o pulmão do mundo nos pertence." Autor desconhecido << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro de viagem para os parques de diversões do Canadá

    Tudo que você precisa saber dos melhores parques e montanhas-russas do Canadá em um roteiro incrível de road trip entre Toronto e Montreal! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Nova York | Montreal | Québec | Toronto | Niagara Falls | Buffalo 15 de jun. de 2022 Meus planos feitos em 2019 para uma viagem pela Costa Leste da América do Norte eram perfeitos. A meta era começar na cidade de Atlanta, no estado da Geórgia (EUA), e seguir um caminho em formato de "U" invertido até a cidade Richmond, no estado da Virgínia (EUA). O objetivo principal era andar nas montanhas-russas mais radicais dessa região, que incluía o Canadá. A passagem pelo país seria rápida, apenas 4 dias: dois em Toronto e dois em Montreal. Em Toronto, sonhava com o Canada's Wonderland, além de conhecer uma das cidades mais cosmopolitas e internacionais do mundo. Em Montreal, tinha muita curiosidade em ver como era a experiência do La Ronde, um parque de diversões numa ilha, que ficava num rio gigantesco. Inclusive, essa ilha é vizinha à Île-de-Notre-Dame, onde acontece o Grande Prêmio de Montreal de Fórmula 1. Apaixonado pela F1 que sou, o Circuito de Montreal sempre foi o meu favorito, seja assistindo corridas ou jogando no videogame. Você pode conferir como foi a preparação para essa viagem (e toda ela em si!) no artigo da 2021 All the Bright Parks Tour . Mas, você se pergunta: "se eu tenho que ler um outro artigo para saber como foi essa jornada pela Costa Leste, o que eu estou fazendo aqui!?" Como eu disse no artigo da 2021 All the Bright Parks Tour, em 16 de Março de 2020, tudo foi pelos ares. A pandemia do novo coronavírus, agente causador da Covid-19 atingiu o mundo por completo e se tornou inviável fazer a viagem em Junho. Me lembro que no dia que tive o baque e a certeza de que não ia acontecer acredito que foi um dos dias que mais chorei na vida. Um sonho completo, que estava prestes a se tornar concreto, foi abaixo. Assim como milhares de outros sonhos ao redor do mundo. Assim como milhares de vidas interrompidas que não puderam colocar seu sonho para frente. Se você estiver lendo isso, agradeça por estar aqui. Baque tomado, era hora de botar os planejamentos na gaveta e juntar mais dinheiro, mas não desistir. O início de 2020 foi de muitas incertezas e de mais um percalço que eu não previa: por conta do trabalho, tive Síndrome de Burnout, que é o esgotamento mental com consequências no corpo físico. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) sempre me acompanhou desde criança, e por mais que eu já convivesse com alterações absurdas de adrenalina, o Burnout era algo que eu nunca havia vivido. Foram dois meses de licença médica para tratamento e recuperação, e durante essa licença, fiz uma lista de filmes intitulada "60 Filmes para Curar o Burnout". A meta era ver um filme por dia, além de ler livros. Há muito tempo atrás, um grande amigo meu havia me dado um livro de presente chamado "Cidades de Papel" (em inglês, Paper Towns). Na época, meu amigo e eu éramos muito adolescentes e morávamos muito distantes um do outro, portanto a dedicatória que ele fez para mim na época, era eu pegar a história do livro como um incentivo para nos vermos no futuro. A história trata sobre uma menina misteriosa, Margo Roth Spiegelman, que cresceu junto com Quentin, um menino com uma vida regular, sem grandes emoções. Quentin sempre foi apaixonado por Margo desde criança, mas as personalidades diferentes o separaram à medida que cresceram. Em uma noite, Margo o convida para fazer um monte de coisas desafiadoras, e no dia seguinte, some. Quentin fica sem saber o que de fato aconteceu para Margo sumir, mas começa a perceber pistas ao seu redor que possa indicar qual seria o paradeiro da garota. Com os seus amigos, Quentin começa uma jornada pela costa leste dos Estados Unidos. "Cidades de papel" são cidades inventadas pelos cartógrafos e inseridas nos mapas, a fim de que não sejam copiados - uma espécie de marca registrada. Uma cidade de papel não existe. Assim como também não existiu ida ao Canadá em 2021, depois que refiz o roteiro pela primeira vez. O Canadá continuava fechado devido às complicações da pandemia, e seria impossível executar o roteiro com o país incluso. Entretanto, tudo ainda estava pago: passagem aérea, hotel e ingressos. https://www.youtube.com/watch?v=vAU6nG3i610 O que fazer? Por mais que me corroesse de ansiedade por dentro, a solução era uma só: adiar para 2022. Mas, os processos de adiamento da viagem foram extremamente cabulosos: problemas com reembolsos (fui parar até na Justiça!), problemas com validade expirada (e não tinha mais o que fazer) e até advogado que não me respondia. A dor de cabeça referente ao Canadá era crescente. Mas, aos trancos e barrancos, as situações iam se ajeitando e começava a nascer uma nova viagem para 2022, agora com 12 dias (e não quatro) e um roteiro com os parques de diversões mais underdogs (subestimados) da América do Norte. Diante de todas às dificuldades e empecilhos que foram aparecendo e um roteiro para lá de "diferentão", eu sabia que só poderia existir um nome para essa viagem. Ao reassistir à adaptação de Cidades de Papel pela 20th Century Fox, a viagem que nunca existiu (e que teimava em existir e vocês verão - até o fim) recebeu o nome de " Maple Towns Tour " ou " Tour pelas Cidades de Bordo ". O bordo (maple tree), árvore símbolo do Canadá ajudou a fazer esse trocadilho com o nome da história que exaltava exatamente o que eu ia fazer: me aventurar por lugares que muita gente não sabe da existência e que eu tive que perserverar muito para poder chegar até lá. A história de Cidades de Papel diz que cada um tem seu milagre - algo que te faz despertar e se sentir vivo. Meu milagre (sempre será) meu amor por montanhas-russas. Essas incríveis invenções da engenharia entraram na minha vida para eu viver uma série de aventuras (por quê não?) épicas, em que cada uma seria especial. Meu objetivo é ouvir cada vez mais das pessoas coisas como "não acredito que fez isso" ou sentir que meu coração vai explodir cada vez que encaro uma atração radical. É com esse pensamento que mesmo com tudo dando errado desde do começo, eu pensei numa frase do filme para continuar com todos os planos: "Arrisque-se, pare de viver de forma tão segura" A preparação do novo roteiro envolveu os três principais pontos do original: os parques Canada's Wonderland e La Ronde, e o Grande Prêmio da Fórmula 1 em Montreal. Mas, como seriam 12 dias em terras canadenses, pude abrir o roteiro para conhecer novos lugares, incluindo os parques de diversões que "ninguém liga" e ficam próximos às regiões de Montreal e Toronto. Mais do que parques, os novos dias permitiriam aproveitar mais as cidades, explorando os lugares que foram outrora colonizados por França e Inglaterra. Uma imersão cultural muito forte e que me deixou muito animado para praticar todo o francês que venho aprendendo há alguns anos. O Luís, o mesmo amigo meu que me acompanhou durante a 2021 All the Bright Parks Tour, entrou na onda de novo e aceitou participar dessa jornada ao Canadá! Quando compramos as passagens, ficamos animados que teríamos uma escala de aproximadamente 12 horas, na ida, na cidade de Nova York! Isso significaria que teríamos a oportunidade de ir no Six Flags Great Adventure, parque que deixamos duas montanhas-russas incríveis para trás em 2021 já que elas estavam fechadas. Parte I: Montreal Embarcamos no dia 15 de Junho de 2022 no Aeroporto Internacional de Guarulhos em um voo da LATAM com destino à cidade de Nova York com muita animação e cheios de sonhos prestes a serem realizados na bagagem. O voo foi tranquilo, chegando na cidade-que-nunca-dorme às 7:45 da manhã. Depois de todo o processo de fazer a imigração nos Estados Unidos e pegar o carro alugado para ir até o Six Flags Great Adventure , conseguimos chegar na estrada às 9:30. Isso nos dava aproximadamente 1h40 para chegar no Six Flags, irmos na El Toro e na Jersey Devil Coaster. Montanhas-russas Jersey Devil Coaster e El Toro no Six Flags Great Adventure Apesar de termos chegado mais tarde do que prevíamos, conseguimos fazer as duas montanhas-russas com folga e irmos em mais algumas outras, como a Kingda Ka e a Nitro. Quando saímos do parque para nos dirigirmos de novo ao aeroporto para pegarmos os voos para Montreal, a viagem tomou um rumo de ir por ladeira abaixo. Montanha-russa Nitro no Six Flags Great Adventure Mesmo saindo cedo do Six Flags, o trânsito nos atrasou muito e estávamos morrendo de medo dentro do carro de perdermos o voo. Mas, do nada, recebemos uma notificação nos nossos celulares que os nossos voos haviam sido cancelados, e que haviam sido remarcados para dois (!) dias depois. Uma remarcação como essa ia acabar com todas as chances de chegarmos à Montreal conforme o planejado e fazer tudo do roteiro. A aventura havia (de fato) começado. Quando chegamos ao aeroporto, o caos estava formado. Muitas pessoas estavam no balcão da Delta, companhia aérea que havíamos escolhido para fazer o restante dos voos. Sabíamos que teríamos trabalho para resolver o problema, porque enquanto estávamos no trânsito, tentamos resolver pelo telefone e não conseguimos absolutamente nada (mesmo após uma hora na linha). Depois de muitas horas na fila, chegou nossa vez no balcão e a Delta não apresentava solução para o nosso problema senão ir dois dias depois. As coisas só mudaram quando meu amigo soltou a frase: "Você quer que eu durma debaixo do seu balcão, senhora?". Nos EUA, as companhias aéreas não são obrigadas a dar hospedagem, alimentação ou qualquer tipo de compensação, como no Brasil. Uma supervisora chegou e resolveu nosso problema colocando para irmos à Montreal no dia seguinte à tarde. Não foi o ideal, mas era o que tínhamos. Mal sabíamos, inclusive, que essa situação era o prenúncio do caos aéreo no hemisfério norte em 2022. Reservamos um hotel perto do aeroporto e fomos na Times Square jantar e curtir o que havia sobrado do dia. Times Square A Times Square estava perfeita, como sempre. Cada vez mais tento absorver todo o conteúdo dos telões, mas sigo falhando. É muita informação! Jantamos no Junior's Restaurant and Bakery, um excelente lugar com tema retrô e pratos maravilhosos! Apesar dos problemas, foi uma noite especial, já que estava mais uma vez numa das cidades que mais amo no mundo e o Golden State Warriors (meu time de basquete) foi campeão. O dia seguinte foi agitado! Corremos para o aeroporto e voamos (finalmente!) até Montreal. Na imigração no Canadá, o oficial perguntou apenas qual era nosso objetivo de viagem, quanto de dinheiro tínhamos, onde iríamos nos hospedar, quanto tempo iríamos ficar e se conhecíamos alguém no país. Do Aeroporto de Montreal até o Airbnb que ficamos, foi um trajeto de meia hora, de Uber. O aeroporto até tem transporte para a cidade com ônibus, mas pelo custo/benefício, não valia a pena, já que dividindo o valor do Uber, daria o preço da passagem de ônibus. O Airbnb ficava perto da estação de metrô Crémazie, que nos levava de forma rápida até o centro da cidade através da linha 2-Laranja. O bairro ao redor do Airbnb era tipicamente residencial, muito aconchegante e pacífico. A arquitetura é típica dos subúrbios norte-americanos, com destaque para as escadas curvadas e torcidas, exclusivas de Montreal. Parque temático La Ronde visto do avião Montreal é a maior cidade de Québec, a província francófona do Canadá. Québec foi parte do que os franceses chamavam de “Nova França” e toda região teve extrema influência da cultura francesa. Entretanto, a província adquiriu sua própria identidade, e ela se difere de todo o restante do Canadá. Para um estudante de francês, foi ótimo ter essa vivência com o idioma! Pude compreender muita coisa que eu acreditava não compreender, além de poder praticar. A maior parte da população são descendentes de franceses, apesar de ter um grande número de imigrantes. Quem mora em Montreal, normalmente tem o inglês como segunda língua, “salvando a vida” de milhares de turistas que não falam francês. Basílica de Notre-Dame em Montreal Vieux-Montréal Montreal rapidamente ganhou meu coração pela sua cara de cidade grande e jeitão de cidade pequena. Todos os bairros da cidade são muito aconchegantes, especialmente a região do subúrbio residencial e o centro histórico. Mesmo o centro comercial sendo lotado de prédios, é vivo, cheio de apresentações artísticas e um ambiente ótimo para andar à perder de vista, principalmente na Île de Notre Dame, um dos maiores parques urbanos da cidade. O nome da cidade vem do Monte Royal, uma montanha localizada ao sul do centro da cidade. A montanha fica no Parc Mont-Royal, que também abriga o Belvédère Kondiaronk, em que se é possível ter uma vista panorâmica do centro. Mount Royal Os dias estavam com temperaturas muito amenas, variando de 15 a 19 graus, no verão (algo normal para a cidade). Sob pouca chuva, começamos o passeio pelo centro histórico de Montreal, que se estende desde os arredores da Place Jacques-Cartier até a região da Basílica de Notre-Dame. Começamos o passeio a pé pela Basílica, descendo na estação Place d'Armes. A Basílica de Notre-Dame tem dois passeios: o walking tour cultural e o espetáculo Aura. Por conta do horário, escolhemos o Aura, e ficamos extremamente surpreendidos com uma produção cheia de lasers, projeções e trilha sonora poderosa. Aura usa todo o belíssimo interior neogótico de Notre-Dame para ser o cenário do espetáculo - algo que nunca tinha visto no mundo até então! Basílica de Notre-Dame Andamos pelas ruas históricas de Montreal, e adoramos reparar na arquitetura com traços do neoclássico e do barroco francês. As ruas estavam decoradas com bandeiras quadriculadas em comemoração ao fim de semana do Grande Prêmio da Fórmula 1. Confesso que eu estava muito feliz, muito muito muito feliz, de estar caminhando nas ruas de Montreal durante o fim de semana da F1, algo que eu sempre fui apaixonado desde a infância. A cidade estava cheia de turistas, todos uniformizados com as camisas das equipes. Sensacional! As ruas de Montreal têm muitos restaurantes, boutiques, galerias de arte, lojas de souvenires e bares de alto padrão. O clima é maravilhoso! Outro ambiente muito legal é o Velho Porto de Montreal, onde estão localizadas diversas atrações, como labirintos de escapar, o antigo relógio, feirinha de artesanato, restaurantes, apresentações do Cirque du Soleil e a gigantesca roda-gigante La Gran Roue de Montreal. Antes de voltarmos ao Airbnb e descansar, paramos na Pizzeria Rosconi, um ótimo restaurante bonito e barato em que provamos o prato mais tradicional de Montreal: o poutine, que é um punhado de batatas fritas e queijo coalho coberto com um molho de carne. É DELICIOSO! Confesso que comeria um segundo se tivesse espaço na barriga... Uma ótima maneira de encerrar um primeiro dia lindo em Montreal. Ah, muito importante: os restaurantes no Canadá cobram pela tip (gorjeta) e você é muito indicado a pagá-las. As porcentagens são altas: variam de 18% a 25%. Poutine No dia seguinte, acordamos cedo e tomamos café no Tim Hortons, a mais famosa lanchonete do Canadá (tem absolutamente em TODO lugar). Alimentados de croissants doces e salgados, começamos a viajar até o Six Flags Great Escape, distante 270 km e aproximadamente 2h 45 minutos do centro de Montreal, localizado na cidade de Queensbury, nas montanhas do estado de Nova York nos Estados Unidos. O ponto de destaque do caminho é atravessar a fronteira terrestre com os Estados Unidos. As perguntas do agente imigratório dos EUA não são diferentes das que fazem nos aeroportos. Tenha em mente que para atravessar a fronteira EUA/Canadá é necessário visto estadunidense válido e para voltar ao Canadá, é necessário visto canadense físico válido (o eTA não é aceito). O trajeto é bem tranquilo, com pouco trânsito e trechos retos em sua grande maioria, além disso toda a estrada é cênica, com belíssimos cenários nas montanhas. Centro de Montreal O Six Flags Great Escape é um dos parques de diversões mais regionais da rede estadunidense, mas nem por isso é decepcionante. É o Six Flags mais “diferentão” já visitado por mim! Como é localizado no meio das montanhas do estado de Nova York, a temperatura estava 12 graus mesmo sendo verão. Os brinquedos são bem tradicionais, sendo os grandes destaques a Comet, uma montanha-russa de madeira lendária e cheia de airtime, e o Outlaw, um booster melhorado que causa emoção e terror ao mesmo tempo. O legal desse Six Flags é que você precisa se entregar a experiência dele nas montanhas, e não esperar que ele seja um lugar radical como costumam ser os outros parques da rede. Tudo nele é super fofinho e tem um grande apelo para as famílias. Depois do parque, passamos no The Outlets at Lake George, e quando chegamos de volta a Montreal, jantamos no A&W, uma rede de fast-food muito presente no Canadá. Brinquedo radical Outlaw e montanha-russa Steamin' Demon no Six Flags Great Escape Por conta do contratempo que o cancelamento do voo causou na viagem, tive que fazer o La Ronde no mesmo dia do Grande Prêmio da Fórmula 1. Estava profundamente preocupado em ter que dividir meu dia entre os dois locais, mas como estavam na mesma ilha, deu tudo certo! O "Six Flags do Canadá" não faz feio. O parque é muito bonito e muito limpo, e tem uma mega estrutura de alimentação e shows. Com exceção da Ednor, todas suas montanhas-russas são muito boas, com destaque para a Goliath e seus ótimos airtimes (a sensação de sair do banco!), e para a Vampire, a melhor deste modelo de montanha-russa invertida que já andei. O La Ronde também tem muitos brinquedos radicais e familiares que são destaques, como o excelente Demon, o Gravitron e o frisbee Titan, à beira do lago. Outra característica maravilhosa do La Ronde é ele estar localizado em uma ilha e em toda atração alta, você pode ver o gigantesco Rio São Lourenço e o skyline de Montreal. Montanhas-russas Batman e Goliath no La Ronde Biosphère O momento da Fórmula 1 foi algo muito surreal para mim. Durante muito tempo da minha vida, desde da época que eu tinha 10 anos, eu assistia F1 e ficava apaixonado pelo modo como os carros corriam, e principalmente pelos desafios dos circuitos, que eu podia experimentar no videogame. Eu me apaixonei por alguns circuitos, mas paixão nenhuma era maior que o circuito de Montreal. As longas retas e as curvas desafiadoras me faziam dar tudo de mim, e não demorou muito para eu conseguir vitórias. Além disso, foram anos admirando o circuito pela televisão, vendo o La Ronde ao fundo e os carros correndo na Île de Notre Dame. Pisar na ponte que me levaria ao circuito e ver tudo decorado para a Fórmula 1 me fizeram chorar instantaneamente e eu estava em um êxtase que durou até a largada da corrida, em que o barulho dos 20 motores de cada carro estavam em sincronia na primeira volta. Uma experiência definitivamente surreal que eu jamais irei esquecer. Não podia acreditar que eu estava atravessando a ponte para a ilha, que eu estava uniformizado com a minha equipe favorita, que eu estava pisando no lugar que admirei toda minha infância e adolescência. Foram 2h e 30 minutos de pura emoção, e ainda tive um excelente poutine de costela para me acompanhar. Não vejo a hora de voltar a Montreal em um final de semana do Grande Prêmio e estar rodeado de novo daquele clima que só a Fórmula 1 traz à cidade - um sentimento único de comunidade. Marmotas, símbolo do Canadá e que sempre aprontam nas corridas! Outra cidade grande da província de Québec é Québec City, um pouco mais acima do Rio São Lourenço. Para chegar, saímos de Montreal bem cedo em direção à Estação Central para pegarmos o trem da VIA Rail, uma das principais companhias de trem do Canadá. A VIA Rail é uma ótima alternativa ao carro e ao avião para viajar dentro do país de maneira confortável e com bom custo/benefício. A viagem até Québec foi super tranquila, e com paisagens verdes agrícolas. Chegamos na Gare du Palais na metade da manhã. Tanto eu quanto meu amigo ficamos impressionados o quanto a arquitetura de Québec é mais próxima ainda da francesa. Gare du Palais Depois de apreciarmos o interior (e exterior!) sensacional da Gare du Palais, pegamos um ônibus em direção à Chute Montmorency, uma catarata no norte da cidade. A catarata tem 84 metros, sendo mais alta que qualquer catarata em Niagara. No parque urbano da Montmorency, é possível apreciar a catarata de vários ângulos possíveis, com escadarias que circundam toda a área. Além disso, tem teleférico cênico e tirolesa que passa na frente da catarata! Eu escolhi passar pela ponte pênsil que fica no topo da Chute Montmorency, vencendo todo o medo de altura que há armazenado dentro de mim. Uma visão linda! Chute Montmorency Eu raramente vou à uma cidade se um parque não estiver presente, e com Québec não foi diferente: dentro do shopping Galeries de la Capitale, está o Méga Parc , um exemplo de parque indoor. Sua temática é toda steampunk, e tudo foi muito bem feito para que alcançasse a perfeição. O parque é para toda família, com brinquedos radicais, familiares e infantis. A Electro, uma montanha-russa, percorre o teto do Méga Parc e tem um percurso super rápido, além de ter tido o trecho no escuro mais no escuro que já presenciei na vida! O shopping também tem muitas lojas boas, como a Lids, BestBuy, Toys R Us, e sendo um lugar perfeito na cidade de Québec para passar a tarde. Montanha-russa Electro e roda-gigante no Méga Parc A última parte do dia em Québec foi no seu centro histórico. Começamos pelo Porto Velho de Québec, e seguimos a Rua Dalhousie até a Place d'Armes, onde fica um dos símbolos da cidade, o Castelo Frontenac, hoje um hotel Fairmont. Da praça, saem diversos ônibus de City Tour, porém resolvemos seguir a pé, devido aos altos preços. As ruas da parte alta de Québec têm muitos restaurantes de várias nacionalidades, além de sorveterias e bares de vinho. Um dos edifícios mais lindos dessa parte é a Hôtel de Ville (Prefeitura) de Québec. Château Frontenac A vista da parte alta para o rio São Lourenço é deslumbrante (sabia que esse rio deságua no Polo Norte?), e tem uma brisa maravilhosa! Descemos até a parte baixa pelo Funicular. Saímos na rua principal da parte baixa, a Rue du Petit Champlain, onde temos inúmeros restaurantes, sorveterias, docerias e lojas de souvenires cheias de produtos do Canadá. As docerias tem produtos incrivelmente gostosos, que lembram os da França. Gostaria de ter ficado até o fim da noite nessa parte, mas eu e meu amigo caminhamos lentamente pela orla do rio e pela marina até a estação Gare du Palais. Toda região é um grande círculo, sendo perfeita para andar e não se perder. Aproveitei para tirar muitas fotos em cenários únicos, que eu nunca tinha visto parecido na vida! Rue du Petit Champlain Ao chegar na Place Jean-Pelletier, em frente à Gare du Palais, notamos um monte de cadeiras de aço fincadas no chão, cada uma com uma frase ou poema em diferentes línguas sobre aproveitar a vida. Sentamos ali para simplesmente passar o tempo e esperar a hora de embarcarmos no trem. Ao chegar de volta em Montreal, terminamos o Ato I no 3 Brasseurs, uma cervejaria tradicional da França. Comi o último poutine da viagem, dessa vez gigantesco, e seguimos rumo à Toronto na manhã seguinte. Deixávamos o poutine, as escadas curvas, o francês e o clima agradável de Québec para trás. Parte II: Toronto Mais um aeroporto, mais um momento de caos. O meu voo para Montreal atrasou quatro horas, complicando o planejamento do primeiro dia numa das cidades mais internacionais do mundo, Toronto. Felizmente, contamos com o apoio e a amizade de duas pessoas incríveis na cidade, o Vinycius e o Laércio. Minha amizade com o Vinycius data desde 2010, e para mim, ter esses dias com ele foram muito especiais, e apesar de ter visto o Laércio pessoalmente poucas vezes, pareceu que éramos amigos há muito tempo! Ambos deram um show de hospitalidade, companheirismo e amizade. Sempre serei eternamente grato à eles! O plano inicial era estar no Canada's Wonderland, o maior parque de diversões do Canadá, às 10h, em sua abertura, porém com o atraso do voo, só conseguimos chegar lá às 12h (isso porque os meninos me pegaram no aeroporto de carro). Apesar do contratempo, chegamos num Canada's Wonderland com público mediano, o que foi ótimo para nos concentrarmos nas 16 montanhas-russas do parque. O lugar é gigantesco, com um line-up de brinquedos radicais invejável a qualquer outro parque no mundo - inclusive, acho difícil existir algum que bata o Wonderland. Como esperado de um parque da rede Cedar Fair, ele é extremamente lindo, bem cuidado e limpo, com algumas áreas temáticas retratando muito bem (de forma simples) o tema proposto. Montanhas-russas Leviathan e Yukon Striker no Canada's Wonderland O caminho de transporte público (ônibus + metrô) até o Canada's Wonderland é longo, mas é a maneira mais barata de ir e voltar do parque. Por mais que quiséssemos conhecer Toronto, estávamos destruídos. No dia seguinte, renovados e prontos para andar pela cidade, começamos pelo Royal Ontario Museum, um dos museus mais importantes do Canadá. As exposições variam desde artigos e peças históricas das civilizações, biologia, mineralogia, paleontologia, arqueologia até itens da cultura canadense do passado e do presente. O museu também tinha uma exposição exclusiva de Animais Fantásticos, algo que nunca tinha visto fora de um parque temático! Traje original de Newt Scamander Crânio de Unicórnio Peças do Royal Ontario Museum O almoço foi num McDonald's, porque eu queria saber como era a experiência em um canadense. Todo e qualquer Mc do Canadá tem a folha do bordo no logo, um toque muito fofo. O poutine, que pedi também em curiosidade, foi o pior que comi na viagem (apenas batata-frita com molho de carne jogado de qualquer jeito em cima), mas não fiquei surpreso já que é um fast-food. Depois de estarmos alimentados, seguimos debaixo de um calor castigante na cidade, para as Toronto Islands, um conjunto de ilhas no lago Ontário próximo à costa da cidade. As Toronto Islands são quinze ilhas, mas as barcas que saem do Jack Layton Ferry Terminal têm três destinações diferentes: Ward’s Island, Centre Island e Hanlan’s Point. Em Ward’s Island, você encontrará a visão mais panorâmica do skyline de Toronto e a Ward’s Island Beach, uma ótima praia para passar o dia. Em Hanlan’s Point, fica a praia de nudismo Hanlan's Point Beach e o Gibraltar Point, um dos faróis mais antigos de Toronto. Pegamos o ferry até a Centre Island, em que fica localizado a maior parte das atrações da Toronto Island: o restaurante Toronto Island BBQ & Beer Co., o William Meany Maze, a Centre Island Beach (a maior praia da cidade) e o Centreville Amusement Park , um parque de diversões infantil muito fofo e histórico. O lugar é onde as crianças de Toronto crescem e têm seu primeiro contato com a adrenalina. O clima rústico e nostálgico se estende por todo o Centreville, e ao seu redor, está o Lago dos Patos, com ótimos pontos de sombra e relaxamento na natureza. Centreville Amusement Park O verão em Toronto é tão quente quanto o verão no Rio de Janeiro, e confesso que estava difícil caminhar pelas ilhas, mesmo com as árvores. Antes de pegar o ferry de volta à cidade, uma parada deitada na grama somente para curtir o “tempo parar” se fez mais que necessária! Toda a região das Toronto Islands é arborizada, com milhares de espécies diferentes, incluindo algumas frutíferas! Facilmente dá para passar uma tarde inteira, aproveitando o Centreville, a praia de Centre Island, e o Toronto Island BBQ & Beer Co., um bar ao lado da estação do ferry perfeito para assistir o pôr-do-sol na skyline de Toronto. Da estação de ferry em Toronto até o principal símbolo da cidade, a CN Tower, é muito perto. O local onde a CN Tower fica é quase como um “centro de entretenimento" da cidade! Tem a Scotiabank Arena, arena onde joga o time Toronto Raptors de basquete; o Maple Leaf Square, um shopping com lojas gigantescas de esporte; o Toronto Railway Museum, o maior museu ferroviário do Canadá; o Ripley’s Aquarium of Canada, o maior aquário de Toronto e o Rogers Centre, estádio multiuso em que jogam os times de baseball, o Blue Jays, e futebol, Toronto FC, da cidade. CN Tower A Canada’s National Tower (CN Tower) foi construída originalmente para melhorar as radiocomunicações de Toronto, que estava com um rápido crescimento de prédios que atrapalhavam os sinais. Hoje, a CN Tower abriga antenas que são usadas por inúmeras empresas, além de uma infraestrutura turística. Como a maioria dos observatórios turísticos, a experiência começa já nos primeiros andares, em que você conhecerá toda a história da torre. Nos 346 metros do andar de observação, você poderá ver toda a cidade de Toronto, as Toronto Islands, e se o tempo estiver bem limpo, o estado de Nova York nos Estados Unidos (do outro lado do lago Ontário!). Caso você esteja disposto a pagar um pouco mais, você poderá ter acesso ao Skypod, um andar a 443 metros de altura - o maior no Ocidente! Se você gostar MUITO de adrenalina, você ainda poderá experimentar o EdgeWalk - uma caminhada na beira do teto do andar de observação! Você fica preso apenas por uma corda de aço… Tem coragem? Ah, uma coisa muito importante: o EdgeWalk esgota muito fácil - tem que reservá-lo com antecedência! Depois de toda a adrenalina das alturas, uma loja de lembranças gigantesca com itens do Canadá te aguarda na saída (prepare o bolso!). A próxima parada do dia foi a realização de mais um sonho: assistir a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada! A peça original da Broadway estava em curta temporada em Toronto no CAA Ed Mirvish Theatre e eu estava MUITÍSSIMO animado para ver como era essa experiência ao vivo. Mas, o caminho foi com emoção: procurando o bilhete de metrô na minha mochila, acabei deixando minha carteira cair e só fui perceber na plataforma do metrô! Sorte que os guardas do metrô viram isso acontecer e a guardaram para mim! Meu coração simplesmente estava disparado! Só fui me acalmar nos momentos iniciais da peça, quando eu finalmente estava de volta ao mundo bruxo! Terminamos o dia no Riverdale Park, uma área verde gigantesca com uma linda vista do skyline de Toronto. Algo que te faz se perder no tempo enquanto admira a noite de Toronto. Depois de ver as luzes dos prédios cintilarem, fizemos um pequeno city tour na madrugada, começando pelo Osgoode Hall, o complexo gigantesco da Prefeitura de Toronto e o Ontario Legislative Building no Queen’s Park. Prefeitura Ontario Legislative Building Osgoode Hall O segundo dia no Canada’s Wonderland foi perfeito para aproveitar os muitos brinquedos radicais que o parque tem. Fortemente recomendo essa segunda visita, já que no verão tudo costuma ficar com muita fila e é impossível você aproveitar as 17 montanhas-russas e os outros brinquedos no mesmo dia! Inclusive, nesse segundo dia, o Wonderland estava lotado! Inúmeras excursões escolares e um sol de rachar deixaram o dia perfeito para aproveitar os brinquedos radicais, que tinham filas bem menores. Dormimos cedo para estarmos prontos cedo pela manhã para iniciar a viagem até Niagara Falls. Brinquedos radicais Shockwave e Sky Hawk no Canada's Wonderland Fomos de Toronto direto até o Seabreeze , um parque de diversões histórico localizado à beira do lago Ontário, perto da cidade de Rochester, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. Atravessamos mais uma vez a fronteira, e dessa vez foi bem mais tranquilo, com o oficial nos perguntando apenas onde iríamos e quanto tempo íamos ficar nos EUA. O Seabreeze oferece uma experiência conjunta de parque de diversões com parque aquático, e seu ambiente lembra uma grande praia, com cheiro de praia e brisa de praia. Suas estrelas são suas 3 montanhas-russas: a Jack Rabbit, uma montanha-russa de madeira de 100 anos e que opera 100% através de 4 alavancas; a Bobsleds, uma montanha-russa de suportes de madeira e trilhos de aço com um percurso bem doido e uma experiência única na vida, e a Whrilwind, uma montanha-russa spinning com giros maravilhosos e que se tornou a minha favorita desse modelo. Os brinquedos são clássicos, com destaque para a velocidade do surf Time Machine e o lindíssimo Log Flume. Tudo de muito bom gosto e uma curiosidade bem legal é que eles tentam manter o clima dos anos 80 com pontos de foto temáticos e construções antigas. Montanhas-russas Giant Dipper e Whrilwind no Seabreeze Saímos correndo do Seabreeze para o Six Flags Darien Lake , o parque temático mais radical e mais emocionante perto de Niagara Falls (apenas 1 hora de distância!). O Darien Lake foi uma surpresa super agradável, entregando o melhor atendimento de todos os Six Flags que já fui até 2022 (só falta St. Louis e Frontier City), encontrando pelo parque funcionários felizes e preocupados com o bem-estar do visitante. Todos os brinquedos estavam funcionando perfeitamente, sem parada técnica, apesar da política do parque de rodar todas as montanhas-russas com apenas 1 trem. O trilho de aço na curva mais agressiva da Predator colocou a experiência lá no alto, deixando o trecho suave como uma manteiga. Ride of Steel é uma montanha-russa lendária e entregou uma experiência de intensidade e airtime sensacional. Clone da Iron Shark, a Tantrum, que se tornou minha 400ª montanha-russa, é cheia de momentos UAU e é uma excelente montanha-russa compacta e rápida. Tem atrações para todas as idades e me diverti bastante e espero ver novidades nele em breve, porque eles merecem. O clima do parque é super alegre com excelentes músicas! Montanhas-russas Tantrum e Ride of Steel no Six Flags Darien Lake Passamos um susto na chegada da fronteira do Canadá porque não havíamos feito os formulários ArriveCAN de controle contra a COVID-19 e não tínhamos internet para fazermos na hora. Sorte nossa que o oficial era bem amigável e nos deixou passar quando viu nossos cartões de vacinação… Já pensou a treta? Chegamos em Niagara Falls já à noite e eu simplesmente não conseguia acreditar no que eu estava vendo! A cidade é como uma “mini Las Vegas”, cheia de luzes coloridas, neons e atrações turísticas! Uma perfeita cidade do entretenimento no melhor modo que a América do Norte sabe fazer! Fiquei super encantado e não via a hora de explorá-la. Passamos a noite no Kings Inn near the Falls, um excelente hotel/motel, com um gerente super atencioso, além de ter tudo dentro do quarto muito limpo e conservado. Com certeza o melhor hotel desse tipo que já tive nas minhas viagens! Acordamos e seguimos direto para o Marineland , um parque enigmático que causou um paradoxo na minha cabeça. Entrei no parque esperando o pior e até agora não sei de fato o que encontrei. O parque parece um bosque medieval com brinquedos espalhados por muito mato e muitas árvores, com caminhos longos e bastante caminhada para se chegar nas atrações. A temática do parque está super conservada e foi muito bem executada, com um nível de detalhe estrondoso. Os brinquedos estavam todos funcionando, com operação rápida, e todos fornecendo uma experiência muito boa! Os destaques são a Dragon Mountain, uma montanha-russa raríssima com um elemento único no mundo (nó-de-gravata), longuíssima, com uma grande quantidade de forças G e trechos "criativos" como um helix dentro de um vulcão, cavernas e trechos retos; o Star Voyager, um brinquedo que parece a versão melhorada do top scan, e que se tornou meu brinquedo favorito da vida, e o SkyScreamer, uma torre que opera com propulsão e queda livre ao mesmo tempo, fornecendo uma visão DE TIRAR O FÔLEGO das Cataratas do Niágara. O ponto triste fica por conta dos tanques com 38 belugas e a orca solitária Kiska. Torço para que o parque se livre dos animais o quanto antes (apesar de saber que seja improvável) e assuma o posto de uma das maiores atrações de Niagara Falls. Torres do Skyscreamer e montanha-russa Dragon Mountain no Marineland Como uma viagem à Niagara Falls não seria completa sem um contato próximo com as cataratas, fizemos o pequeno cruzeiro para todo o complexo, incluindo os lados estadunidense e canadense. Recomendo muito comprar o passeio online através do site da Niagara City Cruises , o que garante um embarque muito rápido. Se você estiver se perguntando se existe muita diferença entre a experiência das Cataratas do Iguaçu e das Cataratas do Niágara, a resposta é SIM! Iguaçu é um cenário muito mais selvagem e radical (principalmente com as aventuras do Macuco Safari), enquanto Niágara é mais urbano e contemplativo. Mas sabe qual é o melhor disso tudo? Nas duas cataratas você pode se molhar com uma das maiores obras incríveis da natureza! Simplesmente inesquecível. Niagara Falls com lado estadunidense à esquerda e canadense à direita https://www.youtube.com/watch?v=wbtfZLGieGU A tarde em Niagara Falls foi excelente! Começamos pelo Casino Niagara, um cassino enorme com vários tipos de jogos diferentes. Meu amigo é um mestre do Blackjack e conseguiu descolar uma ótima oportunidade para termos um jantar maravilhoso no fim do dia - 25 dólares viraram 75 dólares! Poderíamos ter ido na Niagara SkyWheel, mas como já tínhamos tido uma linda visão do topo da torre do Marineland, fomos na montanha-russa da casa mal-assombrada House of Frankenstein (que custa 13 dólares canadenses), construída no topo de um Burger King! Ficamos andando pela cidade, e são muitas atrações para aproveitar! Niagara Falls tem um Ripley's Believe It or Not! (museu de coisas bizarras), a Upside Down House (uma casa maluca de cabeça para baixo), o Movieland Wax Museum (um museu de cera de celebridades), o Great Canadian Midway (um imenso fliperama), o Dinosaur Adventure Golf (um percurso de minigolf), a Niagara Speedway (um circuito de kart) e inúmeras lojas para você aproveitar os mais variados produtos feitos de maconha, que é 100% liberada no Canadá para uso recreativo! O tardio pôr-do-sol se aproximava e tínhamos duas opções para jantar: o restaurante do topo da Skylon Tower, uma torre de observação gigantesca em frente às Cataratas ou o Rainforest Café, um restaurante temático maravilhoso de florestas tropicais. Como não podíamos gastar muito, escolhemos a opção mais econômica, o Rainforest Café, e que foi extremamente acertada! A comida estava deliciosa e terminamos de jantar a tempo de garantir uma vaga para assistir o incrível show de fogos nas Cataratas do Niágara, que estavam todas iluminadas. Uma das experiências mais incríveis e surreais da minha vida! Estava explodindo de felicidade junto com os fogos! https://www.youtube.com/watch?v=UkvYMpeibKs Ter assistido os fogos me fez misturar esse sentimento de felicidade com a sensação de viagem cumprida. Mesmo com todos os contratempos que enfrentamos desde do início, tudo der dado certo no final foi uma grande recompensa. O Canadá nos presenteou com dias lindos de sol, atrações e parques de diversões incríveis e momentos que com certeza levarei para todo sempre. É fato que saímos de Niagara Falls já com a missão de voltar e planejar a própria viagem para a cidade. Para os próximos anos, mais um parque de diversões deve nascer na região: o Niagara Amusement Park & SplashWorld. O último dia em Toronto foi para conhecer o centro histórico Old Toronto, onde fica o St. Lawrence Market, em que muitos artesãos e comerciantes da cidade vendem seus produtos, e restaurantes familiares, com a comida típica da cidade. Comemos um delicioso brunch e fomos direto para a Toronto Pride Parade, uma experiência única no universo LGBTQIA+. Em Toronto, a parada é um grande desfile de diversos setores da sociedade, que compreende desde órgãos públicos como bombeiros, enfermeiros, paramédicos e militares, até diversas empresas do país, esportistas, crianças e idosos! Um verdadeiro show de diversidade! Foi inevitável não me emocionar em vários momentos do dia, e ter a esperança que é possível realidades mais livres e desprendidas de preconceito e violência. Arrasou, Canadá! A volta para o Brasil foi cheia de problemas, mais uma vez, com a companhia aérea Delta. Felizmente, nenhum desses problemas de transporte são suficientes para tirar o brilho que a 2022 Maple Towns Tour teve! Realizá-la foi como fechar um capítulo pendente criado em 2019, com o planejamento do roteiro original na Costa Leste da América do Norte. Além de ter tido momentos incríveis e inesquecíveis, ficou o sentimento de quão forte pode ser nossa perseverança a realizar um sonho planejado com tanto carinho. Gostaria de deixar a minha gratidão ao Canadá, por ter me (deixado entrar! rs) recebido tão bem, ao Estados Unidos, por mais uma vez me proporcionar dias estupendos no estado de Nova York, aos meus amigos Vinycius e Laércio por terem me hospedado em sua casa com tanta hospitalidade e carinho, e ao meu amigo maravilhoso Luis Henrique por ter topado mais uma viagem comigo! ===== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Seabreeze. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2018. Foram 2 anos (e mais 1 extra) juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. Quanto custa viajar para o Canadá? Data: Junho de 2022 Dólar americano: R$ 5,30 Dólar canadense: R$ 4,05 Período: 12 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-São Paulo-Rio de Janeiro: R$ 535,00 Passagem aérea São Paulo-Montreal/Toronto-São Paulo: R$ 2.577,00 Passagem aérea Montreal-Toronto: R$ 588,00 Aluguel de carro (1 dia) Nova York: R$ 320,00 Aluguel de carro (1 dia) Montreal: R$ 282,00 Aluguel de carro (2 dias) Toronto: R$ 650,00 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 2) 5 noites em Montreal: R$ 432,50 5 noites em Toronto: Cortesia de nossos amigos Vinycius e Laércio ❤️ 1 noite em Niagara Falls: R$ 250,00 3) Ingressos GP de Montreal: R$ 750,00 Passe Diamond da Six Flags: R$ 830,00 Canada's Wonderland - Regular Season Pass: R$ 400,00 Marineland: R$ 275,00H arry Potter and the Cursed Child: R$ 500,00 CN Tower: R$ 200,00 Montanha-russa no Centreville: R$ 35,10 Méga Parc: R$ 100,00 Passeio de barco nas Cataratas do Niágara: R$ 165,00 4) Diversos Comida e compras: USD 1.000,00 (R$ 5.500,00) Pedágios/Gasolina: USD 100 (R$ 550,00) TOTAL (por pessoa): R$ 8.890,00 (custos 1 a 3) + R$ 6.050,00 (custo 4) = R$ 14.940,00 Roteiro: 16/jun - Six Flags Great Adventure 17/jun - Chegada em Montreal / Montreal Exploring Day 18/jun - Six Flags Great Escape 19/jun - La Ronde / GP do Canadá 20/jun - Québec City 21/jun - Montreal-Toronto / Canada's Wonderland 22/jun - Toronto Exploring Day 23/jun - Canada's Wonderland 24/jun - Seabreeze / Six Flags Darien Lake 25/jun - Niagara Falls 26/jun - Toronto Exploring Day 27/jun - Retorno ao Brasil “É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.” Cidades de Papel << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro de viagem a Nova York: roteiro completo, dicas, custos e experiências reais na cidade que nunca dorme

    Relato completo de uma viagem a Nova York durante o Grace Period do intercâmbio J1, com roteiro dia a dia, dicas de transporte, hospedagem, museus, Broadway, Central Park, Brooklyn, Times Square e custos reais para turistar na cidade que nunca dorme. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! NOVA YORK NÃO SE VISITA: SE VIVE, SE ATREVESSA, SE SENTE — E DEPOIS, NUNCA MAIS SAI DE VOCÊ Essa viagem nasce do garoto que cresceu vendo Nova York pela tela e do intercambista exausto que entrou naquele avião cheio de dúvidas, malas demais e quase nenhuma certeza, apenas confiando que algo precisava acontecer. Entre o caos, o improviso, o frio, o metrô barulhento, os museus que engolem o tempo, o Central Park como refúgio e a Broadway como explosão de emoção, a cidade foi se revelando sem pedir permissão. Nova York transformou sonhos idealizados em experiências reais, com falhas, intensidade e verdade, ensinando que viver também é se perder, seguir andando e, sem perceber, deixar um pedaço de si pulsando para sempre nessa selva de concreto que nunca dorme. 🎭 A Broadway produz mais de 1 bilhão de dólares por ano, e muitos atores famosos começaram servindo mesas em restaurantes como o Ellen’s Stardust Diner. 🌳 O Central Park é maior que o Principado de Mônaco, ocupando cerca de 4 km² no coração de Manhattan. 🎢 Coney Island é o berço dos parques de diversões modernos, lar da montanha-russa Cyclone, em operação desde 1927. 🗽 A Times Square já foi uma área residencial tranquila antes de se tornar o epicentro de luzes, telões gigantes e uma das esquinas mais famosas do planeta. 🚇 O metrô de Nova York funciona 24 horas por dia, sendo um dos poucos sistemas do mundo com operação ininterrupta desde 1904. 🏙️ Mais de 800 idiomas são falados na cidade, fazendo de Nova York o lugar com maior diversidade linguística do planeta. roteiro 1) Chegada em Nova York / Times Square 2) Museu Americano de História Natural / Central Park / Wicked 3) Highline / Greenwich Village 4) Metropolitan Museum of Art / Museum of Modern Art / Central Park 5) Quinta Avenida / Central Park / Top of the Rock / Bryant Park 6) Wall Street / Financial District / Greenwich Village / The Lion King 7) Brooklyn / Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Orlando (MCO)-Nova York (NYC): USD 181 | BRL 635 Nova York (NYC)-Rio de Janeiro (GIG): USD 685 | BRL 2.400 Metrô 🚇 Passe ilimitado do metrô de Nova York por 7 dias: USD 33 | BRL 120 GASTOS DE HOSPEDAGEM Preços por pessoa (dividido por 4) Hotel Pensilvânia USD 152 | BRL 533 6 noites GASTOS DE INGRESSOS American Museum of National History: USD 28 | BRL 98 Metropolitan Museum of Art: Livre Museum of Modern Art: USD 25 | BRL 88 The Lion King: USD 250 (meio da Orchestra) | BRL 875 Top of the Rock: USD 40 | BRL 140 Wicked: USD 130 (fundos da Orchestra) | BRL 460 GASTOS EM VIAGEM Comida: USD 500 | BRL 1.750 Compras: USD 300 | BRL 1.050 CUSTO TOTAL BRL 8.135 USD 2.324 Nova York 19 de fev. de 2018 Conhecer a cidade de Nova York nos Estados Unidos era uma vontade meu desde sempre. Quem nunca viu milhares de cenas na cidade durante toda a vida, seja através de filmes, séries, propagandas, notícias, fotos aleatórias…? Parece que todos os prédios daquela cidade são místicos, com alguma força sobrenatural que te encanta e te faz querer conhecer uma selva de concreto e vidro. A cidade que nunca dorme também me tentava com algo ainda maior: os parques de diversões. Nela, no distrito do Brooklyn, está Coney Island , o lugar que começou a tradição dos parques nos Estados Unidos no início do século XX. Além dele, o Six Flags Great Adventure em Nova Jersey, a 1 hora e 40 minutos da cidade, fazia meu coração acelerar só de pensar em ir na Kingda Ka, na época, a montanha-russa mais alta do mundo. Nova York de cima, região de Coney Island Uma viagem à Nova York é cara, especialmente pelo alto custo de vida da cidade. Toda vez que tentava planejar esbarrava no preço absurdo que é a hospedagem e os gastos de alimentação para comer bem. Muito tempo se passou até que eu visse a oportunidade perfeita: o Grace Period, período de 30 dias que o governo dos EUA dá a aqueles que fizeram o intercâmbio de trabalho do visto J1 para se divertir no país livremente. Ao fim do meu intercâmbio na Disney , eu escolhi, junto com amigos e colegas de intercâmbio, passar uma semana na cidade de Nova York! Peguei o avião e me dirigi com mais 5 pessoas rumo à cidade mais famosa dos Estados Unidos. A situação não era bonita: depois de passar três meses morando em Orlando eu tinha quatro malas, sendo três absurdas de grande, estava exausto, e pior: não tinha pesquisado absolutamente NADA sobre a cidade. Infelizmente, os parques de diversões não estariam abertos (hoje temos o maravilhoso Nickelodeon Universe - aberto todos os dias do ano!), e eu me perguntava a todo momento por que eu realmente tinha escolhido Nova York e não o lugar que mais amo no mundo, a Califórnia. Me deixei levar pelo hype e pelos meus antigos sonhos? Talvez eu queria aproveitar a oportunidade para conhecer um lugar novo? Não dava para saber o que eu estava fazendo quando entrei no portão de embarque da Delta em Orlando. Não fazia ideia do que esperava por mim na selva de concreto onde os sonhos são feitos. Quando cheguei no aeroporto de Orlando, começou aquele que viria ser um dos maiores períodos de estresse em viagem da vida. Lembra da quantidade de malas que eu tinha? As quatro malas causaram praticamente um surto na segurança do aeroporto, e eu tive que retirar todos os eletrônicos que eu tinha na mala de mão para passar no raio X, incluindo videogames, câmeras, jogos… um pandemônio (seja minimalista, viu?). A segurança estadunidense de aeroportos é bastante rígida e ela irá implicar caso você esteja “sozinho” e tenha muita bagagem e muitos eletrônicos numa mala ou mochila. Como estava completamente falido ao término do intercâmbio, a única solução para a hospedagem em Nova York foi o Hotel Pensilvânia (que meses depois foi demolido), um hotel que a maioria dos viajantes experientes sabiam que era um pulgueiro. Eu e meus colegas de intercâmbio, sem dinheiro, não tivemos escolha: a única opção barata que tínhamos era o Pensilvânia, infelizmente. Hoje, eu recomendo para quem quiser um hotel barato em Manhattan o ROW NYC, o The Manhattan at Times Square e o Pod 51. Vista do hotel Só precisa reservar com bastante antecedência, mais ou menos de oito a seis meses antes da data que você chega em Nova York. Caso você não se incomode com o sistema de hospedagem, as opções mais baratas para ficar na ilha de Manhattan continuam sendo os hostels/albergues. Indico o HI New York City. Ao chegar em Nova York, a alternativa era um Uber até o hotel, onde fiquei muito surpreso com a completa falta de hospitalidade dos funcionários do Pensilvânia. Sabia que o hotel era mal avaliado, mas não esperava por isso. Absolutamente ninguém me ajudou com as malas, eu tive que pegar todas, colocar no carrinho do mensageiro, e por fim subir ao meu quarto. Algumas pessoas na rua (e me lembro que o que mais me falaram era que Nova York era a cidade de cada um por si) me ajudaram mais que as lesmas sem vida do Pensilvânia. O quarto tinha cheiro absurdo de mofo e o andar inteiro cheirava a maconha. Uma experiência… singular. Felizmente esse hotel foi abaixo! Minha primeira parada foi a Times Square, que conheci com as minhas companheiras de quarto. Eu fiquei completamente perdido nas luzes e nos anúncios! Queria ler tudo ao mesmo tempo e meu cérebro bugou. Mas o que mais estava me fazendo feliz era que eu estava em uma cidade normal de novo, com calçadas, metrô, ruas e muitos nova iorquinos tentando ganhar a vida. Uma dinâmica que nunca encontrei em Orlando. Times Square Existem muitos pontos que me interessaram na Times Square. Confesso que fui logo atraído pela Disney Store, que não perdia em nada para as lojas do Walt Disney World. As lojas de roupa eram tantas que eu não sabia em qual entrar primeiro! Encontrei GAP, Forever 21, Old Navy, H&M, American Eagle, Lids e a fantástica M&M World, que vende tudo que você pode imaginar do mundo dos chocolates coloridos, além de uma experiência interativa. As opções de alimentação também eram muitas: Olive Garden, John's Famous Hot Dogs, Bubba Gump Shrimp Co., Carmine's Italian Restaurant e o Hard Rock Café, onde escolhemos jantar na primeira noite pelo simbolismo do lugar com Nova York. No momento da refeição já percebi a fama de Nova York de ser um destino caro: apesar de ter ido em um restaurante a la carte, o preço era aproximadamente USD 7 mais caro que Orlando. O custo médio de uma refeição em Nova York em um restaurante simples é de USD 30 a USD 40 por pessoa. Para comida fast-food/junk food o custo médio fica entre USD 5 a USD 15, dependendo do que você escolher. Carrinho de podrão típico de Nova York Tome cuidado com possíveis elementos indesejáveis na Times Square. Durante minha visita, eu percebi muitos meliantes vestidos com fantasias de gosto duvidoso de personagens famosos que aproveitavam o momento de tirar foto para furto. Além disso, como o local é muito cheio das 7h às 22h, evite ter esbarrões com outras pessoas e não deixe nada no seu bolso. Se você quiser tirar fotos sem ter a interferência de muitas pessoas, procure chegar antes das 7h ou depois das 22h. A Times Square fica consideravelmente mais vazia! Opte por chegar na Times Square de metrô, assim como em qualquer ponto que você for na cidade de Nova York. O trânsito é completamente caótico e qualquer deslocamento de táxi ou Uber pode se tornar uma montanha de dólares sendo desperdiçados de forma fácil. Ao menos que seja imprescindível por algum motivo, não alugue carro em Nova York. As diárias dos estacionamentos podem ser mais caras que as do próprio hotel! Além disso, as vagas não são facilmente encontradas. Fachada do Museu Americano de História Natural Os dias seguintes foram dedicados aos pontos turísticos da cidade, e dessa vez até o fim, fiz com minha colega de trabalho no Epcot e hoje uma grande amiga, Giovanna, e mais 3 companheiras de intercâmbio. Nosso roteiro ficou em visitar os principais pontos turísticos da cidade durante os próximos cinco dias inteiros que teríamos em Nova York. Confesso que cada vez que pensava em visitar pontos de interesse na cidade, meu coração doía porque eu não podia visitar a região de Coney Island. Droga de inverno! Convenci todo mundo a visitar o Museu de História Natural primeiro, e logo que entrei, tomei um baque ao saber que o filme “Uma Noite no Museu" não foi gravado em seu interior, mas sim no de Londres. Deixando isso de lado, o Museu tem um acervo incrível, e é um prato cheio para qualquer estudante de ciências biológicas, história ou geografia. As exposições tem itens de todos os lugares do mundo, até mesmo peças das tribos amazônicas. O ingresso do museu custa USD 28, e você consegue chegar nele pela estação 81 St - Museum. À noite, fomos ao restaurante Ellen's Stardust Diner, um lugar que é difícil de descrever com palavras, pelo quanto ele é incrível. Nele, atores que tentam um lugar na Broadway cantam e dançam enquanto servem. É como se fosse uma espécie de “escolinha” até que eles consigam passar nas audições dos musicais. É necessário chegar bem cedo, visto que a fila para entrar dobra o quarteirão da 51 St com a Broadway, onde fica o restaurante. Para jantar, chegamos por volta das 17h e entramos às 18:45. No segundo dia, descemos na estação 34 St.-Hudson Yards para pegar o começo da High Line, um parque urbano construído em cima de antigos trilhos de trem urbano (metrô suspenso). Depois de percorrer os 2,33 km da Highline, estávamos no bairro Chelsea, famoso pelo gigantesco mercado municipal Chelsea Market com ótimos restaurantes de boa comida, e a Starbucks Reserve Roastery, uma das poucas Starbucks que você pode ver o café sendo produzido ao vivo. Andando pelo Chelsea em busca do prédio usado para o apartamento de Friends, descobrimos, quase sem querer, um bairro chamado Greenwich Village, um centro histórico muito raiz. Lá, não tinha nada desses estabelecimentos genéricos que víamos na Times Square. A maior parte das lanchonetes e restaurantes eram do próprio local, proporcionando uma experiência única! Chelsea O prédio do apartamento de Friends fica na esquina da Belford Street com a Groove Street. Por ser um prédio residencial, você não pode entrar, somente tirar fotos do lado de fora. Mas, vale a pena: o cenário é extremamente similar ao que víamos na série! Greenwich Village também carrega um importante pedaço da história do movimento LGBTQIA+. Desconfiamos pela grande quantidade de bandeiras arco-íris que vimos assim que saímos do metrô e pela sorveteria “Big Gay Icecream Shop”. Em uma das boates/bares do lugar, a Stonewall, o movimento nasceu diante de um confronto com a polícia, que na época, tentava calar a cultura LGBTQIA+ a qualquer custo. Passamos o dia em Greenwich, e à noite, aproveitamos os bares tranquilos do lugar. Prédio de Friends O próximo dia começou no Metropolitan Museum of Art (Met). O local é imenso e fiquei chocado com a quantidade de obras de outros países ali presentes. O lugar é tão grande que é dividido em por continentes. Recomendo reservar pelo menos 4 horas para andar o museu com calma, mas se você quiser absorver todo conteúdo histórico, reserve 2 dias de Met com visitas de aproximadamente 6 horas cada! Seus grandes destaques são, além de oferecer artefatos de todos os cantos do mundo, as obras de arte da Idade Moderna (alô Van Gogh, Monet!), esculturas greco-romanas, pinturas medievais, e um gigantesco templo egípcio, transportado para dentro do Museu. Você pode pagar o quanto quiser para entrar no Met! Para chegar até o museu, existem duas maneiras: ou você atravessa o Central Park desde do Museu Americano de História Natural em linha reta, ou você chega pela estação 86th St. (linhas 4, 5 e 6) e anda três quarteirões em direção ao Central Park. Cinco quarteirões ao norte do Met fica o Guggenheim Museum, um museu de arte moderna com uma icônica arquitetura. Entretanto, como meu tempo era limitado, peguei o metrô e saltei na estação 5 Avenue-53 St (linhas E, M) para visitar o Museum of Modern Art (MoMA). O museu é um paraíso para os amantes da arte moderna e contemporânea, especialmente para aqueles que querem ver obras famosas como A Noite Estrelada de Van Gogh. Os quadros de Tarsila do Amaral também estavam presentes no local, em uma exposição especial que retrata o movimento antropofágico brasileiro. Os ingressos custam USD 25 para adultos e USD 14 para estudantes. Os rolês que eu fazia pelo Central Park já tinham virado tradição. Não teve um único dia que eu e minhas companheiras de viagem não passávamos pelo Central Park, seja para admirar a natureza ou tirar fotos. Eu, particularmente, adorava caçar Pokémon no lugar mais propício no mundo para isso HAHAHAHA! Dentro do parque visitamos a estátua em homenagem a Alice (infelizmente lotada de crianças o tempo todo), o Castelo Belvedere, a estátua dos ursos e os inúmeros caminhos que aquele lugar tem. Como estava inverno, o Central Park Zoo não estava na melhor época para receber visitantes, visto que os animais estavam escondidos com frio. O zoológico possui poucos animais, e o preço do ingresso é alto (USD 20), logo não considerei como lugar para se visitar. No quarto dia, após um período longo aproveitando o Central Park, andamos pela Quinta Avenida até o Rockefeller Center, onde tem um monte de lojas legais, como a Nintendo Store. Infelizmente, eu subi no Top of the Rock (mirante do Rockefeller Center) numa noite cheia de neblina e chuva. Apesar da visão não ter sido completamente prejudicada, digamos que foi 95% (rindo de nervoso). Fazer o quê, acontece. O ingresso para o Top of the Rock custa USD 40 e os horários mais disputados são os do pôr-do-sol, e custam USD 10 a mais. Andando mais um pouco pela Quinta Avenida, chegamos ao Bryant Park, onde ficam pontos favoritos nossos: a Biblioteca Central, naqueles moldes tradicionais que vemos nos filmes americanos, com salões enormes de madeira cheios de livro e mesas para leitura e a Barnes & Noble, uma livraria gigante no melhor estilo Leitura. Inclusive, além de livros, a Barnes vende brinquedos e jogos da melhor qualidade. Se você ama jogos de tabuleiro, esse é o lugar! No quinto dia, fomos até Wall Street conhecer a “batalha entre o touro e a menina” (se você tirar foto segurando os testículos do touro, parece que você vai ganhar muito dinheiro!), e o Ground Zero, local que ficavam as torres gêmeas. Confesso que a energia do lugar não era das melhores, e não quis passar muito tempo ali. Para quem tem interesse, o local oferece o The National September 11 Memorial & Museum, um museu com itens em memória do atentado. Vale a pena visitar também a estação World Trade Center, que tem formato de uma espinha de peixe e o City Hall Park, que é onde fica a Prefeitura de Nova York. Eu não podia sair de Nova York sem ver meus dois espetáculos que mais ansiava em ver na Broadway: Rei Leão e Wicked. Valeu cada centavo gasto. Eu não sabia se eu chorava de emoção ou se eu continuava em complexo êxtase com os olhos vidrados na peça e em cada ato dos atores. Fiquei completamente extasiado. Qualquer espetáculo da Broadway é uma onda absurda de cultura e talento. Vale muito a pena ver. Escolha seu favorito e não tenha medo de comprar seu ingresso! Há dois setores nos teatros: Orchestra (mais caro!), linear ao palco, e o Mezanino (mais barato!), que são as cadeiras superiores. Não se esqueça de preferir exibições durante os dias da semana! Eu recomendo comprar os ingressos da Broadway seis meses antes do espetáculo (aproximadamente quando você compra a passagem aérea), já que os melhores lugares esgotam rápido e o preço também aumenta com o passar do tempo. Se você não tem essa disponibilidade ou decidiu ir de última hora, recomendo a Broadway Lottery , um sistema de loteria de ingressos! Basta você escolher o show e a data desejada, preencher um cadastro e se você for sorteado, vai receber um email avisando – e terá 60 minutos para concluir a compra, com seu cartão de crédito. Tudo que fazíamos pela cidade era de metrô, que cobria praticamente toda a cidade. Apesar de velho, sujo e cheio de infiltração, o bilhete com viagens ilimitadas de USD 35 por 7 dias é uma mão na roda. No último dia, o mais longe que eu fui, além do aeroporto JFK, foi até o Brooklyn, um dos distritos de Nova York. Foi um dos rolês mais emblemáticos, porque estava um frio muito grande e pegar uma ponte a pé, naquele vento, foi congelante. O mais legal foi poder conhecer um pouquinho da atmosfera residencial do Brooklyn e almoçar num Shake Shack (uma rede de fast-food com um aspecto gourmet) com vista para o rio. Durante nossas caminhadas pelo bairro, vimos uma cena de filme/série de época sendo filmada ao vivo em um dos prédios. Sensacional. Voltamos a Greenwich Village algumas vezes para experimentar algumas coisas que o bairro tinha a oferecer, como massa de cookie em um potinho (Cookie Dough) e outros restaurantes na Greenwich Avenue. Todos os restaurantes dessa avenida possuem ótima comida e preço justo. Confesso que não achei nada emocionante o passeio até a Estátua da Liberdade, então deixei para lá. Mas, para quem gosta, existem vários tipos de ingresso com diferentes benefícios para a visita à ilha da estátua. O ferry sai do parque The Battery, bem próximo à Wall Street. Duas dicas que considero essenciais para quem vai à Nova York turistar: a primeira é comprar um passe de atrações, que diminuirá consideravelmente seus custos de ingressos (que é enorme!). Existem dois que recomendo, e dessa forma, você deve decidir qual é melhor para você: o da CityPASS e o da GO City . A outra dica é você comer um hot-dog do Nathan's Famous, o famoso cachorro quente de Nova York (que é bem parecido com o da Geneal), além da famosa pizza de 1 dólar, disponível em inúmeros restaurantes de qualidade aparentemente duvidosa (mas são certificados pela agência de alimentação!) espalhados pela região da Times Square. Grand Central Terminal A cada dia que eu passava em Nova York, formei meus lugares favoritos. Sem dúvidas, os restaurantes que mais amei foram o Ellen's Stardust Dinner e o Junior's Restaurant and Bakery, também na região da Times Square, que oferece um ambiente incrível e o melhor da culinária estadunidense. Os pratos e as sobremesas do lugar são surreais de bom! Caso você esteja procurando comida saudável, recomendo demais o Whole Foods Market, um mercado com um buffet cheio de excelentes opções! O mais acessível fica no Time Warner Centre, acessível pela estação de metrô Columbus Circle. Compras na cidade de Nova York é uma má ideia, visto que a maior parte dos produtos são caros e com altas taxas. Quer comprar bastante? Vá até o outlet The Mills at Jersey Gardens, no estado de Nova Jersey, acessível pela linha de ônibus 112, que sai do Port Authority Terminal, localizado na Times Square. Sobremesa da Junior's Bakery Nova York não poderia ter me acolhido melhor. Ter feito o Grace Period na cidade foi uma escolha certíssima (mesmo com os parques fechados!), e a cidade se tornou um dos meus lugares favoritos no mundo. É uma cidade que vibra o tempo todo, a cada esquina. Faça de tudo para se tornar um verdadeiro nova-iorquino. Frequente as cafeterias (Starbucks e as locais), ande de metrô, ande na rua à noite (cuidado!), vá nos bares. É muito gratificante ter a visão do morador. Se tiver sorte, procure conversar com um deles e descubra muitas coisas legais e lugares novos para visitar. “Se eu conseguir lá Conseguirei em qualquer lugar Só depende de você” Frank Sinatra << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Excursões, pacotes e ingressos para parques | Scream! Travel Designers

    Escolha seu próximo destino recheado de adrenalina e emoção na única empresa de travel designers 100% especializada em parques temáticos do país! pacotes Aqui, veja pacotes de viagem com roteiros e datas pré-determinadas. Cada pacote é precificado de acordo com sua cidade de saída! Brasil América do Norte América do Sul Ásia, África e Oceania Europa monte seu pacote Aqui, a sua imaginação é o limite! Escolha para onde você quer viajar e seu pacote será montado sob medida! Brasil América do Norte América do Sul Ásia, África e Oceania Europa excursões Excursões em grupo saindo da cidade do Rio de Janeiro para os doze destinos mais incríveis com parques de diversões e/ou aquáticos no Brasil! Olímpia (Thermas) Parque da Mônica Terra dos Dinos Porto de Galinhas Porto Seguro Hopi Hari Caldas Novas Gramado Beto Carrero Beach Park Aldeia das Águas Foz do Iguaçu EM BREVE! PEÇA O SEU ROTEIRO PERSONALIZADO Aqui, você paga um valor fixo e tem direito a: Suporte no pré-viagem e durante a viagem Roteiro feito de acordo com seu perfil de desejos e necessidades, incluindo: Detalhamento dia a dia das atividades a serem feitas; Indicação dos melhores brinquedos e montanhas-russas Auxílio na compra de passagens aéreas, hospedagem, ingressos, aluguel de carro e seguro viagem Sugestão de lugares incríveis para comer e comprar nas cidades Quero esse!

  • Roteiro de viagem para o Beach Park em Fortaleza

    Tudo que você precisa saber do Beach Park e o que fazer no Ceará em um roteiro incrível de cinco dias pelos principais locais do litoral do estado! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Fortaleza | Canoa Quebrada | Jericoacoara 19 de fev. de 2021 Ir no Beach Park sempre foi um sonho de infância. O parque aquático mais famoso do Brasil era o passeio preferido dos meus colegas de escola no ensino fundamental. A cada férias, cada um contava como foram as experiências nos toboáguas. Infelizmente, minha família não tinha dinheiro para viajar até Fortaleza, então eu cresci tentando imaginar como seria legal se um dia eu visitasse o Beach Park e pudesse experimentar tudo que eles experimentaram. Muito tempo se passou, nossa condição financeira melhorou, outras viagens apareceram, mas nenhuma delas foi para Fortaleza. Nesse período, o Beach Park se tornou praticamente outro parque diante daquele que eu sonhava na infância. Por conta do pouco espaço, muitas atrações tiveram que ser desativadas para vir outras, mais novas. Não poderia nunca mais experimentar o Sarcófago ou a Moreia Negra… Mas, a vida é isso. Saem atrações velhas para entrar novas, mais modernas. Quando comecei a trabalhar, eu já sabia em como eu iria investir meu primeiro salário: comprando uma passagem para Fortaleza! Até pensei em fazer um bate-volta de fim de semana só para ir para o Beach Park, mas eu sempre ouvi muitas coisas boas do estado do Ceará. Chamei meu amigo Paulo e compramos passagens para passar o Carnaval inteiro lá! Quem nos acompanhou também foi o Rodrigo, um amigo que fiz durante o intercâmbio no Walt Disney World . Pegamos o carro (um Uno 1.0) no Aeroporto de Fortaleza pela Unidas. Não sabíamos se um carrinho desse seria o suficiente para fazermos o que tínhamos planejado para o Carnaval, mas tinha que dar, já que era a nossa única opção e não tínhamos muita escolha! Passamos em um supermercado em Fortaleza para comprar itens para a roadtrip no litoral cearense e caímos na estrada em direção ao leste do estado. Quando passamos pela cidade do Beach Park, quase falei para pararmos o carro e entrarmos logo no parque, mas engoli minha ansiedade. O carro seguia pela estrada e eu estava prestes a descobrir que ia conhecer os lugares mais incríveis do Brasil. Seguimos a estrada até o município de Aracati, onde fica o distrito de Canoa Quebrada. A primeira parada foi na Barraca e Restaurante Antônio Coco, em que pudemos comer um ótimo almoço com os pescados locais e ótima água de coco. Curtimos a praia de águas mornas (para mim, um verdadeiro paraíso!) antes de fechar o tradicional passeio de buggy na região. Muitos bugueiros ficam ao redor do restaurante, então literalmente você só precisa escolher um. O passeio começou pela faixa litorânea da praia, em um cenário que me lembrou muito uma cena do jogo Forza Horizon. Eu já estava sem palavras em estar vivendo aquele momento, com o vento na minha cara, sentindo a brisa do mar e o barulho das ondas. Parecia que eu tinha me teletransportado para um paraíso onde nada mais importava e parecia que em algum momento eu iria me unir àquela paisagem belíssima das falésias de Canoa Quebrada. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_4be24b759ff4497898faf2b6db579796/1080p/mp4/file.mp4 https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_dbeffc1ba29646fa9564d6e402ac7d3a/1080p/mp4/file.mp4 Paramos no símbolo do distrito, uma meia-lua com uma estrela. Existem várias versões do porquê do símbolo ser esse, mas a mais aceita pelos moradores como verdade é um paquistanês foi até a casa do escultor Chico Eliziário e pediu para Chico fazer uma lembrança da cidade para ele levar se volta ao seu país. Chico, então, fez a meia-lua e a estrela do Islã. Isso foi o suficiente para o encantar pelo símbolo, e o artesão começou a fazer várias peças que foram aceitas pela população e pelos turistas. Nascia assim, o símbolo definitivo da cidade. O passeio fica verdadeiramente radical quando ele chega nas dunas de Canoa Quebrada, e o buggy entra em alta velocidade nas grandes quedas! A sensação é muito similar com as quedas de uma montanha-russa e eu nem preciso dizer que amei, né? Ele percorre essas grandes dunas até a lagoa dos esportes radicais, em que você pode fazer uma tirolesa radical que termina na água! Confesso que estava morrendo de medo, mas amei MUITO! Uma sensação de liberdade absurda! Na volta, tivemos um tempo na Barraca Oásis, um ótimo lugar para dar um mergulho numa piscina natural e beber a bebida típica do local, o Mescal (que é deliciosa!). https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_c1d01a12828e4fa98db47ed980c08e2d/1080p/mp4/file.mp4 Na volta, o bugueiro nos deixou na lindíssima Duna do Pôr-do-Sol para vermos o… pôr-do-sol. Não decepcionou! Tudo fica instantaneamente laranja! Chegamos na Pousada Latitude para passar a noite, uma ótima pousada bem na praça central de Canoa Quebrada e ao lado da Broadway, a principal rua da cidade com comércio e restaurantes de variadas gastronomias. Um passeio a pé por Canoa Quebrada a noite é uma ótima maneira de conhecer um outro lado da cidade (mais pacato), ouvir o som do mar com mais força e relaxar vendo as lojas. Canoa é para você desacelerar, fingir que o tempo parou, e contemplar o tempo passar devagar. Um verdadeiro paraíso. Na manhã seguinte, retornamos à Fortaleza para… IR NO BEACH PARK ! Chegamos pela manhã em Aquiraz, cidade ao lado da capital em que fica o parque aquático mais famoso do Brasil! O complexo do Beach Park fica em Porto das Dunas, uma praia de ondas fortes mas com água morna. O primeiro lugar que você vê quando entra no complexo é a Vila Azul do Mar, um pequeno centro comercial com alta gastronomia, lojas de souvenires e quiosques. A entrada do parque fica bem em frente às areias da praia! EU NEM PUDE ACREDITAR QUE FINALMENTE HAVIA REALIZADO MEU SONHO DE ESTAR ALI! O Beach Park tem formato retangular e não é muito grande, mas ele tem atrações para todas as idades e gostos! Me diverti em várias atrações legais, como os toboáguas de cápsula do Arrepius, o funil do Vaikuntudo e os muitos toboáguas diferentes do Ramubrinká. Até mesmo o grandão Insano consegui encarar mais de uma vez! Vou te falar… ele nem é tão medonho assim! O tamanho assusta, mas depois que você desce, vira uma gostosa descida e um monte de água vem na sua cara! Por ser pequeno, o dia no Beach Park não cansa muito e é tudo muito pertinho. A infraestrutura também não deixa a desejar, e os personagens ainda ficam pulando pelo parque divertindo todo mundo. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_37febefb22e545d98f3126bdbdbfaee3/1080p/mp4/file.mp4 Saí do Beach Park de alma lavada e muito feliz pelo meu sonho realizado! Como o parque fecha no fim da tarde, fomos até o centro de Fortaleza para assistir o musical Ceará Show, um espetáculo que apresentava a história e a cultura cearense. Não devia em nada para os musicais da Broadway! Gostei muitíssimo da experiência! Infelizmente, o show deixou de ser apresentado, sem motivo aparente. As redes sociais continuam ativas, então acredito que possa existir uma esperança de retorno. No dia seguinte, fizemos um city tour por Fortaleza, começando pelo Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um complexo com museu de arte, teatro, biblioteca, cinemas e planetário. Você também pode encontrar ótimos lugares para tirar fotos! Dois quarteirões depois, chegamos na Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, edificação histórica que deu nome à cidade. Recomendo fazer o tour guiado! Em frente à Fortaleza, entramos na sensacional Catedral Metropolitana de Fortaleza em estilo neogótico em seu exterior, algo muito difícil de vermos no Brasil, especialmente em grandes cidades. Finalizamos o city tour no Mercado Central de Fortaleza, um lugar que você vai encontrar muitos artigos têxteis, como blusas de renda, artesanato, e artigos alimentícios, como as iguarias típicas do Ceará (bolo de rolo, rapadura, caju, carne de sol). Muitos produtos que vimos no Mercado também podem ser encontrados na Feirinha Beira Mar, uma feira de artesanatos com inúmeras barracas de artesanato tradicional e criativo. A feira funciona todos os dias das 18h às 23h, e fica em frente ao hotel Oásis Atlântico Imperial. Confesso que achei os preços da feira bem melhores que os do Mercado Central, mas pode ser que seja só impressão. Eu amei andar na orla de Fortaleza pela noite. É bem movimentada, vi policiamento, mas é sempre bom ficar atento. Não ultrapasse às 22h andando pelas ruas da cidade, pode ser perigoso. Passamos o último dia em Fortaleza no hotel Seara, que tem um belíssimo rooftop com uma vista incrível para a cidade. O rooftop do hotel é com vidros transparentes, o que possibilita belíssimas fotos! Depois do pôr-do-sol, descemos para andar pelo bairro Meireles, onde ficam as melhores lojas da cidade. Aproveitamos também para ir ao Iguatemi, um excelente shopping (e um dos maiores da cidade). Para encerrar, fomos até o Cocobambu, um restaurante localizado na Avenida Beira-Mar, com um cardápio maravilhoso de pratos com frutos do mar. Acordamos cedo no dia seguinte para ir até a Vila de Jericoacoara, um “vilarejo gourmet” que fica no litoral oeste do Ceará. Foram longas cinco horas de estrada até chegarmos na cidade de Jijoca de Jericoacoara, que serve de base para os turistas que desejam chegar até o vilarejo. Logo na entrada da cidade você verá o Estacionamento Central, que é onde você pode deixar seu carro pelo período em que você ficará na Vila de Jericoacoara. O preço é de aproximadamente R$ 25/dia (dependendo da época). Após deixar o carro no estacionamento, você pode pegar uma das milhares de caminhonetes que fazem o transporte até Jeri. Elas ficam estacionadas em frente ao Estacionamento Central e custam R$ 50 a R$ 75 (dependendo da época) por pessoa para fazer o trecho Jijoca/Vila de Jericoacoara. A duração do transfer é de aproximadamente 1 hora, e você passará pelos caminhos de areia das dunas! Chegamos em Jericoacoara na hora do almoço. Deixamos nossas coisas na Pousada Chalé Jeri, uma pousada familiar com ótimos quartos/chalés, bem espaçosos e com ar condicionado. O café da manhã é bem simples, mas com variadas opções de frutas, pães e frios. Saímos em busca de fazer passeios na parte da tarde, mas, pelo pouco tempo, todos os de longa duração já estavam em curso. Fomos fazer a trilha da Pedra Furada, a formação rochosa que é um dos símbolos do vilarejo. Tem a opção de ir por charrete, mas devido ao péssimo estado dos animais, resolvemos seguir a pé mesmo. O tempo da trilha é de 20 a 30 minutos, dependendo de sua velocidade ao caminhar. A vista é recompensadora e considero um dos lugares mais bonitos do Brasil! À noite, aproveitamos os restaurantes da Vila e jantamos no Samba Rock Café, na praça principal. A música ao vivo é ótima! No dia seguinte, um temporal muito forte castigava Jericoacoara, e achávamos que seria um dia perdido. Felizmente, havíamos contratado o Jeri Tiago , um bugueiro com ótimas referências na Internet. Ele não desistiu de fazer o nosso passeio (R$ 500) pelos principais pontos turísticos ao redor da Vila! Mesmo com tudo alagado e cheio de lama, quando a chuva estiou, saímos rumo à rota leste de Jericoacoara, onde visitamos: a Lagoa Azul, uma lagoa formada entre as dunas do Parque Nacional; o Buraco Azul Castelhano, um pequeno lago com águas azuis turquesa; a Árvore da Preguiça, uma árvore com uma formação de tronco única; e por fim, a Praia de Jericoacoara, em que aproveitamos as águas quentes antes de um temporal cair na vila mais uma vez. https://video.wixstatic.com/video/8cc35e_d07ee289d0ab47faaab298adc4bb80b1/1080p/mp4/file.mp4 Um fato curioso: foi durante esse passeio que recebi a ligação do Luís, um dos meus amigos que viajam comigo, contando sobre o processo de quarentena do México, e detalhando como poderíamos fazer para tornar nosso planejamento de viagem para os Estados Unidos realidade em meio à pandemia de COVID-19. No meio do lamaçal do Parque Nacional de Jericoacoara, era dado o pontapé inicial da 2021 All the Bright Parks Tour , uma viagem por mais de 30 parques temáticos entre México e Estados Unidos, realizada quatro meses depois dessa viagem ao Ceará. Naquela noite, comemos no Blue Restaurante, bem em frente à praia. Apesar de termos gostado da comida, sua qualidade não fez jus ao preço inflado. Aproveitamos para comprar todas as lembrancinhas que faltavam nas milhares de lojas e ambulantes que rodeiam Jericoacoara, especialmente em torno da praça principal. Pegamos a estrada de manhã muito cedo para voltar rumo à Fortaleza e pegar os voos de volta para casa. A viagem até o Ceará foi extremamente relaxante, e o estado se tornou um dos meus lugares favoritos no Brasil. Em uma só viagem, você pode, além de relaxar, curtir muita adrenalina, recarregar as energias, elevar a mente com paisagens incríveis, deixar o mar levar seus problemas e deixar a felicidade rolar. A realização do meu sonho de criança foi muito mais linda do que originalmente imaginei! Quanto custa viajar para o Ceará? Data: Fevereiro de 2021 Período: 5 dias Número de pessoas: 3 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Fortaleza: R$ 580 (via GOL - comprada durante o Feirão GOL) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 30 Aluguel de carro (3 dias): R$ 680 (R$ 226 por pessoa) 2) Hospedagem (preço por pessoa, dividido por 3) 1 noite na Pousada Latitude em Canoa Quebrada: R$ 160 1 noite no Seara Praia Hotel em Fortaleza: R$ 181 2 noites na Pousada Chalé Jeri em Jericoacoara: R$ 173 3) Ingressos e passeios Passeio de Buggy em Canoa Quebrada: R$ 300 (R$ 100 por pessoa) Beach Park: R$ 225 Ceará Show: R$ 60 Passeio de Buggy em Jericoacoara: R$ 500 (R$ 165 por pessoa) 4) Diversos Comida: R$ 400 Compras/Gasolina: R$ 400 TOTAL (por pessoa): R$ 1.870,00 (custos 1 à 3) + R$ 800,00 (custo 4) = R$ 2.670,00 Roteiro: 13/fev - Chegada em Fortaleza / Noite em Canoa Quebrada 14/fev - Passeio de Buggy em Canoa Quebrada / Noite em Fortaleza 15/fev - Beach Park 16/fev - Chegada em Jericoacoara / Pedra Furada 17/fev - Passeio de Buggy no Lado Leste de Jericoacoara 18/fev - Retorno "É na idade da ambição que se prova a têmpera dos homens." José de Alencar << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Roteiro pelos Parques da Califórnia: Disneyland, Six Flags e Universal

    Descubra um roteiro completo pelos parques da Califórnia, com dicas de transporte, ingressos, melhores épocas para visitar Disneyland, Six Flags Magic Mountain e Universal Studios. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! VIVI O SONHO CALIFORNIANO ANDANDO EM MAIS DE 70 MONTANHAS-RUSSAS A California Dreams Tour foi a minha primeira viagem internacional sozinho, abrindo portas para eu acreditar que eu era capaz de realizar os sonhos que construí para mim durante a infância e a adolescência. Viajar durante 14 dias pelo estado da Califórnia, visitando 12 parques temáticos e mais de 70 novas montanhas-russas me fez explodir de felicidade a cada segundo vivido. San Francisco, Los Angeles e San Diego têm um lugar especial no meu coração para todo sempre. 🎢 A California Dreams Tour levou 1 ano e meio para ser planejada, mas eu já tinha a ideia de viajar para o estado desde adolescente! 🎠 Os parques da Califórnia, para mim, são muito superiores em qualidade e adrenalina aos parques de Orlando! 🎡 A Califórnia é o estado dos Estados Unidos mais caro para viver e viajar! O custo da viagem é elevado, mas vale a pena! 🎢 A Califórnia tem mais de 90 montanhas-russas, mais do que qualquer outro estado dos Estados Unidos! 🎠 Os primeiros parques de Disney, Universal e SeaWorld foram construídos na Califórnia! 🎡 Além dos parques, a Califórnia é conhecida por belíssimas praias, paisagens deslumbrantes e ser lar dos estúdios de cinema mais famosos do mundo! roteiro 1) Chegada em San Francisco / Tarde e noite turistando pela cidade 📷 Onde fui: Union Square > Chinatown > Embarcadero > Coit Tower > Pier 39 > Hard Rock Café > Ghirardelli Chocolate Experience > Golden Gate > Fort Point 2) Manhã no Vale do Silício / California's Great America 📷 Onde fui: Universidade de Stanford > Campus da Google 3) Six Flags Discovery Kingdom 4) Santa Cruz Beach Boardwalk / Pacific Highway 📷 Onde fui: Monterey > 17-Mile Drive > Carmel-by-the-Sea > San Luis Obispo 5) Pacific Highway-Los Angeles 📷 Onde fui: Santa Barbara > Malibu > Santa Monica / Pacific Park > Venice Beach 6) Disneyland 7) Six Flags Magic Mountain / Griffith Park 8) Disney California Adventure 🛍 Noite de compras: The Outlets at Orange 9) Manhã em Hollywood / Universal Studios Hollywood 📷 Onde fui: Hollywood Boulevard / Calçada da Fama > Warner Bros. Studio Tour 10) Manhã em Hollywood / Knott's Berry Farm 📷 Onde fui: Beverly Hills > Paramount Studio Tour 11) Los Angeles-San Diego / Tarde e noite turistando pela cidade / Belmont Park 📷 Onde fui: Gaslamp Quarter > Mission Beach 12) San Diego Zoo / SeaWorld San Diego 13) Legoland California 🛍 Noite de compras: Las Americas Premium Outlets 14) Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Rio de Janeiro (GIG)-San Francisco (SFO) San Diego (SAN)-Rio de Janeiro (GIG) via American Airlines Custo total: USD 820 BRL 4.500 Passagens rodoviárias 🚌 San Francisco-Santa Cruz: USD 25 Santa Cruz-San Luis Obispo: USD 37 San Luis Obispo-Los Angeles: USD 35 Los Angeles-San Diego: USD 38 Custo total: USD 135 BRL 745 GASTOS DE HOSPEDAGEM 1) San Francisco: HI San Francisco Hostel Union Square USD 95 (2015) ~ USD 145 (atualizado 2024) | BRL 800 3 noites 2) San Luis Obispo: Mission Inn USD 60 (2015) ~ USD 80 (atualizado 2024) / BRL 440 1 noite 3) Los Angeles: HI Los Angeles - Santa Monica Hostel USD 230 (2015) ~ USD 280 (atualizado 2024) / BRL 1540 6 noites 4) San Diego: HI San Diego Downtown Hostel USD 95 (2015) ~ USD 140 (atualizado 2024) / BRL 770 3 noites GASTOS DE INGRESSOS California's Great America: USD 40 (2015) ~ USD 45 (atualizado 2024) | BRL 250 Six Flags Discovery Kingdom: Preço: USD 45 (2015) ~ USD 49 (atualizado 2024) | BRL 270 Santa Cruz Beach Boardwalk: Preço: USD 55 (2015) ~ USD 65 (atualizado 2024) | BRL 360 Pacific Park: USD 8 (2015) ~ USD 15 (atualizado 2024)* | BRL 90 Disneyland e Disney California Adventure: USD 180 (2015) ~ USD 310 (atualizado 2024) | BRL 1750 Six Flags Magic Mountain: USD 70 (2015) ~ USD 75 (atualizado 2024) | BRL 415 Universal Studios Hollywood: USD 95 (2015) ~ USD 110 (atualizado 2024) | BRL 620 Knott's Berry Farm: USD 55 (2015) ~ USD 59 (atualizado 2024) | BRL 340 Legoland California: USD 75 (2015) ~ USD 90 (atualizado 2024) | BRL 510 SeaWorld San Diego: USD 60 (2015) ~ USD 88 (atualizado 2024) | BRL 485 Belmont Park: USD 6 (2015) ~ USD 10 (atualizado 2024)* | BRL 65 Custo total: USD 780 (2015) / USD 950 (atualizado 2024) BRL 5.225 *preço por atração GASTOS EM VIAGEM Trechos de Uber: USD 820 | BRL 4.510 Alimentação: USD 45 (por dia) x 14 = USD 630 | BRL 3.450 Fast-food e restaurantes de baixo custo (até USD 20 por refeição) Compras: USD 500 | BRL 2.750 CUSTO TOTAL BRL 25.000 USD 4.500 San Francisco | Los Angeles | San Diego 7 de jul. de 2015 Pular introdução Confesso que desde criança eu era fascinado por parques. Talvez eu já tenha nascido destinado a amar esse mundo quando entrei pela primeira vez pelos portões do Parque da Mônica no Rio de Janeiro. Realmente não sei. O que eu sei é que essa paixão foi expandida de forma tão grande para mim na infância que até nos jogos que eu jogava no computador se refletia. Foi instantâneo cair de amores por Rollercoaster Tycoon 2 e os parques Six Flags que vinham para gente "visitar". Eu vi aquele "Montanha Mágica Six Flags" e falava para mim mesmo: "Um dia quero ir nesse lugar!" Six Flags Magic Mountain no RCT2, minha inspiração da viagem Procurava em todo lugar alguma agência de turismo com excursão para Califórnia e nenhuma me agradava. Afinal, eu queria ir em todos os parques. Todos. De San Francisco a San Diego. Não queria só Los Angeles. Percebi que ninguém ia facilitar minha vida, então resolvi (com aval da minha mãe e da minha avó) encarar meu primeiro mochilão sozinho aos 21 anos. Para saber como eu fiz todo meu planejamento de viagem internacional, incluindo dicas para tirar o visto, veja o meu guia! Eu não tinha a mínima ideia do que eu estava fazendo ou ia fazer. O planejamento foi suado! A ideia surgiu em 2012 e foi concretizada somente no início de 2015. Nesses anos (dólar ainda tava baixo, que saudades!), juntei todos os centavos que me permitia comprar a passagem Rio de Janeiro-São Francisco e San Diego-Rio de Janeiro. Comprei via Google Voos (você não paga taxas adicionais como em Decolar, Submarino Viagens, Skyscanner). Depois vieram os hotéis, ingressos e transporte - existem muitas plataformas na internet que os revendem, mas o processo pode ser um pouco confuso, especialmente se você não estiver acostumado a viajar internacionalmente, não tem cartão de crédito internacional ainda ou amplo domínio do inglês. Para isso, posso te ajudar com uma consultoria especializada , em que te guiarei pelos processos de reserva e compra de cada um desses itens, além de te ajudar a montar seu roteiro! É importante lembrar que para viajar para os Estados Unidos, é necessário ter passaporte e o visto do país válidos . Tirar o visto dos Estados Unidos é um processo caro e pode não ser bem-sucedido, levando a um prejuízo de aproximadamente R$ 1.100 no minímo. Antes de tentar tirar o visto desse país, certifique-se de ter viajado para outros lugares no mundo antes (como a Europa), ter vínculos no país (como emprego de carteira assinada, empresa física, imóveis e/ou faculdade), e ter uma renda mínima compatível com o tempo que você planeja viajar para lá. Assessorias de visto costumam recomendar pelo menos ter um salário mínimo mensal equivalente a USD 800 a USD 1000. Inclusive, é extremamente recomendável, especialmente se você estiver tentando tirar o visto pela primeira vez, fazer o processo com um assessoria de visto, para que não ocorram erros no processo de preenchimento da documentação. Eu recomendo a Viaggi Vistos . Nessa época, eu tinha 21 anos e ainda não sabia dirigir. Mesmo que eu soubesse, as locadoras dos Estados Unidos cobram taxas abusivas para menores de 25 na locação de carros. Os Estados Unidos está longe de ser o melhor país do mundo para andar de transporte público em geral (seja trem, ônibus ou metrô), o que dificulta a ida em alguns parques. Felizmente, na Califórnia, a Greyhound , a mais abrangente empresa de ônibus dos EUA, conseguiu me ajudar na tarefa de fazer o deslocamento entre as cidades. Viajar de Greyhound não é muito diferente do que viajar de ônibus pelo Brasil, mas prepara-se para ver o lado dos EUA que quase ninguém fala sobre: pessoas mais humildes, que não possuem dinheiro para comprar carro. Pode haver algumas figuras estranhas no ônibus, mas é só evitar contato olho-a-olho. Como estava viajando sozinho, optei por (quase) todas as minhas acomodações serem hostels/albergues. Os Estados Unidos não são muito populares por esse tipo de hospedagem, já que a maioria do país é tomada por hotéis e motéis, que aqui, não funcionam da mesma forma que o Brasil, sendo apenas hotéis mais baratos à beira de estradas. Como a Califórnia é um dos estados mais turísticos dos EUA, a oferta de hostels/albergues é muito boa nas três principais cidades, porém, em qualquer outra cidade menor, não serão encontrados. Ter impresso a reserva dos meios de hospedagens, comprovante dos bilhetes de passagem aérea e rodoviária, ingressos, comprovante do seguro viagem é essencial para a imigração nos Estados Unidos. A imigração é o processo que acontece quando descemos do avião em outro país e somos encaminhados para os agentes de imigração que irão realizar uma pequena entrevista perguntando o que estamos fazendo no país, por quanto tempo iremos ficar , quanto de dinheiro estamos levando , onde iremos ficar e qualquer outra pergunta que ele achar importante. Ter tudo impresso facilita a sua vida caso o agente peça para ver alguma comprovação do que você está falando. Me lembro que quando finalmente pousei nos Estados Unidos, sozinho, e passei pela imigração tranquilo (o agente só perguntou para onde eu estava indo), e depois peguei o voo de escala para San Francisco, foi surreal. Não fazia ideia do que eu estava fazendo me metendo em uma cidade completamente diferente da minha. Ainda mais do outro lado do mundo! Parte I: São Francisco Depois que saí do Aeroporto Internacional de San Francisco, peguei um Uber (na época, novidade na região!) e fui fazer o check-in no meu hostel, o HI San Francisco Downtown Hostel , perto da Union Square, praça central da cidade com um monte de lojas nobres. Me lembro que a primeira coisa que fiz ao sair do hotel foi entrar numa Macy's gigante e subir ao topo para comer um cheesecake delicioso da Cheesecake Factory. A primeira coisa que me chocou foi a quantidade de população na rua. A Califórnia é o destino de muitos que tentam melhorar sua vida e não conseguem, infelizmente. Logo percebi e descobri que é perigoso andar à noite sozinho nas cidades grandes da Califórnia, e que se você não tomar cuidado poderá ser abordado. Me locomovia em San Francisco a pé, Uber, transporte público ou pelo charmoso Cable Car que atravessa algumas ruas do centro. O cable car custa 8 dólares/trecho e funciona de 07h às 21h; o metrô de San Francisco custa 2,50 dólares/trecho e funciona de 05h às 01h; e o VLT que percorre toda a Bay Area (BART) custa de 2,50 a 12,90 dólares (dependendo da distância entre estações) e funciona de 05h às 21h. Golden Gate Mapa do Cable Car Mapa do metrô de San Francisco Mapa do VLT de Bay Area (BART) San Francisco é uma cidade em que me apaixonei instantaneamente. Extremamente multicultural, seus habitantes parecem todos estarem cuidando de suas vidas sem julgar o próximo, gostam de mostrar um sorriso, e são super simpáticos para conversar! Foi ali que fiz meus primeiros amigos sanfranciscanos. Um deles me levou até o In 'n' Out , uma rede de fast-food originalmente californiana e presente somente no oeste dos Estados Unidos. O que faz o In 'n' Out se destacar perante aos outros milhares de fast-foods do país é que eles mantém um cardápio relativamente simples, mas que é extremamente saboroso. O menu do In-N-Out é composto por três variedades de burgers: hamburger, cheeseburger, e "Duplo-Duplo" (dois hambúrgueres e duas fatias de queijo). Batatas fritas e bebidas à vontade estão disponíveis, bem como três sabores de milkshakes. Os hambúrgueres vêm com alface, tomate, com ou sem cebola (pergunta-se ao cliente durante o pedido, e pode tê-los frescos ou grelhados), e um molho. In 'n' Out - fast-food originário da Califórnia Duplo-Duplo do In-N-Out O ponto da cidade que mais amei foi a região do Embarcadero (zona portuária) onde é possível ver focas pertinho do parapeito e o maravilhoso Píer 39, região de lojas locais, como os chocolates da Ghirardelli e um Hard Rock Café. No Píer 39, você pode também conferir feiras vibrantes, cheias de itens variados! Não deixe também de ir na Lombard Street, uma rua totalmente em diagonal que sobe uma colina! Nessa área, é muito fácil perder a noção do tempo, porque absolutamente tudo ali chama a sua atenção. Não precisou muito para eu ficar apaixonado pelo resto da cidade. Visitei O bairro sul-coreano, bairro LGBTQIA+, bairro russo, bairro árabe, bairro cigano... Uma ampla gama de pessoas diferentes convivendo em harmonia! Essa mesma harmonia eu senti durante o jogo de baseball dos San Francisco Giants , que meu recente amigo san franciscano arranjou ingressos para irmos. Me senti completamente acolhido, inclusive contagiado pelo clima tranquilo que acompanham os eventos esportivos da cidade. Foi na hora, a paixão bateu: os times de San Francisco estão no meu coração! A temporada regular do baseball começa no mês de março ou abril e vai até o mês de setembro. Para comprar ingressos para os jogos, basta clicar aqui . Os outros times de San Francisco são: Basquete: Golden State Warriors , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Futebol americano: San Francisco 49ers , cuja temporada regular vai de setembro a dezembro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Futebol: San Jose Earthquakes , cuja temporada regular vai de março a outubro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Hóquei: San Jose Sharks , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui . Confesso que não fui em Alcatraz por não curtir muito esse tipo de passeio, mas amei ter passado no Palace of Fine Arts para admirar a arquitetura, assim como nas Painted Ladies. Maior parque da cidade, o Golden Gate Park é imenso e tem museus interessantes lá dentro. Por falar em Golden Gate, fiquei impressionado com a ponte e não podia ter escolhido lugar melhor para tirar foto com a bandeira do lugar que já tinha sido tornado meu favorito no mundo todo. "Tá! Mas aonde estão os parques de San Francisco?" San Francisco na verdade é uma cidade pequena, bem pequena, mas a região em que está inserida é imensa! ("A Baía" é muito importante economicamente e bastante populosa!) Ao redor da cidade, você encontra dois parques: Six Flags Discovery Kingdom em Vallejo e California's Great America em Santa Clara, no Vale do Silício. Inclusive, vale ressaltar as visitas muito legais que tive no Campus da Google em Mountain View e na Universidade de Stanford. Parques de San Francisco O California's Great America é um parque temático bem honesto, com ótimas atrações e bastante divertido. Tudo funciona muito bem, e você pode encontrar a turma do Snoopy, um imenso parque aquático, brinquedos radicais e familiares, além de 9 montanhas-russas! O California's Great America transporta o visitante ao tempo do começo dos parques temáticos, por volta de 1960, sendo recheado da mais pura nostalgia. O parque oferece em seus brinquedos a adrenalina em forma bruta, apostando em atrações que resgatam o grito de medo, vindo do puro terror de ficar de cabeça para baixo, de cara pro chão, quedas livres bruscas, rodopios ou de fazer inversões. Você pode sair mais cedo do hotel para aproveitar um pouco do Vale do Silício, onde estão o campus Google e a Universidade de Stanford. No Six Flags Discovery Kingdom , encontrei atrações dos super-heróis da DC Comics - e atrações muito radicais! Combinando três diferentes mundos em um parque só, o Six Flags Discovery Kingdom inova e ousa, sendo um parque único no mundo. São 10 montanhas-russas, sendo 7 extremamente radicais. Além delas, o parque possui ambientes de animais marinhos e terrestres, como pinguins, girafas e leões. Para chegar no Six Flags Discovery Kingdom, você pode ir de Uber ou pegar uma barca até Vallejo do San Francisco Ferry Terminal. Sendo meus primeiros parques fora do que eu havia visto em Orlando quando adolescente, eu amei ver as diferenças de foco que fazem cada parque ser especial. Tive momentos mágicos nos dois e não precisei de um milhão de fogos e nem uma trilha sonora envolvente! O próximo parque da região de San Francisco fica um pouco mais afastado, na cidade de Santa Cruz. Dá para chegar lá de Greyhound (o que eu fiz) ou de carro (facilmente). O Santa Cruz Beach Boardwalk foi uma linda surpresa para mim. O parque me fez apaixonar pelo clima à beira-mar rapidamente e estava encantado com as luzes e tanto colorido! São mais de 40 atrações, entre montanhas-russas, brinquedos radicais, familiares e infantis espalhados por um imenso calçadão, acompanhando à areia da praia. Santa Cruz também foi uma cidade que me cantou. A vibe jovem da cidade, terra do skate e do surf, me deixou com vontade de ficar mais tempo nela. Mas tinha que seguir viagem em direção à Los Angeles. Parte II: Pacific Highway Passei por Monterey e Carmel-by-the-Sea, indo de ônibus até San Luís Obispo, onde dormi uma noite. No dia seguinte, peguei novo ônibus em direção a Los Angeles pela Pacific Highway, onde pude ver paisagens inesquecíveis e passar três horas na cidade de Santa Barbara. Sério, é muito lindo! Aproveitei para sentir a natureza, o gelado das águas do pacífico e passear pelo centrinho de cada cidade. Em Monterey, fui na Del Monte Beach, uma praia de águas transparentes, e depois seguimos pela 17-Mile Drive, visitando pontos de vista do Oceano Pacífico, culminando no Cipreste Triste, uma árvore sozinha em uma pedra com sons de focas ao fundo! Terminei a 17-Mile Drive em Carmel-by-the-Sea, uma cidadezinha pequenina com areias brancas e águas muito azuis com um pôr-do-sol deslumbrante. Após o término do pôr-do-sol, seguimos pela Pacific Highway até San Luis Obispo para pernoitar e no dia seguinte ir para Los Angeles. Pela manhã, passei 3 horas caminhando pelo centro de Santa Barbara e almoçar no Stearns Wharf, o píer da cidade. Fazer a travessia de San Francisco para Los Angeles pela Pacific Highway é algo indispensável e totalmente inesquecível. Parte III: Los Angeles Antes mesmo de chegar a capital do entretenimento, parei em Malibu, onde pude comprovar que era terra de surfista mesmo! Fiquei pouco tempo no píer, mas era o suficiente para os surfistas me convidarem para experimentar um pouco da prancha. Meu medo não deixou, mas achei um máximo essa aproximação. Confesso que morri de medo no primeiro momento, mas acho que me viram sozinho lá e quiseram que eu me enturmasse! Parques de Los Angeles Depois de Malibu, direto para Santa Mônica, dona de uma paisagens mais famosas de Los Angeles, grande parte pela existência do Pacific Park em cima do píer. Tive que comer o almoço dentro do Bubba Gump correndo porque não aguentava de ansiedade para ir nos brinquedos, especialmente a Westcoaster, a clássica montanha-russa amarela, e a Pacific Wheel, a roda-gigante. As atrações do Pacific Park são em sua maioria para o público infantil, mas ir pelo menos na montanha-russa e na roda-gigante é obrigatório. A última praia do dia foi Venice, completamente diferente das outras duas. Se uma era dominada pelo surf e a outra pela fama, Venice era dominada por todos. Diversas manifestações culturais ocorriam em Venice, especialmente de jovens artistas. Foi lá que me banhei pela primeira vez no Pacífico. Águas geladas! Ah, sabe o por quê do nome Venice? As casas estão localizadas em vias de canal, assim como na cidade italiana! Depois de Venice, segui para o meu hostel em Santa Mônica, o HI Santa Monica Los Angeles Hostel . A partir dele, me locomovi de metrô para onde podia! O metrô de Los Angeles não abrange toda a região metropolitana, mas leva aos principais pontos de interesse na região central da cidade. Funciona de 04:30 à 01:30, e cada trecho custa 1,75 dólares. Mapa do metrô de Los Angeles Se você gosta de esportes, Los Angeles é um dos epicentros dos Estados Unidos nesse quesito! A cidade é uma das poucas que tem mais de um time nas ligas, competindo nas ligas estadunidenses profissionais de futebol americano, basquete, futebol americano, baseball e hóquei. Além disso, a cidade nutre uma rivalidade histórica com San Francisco! Os jogos contra os times da cidade da baía são os melhores! Mas, alerta para você que está lendo: nem pense em se tornar torcedor dos times de Los Angeles! San Francisco precisa e vai conquistar seu coração! Os times de Los Angeles são: Basquete: Los Angeles Lakers e Los Angeles Cippers , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Lakers) e/ou aqui (Clippers). Baseball: Los Angeles Dodgers e Los Angeles Angels , cuja temporada regular vai de março ou abril a setembro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Dodgers) e/ou aqui (Angels). Futebol americano: Los Angeles Rams e Los Angeles Chargers , cuja temporada regular vai de setembro a dezembro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Rams) e/ou aqui (Chargers). Futebol: LA Galaxy e LAFC , cuja temporada regular vai de março a outubro. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Galaxy) e/ou aqui (LAFC). Hóquei: Los Angeles Kings e Anaheim Ducks , cuja temporada regular vai de outubro a abril. Para comprar ingressos para os jogos, clique aqui (Kings) e/ou aqui (Ducks). Os parques em Los Angeles ficam todos distantes uns dos outros. No centro de Los Angeles ( Downtown LA ), ficam o Pacific Park no Santa Monica Pier e a Universal Studios Hollywood. Além deles, os pontos turísticos mais famosos da cidade, como Beverly Hills, Griffith Park, Hollywood Boulevard, Calçada da Fama, Teatro Chinês, bairro de West Hollywood, as praias Venice e Malibu, e o Museu do Condado de Los Angeles, também ficam nessa região. Vale ressaltar que, assim como San Francisco, Los Angeles tem uma população de rua altamente numerosa, e que em alguns casos, podem ser hostis com turistas. Evite andar sozinho à noite pela cidade, e especialmente, fique atento aos seus bolsos, já que furto é extremamente comum tanto nas praias (todas elas) quanto na Hollywood Boulevard. Também evite contato visual ou se envolver em conversas. Ao sul da cidade, estão as cidades de Buena Park e Anaheim , onde ficam o Knott's Berry Farm e o Disneyland Resort (constituído pelos parques Disneyland e Disney California Adventure). Essa região fica distante aproximadamente 45 minutos de Downtown LA. Entretanto, essa estimativa é sem trânsito, algo extremamente raro de acontecer em Los Angeles, já que sua região metropolitana é uma das mais caóticas dos Estados Unidos. Tem dias que esse trajeto pode durar até 2 horas de carro! O Six Flags Magic Mountain fica em Santa Clarita, distante 35 minutos ao norte de Downtown LA (também sem trânsito), o que faz a distância Disneyland/Six Flags Magic Mountain ser colossal. Ter ficado no "meio do mapa", em Santa Mônica, me ajudou a equilibrar os tempos de deslocamento, porém hoje creio que é melhor ficar algumas noites na região de Santa Mônica para os pontos turísticos, Six Flags, Universal e Santa Monica Pier, e depois, se deslocar para mais algumas noites em Anaheim para visitar os parques da Disney e o Knott's Berry Farm. Los Angeles tem transporte público, mas é extremamente lento, já que a maioria são linhas de ônibus. Se você optar por usá-los, saiba que terá acordar cedo e dormir bem tarde para não perder tempo de parque. Dos pontos turísticos que todo mundo ama em Los Angeles, visitei os estúdios Warner e Paramount, o Observatório Griffith e a Hollywood Boulevard. Para quem é fã aficcionado de cinema, recomendo o tour da Paramount, que é muito mais exclusivo e oferece uma experiência mais focada nos detalhes do cinema. O tour da Warner é mais voltado aos sucessos comerciais da marca, mostrando principalmente os cenários de importantes produções cinematográficas. A visita nesses lugares foi apertada, já que eu tive que conjugar junto com os parques. Portanto, quando estiver planejando seu roteiro, deixe um dia só para fazer um tour pelos lugares importantes para o cinema! Em 2015, a Disneyland , estava comemorando seus 60 anos! Tudo estava decorado... Lindo demais! O número de atrações da Disneyland é o maior de todos os parques Disney nos Estados Unidos, e apesar de não ter atrações muitíssimo radicais, a Disneyland consegue cumprir sua promessa de fornecer diversão à todas as idades. Você consegue sentir claramente a magia do lugar ser o primeiro projetado por Walt Disney: apesar dos anos terem passado e novas atrações sensacionais terem chegado (como a área temática de Star Wars, Galaxy's Edge), muito do parque segue intacto! O segundo mudei da água para o vinho... Da magia para a completa adrenalina! As montanhas-russas do Six Flags Magic Mountain me deixaram completamente em êxtase! Incrível como nenhum parque de Orlando consegue combater em matéria de qualidade (e número) de montanhas-russas o Six Flags Magic Mountain , assim como a Califórnia inteira! São 20 montanhas-russas em um só parque! Mais um ponto do porquê fiquei apaixonado tão rápido! Outra coisa importante: por mais que fosse tentador, evitei fazer 2 dias de Six Flags Magic Mountain porque eu queria aproveitar o máximo da Califórnia nessa viagem. Com o Flash Pass Platinum, consegui ir em todas as montanhas-russas, diversas vezes, e me diverti bastante. O custo dele foi significantemente mais barato do que eu fosse fazer mais 1 dia de parque. Mas mal sabia eu que o meu parque favorito ainda viria... O Disney California Adventure abrigava a área do meu filme favorito, Carros, e ainda me fez chorar de cima a baixo com o World of Color. Você também poderá ir em atrações dos filmes da Pixar, dos super-heróis da Marvel, e assim, se sentir um verdadeiro explorador da Califórnia! Nunca havia visto um parque da Disney com um portfólio de atrações tão diversificado para todas as faixas etárias! Até hoje o California Adventure é meu parque favorito! Depois do Disney California Adventure, dei uma passadinha rápida no The Outlets at Orange , um excelente outlet com ótimas marcas para fazer compras, como adidas, Aeropostale, Build-a-Bear, Columbia, Converse, Forever 21, GameStop, Hollister, Hot Topic, Hurley, Lids, Nike, Vans, entre outras muitas! Esse shopping é um dos lugares mais baratos para comprar qualquer coisa na região de Los Angeles! Também não resisti a mais um hamburguer do In 'n' Out - é bom demais! Quando cheguei no Universal Studios Hollywood , tomei um choque pelo parque ser consideravelmente menor que seu irmão de Orlando. Mas preciso confessar que o Studio Tour foi muito muito legal! Incrível saber os locais reais de gravação de filmes famosos (e que ainda estão em atividade)! O parque tem as melhores atrações que existem na Universal Orlando, o que faz com que nenhuma atração seja ruim! Dá vontade de ir em tudo! Por ser muito pequeno, a lotação é considerável, mas chegando cedo e saindo tarde, dá para fazer todas em um dia só! O último parque de Los Angeles foi o Knott's Berry Farm , primeiro parque temático do mundo. Simplesmente incrível! O Knott's tem uma atmosfera de um Playcenter gigante e tematizado, e tudo funcionava muito bem! As montanhas-russas não tinha uma única que fosse ruim, e todas eram dos mais variados tipos! Ainda pude ver toda a turma do Snoopy mais uma vez! O parque tem um portfólio de atrações invejável, não merecendo nada menos que uma salva de palmas por proporcionar dias tão divertidos e mágicos. Quem diria que tudo isso estaria no meio da região metropolitana de Los Angeles. Parte IV: San Diego A partida para San Diego veio logo em seguida! San Diego é uma cidade bem menor que San Francisco e Los Angeles, mas que mantém uma alegria única! Fortemente influenciada pela cultura mexicana, a cidade é uma mistura de México com Estados Unidos, unindo os melhores pontos que eu vi nos lugares anteriores que eu passei: gente alegre e simpática, praias ótimas para surfe e banho, clima agradável, excelentes lugares para comer e beber, e pontos turísticos muito legais. Parques de San Diego O centro de San Diego é muito charmoso, sendo o Gaslamp Quarter a melhor região dele. São muitas lojas de souvenires, roupas e itens culturais, além de restaurantes, bares e baladas. Para quem gosta de atrações históricas, a cidade ainda oferece o USS Midway Museum, um museu histórico de porta-aviões navais, composto principalmente pelo porta-aviões Midway. O navio abriga uma extensa coleção de aeronaves, muitas das quais foram construídas no sul da Califórnia. Você consegue andar por San Diego através do VLT, que custa 2,50 dólares/trecho e funciona de 04:30 às 00:30. Mapa do VLT de San Diego San Diego também respira esporte! Assim como San Francisco e Los Angeles, a cidade tem seu próprio time de baseball, o San Diego Padres , que joga no Petco Park. A temporada regular do baseball começa no mês de março ou abril e vai até o mês de setembro. Para comprar ingressos para os jogos, basta clicar aqui . Escolhi um hostel no centro de San Diego para ser minha última hospedagem: o HI San Diego Downtown Hostel . A localização é perfeita tanto para visitar os pontos turísticos quanto dois dos três parques temáticos da cidade. O mais longe é a Legoland California , um parque de diversões gigante em Carlsbad, na estrada em direção à Los Angeles. Lá, é possível vivenciar vários universos da LEGO, como o LEGO Movie World, LEGO Ninjago, área de piratas, área medieval... As crianças e adolescentes até 14 anos amam! Eu fui de Uber, mas é possível também chegar via trem + Uber (bem mais barato do que se fosse direto de San Diego (como eu fiz)). A maior e melhor praia da cidade é Mission Beach, lugar do Belmont Park , um dos parques de diversões mais antigos dos Estados Unidos! O Belmont é um pouco maior que o Pacific Park, porém menor que o Santa Cruz Beach Boardwalk. Suas principais atrações são a Giant Dipper, montanha-russa de madeira histórica, labirintos com lasers, brinquedos radicais e brinquedos infantis. O pôr-do-sol no Belmont Park é algo completamente inesquecível e que você precisa vivenciar na sua vida! Pertinho dele está o SeaWorld San Diego , primeiro da rede a ser construído. O parque era um grande aquário, mas agora está mudando seu foco e trazendo montanhas-russas radicais, valendo muito a pena visitar! Para quem gosta de ver animais marinhos, o parque ainda mantém a maior coleção do país, agora, reformada para fazer do SeaWorld um grande santuário de animais que necessitam de ajuda. É perfeitamente possível conjugar ele com o Belmont Park, caso queira fazer os dois parques em um só dia. Maior parque urbano da cidade, o Balboa Park é ótimo para passear entre jardins e sentir o frescor das árvores. Sua maior atração é o San Diego Zoo , um dos maiores e melhores zoológicos dos Estados Unidos, sendo o mais importante centro de conservação e pesquisa animal do país. Fiquei extasiado em ver ursos polares e pandas-gigantes! Depois do dia vendo bichinhos, fui até a Seaport Village, um pequeno complexo comercial e gastronômico à beira-mar, com restaurantes locais (em sua maioria de culinária mexicana) e ótimos bares. No último dia fui no Las Americas Premium Outlets, que fica na fronteira com o México, e tem lojas muito bacanas como Adidas, Aeropostale, Armani, Banana Republic, Billabong, GAP, GUESS, Hugo Boss, Kipling, Lacoste, Puma, Ralph Lauren, Vans... É muita marca! O shopping costuma ter alguns descontos muito bons, especialmente por estar perto da fronteira. Ao fim de 14 dias no estado americano mais lindo, eu estava completamente apaixonado! Fazer essa viagem foi um grito de independência meu em relação ao mundo, mostrando que eu consigo realizar os sonhos que eu criei quando criança e adolescente. O carinho e o calor que a Califórnia me recebeu foram fatores determinantes para que esse estado ficasse para sempre no meu coração como meu lugar favorito no mundo, eternizado no meu corpo com uma tatuagem do urso símbolo do estado estilizada com o céu de Los Angeles e as colinas de San Francisco e em uma bandeira pendurada no meu quarto. É impressionante como tudo contribui para você ter uma viagem perfeita. Queria ir todo ano, de verdade! "Você pode viajar o mundo, mas nada se compara à costa dourada" Katy Perry ====== As minhas dicas para você fazer uma viagem como essa são essencialmente duas: força de vontade e planejamento. Vou explicar como elas atuam dentro de você para fazer algo assim sair do papel. Força de vontade: isso é algo que quero passar que não vale só para viagens, mas também para vida. Vá até o limite. Tudo que fizer, vá até o limite. Seja curioso, vá até aonde ninguém foi. Saia do óbvio. A vida é muito curta para vivermos na zona de conforto. Queira ter, quando envelhecer, a memória de que você fez tudo. Você se desafiou constantemente. Então quando estiver montando seu roteiro, não deixe parques ou cidades de fora. Adicione. Deixa a sua curiosidade te levar para mundos que você nem imaginava que ainda existiam, como eu fiz com o Knoebels. Planejamento: não dá para fazer algo assim da noite pro dia. O meu planejamento começou em 2018. Foram 2 anos (e mais 1 extra) juntando dinheiro trabalhando para poder tirar do papel. Vamos aos passos que fiz para fazer essa viagem internacional: 1) Estabeleça uma linha do tempo . Saiba quando você quer fazer a viagem. Primeiro, defina o ano, depois o mês, depois a quantidade de dias. A partir daí, comece a juntar dinheiro. 2) Comece a ter os itens necessários para sair do Brasil . Estabeleça uma cronologia a partir de 1 ano antes da sua data planejada de embarque. 2.1) 1 ano antes: fazer passaporte. 2.2) 10 meses antes: conseguir o visto de turismo (se aplicável). 2.3) 8 a 6 meses antes: compra da passagem aérea e outros deslocamentos aéreos. 2.4) 5 a 4 meses antes: compra da hospedagem. 2.5) 4 a 3 meses antes: compra do aluguel do carro. 2.6) 3 a 2 meses antes: compra de ingressos. Observação 1: É costume dos parques fazerem promoções para o ano seguinte durante a Black Friday em que os ingressos têm os preços derrubados. Não hesite em reordenar os passos para ter uma otimização financeira. Observação 2: Se você visitar um ou dois mais parques da mesma rede, ou pretende fazer dois dias ou mais no mesmo parque, considere a compra de um Season Pass. Eles costumam dar acesso a todos os parques da rede e são mais baratos que ingressos de 2 dias. 3) Convide a pessoa certa para vivenciar seu sonho com você : viajar sozinho é maneiro, mas viajar com uma companhia legal torna a viagem ainda mais divertida! Pense naquela pessoa querida que é animada, gosta de aventuras e não molenga em viagens, e faça a proposta! É sempre bom dividir os custos de hospedagem e aluguel de carro! Viva a sua vida realizando sonhos. Lembre-se que o único investimento que nós levamos quando partimos desse planeta são as nossas memórias. << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • As 50 Melhores Montanhas-Russas do Mundo | Ranking Definitivo

    Descubra as 50 melhores montanhas-russas do mundo segundo quem já andou em mais de 700. Veja o ranking definitivo das atrações mais insanas do planeta. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! as 50 melhores montanhas-russas do mundo As melhores montanhas-russas do mundo são a Maverick do Cedar Point, a Toutatis do Parc Astérix e a Top Thrill 2 do Cedar Point . Sempre respondo as três com entusiasmo quando perguntam quais foram as melhores montanhas-russas que já andei — mas também com uma dose de humildade. A verdade é que não existe resposta certa ou errada para essa pergunta. A experiência em uma montanha-russa depende de muitos fatores: clima, fila, companhia, expectativa, e até o assento em que você está. Mas com base nas minhas vivências em centenas de parques pelo mundo, essas são as cinco montanhas-russas que mais marcaram minha jornada — e aqui está o porquê de cada uma ser, para mim, simplesmente inesquecível: 🎢 Maverick (Cedar Point, EUA) Para mim, é a definição perfeita de intensidade. Com curvas inesperadas, lançamentos agressivos e transições super suaves, ela combina tudo que gosto em uma montanha-russacompacta e ousada. A sensação de surpresa constante faz dela única. 🎢 Toutatis (Parc Astérix, França) Essa é puro dinamismo. O sistema de múltiplos lançamentos aliado ao layout criativo cria uma montanha-russa cheia de ritmo, com momentos de levitar do assento de tirar o fôlego e uma interação com o terreno que amplifica a adrenalina. É moderna e brilhantemente projetada. 🎢 Top Thrill 2 (Cedar Point, EUA) Com seu visual imponente e duas torres gigantes, ela redefine completamente o conceito de aceleração, altura e adrenalina — um verdadeiro espetáculo para quem ama emoção de verdade. 🎢 Hyperia (Thorpe Park, Reino Unido) A nova queridinha da Europa me ganhou com sua fluidez. Ela não é apenas rápida — ela dança pelos trilhos com leveza, oferecendo momentos de levitar do assento deliciosos e uma sensação de liberdade que me fez sorrir do começo ao fim. 🎢 Steel Vengeance (Cedar Point, EUA) Um verdadeiro monstro. Combina o melhor da madeira com a precisão do aço. É longa, intensa e recheada de momentos de levitar do assento — não tem um momento de descanso. É como se cada metro fosse desenhado para te surpreender. Essas são as minhas favoritas, mas sei que cada apaixonado por montanhas-russas terá a sua lista — e isso é o que torna essa comunidade tão rica. A emoção que sentimos em cada ride é única, e não precisa ser medida por rankings. O importante é o frio na barriga, o grito de alegria e a memória que fica. Que tal uma voltinha nas 50 melhores montanhas-russas do mundo? 1 Aço Maverick Cedar Point Ohio Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 32 EXTENSÃO (m) 1356.4 VELOCIDADE (km/h) 112.7 INVERSÕES 2 4 Aço Hyperia Thorpe Park Inglaterra Reino Unido FABRICANTE Mack MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 71,9 EXTENSÃO (m) 995,40 VELOCIDADE (km/h) 128,7 INVERSÕES 2 7 Aço Intimidator 305 Kings Dominion Virginia Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Gigacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 93 EXTENSÃO (m) 1554.5 VELOCIDADE (km/h) 144.8 INVERSÕES 0 10 Aço Siren's Curse Cedar Point Ohio Estados Unidos FABRICANTE Vekoma MODELO TILT Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 48,8 EXTENSÃO (m) 904,00 VELOCIDADE (km/h) 94 INVERSÕES 2 13 Madeira Phoenix Knoebels Pennsylvania Estados Unidos FABRICANTE Philadelphia Toboggan Company MODELO Wooden Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 23.8 EXTENSÃO (m) 975.4 VELOCIDADE (km/h) 72.4 INVERSÕES 0 16 Aço Time Traveler Silver Dollar City Missouri Estados Unidos FABRICANTE Mack MODELO Spinning TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 30,5 EXTENSÃO (m) 920,5 VELOCIDADE (km/h) 81 INVERSÕES 3 19 Aço Velocicoaster Islands of Adventure Flórida Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 47,2 EXTENSÃO (m) 1.432,00 VELOCIDADE (km/h) 112,7 INVERSÕES 0 22 Aço Maxx Force Six Flags Great America Illinois Estados Unidos FABRICANTE S&S MODELO Ar Comprimido TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 53,3 EXTENSÃO (m) 548,6 VELOCIDADE (km/h) 125,5 INVERSÕES 4 25 Aço Intimidator Carowinds North Carolina Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 70.7 EXTENSÃO (m) 1620.3 VELOCIDADE (km/h) 120.7 INVERSÕES 0 28 Aço Nemesis Reborn Alton Towers Inglaterra Reino Unido FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Inverted Coaster TREM Invertida STATUS Operando ALTURA (m) 13 EXTENSÃO (m) 716,00 VELOCIDADE (km/h) 80,5 INVERSÕES 4 31 Aço Fury 325 Carowinds North Carolina Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Gigacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 99.1 EXTENSÃO (m) 2012.3 VELOCIDADE (km/h) 152.9 INVERSÕES 0 34 Aço Iron Gwazi Busch Gardens Tampa Flórida Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 62,8 EXTENSÃO (m) 1.241,00 VELOCIDADE (km/h) 122,3 INVERSÕES 2 37 Aço Karacho Tripsdrill Baden-Württemberg Alemanha FABRICANTE Gerstlauer MODELO Eurofighter TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 30 EXTENSÃO (m) 700 VELOCIDADE (km/h) 90 INVERSÕES 4 40 Aço Montu Busch Gardens Tampa Florida Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Inverted Coaster TREM Invertida STATUS Operando ALTURA (m) 45.7 EXTENSÃO (m) 1214 VELOCIDADE (km/h) 96.6 INVERSÕES 7 43 Aço Storm Chaser Kentucky Kingdom Kentucky Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 30.5 EXTENSÃO (m) 836.4 VELOCIDADE (km/h) 83.7 INVERSÕES 3 46 Aço Nitro Six Flags Great Adventure New Jersey Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 70.1 EXTENSÃO (m) 1644.1 VELOCIDADE (km/h) 128.7 INVERSÕES 0 49 Aço Fahrenheit Hersheypark Pennsylvania Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Looping Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 36.9 EXTENSÃO (m) 823 VELOCIDADE (km/h) 93.3 INVERSÕES 6 2 Aço Toutatis Parc Astérix Hauts-de-France França FABRICANTE Intamin MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 51 EXTENSÃO (m) 1075 VELOCIDADE (km/h) 107 INVERSÕES 3 5 Aço Steel Vengeance Cedar Point Ohio Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 62.5 EXTENSÃO (m) 1749.6 VELOCIDADE (km/h) 119.1 INVERSÕES 4 8 Aço Schwur des Kärnan Hansa Park Schleswig-Holstein Alemanha FABRICANTE Gerstlauer MODELO Eurofighter TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 73 EXTENSÃO (m) 1235 VELOCIDADE (km/h) 67 INVERSÕES 0 11 Aço Untamed Walibi Holland Flevoland Países Baixos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 36,5 EXTENSÃO (m) 1085 VELOCIDADE (km/h) 92 INVERSÕES 4 14 Aço Batman Gotham City Escape Parque Warner Madrid Madrid Espanha FABRICANTE Intamin MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 45 EXTENSÃO (m) 1010 VELOCIDADE (km/h) 103 INVERSÕES 4 17 Madeira El Toro Six Flags Great Adventure New Jersey Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Wooden Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 55.2 EXTENSÃO (m) 1341.1 VELOCIDADE (km/h) 112.7 INVERSÕES 0 20 Aço TMNT Shellraiser Nickelodeon Universe New Jersey Estados Unidos FABRICANTE Gerstlauer MODELO Eurofighter TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 43 EXTENSÃO (m) 1000 VELOCIDADE (km/h) 100 INVERSÕES 7 23 Madeira The Voyage Holiday World Indiana Estados Unidos FABRICANTE Gravity Group MODELO Wooden Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 48.5 EXTENSÃO (m) 1963.5 VELOCIDADE (km/h) 107.8 INVERSÕES 0 26 Aço Behemoth Canada's Wonderland Ontario Canadá FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 70.1 EXTENSÃO (m) 1620.9 VELOCIDADE (km/h) 123.9 INVERSÕES 0 29 Aço Silver Star Europa Park Baden-Württemberg Alemanha FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 73 EXTENSÃO (m) 1620 VELOCIDADE (km/h) 127 INVERSÕES 0 32 Aço Copperhead Strike Carowinds North Carolina Estados Unidos FABRICANTE Mack MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 25 EXTENSÃO (m) 992.1 VELOCIDADE (km/h) 80.5 INVERSÕES 5 35 Aço Shambhala PortAventura Catalonia Espanha FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 76 EXTENSÃO (m) 1564 VELOCIDADE (km/h) 134 INVERSÕES 0 38 Aço Orion Kings Island Ohio Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Gigacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 87.5 EXTENSÃO (m) 1621.8 VELOCIDADE (km/h) 146.5 INVERSÕES 0 41 Aço Zadra Energylandia Małopolskie Polônia FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 62,8 EXTENSÃO (m) 1316 VELOCIDADE (km/h) 121 INVERSÕES 3 44 Aço Tatsu Six Flags Magic Mountain Califórnia Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Flying Coaster TREM Voadora STATUS Operando ALTURA (m) 51.8 EXTENSÃO (m) 1097.9 VELOCIDADE (km/h) 99.8 INVERSÕES 4 47 Aço Superman / la Atracción de Acero Parque Warner Madrid Madrid Espanha FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Floorless Coaster TREM Sem piso STATUS Operando ALTURA (m) 50 EXTENSÃO (m) 1100 VELOCIDADE (km/h) 100 INVERSÕES 7 50 Aço Odyssey Fantasy Island Inglaterra Reino Unido FABRICANTE Vekoma MODELO SLC TREM Invertida STATUS Operando ALTURA (m) 50,9 EXTENSÃO (m) 891,00 VELOCIDADE (km/h) 99,8 INVERSÕES 5 3 Aço Top Thrill 2 Cedar Point Ohio Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Stratacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 128 EXTENSÃO (m) 853.4 VELOCIDADE (km/h) 193.1 INVERSÕES 0 6 Aço Ride to Happiness by Tomorrowland Plopsaland de Panne Flanders Bélgica FABRICANTE Mack MODELO Spinning TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 33 EXTENSÃO (m) 920 VELOCIDADE (km/h) 90 INVERSÕES 5 9 Aço Phantom's Revenge Kennywood Pennsylvania Estados Unidos FABRICANTE Arrow Dynamics MODELO Customizado TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 48.8 EXTENSÃO (m) 975.4 VELOCIDADE (km/h) 136.8 INVERSÕES 0 12 Aço Lech Coaster Legendia Śląskie Polônia FABRICANTE Vekoma MODELO Looping Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 40 EXTENSÃO (m) 908 VELOCIDADE (km/h) 95 INVERSÕES 3 15 Aço Lightning Rod Dollywood Tennessee Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 50.3 EXTENSÃO (m) 1158.2 VELOCIDADE (km/h) 117.5 INVERSÕES 0 18 Aço Mako SeaWorld Orlando Florida Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 61 EXTENSÃO (m) 1450 VELOCIDADE (km/h) 117.5 INVERSÕES 0 21 Aço Kondaa Walibi Belgium Wallonia Bélgica FABRICANTE Intamin MODELO Megacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 50 EXTENSÃO (m) 1200 VELOCIDADE (km/h) 113 INVERSÕES 0 24 Aço Steel Curtain Kennywood Pennsylvania Estados Unidos FABRICANTE S&S MODELO Looping Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 67.1 EXTENSÃO (m) 1912.2 VELOCIDADE (km/h) 120.7 INVERSÕES 8 27 Aço Mamba Worlds of Fun Missouri Estados Unidos FABRICANTE Morgan MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 62,5 EXTENSÃO (m) 1706,9 VELOCIDADE (km/h) 120,7 INVERSÕES 0 30 Aço Twisted Colossus Six Flags Magic Mountain Califórnia Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 36.9 EXTENSÃO (m) 1521 VELOCIDADE (km/h) 91.7 INVERSÕES 2 33 Aço Expedition GeForce Holiday Park Rhineland-Palatinate Alemanha FABRICANTE Intamin MODELO Megacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 53 EXTENSÃO (m) 1220 VELOCIDADE (km/h) 120 INVERSÕES 0 36 Madeira Shivering Timbers Michigan's Adventure Michigan Estados Unidos FABRICANTE Custom Coasters International MODELO Wooden Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 37,2 EXTENSÃO (m) 1640,7 VELOCIDADE (km/h) 91,7 INVERSÕES 0 39 Aço Kingda Ka Six Flags Great Adventure New Jersey Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Stratacoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 139 EXTENSÃO (m) 950.4 VELOCIDADE (km/h) 206 INVERSÕES 0 42 Aço Red Force Ferrari Land Catalonia Espanha FABRICANTE Intamin MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 112 EXTENSÃO (m) 880 VELOCIDADE (km/h) 180 INVERSÕES 0 45 Aço Monster Adventureland Iowa Estados Unidos FABRICANTE Gerstlauer MODELO Eurofighter TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 40,5 EXTENSÃO (m) 762 VELOCIDADE (km/h) 104,6 INVERSÕES 5 48 Aço Steel Eel SeaWorld San Antonio Texas Estados Unidos FABRICANTE Morgan MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 45.7 EXTENSÃO (m) 1127.8 VELOCIDADE (km/h) 104.6 INVERSÕES 0

  • Roteiro de viagem para os parques de diversões da Colômbia

    Tudo que você precisa saber dos melhores parques da Colômbia e descubra as principais atrações de Cartagena, San Andrés, Bogotá e do Vale do Café! Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! roteiro GASTOS DE DESLOCAMENTO GASTOS DE HOSPEDAGEM GASTOS DE INGRESSOS GASTOS EM VIAGEM CUSTO TOTAL Cartagena | San Andrés | Pereira | Bogotá 15 de fev. de 2023 As ideias que eu tenho de viagem normalmente são pautadas nas montanhas-russas e parques que tem no local que quero ir, e confesso que a Colômbia não era um dos destinos prioritários na minha lista. O principal parque de diversões do país, o Parque del Café, ficava no meu radar por conta de duas montanhas-russas, uma sendo histórica (e rara!) e a outra sendo a mais moderna da América do Sul. Entretanto, sua localização remota me desanimava bastante, o que ajudava a não colocar o país na rota de prioridade, mesmo sendo vizinho do Brasil e grande rota do mercado aéreo. Mas, no dia 25 de novembro de 2021, a Walt Disney Pictures lançou o filme Encanto, e eu, que já tenho um histórico de ser impactado por filmes da empresa, fiquei completamente maravilhado com os elementos que o filme mostrou. As cores, o misticismo, a cultura, a arquitetura… todos foram fundamentais para construir uma imagem quase que fantástica e lúdica da Colômbia dentro de mim. As músicas, fortemente influenciadas pelos ritmos originários colombianos, ficaram dias e dias na minha playlist “On Repeat” do Spotify. Impulsionado também pela magia criada pelo filme, um amigo meu que nunca tinha feito uma viagem internacional começou a colocar na minha cabeça a ideia de fazer uma viagem de 10 dias no Carnaval. Como já não aproveito muito os blocos no Rio de Janeiro, aquilo me fez ficar tentado por alguns dias até que decidi bater o martelo e montar, em tempo recorde, um roteiro pelas quatro localidades mais marcantes da Colômbia que gostaríamos de conhecer. Claro que incluí os três parques de diversões de grande porte do país, entre eles, o Parque del Café. Logo na montagem da viagem eu percebi os benefícios de viajar para Colômbia: para brasileiros, o destino se torna mais barato do que Argentina e Chile para sobreviver em relação a gastos de alimentação, transporte e serviços. Sabia que as passagens aéreas domésticas do mercado colombiano possuem preços bem menores das que são praticadas em trechos curtos no Brasil? Além disso, a conversão entre o peso colombiano e o real é praticamente 1 para 1, o que é um outro ponto super positivo! Confesso que achei os passeios vendidos pelas agências e operadoras de turismo aqui no Brasil caros. Como um bom turismólogo e viajante que sou, comecei a pesquisar os principais passeios de cada cidade que iria em outras plataformas. Encontrei duas plataformas com bons preços: a Hurb e a Civitatis . Ambas permitem dividir os passeios em longas parcelas, além de ter uma boa variedade. Mal sabia eu que o país que não estava no topo da minha lista de desejos me surpreenderia a ponto de me encantar perdidamente pelas terras colombianas. Parte I: Cartagena das Índias Chegamos em Cartagena no começo da tarde, com o sol ainda pairando sobre a cidade. O aeroporto de Cartagena fica bem no meio de um bairro residencial, e a oferta de Uber e táxi na região é farta. O meio de hospedagem que escolhemos foi um quarto privado de um hostel chamado CastilloMar no bairro Bocagrande. O local é super agradável e bem localizado! O hostel conta com uma grande cozinha para fazer e preparar refeições além de rede para dormir. Bocagrande é um bairro de alto padrão, dominado por prédios e lojas, além de uma incrível orla voltada para a baía de Cartagena. Praça do Relógio em Cartagena Mesmo estando no primeiro dia e estivéssemos mortos da longa viagem de avião (foram muitas escalas!), pegamos mais um Uber e fomos para o Centro Histórico de Cartagena. Cartagena tem um trânsito bastante complicado e pegar o transporte público pode ser confuso. Como os trechos de Uber eram baratos, desse dia até o último dia na cidade nos deslocamos através do aplicativo. O motorista nos deixou na Praça do Relógio, ponto de partida do centro histórico. Muelle de la Bodeguita em Cartagena Exploramos alguns poucos minutos para ver que Cartagena é realmente vibrante. As calçadas da cidade são cheias de pessoas, entre elas, vendedores ambulantes (juro que o que mais falei nessa viagem foi "no, gracias"!), artistas de rap (que fazem rimas com seu nome e depois te pedem grana), vendedores de doces e comidas típicas, e descendentes dos povos originários colombianos (que cobram para tirar foto). As ruelas do centro são cheias de lojas dos mais variados tipos: roupas, esmeraldas, souvenires, comida, perfumes, e muito café. Almoçamos no Restaurante San Valentin, de comida típica colombiana. Gostei muito! Fizemos um walking tour pelo centro histórico, em que a guia passou explicando a história de Cartagena diante de cada marco existente. O fim do tour foi no bairro Getsemaní, um lugar de Cartagena de alta atividade cultural e noturna, com ótimos bares e barracas do melhor do "podrão colombiano". Nesse bairro, se destacam os drinks, que podem ser comprados por um baixo preço comparado a outros lugares. Mas, o que me chamou atenção mesmo foi uma versão das famosas arepas, iguaria típica que foi retratada como forma de cura no filme Encanto pelos poderes da mãe da Maribel. Terminamos a noite no Hard Rock Café. Para quem gosta de lugares chiques, perto do Hard Rock Café fica o bar Alquimico, que tem um drink famoso na cidade chamado Inquisição. Para entrar no Alquimico, é necessário, pelo menos, um traje esporte fino. Cenas noturnas de Getsemaní O segundo dia em Cartagena começou num café Juan Valdéz, o café dos cafeicultores colombianos, à beira da praia de Bocagrande (que lembra muito Balneário Camboriú). Seguimos para o Castillo de San Felipe de Barajas, uma fortificação em formato de castelo que foi usada para defender Cartagena de invasores. Compramos o ingresso na hora, e não foi muito demorado. São longas e grandes subidas, e o lugar é imenso, cheio de túneis e calabouços que são muito interessantes (apesar de claustrofóbicos). De diversos pontos do castelo dá para ter uma visão panorâmica da parte central de Cartagena com o mar do Caribe ao fundo - é lindo demais! Fotos no Castillo San Felipe de Barajas Devido ao calor absurdo que fazia em Cartagena, decidimos passar a tarde em um shopping. Para quem gosta de conhecer edifícios diferentões, o Centro Comercial La Serrezuela foi outrora uma arena de tourada! Convertido em shopping de luxo, não tínhamos muito o que fazer lá, mas fiquei alguns minutos admirando como foi feita a transformação. Fomos almoçar no Mallplaza, um shopping center gigante com lojas para todos os gostos. Comprar na Colômbia é muito vantajoso, especialmente porque alguns produtos custam mais barato lá (como brinquedos) e a conversão acaba valendo bastante a pena! Para quem gosta de Burger King, uma das redes de fast-food locais que gostei bastante foi a El Corral, que segue o mesmo padrão. Centro Comercial La Serrezuela Para terminar o dia, fizemos o percurso das muralhas da cidade, começando pela extremidade onde está o Serrezuela e indo até o Café del Mar, um restaurante que fica lotado durante o pôr-do-sol e é necessário fazer reservas antecipadas para entrar. De noite, fizemos um dos passeios com jantar pela baía de Cartagena, com direito a entrada, prato principal e sobremesa, além de uma garrafa de vinho. O ambiente do barco/iate era incrível, com música típica colombiana e passando pelas paisagens portuárias e litorâneas da cidade. Sentir a brisa da baía à noite foi simplesmente incrível! Estava super ansioso para finalmente poder mergulhar no mar do Caribe! A partir do Muelle de la Bodeguita, um dos pequenos portos em frente à Praça do Relógio, seguimos em uma lancha de alta velocidade sobre o mar aberto do Caribe! Foi uma aventura e tanto, especialmente porque eu nunca tinha andado em uma embarcação aberta com aquela velocidade! De tempos em tempos, a água entrava no barco a partir de ondas, molhando tudo! Foram vários banhos até chegar no Arquipélago das Ilhas do Rosário, um arquipélago paradisíaco que fica a 1h e 30 minutos da cidade. Há muito o que fazer nas ilhas. Você pode pagar o ingresso do Oceanário, um local com shows de animais selvagens ou fazer um mergulho nas águas do arquipélago (vale muito mais a pena!). A água é extremamente límpida, e você consegue ver em alta definição toda vida marinha do local. Por ser mar aberto, a força da corrente é bastante forte, então é recomendável saber nadar para fazer essa atividade, mesmo que ofereçam boia. Esse mergulho está entre um dos momentos mais inesquecíveis da minha vida! Mar no Arquipélago das Ilhas do Rosário No caminho de volta para Cartagena, paramos para almoçar na Playa Blanca, uma praia de faixa de areia estreita que tem águas límpidas e turquesa. Como amo água quente, depois que entrei no mar, foi difícil sair! Mas, como estava cheio de fome, saí correndo para comer um dos principais pratos da Colômbia: peixe! O peixe vem inteiro no prato, sendo preciso pegar com a mão e desmanchá-lo para comê-lo em segurança e sem espinhas! Muito doido… Para tudo tem a primeira vez! Por ser um local turístico, tudo em Playa Blanca é cobrado (com um preço bem salgado!), como massagens (que chegam em você de forma aleatória), barracas, cadeiras e mesas! Playa Blanca Na última noite em Cartagena, escolhemos passear pelo bairro de Bocagrande e apreciar como é um bairro residencial de alto padrão na Colômbia. Tudo estava muito tranquilo, com uma linda vista para a baía e seus diversos elementos. Jantamos no Bocagrande Plaza Mall, um pequeno shopping com cinema. Cartagena é uma cidade maravilhosa, e foi a grande responsável por me apaixonar pela Colômbia de forma instantânea. São muitas manifestações culturais diferentes, com uma pluralidade de dar gosto de ver, apreciar e respeitar! Orla de Bocagrande Parte II: San Andrés Confesso que não imaginava conhecer uma ilha do Caribe tão cedo. Por estar sempre focado em montanhas-russas, pouco pensei em um dia me deslocar às ilhas para fazer turismo. Felizmente, San Andrés era um dos lugares que meu amigo gostaria de conhecer e encaixamos três dias na ilha para aproveitarmos. Te falar que logo na chegada foi paixão à primeira vista! Assim que vi o mar mudar de cor da janela do avião e caminhar pelas bucólicas calçadas do centro, vi que havia quase me teletransportado para um ambiente único. Nossa hospedagem foi a Pousada Smith Town, que possui quartos ótimos para uma estadia na ilha - tínhamos acesso a TV, frigobar, microondas, e boas camas! A pousada fica localizada num pequeno beco na Avenida 20 de Julio. Como já estávamos no meio da tarde, deixamos as coisas no quarto e seguimos para o calçadão da Playa Spratt Bight, a principal da cidade. O primeiro contato com o mar de San Andrés foi muito impactante. Sete tons diferentes de azul tomavam conta do meu olhar, e eu fiquei uns dez minutos somente admirando aquele lindo mar! Playa Spratt Bight San Andrés é uma cidade simples, beirando o rústico. Hoje, quem vive na ilha nasceu nela e sobrevive de alguma atividade econômica característica do local, como pesca ou turismo. O governo colombiano tem um extremo controle sobre quem entra em San Andrés, a começar pela taxa da “tarjeta de turismo” de 118.700 pesos colombianos (a partir de 6 anos), paga no aeroporto de origem, antes de embarcar. É importante guardar a tarjeta de turismo até o fim da estadia na ilha, pois o governo a solicitará para você sair da ilha! Saímos do aeroporto a pé mesmo, e tudo que fazíamos na ilha era assim. Existe a possibilidade de pedir um táxi ou um jeep-táxi (veículos que se assemelham a um carrinho de golfe e anda pela ilha), porém resolvemos economizar dinheiro, já que não faríamos nenhum longo deslocamento. Também dá para alugar moto (com a carteira de carro do Brasil) ou um jeep-táxi. O centro da cidade é cheio de lojas típicas de cidades turísticas e litorâneas: lojas de itens para turista, lojas de roupa de surfe e skate, lojas de eletrônicos (dá para conseguir algumas boas ofertas!), lojas de produtos importados e lojas de iguarias colombianas. Se eu tivesse vindo com mais dinheiro, juro que teria me acabado de comprar nessas lojas! Ao cair da noite, recomendo muito assistir o anoitecer sentado na areia da praia e sentindo o aumento da brisa marinha! O próximo dia foi um dos mais esperados: pegamos um barco até Johnny Cay, um dos paraísos de San Andrés. Por conta de estar protegida por uma grande barreira de corais, o mar em San Andrés é relativamente calmo, porém na manhã daquele dia nuvens pesadas tornaram tudo ainda mais emocionante (de novo!). Felizmente, lá pelo meio da tarde elas foram embora e podemos curtir a ilha selvagem de Johnny Cay em paz. De areias clarinhas e água extremamente gostosa, o lugar dá vontade de nunca mais ir embora! O único sinal de civilização na ilha são os restaurantes, que preparam pescados deliciosos e baratos (aproximadamente 45.000 pesos colombianos) e ótimos drinks, como a perfeita Cuba Libre que tomei dentro de um coco. O povo do Caribe não brinca em serviço! Johnny Cay O nosso capitão do barco nos levou até o limite da barreira de corais, para podermos ver um pouco da defesa natural de San Andrés. O mar bate muito e é difícil enxergar qualquer coisa, mas em alguns pontos de água cristalina, dá para ver a infinidade de corais. Seguimos para o Aquário, na ilha de Rose Cay, que estava lotado de turistas que tentavam a todo custo ver peixinhos que não se incomodavam com a presença de tantos humanos invasores ali. O aluguel do equipamento de mergulho é feito no próprio local e é pago somente com dinheiro vivo (pesos colombianos). Uma dica é não ficar muito onde existem pessoas concentradas, assim dá para ver peixes diferentes (que se assustam fácil com uma alta quantidade de pessoas). Aproveitamos o restante da tarde ensolarada para pegar um sol na praia principal da cidade e andar um pouco mais pelo calçadão. No lado extremo-direito tem dois ótimos pontos de alimentação baratos: o fast-food El Corral e o Beer Station, um restaurante com todas as cervejas colombianas e pratos típicos da ilha. A vista para o mar é hipnotizante, assim como todas as vezes que eu olhava para os diferentes tons de azul. A vida noturna de San Andrés acontece no calçadão mesmo, com turistas e locais dançando reggaeton e ritmos colombianos. No último dia da ilha, tomamos um café da manhã na Heladeria Artigiani, uma sorveteria no calçadão (ao lado da Domino’s) que oferece ótimas opções quentinhas, como pão na chapa com ovo e recheios! Tiramos o dia para fazer um dos “passeios obrigatórios” de San Andrés: a volta pela ilha em um ônibus chiva, um tipo de ônibus típico colombiano que tem música e incentiva os passageiros a dançar (algo como a nossa “Carreta Furacão”). O percurso demora aproximadamente 4 horas e possui 17,7 quilômetros de extensão. Durante o passeio, o guia-motorista vai explicando a história e algumas curiosidades da ilha. Existem alguns passeios à parte que o ônibus para, como a Casa Museu, uma casa recriada dos primeiros colonizadores da ilha (COP10.000 (R$10,70)); a Gruta de Morgan, uma caverna que abriga a lenda do pirata Morgan (COP20.000 (R$21,40)) e a Piscina West View, um clube de praia (COP6.000 (R$6,40)). Não identifiquei que nenhuma das três atrações são imperdíveis. Hoyo Soplador O destaque da volta à ilha é o Hoyo Soplador, uma formação natural rochosa em que a água do mar em uma grande onda entra debaixo da rocha e sai na superfície através de um buraco, como um gêiser. A quantidade de água que sai depende da força da onda ao bater contra o quebra-mar, sendo uma surpresa para quem fica esperando um banho! Como esse é um fenômeno 100% natural, é provável que ele não aconteça, já que existem dias em que o mar pode estar calmo. A entrada no Hoyo é gratuita, mas as barracas ao seu redor cobram o consumo de pelo menos um drink (é gostoso!) para permanecer no espaço. Depois do passeio, terminamos os dias em San Andrés olhando, mais uma vez, o anoitecer e os barulhos das ondas na praia principal. Parte III: Eixo Cafeeiro A chegada em Pereira, capital da região do Vale do Café colombiano, era amplamente aguardada por mim por dois motivos: queria muito ver os reais locais que inspiraram a equipe da Disney ao criar Encanto e claro, conhecer um dos melhores parques temáticos da América Latina: o Parque del Café . Distante 1 hora e 30 minutos de Pereira, a viagem até o Parque del Café foi através de uma serra, em que já era possível ver muitas fazendas produtoras. Localizado na cidade de Montenegro, o Parque del Café tem 3 montanhas-russas, entre elas a mais moderna da América do Sul, corredeiras, pista de kart, brinquedos emocionantes, passeio a cavalo, show cultural, e claro, muitas plantações de café! O parque é extremamente divertido e foi uma das melhores visitas que já fiz a um parque temático na vida, especialmente por poder realizar meu sonho de andar a cavalo. Para quem gosta de história, o Museu do Café, que fica dentro do parque, conta toda a história do café na Colômbia, desde a chegada até os dias atuais. Pés de café e montanhas-russas Krater e Montaña Rusa no Parque del Café O dia seguinte foi em Salento, cidade do Vale do Cocora, que inspirou a vila de Encanto. Fomos em um ônibus super fofo e compacto da Expresso Alcalá partindo da rodoviária de Pereira, que demorou apenas uma hora para chegar numa das vilas coloniais mais lindinhas que já vi. O ônibus deixa na entrada da cidade, em uma pequena rodoviária quase que artesanal! As flores, símbolos de Isabela, personagem de Encanto, estavam por todos os lugares! Todos os edifícios da praça e da rua principal são coloridos, e abrigam lojas de artesanatos, roupas e restaurantes. Do centro de Salento partem passeios para as palmeiras gigantes do Vale do Cocora, uma atividade que infelizmente não conseguimos fazer devido ao curto tempo na reta final da viagem. No lugar em que a casa dos Madrigal foi colocada no filme, fica uma escadaria que leva até o mirante de Salento, onde dá para ver toda a cidade. A paz lá em cima é absurda! Almoçamos em um restaurante de comida típica da praça principal, o Cocora's, que oferece um pescado super gostoso com geleia de pimenta. Seguimos viagem para Bogotá, última cidade da viagem. Parte IV: Bogotá A capital da Colômbia é IMENSA, exatamente o que eu esperava de uma das maiores metrópoles da América do Sul. Pela janela do Uber, dava para perceber que cada bairro tinha sua estética, sua história, tipo de arquitetura e ocupação urbana… Bogotá é uma cidade cheia de faces, desigualdades, e pessoas de diferentes tipos, culturas e nacionalidades. Nosso hotel foi o Tequendama Suites and Hotel, em um bairro agradável perto do começo do centro histórico. Começamos o dia andando pela Zona T, área nobre da cidade com lojas de marca e um dos maiores e melhores shoppings da cidade: o Centro Comercial Andino. Zona T de Bogotá No dia seguinte, visitamos dois pontos importantes da história e cultura da Colômbia: a Lagoa de Guatavita e a Catedral de Sal de Zipaquirá. Saindo de Bogotá e subindo a serra que circunda a capital, chegamos à Guatavita, uma cidadezinha bucólica de interior. Perto do centro, fica a entrada para o Parque Laguna Guatavita, uma área ambiental protegida que abriga a lagoa. Durante a caminhada até a lagoa, o guia, descendente dos povos originários da região de Bogotá, explica a história de sua tribo e a relação dela com a lagoa, assim como cada episódio que o local sofreu devido a colonização espanhola e britânica. A lagoa é linda, e carrega o misticismo dos indígenas. O guia também ensina alguns rituais de seus antepassados, levando todo mundo a refletir sua real ação com a natureza e o mundo. A lagoa é uma das origens da lenda do Eldorado, uma cidade feita de ouro. Em Guatavita, aconteceu um saque em massa de ouro por parte dos colonizadores já que um rituais antigos da tribo resultava no acúmulo de ouro ao fundo da lagoa. A lagoa esvaziou, e somente aos poucos voltou à vida. Ainda é possível ver a fenda aberta pelos colonizadores para escoar o mineral. Lagoa de Guatavita A próxima parada foi Zipaquirá, uma cidade que lembra muito Ouro Preto (MG). A principal atividade econômica da cidade é a extração de sal das minas subterrâneas. Enquanto exploravam sal, os operários construíram uma enorme catedral nos corredores das minas, com cada ponto da Via Sacra sendo representado dentro da mina por combinações de rochas e minerais. As três naves da catedral (parte central) são imensas, com as luzes dos LEDs fazendo um show à parte na iluminação de cada aposento. A energia dentro do lugar é um pouco pesada, acredito que seja pelo fato de ser subterrâneo. De toda forma, uma bela obra de engenharia! Catedral de Sal Arepa colombiana tradicional O último dia foi uma mega correria! Você faria dois parques de diversões no mesmo dia? Difícil essa missão, né? Infelizmente, devido a uma mudança repentina nos voos, tivemos que fazer os dois parques de Bogotá juntos no mesmo dia, e o pior, num domingo! Acordamos bem cedo e começamos a andar pela Carrera 7, uma das vias do centro histórico que aos fins de semana, fica aberta somente ao tráfego de pedestres. Nela, já podíamos ver a pluralidade de Bogotá em seus diversos tipos de edíficio e pessoas que caminhavam. A Carrera 7 possui ao seu redor muitos pontos turísticos legais, como o Parque de la Independencia, o Museu de Arte Moderna de Bogotá, a Igreja de Nuestra Señora de las Nieves, o Museu Internacional da Esmeralda, a Igreja de São Francisco e o Museu do Ouro. Seu final é na Praça de Bolívar de Bogotá, onde estão os principais edifícios governamentais de Bogotá, como o Capitólio Nacional, o Palácio de Justiça, a Prefeitura da cidade, e a Presidência. A Basílica de Bogotá, que também fica na praça, é um edíficio da época colonial. Igreja de Nuestra Señora de las Nieves Basílica de Bogotá Igreja de São Francisco Capitólio Nacional Marco Zero de Bogotá O Museu do Ouro é um dos principais atrativos turísticos de Bogotá e impressiona pela grandiosidade de sua exposição. É considerado um dos maiores museus de ouro do mundo, e um dos principais. Seu acervo é constituído de trabalhos pré-colombianos que utilizam como matéria-prima fundamental o ouro da região, necessariamente ligados à rotina e ao cotidiano de seu povo, exposto em salas no segundo e no terceiro andar. O museu divide suas exposições através dos diferentes uso do ouro através dos tempos no território colombiano, começando pela metalurgia e mineralogia pré-hispânica, e indo pelos períodos de uso do ouro no artesanato e em adornos, uso para tradução de pensamentos e sentimentos, e por último, no uso de oferendas, onde o ouro voltava à Terra. O primeiro dos parques foi o Salitre Mágico , um lugar com uma atmosfera muito parecida com a do Playcenter. Ele está instalado bem no meio de Bogotá, e do alto de seus brinquedos dá para ter uma noção da imensidão que é a capital colombiana. Brinquedos clássicos compõem o quadro de atrações do Salitre, como chapéu mexicano, torre de queda livre, labirinto do terror, splash, pista kart e infantis. O destaque são as duas montanhas-russas, Magnus e Doble Loop. Cada uma com duas inversões, são experiências bastante intensas e que adorei! O Salitre Mágico é uma ótima opção do que fazer com crianças ou adolescentes em Bogotá! Tem atrações para todo mundo! Atrações Magnum, Centrox e Doble Loop no Salitre Mágico Do outro lado da cidade, o Mundo Aventura é um parque menor, mas com atrações totalmente diferentes do Salitre Mágico, o que faz com que ambos se complementem. Como saí correndo do Salitre para ir ao Mundo Aventura sem perder o voo, acabei tendo apenas duas horas para curtir o parque. Foi o suficiente para ver seus ótimos brinquedos, como uma montanha-russa no escuro, uma torre gigantesca de queda livre que sobe de forma acelerada e permite ver uma vista de tirar o fôlego do topo, além de outras atrações radicais, familiares e infantis. Destaque para o pêndulo giratório gigante, splash, e um navio de balanço reverso - um dos brinquedos mais assustadores de toda a América do Sul! As crianças têm uma área exclusiva para elas, assim como atividades educativas e descobertas. Sendo um parque completo, apesar de seu tamanho, o Mundo Aventura é uma ótima opção para toda família em Bogotá. Atrações Gravity, Vertical Swing e Ranger no Mundo Aventura Acabei a viagem da Colômbia em completo êxtase e totalmente encantado com o que o país me ofereceu em apenas 11 dias. Todos os dias foram muito intensos, e cheios de coisas novas para se descobrir! A cultura colombiana é presente em absolutamente em todos os lugares, e é impossível você não deixar se envolver! Uma viagem para Colômbia é capaz de agradar todos os tipos de turistas, sejam aqueles que buscam por sol, que buscam por serra, que buscam por aventuras, ou que buscam história e cultura. Foi uma viagem leve, alegre, cheia de energia, em que cada lugar tinha sua própria forma de exaltar e mostrar seu encanto colombiano. Quanto custa viajar para a Colômbia? Data: Fevereiro de 2023 Período: 11 dias Número de pessoas: 2 Custos: 1) Deslocamentos Passagem aérea Rio de Janeiro-Bogotá-Rio de Janeiro: R$ 2.200 (via Latam) Passagem aérea Bogotá-Cartagena: R$ 375 (via Latam) Passagem aérea Cartagena-San Andrés: R$ 331 (via Latam) Passagem aérea San Andrés-Pereira: R$ 329 (via Viva) Passagem aérea Pereira-Bogotá: R$ 307 (via Viva) Preço médio de cada deslocamento via Uber: R$ 20 2) Hospedagem (dividido por 2) 3 noites no CastilloMar Hostel em Cartagena: R$ 430 3 noites na Posada Smith Town em San Andrés: R$ 667 2 noites no Gran Hotel em Pereira: R$ 239 2 noites no Tequendama Suites em Bogotá: R$ 549 3) Ingressos e passeios Ilhas do Rosário: R$ 329 Cruzeiro com Jantar em Cartagena: R$ 171 Johnny Cay + Aquário: R$ 90 Chiva em San Andrés: R$ 55 Parque Nacional del Café + Transfer ida e volta: R$ 345 Guatavita + Catedral de Sal: R$ 355 Salitre Mágico: R$ 60 Mundo Aventura: R$ 70 4) Diversos Comida: R$ 2500 TOTAL (por pessoa): R$ 6.902,00 (custos 1 à 3) + R$ 2500,00 (custo 4) = R$ 9.402,00 Roteiro: 16/fev - Chegada em Cartagena / Explorar o Centro Histórico + Getsemaní 17/fev - Castillo San Felipe de Barajas + Centro Histórico + Cruzeiro com Jantar 18/fev - Ilhas do Rosário 19/fev - Chegada em San Andrés / Praia Spratt Bight 20/fev - Johnny Cay + Aquário 21/fev - Volta à Ilha de San Andrés em Chiva 22/fev - Chegada em Pereira / Explorar o centro de Pereira 23/fev - Parque del Café 24/fev - Salento /Chegada em Bogotá 25/fev - Guatavita + Zipaquirá 26/fev - Centro Histórico de Bogotá + Salitre Mágico + Mundo Aventura / Retorno ao Brasil "Colombia, te quiero tanto, que siempre me enamora tu encanto" Carlos Vives, para o filme Encanto da Disney << Viagem anterior Próxima viagem >>

  • Todas as Montanhas-Russas que Já Andei | Lista Completa

    Lista completa de todas as montanhas-russas que já andei pelo mundo, com parques, países e experiências reais de quem vive isso. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! Convido você a conhecer todas as 768 montanhas-russas que eu já andei. Cada uma é única e me trouxe diversas sensações diferentes. Eu amo montanhas-russas com airtime, isto é, aquela sensação que temos quando levitamos do banco! Porém, outras pessoas preferem ficar de cabeça para baixo, velocidade, altura, queda e até mesmo brutalidade. Qual é o seu gosto? Os destaques estão organizados nas caixinhas coloridas logo abaixo desse texto e todas as montanhas-russas estão ordenadas em forma decrescente, da mais recente que andei até a primeira. Se você clicar na imagem, você será transportado para o Youtube (quando disponível) , onde poderá dar uma voltinha na montanha-russa! E... subiu! Boa viagem! Raphael Figueiredo Aço x Madeira Parque favorito Montanha-russa favorita Mais alta Mais rápida Aço: 642 Madeira: 104 Disney California Adventure Maverick Cedar Point Kingda Ka (139m) Six Flags Great Adventure Kingda Ka (206 km/h) Six Flags Great Adventure Mais longa Mais radical/assustadora Fabricante que mais andei Six Flags favorito Parque brasileiro favorito The Beast (2.243m) Kings Island Intimidator 305 Kings Dominion Vekoma (119) Cedar Point Hopi Hari Número de países Número de parques Montanhas-russas RADICAIS Montanhas-russas FAMILIARES Montanhas-russas INFANTIS 22 187 405 258 105 CONFIRA AS MINHAS 50 MONTANHAS-RUSSAS FAVORITAS SAIBA TUDO SOBRE MONTANHAS-RUSSAS E SUA HISTÓRIA 768 Aço Ice Breaker SeaWorld Orlando Flórida Estados Unidos FABRICANTE Premier Rides MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 28,3 EXTENSÃO (m) 579,10 VELOCIDADE (km/h) 83,7 INVERSÕES 0 765 Aço Hagrid's Magical Creatures Motorbike Adventure Islands of Adventure Flórida Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Family Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 19,8 EXTENSÃO (m) 1.540,20 VELOCIDADE (km/h) 80,5 INVERSÕES 0 762 Aço Slinky Dog Dash Disney's Hollywood Studios Flórida Estados Unidos FABRICANTE Mack MODELO Family Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 15 EXTENSÃO (m) S/ dados VELOCIDADE (km/h) 64 INVERSÕES 0 759 Aço Tigris Busch Gardens Tampa Flórida Estados Unidos FABRICANTE Premier Rides MODELO Sky Rocket II TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 45,7 EXTENSÃO (m) 263,00 VELOCIDADE (km/h) 99,8 INVERSÕES 1 756 Aço Mine-Cart Madness Universal Epic Universe Flórida Estados Unidos FABRICANTE ART Engineering GmbH MODELO Family Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) S/ dados EXTENSÃO (m) S/ dados VELOCIDADE (km/h) S/ dados INVERSÕES 0 753 Aço Stardust Racers: Photon Universal Epic Universe Flórida Estados Unidos FABRICANTE Mack MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 40,5 EXTENSÃO (m) 1.500,00 VELOCIDADE (km/h) 99,8 INVERSÕES 1 750 Aço The Joker Six Flags Discovery Kingdom Califórnia Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 30,5 EXTENSÃO (m) 975,40 VELOCIDADE (km/h) 85,3 INVERSÕES 3 747 Aço The Big One Pleasure Beach Inglaterra Reino Unido FABRICANTE Arrow Dynamics MODELO Hypercoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 64,9 EXTENSÃO (m) 1.675,50 VELOCIDADE (km/h) 119,1 INVERSÕES 0 767 Aço Penguin Trek SeaWorld Orlando Flórida Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Family Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 19,8 EXTENSÃO (m) 920,50 VELOCIDADE (km/h) 69,2 INVERSÕES 0 764 Aço Velocicoaster Islands of Adventure Flórida Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 47,2 EXTENSÃO (m) 1.432,00 VELOCIDADE (km/h) 112,7 INVERSÕES 0 761 Aço Guardians of the Galaxy: Cosmic Rewind EPCOT Flórida Estados Unidos FABRICANTE Vekoma MODELO Spinning TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) S/ dados EXTENSÃO (m) 1.700,00 VELOCIDADE (km/h) 97 INVERSÕES 0 758 Aço Iron Gwazi Busch Gardens Tampa Flórida Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Hybrid TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 62,8 EXTENSÃO (m) 1.241,00 VELOCIDADE (km/h) 122,3 INVERSÕES 2 755 Aço Hiccup's Wing Gliders Universal Epic Universe Flórida Estados Unidos FABRICANTE Intamin MODELO Family Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 15 EXTENSÃO (m) S/ dados VELOCIDADE (km/h) 72 INVERSÕES 0 752 Aço Siren's Curse Cedar Point Ohio Estados Unidos FABRICANTE Vekoma MODELO TILT Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 48,8 EXTENSÃO (m) 904,00 VELOCIDADE (km/h) 94 INVERSÕES 2 749 Aço Sidewinder Safari Six Flags Discovery Kingdom Califórnia Estados Unidos FABRICANTE Zamperla MODELO Wild Mouse TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 13 EXTENSÃO (m) 420,00 VELOCIDADE (km/h) 46,8 INVERSÕES 0 746 Madeira Blue Flyer Pleasure Beach Inglaterra Reino Unido FABRICANTE Philadelphia Toboggan Company MODELO Custom Wooden Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) S/ dados EXTENSÃO (m) 335,00 VELOCIDADE (km/h) S/ dados INVERSÕES 0 766 Aço Pipeline SeaWorld Orlando Flórida Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Stand-Up Coaster TREM Em pé STATUS Operando ALTURA (m) 33,5 EXTENSÃO (m) 899,20 VELOCIDADE (km/h) 96,6 INVERSÕES 0 763 Aço TRON: Lightcycle Run Magic Kingdom Flórida Estados Unidos FABRICANTE Vekoma MODELO Motocoaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 23,8 EXTENSÃO (m) 966,00 VELOCIDADE (km/h) 95,4 INVERSÕES 0 760 Aço Phoenix Rising Busch Gardens Tampa Flórida Estados Unidos FABRICANTE Bolliger & Mabillard MODELO Inverted Coaster TREM Invertida STATUS Operando ALTURA (m) 24,4 EXTENSÃO (m) 558,10 VELOCIDADE (km/h) 70,8 INVERSÕES 0 757 Aço Curse of the Werewolf Universal Epic Universe Flórida Estados Unidos FABRICANTE Mack MODELO Spinning TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) S/ dados EXTENSÃO (m) S/ dados VELOCIDADE (km/h) 59,5 INVERSÕES 0 754 Aço Stardust Racers: Pulsar Universal Epic Universe Flórida Estados Unidos FABRICANTE Mack MODELO Launched Coaster TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 40,5 EXTENSÃO (m) 1.500,00 VELOCIDADE (km/h) 99,8 INVERSÕES 1 751 Aço Railblazer California's Great America Califórnia Estados Unidos FABRICANTE Rocky Mountain Construction MODELO Raptor Track TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) 32,3 EXTENSÃO (m) 548,60 VELOCIDADE (km/h) 83,7 INVERSÕES 3 748 Aço Batman: The Ride Six Flags Discovery Kingdom Califórnia Estados Unidos FABRICANTE S&S MODELO FreeFly TREM Alada STATUS Operando ALTURA (m) 36,6 EXTENSÃO (m) 310,60 VELOCIDADE (km/h) 61,2 INVERSÕES 0 745 Aço Steeplechase Pleasure Beach Inglaterra Reino Unido FABRICANTE Arrow Dynamics MODELO Steeplechase TREM Sentada STATUS Operando ALTURA (m) S/ dados EXTENSÃO (m) S/ dados VELOCIDADE (km/h) S/ dados INVERSÕES 0 1 2 3 4 5 1 ... 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 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  • Roteiro para o Parque de la Costa: Dicas, Ingressos e Como Chegar

    Planeje sua visita ao Parque de la Costa, em Buenos Aires, com roteiro detalhado, informações de ingressos, transporte, atrações e dicas práticas para aproveitar o dia. Navegue e descubra ingressos , roteiros e pacotes que vão transformar sua experiência nos parques! SE DIVIRTA COMO VOCÊ NUNCA ANTES IMAGINOU NA CAPITAL ARGENTINA A Alegria de la Costa Tour aconteceu de surpresa! Toda viagem que eu fazia tinha um planejamento prévio, porém, ao surgir uma promoção de passagem aérea para Buenos Aires, não pensei duas vezes e emiti o bilhete! Fui surpreendido com um parque de diversões super divertido e uma capital extremamente vibrante, com espetáculos de tango arrebetadores, prédios que me fizeram me sentir na Europa e um povo que nada parece ter rivalidade com o Brasil. 🎢 A Alegria de la Costa Tour foi a viagem internacional mais barata que eu já fiz até o momento, sendo mais barata que muitas viagens nacionais! 🎠 O Parque de la Costa oferece atrações para qualquer gosto - todo o line-up é bem equilibrado para agradar os mais radicais e os mais tranquilos! 🎡 Tigre, cidade onde fica o Parque de la Costa, fica na região metropolitana de Buenos Aires, sendo necessário pegar um trem que viaja pela costa do rio para chegar! 🎢 O Parque de la Costa tem uma montanha-russa muito conhecida pelos brasileiros: a Boomerang, que é idêntica a que operou no Playcenter! 🎠 Buenos Aires tem um "HotZone" para chamar de seu: a rede Neverland, cuja maior unidade fica no Shopping Abasto 🎡 Além dos parques, Buenos Aires é conhecida por sediar inúmeras apresentações de tango, dança originária da região do Rio da Prata. roteiro 1) Chegada em Buenos Aires / Tarde e noite turistando pela cidade / Neverland 📷 Onde fui: Obelisco > Teatro Colón > Avenida Nove de Julho > Avenida Corrientes > Shopping Abasto 2) Parque de la Costa / Noite em Puerto Madero 📷 Onde fui: Madero Tango 3) Dia turistando pela cidade 📷 Onde fui: Caminhada pelo bairro Palermo > Cemitério da Recoleta > Floralis Generica > Plaza de Mayo > Casa Rosada > Calle Florida e Galerías Pacifico > Café Tortoni > Feira de San Telmo > Caminito > La Bombonera 4) Retorno ao Brasil GASTOS DE DESLOCAMENTO Passagens aéreas ✈️ Rio de Janeiro (GIG)-Buenos Aires (EZE) Buenos Aires (EZE)-Rio de Janeiro (GIG) via GOL BRL 1.240 Passagens ferroviárias 🚅 Trem de la Costa: ARS 900 | BRL 5 (por trecho) GASTOS DE HOSPEDAGEM 1) HTL Urbano (localizado a 200 metros da estação de metrô Florida) BRL 790 | BRL 395 por pessoa 3 noites GASTOS DE INGRESSOS Parque de la Costa: ARS 18.800 | BRL 110 (Passaporte Full) Pelo dobro do preço, há a opção de comprar o Passaporte Full com fura-fila unitário por atração incluso. Neverland: ARS 1000 (BRL 6) a ARS 5000 (BRL 30) (preço por atração) Madero Tango: BRL 400 Modalidade Jantar Show (Plateia) ARS = pesos argentinos GASTOS EM VIAGEM Tarifa do metrô de Buenos Aires: ARS 650 | BRL 4 Alimentação: ARS 30.000 | BRL 170 (por dia) x 4 = ARS 120.000 | BRL 680 Fast-food e restaurantes de baixo custo (até ARS 15.000 por refeição) Compras: ARS 90.000 | BRL 500 ARS = pesos argentinos CUSTO TOTAL BRL 3.385 ARS 600.401 Buenos Aires 18 de set. de 2015 A viagem para Buenos Aires foi um surto. Eu tinha acabado de voltar da Califórnia , e um amigo meu ficou me incentivando para irmos conhecer o Parque de la Costa. Os parques da América do Sul não são tão diferentes dos parques brasileiros, tendo até muitos brinquedos parecidos, mas como sempre tive vontade de ver como funcionam os outros parques do nosso continente, aproveitei uma promoção da Gol e parti para a capital argentina para uma rápida viagem de quatro dias. Nunca havia feito uma viagem sem antecedência antes e estava apavorado! Você pode ir a Buenos Aires portando apenas sua carteira de identidade (RG), porém, recomendo ir de passaporte para você ter o carimbo da imigração argentina, além de poder entrar através da entrada eletrônica do Mercosul. É uma imigração bem tranquila, quase até como se você estivesse entrando no Brasil. Durante a imigração, me perguntaram apenas quanto de dinheiro eu estava levando, mas saiba que qualquer agente pode perguntar o que estamos fazendo no país, por quanto tempo iremos ficar , onde iremos ficar e qualquer outra pergunta que ele achar importante. Ter tudo impresso facilita a sua vida caso o agente peça para ver alguma comprovação do que você está falando. Não troque todo seu dinheiro por pesos argentinos no Brasil porque a cotação aqui não vale a pena. É melhor levar dólares estadunidenses e trocar em casas de câmbio na Argentina pelas notas de pesos argentinos. Entretanto, e u saí com algumas notas de pesos argentinos do Brasil, porque qualquer compra rápida que você precise fazer (como passagens de trem, estacionamentos, e compras rápidas de comidas e bebidas), você pode precisar pagar em dinheiro vivo, o que eles chamam lá de en efectivo . Em 2015, os cartões pré-pagos em moeda estrangeira da Wise e a Nomad ainda não estavam em amplo funcionamento como hoje, então usei o cartão de crédito para compras que não fazia com as notas. Entretanto, hoje, recomendo usar o cartão de crédito em apenas situações específicas ou emergenciais. A Wise/Nomad funcionam perfeitamente na Argentina e a conversão entre moedas é bem melhor do que em bancos, evitando perda de dinheiro. Aeroporto Internacional de Ezeiza A promoção da Gol me ofereceu ida e volta para Buenos Aires por 1240 reais, mas as passagens aéreas normais costumam ter preços até 2000 reais. Buenos Aires possui dois aeroportos: Aeroparque e Ezeiza. Ezeiza é o maior deles e fica bem afastado do centro da cidade, e você só consegue sair de lá de taxi ou transfer (não existe Uber, eles são realmente proibidos de operar no Aeroporto). Já o Aeroparque fica no centro da cidade e o deslocamento é bem melhor que Ezeiza, já que em poucos minutos você pode estar no centro ou em alguma estação de trem ou metrô. Existem linhas de ônibus, como a 45A, que saem do Aeroparque e te deixam na Avenida Nove de Julho, a principal da cidade de Buenos Aires. Escolhemos um hotel barato e confortável na região do centro da cidade, o HTL Urbano, que fica a 200 metros da estação Florida do Subte, (nome da rede de metrô, que você pode conferir o mapa aqui. ) O café da manhã era simplesmente maravilhoso! A região em que ele está é muito perto do Puerto Madero, onde se localizam espetáculos de tango e ótimos restaurantes, e da Calle Florida, onde estão as melhores lojas da capital e o famoso shopping Galerías Pacífico, que tem lindos murais em seu teto e possui uma arquitetura incrível . Apesar disso, algumas regiões do centro de Buenos Aires podem ser bem complicadas em termos de segurança e conservação, muito por conta da instabilidade econômica crônica que o país atravessa. Vale sempre ficar atento! O Subte é o metrô de Buenos Aires Mapa do Subte Depois que deixamos nossas malas no hotel, saímos andando pelo centro de Buenos Aires, com a primeira parada sendo o gigantesco Obelisco que fica no meio da Avenida Nove de Julho, construído como parte das comemorações dos 400 anos da primeira fundação da capital e inaugurado em 1936. Perto dele, fica o Teatro Colón, um dos teatros mais lindos de todo o país e que você pode fazer uma visita guiada de 50 minutos por todas as salas do Colón. Das 10h às 16:45, existem saídas com visitas em espanhol a cada 15 minutos, e em português, nos horários de 11:45, 13:00 e 16:00. O custo da visita guiada é de 22.000 pesos argentinos (BRL 125). Você também pode comprar a visita ao Teatro Colón online, clicando aqui . Depois de andar um pouco pela gigantesca Avenida de Nove de Julio, em que você encontra lojas dos mais variados tipos, além de prédios com arquitetura típica europeia. Estão presentes também restaurantes de culinária argentina, como o Museo del Jamón , em que pedimos o menu especial de 36000 pesos argentinos (BRL 200), que conta com entrada, prato principal, sobremesa e uma garrafa de vinho. Gostei muito da qualidade da comida! Se você não quiser investir tanto numa refeição, ótimos restaurantes de comida rápida e lanchonetes também estão espalhadas pela Nove de Julio. Perto do Obelisco, tem um McDonald's, em que os combos variam de 9000 a 12000 pesos argentinos (BRL 50 a 70). Carne típica argentina no Museo del Jamón No cruzamento da Avenida Nove de Julio e da Avenida Corrientes ficam os polos boêmios e culturais da cidade. Ali se concentram incontáveis bares, cafeterias, pizzarias, teatros e livrarias. A Avenida Corrientes também é conhecida pela sua quantidade enorme de lojas. Tem de tudo: roupas, eletrônicos e até mesmo lojas de CDs, que contém o melhor da música argentina e internacional. Nos dirigimos até a Corrientes porque lá fica o Neverland , parque de diversões indoor no Abasto Shopping. Simplesmente um dos parques indoors mais lindo e fofo que já vi! Toda sua decoração é baseado no imaginário de parque de diversões clássico, e é super tematizado. No segundo dia, fomos até a estação Retiro para pegar um trem até a estação Bartolomeu Mitre, onde fizemos transferência para estação Maipú, ponto de partida do trem turístico Tren de la Costa. A tarifa do trem custa 900 pesos argentinos (BRL 5) para seguir até o último município da região metropolitana de Buenos Aires, Tigre. Em Tigre, temos feirinha de artesanato e souvenirs, cassino, teatro, e passeios de barcos no Rio Luján. O maior atrativo de Tigre (e a principal razão dessa viagem) é o Parque de la Costa , maior parque de diversões da Argentina, que contém 4 montanhas-russas, sendo 2 radicais e 2 familiares, brinquedos radicais, o terceiro maior simulador de voo livre do mundo, atração aquática, show interativo excepcional com zumbis, totalizando mais de 60 atrações para toda família! As atrações do parque não são muito diferentes do que vemos no Brasil, mas o Parque de la Costa proporciona um dia extremamente divertido e é uma ótima opção para crianças, adolescentes e jovens apaixonados por adrenalina em Buenos Aires. Mapa dos trens de Buenos Aires À noite, fomos à Puerto Madero, um bairro portuário que se tornou um dos mais lindos, pomposos e chamativos de Buenos Aires. Outrora em decadência devido às atividades comerciais portuárias, o bairro se transformou com ajuda da cidade espanhola de Buenos Aires em um símbolo da elegância argentina, com a Puente de La Mujer, projeto do famoso arquiteto espanhol Santiago Calatrava, sendo o principal marco da nova fase de Puerto Madero. Perto dela, fica o navio Fragata Presidente Sarmiento, um barco construído em 1897 que realizou 37 importantes viagens ao redor do mundo. Em 1963, foi declarado Monumento Histórico Nacional e desde então funciona como um museu onde é possível percorrer toda a embarcação, preservada e original, conhecendo a sala de máquinas, os canhões, além de uma exposição de recordações da antiga tripulação. Para quem gosta de caminhar, a Reserva Ecológica, localizada atrás das ruas de Puerto Madero, em uma ilha, é o local perfeito. Sendo um parque natural e ribeirinho-urbano com lagoas, pântanos, florestas e trilhas para caminhada e ciclismo, atrai turistas até o fim da tarde, quando é possível ver um lindo pôr-do-sol no Rio da Prata. Os edifícios de docas de Puerto Madero hoje abrigam restaurantes da alta gastronomia argentina, como as famosas casas de parrillas . Alguns dos melhores estabelecimentos da região são o Cabaña Las Lilas (argentino), o Villegas (argentino), a La Parolaccia Trattoria (italiano), o Osaka (oriental), o Gourmet Porteño (diversas culinárias), o Brasas Argentinas (buffet livre) e o Johnny Be Good (estadunidense). Foi difícil escolher, mas, como a viagem foi planejada de última hora e tínhamos pouco tempo no país, escolhemos ir direto no Madero Tango , uma das casas mais tradicionais do bairro com espetáculo de tango ao vivo. O Madero Tango possui quatro modalidades para aproveitar o espetáculo da dança típica da região do Rio da Prata: Apenas espetáculo, sem serviço de comida ou bebida (aproximadamente BRL 230); Espetáculo e jantar Plateia, composto por uma entrada, um prato principal, uma sobremesa e bebidas à vontade, entre água, refrigerante e cerveja. Dentro do menu, você poderá escolher entre três opções diferentes de cada prato. Além disso, você terá incluída uma taça de vinho ou champanhe de cortesia (aproximadamente BRL 390); Espetáculo e jantar Executivo, composto por tudo citado na modalidade Plateia, com a opção de escolher entre quatro opções diferentes de cada prato. Além disso, você terá uma localização mais próxima do palco (aproximadamente BRL 455); Espetáculo e jantar VIP, composto por tudo citado na modalidade Executivo, com a melhor visibilidade do espetáculo e um jantar com três pratos como nas modalidades anteriores, podendo escolher entre seis variedades diferentes de cada um deles. Além de bebidas à vontade e fichas para o cassino, você também tem incluída uma aula de tango de 20 minutos ao finalizar o show (aproximadamente BRL 550). Reservamos o terceiro e último dia para aproveitar mais bairros da cidade, selecionando apenas os imperdíveis. Começamos pelo Palermo, que é o maior bairro da capital argentina, em que chegamos através da estação de metrô Scalabrini Ortiz, que é mais perto dos pontos de interesse do que a estação Palermo. Muitos viajantes o consideram como o melhor bairro da cidade para se hospedar, por conta agitada vida noturna e por ter ótimas lojas para fazer compras. Durante nossa caminhada pela manhã, em que chegamos ao Parque Tres de Febrero às 08:00, vimos inúmeros argentinos que gostam de relaxar e praticar esportes, fazendo parecer que o dia tem 48 horas. Com a maior calma do mundo, andamos mais um pouco até o Jardim Japonês, que oferece lindos pontos de foto, além de mudas de cerejeiras e um simpático restaurante de culinária japonesa. Dos bosques e a partir da Plaza Italia, descemos a Avenida Jorge Luis Borges até a Plaza Serrano, onde ficam ótimas lojas e restaurantes do bairro. São lojas de moda, calçados, outlets e decoração de casas! Floralis Generica Para ganhar tempo (porém, se possível, faça esse percurso a pé. Dura 1 hora, mas você conhece boa parte das ruas de Palermo), pegamos um táxi até a Recoleta, um dos bairros de alto padrão de Buenos Aires. Sua arquitetura é inspirada nos estilos franceses, com os prédios sendo ótimos pontos para tirar foto. O ponto turístico mais famoso do bairro é o Cemitério da Recoleta, onde ficam os restos mortais de famosos argentinos, como de Eva Perón. Perto do cemitério está a sensacional Biblioteca Nacional Mariano Moreno, que tem uma arquitetura única do estilo moderno. Outro símbolo perto é a Floralis Genérica, uma escultura de flor contemporanêa que recentemente viralizou nas redes sociais. Pegamos o metrô novamente na estação Facultad de Derecho (que fica muito perto da Floralis Generica) até a estação Onze/Plaza Miserere para fazer a baldeção com a Linha Azul até a estação Plaza de Mayo/Casa Rosada. A tarde começou com uma visita guiada à Casa Rosada, a sede do governo argentino, localizada na Plaza de Mayo, a praça onde estão os edifícios mais importantes da capital. Infelizmente, dede 2020, não é mais possível fazer essa visita, cabendo aos turistas somente apreciar sua majestosa arquitetura externa. Na Plaza de Mayo, ainda estão a sede do Banco de la Nación Argentina e a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, que tem um estilo neogótico e outrora foi chefiada pelo atual Papa Francisco. Perto dela, o Museo Histórico Nacional del Cabildo y la Revolución de Mayo oferece visitas grátis pela importante história argentina e o Museu do Bicentenário da Casa Rosada (localizado atrás da Casa Rosada) mostra itens referentes a história do prédio. Da Plaza de Mayo, seguimos pela Avenida de Mayo até o Café Tortoni, um café Icônico em estilo francês inaugurado em 1858 e famoso pela cultura e shows de tango ao vivo. É um restaurante completo, oferecendo café da manhã, almoço e janta (aberto de 8h as 21h). Os preços médios de cada item abaixo são: Café espresso: 1800 pesos argentinos (BRL 10) Cold brew (café gelado): 3200 pesos argentinos (BRL 18) Café da manhã completo (refeição + suco) 6500 a 15000 pesos argentinos (BRL 37 a BRL 85) Sanduíches: 5000 pesos argentinos (BRL 30) Pratos completos para almoço ou janta: 8000 a 17000 pesos argentinos (BRL 45 a BRL 100) Bebidas (sem álcool e cerveja): 1000 a 4000 pesos argentinos (BRL 6 a BRL 25) A partir do Café Tortoni, andamos meia hora ao sul pela Calle Piedras até o bairro de San Telmo, onde na Praça Dorrego, acontece a Feirinha de San Telmo, que começa a partir das 10h somente aos domingos e vai até escurecer. Além de diversos produtos de antiguidade, a feira também vende artesanato local, produtos com temas da cidade, livros, discos, camisetas, óculos, chapéus, cartões, fotografias, CDs, pôsteres, roupas e calçados. Dançarinos, atores, músicos, desenhistas, músicos, e diversos artistas independentes se apresentam em troca de diversão e de alguns pesos argentinos. Em especial, o tango e a milonga são apresentados por moradores da cidade, que se encontram nos domingos à tarde e dançam até o início da noite. Tradicionalmente às 19h, um grupo formado por argentinos toca samba de enredo e anima os turistas brasileiros e de todas as partes do mundo. Feira de San Telmo na calle Defensa Antiguidades na Feira de San Telmo No cruzamento da calle Defensa com a calle a Chile tem a estátua da Mafalda, a famosa personagem de histórias em quadrinhos do desenhista Quino. Localizada logo à frente do prédio onde viveu o seu criador, a estátua atrai diariamente diversos turistas para tirar uma foto com a pequena personagem sentada em um banco de praça. Não deixe de tirar a sua foto! Mafalda em San Telmo O nosso último ponto em Buenos Aires foi o Caminito, um pequeno calçadão de 150 metros com casinhas coloridas no bairro La Boca. Chegamos lá de táxi (de San Telmo dá uma corrida de pouco mais de 10 minutos), e aproveitamos um pouco das muitas lojas de souvenires que existem pelo bairro. O Caminito é um grande museu a céu aberto, com os prédios do local sendo as obras de arte, mas, dois museus valem a pena a visita: a Fundação Proa, dedicado à arte contemporânea, e o Museu Benito Quinquela Martín, que abriga as obras de um dos artistas plásticos argentinos mais famosos. Em La Boca, está um dos estádios mais emblemáticos da América do Sul: a La Bombonera, do time Boca Juniors. Infelizmente, a visita ao estádio está suspensa, mas o museu do time segue aberto todos os dias das 10h as 18h, com o ingresso custando 15000 pesos argentinos (BRL 85). Torço para que em breve a visita ao estádio retorne, porque pisar na La Bombonera é um momento surreal. O time rival do Boca Juniors, o River Plate, segue oferecendo visitas guiadas ao seu estádio, o Monumental, que atualmente detém o recorde de maior estádio da América do Sul, com 84.567 lugares. O estádio fica no bairro Belgrano, vizinho de Palermo, e é acessível pela estação de trem Ciudad Universitaria. As visitas guiadas ao estádio custam 28000 pesos argentinos (BRL 160) e acontecem todos os dias, com a última visita saindo as 17h. Você pode efetuar a compra online, clicando aqui . Andar pelas ruas de Buenos Aires é ter um gostinho do que é a arquitetura europeia e isso me causou um grande impacto. Foi a primeira vez que vi algo diferente do Brasil e dos Estados Unidos e simplesmente estava maravilhado com um universo tão diferente. Agradeço a receptividade dos argentinos comigo, especialmente quando não conseguia falar o espanhol e eles se esforçavam para entender o português! Não vejo a hora de voltar à Buenos Aires e explorar mais dessa capital tão única e que tem uma infinidade de atrações a oferecer. "As ideias têm suas raízes na inteligência, mas os ideais têm seu pedestal no coração". Eva Perón << Viagem anterior Próxima viagem >>

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